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    Lambert, Lance

    O Sacerdócio Eterno de Jesus Cristo

    Leitura Bíblica: Hebreus 7:11-8:2

    E isto é ainda mais evidente, se à semelhança de Melquisedeque Se levanta outro sacerdote,
    que não foi constituído segundo a lei de um mandamento carnal, mas segundo o poder de uma vida indissolúvel:
    pois Dele se testifica:
    Tu és sacerdote para sempre,
    segundo a ordem de Melquisedeque.

    Porque há a revogação de um mandamento anterior, por causa da sua fraqueza e inutilidade
    (pois a lei nada aperfeiçoou),
    e a introdução de uma esperança superior, pela qual nos aproximamos de Deus.

    E, visto que isso não se deu sem juramento
    (pois aqueles, de fato, foram feitos sacerdotes sem juramento;
    mas Ele, com juramento Daquele que Lhe diz:
    O Senhor jurou e não Se arrependerá:
    Tu és sacerdote para sempre),
    por isso mesmo Jesus Se tornou fiador de uma aliança superior.

    E aqueles, de fato, foram feitos sacerdotes em grande número, porque a morte os impede de continuar;
    mas Ele, porque permanece para sempre, tem o Seu sacerdócio imutável.
    Por isso, também pode salvar completamente os que por Ele se aproximam de Deus, visto que vive sempre para interceder por eles.

    Porque nos convinha tal sumo sacerdote: santo, sem malícia, imaculado, separado dos pecadores e feito mais elevado do que os céus;
    que não necessita, diariamente, como aqueles sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios, primeiro pelos Seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo: pois isto fez uma vez por todas, quando ofereceu a Si mesmo.
    Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza; mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui o Filho, aperfeiçoado para sempre.

    Ora, o ponto principal do que estamos dizendo é este: temos tal sumo sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos céus,
    ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor erigiu, e não o homem.

    Que o Senhor ajude a todos nós. Obrigado.

    Oração Inicial

    Amado Senhor, juntos Te agradecemos porque, quando nos reunimos em nome de Jesus, sejamos poucos ou muitos, Tu és o mesmo. Tu disseste que, quando nos reunimos dois ou três nesse Nome que está acima de todo nome, Tu estás presente pelo Espírito Santo. Nós Te louvamos porque estás entre nós nesta noite.

    Senhor, queremos Te agradecer de coração porque nos salvaste e nos conduziste a uma experiência maravilhosa e viva de Ti mesmo. Por isso, nós Te louvamos. Foram a Tua misericórdia e o Teu amor que fizeram isso.

    Senhor, reunidos aqui nesta noite, pedimos que nos ajudes a ser simples e claros, e que o Espírito Santo, acima de tudo, toque os olhos do nosso coração, para que sejam abertos e possamos Te contemplar de uma maneira nova, mais profunda e mais clara.

    Senhor, estamos entrando em tempos de grande aflição e dificuldade, e tudo o que podemos pedir é que nos ajudes. Senhor, Tu nunca abandonas o Teu povo. Tu és tão maravilhoso nos momentos de angústia e aflição. Nós Te agradecemos porque serás para nós tudo de que precisaremos nos dias que estão por vir.

    Agora, Senhor, nós Te louvamos porque nos deste uma unção. Por meio da Tua obra consumada, conquistaste para nós uma unção de graça e poder. Pela fé, de maneira muito simples, viemos nos firmar nessa unção para a exposição da Tua Palavra nesta noite.

    Torna-a viva para nós, Senhor. Ajuda-nos a ouvir a Tua voz além da voz humana. De alguma maneira, deposita algo em nosso coração. Pedimos não apenas uma unção para quem fala, mas também uma unção sobre o nosso ouvir, para que ouçamos o que o Espírito está dizendo às igrejas.

    Que possamos ouvir qual é o encargo do Teu coração para nós, enquanto estamos, por assim dizer, no prelúdio de tantos problemas, dificuldades e confusão. Ouve-nos, ó Senhor, nós Te pedimos. Teremos o cuidado de Te dar todo o louvor e a adoração do nosso coração por responderes a esta oração, que fazemos em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.

    A Situação Mundial Atual e o Salmo 110

    Ontem à noite, falei demoradamente sobre a situação mundial atual e sobre o Salmo 110 à luz dela. Tudo o que quero dizer nesta noite, para quem não estava aqui ontem, é: vocês precisam conseguir a gravação. Se eu começasse tudo de novo, não avançaríamos naquilo que, creio eu, o Senhor quer dizer nesta noite.

    Em 1998, na Conferência Internacional de Líderes de Intercessão, uma conferência bienal realizada naquela ocasião em Laguna, nas Filipinas, tive um dia de grande inquietação. Daquele dia surgiu uma palavra profética, e pedi àqueles líderes que a julgassem. E eles o fizeram.

    Não consigo me lembrar dela palavra por palavra; tenho isso gravado em algum lugar. Creio que você, Gary, tem essa gravação aqui. Mas o Senhor me disse: “Eu Me levantei com ira furiosa. De agora em diante, serei o inimigo das nações. Elas estão dividindo a Minha terra. Lançaram o desafio, e Eu o aceitarei. Eu as julgarei por meio de inundações, incêndios, furacões, tornados e terremotos”.

    “Elas se assentam como potentados”, lembro-me de o Senhor dizer, “seguras e acomodadas. Mas Eu as atingirei na raiz de sua prosperidade. Arruinarei suas economias. Eu as reduzirei a nada”.

    Então o Senhor prosseguiu, dizendo que deveríamos nos esconder Nele e conhecer o Seu poder e a Sua graça. Ora, isso foi em 1998, e o Senhor me disse muito mais naquela ocasião. Mas, para mim, aquilo tem sido uma orientação sobre o que aconteceria. Passaram-se quase dez anos antes que começasse a acontecer.

    Se alguns de vocês quiserem uma documentação sobre isso, ela está no livro do meu bom amigo Bill Koenig, Eye to Eye, que documenta os diversos acontecimentos, especialmente nos Estados Unidos, ligados à divisão da terra prometida.

    Quando fui salvo, vindo de um contexto não cristão, lembro-me muito bem de que todos falavam da terra prometida. Referiam-se à Terra Santa como a terra prometida. Hoje, nunca ouço isso. É preciso procurar muito para ouvir a expressão “terra prometida”. Em vez disso, ouço “terra de Israel”, “Palestina” ou “Terra Santa”. Mas não ouço “terra prometida”.

    Acho isso muito interessante, porque, se é a terra prometida, quem a prometeu? E, se Deus a prometeu, a quem Ele a prometeu? Ele a prometeu à descendência de Abraão — não a Ismael, com quem fez uma aliança separada e a tem cumprido à risca até hoje.

    Mas Ele fez aquela promessa e aquela aliança como uma aliança eterna, por todas as suas gerações: a Abraão e à sua descendência; a Isaque, não a Ismael; e por meio de Jacó, não de Esaú.

    Acho bastante surpreendente que um presidente americano pudesse ser tão fiel aos princípios bíblicos e, ainda assim, o Senhor nunca o tenha apoiado. Não estou falando do presidente Obama. Vocês imaginariam que o Senhor o abençoaria plenamente, o apoiaria e o fortaleceria. Mas, nessa questão da terra prometida, ele foi a primeira pessoa a formular e expressar a divisão daquela terra em dois Estados soberanos.

    Pelo que o Senhor me disse em 1998, compreendi que essa terra, por mais estranho que isso possa parecer a muitos, é muito, muito importante para Deus. Ela é a garantia de que o restante da terra virá ao Senhor Jesus.

    Pede-Me, e Eu Te darei as nações por Tua herança,
    e os confins da terra por Tua possessão.

    Treze vezes Deus chama aquele pequeno território — a terra prometida — de “Minha terra”. Não pode um presidente chegar e dizer ao Todo-Poderoso: “Tu não és politicamente correto. Meu governo terá de Te corrigir nessa questão. Com aliança ou sem aliança, dividirei esta terra em duas”.

    Quando aconteceu a Conferência de Annapolis, eu soube que toda aquela questão estava definitivamente estabelecida. A partir daquele momento, soube que Deus julgaria os Estados Unidos.

    Preciso tomar cuidado, porque essa não é a mensagem desta noite. Mas é para lhes dar alguma compreensão da nossa situação mundial.

    Quando fui salvo, tinha doze anos e meio, antes do meu décimo terceiro aniversário. Tudo, para mim, estava vivo. Eu nunca tinha lido a Bíblia. Não tinha uma Bíblia. Li o Evangelho de João, um pequeno livreto, até ele se desfazer. Finalmente, consegui uma Bíblia — encontrei uma Bíblia. Ninguém sequer imaginava que houvesse uma pessoa sem Bíblia naquela igreja batista evangélica, mas eu não tinha uma.

    Para mim, foi muito empolgante quando, certo dia, ouvi alguém dizer do púlpito que os judeus voltariam à terra prometida. Pensei que nunca tinha ouvido algo assim na vida.

    Então fui falar com uma querida irmã sueca que havia acolhido minha irmã e a mim como seus filhos. Minha irmã veio ao Senhor uma semana depois de mim. Eu disse: “Titia, o que é isso? Ouvi o pregador dizer que os judeus vão voltar à terra prometida, mas o que está acontecendo agora com os nazistas? Não parece que eles algum dia conseguirão voltar”.

    A tia Dagmar me disse: “A Bíblia está cheia disso. Em todas as partes da Bíblia, não importa onde você procure, está escrito que os judeus voltarão”. Então ela disse: “Você vai viver para ver isso”.

    Isso foi em 1944. Voltei para minha mãe e meu padrasto e lhes disse: “Vocês sabem que a Bíblia diz que os judeus vão voltar à terra?”. Nunca me esqueci da minha pobre mãe. Ela se sentou e disse: “Sua tia Dagmar está maluca. Não há nenhuma possibilidade de os judeus voltarem”.

    Ela disse: “Os judeus que voltariam seriam todos da Europa Central e da Europa Oriental, e eles estão mortos. Se Hitler conseguir o que quer, não sobrará um deles. Os judeus americanos nunca voltarão. Eles vivem bem demais. Nem os judeus britânicos voltarão”.

    Mas eu vivi para ver isso. Vivi para ver o Império Britânico se desintegrar e a Grã-Bretanha se tornar um conjunto de ilhas ao largo da Europa.

    Lembro-me muito bem de Alan Redpath no púlpito. Ele era jogador de rúgbi e tinha trinta e dois anos. Agarrou a lateral do púlpito, seu rosto ficou bem vermelho e ele gritou — quase a plenos pulmões: “Tão certo como estou aqui nesta manhã, Deus julgará o Império Britânico e as Ilhas Britânicas pelo que fizeram ao povo judeu”.

    Naquela época, a Força Aérea Real estava bombardeando sobreviventes do Holocausto, e a Marinha os atacava com tiros de canhão em embarcações sem condições de navegar, colocando-os em campos — aquelas pessoas que haviam escapado de campos.

    Vi pessoas se levantarem e irem embora. Na minha doce inocência, pensei que tivessem compromissos para o almoço e que o pastor estivesse se estendendo um pouco. Pensei: “Bem, eles precisam cumprir esses compromissos”, por isso estavam saindo apressados. Mais tarde, amigos da igreja me disseram que eram patriotas furiosos com o pastor por falar daquela maneira.

    “Como poderia se desintegrar o Império Britânico, sobre o qual o sol nunca se punha? Londres governava um quarto da população de todo o mundo. Como isso seria possível?” Mas aconteceu. Aconteceu em apenas quatro anos, e eu vi com meus próprios olhos.

    Hoje, a Grã-Bretanha tem um problema de identidade. Está inundada de muçulmanos e tem um enorme problema de identidade. Ela pertence à Europa ou deveria permanecer independente? Sabe que é uma ilha ao largo da Europa.

    É por isso que tenho bastante certeza de que, a menos que o Espírito Santo opere de uma nova maneira na América do Norte, a mesma coisa acontecerá. A maioria dos americanos é patriota e não consegue acreditar na possibilidade de os Estados Unidos serem julgados. Mas Deus julgou a Grã-Bretanha, que naquela época era a grande superpotência do mundo, e Ele não faz acepção de pessoas nem de nações.

    Esse é, basicamente, o pano de fundo. Não direi mais nada, mas tudo isso está relacionado ao que falei ontem à noite. Dei a vocês uma visão geral da situação mundial.

    Babel e o Retorno da Ambição Humana

    Completamos um ciclo. Em Babel, construíram uma torre que chegaria aos céus. Não fazemos ideia do que estavam fazendo. Alguns dizem que era feitiçaria, bruxaria, magia negra. Alguns acreditam que estavam em contato com demônios — principados e potestades caídos.

    Em geral, a maioria das pessoas acha que, naquela época, todos andavam por aí com porretes, eram peludos e vestiam peles. Mas, na verdade, na minha avaliação, o que temos presenciado não é evolução, e sim regressão.

    É bem possível que aquele tenha sido o primeiro arranha-céu que o homem tentou construir. Talvez tenha sido até — e sei que isso vai parecer bobagem para vocês — o início de um programa espacial. A ideia era, de alguma forma, unir o céu e a terra, fazer deles uma coisa só.

    Deus disse: “Terei de descer e ver o que estão fazendo”. Então disse: “Se Eu não puser um freio nisso, nada lhes será impossível”. Bem, aconteceu. Aqui estamos, tendo completado um ciclo. Voltamos ao ponto em que a humanidade começou: Babel.

    A Bíblia fala de Babilônia — esse é o nome grego de Babel. A palavra hebraica é Babel, porque a chamavam de Bab-el, a porta de Deus. Mas Deus disse, em essência: “Não a chamem de Bab-el. Ela não é a porta de entrada para o céu. É Babel: confusão”.

    Chegamos ao ponto de ter um homem na Lua, algo que estamos celebrando. Chegamos ao ponto de explorar um pouco de Marte. Sir Richard Branson, da Virgin Airways, está falando em construir uma aeronave para viagens espaciais, e já tem reservas para os primeiros assentos.

    Clonamos um animal, o que significa que poderíamos clonar um ser humano. A grande pergunta é: se clonarmos seres humanos, eles terão alma? Terão espírito?

    De alguma maneira, Deus pôs um freio na humanidade em Babel, e esse freio permaneceu ao longo de todos esses anos, até a nossa geração. Agora o freio foi retirado.

    O Cristo Entronizado e Sua Vitória

    Isso me leva ao Salmo 110, sobre o qual falei ontem à noite. Dei a vocês uma visão panorâmica dos versículos 1, 2 e 3. Não vou acrescentar mais nada, a não ser que o Senhor Jesus está assentado à direita de Deus.

    Ele está num lugar que o poder de Satanás não pode alcançar. Satanás não pode destroná-Lo. Não pode tirá-Lo do Seu lugar. Não pode frustrar a Sua obra consumada. Não pode, por assim dizer, diminuir o valor da Sua obra consumada. Não há nada que ele possa fazer. Ele está assentado.

    O Pai Lhe diz:

    Assenta-Te à Minha direita,
    até que Eu ponha os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés.

    Ontem à noite, levei vocês a Apocalipse 4 e 5 — àquela maravilhosa visão do Leão de Judá, a Raiz de Davi, o pequeno Cordeiro morto no trono. Ele pode abrir cada um dos sete selos. Por meio desses selos vêm juízos — muitos juízos, juízos terríveis.

    Mas isso termina no novo céu e na nova terra, nos quais habita a justiça. Termina na Nova Jerusalém, a Noiva, a esposa do Cordeiro, descendo do céu, tendo a glória de Deus.

    Jesus está assentado à direita do Pai. Ele não está lutando. Não está se esforçando. Não está ansioso. Está assentado. Ele venceu. É simples assim: Ele venceu.

    Que isso penetre no coração de vocês nestes dias de confusão e dificuldade, quando as pessoas estão perdendo seus empregos, sua renda e tantas outras coisas estão acontecendo. Quando tentam, por diversos meios, dar novo impulso à economia, não creio que conseguirão, porque foi o Senhor Quem a atingiu, da mesma maneira que o Senhor está tocando o clima.

    Isso culminará no sol, na lua e nas estrelas, antes dos acontecimentos finais.

    A Ascensão como Fundamento do Reinado de Cristo

    Nesta noite, quero falar sobre o versículo 4 do Salmo 110. Os três primeiros versículos são citados por todo o Novo Testamento. Quando não são citados diretamente, estão presentes na afirmação de que Ele está assentado à direita de Deus.

    Isso aconteceu gloriosamente na ascensão. Muitas vezes penso que a ascensão é a Cinderela das festas. Todos pensam na Páscoa, quando Jesus morreu na cruz e fez expiação pelo nosso pecado; depois, no terceiro dia, ressuscitou gloriosamente dentre os mortos e triunfou sobre a morte; e no Pentecostes, quando o Espírito Santo foi derramado sobre nós.

    Mas, com tanta frequência, a ascensão acaba sendo deixada de lado. No entanto, ela é tão vital quanto a morte expiatória do Senhor Jesus, a ressurreição do Senhor Jesus e o derramamento do Espírito Santo. Sem a ascensão, não sabemos que Jesus venceu.

    Foi quando o Pai Lhe disse que Se assentasse à Sua direita — sem Se esforçar e sem lutar, apenas Se assentar — e disse:

    Saia de Sião o cetro da Tua força;
    domina no meio dos Teus inimigos.

    Quando o Espírito Santo foi derramado, aconteceu algo extraordinário. Pela primeira vez na história da humanidade, Alguém no céu, à direita de Deus, tornou-Se a Cabeça de um corpo na terra.

    No início, eram cento e vinte judeus, salvos pela graça de Deus e redimidos pelo poder do Cordeiro. Eles foram unidos a uma Cabeça no céu.

    Às vezes, olhamos para isso como se tivéssemos um chefe lá e fôssemos a equipe aqui. Ele é o diretor de um hospital, o reitor de uma faculdade, o primeiro-ministro de um gabinete, o presidente de uma nação. Ele está lá; nós estamos aqui. Pensamos Nele dessa maneira.

    Mas o Novo Testamento, quando fala de cabeça e corpo, sempre fala de um organismo — um organismo vivo —, não de uma organização. É um organismo vivo que tem uma organização, mas ela está na vida: sempre em movimento, sempre mudando, sempre atual.

    Aqui estou eu. Tenho setenta e oito anos. Nasci em 1931. Eu era deste tamanhinho quando nasci. Meus olhos não se abriram durante três semanas. Minha mãe tinha certeza de que eu era cego, mas finalmente eles se abriram depois de três semanas. Dá para acreditar? Aqui estou nesta noite, falando com vocês, e sou razoavelmente atualizado.

    A cada sete anos, todas as células do meu corpo se renovaram, porque sou um organismo, não uma organização. Se vocês tivessem aqui um carro de 1931, a única maneira de atualizá-lo para 2009 seria mexendo nele de fora para dentro. Mas, quando pensamos num organismo, ele está mudando o tempo todo.

    Quando meu corpo sente frio, eu tremo. De onde vem isso? Nunca li um livro dizendo: “Está com frio? Você precisa tremer”. Algo acontece por dentro. Algo bem lá no fundo de mim diz: “Você está com frio. Precisa tremer para gerar um pouco de calor”. Quando sinto calor demais, transpiro. Nunca li um livro sobre isso. Simplesmente acontece.

    Há muitas outras coisas. Deus nos ajude quando precisamos enfiar na cabeça de uma pobre criança como tocar piano. Mas, quando o dom está presente, você o desenvolve. É a mesma coisa em todas as outras áreas. Tudo está ali, num organismo vivo.

    Ora, o que aconteceu no dia de Pentecostes foi que cento e vinte pessoas foram unidas a uma Cabeça à direita de Deus — uma união viva e orgânica. Em poucas horas, mais três mil judeus foram acrescentados. Assim, três mil cento e vinte pessoas estavam unidas a uma Cabeça no céu.

    Isso virou Jerusalém de cabeça para baixo. Qualquer um de vocês que conheça alguma coisa sobre a estrutura de poder judaica sabe como é impossível virá-la de cabeça para baixo. Mas aquela obra extraordinária no dia de Pentecostes virou a estrutura de poder judaica de cabeça para baixo e, por fim, virou o Império Romano de cabeça para baixo.

    Enquanto ouvia a Cabeça, enquanto estava em união viva com a Cabeça, enquanto ouvia o que o Espírito dizia e obedecia, a igreja tinha poder. Sem grandes seminários teológicos, sem grandes escolas bíblicas, sem grandes organizações missionárias, ela virou o mundo conhecido de cabeça para baixo.

    O Sacerdócio segundo a Ordem de Melquisedeque

    Aqui temos este maravilhoso versículo:

    Tu és sacerdote para sempre,
    segundo a ordem de Melquisedeque.

    Aquele que está à direita de Deus é um Sumo Sacerdote eterno. Isso significa que Ele está diante da face de Deus Pai por nós. Ele está ali pela igreja — e estou falando da verdadeira igreja.

    Ele tem uma obra de intercessão a realizar pela verdadeira igreja, que, ao longo dos anos, tem precisado dessa intercessão, desde que Jesus disse:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja;
    e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

    Gosto mais de como está na King James do que de “Hades”. O que Hades significa para uma pessoa comum? É o lugar dos mortos que partiram. Mas o que as portas dos mortos que partiram têm a ver com a igreja? Embora, ao entrar em algumas igrejas, eu compreenda perfeitamente.

    O fato é que temos algo tremendo aqui. Gosto da antiga expressão da King James, “as portas do inferno”, porque ela transmite exatamente o sentido da palavra. Tem a ver com a estratégia de Satanás, suas artimanhas e sua determinação de passar a perna no Senhor.

    Jesus disse:

    Sobre esta rocha […] edificarei a Minha igreja;
    e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

    Essa é a grande mensagem da Rocha. Mas, quando olhamos para a história da igreja, parece que elas prevaleceram repetidas vezes.

    Amanhã de manhã, falarei um pouco mais sobre isso, porque é aí que quero chegar. Não se trata apenas de a intercessão do Sumo Sacerdote ser tão importante. Trata-se de saber se Ele consegue colocar em nós o encargo da Sua intercessão e se podemos nos tornar verdadeiros intercessores.

    “Intercessão” é outra palavra desvalorizada, como “nascido de novo” nos Estados Unidos. O que significa? Ouvindo algumas pessoas, parece que cada presidente que vocês já tiveram nasceu de novo. Mal consigo acreditar. O que isso significa? Entendo que, quando alguém nasce de novo, nasce de Deus.

    Algo acontece dentro de você. Pela primeira vez, você sente fome. Pela primeira vez, sente sede. Pela primeira vez, respira. Pela primeira vez, anseia por comunhão. É algo tremendo quando nascemos de Deus.

    Muitas vezes, pessoas vêm me dizer: “Sou um intercessor”. Então sei que não são, pois todo verdadeiro intercessor carrega nas costas uma placa de aprendiz.

    Intercessão verdadeira pela igreja — pela verdadeira igreja. Como o Senhor tem tomado a iniciativa pelo Espírito Santo, repetidas vezes, ao longo da história da igreja! Ele nunca parou.

    Toda vez que ela morreu, toda vez que se cristalizou, toda vez que se tornou uma denominação, toda vez que se transformou num sistema, Ele tomou a iniciativa. Temos todos eles: bogomilos, montanistas, donatistas, paulicianos, albigenses, valdenses, priscilianistas, a Reforma, os puritanos, os pactuantes escoceses, os quakers e os primeiros metodistas.

    “Metodista” é uma palavra terrível. Originalmente, eram chamados de entusiastas. Essa é uma palavra muito melhor. Você tem toda a razão.

    Depois tivemos os Irmãos. Tivemos os pentecostais, tão malvistos por todos os demais. Depois, os carismáticos. Isso nos traz até os dias atuais.

    O Senhor nunca deixa de tomar a iniciativa. Ele disse:

    Edificarei a Minha igreja;
    e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

    Onde quer que tenha encontrado um homem, uma mulher ou um grupo de pessoas que se ofereçam voluntariamente no dia do Seu poder, Ele agiu.

    Isso é algo tremendo, não é? A intercessão do Sumo Sacerdote pela igreja. Querido Senhor, às vezes penso que somente a Tua intercessão nos fará chegar até o fim. Somos um grupo bem fraco.

    Lembro-me de uma senhora em Halton House — graças a Deus, ela não ficou conosco por muito tempo. Costumava dizer: “Eu e o Senhor nos damos maravilhosamente bem; o problema são os cristãos”.

    Aqui está: a intercessão do nosso Sumo Sacerdote.

    Tu és sacerdote para sempre.

    A intercessão do nosso Senhor Jesus pela Sua obra.

    A Intercessão de Cristo pela Obra Missionária

    Não é impressionante quantas missões morreram, se cristalizaram, se tornaram liberais, perderam a vida — apenas assistência social e um evangelho social? Mas é extraordinária a intercessão do nosso Sumo Sacerdote. Ao longo dos anos, missões têm sido geradas pelo Senhor Jesus por meio do Espírito Santo.

    Penso em Hudson Taylor. Eu costumava imaginá-lo como um homem tão distinto, falando o belo inglês da rainha. Então descobri que ele tinha sardas, era ruivo e falava com sotaque de Yorkshire. Mas, quando Deus entrou na vida daquele homem, algo aconteceu na China.

    Penso em Amy Carmichael, que, quando era menina, costumava orar: “Senhor, poderias mudar meus olhos para azuis?”. Ela dizia: “O Senhor nunca respondeu à minha oração”. Mas, quando Ele a chamou para a Índia, e ela vestiu um sari e entrou no templo para alcançar crianças entregues à prostituição nos templos, agradeceu a Deus por seus olhos castanhos.

    As missões ficaram furiosas com Amy Carmichael. Passavam o dia inteiro jogando tênis e desfrutando de um padrão de vida que ninguém mais tinha. Vinham de origens pobres, mas tinham um estilo de vida com criados.

    Lembro-me de Bakht Singh me dizer: “Quando fui salvo, os missionários” — e, naturalmente, estou falando de falsos missionários, não de verdadeiros missionários — “disseram: ‘Vá sentar-se ali, e o criado levará sua comida até você’”. Ele era um sique, salvo pela graça de Deus, mas eles não o aceitavam à sua mesa.

    Havia outra pessoa que costumava ter uma tigela com desinfetante, e você podia colocar seu dinheiro naquela tigela com desinfetante. Que maneira de evangelizar. Terrível.

    Só o Senhor. O que faríamos sem a intercessão do Senhor? Penso em Jovens Com Uma Missão. Penso em Operação Mobilização. Penso em algumas das iniciativas mais recentes que surgiram e têm sido tão usadas por Deus, assim como em outras missões de épocas mais comuns.

    O que faríamos sem a intercessão do nosso Sumo Sacerdote, especialmente agora, quando as pessoas já não têm a mesma quantia para contribuir?

    Penso em C. T. Studd. Ele se formou na Universidade de Cambridge e foi um dos sete que foram para a China e surpreenderam toda a Grã-Bretanha. Esteve na China por algum tempo, depois na Índia e, em seguida, no Congo, entre os canibais. Nunca voltou à Grã-Bretanha. Ele dizia: “Missionários de verdade nunca tiram licença”.

    Querido velho C. T. Ele não era fácil. Tinha um padrão de perfeição e dedicação que a maioria das pessoas não alcançava. Era um homem difícil, mas era uma sarça, e o fogo ardia nele — o fogo de Deus.

    Quando ele morreu, trinta e três mil pessoas, salvas do canibalismo pela graça de Deus, foram ao seu funeral. Fui salvo por meio de C. T. Studd — do primeiro livro cristão que li, sobre ele. Ele se tornou o precursor e pai de uma das maiores organizações missionárias do mundo hoje: a Worldwide Evangelization Crusade.

    O que faríamos sem a intercessão desse Sacerdote para sempre, desse Sumo Sacerdote eterno, o Senhor Jesus?

    A Intercessão de Cristo por Cada Crente

    Deixem-me ser um pouco mais pessoal. O que você faria sem a intercessão Dele? Você acha que é perfeito? Bem, penso que alguns cristãos acham que são. É por isso que criticam tanto os outros. Acham que são maravilhosos.

    Mas, quando você conhece a si mesmo, sabe que não tem outra esperança além de Jesus. Ele é seu único Salvador, seu único Redentor, seu único Libertador. Não há outra salvação nem outra redenção. É Jesus.

    O que faríamos sem a intercessão do Senhor Jesus? Ele nos ama. Ele nos conhece por dentro e por fora.

    Você pode dizer: “Bem, é muito bonito você falar assim, mas não tenho muita certeza de que isso seja realmente tão concreto”. Deixe-me dizer uma coisa: você sabe o que Deus disse a respeito de alguém impossível? Ele disse:

    Eu o amei.

    Era Jacó.

    Não havia ninguém mais impossível do que Jacó. Ele roubou a bênção do irmão. Enganou seu velho pai e roubou o direito de primogenitura do irmão. Tive uma falha de memória da idade agora.

    O que o Senhor fez com ele? Mandou-o para o outro maior trapaceiro do Oriente Médio — seu tio Labão. Era coisa de família. Tio Labão e Jacó passaram vinte e um anos passando a perna um no outro.

    Pobre Jacó. No fim, ele viu a si mesmo em Labão. Depois viu a si mesmo em Lia, porque não me digam que Lia não participou do engano. O pai e a mãe devem ter dito a Lia: “Agora você mantenha essa boca fechada. Vamos casá-la com Jacó. Você é a irmã mais velha e vai acabar ficando para titia”.

    “Então fique de boca fechada. Imite sua irmã, ande como ela. Vamos vesti-la da cabeça aos pés. Vamos colocar um véu em você. Teremos bastante vinho. As luzes estarão baixas. Ele só vai perceber de manhã”.

    Deve ter sido um choque terrível para Jacó quando acordou e descobriu que era Lia, e não Raquel. Ficou absolutamente atordoado. “Como meu tio pôde fazer uma coisa dessas comigo?” Deus estava nisso.

    Depois, a querida Raquel — quero dizer, para Jacó, nunca um pensamento mau sequer passava por aquela mente tão doce. Ela era a criatura mais pura e mais doce que já vivera na face da terra. Mas, quando fugiram do tio Labão, Labão e seus homens vieram cavalgando furiosamente atrás deles.

    Quando chegaram a Jacó, disseram: “Você roubou os deuses da família”. Agora era a vez de Jacó ficar furioso, porque ele disse: “Deuses? Nunca adorei os deuses da sua família. Pode ficar com eles”.

    Labão disse: “Não confio em você. Vai me deixar revistar tudo?”. “Sim”, disse Jacó. “Você não encontrará nenhum deles”. Aliás, aqueles deuses eram títulos de propriedade. Esse era o costume da época. Os deuses da família, pequenos ídolos, eram, na verdade, títulos de posse de propriedades e riquezas.

    Jacó observava o tio Labão, e o hebraico é muito interessante. Diz que ele tocou em tudo. Em outras palavras, Labão conhecia seu sobrinho. Ele ia a toda parte, tocando nas coisas; não apenas olhava.

    Raquel estava sentada na sela do camelo e disse: “Estou no período das mulheres, papai. Você não vai tocar em mim, vai?”. “Não”, disse Labão. Aquela menina tão querida e doce. Ele não tocou nela. Ela estava sentada sobre todos os ídolos da família.

    Aquilo foi um choque terrível para Jacó. Ele pensou: “Talvez o Senhor não ouça”. Quem fosse encontrado com aqueles ídolos morreria. E ela morreu poucos meses depois.

    Jacó foi transformado. O extraordinário foi que, em determinado momento, Jacó estava sozinho. Labão estava atrás dele. Esaú estava à sua frente. E ele estava sozinho. É isso que o Livro diz. Então Deus apareceu — um Homem, diz o texto; um Anjo, em outra passagem — e lutou com ele.

    Acho essa uma das histórias mais extraordinárias da Bíblia. Escrevi um livro sobre ela; alguns de vocês sabem disso. É tão extraordinário que o Senhor tenha lutado com Jacó. Não me digam que o Senhor não poderia tê-lo derrubado com um único golpe.

    Mas o Senhor deliberadamente Se fez fraco para que Jacó pudesse levar vantagem sobre Ele. Isso é o Calvário, quando Jesus foi crucificado em fraqueza para a nossa salvação.

    Naquele único momento, Jacó disse:

    Abençoa-me. Não Te deixarei ir.

    Ele não queria dizer isso como costumamos dizer: “Ah, Deus abençoe você”, de um jeito alegre e superficial. Ele queria dizer: “Abençoa-me. Muda-me. Transforma-me. Faz alguma coisa em mim”.

    O Senhor disse:

    Qual é o teu nome?

    Imaginem o Senhor dizendo: “Qual é o teu nome?”. O Senhor tinha organizado tudo. Estivera com ele durante todos aqueles anos, o levara ao tio Labão, o levara a Lia, o levara a Raquel. Ele havia feito tudo. Era um encontro marcado por Deus.

    O Senhor disse:

    Qual é o teu nome?

    Ele estava procurando revelar onde Jacó realmente se encontrava. Jacó poderia ter dito: “Neto de Abraão”. Que bela saída isso teria sido. Poderia ter dito: “Filho de Isaque”. Não, não, não. Ele disse: “Sou Jacó”. Em hebraico, Yaakov significa, de fato, “trapaceiro”.

    Então Deus disse:

    Teu nome não será mais Trapaceiro.
    Tu serás Israel, um príncipe com Deus.

    O que você faria sem a intercessão do Senhor Jesus? Você sabia que o Senhor organiza suas circunstâncias? Sabe aquela pessoa com quem você se casou, de quem talvez agora se arrependa um pouco? Aquela pessoa está ali por determinação de Deus. Deus está usando aquela pessoa para transformar você.

    Quando você ora: “Ó Senhor, intercede por mim”, pensa que o Senhor só está intercedendo para que tudo seja doce, agradável e bonito. Mas, na verdade, o Senhor organiza suas circunstâncias com um único objetivo: que você seja semelhante a Ele.

    Se Ele precisar usar circunstâncias difíceis e relacionamentos difíceis, Ele os usa. É simplesmente maravilhoso. O que você faria sem a intercessão do Senhor Jesus?

    Você não duraria nem alguns dias sem a intercessão do Senhor Jesus — nem eu. Fico admirado com cristãos que não sentem necessidade da intercessão do Senhor. São tão perfeitos. Pobres almas. Estão iludidos.

    Mas, para nós que conhecemos a nós mesmos, o que faríamos sem a intercessão do nosso Sumo Sacerdote?

    Temos um Advogado junto a Deus Pai, Jesus; e temos um Advogado conosco, o Espírito Santo.

    Cristo como Sacerdote e Rei

    Agora, deixem-me acrescentar algo. Esta é a parte mais difícil de todas. Se quiserem dormir um pouco, durmam. Mas aqui está a segunda parte dessa maravilhosa declaração:

    Tu és sacerdote para sempre,
    segundo a ordem de Melquisedeque.

    A palavra ordem, em hebraico, significa “maneira” ou “modo”: à maneira de Melquisedeque, segundo o modo de Melquisedeque. O que isso significa?

    Jesus não é Sumo Sacerdote segundo a ordem de Arão. O Livro de Hebreus diz isso claramente. Em essência, faz a pergunta: “Ele não é segundo a ordem de Arão?”. O autor da carta aos Hebreus diz: “Nunca surgiu de Judá alguém como sumo sacerdote”. Essa é a tribo real. Somente da linhagem de Arão.

    Portanto, Jesus é Sumo Sacerdote para sempre segundo a ordem — a maneira, o modo — de Melquisedeque. O que isso significa? Muito simplesmente isto: era proibido que um sacerdote fosse rei. Era proibido que um rei fosse sacerdote.

    Havia uma separação total entre a realeza e o sacerdócio. Essa era a lei de Deus no Antigo Testamento, desde Moisés.

    Esse Melquisedeque era rei de justiça e rei de Jerusalém, rei de Salém — traduzido como shalom, paz. Rei de justiça, Rei de paz. Esse é Jesus.

    Ele reúne em Si os dois ofícios. É interessante que os profetas tenham profetizado que isso aconteceria, em Zacarias 6:12-13. Deixem-me ler para vocês.

    Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Eis o Homem cujo nome é Renovo;
    Ele brotará do Seu lugar;
    e edificará o templo do Senhor;
    sim, Ele edificará o templo do Senhor;
    e levará a glória;
    e Se assentará e dominará no Seu trono;
    e será sacerdote no Seu trono;
    e o conselho de paz haverá entre ambos.

    A promessa era que o Messias seria Messias e Rei. Ele seria Rei e Messias, que é exatamente o que o apóstolo Pedro disse: Deus confirmou, pela ressurreição dentre os mortos, pela exaltação de Jesus e pelo fato de Ele estar assentado à direita de Deus, que Ele é tanto Senhor — Rei — quanto Messias, Cristo.

    Em outras palavras, Ele reúne em Si essa coisa maravilhosa: Rei messiânico. Ele é Sacerdote para sempre.

    Preciso terminar falando um pouco sobre Jesus, o Messias, reinando como Sacerdote e Rei. Acho isso maravilhoso. Tenho dito: “O que faríamos sem a intercessão Dele?”. Ele reina como Rei.

    Toda a autoridade no céu e na terra está em Suas mãos — não no futuro, agora. Vocês creem nisso? Toda a autoridade no céu e na terra. Jesus disse isso em Mateus 28:18, pouco antes de subir ao céu.

    Toda a autoridade Me foi dada no céu e na terra.

    A terra é caída, mas toda a autoridade pertence a Ele. Isso significa que os verdadeiros governantes do nosso mundo atual não são os potentados ou os reis, embora estejam ali pela autoridade de Deus. Jesus é soberano sobre tudo.

    Quando chegamos ao Livro de Apocalipse, encontramos um novo título: Ele é “o soberano dos reis da terra”. Ele governa os potentados da terra. Esse é um título maravilhoso, maravilhoso.

    Vocês sabem o que o Senhor Jesus disse? Espero conseguir transmitir isso a vocês.

    Toda a autoridade e todo o poder foram entregues à Minha mão, no céu e na terra.
    Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações,
    batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
    ensinando-os a observar todas as coisas que vos ordenei;
    e eis que estou convosco sempre, até o fim do mundo.

    No grego, é ainda mais simples:

    E eis que estou convosco todos os dias, até o fim desta era.

    Isso é apenas sentimental, romântico, algo bonitinho? Não creio.

    Toda a autoridade no céu e na terra está em Minhas mãos;
    e eis que estou convosco todos os dias, até o fim desta era.

    Se você e eu simplesmente fizermos a vontade de Deus.

    O verdadeiro problema é se somos ofertas voluntárias. Esse é o problema. A nossa vontade é o problema.

    Queremos ser pessoas do dízimo. Queremos dar um décimo ao Senhor, e com o restante faremos o que acharmos melhor. Mas a oferta voluntária é você: seu tempo, sua energia, você mesmo, todo o seu ser, sua família, seu trabalho, sua carreira — tudo.

    Contei a vocês a história de C. T. Studd ontem à noite? Não? Preguei há algumas semanas em Leicester, que agora é uma cidade muçulmana. Eu disse isso ontem à noite? Sim, disse; então não vou contar de novo.

    Acho extraordinário que F. B. Meyer tenha perguntado a C. T.: “Qual é o segredo do seu ministério e da sua vida?”. C. T. tinha apenas vinte e seis ou vinte e sete anos. Ele disse: “Entreguei minha vontade a Deus”.

    É isso que significa ser uma oferta voluntária: “Entreguei minha vontade a Deus”. Nossa vontade é o problema. Queremos mantê-la intacta. Queremos que o Senhor nos abençoe, nos apoie, esteja por trás de nós, arrume as bagunças e tudo mais. Mas não queremos que Ele assuma o controle.

    Na verdade, porém, o verdadeiro segredo é quando a nossa vontade é a Dele. Esse é o segredo.

    A Autoridade Soberana de Cristo na Obra Missionária

    Há coisas maravilhosas neste Livro sobre o Senhor Jesus como Rei. Por exemplo, Ele tem a chave de Davi. Ele abre, e ninguém pode fechar. Ele fecha, e ninguém pode abrir. Isso é autoridade.

    Não sei se vocês conhecem isso por experiência, mas posso lhes dizer que tenho visto alguns dos melhores servos de Deus diante de situações em que precisavam que a porta se abrisse. Quando o Senhor a abriu, ninguém pôde fechá-la.

    Ele fez isso com o Nepal, que estava fechado ao evangelho. Foi maravilhoso quando Ele abriu aquela porta, e ninguém a fechou.

    Ele fez isso com o Afeganistão, por meio de Ellen Rasmussen, que dedicou a vida inteira a isso. Quando tinha dezoito anos, ouviu o Senhor lhe dizer: “Vá para o Afeganistão”.

    Ela foi para a Índia, que naquela época incluía o Paquistão. Como o Afeganistão estava fechado, foi morar na fronteira. Então, a regra da missão era que ela se aposentasse aos sessenta e cinco anos. Mas ela não acreditava que os servos do Senhor se aposentavam, por isso se recusou.

    Ela alugou um pequeno lugar na fronteira. Sempre se lembrava do que Deus lhe havia dito aos dezoito anos, mas tinha dúvidas. De vez em quando, pensava: “Será que me iludi? Será que enganei a mim mesma?”.

    Um dia, alguém bateu com força à porta. Ela a abriu, e ali estava um jovem em roupas afegãs, evidentemente aristocrático. Ele lhe perguntou: “Seu nome é Ellen Rasmussen?”. Ela disse: “Sim”. Ele perguntou: “A senhora é enfermeira especializada em problemas dos olhos?”. “Sou”, ela disse.

    “Bem”, disse ele, “fui enviado pelo rei do Afeganistão para pedir que a senhora venha a Cabul. O príncipe herdeiro tem um problema muito sério nos olhos. A senhora viria?” Ellen não demorou a dizer sim. Aos oitenta e cinco anos, entrou no Afeganistão.

    Ela foi a porta que se abriu para o doutor Wilkie — acho que esse era o nome dele —, um oftalmologista que veio. Ela conseguiu que ele entrasse para cuidar daquele problema nos olhos. Eles abriram uma clínica. Afegãos foram salvos, e a igreja de Deus cresceu no Afeganistão, assim como no Nepal.

    Esse é apenas um exemplo do que acontece quando o Senhor diz:

    Toda a autoridade está em Minha mão, tanto no céu quanto nesta terra caída.
    Eis que estou convosco todos os dias, até o fim desta era.

    Alguns de nós somos pessoas muito mais comuns, mas será que somos mesmo? O fato de você orar, o fato de fazer parte da obra de Deus, de se importar com a nação em que vive — tudo isso faz parte disso. Jesus está conosco. Ele está à direita de Deus.

    Mas, se me permitem colocar isso da maneira mais simples possível, embora um tanto irreverente, o Espírito Santo está aqui como supervisor. Ele é o Administrador. Sempre foi. Ele nunca fala de Si mesmo. Sempre conduz você a Jesus. Mas está aqui como o Administrador.

    Isso é tremendo. Se vocês pensassem nisso por um instante — meu Deus, nem sei onde poderia terminar aqui. Jesus é Rei. Isso é extraordinário.

    Vocês sabem o que o Livro diz em Apocalipse 1? Fomos feitos reis e sacerdotes para Deus. Algumas versões dizem que fomos feitos um reino e sacerdotes para Deus. Sabem o que diz em Apocalipse 5:10? Fomos feitos um reino e sacerdotes para Deus, e então acrescenta esta palavra maravilhosa:

    E eles reinarão sobre a terra.

    Não poderia ser mais maravilhoso. Esse é o Rei. Ele também reina como Sumo Sacerdote. Comparece diante de Deus por nós. Vive sempre para interceder por nós.

    Que palavra linda, se você conhece a si mesmo.

    Ele pode salvar completamente os que por Ele se aproximam de Deus,
    visto que vive sempre para interceder por eles.

    Não sei se vocês têm um Salvador que salva completamente. Talvez a sua vontade seja o problema. Talvez seja esse o impedimento. Depois que você entrega sua vontade a Deus, Ele é um Salvador que salva completamente, visto que vive sempre para interceder por nós.

    Há muitas outras coisas que eu poderia dizer com base no Livro. Não há absolutamente nenhuma razão para fracassarmos, ficarmos aquém, errarmos o alvo ou deixarmos de alcançar o objetivo.

    Jesus venceu e, em Sua obra consumada, providenciou todo o poder e toda a graça de que o santo mais fraco poderia precisar. Se você não chegar aonde Deus pretende que chegue, a culpa não é Dele, porque Ele colocou à nossa disposição tamanho poder e tamanha graça.

    Ah, que pequeno salmo maravilhoso é o Salmo 110.

    Ele diz que despedaçará os reis da terra. Encherá o lugar de cadáveres. Esses são os inimigos. Onde estão agora? Onde está Napoleão? Onde estão todos eles? Onde está Stalin? Onde está Marx? Onde está Mao? Onde está aquele homem demoníaco? Cadáveres.

    Que coisa maravilhosa é esta:

    Tu és sacerdote para sempre,
    segundo a ordem de Melquisedeque.

    Esse nome, em hebraico, significa “Rei de justiça”.

    A Vida Vencedora

    Queridos amigos, é de admirar que, quando o Livro fala de Satanás descendo à terra, sabendo que seu tempo é curto e tendo sido expulso do céu, diga:

    E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro,
    e por causa da palavra do seu testemunho;
    e não amaram a própria vida, mesmo diante da morte.

    Pelo sangue do Cordeiro — essa é a obra consumada do Senhor Jesus. Pela palavra do seu testemunho — isso é quando você diz com seus lábios: “Tu és Senhor. Tu venceste. Estás assentado à direita de Deus”.

    E não amaram a própria vida, mesmo diante da morte. Isso significa que você abriu mão da vida centrada em si mesmo. Abriu mão da sua vontade. Rendeu-se assim a Ele. Então o Senhor diz: “Eles são vencedores”.

    Que o Senhor faça isso por cada um de nós neste lugar e por todos os que pertencem ao remanescente dos fiéis nesta nação.

    Oração Final

    Amado Senhor, pedimos que escrevas em nosso coração esta palavra:

    Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

    Tu és tanto Rei quanto Sacerdote. Não sabemos o que faríamos sem Ti, Senhor.

    Tu continuas sendo Rei — Rei dos reis, Senhor dos senhores, soberano dos reis da terra. Tu és o Rei de Israel. Tu és o nosso Rei.

    Tu és o nosso Sumo Sacerdote, que vive sempre para interceder por nós. Obrigado, Senhor. Escreve estas palavras em nosso coração.

    Se a nossa vontade estiver atrapalhando a Tua vontade, Senhor, trata dela. Leva-nos ao ponto em que estejamos dispostos a nos tornar dispostos. Senhor, ouve-nos. Pedimos em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.