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    Spiritual Exercise - The Breaking Of The Outward Man & The Releasing Of The Inner Man © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Spiritual Exercise - The Breaking Of The Outward Man & The Releasing Of The Inner Man
    Spiritual Exercise - The Breaking Of The Outward Man & The Releasing Of The Inner Man
    Kaung, Stephen

    Exercício espiritual: o quebrantamento do homem exterior e a liberação do espírito

    Por favor, abram em 1 Timóteo 4:8-10. Vamos ler esses versículos.

    Exercita-te na piedade;
    pois o exercício corporal é proveitoso para pouco, mas a piedade é proveitosa para todas as coisas, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
    Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação.
    Pois para esse fim trabalhamos e nos esforçamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem.

    Agora abram em 2 Coríntios 4:7-18. Começaremos no versículo 7 e leremos até o versículo 18.

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós mesmos;
    em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados;
    perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
    levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.
    Pois nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.
    De modo que a morte opera em nós, mas a vida, em vós.

    Tendo, porém, o mesmo espírito de fé, conforme está escrito: Cri, por isso falei; nós também cremos, por isso também falamos;
    sabendo que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco.
    Pois todas as coisas são por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se por meio de muitos, faça abundar as ações de graças para a glória de Deus.

    Por isso não desfalecemos: embora o nosso homem exterior se desgaste, o nosso homem interior se renova dia após dia.
    Pois a nossa leve aflição, que é momentânea, produz para nós um peso eterno de glória, cada vez mais excelente;
    enquanto não atentamos nas coisas que se veem, mas nas que não se veem: pois as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas.

    Por favor, abram também no Evangelho segundo João, em João 12:24-26. Vamos ler esses versículos.

    Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo não cair na terra e morrer, permanece ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.
    Quem ama a sua vida a perde; e quem odeia a sua vida neste mundo a conservará para a vida eterna.
    Se alguém Me serve, siga-Me; e onde Eu estou, ali estará também o Meu servo: se alguém Me serve, o Pai o honrará.

    A palavra vida, aqui, é a vida da alma. Mais adiante na passagem, a vida mencionada é zoe, a vida divina de Deus.

    Oração

    Querido Senhor, queremos realmente agradecer-Te por nos reunires novamente neste dia. Cada vez que nos reunimos em Teu nome, temos a certeza de que a Tua presença está conosco.

    Querido Senhor, não há nada que valorizemos mais do que a Tua própria presença. Por favor, manifesta-Te a cada um de nós. Abre o nosso coração, para que possamos ver-Te. Abre os nossos olhos, para que possamos ver-Te. Abre os nossos ouvidos, para que possamos ouvir-Te.

    Esse é o nosso desejo. Não nos encherás neste dia e nos conduzirás a tudo o que ordenaste para nós, para que sejas glorificado? Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    Exercício espiritual e consagração

    Graças a Deus por nos reunir novamente neste dia. Espero que todos nós nos lembremos do tema que Deus nos deu para este período. Estamos falando sobre exercício espiritual.

    Isso é algo de que não devemos apenas ouvir falar; na verdade, todos nós estamos envolvidos nisso. Cada um de nós precisa praticá-lo. Ninguém pode se exercitar por você.

    Então espero, queridos irmãos e irmãs, que estejamos aqui na academia, prontos para nos exercitar. Vocês sabem, quando nos exercitamos, precisamos nos dedicar. Precisamos fazê-lo constantemente. Precisamos fazê-lo segundo as regras. E precisamos relaxar.

    Se você não relaxar, não conseguirá se exercitar. Então, queridos irmãos e irmãs, espero que relaxem. Deixem o Espírito de Deus fazer a Sua obra.

    Já mencionamos que o exercício básico e fundamental é a consagração, porque ela é a porta para todos os exercícios espirituais.

    A consagração não é apenas uma porta; é também um caminho. A consagração é algo que precisamos exercitar diariamente. Você não pode dizer: “Há cinco anos, eu me consagrei”. Isso não funciona.

    Você precisa se consagrar de manhã e à noite. É como o holocausto: o fogo do holocausto nunca se apaga.

    A consagração é algo que se aprofunda continuamente. Acrescente à sua consagração. Não havia apenas o holocausto diário; quando chegava a lua nova, acrescentava-se algo a ele; quando chegavam as festas, acrescentava-se ainda mais.

    Esse é o caminho da consagração. Devemos estar no altar o tempo todo: todos nós, e cada um por inteiro. Essa é a base de todo exercício espiritual.

    A divisão entre alma e espírito

    Depois, mencionamos algo sobre a divisão entre alma e espírito. Depois que cremos no Senhor Jesus, o espírito morto dentro de nós foi vivificado, e o Espírito Santo veio habitar em nosso espírito.

    O Espírito Santo, que habita em nosso espírito, é a vida do nosso espírito. Mas já mencionamos antes: quem habita em nossa alma?

    Sabemos que o eu — a nossa natureza caída, o nosso Adão — habita em nossa alma. Dentro de nós há duas vidas diferentes. Em seu espírito está a vida divina; em sua alma, você ainda tem a sua vida humana caída.

    Há duas vidas diferentes em duas áreas diferentes. Segundo o seu sentimento interior, você quer agradar a Deus; mas, segundo o seu sentimento exterior, você quer agradar a si mesmo.

    É por isso que, como crente, você começa a experimentar essa guerra civil dentro de si. É muito importante, em nossa vida cristã, que compreendamos a divisão entre alma e espírito, porque seus resultados são de longo alcance.

    A estratégia do inimigo de Deus é fortalecer a sua alma. Essa é a sua antiga estratégia, e ele ainda a pratica.

    No jardim do Éden, ele tentou a alma de Eva. Queria que a alma de Eva crescesse, para que ela se tornasse independente de Deus. Mas, por trás de tudo isso, se Eva agisse assim, cairia nas mãos de Satanás.

    A estratégia do inimigo é sempre matar o seu espírito e fortalecer a sua alma. Vemos que isso aconteceu no jardim do Éden: o espírito estava morto, e a alma estava muito, muito viva.

    Desde Adão, todos os que nascem de Adão têm a natureza de Adão. É por isso que vemos as pessoas deste mundo vivendo pela vida da alma, sem a vida do espírito.

    Elas não têm contato com Deus. São centradas em si mesmas, conscientes de si mesmas, e tudo gira em torno do eu.

    Infelizmente, vemos que até mesmo o povo de Deus se esquece de que tem um novo espírito e de que o Espírito Santo habita em seu espírito.

    A igreja ensina que você tem apenas alma e corpo. A igreja chega a ensinar que não há diferença entre alma e espírito.

    Quando você olha para o cristianismo de hoje, os ensinos e as práticas estão todos centrados em como fortalecer a vida da alma, em vez da vida espiritual.

    Mas a estratégia de Deus é exatamente o contrário. O desejo do coração de Deus é que o nosso espírito tenha a primazia e que a nossa alma esteja sujeita, para que vivamos uma vida de dependência de Deus e uma vida com Deus.

    Então, queridos irmãos e irmãs, precisamos compreender a estratégia de Deus e a estratégia do inimigo. A divisão entre alma e espírito é extremamente importante.

    A Palavra de Deus e o descanso espiritual

    É por isso que enfatizamos que o próximo exercício é a divisão entre alma e espírito. Agora, o que encontro na Palavra de Deus é que a maneira pela qual alma e espírito podem ser divididos não é a nossa própria introspecção.

    Não é por meio da nossa própria análise. Se analisamos a nós mesmos, o próprio ato de analisar é da alma. Assim, caímos na vida da alma.

    Como, então, alma e espírito podem ser divididos? Em que consiste o exercício? Aqui você precisa relaxar. Se estiver tenso, nunca conseguirá perceber a divisão entre alma e espírito.

    Infelizmente, os bons cristãos muitas vezes são cristãos tensos. Eles querem agradar a Deus. Querem viver a vida espiritual. Por isso, perguntam constantemente: “Isso é da alma ou é do espírito? É de Deus ou é de mim mesmo?”

    Você fica muito tenso. Fica nervoso. Cristãos nervosos são bons cristãos.

    Agora, irmãos e irmãs, como alma e espírito podem ser divididos? Vocês se lembram de que são um sacrifício oferecido sobre o altar?

    Um sacrifício não deve ficar inquieto. Portanto, tudo o que você precisa fazer é permanecer deitado, quieto, sobre o altar: “Senhor, eis-me aqui. Sou inteiramente Teu. Tu precisas dividir minha alma e meu espírito”.

    Se você realmente descansar no Senhor e olhar para Cristo, verá que o Espírito Santo vivificará a Palavra de Deus. Ele lhe mostrará o que é da alma e o que é do espírito.

    O quebrantamento do homem exterior

    Agora gostaríamos de avançar nesse exercício. A divisão nos dá uma percepção da diferença entre alma e espírito, mas dividir não significa que a alma esteja quebrantada e que o espírito esteja liberado.

    Por isso, nesta manhã, gostaríamos de continuar com o nosso exercício espiritual. Vamos considerar a questão do quebrantamento do homem exterior e da liberação do espírito.

    Vocês se lembram de Hebreus 4:12. Ao falar da divisão entre alma e espírito, esse versículo diz que a Palavra de Deus é como uma espada afiada de dois gumes, que penetra e divide alma e espírito, assim como divide os ossos e a medula.

    A relação entre osso e medula é a relação entre alma e espírito. O osso serve de abrigo para a medula. Assim, o espírito está dentro da alma.

    A alma é como uma casca, e o espírito é o conteúdo. Os ossos são a estrutura, e a medula é a vida.

    Você descobrirá que o nosso espírito está aprisionado na alma. Muitas vezes, o nosso espírito não pode ser liberado porque está confinado pela alma.

    Dentro do meu coração, estou disposto, mas descubro que estou preso. Não consigo fazer o que quero fazer. Faço o que não quero fazer, porque a nossa alma é tão forte, e o nosso espírito, tão fraco.

    Então, irmãos e irmãs, o problema aqui é que a sua alma precisa ser quebrantada. Mas não entendam mal: o quebrantamento da alma não significa a aniquilação da alma.

    Se a alma for aniquilada, a pessoa deixa de existir. A alma como órgão continua existindo; ela deve ser purificada. Mas a vida dentro da alma precisa morrer.

    Essa vida dentro da alma precisa ser mudada. O “eu” na alma precisa dar lugar a Cristo em minha alma.

    Antes, era eu quem usava todas as faculdades da minha alma. Quem pensa? Eu penso. Quem sente? Eu sinto. Quem decide? Eu decido.

    Você percebe que é a vida do eu que está usando a minha alma. É uma vida caída. Não é de admirar que o querer esteja em mim, mas o realizar o bem não esteja.

    Irmãos e irmãs, onde Cristo habita em sua vida? Ele precisa sair e Se assentar no trono da sua alma. Ele precisa tomar o lugar do “eu” em sua alma.

    Ele estará no comando da sua alma. Ele usará os seus sentimentos. Ele usará a sua mente. Ele usará a sua vontade. Tudo o que sair de você representará Cristo, e não você.

    Isso é metamorfose. Isso é transformação. Estamos sendo transformados e conformados à imagem de Cristo.

    Isso é algo que está acontecendo no presente. Essa é a salvação da alma. A salvação do espírito está no passado; já a temos. A salvação da alma acontece agora — essa transformação. A salvação do corpo é a ressurreição.

    Então, irmãos e irmãs, vocês sabem que há uma salvação acontecendo todos os dias em sua vida?

    Para que a vida do espírito seja liberada, de modo que você possa viver uma vida espiritual e ter um serviço espiritual e uma adoração espiritual, você precisa passar por esse processo de quebrantamento do homem exterior e liberação do espírito.

    Os vasos de barro e o tesouro interior

    Para que possamos compreender isso, a Bíblia usa duas ilustrações. Uma delas está em 2 Coríntios 4:7:

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro.

    Observem que o tesouro, aqui, está no singular, mas os vasos estão no plural. Por que é assim? Porque o vaso de barro representa cada um de nós. Se continuarem a leitura, verão que ele se refere ao nosso homem exterior.

    Vocês podem ver isso em 2 Coríntios 4:16:

    Por isso não desfalecemos: embora o nosso homem exterior se desgaste, o nosso homem interior se renova dia após dia.

    Aqui encontramos outros dois termos usados para representar alma e espírito. O homem exterior se refere à nossa alma. Somos opacos; não somos muito límpidos. Não somos transparentes.

    Há barro em toda parte. Todos nós somos apenas vasos de barro. Você concorda que é um vaso de barro? Nós nos consideramos frascos de alabastro.

    Vocês se lembram de Maria. Ela veio ao Senhor com um frasco de alabastro, e dentro do frasco havia uma libra de nardo puro, um perfume muito caro.

    Ela o havia guardado para o seu casamento. Esse era o seu tesouro. Mas ela estava tão tocada pelo Senhor e tão grata a Ele por trazer seu irmão de volta à vida.

    Ela queria fazer algo para o Senhor. O que poderia fazer? Tomou o seu tesouro mais precioso, aquele frasco com uma libra de nardo puro, e veio ao Senhor.

    Ela não apenas o abriu e derramou algumas gotas. Veio ao Senhor e quebrou o frasco de alabastro.

    Isso é o quebrantamento do homem exterior e a liberação do espírito.

    Infelizmente, embora sejamos apenas vasos de barro, nós nos consideramos frascos de alabastro. Queremos preservar a nós mesmos. Não estamos dispostos a ser quebrantados.

    Porque queremos preservar a nós mesmos, o tesouro — a luz do tesouro — não pode sair.

    O que é o tesouro? Em todos os vasos de barro há apenas um tesouro. Ele é o nosso tesouro.

    Se eu tivesse um tesouro, será que o colocaria num vaso de barro? Não. Essa é a maravilha da obra de Deus. Deus coloca o Seu tesouro mais precioso no vaso mais simples e humilde.

    Por que Deus faz isso? Você já agradeceu a Deus por Ele colocar Cristo numa pessoa tão humilde e sem valor como eu?

    Ele faz isso porque quer que o resplendor da glória de Deus seja manifestado. Mas Ele está aprisionado dentro de nós.

    Cristo e a liberação da vida divina

    Vocês se lembram do que o nosso Senhor disse:

    Tenho um batismo com que ser batizado; e como estou angustiado até que ele se cumpra!

    Nosso Senhor Jesus tinha uma alma humana, assim como nós. Sua alma não estava contaminada. Seu sentimento era puro. Seu pensamento era puro. Sua vontade era pura.

    Ainda assim, Ele sentia que estava aprisionado. Queria ser liberado, e a liberação veio por meio da cruz. Ali vemos que Ele foi quebrantado, e Sua vida foi liberada.

    O Senhor nos mostra que somos vasos de barro. O vaso de barro precisa rachar; precisa ser quebrado, para que a luz do tesouro, o resplendor da glória de Deus, possa sair.

    A morte de Jesus tem o poder de levar tudo à morte. Paulo disse:

    O morrer de Jesus opera em mim.

    Isso acontece para que a vida da minha alma seja quebrantada e a vida de Cristo seja manifestada em mim.

    A morte opera em nós, mas a vida, em vós.

    Esse é o caminho do ministério.

    Aqui vemos que o homem exterior se desgasta, mas o homem interior se renova dia após dia. Esse é o quebrantamento do homem exterior.

    O grão de trigo

    Há outra ilustração em João 12. Vocês se lembram do que aconteceu durante a última visita do nosso Senhor Jesus a Jerusalém.

    Ele fez Sua entrada triunfal em Jerusalém. O mundo inteiro agora ia atrás Dele. Até os gentios, os gregos, queriam ver Jesus.

    Humanamente falando, esse era o momento mais glorioso da vida do nosso Senhor Jesus. Estranhamente, quando Filipe e André vieram ao Senhor e disseram: “Alguns gregos querem ver-Te”, nosso Senhor Jesus disse:

    É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem.

    Quando Ele disse que o Filho do Homem seria glorificado, Seu significado era o oposto do que o mundo diz. No coração do nosso Senhor Jesus, Ele estava falando da cruz. Aquele era o momento de Sua glorificação.

    Por isso, Ele disse:

    Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo não cair na terra e morrer, permanece ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.

    Nosso Senhor Jesus é o grão de trigo. Antes que Ele caísse na terra, não havia trigo na terra. Todos nós somos apenas o fruto da Sua vida.

    Ele caiu na terra; isso fala da Sua encarnação. Mas Ele veio para morrer. Se morrer, produz muito fruto.

    Então o Senhor começou a explicar. Ele disse:

    Quem ama a sua vida a perderá.

    Isso se aplica não apenas a Ele, mas a todos nós.

    Se alguém ama a vida da sua alma, é como um grão de trigo que não quer morrer. Coloque o grão de trigo sobre a mesa; depois de mil anos, ele ainda será aquele mesmo grão.

    Há vida dentro dele, mas, por fora, há uma casca para protegê-la e preservá-la. Porém, enquanto a casca não se decompuser, a vida interior não será liberada.

    Se o homem exterior não for quebrantado, o homem interior não poderá ser liberado. Se conservarmos a nossa casca, amamos a vida da nossa alma e a perderemos.

    A vida da sua alma está tão viva. Nós a amamos. Nós a preservamos. Nós a defendemos. A menos que odiemos essa vida da alma, não conseguiremos salvá-la.

    Em outras palavras, não apenas a sua alma será salva, mas a vida divina será liberada.

    E o Senhor disse:

    Se alguém Me serve, siga-Me; e onde Eu estou, ali estará também o Meu servo.

    É aí que o Senhor está; é aí que você deve estar.

    Se alguém Me serve, o Pai o honrará.

    Então, queridos irmãos e irmãs, podemos ver a necessidade do quebrantamento do homem exterior.

    A obra do Espírito Santo

    Agora, chamamos isso de exercício espiritual. Você consegue quebrantar o seu homem exterior? Ninguém consegue. Essa é uma obra do Espírito Santo.

    Mais uma vez, vemos que a consagração é o fundamento. Se você está consagrado, está disposto a seguir esse caminho. Então o Espírito Santo trabalhará.

    A obra do Espírito Santo para o quebrantamento do homem exterior e a liberação do espírito tem dois aspectos:

    1. A iluminação, ou revelação, do Espírito Santo.
    2. A disciplina do Espírito Santo.

    A iluminação do Espírito Santo é interior; a disciplina do Espírito Santo é exterior. O Senhor usa esses dois caminhos para nos conduzir ao quebrantamento do homem exterior.

    A iluminação do Espírito Santo

    Já dissemos que é o Espírito Santo Quem usa a Palavra de Deus para dividir alma e espírito. Mas Ele não deve apenas dividir; deve também quebrantar a alma.

    De que serve a divisão, se não houver quebrantamento? Graças a Deus, Ele derramou alguma luz sobre nós. Assim, começamos a ver o que é da alma e o que é do espírito.

    Mas precisamos de mais luz. Durante toda a nossa vida cristã, precisamos da iluminação do Espírito Santo.

    Não temos nenhuma nova revelação fora da Palavra de Deus já revelada, porque toda a revelação foi concluída neste Livro. Mas isso não significa que não tenhamos revelação.

    Pelo contrário, precisamos viver constantemente sob revelação. Isso quer dizer que o Espírito Santo precisa iluminar a Sua Palavra e torná-la viva e operante em nossa vida.

    Talvez eu use a experiência de Watchman Nee como ilustração. Depois que foi salvo, ele realmente amava o Senhor. Passava muito tempo lendo a Palavra de Deus e começou a servir a Deus.

    Durante vários anos, ele ficou inquieto diante de Deus porque havia ouvido o chamado ensino de Keswick. Como Paulo disse, o nosso velho homem foi crucificado com Cristo; portanto, fomos libertos do poder do pecado.

    Ele tentou considerar-se morto com Cristo e vivo para Deus. Mas, quanto mais se considerava morto com Cristo, mais vivo se tornava.

    Então ele buscou o Senhor. Orou. Leu a Palavra. Nada aconteceu. Ele não foi liberto do poder do pecado.

    Mas, certo dia, enquanto estava em seu quarto estudando a Palavra, de repente a luz veio a ele.

    “Quando Cristo morreu, eu morri.” O quê? Cristo morreu há dois mil anos. Como eu poderia ter morrido quando Ele morreu há dois mil anos?

    De repente, o Senhor lhe mostrou: “Porque você está em Cristo. Porque você está Nele, quando Ele morreu, você morreu”.

    De repente, a luz irrompeu, e ele foi imediatamente liberto. Correu até a cozinha, encontrou um irmão e disse: “Irmão, você sabe que eu morri?”

    Você tem tentado considerar-se morto? Quanto mais você se considera morto, mais vivo se torna. Você precisa da iluminação.

    Graças a Deus pela Bíblia, mas a letra mata. Precisamos que o Espírito Santo derrame a Sua luz sobre nós. Quando a luz vem, ela não apenas divide; ela mata.

    Normalmente, a obra do Espírito Santo no quebrantamento do seu homem exterior tocará a parte mais proeminente de você.

    Quando você está andando e esbarra numa parede, que parte do seu corpo bate primeiro? A parte que mais se projeta para fora. A nossa alma é assim.

    Em cada alma há algo que se sobressai de maneira especial. Esse é o seu ponto forte; essa é a sua força. A menos que o Espírito Santo toque nisso, a alma não será quebrantada.

    Mas, quando isso é tocado, você é quebrantado. Algumas pessoas são muito inteligentes e, a menos que sua inteligência seja tocada pelo Espírito Santo, sua alma não é quebrantada.

    É por isso que precisamos buscar o Senhor, para que Ele ilumine o nosso interior como um holofote, sondando cada parte da nossa alma, dividindo-a, levando-a à morte e quebrantando-a.

    O ponto mais forte na vida de Jó era a justiça — a justiça própria. Até que isso fosse quebrantado por uma visão, uma revelação da majestade de Deus, ele não foi quebrantado.

    Quando viu o Senhor, ele se arrependeu.

    A disciplina do Espírito Santo

    Às vezes, o Senhor usa a luz para quebrantar o homem exterior; outras vezes, Ele usa o que chamamos de disciplina do Espírito Santo. Ele organiza as nossas circunstâncias.

    Vocês sabem, costumo dizer que Deus ama tanto os redimidos que organiza tudo para nós. Para um crente, não existe aquilo que chamamos de acaso. Tudo é organizado pelo nosso Deus.

    Até os cabelos da nossa cabeça estão contados. Nesta manhã, quando você penteia o cabelo e o fio número dez mil e um cai, Deus sabe, embora você não saiba. Esse é o amor de Deus.

    Ele sabe exatamente o que é melhor para você. Por isso, organizará as circunstâncias ao seu redor para quebrantar o seu homem exterior.

    O melhor exemplo é Jacó. Vocês conhecem Jacó, o suplantador — como ele sabia manobrar e planejar, e sempre levava a melhor.

    Ele precisou fugir para salvar a vida e ficou longe de casa por vinte anos. Então encontrou alguém à sua altura: Labão era tão astuto quanto ele. Os dois manobravam um contra o outro.

    Ele parecia sempre levar a melhor, mas acabou numa situação impossível. Precisou fugir novamente.

    Vocês se lembram de Gênesis 32. Ele estava completamente sozinho. Nem mesmo o anjo conseguia vencê-lo. Você sabe como é forte? Será que eu sei como a minha alma é forte?

    Então o anjo tocou a sua coxa. Vocês sabem, o ponto mais importante é a coxa. O anjo tocou a sua coxa, e ele ficou aleijado.

    Vocês sabem o que aconteceu? Ele se agarrou ao anjo: “Abençoa-me; caso contrário, não consigo mais viver”.

    O anjo disse: “Qual é o seu nome?” “Jacó.” “Agora você será chamado Israel” — um príncipe de Deus.

    Irmãos e irmãs, Deus usou as circunstâncias para quebrantar Jacó. A partir de então, Jacó passou a andar mancando. Ele ainda não era perfeito, mas estava aleijado.

    Por fim, na velhice, diante do maior rei do mundo, ele se apoiou em sua vara, um cajado de pastor. Isso é o quebrantamento e a liberação do espírito.

    A obra individual de Deus

    Deus usa esses dois caminhos, e ambos operam juntos. Deus, segundo a Sua sabedoria, trabalha de maneira diferente com cada um.

    Não tente ser como outras pessoas, porque cada um é especial para Ele. Ele trata cada um de nós de maneira especial. Ele conhece a forma da nossa alma.

    A nossa alma tem uma forma, assim como o corpo tem uma forma. Não há duas almas exatamente iguais. É assim que somos especiais.

    A forma da nossa alma é o nosso temperamento. Algumas pessoas são naturalmente lentas; outras são naturalmente rápidas. Algumas nascem introvertidas; outras são naturalmente ativas e extrovertidas; algumas são muito reservadas.

    Não há nada de errado nisso. Essa é a sua forma. Deus tratará você de acordo com ela.

    Por isso, as nossas experiências são diferentes. As experiências de algumas pessoas são muito drásticas. Outras experimentam o tratamento do Senhor lentamente, lentamente, lentamente.

    Graças a Deus, o resultado é o mesmo: o quebrantamento do homem exterior e a liberação do espírito.

    Que o Senhor nos conduza nesse exercício espiritual.

    Querido Senhor, entregamos estas palavras dispersas em Tuas mãos. Torna-as vivas e operantes.