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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Spiritual Excercise for the Santification of the Spirit, Soul and Body © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Spiritual Excercise for the Santification of the Spirit, Soul and Body
    Spiritual Excercise for the Santification of the Spirit, Soul and Body
    Kaung, Stephen

    O exercício espiritual para a piedade

    Por favor, abram em 1 Timóteo 4. Vamos ler os versículos 8 a 10.

    Exercita-te para a piedade;
    porque o exercício corporal para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa,
    tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
    Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação.
    Pois para isto trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo,
    que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem.

    Por favor, abram também em 1 Tessalonicenses 5. Vamos ler os versículos 23 e 24.

    E o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente;
    e sejam conservados íntegros o vosso espírito, a vossa alma e o vosso corpo,
    irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
    Fiel é Aquele que vos chama, o Qual também o fará.

    A prática do exercício espiritual em Cristo

    Bem, queridos irmãos e irmãs, estamos na academia de Cristo. Vocês não estão na escola, sentados, ouvindo passivamente, acenando com a cabeça quando concordam e balançando a cabeça quando discordam. Não, este não é o momento para isso.

    Vocês estão comigo na academia de Cristo. Devem estar muito ativos em seu espírito, exercitando o espírito — talvez até suando um pouquinho — para que o nosso espírito seja fortalecido, santificado e glorifique a Deus.

    Ontem à tarde, começamos nosso tempo juntos perguntando por que precisamos exercitar o nosso espírito. Graças a Deus, quando somos salvos, Ele nos dá um espírito novo. Nesse espírito habita a vida de Cristo Jesus; e, ao mesmo tempo, o Espírito Santo também habita em nosso espírito novo.

    Por que Deus faria uma coisa dessas? Graças a Deus por nos dar um espírito novo, para que possamos nos comunicar com Deus, que é Espírito. Graças a Deus por nos dar uma vida nova. A vida de Cristo Jesus se torna a vida do nosso espírito novo. Graças a Deus por Seu Espírito Santo, que está disposto a habitar em nosso espírito. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará. Ele está sempre ali.

    Por quê? Porque, quando Deus coloca Sua vida — nosso Senhor Jesus — em nosso espírito, Seu desejo é que Cristo em nós, a esperança da glória, cresça dentro de nós. À medida que Ele cresce em nós, nós crescemos; e seremos transformados e conformados à imagem de Cristo. Esse é o propósito de Deus.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, somos salvos e capacitados por Deus para sermos conformados a Cristo Jesus. Isto é piedade: ser semelhante a Deus. Mas, nesse processo, Deus quer que nos exercitemos para a piedade.

    Em outras palavras, não estamos aqui simplesmente deixando Deus fazer tudo enquanto não fazemos nada — ou até enquanto resistimos. Não. Quando Deus está fazendo alguma coisa — e, graças a Deus, Ele faz tudo em nós —, Ele espera que cooperemos com Ele. Ele espera que respondamos à Sua operação em nós.

    Por isso, somos chamados a nos exercitar para a piedade. Somos chamados a exercitar o nosso espírito. Ao exercitarmos o nosso espírito sob a orientação do Espírito Santo, a vida de Cristo crescerá em nós, e é por meio dela que vivemos a nossa vida cristã.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, se queremos viver uma verdadeira vida cristã, se queremos ver Cristo realmente crescer em nós e sermos conformados à Sua imagem, então precisamos ir à academia e nos exercitar segundo a direção do Espírito Santo. É indispensável.

    Sem isso, nunca teremos uma vida cristã. Viveremos, mesmo depois de sermos salvos, mas viveremos exatamente como antes. Portanto, isso é essencial. É absolutamente necessário.

    Irmãos e irmãs, quero insistir novamente: para viver uma vida cristã, vocês não podem simplesmente ficar sentados, ou até dormir. Vocês precisam exercitar o espírito.

    As funções do espírito

    Já mencionamos que o espírito não é material. Não podemos vê-lo a olho nu, mas isso não significa que ele não seja real. Ele é mais real do que as coisas físicas. Nós o conhecemos por suas funções.

    A consciência

    Precisamos exercitar a nossa consciência. Deus nos deu uma consciência purificada, e agora Ele vai falar à nossa consciência. Ele espera que andemos de maneira digna de uma boa consciência.

    Como Paulo disse, em Atos 24:16:

    Procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.

    Esse é o andar cristão. É assim que andamos em justiça diante de Deus.

    A intuição

    Também precisamos exercitar a nossa intuição. Deus sempre fala diretamente ao nosso espírito. Temos a unção dentro de nós, e Ele nos ensinará em todas as coisas — não apenas nas grandes coisas.

    Muitas vezes, quando enfrentamos uma crise, buscamos o Senhor. Mas, nos dias comuns, nas pequenas coisas, pensamos que somos capazes de fazer tudo sozinhos. Mas, irmãos e irmãs, isso está errado. Tanto nas pequenas coisas como nas grandes, precisamos buscá-Lo. São as pequenas coisas que realmente mudam a nossa vida.

    Precisamos ouvir a voz do Espírito Santo, enquanto Ele nos fala diretamente em nosso espírito, para que sejamos santos como Ele é santo.

    A comunhão com Deus

    É claro que sabemos que precisamos ter comunhão com Deus, não como uma rotina ou uma formalidade exterior. Nossa adoração deve proceder do nosso espírito. Precisamos nos aproximar Dele, e Ele Se aproximará de nós.

    Precisamos olhar para Ele com o rosto descoberto, contemplando a glória do Senhor, e seremos transformados de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito. Por meio da comunhão com Deus, seremos glorificados; isto é, seremos semelhantes a Ele, assim como Ele é.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, foi isso que abordamos ontem à tarde: precisamos exercitar o nosso espírito.

    A piedade e a totalidade do ser humano

    Mas, quando vocês leem 1 Timóteo 4, o apóstolo Paulo diz que a piedade para tudo é proveitosa. Ela não é proveitosa apenas para o nosso espírito, mas também para a nossa alma e para o nosso corpo. Em outras palavras, ela é proveitosa para todo o nosso ser.

    Vocês se lembram de 1 Tessalonicenses 5:23. O Deus da paz nos santifica inteiramente — espírito, alma e corpo — para que sejamos conservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Portanto, irmãos e irmãs, sabemos que, como seres humanos, somos compostos de três partes: espírito, alma e corpo. Deus quer santificar todo o nosso ser — não apenas o nosso espírito, mas também a nossa alma e o nosso corpo.

    O benefício do exercício espiritual é tremendo. Ele não é proveitoso apenas para o nosso espírito; vocês descobrirão que ele também é proveitoso para a alma e para o corpo. Nesta manhã, gostaríamos de nos concentrar em como o exercício espiritual beneficia a nossa alma e o nosso corpo — todo o nosso ser. Essa é a vontade de Deus.

    A natureza e a necessidade da alma

    Não creio que precise entrar em muitos detalhes sobre a nossa alma. Pelo menos nos lembramos de que, quando Deus criou o homem, Ele usou o pó da terra para formar um corpo humano. Então, soprou em suas narinas o fôlego de vida, e a Bíblia diz que o homem se tornou alma vivente.

    O que é o homem? O homem é uma alma vivente — uma alma que tem vida, uma alma ativa e viva. É isso que o homem é.

    É claro que, na ordem estabelecida por Deus, o espírito em nós ocupa o lugar mais elevado, porque é por meio do nosso espírito que temos comunhão com Deus. Recebemos o mandamento de Deus e o transmitimos à nossa alma, e a alma decide se vai obedecer ou não. Se ela for obediente, manda o nosso corpo executar aquilo, colocá-lo em prática. Essa é a ordem divina.

    Mas, no que diz respeito ao ser humano, a nossa parte central é a alma. É nela que habita a nossa personalidade. Sentimos, pensamos e decidimos. É a nossa alma que realmente nos diz quem somos e o que somos.

    A personalidade e o temperamento individuais

    Sabem, Deus criou bilhões e bilhões de pessoas neste mundo, mas não há duas pessoas exatamente iguais. Isso não é maravilhoso? Até as nossas almas são todas diferentes.

    No que diz respeito à nossa alma, cada alma é diferente. Suas emoções, seus sentimentos, seus pensamentos e suas decisões são diferentes dos de qualquer outra pessoa.

    Até a forma da nossa alma é diferente. Qual é a forma da nossa alma? O temperamento. Todos temos temperamentos diferentes. Algumas pessoas são, por natureza, muito lentas; outras são muito rápidas. Algumas são muito cuidadosas; outras são muito corajosas, até descuidadas. Todas são diferentes.

    É aí que está a nossa personalidade, porque Deus ama a variedade.

    A vida caída da alma

    Mas, irmãos e irmãs, quando somos salvos, o que acontece com a nossa alma? Mencionamos brevemente ontem que o nosso espírito é renovado e Cristo Se torna a vida em nosso espírito. Mas, no que diz respeito à nossa alma, ela não mudou muito.

    Pode haver uma mudança superficial, porque é isso que o arrependimento significa. Mas, no que diz respeito à natureza da alma, ou à vida da alma, ela não mudou nem um pouco. Por quê? Porque quem habita em nossa alma é você; sou eu.

    Quem habita ali é uma pessoa caída. Nascemos com a natureza caída de Adão. Portanto, a nossa vida humana, a vida que está em nossa alma, é uma vida caída. Ela está sob a escravidão do pecado e da morte.

    Sou eu. É o eu. É por isso que vocês percebem que todos nós somos centrados em nós mesmos. Mesmo depois de sermos salvos, isso não mudou.

    Quando cremos no Senhor Jesus, podemos ter motivos egoístas: “Quero ir para o céu e não para o inferno”. Sabem, podemos até ser salvos por motivos egoístas. Em outras palavras, Cristo existe para mim. Eu sou o centro do universo. Tudo gira ao meu redor e existe para mim. Até Cristo existe para mim.

    Isso é verdade. Portanto, depois de sermos salvos, podemos continuar centrados em nós mesmos. A nossa alma precisa ser salva.

    Irmãos e irmãs, como é triste que o povo de Deus não saiba que a sua alma precisa ser salva. Mas, se vocês lerem a Bíblia, encontrarão, por exemplo, em 1 Pedro 1:9, a expressão:

    A salvação das vossas almas.

    A nossa alma precisa ser salva. Caso contrário, não podemos viver uma vida cristã, porque a vida da nossa alma se oporá à vida do nosso espírito e tornará quase impossível vivermos segundo Deus.

    O conflito entre o espírito e a alma

    Não vamos entrar em teologia. Gostaria de ser muito prático. Depois de serem salvos, olhem para a própria vida. O que vocês descobrem?

    À medida que prosseguem na chamada vida cristã, vocês são salvos e querem viver como cristãos. Mas, enquanto fazem isso, o que acontece em sua vida? Creio que o mais comum é começarem a entrar em uma guerra civil.

    Vocês começam a perceber que existem duas personalidades dentro de vocês. Em seu espírito está Cristo, e Ele quer que vocês andem segundo Deus. Mas, em sua alma, estão vocês mesmos. Está o eu. Ali está a vida da alma, e essa vida da alma é egoísta, caída e escravizada pelo pecado e pela morte.

    Então vocês percebem que há uma guerra civil acontecendo dentro de vocês. No íntimo, querem agradar a Deus; mas, em uma camada mais exterior do seu interior, querem agradar a si mesmos. Essas duas partes lutam uma contra a outra. A Bíblia diz que o espírito luta contra a carne, e a carne luta contra o espírito.

    Vocês estão experimentando isso? Por que isso acontece? O que aconteceu? É porque a sua alma precisa ser salva, precisa ser trazida à sujeição a Cristo.

    As três funções da alma

    A alma não é material, assim como o nosso espírito. Vocês sabem que têm uma alma, mas conseguem vê-la? Não. Não conseguem vê-la com seus olhos naturais. Lembro-me de um irmão que era cientista. Ele tentou medir quanto pesa a alma. Não, é claro que não conseguiu.

    A alma não é material, mas é real. Como sabemos que temos uma alma? O antigo filósofo grego disse: “Sei que existo porque penso”.

    Vocês sabem que existem. Como sabem? Sabem por suas emoções. Sabem por sua mente — por seus pensamentos. Sabem por sua volição, por sua vontade. Vocês têm uma vontade.

    Quando uma criança nasce, embora seja tão pequenina, vocês já conseguem perceber ali uma vontade forte. Se ela quer alguma coisa: “Atenda-me imediatamente. Se não, vou chorar. Não me importa se é meia-noite”.

    Irmãos e irmãs, conhecemos a nossa alma por essas três funções: emoção, mente e vontade. Cada pessoa é diferente.

    A santificação das emoções

    Eu realmente agradeço ao Senhor por me criar com emoções. Elas são um dom de Deus. E se eu não tivesse emoções? A vida não teria sentido. A emoção é um dom de Deus.

    Mas por que Deus nos cria com emoções? Eu amo, eu odeio, eu gosto, eu não gosto, eu me sinto feliz, eu me sinto triste. Temos emoções.

    Por que Deus nos dá emoções? Primordialmente, Ele nos dá emoções para que expressemos os Seus sentimentos. Mas, infelizmente, depois da queda, tendo o eu como a vida da nossa alma, não expressamos as emoções de Deus; expressamos as nossas próprias emoções.

    “Não gosto disso porque não gosto. Amo isso porque me faz sentir bem. Estou feliz porque dei alguma coisa a você.” A nossa emoção, mesmo a mais pura, elevada e nobre de todas, não está correta.

    A nossa emoção mais elevada é o amor. Mas, mesmo quando expressamos amor, ele não representa Deus; representa a mim. Amo porque sou amado. Recebo alguma coisa. Se não recebo nada, por que deveria amar? Se isso significa uma perda para mim, eu odeio.

    Portanto, vocês percebem que as nossas emoções hoje precisam ser libertas, até as mais nobres.

    A purificação do amor

    É por isso que, em Mateus 10:37, nosso Senhor Jesus disse:

    Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim;
    e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim.

    Muitos acham isso muito difícil. Ainda na semana passada, um irmão me perguntou: “Eu simplesmente não consigo entender isso. Deus diz:

    Honra teu pai e tua mãe.

    “Esse é o único mandamento com uma promessa.”

    Isso não está apenas no Antigo Testamento. Quando vocês leem o Novo Testamento, nosso Senhor Jesus menciona isso novamente. Está escrito:

    Honra teu pai e tua mãe.

    Vocês vão às epístolas, e isso também é mencionado. Precisamos respeitar o nosso pai e a nossa mãe. É a vontade de Deus.

    Então, por que nosso Senhor Jesus diz:

    Se amas teu pai ou tua mãe mais do que a Mim, não podes ser Meu discípulo. Não és digno de Mim.

    Não é uma exigência severa? Por que nosso Senhor Jesus pede isso? Quem é Ele, para ser digno de pedir uma coisa dessas?

    Se alguém chegar até você e disser: “Você precisa me amar mais do que ama seu pai e sua mãe”, o que acontecerá? Se uma mulher disser a um homem: “Você precisa me amar mais do que ama seu pai ou sua mãe; então me casarei com você”, o que acontecerá?

    Por quê? Porque nosso Senhor conhece o que é absoluto. Ele sabe que as nossas emoções precisam ser purificadas.

    Em sua vida cristã, vocês chegarão a um ponto em que perceberão que a vontade de Deus e a sua vontade — ou, posso dizer, o sentimento de Deus e o seu sentimento — entram em conflito.

    Em circunstâncias normais, é claro, amamos o nosso pai e a nossa mãe. Honramos o nosso pai e a nossa mãe. Essa é a vontade de Deus. Mas, curiosamente, às vezes Deus introduz uma situação em que aquilo que seu pai ou sua mãe exige de você contradiz aquilo que Deus exige de você.

    Quando essas duas coisas se encontram, isso é uma prova: se você ama a Deus mais do que ama seu pai ou sua mãe; se você escolhe Deus ou escolhe seu pai ou sua mãe.

    Por que Deus cria uma situação dessas em nossa vida? Porque Ele quer purificar as suas emoções. Na verdade, depois que suas emoções são purificadas, você ama seu pai e sua mãe ainda mais do que antes, e os ama da maneira correta.

    Um exemplo relacionado ao batismo

    Vou usar apenas um pequeno exemplo da minha própria vida. Depois de ser salvo, algumas pessoas me desafiaram, dizendo que eu precisava ser batizado por imersão.

    Eu havia sido batizado quando era bebê. Quando fui desafiado, discuti com elas. Disse: “Eu já fui batizado. Não se pode ser batizado duas vezes”.

    Quando as pessoas insistiram, eu disse: “Quando fui batizado ainda bebê, com algumas gotas de água aspergidas sobre a minha cabeça, foi em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Não se deve mencionar o nome do Senhor em vão. Portanto, já foi feito. Não posso repetir”.

    Mas, à medida que examinava as Escrituras, fiquei convencido de que a ordem é crer e ser batizado. Quando era bebê, eu não havia crido. Não podia depender da fé do meu pai.

    Assim, fiquei convencido de que precisava ser batizado por imersão, segundo as Escrituras. Mas me recusei a fazer isso. Por quê? Porque amava o meu pai.

    Meu pai era pastor metodista. Ele realmente amava o Senhor, e eu o amava muito. Como filho de pastor, se eu fosse batizado por imersão, o que aconteceria com meu pai? Isso partiria o coração dele. Então eu não faria isso. Recusei-me a fazê-lo, e isso continuou por mais de um ano.

    Até que, um dia, eu estava novamente discutindo com meu amigo sobre o batismo. Por dentro, sabia que era certo, mas, por fora, insistia demais em discutir. Ele desistiu de me convencer.

    Mas, enquanto estava sentado ali sozinho, orando, eu disse: “Senhor, sei que preciso ser batizado por imersão, mas este não é o momento. Depois que me formar na faculdade e me tornar independente, então serei batizado”.

    De repente, ouvi uma voz. Não sei dizer se a ouvi de forma audível ou não, mas, para mim, ela foi audível. De repente, uma voz veio a mim e disse:

    Quem ama o pai mais do que a Mim não é digno de Mim.

    Isso me quebrantou. Fui batizado no dia seguinte.

    Será que magoei meu pai? Escondi isso dele durante um ano inteiro. Então, quando contei ao meu pai, ele ficou magoado. Mas não ficou magoado porque eu havia sido batizado por imersão. Ficou magoado porque eu não havia confiado nele.

    Ele disse: “Se você quer ser batizado por imersão, eu mesmo farei isso por você”.

    Irmãos e irmãs, será que, por causa disso, passei a amar menos o meu pai? Não. Passei a amar meu pai com o amor de Cristo. É um amor mais puro.

    Portanto, vocês percebem que as nossas emoções precisam ser purificadas. A única maneira de serem purificadas é perdendo a vida da nossa alma e ganhando-a para a eternidade.

    O Senhor disse:

    Se amas a vida da tua alma, tu a perderás.
    Mas, se odeias a vida da tua alma por Minha causa, tu a ganharás para a eternidade.

    Essa é a salvação da nossa alma.

    Precisamos saber como usar as nossas emoções: elas não devem expressar a nós mesmos. As nossas emoções devem expressar Cristo. Cristo precisa tornar-Se a vida da nossa alma.

    A santificação da mente

    O mesmo se aplica à sua mente. Mais uma vez, digo: a nossa mente é um maravilhoso dom de Deus. Ah, ela pode fazer tantas coisas — mais do que um computador pode fazer. É um maravilhoso dom de Deus.

    Mas quem está no controle da nossa mente? Quem está pensando por meio da nossa mente? Descobrimos que, mais uma vez, é a vida do eu, a vida da alma. A nossa mente precisa ser purificada.

    Vocês se lembram de Mateus 16. Depois que Pedro recebeu uma revelação do Pai celestial e confessou nosso Senhor Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Senhor disse:

    Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Logo depois disso, nosso Senhor Jesus começou a compartilhar com Seus discípulos como Ele precisava ir a Jerusalém, ser rejeitado pelos sacerdotes, escribas e fariseus, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar dentre os mortos.

    Vocês sabem o que Pedro fez. Pedro O segurou — pensem nisso —, sacudiu-O e disse:

    Senhor, isso jamais Te acontecerá. Não faças isso.

    Qual foi a reação do nosso Senhor? Ele Se voltou e disse:

    Para trás de Mim, Satanás; tu Me és pedra de tropeço:
    porque não cogitas das coisas de Deus, mas das coisas dos homens.

    Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
    Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá;
    e quem perder a sua vida por Minha causa a encontrará.

    Irmãos e irmãs, a nossa mente, os nossos pensamentos, a nossa maneira de pensar e a nossa avaliação do valor das coisas precisam ser completamente transformados.

    Assim como o apóstolo Paulo: se vocês lerem Filipenses 3, perceberão que Paulo tinha muito de que se orgulhar. Havia muitas coisas que ele realmente amava e buscava, e ele era muito bem-sucedido. Mas disse:

    Agora considero todas as coisas como perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus.

    A mente dele foi completamente renovada. Ele pensava nas coisas do alto, e já não nas coisas da terra. Irmãos e irmãs, a nossa mente precisa ser santificada.

    Em sua experiência diária, vocês estão experimentando a renovação da mente? Ainda estão olhando para as coisas da maneira antiga? Ainda valorizam aquilo que o mundo considera precioso?

    Ou a sua mente está voltada para o céu, voltada para as coisas eternas, considerando as coisas da terra como refugo? A sua mente mudou?

    Quem pode mudar a sua mente? Muitas vezes dizemos: “Mudei de ideia”. Mas você não muda completamente a sua mente. Talvez apenas passe de uma coisa terrena para outra. Não há nada celestial nisso.

    Não podemos mudar a nossa mente. Somente o Senhor pode fazer isso. Vocês estão dispostos a se exercitar, a suar um pouquinho, a sofrer um pouquinho, a perder um pouquinho de si mesmos e permitir que o Senhor pense por meio de vocês?

    A santificação da vontade

    Agora, o mesmo se aplica à nossa vontade. Mais uma vez, digo que ela é um dom de Deus. Deus nos deu uma vontade. Se eu fosse uma pessoa sem vontade, essa vida não teria valor.

    Mas Deus nos deu uma vontade por uma razão: para que queiramos a vontade de Deus. Portanto, o Homem perfeito, nosso Senhor Jesus — quando Ele veio a esta terra para ser homem —, o que diz a Escritura?

    Se vocês lerem Hebreus 10, verão que Ele disse:

    Um corpo Me preparaste;
    eis que venho
    — no rolo do livro está escrito a Meu respeito —
    para fazer a Tua vontade, ó Deus.

    Em outras palavras, Deus nos dá uma vontade para que queiramos a vontade de Deus. Mas hoje a história é diferente, porque exercemos a nossa própria vontade. “É isso que eu quero. Não importa o que as pessoas digam, é isso que eu quero.”

    Queremos satisfazer a nós mesmos. A nossa vontade é egoísta e centrada em nós mesmos. Mas, irmãos e irmãs, Deus faz uma obra maravilhosa. Ele purificará até a nossa vontade.

    A obediência de Cristo

    Nosso Senhor Jesus é o Homem perfeito. Com isso, quero dizer que Ele tem uma vontade humana, uma mente e emoções. Mas, graças a Deus, Ele é sem pecado.

    Em outras palavras, Ele tem uma vontade — Sua própria vontade —, mas essa vontade é pura. Não é como a nossa vontade. Ainda assim, ao longo de toda a Sua vida, Ele negou até essa vontade para submeter-Se à vontade de Seu Pai. Cada ação Sua era governada pela vontade de Deus.

    Foi fácil? Não. Vocês se lembram da história do Getsêmani, de como Ele entrou naquele jardim. Sua alma estava angustiada. Ele lutou e disse:

    Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice;
    todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres.

    Por quê? Porque Ele é sem pecado e puro. No entanto, a vontade do Pai era que Ele Se tornasse o próprio pecado. Todos os pecados do mundo foram concentrados sobre Ele. Ele Se tornou o próprio pecado. Pensem nisso: Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós.

    Como Ele poderia suportar isso? Se você é uma pessoa muito limpa, e alguém que mora com você é muito sujo, como se sente? Pensem em nosso Senhor Jesus, absolutamente puro, e agora Ele deveria tornar-Se o próprio pecado. Todos os pecados do mundo caíram sobre Ele.

    Ele conseguiria suportar isso? Ele não podia suportá-lo. Então pediu a Seu Pai:

    Se é possível, afasta-o de Mim.

    Mas novamente disse:

    Não se faça a Minha vontade, mas a Tua.

    E Ele foi para a cruz.

    Isso já aconteceu conosco? Vivemos apenas segundo a nossa própria vontade, ou submetemos a nossa vontade à vontade de Deus? Somos assim obedientes a Deus — obedientes até a morte?

    Irmãos e irmãs, a nossa vontade precisa ser santificada. O processo de santificação envolve exercício. Precisamos exercitar o nosso espírito, negando a nós mesmos, tomando a nossa cruz diariamente e seguindo o Senhor.

    A entrega completa ao Senhor

    Sempre me lembro da oração do Dr. F. B. Meyer. Ele foi grandemente usado por Deus. Era um pastor bem-sucedido em uma igreja em Edimburgo, na Escócia.

    Um dia, outro jovem o visitou. Seu nome era C. T. Studd, o jogador de críquete da Inglaterra. Ele havia se entregado ao Senhor e estava indo para a China como missionário. Mas, antes de partir, visitou diferentes igrejas para falar, e foi hóspede de F. B. Meyer.

    Era novembro, e fazia muito frio em Edimburgo. Mas, bem cedo pela manhã, o Dr. Meyer viu uma luz no quarto de C. T. Studd. Como anfitrião, ficou um pouco preocupado. Não se atreveu a bater à porta, mas esperou. A luz continuava acesa, então finalmente bateu.

    Ele entrou e viu C. T. Studd sentado ali, enrolado em uma manta, porque fazia muito frio. O Dr. Meyer perguntou: “Por que você está acordado tão cedo?”

    Ele respondeu: “Amo o Senhor. Estou examinando as Escrituras em busca dos Seus mandamentos”.

    Irmãos e irmãs, nós examinamos as Escrituras em busca das Suas promessas, mas ele examinava as Escrituras em busca dos mandamentos de Deus. O coração do Dr. Meyer foi profundamente tocado. Ele sentiu que C. T. Studd tinha algo que ele não tinha, então perguntou: “Qual é o segredo?”

    C. T. Studd disse: “Entregue ao Senhor tudo em sua vida, uma coisa de cada vez”.

    Então F. B. Meyer procurou entregar sua vida a Cristo, uma coisa de cada vez. Mas, enquanto fazia isso, percebeu que havia uma pequena chave de um pequeno armário da sua vida que ele não conseguia entregar.

    Ele contou que o Senhor veio e estendeu a mão. O Dr. Meyer entregou ao Senhor um molho de chaves, mas reteve aquela pequena chave. O Senhor balançou a cabeça.

    Ele tentou argumentar com o Senhor: “Permite que eu fique com esta pequena chave, e Te servirei com o dobro de esforço”.

    Então o Senhor disse: “Se Eu não sou Senhor de tudo, não sou Senhor de coisa alguma”.

    Em desespero, ele viu o Senhor Se virar e ir embora. Clamou: “Faze-me disposto a estar disposto”. O Senhor voltou e levou a pequena chave.

    Irmãos e irmãs, talvez haja algumas chaves em sua vida que vocês queiram guardar para si mesmos. Mas, se esse for o caso, então o Senhor não é Senhor de coisa alguma. A nossa vontade precisa ser entregue.

    A santificação do corpo

    Graças a Deus, por meio do exercício espiritual, Ele nos capacitará a ter a nossa alma santificada — totalmente separada para o Senhor — para expressar Cristo em vez de nós mesmos.

    Agora, e quanto ao nosso corpo? Mais uma vez, digo que o nosso corpo é uma maravilha. Salmos 139:14 diz:

    Eu Te louvarei, porque de modo temível e maravilhoso fui formado;
    maravilhosas são as Tuas obras;
    e a minha alma o sabe muito bem.

    Como isso é verdadeiro. Mas para que serve este corpo? Este corpo existe para glorificar a Deus.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, vocês encontram em 1 Coríntios 6:20:

    Porque fostes comprados por preço;
    glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.

    É para isso que serve o nosso corpo como cristãos. Ainda estamos em um corpo mortal, mas, embora ainda estejamos neste corpo mortal, ele foi resgatado. Amém. Nosso Senhor Jesus pagou um grande preço por nós.

    Portanto, pertencemos a Ele. Não pertencemos a nós mesmos. Nosso corpo agora é o templo do Espírito Santo. Não podemos usar o nosso corpo como antes.

    Precisamos apresentar o nosso corpo como sacrifício vivo. É isso que a Bíblia diz, em Romanos 12:1:

    Apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,
    que é o vosso culto espiritual.

    Ao apresentarmos o nosso corpo a Deus, Ele nos transformará. A nossa mente será renovada. Começaremos a enxergar de outra maneira. Começaremos a experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Portanto, irmãos e irmãs, este corpo não pertence a vocês. Este corpo foi redimido, resgatado, e pertence a Deus. Deus espera que, neste corpo, vocês O glorifiquem.

    A disciplina do corpo

    O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 9:27, diz:

    Esmurro o meu corpo.

    Eu o golpeio até deixá-lo marcado, para colocar meu corpo sob o meu domínio — sem permitir que meu corpo domine sobre mim.

    Ouvi alguém dizer: “Sua vida espiritual está pendurada na sua cama”. Se você ama tanto a sua cama, a sua vida espiritual sofrerá.

    Se você esmurra o seu corpo e faz dele seu escravo, em vez de ser escravo dele, então está no caminho da vitória.

    A vivificação e a redenção do corpo

    Irmãos e irmãs, ainda estamos neste corpo mortal, mas, mesmo neste corpo mortal, podemos experimentar a vivificação do nosso corpo.

    Às vezes, você pode estar muito cansado e dizer: “Bem, se estou cansado, não vou à reunião de oração”. Mas, se você for, experimentará a vivificação do seu corpo mortal.

    Um irmão me contou que, toda quarta-feira, quando procurava ir à reunião de oração, estava muito cansado. Ele ia dirigindo, mas estava cansado. No entanto, disse: “Assim que atravessava a ponte Huguenot” — porque nossa reunião era do outro lado da ponte Huguenot —, “de repente, eu me sentia cheio de vida”.

    Maravilhoso. Vocês podem experimentar isso.

    Um dia, na vinda do Senhor, até este corpo mortal será transformado em um corpo imortal. Este corpo corruptível será transformado em incorruptível. Este corpo físico será transformado em um corpo espiritual. Essa é a redenção do nosso corpo.

    É maravilhoso o que Deus pode fazer por nós. Mas vocês estão dispostos a responder a Ele, exercitando o espírito?

    Oração

    Vamos orar.

    Querido Senhor, Tu nos tens amado tanto. Tu nos tens dado tanto, para que possamos viver para Ti.

    Querido Senhor, pedimos que Tu nos toques e nos leves a nos exercitar para a piedade.

    Obrigado, Senhor. Que o Teu propósito ao nos salvar seja plenamente realizado, para o louvor da Tua glória. Pedimos em Teu precioso nome.