Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Spiritual Exercise: Salvation Of The Soul #2: The Mind © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Spiritual Exercise: Salvation Of The Soul #2: The Mind
    Spiritual Exercise: Salvation Of The Soul #2: The Mind
    Kaung, Stephen

    A renovação da mente

    Por favor, abram no Evangelho segundo Mateus, em Mateus 16:21-26. Vamos ler essa passagem.

    Desde então, começou Jesus a mostrar aos Seus discípulos que Lhe era necessário ir a Jerusalém, sofrer muitas coisas da parte dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.
    E Pedro, tomando-O à parte, começou a repreendê-Lo, dizendo: Longe de Ti tal coisa, Senhor; isso de modo algum Te acontecerá.
    Mas Ele, voltando-Se, disse a Pedro: Para trás de Mim, Satanás; tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, mas das coisas dos homens.
    Então, disse Jesus aos Seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
    Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; e quem perder a sua vida por Minha causa a encontrará.
    Pois que proveito terá o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida?

    Romanos 12:1-2.

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
    E não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que possais experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    E, por fim, Filipenses 2:1-11. Vamos ler essa passagem.

    Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, alguns sentimentos de ternura e compaixão,
    Completai a minha alegria, tendo o mesmo pensar, o mesmo amor, sendo unidos de alma, tendo um só pensamento;
    Nada fazendo por espírito de facção ou vanglória, mas, em humildade de mente, considerando cada um os outros superiores a si mesmo;
    Não olhando cada um somente para o que é seu, mas também para o que é dos outros.
    Tende em vós este mesmo sentir que houve também em Cristo Jesus:
    O Qual, existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus como algo a que Se devesse apegar,
    Mas esvaziou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-Se semelhante aos homens;
    E, sendo encontrado em condição humana, humilhou-Se a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz.
    Por isso também Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome;
    Para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra,
    E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.

    Oração inicial

    Amado Senhor, queremos agradecer-Te por Tua morte, por Tua ressurreição, por Tua ascensão e por Tua volta. Nós Te louvamos e Te agradecemos. Tudo isso se deve ao Teu amor eterno por nós.

    Agradecemos-Te por nos salvares. Agradecemos-Te por continuares a nos salvar e por nos salvares plenamente. Tudo isso é para o Teu propósito e para a Tua glória.

    Senhor, enquanto permanecemos em Tua presença, pedimos que abras nosso coração, nos dês entendimento e nos conduzas à verdade, para que possamos realmente conhecer-Te, experimentar-Te e glorificar-Te em nossa vida. Entregamos este tempo santo em Tuas mãos e confiamos que o Teu Espírito Santo fará a Sua obra. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    O exercício espiritual e a mente

    Creio, irmãos e irmãs, que ainda estamos na academia de Cristo. Mas me pergunto se, durante a semana passada, vocês se exercitaram na academia Dele.

    De nada adianta apenas visitar uma academia sem participar das atividades. O que vamos compartilhar não lhes trará proveito, a menos que estejam dispostos a se exercitar. Isso pode lhes custar um pouco de suor, um pouco de dificuldade, mas vale a pena.

    Nesta manhã, vamos continuar falando sobre o exercício espiritual. Como ele afeta nossa mente?

    A mente como dádiva de Deus

    Nosso Deus é onisciente. Ele sabe todas as coisas. Em Romanos 11, o apóstolo Paulo conclui aquela seção sobre a maravilhosa salvação que Deus preparou para nós e começa a exclamar, em Romanos 11:33-36:

    Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e inescrutáveis os Seus caminhos!
    Pois quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi Seu conselheiro?
    Ou quem primeiro Lhe deu alguma coisa, para que lhe seja recompensada?
    Porque Dele, por meio Dele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre. Amém.

    Essa é a sabedoria de Deus. Essa é a mente de Deus. Ele é a maior mente do universo.

    Quando criou o homem, Ele o criou à Sua própria imagem, conforme a Sua semelhança. Criou o homem com uma mente maravilhosa. Como seria se vivêssemos sem uma mente? A vida não seria nada e não realizaria nada.

    Graças a Deus, quando Ele nos criou, nos criou com uma mente brilhante. O homem pode fazer tantas coisas. Estamos na era dos computadores. Sou alérgico a computadores; não sei nada sobre eles. Mas uma coisa eu sei: os computadores podem fazer muitas coisas que eu não consigo fazer. Não sei como fazem isso.

    Mas lembrem-se: foi a mente humana que criou o computador. Nossa mente é mais maravilhosa do que um computador. Deus nos deu uma mente maravilhosa. É uma preciosa dádiva de Deus.

    Vocês conseguem acreditar que Deus nos deu uma dádiva tão grandiosa sem ter um propósito? Deus é um Deus de propósito. Ele faz tudo de acordo com o Seu propósito. Qual é o propósito de Deus ao nos dar uma mente?

    Vocês já pensaram nisso? É uma pergunta muito fundamental que precisamos fazer a nós mesmos: por que Deus me criou com uma mente? Por menos perspicaz que eu seja, essa mente é maravilhosa.

    Por que Deus me criou com uma mente tão brilhante, tão maravilhosa? É apenas para meu benefício, para que, com uma boa mente, eu possa ter uma vida confortável? Ou Deus tem algo mais importante, mais glorioso, por trás disso?

    Já que Deus tem uma mente assim, como podemos servi-Lo sem uma mente? Ele nos deu uma mente para que possamos servir ao Seu propósito, aprender a compreendê-Lo e conhecê-Lo, e ser capazes de servi-Lo segundo a Sua vontade. Creio que essa é a razão pela qual Deus nos criou com uma mente.

    A queda e a mente reprovada

    Mas, como temos dito muitas vezes, Deus também é a vontade suprema do universo. Por isso, Ele nos criou com uma vontade. Deus é livre em Sua vontade; por isso, Ele nos criou com livre-arbítrio.

    O que seria do livre-arbítrio se não houvesse possibilidade de escolha? Foi por isso que, depois de criar o homem, Deus plantou duas árvores no centro do jardim do Éden: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

    Irmãos e irmãs, sempre digo que Deus nunca plantou nenhuma árvore ruim no jardim, porque o jardim do Éden é o jardim do prazer de Deus.

    Sabemos que a árvore da vida é a melhor árvore ali. Ela significa que Deus queria que o homem que Ele criou possuísse a Sua vida. Ele ofereceu Sua própria vida ao homem — não apenas uma mente brilhante e uma vontade livre, mas Sua própria vida. Pensem nisso.

    Deus nunca ofereceu isso a nenhuma outra criatura. Não ofereceu Sua vida aos anjos. Não ofereceu Sua vida a nenhum animal. Mas ofereceu Sua vida ao homem.

    Ao mesmo tempo, Ele plantou outra árvore ao lado dela: a árvore do conhecimento do bem e do mal. Vocês acham que era uma árvore ruim? De modo nenhum.

    Que conhecimento é melhor do que o conhecimento do bem e do mal? O conhecimento científico e o filosófico não podem ser comparados ao conhecimento ético — ao conhecimento moral, ao conhecimento do que é bom e do que é mau. Esse é o conhecimento mais elevado que o mundo pode ter, à parte do conhecimento de Deus.

    Então, eu diria que era uma árvore melhor — não a melhor de todas, mas uma árvore superior às demais. Era melhor do que todas as outras árvores, porque as outras serviam apenas às nossas necessidades físicas. Mas a árvore do conhecimento do bem e do mal podia ser alimento para a alma.

    Acima disso, Deus deu Sua vida ao homem para ser o alimento do nosso espírito. Quando comemos da árvore da vida, temos um conhecimento ainda melhor do que o conhecimento do bem e do mal, porque temos o conhecimento de Deus — conhecer a Deus e conhecer Aquele que Ele enviou. Isso é a vida eterna, o conhecimento mais elevado.

    Em certo sentido, Deus colocou essas duas árvores no centro do jardim, de propósito, para dar ao homem uma escolha.

    Infelizmente, nossos antepassados fizeram a escolha errada. Quando foram tentados, começaram a pensar: “Se eu comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, minha mente será altamente desenvolvida. Serei como Deus. Poderei viver de forma independente. Não precisarei depender de Deus. Eu mesmo sou deus”.

    “Meu conhecimento me torna deus. Ele me enche de orgulho. Por que eu deveria receber a vida de Deus e continuar dependente Dele? Por que não ser eu mesmo?”

    Assim, o homem escolheu a árvore do conhecimento do bem e do mal em vez da árvore da vida. Preferiram ser grandes por si mesmos, ser seus próprios deuses e ser independentes, em vez de se submeterem ao seu Criador e viverem no nível mais elevado.

    Foi isso que o homem escolheu. O que aconteceu quando ele escolheu a árvore do conhecimento do bem e do mal?

    Vocês se lembram do que Deus disse em Gênesis 2:16-17:

    De toda árvore do jardim comerás livremente;
    Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

    Deus tinha ciúmes de nós, como o inimigo sugeriu? Ele nos proibiu de comer daquela árvore porque sabia o que aconteceria se nos tornássemos independentes Dele?

    Nossos antepassados comeram da árvore proibida. Imediatamente, descobriram que estavam nus. A glória os havia deixado. Tentaram fazer aventais com folhas de figueira para se cobrir, mas o tempo mudou. Quando o vento soprasse, toda aquela nudez ficaria exposta. Não adiantava.

    Quando Deus entrou no jardim, eles se esconderam entre as árvores. Não ousaram encarar Deus.

    Adão é o primeiro homem. Todos nós que descendemos de Adão herdamos sua natureza e nos tornamos egoístas e centrados em nós mesmos. Todos os que nascem de Adão nascem com uma natureza caída. Nascemos homens e mulheres carnais. Vivemos pela alma e pelo corpo, porque nosso espírito estava morto para Deus.

    A vida que há em nossa alma é uma vida caída: a vida do eu, centrada em si mesma, interessada em si mesma e que exalta a si mesma.

    O que aconteceu com nossa mente? O homem caiu, e a mente caiu. Isso não significa que todas as habilidades ou capacidades da nossa mente desapareceram. Não. Mas todo o seu senso moral se perdeu.

    É por isso que, ao ler Romanos 1, vocês veem o autor começar a listar todas as coisas que os homens praticam. Em Romanos 1:28, por não quererem conhecer a Deus, a mente deles se tornou uma mente reprovada.

    Algo aconteceu com a mente. Ela se tornou uma mente reprovada. Estar reprovada significa, simplesmente, estar desprovida de discernimento moral. Eles são capazes de discernir tudo, exceto aquilo que realmente é de Deus.

    Eles tiraram Deus da sua mente. Portanto, Deus não está presente em nenhuma de suas considerações. O padrão supremo de moralidade já não está ali. Tudo é relativo; nada é absoluto.

    Quando as pessoas têm uma mente reprovada, o que fazem? Praticam todo tipo de coisas indecorosas. A fonte disso é uma mente reprovada.

    Então, queridos irmãos e irmãs, não pensem que a mente de vocês está bem. Com isso quero dizer: não pensem que, por terem uma mente brilhante, podem depender dela para viver a sua vida.

    Por mais brilhantes que vocês sejam, sua mente era uma mente reprovada. Ela perdeu seu padrão moral e seu discernimento moral. Foi isso que herdamos de nossos antepassados.

    A mente natural e o Espírito

    Na Bíblia, há muitas passagens que nos dizem o que aconteceu com nossa mente em nosso estado caído. Por exemplo, em Romanos 8:6, vemos que a mente da carne é morte, mas a mente do Espírito é vida e paz.

    Se vocês orientarem a mente segundo a carne — isto é, segundo a vida da alma —, o resultado será morte. Somente quando obedecem ao Espírito, ao Espírito Santo que está em seu espírito, há vida e paz.

    Por quê? Porque a mente da carne é inimizade contra Deus. Nossa mente natural é inimiga de Deus. Ela não consegue obedecer a Deus; não compreende Deus. É inimiga de Deus.

    É isso que vocês encontram no mundo de hoje: brilhantismo por todos os lados, mas, quando se chega à questão de Deus, há um vazio.

    A mente do homem se torna vã. Efésios 4:17-18 nos diz que nosso entendimento se obscurece porque estamos separados da vida de Deus. Tornamo-nos orgulhosos, como em 1 Timóteo 6:17, confiando na incerteza das riquezas. Tornamo-nos pessoas de ânimo dobre, como em Tiago 1:8, inconstantes em todos os nossos caminhos.

    Essa é a condição da nossa mente reprovada, quer vocês a reconheçam, quer tenham consciência dela ou não. A questão é: como os seres humanos usam a sua mente?

    Quanto mais vocês exercitam a mente, mais afiada e perspicaz ela se torna. Mas em que área? No eu: no orgulho próprio, na afirmação de si mesmos, no egocentrismo. Tudo é simplesmente uma expressão daquilo que o nosso eu é.

    A salvação e a renovação da mente

    Graças a Deus, a Bíblia nos diz que Ele não apenas nos livrou de tão grande morte. Por Seu Espírito, Ele vivificou nosso espírito. Colocou Sua própria vida em nós.

    Assim, nós que cremos no Senhor Jesus somos salvos. Nosso espírito foi vivificado dentre os mortos, purificado de uma consciência má pelo sangue do Senhor. Sua vida se tornou a vida do nosso espírito, e o Espírito Santo habita em nosso espírito para nos ensinar a permitir que a vida de Cristo cresça até a maturidade. Toda a provisão está ali.

    A Bíblia diz que estamos sendo libertos. Em outras palavras, aqueles que creem no Senhor Jesus terão até mesmo sua mente reprovada liberta. É isso que deveria estar acontecendo hoje.

    As pessoas podem dizer: “Quando cri no Senhor Jesus, eu não me arrependi?” Arrependa-se e creia no Senhor Jesus. Se você não se arrepender, como poderá crer Nele?

    Vocês podem conversar com as pessoas sobre tudo debaixo do sol, e elas sabem de tudo. Mas, quando falam sobre Deus, há um vazio — não há entendimento, não há compreensão profunda. Por sua própria investigação, nenhum homem pode encontrar Deus.

    Podemos chegar ao ponto de saber que deve haver um Deus em algum lugar, mas não haverá contato nem experiência pessoal — até que vocês creiam no Senhor Jesus. Então isso acontece. Graças a Deus por isso.

    Nossa mente reprovada pode se arrepender por si mesma? Não. Podemos sentir pesar. Se fiz algo que me trouxe consequências ruins, é claro que lamento, porque sofro por isso. Posso mudar de ideia, mas, mesmo quando mudo de ideia, isso ainda pode ser para meu próprio benefício.

    Por mais que vocês mudem, ainda permanecem dentro dos limites originais da mente reprovada. Somente o Espírito Santo pode despertar nossa consciência adormecida e convencê-la.

    Ele é capaz de tocar uma pessoa morta e ressuscitá-la dentre os mortos. Assim, o Espírito Santo toca nossa consciência, que estava adormecida. Quando Ele toca nossa consciência, o arrependimento começa a despontar em nós.

    Então, Ele toca nossa intuição, que estava adormecida, e começamos a enxergar algo que nunca havíamos enxergado antes: que Cristo Jesus é verdadeiramente o único Salvador e como Ele morreu por nós. Então vocês creem.

    O arrependimento é chamado de mudança de mente. Mas lembrem-se: isso é apenas na superfície. É superficial e apenas por algum tempo. Basicamente, sua mente reprovada não mudou, porque a vida que dirige essa mente ainda é a carne e o eu. Ela ainda não mudou.

    Pedro como exemplo da velha mente

    Depois de serem salvos, vocês percebem que têm um coração novo, mas uma mente velha? Sua mente ainda não foi renovada. Renovação significa, simplesmente, que a vida que dirige sua mente está mudando — de vocês para Cristo. É uma vida substituída por outra, e isso precisa acontecer em sua vida cristã.

    Vamos usar um exemplo de Mateus 16. Pedro, Simão, recebeu uma tremenda revelação do Pai.

    Quando nosso Senhor Jesus perguntou aos Seus discípulos, em Mateus 16:15:

    E vós, quem dizeis que Eu sou?

    Simão Pedro respondeu, em Mateus 16:16:

    Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Quanto à Sua pessoa, Ele era o Filho de Deus, o Filho unigênito de Deus. Quanto à Sua missão, Ele era o Cristo — Aquele que foi enviado com uma missão da parte de Deus para nos salvar.

    Nosso Senhor Jesus disse: “Simão Barjonas, tu és bem-aventurado, porque nenhum ser humano pode te dizer isso. Foi Meu Pai, que está nos céus, Quem te revelou isso. Tu és Pedro, uma pequena pedra. De pó, tornando-se pedra. Uma nova vida, um novo caráter, uma nova natureza entrou em ti”.

    E, em Mateus 16:18:

    E sobre esta grande rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Mas, imediatamente depois disso, a partir de Mateus 16:21, nosso Senhor Jesus começou a compartilhar com Seus discípulos que precisava ir a Jerusalém, sofrer, morrer e, ao terceiro dia, ressuscitar dentre os mortos.

    Vocês sabem o que Pedro fez? Ele segurou o Senhor. Não ficou apenas nas palavras. Quase consigo imaginar como ele tomou o Senhor com as duas mãos, segurou-O e O sacudiu: “Acorda, Senhor! Nunca! Não faças isso. Tu não precisas fazer isso. Podes ter o reino sem uma cruz”.

    Se Pedro fizesse isso comigo, eu apreciaria muito. “Agora você realmente me ama. Quer me salvar.” Mas o Senhor sabia que Satanás estava usando Pedro, tentando persuadir Cristo a Se afastar da cruz. Se Ele fizesse isso, não haveria salvação.

    Mas nosso Senhor Jesus tinha discernimento espiritual. Ele Se voltou e disse, em Mateus 16:23:

    Para trás de Mim, Satanás.

    Não era Pedro; era Satanás em Pedro.

    Porque não cogitas das coisas de Deus, mas das coisas dos homens.

    Irmãos e irmãs, ali estava um homem recém-despertado, com uma nova vida e um novo espírito, mas a velha mente ainda estava no comando.

    Vocês acham que Pedro realmente amava tanto o Senhor? Por trás disso, ele amava a si mesmo. Se o Mestre fosse para a cruz, o que seria de mim? “Tu podes ter o reino sem a cruz — e eu também.”

    O Senhor Jesus disse, em essência: “Se você estiver disposto a perder a vida da sua alma, você a ganhará. Mas, se tentar salvar a vida da sua alma hoje, você a perderá. De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

    Pedro é um exemplo muito claro para nós que fomos iluminados e salvos, mas cuja velha mente ainda insiste em manter o controle.

    A batalha pela mente

    Vocês acham que somos capazes de viver uma vida cristã com uma mente velha? Por que não conseguimos realmente viver uma vida cristã verdadeira? É tão difícil viver uma vida cristã verdadeira. Qual é a razão por trás disso?

    Dentro da alma, ainda é o seu Adão caído tentando reafirmar a autoridade dele sobre vocês. Ele está usando a mente de vocês para mantê-los longe das coisas de Deus, longe da mente de Deus.

    Creio que isso é o que acontece com cada um de nós depois que cremos no Senhor Jesus. No início, é como se estivéssemos andando nas nuvens. Tudo é azul, e os pássaros cantam mais docemente do que nunca. Naquele momento do primeiro amor, não há nada de que vocês não sejam capazes de abrir mão pelo Senhor.

    Mas isso não dura muito. Aos poucos, vocês percebem que o velho Adão começa a levantar a cabeça. Ele esteve no comando por tanto tempo e quer manter seu domínio.

    Então começa a chamada batalha pela mente. Se vocês não amam o Senhor, se não se importam, não sentem a intensidade da batalha. Podem viver uma vida tranquila, sem preocupações. Podem viver contra a própria consciência e contra aquilo que Deus lhes revelou.

    Podem viver sem uma doce comunhão com seu Deus. Podem viver a vida inteira dessa maneira. Mas creio que esse não é o caso de vocês. Depois de serem salvos, de algum modo vocês querem agradar a Deus, porque há uma vida dentro de vocês que continua lhes falando sobre Deus.

    Vocês começam a dizer coisas que nunca disseram antes. Até em sua maneira de falar, quando tentam dizer alguma coisa, talvez no passado vocês exagerassem tudo, e isso lhes dava uma sensação boa. Mas agora estão prestes a exagerar de novo e, de algum modo, percebem um freio dentro de vocês: “Ah, isso é verdade?”

    O que vocês fazem? Dizem assim mesmo. Mas, depois de dizer, sentem-se mal. À noite, quando tentam orar a Deus, sabem que precisam confessar primeiro. Caso contrário, não haverá contato.

    Por isso, os cristãos novos na fé sempre se veem diante de uma pergunta: “Diga-me, qual é a vontade de Deus?”

    Por que vocês se preocupam com a vontade de Deus? Sabem o que querem fazer, mas agora parece que não sabem se devem fazê-lo ou como fazê-lo. Então começam a perguntar: “Qual é a vontade de Deus?”

    Vocês já procuraram um irmão ou uma irmã mais experiente e disseram: “Agora me diga, posso fazer isto? Posso ir àquele lugar? Qual é a vontade de Deus?” Essa se torna a questão.

    Por que vocês têm essa pergunta? Porque têm a vida de Cristo em vocês, e a pergunta vem do seu espírito.

    Infelizmente, quando perguntam aos mais experientes: “O que devo fazer? Aonde devo ir? Posso fazer isto ou não?”, aquele irmão ou aquela irmã mais experiente pode se tornar seu professor e dizer: “Sim, você pode fazer isto. Não, você não pode fazer aquilo”.

    Se vocês forem obedientes, farão isso, mas se encontrarão debaixo da lei e em escravidão. Quando fui salvo, disseram-me que eu precisava guardar o domingo. O domingo era um dia santo.

    No domingo, eu não podia estudar. Por isso, sempre ficava com medo quando havia uma prova na segunda-feira, porque não podia tocar no meu livro no domingo. Mas, se eu não tocava no livro no domingo, como passava o domingo? Jogava bola.

    No domingo, eu nunca ousava ir ao teatro. Fui apenas uma vez, porque era feriado. Era escravidão. Exteriormente, eu era um bom cristão, mas tudo estava debaixo da lei — não havia liberdade.

    Irmãos e irmãs, há uma batalha pela mente. Deus quer salvar a mente de vocês. O inimigo quer mantê-la sob o controle dele.

    Como disse o apóstolo Paulo, o inimigo construiu fortalezas na mente de vocês — raciocínios orgulhosos, coisas que foram edificadas ao longo dos anos em sua mente, dizendo que vocês estão bem, que estão no caminho certo, que devem ser vocês mesmos.

    Essas fortalezas precisam ser derrubadas por meio da Palavra de Deus e da oração. Nossa mente precisa ser renovada. Vocês não podem viver pela própria mente.

    Consagração e renovação

    Como nossa mente pode ser renovada? Deus fez toda a provisão para que nossa mente seja renovada, mas há uma coisa que vocês precisam fazer: consagrar-se.

    Em Romanos 1–11, Deus fez toda a provisão para nossa salvação plena. Mas então Ele diz, em Romanos 12:1:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus.

    Que o amor de Cristo os constranja a apresentar seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Esse é o seu culto racional.

    Não amem o mundo. Não se conformem com o mundo, mas sejam transformados pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Naturalmente, nossa mente segue a moda do mundo. Queremos nos conformar com o mundo. Não queremos estar fora de moda nem ser antiquados. Queremos acompanhar o mundo. Isso é natural.

    Vemos a vontade de Deus como algo duro, severo e difícil. Isso é natural. Como podemos desprezar o mundo e amar a vontade de Deus? Não conseguimos fazer isso por nós mesmos.

    Mas há uma coisa que precisamos fazer. À medida que somos constrangidos pelo amor de Cristo, precisamos estar dispostos a nos oferecer como sacrifício vivo.

    Isso significa, simplesmente, que vocês se entregam a Deus e dizem: “Senhor, não consigo salvar a mim mesmo. Coloco-me em Tuas mãos. Sou Teu. Podes fazer comigo o que quiseres”. Isso é consagração.

    Por que devemos nos consagrar? Como podemos nos consagrar? É porque somos constrangidos pelo amor de Cristo. Ele nos ama tanto, e estamos dispostos a abrir mão do direito sobre nós mesmos e permitir que Ele tenha esse direito sobre nós.

    Na verdade, essa deveria ser nossa condição. Mas Deus é tão cheio de graça que nunca nos força a fazer nada sem nosso consentimento. É como se Deus dissesse: “Se você der seu consentimento, Eu farei a obra de salvar sua alma”.

    Se vocês realmente se apresentarem ao Senhor e disserem: “Senhor, sou Teu. Podes fazer comigo o que quiseres”, de maneira surpreendente, o Espírito Santo começará a trabalhar. Ele renovará sua mente.

    Renovar a mente significa, simplesmente, que Ele pode mudar sua mente de maneira real. Vocês perceberão que a vida de Cristo entra em sua mente e, a partir dessa vida, começam a enxergar as coisas de forma diferente.

    Vocês começam a ver o mundo como lixo. Começam a ver que a vontade de Deus é perfeita e preciosa. Agora se torna fácil abrir mão da própria mente e permitir que a mente de Cristo opere por meio de vocês.

    A necessidade de uma vida substituída

    Lembro-me de que, muitos anos atrás, eu estava em Albuquerque. Alguns de nós estávamos sentados em uma sala, conversando, e no centro da sala, sobre uma mesa, havia um recipiente cheio de doces.

    Enquanto conversávamos, um menino entrou e começou a andar pela sala. Foi chegando cada vez mais perto, até alcançar a mesa; pegou um doce, comeu e foi embora.

    Depois voltou e fez a mesma coisa — ficou dando voltas e mais voltas, e pegou um doce. Então disse: “Sei que não deveria fazer isso, mas gosto demais”.

    Vejo um retrato de mim mesmo nisso. Vejo o retrato de alguém cuja mente não foi renovada. Ela foi despertada, mas não renovada, porque ainda é a mesma velha carne que controla a mente.

    Por isso, precisamos de uma vida substituída. Com isso, quero dizer que a vida de Cristo se torna a vida da sua alma no lugar da sua própria vida.

    Irmãos e irmãs mais experientes, como isso é verdadeiro. Quando olhamos para nossa vida, vemos que passamos por muitas crises. As crises surgem no ponto de confronto entre a mente de Deus e a nossa própria mente.

    Deus quer uma coisa, e nossa mente quer outra. Há um conflito. O Espírito deseja o que é contrário à carne, e a carne deseja o que é contrário ao Espírito. É a batalha pela mente.

    Quem tem o controle da mente — Cristo, Satanás ou vocês? Vocês estão no meio. Irmãos e irmãs, isso é muito real.

    A mente de Cristo

    Quanto mais vocês se consagram, mais toda a sua perspectiva muda. Aquilo que consideravam muito precioso — até mesmo sua própria vida — torna-se lixo. Aquilo que consideravam difícil e terrível torna-se seu tesouro.

    Isso aconteceu com o apóstolo Paulo. Em Filipenses 3, ele nos diz que podia se gloriar tanto quanto qualquer outra pessoa, até mais, porque era um jovem tão brilhante, religioso e zeloso.

    Ele queria fazer um nome para si no judaísmo. Mas, quando Cristo o encontrou no caminho de Damasco, Ele o transformou.

    Quando Paulo escreveu sua carta aos filipenses, estava em uma prisão romana por causa do evangelho. Contudo, podia declarar: “Aquilo que antes considerava um tesouro, agora vejo como lixo. Estou disposto a considerar todas as coisas como perda pela excelência do conhecimento de Jesus Cristo”.

    Não era algo forçado. Era sobrenaturalmente natural, porque sua mente havia sido profundamente renovada. Ele já não olhava para as coisas terrenas, mas para as celestiais.

    Por que enfatizamos tanto a consagração? Porque ela dá a Deus a oportunidade de completar Sua obra de libertação.

    À medida que continuamos dispostos a perder a vida do eu e permitir que a vida de Cristo se assente no trono da nossa alma, começamos a assumir a mente de Cristo.

    A mente de Cristo é simplesmente isto: Ele esvaziou-Se a Si mesmo. Humilhou-Se a Si mesmo. Entregou-Se, sendo obediente ao Pai até à morte na cruz. Foi uma rendição absoluta.

    Ele Se entregou completamente, sem jamais pensar no que Lhe aconteceria. Sua vida era governada pela vontade de Deus.

    Que salvação Ele realizou por nós! Ele está glorificado. Tem um nome acima de todo nome, e, diante desse nome, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é Senhor, para a glória do Pai.

    Irmãos e irmãs, precisamos da mente de Cristo.

    A unidade por meio da mente de Cristo

    Se tivermos a mente de Cristo, o que acontecerá? Como vemos em Filipenses 2:1-2, se há alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, alguns sentimentos de ternura e compaixão, então completamos a alegria do apóstolo.

    Se realmente quisermos servir aos nossos irmãos e irmãs, seremos capazes de pensar a mesma coisa, tendo o mesmo amor, unidos de alma, com um só pensamento. Nada será feito por espírito de contenda ou vanglória, mas, em humildade de mente, cada um considerará o outro superior a si mesmo e também levará em conta os interesses dos outros.

    Por que não conseguimos realmente ser um com nossos irmãos e irmãs? Por que pensamos de maneira tão diferente? É porque todos nós temos um conceito elevado de nós mesmos.

    Cada um quer fazer as coisas à sua maneira, e o resultado é que não conseguimos ser um. Mas, se tivermos a mente de Cristo, não nos consideraremos coisa alguma e estaremos dispostos a ceder aos nossos irmãos e irmãs.

    Por fim, vocês perceberão que somente em Cristo temos a mesma mente. Fora de Cristo, sempre temos mentes diferentes. Essa é a única esperança, e creio que o Senhor está trabalhando nessa direção.

    Exemplos de uma mente voltada para as coisas celestiais

    Por fim, gostaria de mencionar uma história verdadeira. No século XIX, uma menina nasceu em 1800. Quando tinha dezenove anos, ela veio ao Senhor.

    Ela se casou com um membro da nobreza e recebeu o título de Lady Powerscourt. Isso foi na Irlanda. Ela tinha um belo palácio. Os jardins de Powerscourt são mundialmente famosos, um dos maiores jardins da Europa. Nós mesmos os visitamos em tempos recentes.

    Ela foi salva e realmente entregou sua vida ao Senhor. Era muito piedosa. Naquela época, o interesse pelas profecias da Bíblia estava sendo reavivado, e as pessoas começaram a falar sobre profecia.

    Então, ela abriu seu palácio e realizou ali reuniões para as quais pregadores famosos eram convidados a vir, ter comunhão e discutir a questão da profecia.

    Ela entrou em contato com J. N. Darby, e eles se apaixonaram. Ficaram noivos. Mas então os irmãos de Dublin sentiram que Deus estava começando a usar Darby de uma maneira maravilhosa e que ele não deveria ficar preso às responsabilidades de uma família.

    Eles expressaram a Darby o que sentiam, e isso foi comunicado a Lady Powerscourt. Não sabemos ao certo o que aconteceu. Alguns dizem que as cartas dos dois se cruzaram.

    Por amor ao Senhor, eles estavam dispostos a abrir mão de sua vida. Darby enviou uma carta a Lady Powerscourt dizendo que sentia que não podia prosseguir; precisava se entregar totalmente ao Senhor. Lady Powerscourt tinha o mesmo sentimento. Ela sentia que precisava abrir mão de si mesma e se entregar totalmente ao Senhor.

    Ela viveu até os trinta e seis anos. Algumas pessoas disseram que morreu de coração partido. Mas as pessoas falavam dela como alguém que estava sempre olhando para baixo, em vez de olhar para cima, porque vivia nas regiões celestiais e, dali, olhava para a terra.

    Era como se seus pés mal tocassem a terra. Ela era uma pessoa cuja mente estava tão voltada para as coisas celestiais. Era como aquilo que Colossenses 3:1-4 diz: busquem as coisas do alto, onde Cristo está assentado. Ele é a sua vida.

    Ela literalmente vivia assim — uma pessoa profundamente voltada para as coisas celestiais. Muitas vezes dizemos que alguém tão voltado para o céu não serve para nada na terra. Mas isso não era verdade no caso dela. Deus a usou para fazer muitas coisas.

    Quando penso em T. Austin-Sparks, tenho a mesma impressão. Sua mente parecia estar tão ocupada com as coisas celestiais que seus pés quase não tocavam a terra. Para ele, tudo o que tocava a terra mudava de natureza.

    Em meu contato com ele, percebia que sempre receava tocar a terra. Mas que revelação Deus lhe deu a respeito da natureza espiritual da igreja e da supremacia de Cristo!

    A mente renovada para o serviço de Deus

    Então, queridos irmãos e irmãs, não vão aos extremos. Não pensem, por um lado, que a mente de vocês é tudo e não precisa ser salva. Tampouco vão ao outro extremo, pensando que não devem usar a mente.

    Há ensinamentos assim. Em inglês, temos a expressão “never mind”, que significa “não se importe”, e algumas pessoas fazem um jogo de palavras com ela: “Never mind — nunca use a mente”. Não. A mente é uma dádiva de Deus.

    Deus quer purificar e santificar a mente, para que ela possa ser usada para Deus. Uma grande mente servindo a um grande Deus. Irmãos e irmãs, isso é salvação.

    Oração final

    Amado Senhor, enquanto nos prostramos humildemente diante de Ti, reconhecemos a necessidade de que nossa mente seja salva.

    De boa vontade, apresentamo-nos a Ti como sacrifício vivo, permitindo que operes Tua salvação na renovação da nossa mente e tragas a mente de Cristo para nossa vida. E damos a Ti a glória, em Teu precioso nome. Amém.