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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Corporate Prayer and Intercession #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Corporate Prayer and Intercession #2
    Corporate Prayer and Intercession #2
    Lambert, Lance

    O Espírito Santo e a Oração Coletiva

    Gostaria que vocês abrissem comigo em uma ou duas passagens das Escrituras. Primeiro, no Evangelho de Mateus, Mateus 6.

    Mateus 6:5-13

    E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.

    Tu, porém, quando orares, entra no teu aposento interior e, tendo fechado a tua porta, ora a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

    E, ao orardes, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que serão ouvidos pelo seu muito falar.

    Não sejais, portanto, semelhantes a eles; porque vosso Pai sabe de que coisas tendes necessidade antes que Lhe peçais.

    Portanto, orai desta maneira: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome.

    Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.

    Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.

    E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como também nós temos perdoado aos nossos devedores.

    E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do maligno.

    Agora, por favor, abram em Mateus 18:19-20:

    Mateus 18:19-20

    Ainda vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai, que está nos céus.

    Porque, onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.

    Abram agora na carta de Paulo aos Efésios, Efésios 6:18-19:

    Efésios 6:18-20

    Orando em todo tempo no Espírito, com toda oração e súplica, e vigiando para isso com toda perseverança e súplica por todos os santos;

    E também por mim, para que me seja dada a palavra, ao abrir a minha boca, para tornar conhecido com ousadia o mistério do evangelho;

    Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que nele eu fale ousadamente, como me cumpre falar.

    Agora, abram na pequena carta de Judas — apenas dois versículos, Judas 1:20-21:

    Judas 1:20-21

    Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo;

    Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

    Por último, na carta de Paulo aos Romanos, Romanos 8:26-27:

    Romanos 8:26-27

    E, da mesma maneira, o Espírito também ajuda a nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis;

    E Aquele que sonda os corações conhece qual é a mente do Espírito, porque Ele intercede pelos santos segundo a vontade de Deus.

    Vamos fazer mais uma oração?

    Amado Senhor, somos gratos por estarmos reunidos aqui nesta noite, na Tua presença. Ao nos aproximarmos do ministério da Tua Palavra, queremos pedir que Tu a tornes viva para nós. Pedimos, Senhor: faze deste um tempo em que Tu, pelo Teu Espírito Santo, toques o nosso coração.

    Precisamos compreender um pouco mais sobre a oração coletiva. Sabemos, Senhor, que dependemos totalmente de Ti para essa unção, tanto para falar a Tua Palavra quanto para ouvi-la. E, mais tarde, quando nos reunirmos para orar, precisamos de Ti, Senhor.

    Abrimos o nosso coração a Ti e, pela fé, nos colocamos sob essa unção para falar a Tua Palavra e para ouvi-la. Senhor, de alguma maneira, leva-nos a uma nova compreensão da oração coletiva.

    Toma este grupo de santos, Senhor, e, de uma maneira ou de outra, transforma-o em um instrumento nas Tuas mãos, por meio do qual uma nação possa ser tocada e outras nações também possam ser tocadas da mesma forma. Pedimos isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.

    A Oração como Estratégia Divina

    Ontem à noite, procurei apresentar este assunto em uma mensagem um tanto longa, mas espero que vocês tenham aproveitado alguma coisa. Porque precisamos compreender que a oração é estratégica. Não se trata apenas de nos reunirmos para apresentar pedidos, para desabafar.

    Lembro-me de uma ocasião terrível, alguns anos atrás, quando falei a um grupo de pastores batistas. Pediram-me que lhes dirigisse a palavra, e depois houve uma discussão. Dois dos principais irmãos — não deste estado — disseram: “É bom ter uma reunião de oração, porque devemos permitir que as pessoas desabafem”.

    E eu entendi por que há tanta falta de vida em muitas igrejas hoje. Se a atitude em relação à oração é que ela seja um espaço onde as pessoas possam desabafar, então não importa realmente o que elas oram nem como dizem as coisas. É apenas um exercício psicológico, algo semelhante ao que acontecia nos antigos hospitais psiquiátricos, onde havia sessões de gritos para ajudar todos a se sentirem melhor.

    Sabe, deixar que as pessoas desabafem, que ponham para fora suas pequenas preocupações, seus pedidos e sentimentos, e assim todas se sentirão melhor. Em outras palavras, é um exercício psicológico.

    A oração não é um exercício psicológico. É uma estratégia divina.

    Ontem à noite, falei sobre o mistério da intercessão — particularmente da intercessão. Não há mistério na oração, porque ela é o derramar do nosso coração diante de Deus, e Deus pode dizer sim, não ou espere. Mas, quando chegamos à intercessão, há um mistério. Por que deveríamos orar para trazer à existência aquilo que Deus já determinou que aconteça? É incrível.

    Se você e eu não encararmos o mistério essencial da intercessão, nunca compreenderemos sua verdadeira natureza. De alguma maneira extraordinária, Deus exige comunhão. É quase como se Ele não fosse agir, embora já tenha revelado o que fará e qual é o Seu propósito, até que tenha pessoas que se coloquem ao Seu lado — seja um Abraão, um Moisés, um Samuel ou um Daniel.

    Não importa quem sejam, desde que Ele tenha aqueles que se colocam ao Seu lado. Minha única explicação para isso é que estamos sendo treinados para algo muito mais importante do que aquilo em que estamos envolvidos aqui embaixo. Isso tem a ver com reinar com Cristo nas eras vindouras.

    O intercessor é alguém que o Senhor chama para esse tipo de comunhão Consigo. Agora, pode haver um grupo de intercessores, e é isso que desejo ardentemente para todos vocês: que, pelo ministério e pela atuação do Espírito Santo, vocês se tornem um grupo de intercessores.

    O Princípio da Oração Coletiva

    Ontem à noite, também falamos sobre o princípio da oração coletiva. Qual é esse princípio? Na verdade, o princípio é simplesmente este: a Cabeça e o Corpo em ação.

    A Cabeça à direita de Deus, o Corpo aqui na terra, unidos um ao outro, agindo em nome da Cabeça. Foi exatamente isso que o Senhor Jesus nos ensinou a pedir:

    Venha o Teu reino.

    Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.

    Em outras palavras, a oração é estratégica. É fazer com que o reino de Deus incida sobre o mundo ao nosso redor: a nação em que estamos, a cidade em que estamos, a localidade em que estamos e as situações que enfrentamos pessoalmente, em família, nos negócios e na vida cotidiana de trabalho.

    Poder trazer o reino de Deus para dentro da situação — essa é a natureza estratégica da oração. Mais do que isso, é estabelecer na terra a vontade de Deus, tal como ela é revelada e cumprida no céu.

    Somos os guardiões da vontade de Deus, do propósito de Deus. É por isso que o apóstolo Paulo disse que somos despenseiros dos mistérios. É algo que nos foi concedido como povo de Deus: poder realmente nos colocar ao Seu lado para o cumprimento do Seu propósito.

    Não consigo pensar em um tempo mais histórico, mais significativo, do que aquele em que vivemos. Poderia haver algo mais perigoso e, ao mesmo tempo, sob muitos aspectos, mais empolgante do que os dias em que estamos vivendo?

    Estamos no limiar da vinda do Messias. Nossa tarefa não é apenas ficar sentados passivamente, cantar juntos e desfrutar da comunhão uns com os outros, por mais maravilhoso que isso seja. Há também outro lado: cuidar para que a vontade de Deus seja feita entre nós, assim como é feita no céu.

    Esse princípio da oração coletiva está nas palavras que lemos juntos em Mateus 18:19-20. É melhor eu ler novamente, para não citar de forma incorreta.

    Mateus 18:19-20

    Ainda vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai, que está nos céus.

    Porque, onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.

    A chave dessa concordância é a presença do Senhor no meio. Somente o Espírito Santo pode tornar real a presença do Senhor no meio dos Seus. Mas, quando o Senhor torna conhecida a Sua presença pelo Espírito Santo, somos harmonizados.

    Essa palavra, em grego, como eu disse ontem à noite, é symphōneō. Dela vem a palavra “sinfonia”. Somos colocados em sinfonia; somos harmonizados. De alguma maneira maravilhosa, somos conduzidos à unidade.

    Não é que concordemos em concordar. Pelo contrário, quando ouvimos alguém orando, algo salta em nosso coração, e sentimos: “É exatamente isso que eu sinto”. É uma harmonização. Quando isso acontece, sabemos que temos a resposta à nossa oração. O Senhor está no meio.

    A Autoridade do Messias Ressuscitado

    É isso que quero dizer com a Cabeça e o Corpo em ação. Somente o Espírito Santo pode tornar isso uma realidade viva.

    No mesmo Evangelho de Mateus, em Mateus 28:18-20, temos estas palavras maravilhosas. É assim que termina esse glorioso primeiro Evangelho:

    Mateus 28:18-20

    E Jesus, aproximando-Se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade Me foi dada no céu e na terra.

    Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações.

    E eis que Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.

    Poderíamos traduzir assim: “Estou com vocês todos os dias, até a consumação da era”. Agora, ouçam novamente: toda autoridade e todo poder estão nas mãos do Messias ressuscitado e glorificado. Portanto, vão. Preguem o evangelho. Façam discípulos de todas as nações. E o Senhor está conosco todos os dias, até a consumação da era.

    Esse é o contexto da oração coletiva. É reconhecer a autoridade que está nas mãos do Messias ressuscitado. É reconhecer que não se trata apenas de autoridade no céu; é autoridade nesta terra caída.

    Há principados, há potestades, há dominadores deste mundo de trevas, há hostes de espíritos malignos nas regiões celestiais. Isso não faz diferença. Toda autoridade e todo poder estão nas mãos do Senhor Jesus.

    E, na oração, nós O tocamos. Tocamos o Seu trono. Fazemos com que o reino de Deus incida sobre essas situações.

    O Espírito Santo como Fonte da Oração Coletiva

    Agora, nesta noite, quero falar sobre o Espírito Santo na oração. A primeira coisa que quero dizer, com toda a força que o Espírito Santo me conceder, é que sem o Espírito Santo não existe oração coletiva.

    É um exercício religioso. É a reunião de vários indivíduos que têm diferentes preocupações e diferentes pedidos, e todos os expressam. Na verdade, é um exercício psicológico.

    Sem o Espírito Santo, não existe oração coletiva genuína. A Cabeça, nosso Senhor Jesus, está à direita de Deus. É o Espírito Santo que torna a liderança de Jesus, como Cabeça, uma realidade viva para os membros do Corpo. Quando essa liderança de Jesus se torna uma realidade viva para os membros do Corpo, algo acontece na terra.

    O Exemplo Morávio

    Vocês sabem que os irmãos e as irmãs morávios, alguns séculos atrás, viviam às turras uns com os outros. Eram um grupo muito diversificado — europeus da região central, frequentemente apegados a opiniões muito firmes. Simplesmente não conseguiam se entender. Havia muita crítica e muitos julgamentos sendo compartilhados entre eles.

    Então, naquela famosa ocasião em que todos estavam presentes, o Espírito Santo veio sobre eles. Foi o nascimento da Igreja Morávia. Aquela igreja viria a transformar a Europa.

    É espantoso para mim até mesmo pensar no que aconteceu. Eles ficaram tão cheios de amor. Sabem, a igreja não tinha preocupação pelos não salvos além das pessoas de suas próprias comunidades — nada que fosse além disso.

    Tão tremendo foi o amor com que foram batizados naquela ocasião que alguns se venderam como escravos para ganhar os escravos. Vieram para o Caribe e estabeleceram uma comunidade em uma das ilhas.

    Alguns contraíram lepra para alcançar os leprosos. Lembro-me muito bem daquelas três irmãs morávias idosas, de oitenta anos, nas montanhas de Samaria, em Israel. Elas cuidavam de uma dúzia de leprosos.

    Alguns não tinham pés nem mãos; estavam terrivelmente desfigurados. Precisavam ser carregados até o banheiro e alimentados à mão. Aquelas senhoras extraordinárias, isoladas de sua comunidade de origem na Alemanha Oriental, serviam ao Senhor. Eu não conseguia acreditar. Ninguém sabia delas. Ninguém as sustentava. Agora estão com o Senhor, mas aquilo foi espantoso para mim.

    Quando isso aconteceu entre os morávios, algo mais aconteceu, e isso é a chave desse incrível batismo de amor e serviço sacrificial: começou uma reunião de oração. Ela durou cem anos — vinte e quatro horas por dia, durante cem anos.

    Zinzendorf disse: “Quando a reunião de oração terminar, a Igreja Morávia terminará”, e foi o que aconteceu. Impressionante, não é?

    Tão extraordinária é essa obra que o Espírito Santo veio realizar. Não existe oração coletiva sem o Espírito Santo. Não consigo enfatizar isso o suficiente.

    A Oração no Espírito

    O que significa, em Efésios 6:18, quando o apóstolo diz:

    Orando em todo tempo no Espírito.

    Alguns me dizem, especialmente os muito carismáticos — e eu também me considero bastante carismático —, que isso significa falar em línguas.

    Dizem que orar no Espírito significa falar em uma língua, adorar ao Senhor, orar ao Senhor, sem compreender o que se está dizendo. Não tenho problema algum com as línguas. Não tenho problema algum em orar em uma língua. Mas aqui se trata de orar no Espírito.

    Orar no Espírito pode incluir falar em línguas, mas é muito, muito mais do que simplesmente falar em uma língua. Orar no Espírito significa estar sob o governo do Espírito Santo. Você é inspirado pelo Espírito Santo. Você é conduzido pelo Espírito Santo.

    Sua paciência e sua perseverança para continuar orando vêm pelo Espírito Santo, e o cumprimento do ministério de oração se dá pelo Espírito Santo. É isso que significa orar no Espírito.

    Em outras palavras, se posso dizer assim, é no âmbito da Pessoa do Espírito Santo que a verdadeira oração pode acontecer. Isso faz sentido?

    A Soberania do Espírito Santo

    Isso me leva a uma terceira questão. Na oração coletiva, a única necessidade absoluta é reconhecer a autoridade e a soberania absolutas do Espírito Santo.

    Os irmãos que lideram precisam reconhecer a soberania do Espírito Santo. Todas as outras pessoas precisam reconhecer a soberania do Espírito Santo. Isso é importante, porque o Seu reino não pode vir a uma determinada situação a menos que estejamos sob a direção do Espírito Santo.

    O maravilhoso no Corpo de Cristo é que equilibramos uns aos outros; moderamos uns aos outros. É na comunhão que somos preservados de cometer erros. Todos os problemas na comunhão da igreja surgem quando uma pessoa acredita que tem tudo — toda a revelação, todo o entendimento — e que todos os demais estão errados.

    O Corpo é extraordinário, porque traz equilíbrio a isso. Não gostamos. Não gostamos de ser contidos por outros irmãos e irmãs, nem de ser disciplinados por outros irmãos e irmãs.

    Não estou falando de sermos literalmente colocados em um canto, com um chapéu na cabeça. O que quero dizer é que o simples fato de estarmos ligados a outros irmãos e irmãs já é, por si só, uma disciplina. É muito mais fácil fazer o que se quer, pensar os próprios pensamentos e seguir em frente. Mas o Corpo é um freio extraordinário para todos nós.

    É por meio dos membros do Corpo que compreendemos a direção do Espírito Santo. Todos vocês devem ter tido essa experiência. Estamos em uma reunião de oração, e alguém começa. Cantamos uma canção, alguém ora para que o Senhor nos conduza, cantamos outra canção e então começamos.

    E é monótono. Alguém ora, e você pensa: “O que essa pessoa está dizendo?” Então outra pessoa diz alguma coisa — pelo menos entendemos o que ela diz —, mas é igualmente monótono. Então uma terceira pessoa ora e, naquele momento, toda a reunião é elevada a outra dimensão. Aquela pessoa tem a unção.

    Nem sempre é assim. A unção não permanece naquela mesma pessoa em todas as reuniões. Isso simplesmente significa que, naquele momento, aquela pessoa se colocou sob a soberania do Espírito Santo e fez o tipo de oração que o Espírito Santo desejava.

    Naquele momento, todos nós, gostemos ou não, damos testemunho de alguma coisa. Vocês devem ter tido essa experiência: de repente, sentem — não conseguem evitar — que precisam dizer: “Amém”. Aquilo foi o Senhor.

    Quando seguimos isso, o tempo de oração coletiva se torna eficaz, poderoso, transformador. Ele toca situações. Vira tudo de cabeça para baixo e do avesso.

    A Oração Coletiva e os Conselhos das Nações

    Eu poderia dar muitos exemplos disso, mas, por causa do tempo, pois queremos orar mais tarde, tenho me contido. Mas penso naquela palavra maravilhosa de Salmos 33:10:

    Salmos 33:10

    O Senhor desfaz o conselho das nações;

    Ele torna sem efeito os pensamentos dos povos.

    Que palavra maravilhosa. Mas, quando não oramos, isso não acontece. Quando nos colocamos ao lado do Senhor, como fizemos tantas vezes em Jerusalém em relação a essas chamadas iniciativas de paz, vimos cada uma delas ser tornada ineficaz até agora.

    Toda a agitação e a confusão em que se encontram os Estados Unidos, a Europa e a Grã-Bretanha se devem, em grande medida, à divisão da terra prometida. Esse é outro assunto. Mas é tremendo quando você começa a compreender como essa questão é importante para o Senhor.

    Até que Ele tenha algumas pessoas — insignificantes em si mesmas, indignas em si mesmas —, até que Ele tenha esse pequeno grupo no Messias, em Cristo, reunido em nome de Cristo, com o Messias no meio pelo Espírito Santo, o reino de Deus não toca o conselho das nações.

    Mas, no momento em que você tem esse pequeno grupo, por mais insignificante que seja em si mesmo, no Messias, de repente ele se torna todo-poderoso. Porque, de alguma maneira maravilhosa, essas pessoas estão na sala do trono de Deus — mais importante do que o Salão Oval, mais importante do que o número 10 da Downing Street, ou o Palácio do Eliseu, em Paris, ou qualquer outro lugar.

    Eles podem dizer o que quiserem, planejar o que quiserem e ter suas estratégias. Mas, assim que há um grupo de pessoas unido pelo Espírito Santo à Cabeça, que está à direita de Deus, o Senhor desfaz o conselho das nações e torna ineficazes as estratégias dos povos.

    A Orquestra e o Maestro

    Eu gostaria de poder deixar isso mais claro. Vou colocar de outra maneira: o Espírito Santo é o Maestro de uma orquestra sinfônica.

    O que vocês pensariam de uma orquestra sinfônica em que cada um faz o que quer? Os violoncelistas leem a partitura e tocam exatamente como acham que ela deve ser tocada. Os violinistas tocam todos de maneiras diferentes, segundo seu próprio ritmo e sua própria ideia de como a música deve ser interpretada. Cada um faz o que quer.

    Isso não se parece muito com a maioria das nossas reuniões de oração? Basicamente, cada um faz o que quer.

    O Espírito Santo é o Maestro. Em uma orquestra, cada integrante tem duas coisas: a partitura e o maestro. Precisa manter os olhos na partitura e lê-la corretamente, e manter os olhos no maestro e segui-lo.

    Assim, em uma reunião de oração, essa maravilhosa harmonização dos membros do Corpo — colocando-os em sinfonia para que sejam um — está inteiramente ligada a essa questão. É de tremenda importância que a compreendamos. Então algo pode acontecer. Algo tremendo.

    Sabe, eu sempre costumava dizer: vocês conseguem imaginar? Em uma orquestra, há alguém com pratos, e muitas vezes essa pessoa só os toca uma vez em toda a sinfonia.

    Suponham que ela os tocasse o tempo todo. E dissesse: “Bem, sinto que devo fazer isso, e precisamos ser notados. Afinal, os pratos são os pratos. Vamos fazer todo mundo saber que estamos aqui”.

    Isso arruinaria toda a sinfonia. É exatamente o que acontece nas reuniões de oração quando as pessoas têm uma ideia fixa e não conseguem abandoná-la. Precisam insistir nela, insistir nela, insistir nela e insistir nela.

    Quando o Espírito Santo é o Maestro, Ele faz cada um de nós entrar no ponto certo, no momento certo, e, de alguma maneira maravilhosa, somos harmonizados uns com os outros. Ele comunica o encargo e a mente da Cabeça.

    A oração coletiva não é um vale-tudo. É o sacerdócio de todos os crentes em ação, mas não é um vale-tudo. Está sob a direção da Cabeça, pelo Espírito Santo.

    Quando desconhecemos a obra do Espírito Santo, basicamente só podemos ter um exercício religioso. Mas, quando não somos alheios à obra do Espírito Santo, quando estamos dispostos a colocar nas costas uma placa com um “L” de aprendiz — quando somos aprendizes —, então existe uma tremenda possibilidade de o Espírito Santo começar a ensinar todo um grupo de pessoas a orar junto.

    O Encargo da Cabeça

    Deixem-me avançar um pouco mais nessa questão. A oração coletiva, como eu disse, não é simplesmente um vale-tudo para a expressão pessoal ou para pedidos particulares. Ela tem a ver com o encargo da Cabeça.

    Qual é o encargo que está no coração do Senhor Jesus? Somente o Espírito Santo sabe. O Espírito Santo pode tomar esse encargo do Senhor Jesus e torná-lo seu e meu.

    A Unção do Espírito Santo

    Agora, gostaria de dizer alguma coisa sobre a unção do Espírito Santo. Não é interessante que tudo na antiga aliança era ungido? O rei era ungido, o profeta era ungido, os sacerdotes eram ungidos, os levitas eram ungidos — todos eram ungidos.

    A tenda da congregação era ungida. Cada peça de mobiliário do tabernáculo era ungida. Cada peça de mobiliário do templo era ungida. É impressionante para mim que tudo fosse ungido. O que isso significa?

    Significa simplesmente que Deus não usará nada que não seja ungido. Unção significa, simplesmente, separado para Deus. Não é para uso secular. É santo.

    Não é interessante que a primeira coisa que o Senhor Jesus nos ensinou a pedir naquela oração-modelo foi:

    Santificado seja o Teu nome.

    Em grego, assim como em hebraico, essa é a ideia da palavra: tornado santo, separado, santificado é o Teu nome.

    Na tradição judaica, a santificação do nome é tremendamente importante. Quando uma pessoa morre, ela morre com o nome impronunciável de Deus nos lábios. Isto é, ela diz: “HaShem”. É a santificação do nome: a ideia de que, de alguma maneira, você está se colocando em uma relação especial com o Senhor.

    Essa questão da unção é muito importante. Não quero me demorar demais nela, porque, do contrário, se tornará um estudo à parte. Mas ela é tão importante.

    A Unção e o Corpo

    Vocês se lembram do Salmo 133? Alguns de vocês já se perguntaram o que, afinal, esse salmo significa? Ele diz:

    Salmos 133:2

    É como o óleo precioso sobre a cabeça,

    Que desceu sobre a barba,

    A barba de Arão;

    Que desceu sobre a orla das suas vestes.

    Por que a barba? O óleo não tocou a carne. A unção não pode tocar a carne. Muitas vezes, nosso problema nas reuniões de oração é a carne. Não é o Espírito Santo que está no comando, mas nossos sentimentos, nossas preocupações, nossas ideias e assim por diante.

    Quando se fala de uma unção para a tenda da congregação, eu amo isto: tudo dentro da tenda da congregação é ungido, mas a própria tenda da congregação também é ungida. Isso significa que há uma unção para cada reunião da igreja.

    Para descobrir isso — e deixem-me dizer com muita clareza —, essa é a tarefa dos presbíteros e dos líderes. Sua tarefa é discernir qual é a mente do Senhor para uma reunião. São guardiões e vigias, não ditadores, mas estão ali para velar pelo andamento daquele tempo.

    Em uma reunião de oração, isso é ainda mais necessário. Em um tempo ao redor da Mesa do Senhor, isso é evidente, e em um tempo de estudo bíblico também é importante. Mas, em uma reunião de oração, é evidente. A unção está ali.

    O que isso significa? Significa simplesmente que o Espírito Santo está aqui para conduzir. Essa é a unção.

    Quando seguimos a unção em uma reunião de oração, avançamos de passo em passo e de etapa em etapa, e temos um maravilhoso senso de vida. Tudo o que diz respeito à unção é plenitude, vida e graça. Quando seguimos a unção, há vida, e nós sabemos disso.

    Não consigo acreditar que vocês, neste grupo pelo qual tenho grande respeito, especialmente no ministério de oração, não conheçam isso. Aliás, essa é a razão de eu estar aqui, porque nunca falo sobre oração dessa maneira a menos que um grupo esteja orando há pelo menos um ano.

    Recuso-me a vir, porque sei que, se viesse, todos pegariam o que digo e o transformariam em uma estrutura, e tudo seria artificial. É muito melhor que vocês já tenham cometido todos os seus erros. Agora estou aqui para podar, cortar o que não produz fruto e ajudá-los a ver como permanecer sob a unção.

    Quando um grupo de crentes segue a unção em uma reunião de oração, pode ir a qualquer lugar. Pode entrar nas profundezas de Deus e conhecê-las. Mesmo que vocês não consigam assimilar muito dessas profundezas, ainda assim podem tocar coisas tremendamente significativas no propósito de Deus.

    Não consigo deixar isso mais claro: a unção para a oração coletiva é de importância absoluta.

    O Aprendizado sob a Unção

    Se a seguirmos — agora, sejamos honestos —, muito raramente começamos com a unção. Começamos com alegria, e o Senhor está muito presente conosco. Todos somos crianças. Vocês sabem como amamos as crianças quando elas fazem uma trapalhada. Nós as perdoamos.

    Ninguém bate nas crianças porque elas fizeram uma trapalhada. Achamos até bonitinho. O Senhor é exatamente assim no tempo de oração. Ele ama aqueles que são novos no Senhor, que dizem a coisa errada no momento errado da oração. Isso não interrompe a unção nem por um instante.

    O que interrompe a unção são aqueles que têm muitos anos no Senhor, que metem os pés pelas mãos repetidas vezes e acabam com toda a reunião de oração. Isso entristece o Espírito Santo e, às vezes, apaga a atuação do Espírito Santo.

    A unção é algo tremendo. Não é como se o Senhor fosse um velho pai vitoriano, duro e severo, que gosta de bater em Seus filhos e fazê-los sofrer o tempo todo, dizendo-lhes como estão errados e como são tolos.

    O Pai é Pai, e Ele é incrivelmente doce e bondoso com os mais novos. Aqueles que são mais velhos, o Senhor disciplinará com muito mais severidade.

    Portanto, essa questão da unção é realmente muito, muito importante. Espero ter conseguido esclarecê-la, porque discernir a unção, permanecer sob a unção e seguir a unção nos conduzirá, por fim, ao cumprimento do propósito.

    A Manutenção do Rumo da Oração

    O que fazemos com as orações problemáticas? Estamos seguindo a unção. É um tempo maravilhoso — vida, poder —, e então alguém ora pelo próprio gato.

    Tibby está com um problema, e agora Tibby se torna o tema de uma oração apaixonada. O que fazemos? Está claro que a pessoa está preocupada. Ela gosta muito do seu gato e agora nos contou o que sente pelo pobre Tibby e sobre a necessidade de o Senhor tocar Tibby.

    O que temos de fazer é suportar isso. No momento em que a pessoa diz “Amém” — vocês não precisam dizer “Amém”, mas ela diz “Amém” —, retomamos o fio da unção.

    Não fazemos isso com um ar de superioridade, como se estivéssemos dizendo: “Senhor…” Não precisamos deixar terrivelmente evidente que estamos reprimindo a pobre irmã fulana e seu gatinho Tibby. Simplesmente não tentamos retomar a unção pela carne. Esperem o momento.

    Mas, em seu espírito, digam: “Senhor, queremos seguir a unção”. Então vocês perceberão que a reunião de oração está no rumo certo.

    Uma boa reunião de oração pode ter alguns tropeços — coisas como Tibby, avós tentando ser mais espertas que o Senhor, alguma oração que dá a volta ao mundo e, aqui e ali, uma lista de compras. Mas, quando a reunião de oração termina no rumo certo, é uma boa reunião de oração.

    Uma das coisas mais maravilhosas é que as pessoas aprenderam como, continuando a amar umas às outras, podem permanecer juntas no rumo certo. Agora vocês aprenderam alguma coisa sobre vencer, e isso lhes será muito útil.

    É por isso que sempre digo que a oração e a intercessão são tremendamente importantes, porque vocês precisam discernir a mente do Senhor. Isso os ajudará nos negócios, na vida cotidiana de trabalho, na vida doméstica e nas escolhas que precisam fazer.

    Quando vocês aprendem juntos a discernir a vontade do Senhor — até o mais novo entre vocês, não importa quem seja —, quando estão juntos, podem confirmar isso em seu espírito. Vocês têm um espírito, sabem. Em seu espírito, podem dar testemunho daquilo que os outros estão sentindo.

    Então descobrem que são capazes de compreender a mente do Senhor. Isso os ajudará tremendamente em todo tipo de situação, não necessariamente relacionada à igreja, mas à sua vida pessoal, à vida familiar, à vida cotidiana de trabalho e assim por diante.

    Quando permanecemos na unção, há vida, poder, clareza e cumprimento. Quando deixamos a unção, ou a ignoramos, há confusão, e ficamos sem rumo.

    Os Dons do Espírito Santo na Oração Coletiva

    Bem, agora acho que devo encerrar tudo isso, porque queremos ter uma hora de oração. E quanto aos dons do Espírito Santo? É um assunto amplo para introduzir de repente no final.

    E quanto aos dons do Espírito Santo na oração coletiva? Não é curioso termos a ideia de que toda oração é uma via de mão única? De uma maneira ou de outra, nós fazemos toda a fala, e Deus fica absolutamente em silêncio. Pobre Senhor. Ele só pode ficar ali sentado, ouvindo.

    Porque, se Ele dissesse alguma coisa, todos nós cairíamos mortos. Ficaríamos tão chocados se o Senhor respondesse.

    A Escuta da Voz do Senhor

    Sempre conto esta história. Alguns de vocês já a ouviram. Quando eu morava em Richmond, na Inglaterra, em Halford House, havia uma irmã que morava a uns cento e trinta ou cento e quarenta e cinco quilômetros de distância e costumava telefonar de vez em quando.

    A irmã que cuidava da casa, quando estava lá, sempre conseguia impedir que ela chegasse até mim. Mas, às vezes, eu estava lá à noite, trabalhando em alguma coisa. Naturalmente, o telefone tocava, e eu atendia.

    Então ela disparava: “Oh, bendito seja o Senhor! Louvado seja o Senhor! O Senhor lhe concedeu o espírito de sabedoria e conhecimento. Orei para conseguir falar com o senhor. Tenho um problema”. E, com isso, despejava todo o problema.

    Eu nunca tinha oportunidade de dizer nada. No fim, ela dizia: “Obrigado, querido irmão. Muito obrigada pelo conselho que o senhor me deu neste momento. Estou tão contente”, e desligava antes que eu tivesse a chance de dizer: “Irmã, acho que você está completamente perdida. Você está muito longe de qualquer coisa que faça sentido”.

    Isso aconteceu duas ou três vezes. Então, depois de algum tempo, tive uma ideia. Sei que foi muito maldoso da minha parte, mas vou contar o que fiz.

    Eu pegava o telefone, dizia: “Sim, irmã. Ah, sim, sim”, deixava o fone de lado e continuava meu trabalho. Depois o pegava de novo e dizia: “Sim, sim”, e o deixava de lado. Pegava mais uma vez e dizia: “Sim, sim”, e então ela dizia: “Oh, bendito seja o Senhor! Bendito seja o Senhor! Ele lhe deu sabedoria”.

    A maneira como ela me tratava era a maneira como muitos de nós tratamos o Senhor. Derramamos nosso problema diante do Senhor e agradecemos a Ele: “Tu és cheio de sabedoria e conhecimento. Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão em Ti. Tu és maravilhoso. Tu conduzes o Teu povo”. E nunca Lhe damos oportunidade de dizer alguma coisa.

    Jesus disse:

    As Minhas ovelhas ouvem a Minha voz.

    Todo filho de Deus tem dentro de si um receptor espiritual capaz de captar a voz de Deus. Não é uma voz humana, mas, de uma maneira ou de outra, você sabe que é o Senhor.

    Acho muito triste passarmos tanto tempo contando ao Senhor todos os nossos problemas e depois nunca, jamais, Lhe darmos oportunidade de dizer alguma coisa.

    Agora, os dons espirituais têm tudo a ver com o Senhor falando. Às vezes, é uma língua e uma interpretação; às vezes, é uma palavra profética. Às vezes, e com muita frequência, é uma passagem das Escrituras. Essa é a forma mais segura de todas.

    Quando alguém recebe uma passagem das Escrituras durante o tempo de oração e a lê, ela lhe foi dada pelo Espírito Santo. Então vocês descobrem que outras duas pessoas, ou mais uma pessoa, receberam a mesma passagem. Já vi isso acontecer muitas e muitas vezes.

    A Direção por Meio das Escrituras

    Lembro-me de quando estávamos naquela casa noturna que havia sido fechada pela polícia por imoralidade, e a adotamos como nosso segundo local de reuniões em Richmond, Surrey, na Inglaterra. Tivemos um tempo maravilhoso ali.

    Então, em uma reunião de oração, alguém leu a passagem sobre a coluna de nuvem e de fogo se movendo. Outra pessoa disse: “Recebi a mesma passagem”. Então outra perguntou: “Vocês acham que o Senhor está nos dizendo que devemos nos mudar?”

    Fiquei horrorizado. Estávamos ali havia apenas um ano. Tínhamos pintado todo o lugar, mandado fazer cortinas — com uma camada interna para impedir que o barulho dos ônibus da High Street entrasse na reunião — e colocado carpete de parede a parede.

    Pensei: “O Senhor não faz coisas assim. Sei que o Senhor não é mesquinho, mas, depois de gastar dinheiro dessa maneira e tudo o mais, Ele não diz simplesmente: ‘Mudem-se’, e nós deixamos tudo para trás”.

    No entanto, depois de mais algumas reuniões de oração, eu mesmo me convenci de que o Senhor estava dizendo: “A coluna de nuvem e de fogo está se movendo. Mudem-se”.

    Então começamos a perguntar ao Senhor: “O que Tu queres dizer, Senhor?” Em uma famosa reunião de oração, da qual nunca me esquecerei, uma querida irmã recebeu uma passagem sobre uma casa no alto de um monte, para a qual todas as nações afluíam. Estava completamente fora de contexto.

    Pensei comigo mesmo: “Ah, que bobagem”. Então outro irmão recebeu a mesma passagem, e mais outro irmão recebeu a mesma passagem, e todos disseram: “É isso. Devemos procurar uma casa em Richmond Hill”.

    Fomos a todo lugar procurando casas em Richmond Hill. Digo a vocês, tivemos um tempo maravilhoso, mas não devo gastar tempo contando tudo. Lembro-me da casa de lorde Hore-Belisha. Ah, era maravilhosa. Seu salão de baile tinha aqueles magníficos painéis de madeira. Pensei: “Que sala para nos reunirmos”. Ele tinha uma banheira romana rebaixada. Pensei: “Um lugar para batismos”.

    Mas não veio um centavo. O mesmo aconteceu com outro lugar que tinha uma entrada própria para Richmond Park — aquele belo parque real. Pensamos: “É este, é este”. Não veio um centavo até chegarmos a Halford House.

    Então eu disse, na época: “Halford House não fica na colina”. Mas esse outro irmão, que era empresário, disse: “Fica, sim. Só está mais abaixo na colina”. Essa foi a casa que o Senhor nos deu por quatrocentas e cinquenta libras. Éramos todos jovens. Nem sequer tínhamos esse valor — seriam cerca de oitocentos dólares hoje.

    Essa é uma história extraordinária. É extraordinário quando o Senhor realmente fala, e a maneira como Ele conduz. É isso que acho tão maravilhoso em tudo isso.

    Vocês precisam esperar que o Senhor fale. Ele falará por meio das Escrituras, e isso sempre será confirmado por outros. Nunca será apenas uma pessoa. Sempre serão duas ou três.

    Pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra será estabelecida.

    Esperem que o Senhor fale. Devemos esperar que Ele faça isso.

    A Continuidade da Atuação dos Dons Espirituais

    Bem, é isso por esta noite. Não tenham medo de uma língua quando ela for genuína. Não tenham medo de uma palavra profética quando ela for genuína.

    Essas coisas não cessaram. Aqueles que dizem que cessaram não conhecem a história da igreja. Ao longo de toda a história da igreja, até a Reforma, houve ocasiões em que essas coisas reapareceram.

    Elas reapareceram entre os huguenotes, os huguenotes calvinistas. Apareceram entre os valdenses. Apareceram entre os [inaudível]. Apareceram até no círculo de Martinho Lutero. Certamente apareceram com George Fox e os primeiros quakers, e apareceram com John Wesley.

    Em seu diário, Wesley disse que as pessoas caíam e balbuciavam de uma maneira estranha. Isso nunca desapareceu de fato. Não sei por que os pentecostais sempre dizem que começou na Rua Azusa, em 1906. Não consigo entender.

    Começou muito antes. A mãe do senhor Sparks era irvingita. Edward Irving iniciou algo em 1819, e isso se espalhou pela Igreja da Inglaterra e pela Igreja da Escócia.

    O senhor Sparks me disse: “Quando eu era menino, costumava ouvir todos falando em línguas e profetizando na reunião que minha mãe fazia na sala de visitas”. Isso foi muito antes de 1903, no Avivamento Galês, e de 1906, no Avivamento da Rua Azusa.

    Essas coisas aconteceram. No entanto, não fazemos disso o grande assunto. O principal é o Senhor falar conosco.

    O Propósito da Oração Coletiva

    Então, deixem-me reunir tudo e dizer isto: qual é o propósito da oração coletiva? Aqui está:

    Venha o Teu reino.

    Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu.

    Todo o propósito e o objetivo de um tempo de oração coletiva é ver o reino de Deus tocando diversas situações e problemas; ver a vontade de Deus sendo feita na terra, assim como é feita no céu.

    Que o Senhor nos ajude.