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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Abundant Life, #4 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Abundant Life, #4
    The Abundant Life, #4
    Kaung, Stephen

    Apropriar-se da vida eterna

    Leituras bíblicas

    Combate o bom combate da fé, toma posse da vida eterna, para a qual foste chamado e fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.
    Ordeno-te, perante Deus, Que dá vida a todas as coisas, e perante Cristo Jesus, Que diante de Pôncio Pilatos deu testemunho da boa confissão;
    que guardes o mandamento sem mácula e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

    Oração

    Mais uma vez, querido Senhor, entregamos este tempo em Tuas mãos. Queremos agradecer-Te porque Tu és o princípio e Tu és o fim. Assim, Senhor, ao chegarmos a esta última sessão da conferência, nós a entregamos em Tuas mãos e oramos, confiando em Ti, para que digas tudo o que ainda precisa ser dito.

    Senhor, estamos todos aqui. Realiza a obra que precisa ser feita em cada um de nós, até que Cristo seja plenamente formado, para a glória de Deus. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    O dom e a plenitude da vida eterna

    Creio, irmãos e irmãs, que, desta vez, o encargo que o Senhor parece me dar e que gostaria de compartilhar com vocês, queridos irmãos e irmãs, é muito simples: apropriar-se da vida eterna.

    Graças a Deus, Ele nos deu a vida eterna. Ela é Sua dádiva. E, no entanto, somos exortados a tomar posse da vida eterna — não no sentido de que Deus vá tirá-la de nós, mas no sentido de que há o perigo de não alcançarmos a plenitude da dádiva de Deus que nos foi concedida.

    Ele quer que tomemos posse da vida eterna. Isto é, seja qual for a realidade dessa vida eterna, que possamos experimentá-la, possuí-la e entrar na plenitude dessa vida. Essa é a vontade de Deus.

    Dizemos que a vida eterna é a dádiva de Deus.

    Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

    Mas a vida eterna não é uma coisa; a vida eterna é uma Pessoa: o Filho amado de Deus.

    Assim, quando Ele nos deu Seu Filho amado como vida eterna, deu-nos tudo. Não há nada mais que Deus possa dar; e, quando Deus dá, Ele jamais dará algo inferior a isso, porque assim é Deus.

    Agradecemos a Deus porque, por Sua graça e misericórdia, recebemos Jesus como o Filho de Deus, o Cristo. E, ao recebê-Lo, Ele entrou em nosso próprio espírito — um espírito novo. Quando entrou em nosso espírito, Ele veio para ser nossa vida. Veio para viver; veio para cumprir o propósito eterno de Deus ao nos conceder essa dádiva da vida eterna.

    Graças a Deus, Ele também nos deu o Espírito Santo, a energia e o poder de Deus. O Espírito Santo também habita em nosso novo espírito para administrar essa vida maravilhosa que Deus nos deu, a fim de que ela realmente cresça segundo Sua lei, Sua natureza e Sua ordem. É assim que podemos realmente tomar posse da vida eterna.

    A Bíblia nos diz qual é o mistério do evangelho. O mistério do evangelho esteve oculto ao longo dos séculos, mas agora foi manifestado a nós. Vemos as riquezas da glória desse mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória.

    Este é o mistério do evangelho: Cristo em vocês. Para quê? Ele está em vocês, a esperança da glória. Agora, irmãos e irmãs, na Bíblia percebemos que glória é um termo muito difícil de definir.

    A única coisa que sabemos é que, sempre que Deus aparece, há glória. Há a glória Shekinah de Deus, porque Deus é glória. E, com Cristo em nós, há a esperança da glória.

    Em outras palavras, isso simplesmente significa que Ele nos glorificará. Ele nos transformará. Ele nos conformará à imagem de Seu Filho amado, e a glória aparecerá até mesmo em nós e por meio de nós. Portanto, esse é o mistério do evangelho, e todos nós participamos dele.

    O Senhor Jesus disse:

    Eu vim para dar vida.

    Isto é, Ele vem para dar a Si mesmo a nós. Mas não para por aí. Ele disse:

    Eu vim para dar vida, para que a tenhais em abundância.

    Agora, o que Ele quer dizer? Simplesmente que vocês serão capazes de experimentar, de se apropriar e de viver plenamente aquilo que essa vida é. Ele não quer que apenas sobrevivamos.

    Talvez fiquemos muito satisfeitos se simplesmente pudermos viver, porque estávamos condenados. Não tínhamos esperança, não tínhamos Deus. Mas um dia Ele nos salva, e podemos viver — e viver até mesmo eternamente. Bem, isso já nos basta. Agradecemos a Deus por isso.

    Mas, como já dissemos, nós podemos estar satisfeitos, porém Deus não estará satisfeito. Ele não estará satisfeito a menos que isso corresponda à Sua natureza, ao Seu caráter e à Sua virtude.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, Ele quer que não apenas tenhamos Sua vida em nós, mas que possamos desfrutar dessa vida e experimentá-la em toda a sua plenitude. Ele não quer que estejamos apenas vivos, levando uma vida miserável que chamamos de cristã.

    Sabem, se temos esperança apenas para esta era, então somos os mais miseráveis de todos os homens. As pessoas do mundo podem desfrutar do mundo; podem fazer o que quiserem para agradar a si mesmas. Mas nós, que temos a vida de Cristo em nós, não podemos.

    E, se nossa esperança é apenas sobreviver nesta terra, então somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, graças a Deus, essa não é a vontade de Deus para nós, porque Ele quer que O experimentemos — Seu Cristo, Seu Filho — em toda a plenitude.

    A plenitude de Deus em Cristo

    Vamos considerar o que é essa vida. Em outras palavras: quem é Cristo. Deus quer que vejamos Seu Filho tanto quanto Ele vê Seu Filho.

    A Bíblia nos diz em Colossenses 2:9:

    Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.

    Muitas vezes penso: o que é a plenitude de Deus? Será que alguém pode realmente compreender, ou mesmo esgotar, o conhecimento do que é a plenitude de Deus? Dizemos que Deus é infinito. Sua plenitude não tem limites.

    Vocês podem pensar no amor de Deus. Graças a Deus, provamos um pouquinho, mas é apenas uma pequenina porção, porque Seu amor não tem medida. Pensamos em Sua justiça. Muitas vezes achamos que somos justos, que estamos fazendo a coisa certa, sem saber que, aos olhos de Deus, isso é como trapos de imundícia.

    Porque Ele é inteiramente justo. Ele é o Justo. O único padrão de justiça é o próprio Deus. Ele é santo e, por ser santo, ninguém pode realmente se aproximar Dele. Quem se aproximasse Dele seria ferido de morte.

    Não sabemos realmente o que é santidade — como Ele é inteiramente diferente de qualquer coisa, de qualquer pessoa. Ele é único, o Santo. Nem mesmo os anjos ousam olhar para Ele, por causa de Sua santidade. E quem somos nós para podermos vê-Lo ou nos aproximar Dele?

    Não sabemos realmente o que é santidade. Não sabemos o que é sabedoria. Não sabemos o que é poder, o que é autoridade ou o que é grandeza. Sabem, quando pensamos na plenitude de Deus, ela é tão plena que está completamente além de nossa compreensão.

    Mas, graças a Deus, toda a plenitude da Divindade habita em Cristo corporalmente — de modo sólido, substancial. Nada mais, porque não pode haver mais; e nada menos.

    Essa é a vida, a vida eterna, que está dentro de nós. Irmãos e irmãs, a plenitude de Deus é algo que só podemos ver de longe, por assim dizer. Mas é a vontade de Deus que sejamos completos Nele.

    Portanto, a vida que está dentro de cada um de nós é uma vida abundante. Mas isso é da parte de Deus. Essa é a verdade. Contudo, o Senhor disse:

    Eu vim para que tenham vida.

    Não apenas que tenham vida, mas que a tenham em abundância.

    Assim, a questão agora é esta: temos a vida abundante dentro de nós, mas será que a temos em abundância? Se realmente considerarmos nossa própria vida cristã, vocês estão satisfeitos? Vocês realmente se sentem plenos? Ou acham que estão apenas sobrevivendo?

    Vocês lutam tanto para viver uma vida cristã e experimentam mais derrotas do que vitórias. A vida parece bastante miserável, pobre. Mas esse não é o desejo de Deus para nós.

    Isso acontece por nossa causa, porque insistimos em viver por nós mesmos. E, quando insistimos, Deus não nos força.

    A vontade humana e a vida espiritual

    Sabem, quando nosso Deus nos criou, Ele nos criou segundo Sua imagem. Ele é a vontade suprema em todo o universo. Ninguém pode Lhe dizer o que fazer. Assim, quando nos criou segundo Sua imagem, Ele nos deu algo muito precioso: uma vontade livre.

    Fomos criados com uma vontade livre. Podemos escolher. Podemos decidir. Essa é a razão pela qual Ele colocou as duas árvores no jardim do Éden, pois o que é uma vontade livre se não se pode escolher?

    Ele não quer que sejamos autômatos. Ele quer uma pessoa viva. Ele respeita nossa vontade, embora seja todo-poderoso, e jamais forçará nossa vontade. Se vocês não querem, Ele não pode obrigá-los.

    Lembro-me de que, certa vez, D. L. Moody realizou uma reunião muito especial, somente para ateus e agnósticos, e todos entraram mediante ingressos. Então Moody começou a lhes pregar o evangelho, e o coração das pessoas foi tocado.

    Assim, ao final da reunião, alguém se levantou e disse: “Quero crer em Jesus, mas não consigo”. E Moody respondeu: “Não é que você não consiga. É porque você não quer”.

    Quem quiser, tome de graça da água da vida.

    Portanto, irmãos e irmãs, vocês percebem que é nossa vontade que Deus sempre respeita. A razão pela qual hoje, queridos irmãos e irmãs, ainda estamos lutando em nossa vida espiritual, em nossa vida cristã, não é que Deus não tenha providenciado tudo. É porque não queremos. Não desejamos isso.

    Queremos fazer as coisas à nossa maneira, e Deus precisa ficar esperando, com longanimidade e paciência, até que cheguemos ao fim de nós mesmos. Então vocês descobrirão que Ele começa.

    Assim, antes de tudo, que o Espírito Santo grave no coração de cada um de nós que Deus não apenas nos deu a vida eterna — a vida abundante, a vida de Cristo —, mas também quer que a tenhamos em abundância. Essa é a vontade de Deus.

    E por que Deus quer isso, e parece que vocês também querem, mas não o experimentam? Por quê? Bem, a razão é que não sabemos quão fortes somos.

    Muitas vezes lamentamos nossa fraqueza. Mas, se vocês realmente conhecem o Senhor, deveriam se gloriar em sua fraqueza, porque é sua força que impede a operação de Deus em nossa vida.

    Algumas pessoas são muito fortes em suas emoções. Suas emoções governam sua vida, e tudo é dirigido por elas. Outras pessoas são muito fortes em sua mente. São sábias; são inteligentes. Estão sempre planejando e tramando, assim como Jacó.

    Outras pessoas são muito fortes em sua vontade — têm vontade forte, são obstinadas, têm uma vontade de ferro. E não sabemos quão fortes somos.

    Essas coisas podem nos servir se vivermos nossa própria vida. São boas servas. Mas essas coisas são inimigas de Deus quando nos achegamos a Ele.

    Enquanto vivermos por nós mesmos, seja por nossas emoções, por nossa mente ou por nossa vontade, Deus precisa ficar esperando — esperando até que digamos:

    Para mim, o viver é Cristo.

    Vocês conhecem essa declaração de Paulo — acham que é fácil dizer isso? Dizemos o tempo todo:

    Para mim, o viver é Cristo.

    Mas isso é real? Quem está realmente vivendo?

    Como podemos ser libertos de nós mesmos, a menos que a lei nos revele que somos absolutamente sem esperança?

    Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

    Sabem, dizem-nos que, nos tempos da Roma antiga, era assim que puniam um assassino. Se alguém matasse outra pessoa, amarravam o homem vivo, o assassino, ao corpo da pessoa assassinada, até que o veneno daquele corpo em decomposição penetrasse nele e ele morresse. Esse é o significado de:

    Quem me livrará do corpo desta morte?

    Será que realmente chegamos a esse ponto em nossa experiência cristã? Se, pela graça de Deus, chegamos a esse ponto, então graças a Deus. Imediatamente, em Romanos 7:25, ele disse:

    Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.

    Então começamos a enxergar:

    Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim:
    e a vida que agora vivo na carne, vivo pela fé, a fé que está no Filho de Deus, Que me amou e Se entregou por mim.

    Ainda estou aqui, mas vivo pela fé. Portanto, todo cristão vive pela fé. Agora, não gosto do sentido em que algumas pessoas usam a expressão “vivo pela fé”, porque não têm outro trabalho e dependem do Senhor para seu sustento.

    Mas, irmãos e irmãs, a menos que vivamos pela fé, como podemos viver? Todos nós vivemos pela fé. Fé é desviar o olhar de nós mesmos. Fé é olhar para Ele. Isso é fé.

    E essa fé não está em nós. É a fé Daquele Que nos amou e morreu por nós. Em outras palavras, vivemos pela fé de Cristo. Cremos que Ele é fiel. Confiamos Nele. Entregamo-nos a Ele. Dizemos:

    Eu creio; ajuda a minha incredulidade.

    Agora, é isso que nos capacita a viver e a dizer:

    Para mim, o viver é Cristo.

    O tesouro em vasos de barro

    O apóstolo Paulo havia aprendido o segredo. Ele disse que havia sido iniciado nele:

    Posso todas as coisas Naquele Que me fortalece.

    Porque ele havia aprendido esse segredo. Agora, talvez possamos colocar isso de outra maneira. Vocês se lembram de Paulo em 2 Coríntios 4. Acabamos de ouvir as crianças falarem sobre esse mesmo assunto.

    Paulo disse:

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós mesmos.

    Todos nós somos vasos de barro — opacos. Mas temos um tesouro. Agora, muitas vezes penso: quem colocaria um tesouro em um vaso de barro? Ninguém. Se vocês têm um tesouro, vão colocá-lo em uma caixa de ouro.

    Mas Deus é tão maravilhoso. Acho que Ele é o único Que coloca um tesouro em um vaso de barro, para que o ladrão não o encontre.

    Todos nós somos vasos de barro — nada, baratos, comuns. E, no entanto, Deus colocou o próprio tesouro de Seu coração, Seu Filho amado, nesse vaso de barro.

    Mas por que Ele o coloca ali? Para guardá-lo? Não. Para que seu resplendor seja de Deus, e não de nós. Em outras palavras, Ele colocou esse tesouro no vaso de barro para que o resplendor do tesouro possa romper o vaso de barro e brilhar para a glória de Deus.

    Esse é exatamente um retrato de vocês e de mim. Muitas vezes pensamos que somos vasos de alabastro, mas Deus diz: “Vocês são apenas vasos de barro”. Mas, graças a Deus, há um tesouro ali.

    E como esse tesouro, a luz do tesouro, pode atravessar o vaso e irradiar sua luz? Como? Somente se esse vaso de barro for rachado ou quebrado.

    Irmãos e irmãs, essa é a razão pela qual o apóstolo Paulo disse:

    Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desesperados;
    perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos.

    Essa é sua experiência. E ele disse:

    Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.

    Portanto, esse é o segredo, irmãos e irmãs.

    A disciplina do Espírito Santo

    O Espírito Santo não apenas nos revelará a verdade, para que vejamos que não temos nada de bom em nós mesmos e estejamos dispostos a olhar para Cristo, mas também organizará nossa vida diária — nosso ambiente, as coisas com que nos deparamos, as pessoas que encontramos, as circunstâncias em que estamos. Ele organizará tudo em nossa vida.

    Assim que somos salvos, irmãos e irmãs, pertencemos a Ele. E, em Seu amor, por Seu Espírito, Ele começa a organizar nossas circunstâncias. Para um cristão, nada acontece por acaso. Tudo é organizado.

    Ele nos ama a tal ponto que até contou os fios de nosso cabelo. Duvido que alguém aqui saiba quantos fios de cabelo tem na cabeça. Embora os cientistas tentem calcular quantos fios de cabelo temos, sabemos que cada pessoa tem um número diferente. Mas Deus sabe quantos fios de cabelo temos. Ele também dá um número a cada fio.

    E, quando vocês pentearam o cabelo nesta manhã, Ele sabia quais eram os números dos fios que caíram de sua cabeça. Ora, se é assim, por que nos preocupamos? Seu cuidado está além da compreensão.

    Ele organizará tudo em nossa vida: as pessoas com quem vocês convivem, as circunstâncias ao seu redor. Algumas podem ser como o alto das montanhas; outras podem ser como vales profundos — todo tipo de circunstância.

    Mas lembrem-se: por trás de tudo isso está a mão de Deus. Chamamos isso de disciplina do Espírito Santo, de correção do Espírito Santo.

    Quando estamos em prosperidade, agradecemos a Deus. Quando estamos em adversidade, murmuramos contra Deus. Mas lembrem-se: tudo vem Dele. Essa é a maneira pela qual o Senhor procura quebrar o vaso de barro.

    Assim, no mesmo capítulo, 2 Coríntios 4, vocês percebem que nosso homem exterior se deteriora, está sendo quebrado, para que o homem interior possa aumentar e crescer. Esse é o único caminho pelo qual, em nossa vida cristã, começamos a experimentar Cristo.

    A morte de Cristo é um fato. Na cruz do Calvário Ele morreu, e um soldado quis ter certeza de que Ele havia morrido. Então, vocês se lembram, uma lança foi cravada em Seu lado para confirmar que Ele estava realmente morto. Isso é um fato. É um grande fato, porque, em Sua morte, nós morremos.

    Mas, no que diz respeito à nossa experiência, trata-se do morrer de Jesus. É o poder da morte. O morrer de Jesus opera em nós para fazer morrer tudo o que procede de nós mesmos — o bom e o mau, a carne boa e a carne má, tudo o que não é de Deus.

    E como? Por meio de nosso ambiente. Ele nos levará ao fim de nossos recursos. Mas lembrem-se: isso não é o fim da vida. Ele nos cercará por todos os lados, como se não houvesse saída, mas, graças a Deus, não estamos completamente encerrados. Há uma saída para o alto.

    Podemos ser perseguidos, mas lembrem-se: nunca somos abandonados. E podemos ser derrubados muitas vezes, mas não somos nocauteados. Sempre nos levantamos de novo. Isso só é possível por Sua vida.

    Ele nos levou ao nosso fim para que Ele pudesse Se tornar o princípio. Irmãos e irmãs, esse é o processo. É assim que Deus nos conduz à plenitude de Cristo. É assim que Ele nos leva ao nosso fim, e nosso fim é Seu começo.

    Graças a Deus por isso. Precisamos ser gratos pela adversidade, assim como pela prosperidade.

    A vida além do véu

    Agora, se vocês realmente estão passando por essa operação de Deus em sua vida, o que lhes acontecerá? Em que tipo de vida vocês se encontrarão? Para mim, penso que há duas coisas. Vejamos Hebreus 6:19-20:

    A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até o interior do véu;
    onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-Se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

    Aqui vemos essa expressão: “o interior do véu”. Sabem, irmãos e irmãs, se vocês realmente têm Sua vida e a têm em abundância, como será sua vida? Vocês descobrirão que estão além do véu.

    Agora, creio que todo irmão e toda irmã sabem o que é o véu. No Antigo Testamento, entre o Santo dos Santos e o Lugar Santo havia um véu espesso. Ele separava o Santo dos Santos do Lugar Santo.

    No Santo dos Santos não há nada além da arca, do propiciatório e da glória de Deus repousando sobre o propiciatório, entre os dois querubins. Em outras palavras, o Santo dos Santos é onde Deus habita — nada mais.

    Mas há um véu ali. As pessoas não podem enxergar através dele; as pessoas não podem entrar, porque são pecadoras e impuras. O sumo sacerdote, uma vez por ano, com sangue e incenso, entrava naquele lugar santo atrás do véu, uma vez por ano, e logo saía, porque o caminho para o Santo dos Santos ainda não havia sido aberto.

    Mas, graças a Deus, quando nosso Senhor Jesus foi crucificado, no momento em que disse:

    Está consumado.

    Encontramos em Mateus que o véu do templo se rasgou de alto a baixo.

    O caminho para o Santo dos Santos está aberto. Assim, em Hebreus 10, somos informados de que agora temos ousadia para entrar no Santo dos Santos. Como? Pelo sangue do Cordeiro e pelo novo e vivo caminho que Ele consagrou para nós. E temos Cristo Jesus como nosso Sumo Sacerdote.

    E Hebreus 10 diz que o véu é Sua carne. É o corpo de nosso Senhor Jesus. Quando Seu corpo foi partido na cruz do Calvário, o véu do Santo dos Santos se rasgou de alto a baixo.

    Ele abriu um caminho para o Santo dos Santos. Ele consagrou esse caminho, e ele é um novo e vivo caminho para cada um de nós. Assim, irmãos e irmãs, como podemos viver na própria presença de Deus? Pelo sangue do Cordeiro.

    Mas, além disso, pelo novo e vivo caminho que Ele abriu para nós através de Sua carne. É um caminho consagrado e aberto para que andemos nele. Em outras palavras, desfrutamos dos benefícios de Seu sangue, mas somos chamados a trilhar o caminho que Ele percorreu antes de nós.

    Nossa carne precisa ser quebrada. É pela operação da cruz em nossa vida que nossa carne é quebrada, nossa vida própria é quebrada, e então sabemos que temos Cristo como nosso Sumo Sacerdote, vivendo para sempre e intercedendo por nós incessantemente, a fim de que Ele possa salvar totalmente todos os que se aproximam de Deus por meio Dele.

    Irmãos e irmãs, agora é nosso privilégio viver além do véu. Com o rosto descoberto, contemplamos Sua glória e somos transformados de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.

    Assim, nossa experiência será viver diariamente na presença de Deus.

    Sabem, lembro-me de que nosso querido irmão Watchman Nee disse que, quando era um jovem cristão, leu aquele livro do irmão Lawrence, A prática da presença de Deus. Então começou a praticá-la.

    Mas descobriu que não era tão fácil. Porque, vejam, ele pensava estar na presença de Deus, mas, quando se ocupava com outras coisas, esquecia que estava na presença de Deus. Isso se tornou um verdadeiro problema para ele durante muitos anos. Ele não sabia o que fazer.

    Então, finalmente, o Senhor lhe mostrou: “Você não pode viver em Minha presença por meio da memória, porque sua memória pode falhar”.

    Agora, como vocês podem viver em Sua presença incessantemente? O homem exterior precisa ser quebrado. Então vocês vivem pelo homem interior e estão na presença de Deus.

    Considero esse um caminho melhor, porque não depende de nosso próprio esforço. É realmente por Sua graça.

    O opróbrio de Cristo fora do arraial

    E penso que a outra coisa que realmente caracteriza uma pessoa que vive a vida de Cristo em abundância está em Hebreus 13:12-14:

    Por isso também Jesus, para santificar o povo por Seu próprio sangue, sofreu fora da porta.
    Saiamos, pois, a Ele, fora do arraial, levando o Seu opróbrio.
    Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir.

    Irmãos e irmãs, nosso Senhor Jesus foi crucificado fora da cidade de Jerusalém. Em termos espirituais, Ele foi crucificado fora do arraial do judaísmo.

    Vocês percebem que, ao longo de Sua vida, Ele não pertenceu àquele arraial. Se vocês pertencem ao arraial, estão seguros; mas, se não pertencem, serão perseguidos. E, no entanto, ao longo de toda a Sua vida, ficou demonstrado que nosso Senhor Jesus estava fora do arraial. Ele foi expulso.

    E, fora do arraial, Ele suportou Seu opróbrio. Esse é Seu testemunho ao mundo. E, irmãos e irmãs, se realmente seguimos o Senhor aonde quer que Ele vá, creio que esse será o mesmo testemunho que teremos de dar neste mundo.

    O que é o arraial para nós hoje? Também é um arraial religioso. É o cristianismo.

    Se estamos dentro desse arraial, então estamos naquela condição de Laodiceia. É como se o Senhor estivesse batendo à porta; Ele está do lado de fora.

    Mas nós seguimos o Senhor. O Senhor disse:

    Se sofrerdes Comigo, também reinareis Comigo.

    Portanto, esse será nosso testemunho: que não pertencemos a este mundo — não apenas a este mundo secular; não pertencemos nem mesmo a este mundo religioso.

    Seremos aqueles que seguem o Cordeiro aonde quer que Ele vá. E esse será nosso testemunho ao mundo.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, nós realmente agradecemos ao Senhor. Toda coisa boa, toda boa dádiva, vem Dele. Somos pessoas tão sem esperança, tão desamparadas — nada, vasos de barro por toda parte, baratos.

    Mas, graças a Deus, Ele nos ama tanto que nos deu tudo o que tem, Seu único Filho. E Ele quer que sejamos caracterizados por Seu Filho, de modo que, quando as pessoas nos virem, vejam a Ele.

    Que o Senhor nos abençoe. Vamos orar?

    Oração final

    Querido Senhor, queremos realmente agradecer-Te por este tempo em que Tu nos reuniste. Senhor, cremos que Tu tens uma mensagem para nós, e oramos para que possamos realmente ouvir o clamor de Teu coração e responder por Tua graça. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.