Bem, mais uma vez, ao nos voltarmos para a preciosa Palavra de Deus, há aquele princípio de estudo bíblico que é absolutamente indispensável. Todos os outros princípios são úteis, mas este — e somente este — é indispensável. E não é apenas um princípio de estudo bíblico; é um princípio de vida: depender inteiramente do Espírito Santo de Deus, reconhecendo nossa incapacidade.
Não vamos abrir nessa passagem, mas em Isaías 29 há um trecho em que Deus descreve Sua visão como um livro selado. Ele diz que, se Ele não o abrir, o livro não será aberto. Entreguem o livro selado a quem sabe ler e peçam que o leia; a pessoa diz: “Não podemos ler. Está selado”. Tirem o livro de quem sabe ler e entreguem a quem não sabe; a pessoa diz: “Não podemos ler. Está selado”.
Acho que o ponto que Ele quer mostrar é que não importa se você sabe ler ou não. Se o livro está selado, você não consegue enxergar o que há nele, e somente Deus pode romper o selo.
Salmos 119:130 diz:
A exposição das Tuas palavras dá luz;
Dá entendimento aos simples.
Nós nos achegamos como pessoas simples e, seja o que for que signifique Deus expor Sua Palavra, vamos pedir que Ele faça isso.
Nosso Pai, nós Te agradecemos porque a exposição da Tua Palavra dá luz e entendimento aos simples. Pela Tua graça, queremos Te pedir nesta manhã que exponhas a Tua Palavra. Traze-nos luz e vida. Volta nosso coração, de maneira renovada, para o Senhor Jesus. Livra-nos completamente da carne e do sangue.
Oramos para que somente aquilo que vem de Ti seja recebido. Obrigado porque estás conosco agora e porque farás isso, pois nos achegamos reivindicando essa bênção no nome incomparável do nosso Senhor Jesus. Amém.
Deixem-me colocar novamente diante do coração de vocês o nosso grande tema. Há várias passagens no livro de Hebreus que poderíamos usar para resumir a mensagem. Nesta manhã, vou começar com Hebreus 4:14-16.
Tendo, pois, um grande Sumo Sacerdote, que penetrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; porém, Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça para socorro em ocasião oportuna.
O desejo que pesa sobre meu coração neste fim de semana é que, como nunca antes, aprendamos o que significa nos achegarmos com confiança — com ousadia — ao nosso grande Sumo Sacerdote. Temos Cristo como nosso Sumo Sacerdote.
Ontem à noite, procurei introduzir a mensagem dos dois primeiros capítulos. Nosso objetivo é chegar a Hebreus 1 e Hebreus 2. Sugeri que, no Novo Testamento, Deus parece ter escolhido o livro de Hebreus para apresentar, em toda a sua glória, o maravilhoso ministério atual do nosso Senhor Jesus: o sacerdócio de Cristo.
No entanto, outras passagens antecipavam esse ministério, apontavam para ele, retratavam-no e o apresentavam. Uma dessas figuras está em Êxodo 28: as vestes de Arão como sumo sacerdote.
Espero que Deus tenha começado a gravar profundamente no coração de vocês — como começou a gravar no meu — a realidade de que, neste momento, estou sendo carregado sobre Seus ombros; de que, neste momento, estou sendo carregado sobre Seu coração; de que, neste momento, Ele oferece a cada um de nós luz perfeita, a perfeita vontade de Deus; e de que Ele nos apresenta na presença de um Deus santo como aqueles que são santos ao Senhor.
Oro para que Deus afine nossa fé para ouvirmos os sinos enquanto nosso grande Sumo Sacerdote nos representa no céu diante do nosso santo Pai.
Também vimos Lucas 24. Esse é o único relato da ascensão do nosso Senhor Jesus que nos informa a postura corporal de Cristo enquanto Ele subia ao céu. Segundo Lucas 24, Ele estendeu as mãos e, numa bênção sacerdotal, enquanto os abençoava, foi subindo, até que uma nuvem O recebeu e O ocultou da vista deles.
Sugeri que o levantar de Suas mãos para abençoar, embora possa ter sido um ato realizado uma única vez, ilustrava uma atitude eterna. Ele consumou a obra e continua nos abençoando.
Aquela introdução tinha o propósito de preparar nosso coração para examinar Hebreus 1 e 2 — na verdade, todo o livro de Hebreus. Nesta manhã, gostaria de fazer uma segunda introdução. Quero continuar apresentando o ministério atual do Senhor, mas desta vez vamos chegar um pouco mais perto de Hebreus. De fato, provavelmente chegaremos bem à porta do capítulo 1 e, se o Senhor quiser, poderemos retomar dali esta noite.
Para preparar nosso coração para Hebreus 1 e 2, sugeri que há, na realidade, dois aspectos da obra redentora do nosso Senhor Jesus. Um deles chamamos de obra consumada de Cristo.
Quando falamos da obra consumada, estamos falando de Sua encarnação, Sua vida sem pecado, Sua morte sacrificial, Sua gloriosa ressurreição e Sua ascensão à direita de Deus. É uma obra consumada. Está concluída.
Depois, falamos de Sua obra em andamento. Com isso, quero dizer que Ele está ativo agora no céu. Ele está ministrando no santuário, no tabernáculo não feito por mãos humanas, na própria presença de Deus.
Há uma ligação entre Sua obra consumada e Sua obra que continua agora no céu, assim como as peças dos ombros do éfode estavam ligadas ao peitoral. A obra consumada e a obra em andamento estão ligadas.
Nesse sentido, gosto muito de Salmos 36:9:
Porque em Ti está a fonte da vida:
Na Tua luz veremos a luz.
Na Sua luz, vemos a luz. A luz se apoia na luz. À medida que Deus abre nosso coração para uma verdade, ficamos aptos a receber mais verdade. Quando enxergamos alguma coisa, somos capacitados a enxergar outra, e assim por diante.
Creio que há uma ordem — não que eu saiba qual é, mas creio que há uma ordem — na revelação que Deus faz de Si mesmo. Primeiro, Ele Se mostra de uma maneira, e isso nos prepara para vê-Lo de outra.
Sei que, quando eu estava na escola, tinha dificuldade. Eu não era um bom aluno, especialmente em matemática. Acabei passando, mas não sei como, porque realmente não aprendi muita coisa. Mas sei disto: eu precisava aprender aritmética antes de estudar álgebra. Depois vinham geometria, geometria analítica e cálculo.
Se eu não sabia aritmética — e não sabia mesmo —, isso explica por que tive tanta dificuldade com álgebra, geometria, cálculo e assim por diante. Assim como a matemática se apoia na matemática, a luz de Deus se apoia na luz de Deus.
Neste fim de semana, conforme Deus nos conceder Sua graça, queremos olhar de maneira especial para a obra de Deus que continua em andamento. Ela se apoia em Sua obra consumada.
Se eu não me identifiquei com Sua obra consumada, Sua obra em andamento será um tanto confusa para mim. Primeiro, preciso compreender Sua obra consumada, entrar nela e identificar-me com ela; depois, podemos chegar à Sua obra em andamento.
Sei que um grupo como este tem sido fundamentado, ao longo dos anos, nas verdades de Deus. Mas também sei que é possível que algum homem — ou mais de um, e incluo todos vocês, jovens, entre os homens — ainda não tenha entrado no descanso da obra consumada do nosso Senhor Jesus Cristo.
Quando começarmos a falar da obra em andamento, talvez vocês fiquem coçando a cabeça. Então, o que eu gostaria de fazer nesta manhã, com a ajuda de Deus, é mostrar a relação entre a obra consumada e a obra em andamento. Depois, quero mostrar a absoluta simplicidade de entrar na obra consumada e a absoluta simplicidade de entrar na obra em andamento do nosso Senhor Jesus e identificar-se com ela.
É tão fácil entrar em Sua obra consumada: basta crer em Jesus. Entrar em Sua obra em andamento não é mais difícil.
Estou um pouco nervoso ao falar nesta manhã, porque não quero que ninguém se perca pelo caminho. Vou passar de uma passagem bíblica para outra. Então, se vocês se perderem, voltem a estas palavras:
Esta é a obra consumada.
Esta é a obra em andamento.
Vejam como esta é simples.
Vejam como aquela é simples.
É isso. Esse é o meu esboço. É isso que vamos examinar, com a ajuda de Deus.
Vamos começar, então, em Hebreus 1. Quero ler os três primeiros versículos.
Havendo Deus, outrora, falado aos pais pelos profetas, em diversas porções e de diversas maneiras,
Nestes últimos dias nos falou pelo Seu Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, por Quem também fez os mundos;
O Qual, sendo o resplendor da Sua glória e a expressa imagem da Sua substância, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito a purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade nas alturas.
Quando comecei a apresentar o tema que está ressoando em meu coração, disse a vocês que sentia que a maioria dos cristãos estava mais bem fundamentada em Sua obra consumada do que em Sua obra em andamento. Muitos cristãos têm pouca compreensão de Seu ministério atual — daquilo que Ele está fazendo no céu.
Uma razão talvez seja que ainda não entraram plenamente em Sua obra consumada. A obra que Ele realiza por nós agora se baseia em tudo o que Ele já fez.
Observem Hebreus 1:3:
Havendo feito a purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade nas alturas.
Vocês avançaram apenas três versículos no livro, e Ele diz que consumou a obra. Ele Se assentou.
O livro de Hebreus começa dizendo que a obra consumada está concluída. O que Ele está prestes a dizer se baseia nisso. Quando purificou nossos pecados, Ele Se assentou.
É por isso que não cremos no purgatório. A palavra purgatório contém a ideia de purgar, de purificar; ela sugere que a obra não está concluída. Mas este versículo diz que está concluída. Ele purificou nosso pecado. Está tudo completo. Depois que a obra foi consumada, Ele Se assentou à direita de Deus.
Deixem-me relacionar o começo de Hebreus com um título do nosso Senhor Jesus usado perto do fim do livro, em Hebreus 12:1-2.
Portanto, também nós, visto que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo peso e o pecado que tão facilmente nos envolve, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta,
Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, o Qual, pela alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-Se à direita do trono de Deus.
O título é “o Autor e Aperfeiçoador da fé”, ou “o Autor e Consumador da fé”. Mais uma vez, no fim do livro, o Espírito Santo reúne Seus dois ministérios.
Ele deu origem à sua fé quando você entrou na obra consumada. Isso tem a ver com o começo. Agora, Ele está aperfeiçoando sua fé, e isso tem a ver com Seu ministério atual no céu.
Você tem o Cristo na cruz e o Cristo no trono. O Cristo na cruz é Aquele que deu origem à sua fé; agora, o Cristo no trono vai aperfeiçoar sua fé.
Há várias grandes passagens que antecipam esse ministério atual. Falamos de Êxodo 28 e Lucas 24. Agora, peço que abram em João 17. Chamamos essa passagem de oração sacerdotal do nosso Senhor Jesus.
Essa é uma oração extraordinária. Ao percorrer o relato bíblico, você vê que a oração, quando Jesus estava na carne, era um de Seus santos hábitos. Ele orava o tempo todo.
Hebreus 10:7 nos diz que, quando entrou no mundo, Ele estava orando:
Eis que venho
(No rolo do livro está escrito de Mim)
Para fazer, ó Deus, a Tua vontade.
Ele entrou no mundo orando. Vemos isso ao longo de toda a Sua vida. Ele orou no deserto. Levantou-Se muito antes do amanhecer e orou. Passou a noite inteira orando no monte. Orou em Seu batismo, em Sua transfiguração, quando alimentou a multidão, quando curou o homem surdo, quando ressuscitou Lázaro dentre os mortos, no jardim do Getsêmani e enquanto estava pendurado na cruz.
A oração fazia parte de Sua vida. Mas João 17 é diferente — diferente de todas as outras orações que você lê na vida do nosso Senhor Jesus. Nunca houve uma oração como essa maravilhosa oração.
A maioria de Suas orações era feita em particular. Uma coisa que me surpreende é que não há registro bíblico, até onde consigo encontrar, de que Ele tenha orado com alguém. Ele nunca orou com Seus discípulos da maneira como nós dizemos: “Vamos, vamos orar juntos”.
Quando temos registros de Suas outras orações, geralmente temos apenas algumas palavras — talvez uma frase ou duas. Mas, em João 17, na noite em que foi traído, um dia antes da cruz, Ele irrompeu em oração, e temos o registro da oração inteira.
Quarenta e seis vezes nessa oração, Ele menciona os Seus por nome ou designação. Que oração foi aquela! Eles a ouviram. Ele orou em voz alta.
Creio que essa oração antecipa o ministério no qual Ele estava prestes a entrar: Ele estava prestes a ir para o céu e viver sempre para interceder. Estava nos deixando um exemplo, uma amostra, um modelo. Isso é um prelúdio do ministério no qual Ele estava prestes a entrar.
Se você quer saber o que Jesus está orando agora, estude João 17. Examine a oração em detalhes. Observe os pedidos, porque os anseios que estavam em Seu coração naquela noite, e que Ele nos apresentou em forma de semente, são exatamente os anseios pelos quais Ele ora agora no céu.
Alguns comentaristas veem cinco pedidos; outros, sete; e outros, dez. Em minha própria análise, vi sete grandes pedidos que Ele continua fazendo agora. Mas, além desses pedidos, há dois versículos que mostram um profundo anseio que abrange todos eles.
Acho que, se conseguirmos enxergar esses desejos no coração do Senhor, isso nos preparará para Hebreus 1 e 2. Eles estão em João 17:13 e João 17:24.
Mas agora vou para Ti; e digo estas coisas no mundo, para que tenham a Minha alegria completa em si mesmos.
Pai, quero que também aqueles que Me deste estejam Comigo onde Eu estou, para que contemplem a Minha glória, que Me deste: porque Me amaste antes da fundação do mundo.
Esses são os dois pedidos: que eles tenham a Minha alegria — a Minha alegria completa neles mesmos — e que estejam Comigo onde Eu estou.
Qual era a Sua alegria, e onde Ele estava? Acho que, se Deus começar a firmar isso em nós, realmente nos preparará para Hebreus 1 e 2.
Alguns olham para João 17:24 e dizem que, quando Ele orou para que estivessem com Ele onde Ele estava, estava pensando no céu: “Mal posso esperar pelo dia em que eles forem para o céu e estiverem Comigo onde Eu estou”. Não acho que era isso que Ele estava dizendo ali.
Creio que Ele estava pedindo ao Pai, basicamente, que entrássemos em Sua obra consumada. Ele estava em determinado lugar e desejava que pudéssemos estar ali com Ele.
Deixem-me dar duas ilustrações bem fracas. Não consegui pensar em ilustrações melhores, então vocês vão ter que ficar com estas. Que Deus nos ajude.
Acho que todo mundo já teve a experiência, em algum momento, de se apresentar diante de alguém investido de autoridade, agradar a essa pessoa de alguma forma e receber a aprovação que vem de tê-la agradado.
Suponha que seu chefe lhe dê um projeto. Leva três meses. Você finalmente o termina, apresenta-se diante do chefe e diz: “Aqui está”. Você fica ali, suando, enquanto ele examina o trabalho. Então, ele diz: “Muito bem, servo bom e fiel”. Seu coração faz: “Ah!”, e você se sente bem porque ele aprovou você.
Ou talvez alguém nas forças armadas cumpra uma missão recebida de seu comandante e seja homenageado. Ou um aluno entregue um trabalho e receba nota dez. Eu não sei como é essa sensação.
Seja você uma criança que agradou aos pais, um atleta que agradou ao treinador, um trabalhador que concluiu uma tarefa ou um estudante cuja tese de doutorado foi aceita, há alegria na aprovação.
Ouçam João 17:4:
Eu Te glorifiquei na terra, havendo consumado a obra que Me deste para fazer.
Ele ainda não tinha ido à cruz. Como podia dizer: “Terminei a obra que Me deste para fazer”? Era como se já estivesse concluída. Na mente e no propósito de Deus, Ele precisava apenas levá-la à realização.
Ele estava diante de Seu Pai, dizendo: “Terminei a tarefa. Terminei a obra que Me deste para fazer. Estou entregando Meu trabalho. Fiz tudo”.
Imaginem o Senhor Jesus ali, com a alegria que inundou Seu coração quando Seu Pai disse: “Muito bem”.
Nosso Senhor Jesus estava no lugar da aprovação divina. Ele havia Se apresentado diante do Senhor com uma tarefa e disse: “Está feito. Está consumado”. Ele a apresentou diante de Seu Pai.
Isso é maior do que qualquer criança, cônjuge, trabalhador, atleta ou soldado se apresentar diante de alguém em posição de liderança. Todos os projetos terrenos têm enganos, falhas, erros e coisas feitas de maneira errada. Mas o Senhor Jesus apresentou a Seu santo Pai, Deus, uma obra perfeita.
Sua hora havia chegado, e Ele estava apresentando aquela obra diante do Senhor. Ele disse: “Agora, glorifica-Me”. E recebeu, de fato, essa glória.
Quero que vocês vejam o fundamento sobre o qual Jesus está quando Se apresenta diante de Seu Pai e oferece uma obra perfeita. Deus Pai está cem por cento satisfeito. Deus aceitou o sacrifício e aceitou o sangue. Deus é glorificado. Deus está radiante. Deus está feliz. Não há nada que Ele desaprove.
Cristo está sobre esse fundamento: abençoado por Deus, aceito por Deus, favorecido por Deus, aprovado por Deus, glorificado por Deus, exaltado por Deus, coroado por Deus.
Então, Ele olha para Seus discípulos e diz: “Oro para que estejam Comigo onde Eu estou”. É disso que Ele está falando: que eles estejam sobre o fundamento de aceitação sobre o qual Ele está; que conheçam a alegria que Ele experimenta porque Deus aprova e não desaprova nada.
Cristo estava naquele lugar de aprovação divina, transbordando, cheio até a borda e derramando por todos os lados a alegria do Senhor. Ele disse: “Ah, que eles conheçam esse tipo de alegria, e que a Minha alegria seja completa neles — que conheçam essa alegria estando onde Eu estou”.
Creio que era isso que estava no coração do Senhor Jesus naquela noite, quando orou. Hebreus começa com isso: nossos pecados foram purificados, e Ele Se assentou.
“Oro para que estejam Comigo onde Eu estou” — agora, assentado. Vocês percebem como Ele está entrando nessa obra consumada: que eles estejam onde Ele está, que se identifiquem com Ele.
Como essa oração sacerdotal antecipa Seu ministério atual? Não apenas por causa dos pedidos individuais — que eles O conheçam, que sejam guardados do pecado, que sejam santificados, que todos sejam um, que saibam que Ele os ama tanto quanto o Pai O ama —, mas porque coloca cada crente na mesma posição em que Cristo está, recebendo a mesma aprovação que o Pai Lhe deu.
O livro de Hebreus começa com conclusão e cumprimento. Começa com a obra consumada. Irmãos, se não estamos descansando nessa obra consumada, não vamos realmente passar de Hebreus 1:3 neste livro maravilhoso.
Deixem-me mostrar como a obra em andamento se apoia na obra consumada. A afirmação de que Ele “Se assentou” se repete ao longo de Hebreus.
Havendo feito a purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade nas alturas.
Ora, o ponto principal do que estamos dizendo é este: temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos céus, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor erigiu, e não o homem.
Mas Ele, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados para sempre, assentou-Se à direita de Deus; daí em diante, esperando até que os Seus inimigos sejam postos por escabelo de Seus pés.
Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé, o Qual, pela alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-Se à direita do trono de Deus.
O que significa dizer que Ele Se assentou? Sei que vocês sabem, mas vou dizer assim mesmo. Hebreus 10:11-12 diz:
E todo sacerdote se apresenta dia após dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, os quais nunca podem tirar pecados:
Mas Ele, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados para sempre, assentou-Se à direita de Deus.
O contraste é entre o sacerdote em pé, cuja obra nunca terminava, e nosso Sacerdote assentado, cuja obra estava concluída. Quando seu trabalho termina, você se senta. É hora de descansar, e você se senta.
É assim que Hebreus começa: Jesus, tendo purificado nossos pecados, assentou-Se. Ele está assentado, e essa parte de Seu ministério está concluída. Ele está descansando.
Sua oração é: “Ah, que eles pudessem conhecer a alegria que Eu conheço! Ah, que pudessem estar Comigo onde Eu estou” — isto é, assentado.
A vida cristã, irmãos, é realmente muito simples. Evito expressões como “a vida mais profunda” e “a vida mais elevada”. Elas dão a ideia de que isso é apenas para uns poucos, apenas para a elite espiritual.
A vida cristã é Cristo e a identificação com Ele. Logo no começo do livro, se você vai entrar em Sua obra em andamento, então esteja com Ele onde Ele está e conheça a alegria de estar sobre o fundamento sobre o qual Ele está.
Gosto muito do hino de George Duffield, “Erguei-vos, erguei-vos por Jesus”. Mas não podemos cantar: “Erguei-vos, erguei-vos por Jesus”, se não tivermos cantado a canção do Espírito Santo: “Assentai-vos, assentai-vos com Jesus”.
Para se levantar por Jesus, você precisa aprender a se assentar com o Senhor Jesus. Assentar-se é o fundamento de levantar-se. Tudo se apoia nisso.
Eu costumava ensinar que a vida cristã é sentar-se. Pegava uma cadeira, colocava-a ali e dizia: “O que há de difícil nisso? Sente-se”. Então, eu me sentava e dizia: “Isso é difícil? Venha experimentar”.
Sabem por que não ensino mais assim? Os cristãos saíam da mensagem e tentavam se sentar. Eu estava ensinando salvação pelas obras.
É mais fácil do que simplesmente se sentar. Você já está assentado. É isso que a Bíblia diz. Você nem precisa se sentar. Já está assentado. Basta crer nisso.
É assim que é fácil entrar na obra consumada. Apenas aceite isso pela fé, independentemente do que sente. Ele disse. Está feito. Você está assentado com Cristo nos lugares celestiais.
Deixem-me voltar ao grande ponto. Nosso Senhor Jesus consumou Sua obra, e Sua grande oração em João 17 é que você esteja com Ele onde Ele está e experimente a alegria que Ele experimenta ao Se apresentar como seu representante, aprovado por Deus.
Ele fez isso por você. Está ali em seu lugar e quer que você entre nessa realidade.
Uma vez que isso esteja resolvido, chegamos à segunda parte. Jesus é Deus, e Deus está orando a Deus por você. Jesus é homem, e um homem está orando a Deus por você. Ele sabe tudo a seu respeito de duas maneiras: como Deus, pela onisciência; e como homem, pela experiência humana. O Deus-homem é seu Sacerdote, e Ele está orando por você.
Para entrar na maravilha disso, temos que começar onde Deus começa. Temos que estar com Ele onde Ele está e desfrutar daquilo que Ele está desfrutando.
Agora, se vocês percorrerem o livro de Hebreus, perceberão que os primeiros sete capítulos contêm muito conteúdo. Não sabemos quem é o autor humano de Hebreus. Deus ocultou isso de propósito. Temos um denominador comum: sabemos que Deus escreveu o livro, e isso é tudo o que precisamos saber.
Em Hebreus 1, Jesus é Deus. Ele é superior aos profetas e superior aos anjos. Em Hebreus 2, Ele é o Homem misericordioso. Há versículos sobre Sua encarnação, Seu senhorio, Sua humanidade e Sua vida impecável.
Então, você chega a Hebreus 3, e Ele é superior a Moisés. Em Hebreus 4, Ele é superior a Josué, capaz de nos levar para dentro da terra. Há versículos sobre o descanso, o sábado e a Palavra de Deus, que é mais cortante do que qualquer espada de dois gumes.
Depois, você chega a Hebreus 5 e é apresentado a Melquisedeque. Sua cabeça começa a girar de novo. Hebreus 6 contém muitas coisas profundas: a aliança de Deus, a vida no interior do véu, a âncora da alma e Cristo como nosso Precursor. Em Hebreus 7, você volta a Melquisedeque e à lei.
Quando chega a Hebreus 8, talvez você esteja dizendo: “Minha cabeça não aguenta mais. Há tanta coisa aqui”. Então, Deus diz: “Não quero que vocês fiquem todos confusos. Deixem-Me resumir”.
Hebreus 8:1 diz:
Ora, o ponto principal do que estamos dizendo é este: temos tal Sumo Sacerdote, que Se assentou à direita do trono da Majestade nos céus.
“O ponto principal.” Isso significa que Ele está retomando sete capítulos e dizendo: “Vocês ouviram sobre isto, isto e isto. O ponto principal é este”.
A versão King James diz: “A suma do que foi dito é esta”. Darby chama isso de “o resumo”. Kenneth Wuest chama de “o ponto principal”. Seja o ponto principal, a suma, o resumo ou o ponto central, parece bem claro: se Deus lhe diz qual é o ponto principal e você não o percebe, de quem é a culpa?
Deixem-me dizer o que o ponto principal não é. O ponto principal não é que há um Sumo Sacerdote no céu à direita do Pai. Isso é verdade, mas não é o ponto principal.
O Sumo Sacerdote à direita do Pai é maravilhoso. Isso é verdade? Pode ter certeza de que é verdade. Mas esse não é o ponto principal. Isso daria um tema extraordinário, mas não é o ponto principal.
O ponto principal não é que você compreenda Seu ministério atual. Há muitos mistérios neste livro a respeito do Senhor Jesus, de Sua exaltação, de como Ele foi aperfeiçoado por meio do sofrimento e de como, nos dias de Sua carne, clamou com lágrimas e em alta voz para ser livrado da morte. O que significa tudo isso?
O ponto principal não é que você compreenda tal Sumo Sacerdote. Eu não compreendo toda a Sua compaixão. Não compreendo toda a Sua atuação como Advogado. Não compreendo o que significa Ele ser o Mediador da nova aliança. Coço a cabeça quando leio algumas dessas coisas.
O ponto central, o ponto principal, o resumo, a suma de tudo o que foi dito é este:
Temos tal Sumo Sacerdote.
Esse é o ponto principal. Você O tem. Isso é difícil? Esse é o ponto principal de tudo o que foi dito em sete capítulos. Aí está, irmãos, em toda a sua simplicidade, sem enfeites: você O tem. Eu O tenho.
Quarenta e sete vezes nos primeiros onze capítulos, o Espírito Santo nos dá a palavra ter: temos, temos, temos, temos — repetidamente.
Se vamos compreender o ministério atual do nosso Senhor Jesus Cristo, precisamos conhecer a simplicidade da apropriação e o que significa tomar posse daquilo que temos.
Irmãos, que Deus nos ajude. Não compliquem. Não é complicado. A verdade é simples; o erro é complicado. As pessoas correm para o erro complicado porque estão fugindo da verdade simples.
A verdade é uma Pessoa, e ela faz uma exigência sobre sua vida. É por isso que as pessoas não querem a verdade. Não é algo abstrato. É uma Pessoa. É o Senhor Jesus.
Deixem-me ilustrar isso com um diamante. Não sou especialista em diamantes, mas sei pesquisar no Google tão bem quanto qualquer um. Bem, isso nem é verdade. Estou começando a aprender a pesquisar no Google tão bem quanto qualquer um.
Fiquei espantado ao ler que os diamantes podem ter todas as cores, formas e tonalidades. O mais raro, dizem, é o diamante vermelho. Só foram encontrados cerca de oito ou dez deles. Segundo o Google — seja lá quem ele for —, custam cerca de um milhão de dólares por quilate.
Não entendo de diamantes. Não sei como os átomos de carbono funcionam sob pressão. Posso dizer que eles são duros e posso dizer que são brilhantes. Isso é praticamente tudo o que sei.
Mas vou lhes dizer uma coisa: se eu tivesse um, seria rico. Se eu o tivesse, seria rico mesmo que não o compreendesse, mesmo que não soubesse nada a seu respeito.
Você pode me explicar um diamante. Vá em frente e explique. Eu o tenho. É meu. Se você o tem, é rico.
Li sobre o diamante Grande Estrela da África, que faz parte das joias da Coroa Britânica e fica guardado na Torre de Londres: um diamante branco de 530 quilates, avaliado em cerca de quatrocentos milhões de dólares. Um único diamante. Se eu o tivesse, seria rico.
Talvez você pergunte: “Você consegue responder a todas as perguntas sobre ele?”. Não, não consigo. Mas descobri, irmãos, que, como regra geral, cristãos pouco inteligentes são mais felizes do que cristãos inteligentes. Estou falando sério.
Tantos cristãos acham que precisam compreender tudo, responder a todas as perguntas, analisar e desmontar tudo. Mas eu o tenho. Eu o tenho. Essa é a simplicidade da coisa.
Você O tem. Talvez não consiga explicar tudo. Sei que há irmãos nesta sala que sabem mais do que eu sobre Jesus como Sumo Sacerdote. Sei que isso é um fato.
Mas vocês não O têm mais do que eu O tenho. Talvez saibam tudo a respeito, mas não O têm mais do que eu O tenho.
O ponto principal de tudo o que foi dito é este: você tem tal Sumo Sacerdote.
Vamos examinar algumas coisas. Talvez toquemos em alguns mistérios. Não se preocupem com isso. Que Deus grave profundamente em seu coração a simplicidade do ministério atual do nosso Senhor Jesus Cristo.
Quer você venha a compreender isso ou não, quer algum dia seja capaz de ensinar isso ou não, quer algum dia consiga entrar em toda a sua plenitude ou não, você O tem. Você O tem. Essa é a glória disso.
Eu tenho tal Sumo Sacerdote. Você tem tal Sumo Sacerdote. Basicamente, tudo o que você precisa saber sobre o ministério de Cristo se resume a isto: você O tem.
Gosto muito do hino de Dora Greenwell:
Não sou capaz de compreender
O que Deus quis, o que Deus planejou;
Só sei que à Sua direita
Está Aquele que é meu Salvador.
Não sou capaz de explicar tudo. Não consigo explicar. Mas isto vocês não vão tirar de mim: eu tenho tal Sumo Sacerdote à direita da Majestade nos céus, e vocês têm tal Sumo Sacerdote nos céus.
Antes de examinarmos Hebreus 1 e 2, deem esse simples passo de fé, irmãos, e louvem a Deus porque vocês O têm.
Deus está orando a Deus por você, e você O tem. O Homem misericordioso está orando a Deus por você, e você O tem.
Deus torna o livro de Hebreus simples para uma fé de criança. Todo mundo olha para o livro e diz: “Ah, que livro difícil! Você precisa conhecer todo o livro de Levítico. Precisa conhecer todo o Antigo Testamento para entrar nele”.
Não, não precisa. Você precisa vir como um bebezinho diante de Deus e dizer: “Obrigado. Eu tenho. Talvez nunca compreenda tudo, mas tenho tal Sumo Sacerdote”.
Que Deus nos capacite a fazer do ponto principal o ponto principal. Esse é o ponto principal: temos tal Sumo Sacerdote.
Às vezes, isso me deixa maluco. Não sei por que os cristãos querem passar tanto tempo falando sobre o que sabemos. “Vamos aprender mais. Vamos estudar um pouco de teologia.” Outros dizem: “Não, vamos dedicar tempo ao que fazemos. Aqui está nossa responsabilidade”. Outros dizem: “Vamos nos concentrar naquilo de que abrimos mão”, e então falamos de abnegação e sacrifício.
Alguns dizem: “Vamos aprender sobre aquilo em que cremos. Vamos examinar nossas características distintivas”. Que tal isto? Vamos falar sobre o que temos.
Temos tal Sumo Sacerdote. Tudo diz respeito ao que possuímos em Cristo Jesus.
Espero que vocês não estejam decepcionados, irmãos, por gastar seu dinheiro num fim de semana para vir a um retiro como este e ouvir uma mensagem tão profunda: vocês O têm.
Alguém talvez diga: “Ah, você ouviu Ed Miller. O que ele disse?”. “Disse que eu tinha Jesus.” “O que mais?” É isso. É tudo o que sei. Vocês me convidaram para vir aqui. Sabiam que era isso que iam ouvir. É tudo o que sei.
Se Deus gravar isso profundamente em seu coração, terá valido muito a pena investir seu tempo e seu dinheiro para vir aqui. Se Deus começar a fazer você saber que tem tal Sumo Sacerdote nos céus, esse é o ponto principal.
Agora, antes de encerrarmos, deixem-me relacionar o ponto principal — “temos tal Sumo Sacerdote” — com o contexto deste maravilhoso livro de Hebreus.
Eles não percebiam o que tinham. Estavam com medo de perder o que pensavam ter, em vez de descansar no que realmente tinham. Eles tinham tal Sumo Sacerdote.
Deus estava escrevendo àqueles que se agarravam a figuras — figuras de Cristo. Esse é todo o contexto deste livro. Eles tinham sombras, tipos, figuras, ilustrações e a verdade em forma de semente.
Tinham tanto medo de abrir mão das figuras porque, para eles, as figuras eram lindas. Como poderiam pensar em abrir mão do templo? Por mais de mil anos, haviam ido ao templo segundo a vontade de Deus.
Era da vontade de Deus oferecer animais, manter as peregrinações anuais e recorrer ao sacerdócio. Agora, de repente, estavam ouvindo: “A realidade é Cristo. Vocês não precisam se agarrar a essas figuras”.
O escritor de Hebreus diz: “O ponto principal é este: vocês têm tal Sumo Sacerdote”. Eles dizem: “Não, nós temos o templo. Temos o templo com todas as suas câmaras, seus portões, as salas junto aos portões, seus pórticos, seus átrios, suas varandas e seus altares. Temos os anjos, os profetas, Moisés, Josué, a lei do Antigo Testamento e o sistema levítico”.
“Você está nos dizendo para abrir mão de tudo isso e abraçar somente Cristo, reunindo-nos com pessoas em casas e cavernas?” Lembrem-se: por cerca de duzentos anos, eles não se reuniram num edifício próprio.
Alguns chegam perto do tema de Hebreus, mas não o compreendem de fato. Dizem que o tema é a superioridade do cristianismo sobre o judaísmo. Esse não é o tema de Hebreus.
Em outras palavras, dizem que os crentes precisavam deixar de lado todas as suas tradições judaicas, sua herança e as instituições mosaicas, e então abraçar o cristianismo. Essa não é a mensagem de Hebreus.
Não o cristianismo — Cristo, a menos que, por cristianismo, você queira dizer Cristo. Não se trata de passar do judaísmo, um conjunto de figuras, para o cristianismo, outro conjunto de figuras.
A mensagem de Hebreus é abandonar todas as figuras, todas as sombras, tudo o que não é a realidade e todas as formas, e abraçar a única realidade: Cristo.
Ele nunca chamou ninguém para sair de um conjunto de figuras apenas para se enredar em outro conjunto de figuras. O cristianismo tem tantas figuras quanto o judaísmo tinha, e muitos cristãos precisam da mesma mensagem de que os hebreus precisavam.
Foi um grande passo para esses crentes abraçar somente o Senhor. Não se sentiam como pessoas que possuíam algo; sentiam-se como pessoas que estavam perdendo, abrindo mão de tudo.
Segundo os estudos acadêmicos mais respeitados, Hebreus provavelmente foi escrito por volta de 68 d.C. Vocês sabem o que aconteceria em dois anos? Tudo seria varrido.
Deus estava dizendo: “Vocês estão se agarrando a coisas que serão varridas em dois anos”. Muitos creem que Deus deu aos judeus mais quarenta anos, de 30 d.C., quando Cristo morreu, até 70 d.C.
Quando Tito veio e Jerusalém foi destruída, eles ainda estavam se agarrando àquelas figuras. A mensagem é esta: Jesus é a realidade, e você não perdeu coisa alguma se O tem.
A suma de tudo é esta: você O tem. Abra mão das figuras. Não perca o ponto principal. Não troque simplesmente um conjunto de figuras por outro.
O sábado é uma figura. O dízimo é uma figura. O batismo é uma figura. O partir do pão é uma figura. A imposição de mãos é uma figura. O lava-pés é uma figura. A igreja local é uma figura. Os presbíteros são figuras. Os diáconos são figuras. Os véus na cabeça das irmãs são figuras. Israel é uma figura. O jejum é uma figura.
São todos figuras. Não são Cristo.
Deixem-me perguntar, irmãos: se vocês estivessem com fome, prefeririam uma imagem de um banquete ou um banquete? Se estivessem com frio, prefeririam uma imagem de uma fogueira ou uma fogueira? Se estivessem sozinhos, prefeririam uma imagem de um amigo ou um amigo?
Se precisassem de transporte, prefeririam uma imagem de um carro ou um carro? Se precisassem de descanso, prefeririam uma imagem de um lugar de férias ou boas férias?
Tenho fotos de Lillian por todo o meu escritório. Mas, quando ela entra — uau! —, não digo: “Com licença, estou olhando para esta foto”. Ela entra; é ela.
Quando estou cansado, não quero uma imagem de uma cama. Quero uma cama. Se eu ficar doente, não me tragam uma imagem de um médico. Não quero uma imagem de um médico. Quando eu morrer, não quero uma imagem do céu. Quero a realidade.
Os cristãos precisam da realidade, e não há outra realidade além de Jesus.
Aqui está a obra consumada: Ele fez tudo e Se assentou. A simplicidade é esta: você está assentado com Ele. Basta crer nisso.
Há uma obra em andamento, e nosso Senhor Jesus está nos representando no céu. A simplicidade disso é esta: você O tem.
O ponto principal de tudo é que você O tem. Abra mão de tudo. Você O tem. Essa é a realidade.
Irmãos, se Deus operar isso em nós, acho que isso nos preparará para chegar a Hebreus 1 e Hebreus 2. Vamos parar por aqui. Vamos orar.
Pai, nós Te agradecemos porque tornaste o ponto principal tão simples. De maneira renovada, escreve em nosso coração a maravilha de termos tal Sumo Sacerdote.
Liberta-nos da tentativa de compreender tudo. Sabemos que não confiamos Nele como deveríamos. Sabemos que não O estudamos como deveríamos. Sabemos que não O servimos como deveríamos. Sabemos que não O amamos como deveríamos.
Mas nós O temos. Obrigado. Em nome de Jesus, amém.