Vocês poderiam abrir comigo na profecia de Jeremias, capítulo 31?
Jeremias 31:3-10:
Há muito o Senhor me apareceu, dizendo:
Sim, com amor eterno te amei;
Portanto, com benignidade te atraí.
Ainda te edificarei, e serás edificada, ó virgem de Israel;
Ainda serás adornada com os teus tamboris
E sairás nas danças dos que se alegram.
Ainda plantarás vinhas nos montes de Samaria;
Os plantadores plantarão e desfrutarão do seu fruto.
Porque haverá um dia
Em que os atalaias nos montes de Efraim clamarão:
Levantai-vos, e subamos a Sião, ao Senhor, nosso Deus.
Porque assim diz o Senhor:
Cantai com alegria por Jacó e exultai pela principal das nações;
Proclamai, louvai e dizei: Ó Senhor, salva o Teu povo,
O remanescente de Israel.
Eis que Eu os trarei da terra do norte
E os congregarei das extremidades da terra;
Entre eles estarão o cego e o coxo,
A grávida e a que está em trabalho de parto, juntas;
Uma grande multidão voltará para cá.
Virão com choro;
E com súplicas os conduzirei;
Eu os farei andar junto a ribeiros de águas,
Por um caminho reto, no qual não tropeçarão;
Porque sou Pai para Israel,
E Efraim é o Meu primogênito.
Ouvi a palavra do Senhor, ó nações,
E anunciai-a nas ilhas distantes, dizendo:
Aquele que espalhou Israel o congregará
E o guardará, como o pastor ao seu rebanho.
Agora, abram na profecia de Ezequiel. Ezequiel 36:8-12:
Mas vós, ó montes de Israel, produzireis os vossos ramos
E dareis o vosso fruto ao Meu povo Israel; porque estão prestes a vir.
Pois eis que Eu sou por vós;
Eu Me voltarei para vós, e sereis lavrados e semeados;
E multiplicarei sobre vós homens e animais, toda a casa de Israel, toda ela;
As cidades serão habitadas, e os lugares devastados serão edificados;
E multiplicarei sobre vós homens e animais; eles aumentarão e frutificarão;
Eu vos farei habitar como antigamente
E vos farei mais bem do que nos vossos princípios;
E sabereis que Eu sou o Senhor.
Sim, farei andar sobre vós homens, o Meu povo Israel;
Eles te possuirão, e tu serás a sua herança;
E nunca mais os privarás de seus filhos.
Quero acrescentar mais dois versículos desse capítulo. Ezequiel 36:22:
Portanto, dize à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus:
Não faço isto por amor de vós, ó casa de Israel,
Mas pelo Meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes.
Ezequiel 36:32:
Não é por amor de vós que faço isto, diz o Senhor Deus; sabei-o bem;
Envergonhai-vos e confundi-vos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel.
E agora quero ler no Novo Testamento, na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, capítulo 11. Romanos 11:25-29:
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério,
Para que não sejais sábios aos vossos próprios olhos:
Que um endurecimento em parte sobreveio a Israel,
Até que a plenitude dos gentios haja entrado;
E assim todo o Israel será salvo, como está escrito:
De Sião virá o Libertador;
Ele desviará de Jacó as impiedades;
E esta é a Minha aliança com eles,
Quando Eu tirar os seus pecados.
Quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós;
Mas, quanto à eleição, são amados por causa dos pais.
Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.
Vamos orar?
Amado Senhor, ao chegarmos a esta última noite do nosso tempo juntos nesta conferência, queremos agradecer-Te por tudo o que fizeste nestes dias. Agradecemos-Te pela graça que concedeste. Agradecemos-Te pelo poder com que capacitaste todos os que serviram.
Agradecemos-Te por aqueles que serviram sacrificialmente nos bastidores, entregando a própria vida para nos proporcionar conforto e ajuda. Agradecemos-Te, Senhor. Cremos que observaste cada ato de sacrifício e que o recompensarás.
Agradecemos-Te pela graça que concedeste a nós que ministramos a Tua palavra, e agradecemos-Te pela palavra que plantaste em nosso coração.
Agora, Senhor, chegamos a esta última noite. Precisamos de Ti, Senhor. Precisamos muitíssimo de Ti. O pregador é fraco, e nós somos fracos. Precisamos de Ti, amado Senhor, para que estendas sobre nós o Teu tabernáculo de graça e poder.
E, ao falarmos sobre essa questão da batalha pela Tua vinda, Senhor, oramos para que algo entre em nosso coração e permaneça ali, como um farol, uma luz.
E, por cada jovem aqui nesta noite, quero orar especialmente para que a palavra de Deus, a palavra profética de Deus, passe a significar mais para eles do que jamais significou.
E pedimos tudo isso no precioso nome do nosso Senhor Jesus. Pela fé, nos colocamos sob essa unção, graça e poder para a proclamação da Tua palavra, para a tradução da Tua palavra e para a escuta da Tua palavra. Em nome de Jesus. Amém.
Acho apropriado encerrarmos nesta noite com este tema: a batalha pela vinda do Senhor.
Ontem à noite, falei sobre o cerne desse conflito, que é o testemunho de Jesus. É a noiva se preparando. É a produção do ouro, da pedra preciosa e da pérola, dos quais, e somente deles, é edificada a Nova Jerusalém; dos quais é formada a noiva, a esposa do Cordeiro.
Nesta noite, quero falar sobre a batalha por Israel.
É apropriado que, nesta última noite, nos detenhamos nesse assunto, assim como meu querido irmão Christian se deteve nele nesta manhã, porque esta era terminará com a gloriosa salvação da casa de Israel.
O propósito de Deus para a igreja não pode se cumprir sem o povo judeu. Começou com eles, quando Deus apareceu — o Deus da glória apareceu — ao nosso antepassado Abraão. E Ele disse duas coisas:
De ti sairá uma grande nação.
E, em segundo lugar:
Em ti serão benditas todas as famílias da terra.
Já se passaram milhares de anos desde que Deus falou ao nosso pai Abraão. Temos visto esse instrumento, ao longo da antiga aliança, em meio a conflitos e batalhas — tentativa após tentativa de exterminá-lo. Fossem os faraós do Egito, a Babilônia, a Pérsia, o helenismo — a mais sedutora de todas as tentativas de Satanás de destruir e exterminar Israel — ou o Império Romano, aquele grande antagonista de Israel, esse conflito esteve presente o tempo todo.
Essa batalha nunca cessou, nem mesmo quando o povo judeu rejeitou Jesus.
Considero uma das ideias mais estranhas deste mundo quando as pessoas me dizem que a razão pela qual o povo judeu sofreu tão terrivelmente desde a rejeição de Jesus é justamente por tê-Lo rejeitado.
Ora, acho isso extraordinário. Fossem os cruzados, a Inquisição, os pogroms em que milhares morreram, ou o Holocausto, no qual morreram pelo menos seis milhões — pessoalmente, acredito que Simon Wiesenthal tem razão quando diz que não foram seis milhões, mas oito milhões. Isso significa que dois terços da população judaica do mundo morreram no Holocausto.
Dizem-me que foi porque os judeus rejeitaram Jesus. Não há dúvida de que veio o sofrimento. Veio o exílio. Veio o ódio. Veio a perseguição.
Mas não entendo a mentalidade que me diz que a verdadeira igreja, que sofreu da mesma maneira — perseguida, odiada, difamada, martirizada por toda parte —, sofreu porque o nome do Senhor está nela, enquanto o povo judeu sofre porque rejeitou Jesus. Isso não faz sentido.
Por que Satanás odeia um povo que rejeitou o Messias? Por que ele o segue e o persegue por toda parte ao longo destes dois mil anos? Por quê?
A não ser que Satanás saiba que o fim desta era verá a salvação do povo judeu e a conclusão do propósito de Deus.
Espero conseguir me expressar com a maior clareza possível. A batalha pela volta do Senhor não diz respeito apenas ao testemunho de Jesus. Ela também está concentrada em Israel.
O objetivo de Satanás — ouçam com atenção — e dos poderes das trevas é exterminar Israel antes que ela possa ser salva.
Por que vocês acham que aconteceu o Holocausto? Por que acham que tantos do nosso povo morreram nas circunstâncias mais horríveis — pelo menos dois milhões de criancinhas? Por quê?
Foi a grande tentativa de Satanás de frustrar o propósito de Deus. Era para tornar impossível o restabelecimento do Estado de Israel. Mas o Senhor transformou a ira dos homens em livramento, e o Holocausto se tornou o catalisador do restabelecimento do Estado de Israel.
Quando, ao fim daqueles dias terríveis, dois milhões de sobreviventes saíram dos campos, não tinham para onde ir. Ao voltarem para suas casas, alguns foram assassinados por gentios que se diziam cristãos.
Então vieram ao coração deles as palavras de Theodor Herzl: “Quando vocês agirem para que haja um Estado, ele existirá”. E eles voltaram à terra de Israel em qualquer embarcação capaz de navegar e, em alguns casos, em embarcações que nem sequer tinham condições de navegar.
Todo o poder do Império Britânico se colocou contra eles — a Força Aérea Real, a Marinha Real —, mas não conseguiu deter aquele fluxo de pessoas. No fim, os britânicos se cansaram de toda aquela situação e desistiram.
É muito estranho que, na última vez em que a bandeira britânica foi hasteada sobre Jerusalém, tenham cometido um erro: ela estava de cabeça para baixo.
Meu querido irmão Christian nos deu uma visão panorâmica da iminência da volta do Senhor e falou bastante sobre o restabelecimento do Estado de Israel.
Querida família de Deus, quero lhes dizer que outro Holocausto está sendo planejado.
O aiatolá Khomeini disse: “Oremos a Alá para que todos os judeus voltem à terra prometida; então os mataremos com gás e os incineraremos num só lugar”. Ahmadinejad tem dito repetidamente: “Vamos varrer Israel do mapa do mundo”.
O Irã tem atualmente um programa nuclear que, segundo cremos com base nas informações dos nossos serviços de segurança, é de fato um programa nuclear. E o primeiro alvo será Israel.
Ora, isso não é um conto de fadas. É um fato.
Elie Wiesel, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, disse que vê na sociedade mundial, especialmente na Europa, os mesmos indícios que havia no período que antecedeu o Holocausto, na década de 1930.
Tommy Lapid, que morreu recentemente, fundador do partido político Shinui, disse a mesma coisa pouco antes de morrer. Elie Wiesel, é claro, foi um sobrevivente de Auschwitz. Tommy Lapid também foi um sobrevivente de Auschwitz. Ele disse: “Vejo todas as características daqueles dias que antecederam o Holocausto nazista”.
A batalha pela volta do Senhor tem muito a ver com Israel. Já disse isso, e vou repetir: o propósito de Deus não pode ser concluído sem o povo judeu.
Satanás, graças a Deus, não sabe tudo. Ele é um ser criado. Isso, por si só, é um mistério: ele tem uma inteligência enorme, mas não uma inteligência suprema.
Ele colhe informações da palavra de Deus. Sei que isso pode lhes parecer muito estranho, mas Satanás é um estudioso ávido da palavra de Deus. Ele também é uma presença não reconhecida, mas muito real, por meio de sua grande rede de inteligência, em toda reunião de oração que tem importância para o Senhor.
Ele percebeu uma única coisa: quando o véu sobre o coração do povo judeu for rasgado, quando a cegueira dos seus olhos se transformar em visão e o endurecimento parcial que lhe sobreveio se derreter, isso será um sino anunciando o fim dele.
Por isso, ele fará absolutamente tudo para exterminar esse povo antes que o milagre aconteça.
Ele fracassará. Fracassará completamente.
E sua última grande tentativa de exterminar esse povo levará à salvação dele. Assim como a primeira tentativa de exterminá-lo se tornou o catalisador do restabelecimento do Estado de Israel e do retorno dos exilados à terra de Israel, essa última tentativa de exterminá-lo se tornará, a meu ver, o catalisador da sua salvação.
É difícil para mim expressar isso plenamente, mas ainda há um grande número de pessoas em Israel que são sobreviventes do Holocausto.
Penso no diretor-geral da empresa responsável pela região onde moro, a Companhia de Desenvolvimento de Jerusalém Oriental — um homem maravilhoso, Yitzhak Yaacobi. Ele era um menininho de apenas quatro anos quando foi enviado às câmaras de gás do campo de concentração para arrancar os dentes de ouro das pessoas que haviam morrido. Até seu último dia, ele sofreu. Seus olhos eram salientes por causa de um problema na tireoide. Era um homem maravilhoso.
Penso em um dos nossos maiores escritores de histórias infantis, que mora a poucas casas da minha e que foi outro daqueles meninos que arrancavam dentes de ouro. Penso no gerente do meu banco; ele foi outro deles, o senhor Wolfson.
Como perdi a família do meu pai, todos eles eram como um serviço secreto, um clã, uma sociedade que cuidava de nós. Penso na querida Anna, que sempre queria que seu terrível pug cruzasse com a minha spaniel tibetana. Sempre que eu a via chegando com aquele pug de um olho só, pegava a pequena Ting e a levantava.
Anna era uma menina quando foi colocada num buraco no chão, na Hungria, e durante três anos e meio nunca viu o sol nem o céu. Quando saiu, toda a sua família havia morrido.
Ou penso no querido homem que grava minhas atualizações e outras mensagens em Jerusalém, Gil Cahan. Ele e seu irmão gêmeo ficaram escondidos num buraco durante dois anos porque o doutor Mengele, o Anjo da Morte, estava procurando os dois para fazer experiências com eles.
É algo impressionante que Deus tenha produzido uma nação como Israel. Dessa profunda dor, dessa tristeza, desse sofrimento, surgiu um Estado. Vocês conseguem acreditar? Ele tem sessenta e um anos e, nesses sessenta e um anos, passou por nove guerras.
O ódio dos inimigos declarados do islã contra nós não diminuiu — nem um pouco. Espero que pelo menos aquilo que digo nesta noite entre no coração de vocês de uma maneira nova.
Isso só acontece quando o Espírito Santo pode mover vocês a orar por essa causa. Agora, ouçam-me com atenção: Israel, especialmente Jerusalém, é um ímã para todo maluco cristão que existe na igreja.
Temos todos eles. Na última contagem, tínhamos três Elias. Um deles passa diante da minha cozinha todos os dias com uma pequena maleta, na qual está escrito em inglês, árabe e hebraico: “Elias, o servo do Senhor”. Ele é do Wyoming.
Temos dois Jeremias. Temos três virgens Maria. E isso é só o começo. Temos uma ala inteira, num hospital especializado, para aquilo que chamamos de Síndrome de Jerusalém: quando você chega a Israel, de repente passa a se ver como algum personagem bíblico.
É extraordinário. E, quando você sai de Israel, aquilo desaparece — você volta ao normal. Temos tantas duplas das duas testemunhas que eu poderia encher uma catedral com elas.
Não quero que vocês se tornem fanáticos por Israel. O que quero são intercessores que se coloquem diante de Deus e orem por esta nação.
A única maneira de ela ser liberta é pelo Senhor. Não há outro livramento.
O ódio das nações, a distorção da imagem de Israel e o aumento dos incidentes antissemitas na Europa, no Reino Unido e até aqui na América do Norte são assustadores.
Quando vocês percebem que o Conselho de Representantes dos Judeus Britânicos orientou todos os judeus a não usar a estrela de Davi, a não usar uma quipá na cabeça e a não fazer nada em público que os identifique como judeus, percebem como essa questão é séria.
E, quando chegamos à chamada igreja — não quero ser amargo nem nada disso, mas estou falando de igrejas evangélicas, sejam episcopais, anglicanas, metodistas, presbiterianas ou outras —, é preciso percorrer muitos, muitos quilômetros para encontrar uma congregação do povo de Deus que tenha alguma compreensão de Israel, algum amor por Israel ou alguma simpatia por esse povo.
Em outras palavras, não é de admirar que Elie Wiesel, Tommy Lapid e outros se sintam assim, porque foi exatamente isso que aconteceu na Alemanha. No fim, penduraram bandeiras com suásticas dentro dos templos, com retratos de Adolf Hitler nas paredes.
Conversei com pessoas em 1950, não muito depois da guerra. Conversei com líderes cristãos na Alemanha. Perguntei a eles: “Mas como vocês votaram em Hitler?”
E eles disseram: “Bem, se você estivesse aqui, teria votado nele. Ele era a única pessoa que podia nos salvar. Não havia outra. Ele disse que construiria estradas e empregaria centenas de milhares de homens, que lhes daria trabalho, que lhes daria uma renda. Votamos nele. Ele disse que pegaria nossa moeda, quando precisávamos de barris cheios de marcos para comprar um pão, e a transformaria novamente numa moeda de verdade, com valor. Acreditamos nele. Ele disse que restauraria a dignidade do povo alemão. Acreditamos nele”.
Então eu lhes perguntei: “Vocês não entenderam quando ele falou dos judeus como a praga da sociedade europeia, como o veneno da sociedade, quando falou de uma solução final? Vocês não despertaram?”
“Não”, disseram eles. “Acreditamos nele.”
É por isso que Elie Wiesel, Tommy Lapid e outros sentem que estamos no período que antecede outro Holocausto. A mesma coisa está acontecendo nas congregações cristãs por todas as Ilhas Britânicas e pela Europa. Aqueles que tinham uma compreensão muito clara de Israel há cem anos já se foram.
Em vez disso, Israel é vista como a agressora, como o Golias, como um povo que pisoteia os direitos humanos.
Li para vocês duas passagens do Antigo Testamento. A primeira foi Jeremias 31:3-10.
Vocês perceberam que o Senhor disse algo maravilhoso? Ouçam com atenção:
Ouvi a palavra do Senhor, ó nações,
E anunciai-a nas ilhas distantes:
Aquele que espalhou Israel o congregará
E o guardará, como o pastor ao seu rebanho.
Em outras palavras, Israel é um sinal — um sinal divino — para as nações. Ela é um sinal divino na sua dispersão. É um sinal divino na sua reunião. E é um sinal divino ao ser guardada e preservada por Deus.
Nós, que vivemos em Israel e a conhecemos muito bem, sabemos que é realmente um milagre ainda estarmos vivos, ainda sermos livres, ainda estarmos na Ásia.
Alguém me diz: “Sim, mas todas essas Escrituras se cumpriram no retorno da Babilônia”. Ah, é mesmo?
No retorno da Babilônia? Vocês acham que a profecia de Jeremias, contida nos capítulos 30 e 31, trata inteiramente do retorno da Babilônia? Bem, então ouçam isto. Por que o Senhor diz:
Ainda os plantadores plantarão vinhas nos montes de Samaria;
Plantarão videiras e comerão do seu fruto.
Ou, na verdade, desfrutarão dele, seja o vinho, seja a fruta? Quando isso aconteceu?
Não no retorno da Babilônia, porque os samaritanos e os judeus estavam em conflito e continuaram em conflito ao longo dos séculos, até a história do Senhor Jesus, que vocês conhecem.
Como qualquer ministro de Deus, qualquer filho ou servo do Senhor, pode dizer essas coisas? Certamente conhecem a história do Senhor Jesus com a mulher samaritana, quando ela Lhe disse:
Como Tu, sendo judeu, tratas comigo, que sou mulher samaritana?
Porque os judeus e os samaritanos não se relacionavam — não se relacionavam uns com os outros. Quando voltaram da Babilônia, nunca recolonizaram Samaria.
Portanto, nessa profecia impressionante, o Espírito Santo colocou uma referência temporal. Ele disse que somente quando os plantadores plantassem vinhas nos montes de Samaria, as plantassem e desfrutassem do fruto e do vinho que delas viesse, então essa profecia estaria cumprida.
Não em 1948, mas em 1967.
Aqueles lugares terríveis de que vocês ouvem falar o tempo todo por meio do seu Departamento de Estado — os assentamentos — e aquelas criaturas com chifres, os colonos: eles foram para Samaria, tomaram terras erodidas que já pertenciam ao povo judeu desde 1880 e plantaram vinhas.
Essas vinhas — eu não deveria dizer isso a vocês, pessoas piedosas e tementes a Deus —, mas essas vinhas ganharam medalhas de ouro em todos os festivais de vinho da Europa.
Assim, cumpriu-se uma pequena palavra que o Espírito Santo colocou nessa profecia com muito bom humor.
E toda essa questão de eles virem do norte e das extremidades da terra: sabemos que diz respeito ao nosso século, aos séculos XX e XXI.
E conhecemos esta palavra maravilhosa:
Ouvi a palavra do Senhor, ó nações;
Anunciai-a nas ilhas distantes.
Aquele que espalhou Israel o congregará
E o guardará, como o pastor ao seu rebanho.
Bem, pensem em Ezequiel. O que ele disse? Disse que os montes produziriam seus ramos. Quando os primeiros colonos chegaram à terra, o solo estava erodido. Estava nu. Não havia nada.
As grandes florestas que muitos de vocês viram quando vieram como peregrinos à Terra Santa — aquelas grandes florestas não estavam ali. Todas foram plantadas. Aquela grande floresta logo a oeste de Jerusalém, tão bela, tão magnífica: não havia uma árvore ali na década de 1920.
O grande humorista Mark Twain, em seu livro Os inocentes no exterior, realmente fala disso. Ele diz: “Fui a toda parte. Esta terra não tem árvores, não tem água e não tem gente. Não sei por que a chamam de Terra Santa”. E ele não era crente.
Isso foi apenas no século XIX. Muito mais preciso foi o presbiteriano que escreveu uma geografia da terra, descreveu seu relevo, mas disse: “A glória do Senhor há muito se afastou desta terra”.
Querido filho de Deus, eu poderia levar você a qualquer lugar, a todos os lugares da terra de Israel, e o que você veria? Florestas, campos, pomares, vinhas, olivais — por toda parte.
Deus restaurou a fertilidade da terra. Também restaurou a ecologia da terra. Todo tipo de criatura voltou para nós. É quase engraçado.
Preciso ficar de olho no tempo, mas, há milhares de anos, aquelas grandes aves, os pelicanos, voam da África Central até o mar Negro. Passam por Israel e ficam ali um ou dois dias — aquelas criaturas desajeitadas que, somente quando voam, são incrivelmente atléticas.
No norte de Israel há milhares de tanques de criação de peixes, e essas aves são protegidas. Ninguém pode envenená-las, capturá-las ou matá-las.
Elas pousam nos tanques de peixes e acham que os tanques são uma provisão divina. O problema é que comem quilos de peixe por dia. Por isso, os piscicultores fizeram uma grande reclamação às nossas autoridades agrícolas, que, por sua vez, foram ao primeiro-ministro.
Tentaram pensar numa maneira de se livrar dos pelicanos sem matá-los. E então tiveram uma ideia — só em Israel, e só os judeus poderiam ter uma ideia dessas.
Usariam dois aviões. Primeiro, colocariam grandes postes com bombinhas chinesas presas neles. Depois acenderiam as bombinhas e, quando elas fizessem “b-b-b-bum”, os pelicanos levantariam voo. Então os dois aviões decolariam e os conduziriam de volta para a África.
Toda essa operação foi tão impressionante que a transmitiram pela televisão para o deleite do público israelense. Vimos as bombinhas, depois os aviões decolando, e os ouvimos dizer pelo rádio: “Sim, eles estão a caminho”.
Foram até Ascalom, no sul, um pouco além de Ascalom, e os dois aviões voltaram — e todos os pelicanos também.
Ora, por que vocês acham que os pelicanos desejariam viver numa terra estéril? É claro que sempre passaram por ela. Algo aconteceu com a ecologia, com a fertilidade da terra, a ponto de os pelicanos dizerem: “Por que continuar até o mar Negro?”
Eles são como nós — preguiçosos. Se há peixe aqui, vegetação aqui e água aqui, por que não ficar?
Mas eu poderia lhes contar muitas outras coisas, embora precise tomar cuidado com o tempo. Israel se tornou um grande centro de reprodução de papagaios. Nunca seria possível fazer isso antigamente. É por causa da fertilidade e da ecologia que foram restauradas.
Algumas aves ameaçadas de extinção estão sendo criadas em Israel. Conheço um dos principais ornitólogos do mundo, que faz parte do comitê mundial para a preservação de aves exóticas ameaçadas de extinção. Vocês conseguem acreditar?
E vocês do Extremo Oriente, que vieram originalmente do Extremo Oriente — esta é uma boa história para vocês, mas não vou contar mais nenhuma depois desta.
Sabem, no Japão e em Taiwan, criavam carpas koi. Era um negócio muito lucrativo. Elas eram enviadas em grandes aviões, mas o problema é que as carpas koi são muito sensíveis às condições de transporte, e muitas, muitas morriam na viagem.
Então Israel teve essa ideia. E passou a criar milhares de carpas koi. Estamos muito mais perto da Europa, da Grã-Bretanha e do Extremo Oriente. Isso não poderia ter acontecido se algo não tivesse ocorrido com a ecologia da terra.
Mas poderíamos continuar. Como Christian já destacou, há cidades que foram reconstruídas, localidades que foram reconstruídas — que não haviam sido reconstruídas por mil anos ou mais, em alguns casos dois mil anos —, todas elas cidades e localidades cheias de vida.
E, é claro, há todo o resto. Temos um parlamento com a mesma conversa fiada que vocês têm no Congresso e no Senado — só que é conversa fiada judaica. Isso não é impressionante? Durante dois mil anos não houve parlamento e, de repente, o Sinédrio passou a existir, exatamente com a mesma organização dos tempos antigos.
Posso falar de muitas outras coisas. Posso falar do hebraico, que deixou de ser uma língua falada pelo povo — era apenas uma língua litúrgica, como o latim antigamente na Igreja Católica Romana. Mas hoje o hebraico é a língua de cinco milhões de israelenses nascidos no país.
Não há outro caso no mundo de uma língua que deixou de ser falada como língua viva por mil e setecentos anos e depois foi revivida. Isso não é impressionante?
Querida família de Deus, Israel é um milagre.
Quando vejo nossos soldados, nossos aviadores e nossos marinheiros, é um milagre. Quando vejo policiais judeus, é um milagre. Durante dois mil anos, não tivemos nada disso.
Quando vejo um fiscal de trânsito judeu aplicando uma multa judaica a um carro judeu pertencente a um motorista judeu, vejo um milagre. Isso torna tudo muito concreto para nós.
Acho interessante que, nessa extraordinária profecia de Ezequiel, registrada no capítulo 36, ele não apenas abranja tudo isso, mas diga:
Envergonha-te, ó casa de Israel.
Não fiz isto por ti.
Fiz isto pelo Meu santo nome.
Deixem isso penetrar no coração:
Fiz isto pelo Meu santo nome.
Deus fez uma aliança com esse povo e disse:
Eu serei o vosso Deus.
Seja no juízo, seja na bênção, é porque Ele é o Deus de Israel.
Agora, preciso tomar cuidado, porque o tempo voa e há tanto a dizer.
Zacarias 12:10 diz:
E derramarei sobre a casa de Davi
E sobre os habitantes de Jerusalém
O espírito de graça e de súplicas;
E olharão para Mim, a Quem traspassaram;
E prantearão por Ele, como quem pranteia por seu filho único;
E estarão em amargura por Ele, como quem está em amargura por seu primogênito.
A maioria das versões de vocês — a antiga King James e muitas das novas versões — traduz isso de outra maneira. Traduzem: “Contemplarão a Mim, a Quem traspassaram”. No hebraico há uma pequena preposição, al. Ela aparece no nome da nossa companhia aérea nacional, El Al: “para cima” e “em direção a”.
No Antigo Testamento, quase sempre é traduzida como “em direção a” ou “para”. Pode ser traduzida como “sobre”.
Esse é um dos problemas de quando a teologia influencia a tradução. O versículo que influencia isso está em Apocalipse:
Todo olho O verá,
Até mesmo aqueles que O traspassaram.
Então entendem que esse versículo significa que, quando o Senhor Jesus voltar, quando o povo judeu vir que é Jesus, quando Ele disser: “Eu sou Jesus”, e quando for aclamado como Jesus, o Rei, por todos os que foram salvos por Ele, eles O reconhecerão.
Duvido que tenha sido isso que Zacarias disse. Quando contemplo o presidente Obama, isso significa uma única coisa: eu o vejo fisicamente. Quando contemplo a rainha da Inglaterra, a rainha Elizabeth II, isso significa uma única coisa: eu a vejo fisicamente.
Se volto meus olhos para o presidente Obama, isso significa que respeito seu cargo, respeito sua autoridade, reconheço-o. Quando volto meus olhos para a rainha Elizabeth, respeito sua autoridade. Reconheço sua autoridade.
Sei que muitas pessoas têm uma visão diferente. De certa forma, isso não importa, mas, de minha parte, como judeu, não entendo por que Deus salvaria nosso povo por meio da visão física. Ele nunca salvou ninguém por meio da visão física.
Quero dizer o seguinte: você não veio ao Senhor porque O viu, porque O contemplou fisicamente. Você viu o Senhor com os olhos do seu coração. A luz divina brilhou nesse seu coração, seus olhos se abriram e, de repente, você percebeu que Ele era o seu Senhor.
Foi isso que aconteceu comigo, pelo menos. Eu não sabia — tinha sido muito anticristão. Eu costumava tornar a vida dos meninos do grupo cristão Boy Crusaders, na escola onde estudava, quase um inferno. Eu os perseguia e perguntava: “Vocês acreditam naquele velhote? Isso é coisa de gente antiquada”. Eles ficavam tão ofendidos comigo.
Mas, no dia em que vi o Senhor espiritualmente, eu tinha apenas treze anos — na verdade, nem treze tinha: doze e meio, doze anos e nove meses. Vocês conseguem acreditar? Doze anos e nove meses. Um terrível senso de pecado tomou conta de mim, e chorei, chorei e chorei.
Isso significa, a meu ver, que essa salvação da casa de Israel realmente acontecerá antes da vinda do Senhor. Isso é confirmado pelas palavras do Senhor Jesus em Mateus 23:39.
Quando Ele diz:
Desde agora não Me vereis, até que digais:
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Em hebraico, Baruch haba b’Shem Adonai — “Bendito o que vem em nome do Senhor”.
Isso me soa como se algo tivesse acontecido dentro deles, de modo que, quando Ele aparecer, ficarão surpresos, abalados, mas, em vez disso, dirão: “Bem-vindo em nome do Senhor”.
É assim que dizemos em hebraico: Baruch haba. Dizemos “bem-vindo”, e é isso que significa: bem-vindo. Literalmente, significa: “Bendito seja aquele que vem”.
E Jesus disse:
Vós Me direis:
Bendito o que vem em nome do Senhor.
Algo aconteceu. Uma revolução ocorreu no coração judeu.
Ah, como eu gostaria de deixar isso claro.
Agora vou terminar — mas não fiquem felizes por causa disso. Deem-me mais cinco minutos.
O Senhor tem uma controvérsia colossal com as nações. Pela primeira vez, o Senhor está cheio de ira, especialmente contra as nações ocidentais.
A raiz dessa controvérsia do Senhor é a divisão da terra prometida e a divisão de Jerusalém.
Quando vocês voltam, na Bíblia, a Gênesis 17:6-8, encontram esta palavra notável. Ela foi dirigida a Abraão:
E te farei frutificar extraordinariamente;
De ti farei nações, e reis sairão de ti.
E estabelecerei a Minha aliança entre Mim e ti
E a tua descendência depois de ti, ao longo das suas gerações,
Por aliança eterna,
Para ser o teu Deus e o Deus da tua descendência depois de ti.
E darei a ti e à tua descendência depois de ti
A terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã,
Por possessão eterna;
E serei o seu Deus.
Acho isso impressionante. As pessoas dizem: “Ah, a palavra hebraica traduzida como ‘eterno’ não significa eterno; significa que dura uma era”. É mesmo?
Deus chama a Si mesmo de El Olam, o Deus eterno. Com isso, Ele não quer dizer: “Sou um Deus por uma era”. Toda a extensão, de eternidade a eternidade — de olam a olam:
Tu és Deus.
Aqui está novamente:
Com amor eterno te amei;
Portanto, com benignidade te atraí.
No hebraico, é impossível traduzir essa palavra por uma única palavra: misericórdia, lealdade, amor perseverante, amor que vence, amor de aliança. Tudo isso está contido na única palavra hesed, usada mais de quinhentas vezes no Antigo Testamento: “Eu te atraí com hesed”.
Esse é o tipo de amor perseverante, que vence, que o Senhor tem demonstrado por Israel. Ele trouxe de volta uma sociedade cega, desobediente e, em muitos casos, ateia. Trouxe de volta uma sociedade que rejeita Cristo.
Mas essa aliança que Deus fez com Abraão permanece. É uma aliança eterna e, enquanto houver uma geração física da descendência de Abraão sobre a face da terra, essa aliança permanece. Ela nunca, em momento algum, foi substituída, cancelada ou posta de lado.
Então aparece um presidente americano e um secretário de Estado e dizem — estou parafraseando: “O que Tu fizeste, Deus, não foi politicamente correto. Tu tens de dividir a terra entre esses dois povos”.
Para mim, isso está na raiz de todos os nossos atuais problemas financeiros, econômicos e climáticos, porque o Senhor Se levantou com furor. O Senhor está cheio de ira por causa disso.
Como alguém pode pensar que é tão grande a ponto de poder contrariar uma aliança que Ele fez?
Agora, essa aliança que Deus fez com Abraão — lemos em Gênesis 15 que ela era incondicional. Naqueles tempos antigos, quando faziam uma aliança, era preciso derramar sangue. A própria palavra “aliança” em hebraico, berith, significa corte. Tinham de cortar o animal para que o sangue corresse.
Então colocavam uma parte de um lado e outra parte do outro, e as duas partes envolvidas caminhavam de um lado para o outro entre elas. Assim se fazia uma aliança.
Mas, se vocês lerem Gênesis 15, verão que, depois de Abraão cortar os animais e colocá-los dos dois lados, ele caiu num sono profundo. Quando despertou, uma grande fornalha fumegante se movia de um lado para o outro entre os animais partidos.
Em outras palavras, era o Senhor. O que Ele estava dizendo era: “Não pedi a você, Abraão, que caminhasse de um lado para o outro. Estou fazendo com você uma aliança incondicional”. Essa aliança é completamente diferente da aliança mosaica, que era condicional.
Isso significa que ela dura para sempre.
Agora pensem em outra questão: Jerusalém.
Em Deuteronômio 12:5 e Deuteronômio 12:11, creio eu, vocês lerão esta pequena palavra:
Não oferecereis as vossas ofertas em todo lugar que virdes;
Mas buscareis o lugar que o Senhor, vosso Deus, escolher
Dentre todas as vossas tribos, para ali pôr o Seu nome,
A Sua habitação;
E para lá ireis.
Esse lugar era Jerusalém. O que isso significa? Ouçam novamente: “Fiz habitar ali o Meu nome”.
Aqui nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e na Europa, muitas vezes se escolhe um nome porque soa bonito, porque soa agradável aos nossos ouvidos. Não necessariamente tem um significado. Mas, no antigo Livro, todos os nomes tinham significado. Eram proféticos a respeito das pessoas.
Agora, quando o Senhor disse: “Este lugar onde farei habitar o Meu nome”, o que estava dizendo? Estava dizendo: “Onde farei com que Eu seja conhecido”.
Essa cidade representará Meu governo, Meu trono, Minha palavra, Meu propósito, Meu Messias, Minha salvação e Meu reino. Representará Meu propósito eterno.
Assim, quando chegamos ao fim da Bíblia, encontramos essa Nova Jerusalém descendo do céu, tendo a glória de Deus. Há algo tremendo aqui.
Mas a antiga Jerusalém, até que aquela cidade finalmente desça, ainda representa a mente de Deus, o coração de Deus, a palavra de Deus, o propósito de Deus, o Messias de Deus e a salvação de Deus.
Então aparecem o seu Departamento de Estado, Downing Street, na Grã-Bretanha, e o Palácio do Eliseu, na França, e dizem: “A única solução é dividir Jerusalém novamente”.
Essa cidade da qual o Senhor disse: “Farei habitar ali o Meu nome”. Não é de admirar que Ele esteja irado. Não é de admirar que tenha Se levantado com furor. E não é de admirar que esteja determinado a levar as nações à destruição total.
Não acredito que todos esses pacotes de estímulo e todas essas outras coisas — imprimir dinheiro aos montes na Grã-Bretanha, na França, na Alemanha e nos Estados Unidos — resolverão isso. Veremos uma pequena recuperação e, depois, uma queda vertiginosa.
Daqui a dez anos, não haverá dinheiro para pagar aposentadorias. Não haverá dinheiro para os serviços de saúde.
Foi em 1998 que o Senhor falou comigo, dez ou onze anos atrás, na Conferência de Líderes de Intercessores nas Filipinas, em Laguna.
E entendi que o Senhor dizia: “Estou irado. Levantei-Me com ira”.
Ele disse: “Eu os julgarei por inundação, por fogo, por furacão, por tornado, por terremoto. Mas”, disse Ele, “eles estão tão ricos, tão acomodados, tão poderosos. Vou atingi-los onde mais dói. Vou despedaçar suas economias”.
Bem, nada aconteceu durante alguns anos, mas eu sabia, no meu coração, que Deus havia falado comigo. Isso me deu a compreensão de que estamos muito perto do arrebatamento.
Estamos muito, muito perto do acontecimento final: a parousia, o arrebatamento, a tribulação, o Anticristo, a vinda final do Senhor.
Agora, posso estar errado, e ficarei muito feliz em estar errado nessa questão. Se, daqui a dez anos, tudo tiver voltado às compras a prazo, e todos vivermos de crédito, e tudo continuar seguindo em prosperidade, vocês terão, se eu ainda estiver aqui, plena liberdade de vir até mim e dizer: “Irmão, você estava errado”.
E eu lhes direi: “Sim, eu estava errado”. Mas não acho que esteja. Não acho que esteja.
Acho que chegamos, como venho dizendo há alguns anos, a uma encruzilhada para a humanidade. Entramos no último dia — como Christian colocou, no fim dos tempos do fim.
Amado filho de Deus, ore por Israel. Não se trata apenas do livramento dela, mas do seu livramento. Não se trata apenas da sua bênção; será a bênção dela. Ore pela paz de Jerusalém.
Li aquelas palavras maravilhosas de Romanos 11:25-29, que, a meu ver, jamais podem ser superadas. São tão claras para mim, tão poderosas. Eram profecia. Paulo estava profetizando.
Não quero, irmãos, que ignoreis este mistério.
Qual? O mistério de Israel. Este mistério: que um endurecimento em parte sobreveio a Israel.
Não gosto muito dessa palavra, embora esteja correta — endurecimento em parte, endurecimento parcial. Prefiro muito mais o sentido literal: petrificação parcial.
Sei que vocês ouvem essas palavras compridas, porque às vezes escuto a previsão do tempo, e eles sempre falam em precipitação e coisas assim, em vez de usar palavras simples do inglês. Mas gosto disto: uma petrificação parcial ocorreu em Israel.
Até que o número completo dos gentios haja entrado — não confundam isso com os tempos dos gentios.
E assim todo o Israel será salvo. E agora ouçam. Não sei de onde tiramos isso. Querido Paulo — ele tinha aquela mente judaica que corre como a de Einstein para todo lado, por toda parte.
E ele diz, creio eu, pelo Espírito:
Como está escrito:
De Sião virá um Libertador;
Ele desviará de Jacó as impiedades.
Se vocês procurarem essa passagem, verão que é bem diferente no hebraico. É Isaías 59:20:
E o Redentor virá a Sião
E aos que se converterem da transgressão em Jacó.
Foi exatamente isso que aconteceu na igreja primitiva. Consultei a Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento hebraico, e não consigo encontrar aquilo que Paulo estava citando. Só posso crer que o Espírito Santo levou o apóstolo Paulo a dizer algo incomum.
Porque ele disse:
De Sião virá um Libertador;
Ele desviará de Jacó as impiedades.
Aí vocês têm algo impressionante. Têm Jacó e Israel, e Jacó se transformando em Israel; e assim todo o Israel será salvo. Ele desviará de Jacó as impiedades.
Quando Jacó estava em dificuldades, tinha Labão atrás dele, tinha Esaú à sua frente e não tinha a quem recorrer. Quando estava sozinho e cheio de medo, o Senhor apareceu e lutou com ele.
Isso não é impressionante, que o Senhor tenha lutado com ele?
Vocês sabem que o Senhor Se fez fraco? Elizabeth Barrett Browning escreveu um poema impressionante sobre isso: que esse é Jesus no Calvário. Ele Se fez fraco para nos salvar.
Ele Se fez fraco para que Jacó… Não me digam que o Senhor não poderia ter nocauteado Jacó num instante. Poderia tê-lo vencido, dado um golpe nos dois ouvidos, deixado-o atordoado, girado seu corpo e o lançado longe. O Senhor poderia ter feito isso num instante.
Mas, em vez disso, o Senhor deixou Jacó levar a melhor sobre Ele. Jacó levou tamanha vantagem sobre Ele que o Senhor disse:
Deixa-Me ir.
E Jacó disse:
Não Te deixarei ir, a não ser que me abençoes.
E o Senhor disse:
Qual é o teu nome?
Como se o Senhor não soubesse.
Por que o Senhor disse isso? Ele sabia muito bem que era Jacó. Havia planejado aquilo. Labão estava atrás dele; Esaú estava à sua frente. O Senhor havia planejado toda a vida de Jacó para aquele único momento.
E então o Senhor disse:
Qual é o teu nome?
Jacó poderia ter dito: “Sou neto de Abraão”. Isso teria sido uma saída. Poderia ter dito: “Sou filho de Isaque”. Isso teria sido uma boa saída. Em vez disso, pela primeira vez, disse: “Sou o trapaceiro”.
E, naquele momento, Deus lhe disse:
Não te chamarás mais Jacó, mas Israel.
Príncipe com Deus.
Há muitas interpretações diferentes de Israel: Deus persiste, Deus persevera. Mas todas significam uma coisa: é a graça de Deus.
Portanto, minha convicção é esta: não façam orações sentimentais. Não tenham medo de Israel estar diante da extinção. Não tenham medo da nuvem de tempestade que se forma no Oriente Médio. É o Senhor.
Ele tem o Seu Jacó. Labão está atrás dele — sua mãe, e quanto mais? À sua frente está o Irã. Não tenham medo, porque o Senhor aparecerá e, finalmente, Jacó se tornará Israel.
Então todo o sofrimento do povo judeu e todo o sofrimento da igreja se transformarão em glória.
Que o Senhor abençoe esta palavra para vocês.