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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Fundamentals: The Priesthood Of All Believers: Character & Conduct Of A Priest © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Fundamentals: The Priesthood Of All Believers: Character & Conduct Of A Priest
    Fundamentals: The Priesthood Of All Believers: Character & Conduct Of A Priest
    Graham, Mac

    O Sacerdócio de Todos os Crentes: Caráter e Conduta

    Oração Inicial

    Vamos orar.

    Senhor, ao nos reunirmos em Tua presença, ao redor da Tua mesa, fomos lembrados de uma maneira renovada do Teu amor — o amor que nos atraiu a Ti, o amor que Te levou ao Calvário, o amor que nos tirou daquele reino de trevas e nos trouxe para o reino do Teu Filho amado. Senhor, como poderíamos responder, senão dizendo quanto Te amamos e quanto desejamos viver para Ti?

    Senhor, nós Te agradecemos. Tu não nos chamas a fazer isso por nós mesmos, mas nos capacitaste por meio da Tua preciosa vida em nós, pelo Espírito Santo.

    E, Senhor, nós Te agradecemos porque, ao nos achegarmos à Tua Palavra nesta manhã, há plena provisão em Cristo Jesus tanto para falar como para ouvir a Tua Palavra. Oramos para que este tempo seja separado para Ti. Sabemos quanto o inimigo odeia a Tua Palavra, mas Te agradecemos, Senhor, porque podemos declarar o Teu nome e a Tua vitória sobre este tempo.

    E, pela fé, podemos entrar em toda a bondade, em todas as preciosas verdades e realidades das quais desejas que nos alimentemos neste dia, Senhor. Em nome de Jesus, amém.

    O Fundamento da Vida Coletiva

    Nesta manhã, vamos continuar juntos considerando o sacerdócio de todos os crentes. Começamos na semana passada, dando continuidade à nossa série sobre os fundamentos. Como temos dito, essa série trata, na verdade, de um fundamento de vida. É o fundamento de viver na vida do nosso Senhor Jesus Cristo, porque não há outro fundamento além de Cristo, e somente Ele.

    Ao buscarmos conhecer verdadeiramente as riquezas dessa maravilhosa vida para a qual fomos chamados, compartilhamos juntos sobre alguns de seus aspectos individuais. Recentemente, temos examinado os aspectos coletivos dessa vida, e demos a estes meses de comunhão o título de Os Elementos Essenciais da Vida Coletiva.

    Embora estejamos examinando esses aspectos individualmente, mês a mês, na realidade não podemos separá-los. Quando compartilhamos sobre a cruz, sobre o sacerdócio de todos os crentes, sobre Cristo como Cabeça, e quando Kenny compartilhar no próximo mês sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo, nada disso pode ser separado.

    Como podemos separar a cruz do nosso sacerdócio? Como podemos separar a obra do Espírito Santo do fato de sermos sacerdotes? Tudo está realmente interligado. Assim, em certo sentido, separamos esses assuntos para compartilharmos e para nos ajudar, mas não vamos compartimentá-los em nossa mente, porque, na verdade, constituem um único pensamento.

    É o desejo de uma expressão maior da Sua vida em nossa vida juntos. É isso que buscamos: ver mais Dele uns nos outros e mais Dele nesta vida que temos juntos.

    A Certeza do Nosso Sacerdócio

    Na semana passada, examinamos alguns versículos que nos mostraram claramente a certeza do nosso sacerdócio. Vamos retomá-los para uma breve revisão. Em Êxodo 19, vemos o desejo original do coração de Deus quando Ele tirou o povo de Israel do Egito e o levou ao monte Sinai. Ele desejava que cada um deles fosse rei e sacerdote para Ele.

    Em Êxodo 19:5-6, vemos o Senhor compartilhando o que estava em Seu coração com Moisés:

    Agora, pois, se de fato ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança,
    sereis a Minha propriedade exclusiva dentre todos os povos,
    porque toda a terra é Minha;
    e sereis um reino de sacerdotes e uma nação santa.
    Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.

    Podemos ver que o desejo do coração de Deus era que todo israelita, homem ou mulher, jovem ou idoso, fosse um sacerdote que exercesse sua função diante do Senhor. Ele abriu o caminho para que todos pudessem entrar.

    Mas sabemos que, enquanto Moisés estava naquele monte, eles fizeram o bezerro de ouro, e o Senhor disse: “Vocês se desqualificaram”. Naquele momento, enquanto o Senhor, em Seu juízo, disciplinava o povo, Moisés desceu e disse: “Quem está do lado do Senhor, venha até mim”. A tribo de Levi veio e se colocou ao lado do Senhor, ao lado de Moisés, e o Senhor executou juízo naquele dia.

    A partir daquele momento, o Senhor separou a tribo de Levi, e hoje vamos falar um pouco mais sobre sua função. Louvado seja Deus, na plenitude do tempo, embora o povo tivesse se desqualificado por causa do próprio pecado e se afastado da possibilidade de entrar em Sua presença, Seu Filho veio.

    Nosso Senhor Jesus disse que veio buscar e salvar o que se havia perdido. Um dos aspectos do que havia sido perdido era o sacerdócio de todos os crentes. Como lemos no início do nosso tempo juntos nesta manhã, se voltarmos a 1 Pedro, o Senhor faz esta declaração: fomos feitos sacerdotes. Nós somos. Não há incerteza aqui.

    Vimos que, no Antigo Testamento, havia uma condição: se obedecerem, serão sacerdotes. Mas agora, por causa da grande obra realizada por nosso Senhor, Ele declara, em Pedro, que somos sacerdotes.

    Vejamos 1 Pedro 2:4-5:

    Achegando-vos a Ele, a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus,
    também vós, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para um sacerdócio santo,
    a fim de oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.

    E, em 1 Pedro 2:9:

    Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa,
    povo de propriedade exclusiva de Deus,
    para que proclameis as excelências Daquele
    que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.

    Vocês são. Há absoluta certeza aqui por causa da obra que nosso Senhor realizou no Calvário. Somos sacerdotes e, como dissemos na semana passada, a pergunta não é: “Somos sacerdotes?”, porque somos. A pergunta é: “Que tipo de sacerdotes vamos ser?”.

    O Significado do Sacerdócio

    Também fizemos esta pergunta na semana passada: o que é um sacerdote? Para mim, o valor e a preciosidade de sermos sacerdotes podem ser demonstrados pelo quanto o inimigo odeia essa palavra.

    A maioria de nós se sente muito desconfortável com a palavra sacerdote. Por quê? Porque vemos quanto o inimigo a distorceu. Se o inimigo não se importasse com esse termo, nunca teria tocado nele. Mas ele distorceu tanto a palavra sacerdote que nós, que somos sacerdotes, evitamos até mesmo usá-la.

    Estávamos compartilhando na sexta-feira à noite e comentamos que nos sentimos mais à vontade dizendo que somos servos, porque a palavra sacerdote tem uma conotação neste mundo que está muito distante do desejo original do coração de Deus.

    Mas que o Senhor restaure isso — não para que apenas usemos a palavra sacerdote, mas para que conheçamos sua realidade. Que a realidade de sermos sacerdotes para o nosso Deus se manifeste, para que exerçamos nossa função sacerdotal e essa realidade seja vista no mundo.

    É interessante que o valor de muitas coisas no cristianismo pode ser percebido pelo quanto o inimigo as odeia. Sabemos que haverá um batismo na próxima semana, e sabemos da grande batalha em torno do batismo.

    Podemos considerá-lo algo comum, mas, quando vemos quanto o inimigo odeia e combate o batismo das pessoas — em certas partes do mundo, os que são batizados ficam praticamente sob uma sentença de morte —, compreendemos algo do seu valor. Ao longo da história, pessoas que deram esse passo de obediência no batismo foram mortas por causa do Senhor.

    Isso nos mostra algo da intensidade do ódio do inimigo por causa do valor que o batismo tem para o Senhor. O mesmo acontece com o fato de sermos sacerdotes para o nosso Deus. O Senhor deseja que cada um de nós exerça sua função sacerdotal diante Dele.

    Não há nada de misterioso nisso. Nós criamos essa aura de mistério em torno de ser sacerdote, mas um sacerdote é simplesmente alguém que vive para o Senhor. Poderíamos dizer assim: um sacerdote é alguém que vive uma vida cristã normal. Foi para isso que fomos criados. Esse é simplesmente um aspecto de quem somos.

    Em nossa vida cristã normal, o que será expresso é a preciosidade da nossa função sacerdotal diante Dele. Não é que, às vezes, somos servos; às vezes, irmãos e irmãs; e, às vezes, sacerdotes. Não. Essas são diferentes descrições de uma única vida que temos para manifestar as excelências Daquele que nos amou primeiro.

    Que possamos superar algumas das barreiras que o inimigo e o mundo criaram e entrar em tudo o que Ele tem para nós.

    O Caráter de um Sacerdote

    Hoje, depois de termos examinado nossa certeza na semana passada, queremos considerar nosso caráter e nossa conduta como sacerdotes. Caráter e conduta: qual dos dois é mais importante?

    Bem, para o nosso Senhor, o caráter é a questão vital. Muitas vezes pensamos que a conduta é muito importante, e ela é. Mas o que é mais importante para o nosso Senhor é a questão do caráter.

    Como lemos nessas passagens de 1 Pedro, de que maneira o sacerdócio é descrito? Há duas características: santo e real. Será que alguma vez paramos para pensar na preciosidade de sermos um sacerdócio santo, de sermos um sacerdócio real? Ou permitimos que isso se torne algo comum?

    Essa palavra santo — mais uma vez, de alguma forma existe uma aura de mistério em torno dela que nos faz recuar. Não queremos ser tão santos; queremos apenas ser normais. Bem, se somos cristãos verdadeiramente normais, seremos santos.

    Mais uma vez, o inimigo nos roubou a beleza da santidade neste mundo. Que possamos ser esses santos, separados para Ele, sem sermos contaminados por tantas coisas que o mundo tenta trazer sobre nós.

    E também sermos um sacerdócio real: um sacerdócio real é aquele que representa o Rei. É aquele que permite que o caráter do Rei se manifeste em sua vida. Somos reais. Estamos nos submetendo ao Rei, e tudo o que temos não vem de nós mesmos.

    Devemos refletir e manifestar a vida do Rei, trazendo o reino de Deus para o meio daqueles com quem convivemos. Ah, que beleza há nisso, irmãos e irmãs: parar de verdade e meditar em todo esse pensamento de sermos santos e reais — palavras que perderam seu verdadeiro valor e significado nos dias em que vivemos.

    Quando falamos de caráter, sejamos claros: não estamos falando de melhorar nosso caráter. Não, irmãos e irmãs; estamos falando da Sua vida sendo vivida por meio de nós. É a Sua vida.

    Sabemos que não podemos consertar nosso velho caráter. Não podemos enfeitar esse porco e torná-lo santo; ele continua sendo um porco. Mas estamos falando de uma nova vida que temos dentro de nós.

    Quando falamos de caráter, estamos falando de uma expressão maior da Sua vida em nossa vida. Como Paulo diz:

    Para mim, o viver é Cristo.

    Não eu, mas Cristo. É a Sua vida se manifestando.

    Porque, irmãos e irmãs, o Senhor está muito mais interessado em nosso caráter do que em nossa conduta. Se não somos quem Ele quer que sejamos, nunca poderemos fazer o que Ele quer que façamos.

    Se nunca chegarmos a ser quem Ele quer que sejamos, nunca poderemos realmente fazer o que Ele quer que façamos. Acabaremos sendo como Saulo, servindo a Deus por si mesmo, pensando que prestava um grande serviço a Deus, mas, na verdade, trabalhando contra Ele.

    Que o Senhor trabalhe em nós, para que não seja nosso próprio eu tentando fazer isso, tentando parecer melhor ou construir uma imagem melhor, mas para que realmente permitamos que Sua vida se manifeste por meio de nós nesta hora.

    A Preparação dos Sacerdotes do Antigo Testamento

    Hoje vamos usar novamente o Antigo Testamento para observar algumas figuras, porque nele encontramos imagens que nos mostram grandes princípios do que é um sacerdote. Essas são sombras, e não estamos examinando tanto suas atividades, mas as figuras e os princípios apresentados.

    No início, quando o Senhor formou a nação de Israel, Ele separou Arão e seus filhos como sacerdotes. Mas, embora os tivesse separado para serem sacerdotes, eles precisavam ser preparados. Não podiam simplesmente entrar no tabernáculo, nem podiam entrar no Santo dos Santos do jeito que estavam. Precisavam ser preparados.

    Precisavam ter aquele caráter, aquela própria natureza, operando dentro deles. Se vocês quiserem examinar o chamado do Senhor à família de Arão, sua separação, sua consagração e seus deveres, podem consultar Êxodo 28–29 e Levítico 8.

    Ao examinarmos Êxodo 29, encontramos cinco coisas essenciais em sua preparação para o serviço. O mais interessante é que, ao ler esse capítulo, essas cinco coisas me chamaram a atenção como assuntos sobre os quais já compartilhamos em nossa série sobre os fundamentos:

    • Purificados pelo sangue: justificação, sendo purificados e feitos santos diante Dele.
    • Lavados com água: santificação, sendo separados para Ele e tendo a poeira do mundo removida.
    • Vestidos com vestes sacerdotais: não podiam entrar usando as próprias roupas; recebiam uma veste completa, providenciada pelo Senhor. Irmãos e irmãs, hoje estamos revestidos de Quem? De Cristo.
    • Ungidos com óleo santo: a unção do Espírito Santo, a nova vida dentro de nós.
    • Consagrados ao Senhor: decidir Quem está no comando da nossa vida.

    É interessante observar quantas vezes a consagração apareceu nas mensagens ministradas durante o último ano. A consagração aparece muito. Isso me faz pensar que talvez o Senhor esteja tentando nos dizer alguma coisa.

    Talvez, em Seu grande amor e misericórdia, Ele continue nos trazendo de volta a toda essa questão: para quem estamos vivendo? Quem é o Senhor da nossa vida? Não se trata de fazer alguma coisa para Ele, mas de nos rendermos a Ele para que viva Sua vida por meio de nós.

    Quando esses sacerdotes se entregavam ao Senhor, um dos aspectos era a maneira como eram ungidos com óleo, e depois o sangue era aplicado à orelha, ao polegar da mão e ao polegar do pé. Eles saíam para servir, mas é interessante que o sangue era aplicado primeiro à orelha, para que pudessem ouvir o que deveriam fazer, e depois às mãos e aos pés.

    Quantas vezes invertemos a ordem! Começamos a agir antes mesmo de ouvir. Isso é consagração. Ao examinarmos esse capítulo, vemos que suas mãos eram cheias de uma oferta ao Senhor. Tudo ali falava do nosso Senhor Jesus.

    A pergunta diante de nós é: do que nossas mãos estão cheias hoje? As mãos dos sacerdotes estão cheias daquilo que é de Cristo. Mas nossas mãos tantas vezes estão cheias de muitas outras coisas, ocupadas com outras coisas que nos distraem e nos mantêm afastados.

    Esse é realmente um dos grandes desafios na casa de Deus hoje. Um dos nossos problemas é haver tanto serviço sem consagração — fazer coisas em nome do Senhor, mas que não procedem Dele. Usamos Seu nome, mas não fazemos aquilo a partir Dele; fazemos em nossa própria força e poder.

    Que o Senhor nos traga de volta a permitir verdadeiramente que Sua vida seja a própria vida em nós que nos conduz e nos guia, para que esse caráter de Cristo seja formado em nós.

    O Senhor disse que somos sacerdotes santos e reais. Quanto à nossa posição, somos. Mas, por causa da nossa natureza caída, precisamos continuar voltando à questão de sermos santos e reais. Essa é uma questão diária em nossa vida, porque somos pecadores e continuamos a pecar.

    Mas agradecemos ao Senhor pelo sangue do Cordeiro, que nos purifica dos nossos pecados, como lembramos à mesa hoje. Embora, em nossa experiência, percamos a santidade, podemos voltar ao sangue, e ele nos permite recuperar a santidade e a natureza do Senhor.

    Podemos permitir que esse caráter real seja manifestado e trazer o Rei — Sua vida e Sua autoridade — para as situações em que nos encontramos. Que aprendamos como esse caráter é essencial, como é essencial que a própria natureza da Sua vida seja trabalhada em nós, para que a realidade do sacerdócio de todos os crentes possa ser expressa entre nós e entre o povo de Deus nos dias em que vivemos.

    A Prioridade do Caráter sobre a Função

    Muitas vezes, quando falamos sobre o sacerdócio dos crentes, queremos saber: “Quando você vai chegar à parte de exercer a função? Quando vai nos dizer o que fazer?”. Vamos chegar lá.

    Mas há essa parte vital de primeiro firmar a certeza e, depois, estabelecer o próprio caráter e a natureza do sacerdote. Porque, se não tivermos esse fundamento, todas as nossas obras serão simplesmente como trapos de imundícia diante Dele.

    O que Ele procura — Ele está sempre procurando Sua vida em Seu povo. Ele olhou para aquelas igrejas em Apocalipse 2–3. Ao olhar para as diferentes igrejas, o que procurava? Procurava a expressão da Sua vida.

    Elas tinham boas obras. Havia muita atividade, muito serviço. Mas o que faltava em algumas delas era a expressão da Sua vida na plenitude que Ele desejava. É isso que Ele procura em nós hoje.

    Fui muito tocado nesta manhã, durante a adoração, pela maneira como o Senhor colocou em nosso coração a questão de sermos um sacerdócio santo e um sacerdócio real. Mas essa é a parte simples, na verdade. A parte simples é agradecer ao Senhor porque somos isso. A parte simples é compartilhar a respeito numa sexta-feira à noite. A parte simples é ler sobre isso.

    Essa é a verdade objetiva: é isso que somos. O desafio é realmente entrar nisso e permitir que se torne realidade em nossa vida. Esse é o nosso objetivo. Dizemos isso repetidamente: queremos entrar na plenitude do que Ele tem para nós nessa expressão.

    O Ministério Sacerdotal nas Dimensões Vertical e Horizontal

    Qual é nossa conduta como sacerdotes? Qual é nossa função sacerdotal? No Antigo Testamento, usando novamente uma figura, havia dois grupos: os sacerdotes e os levitas. Havia os filhos de Arão e a tribo de Levi, que exerciam suas funções diante do Senhor.

    Um grupo estava inteiramente voltado para o Senhor; ministrava a Deus. O outro grupo ministrava aos irmãos e irmãs e os ajudava. Um tinha uma direção vertical, voltada para o Senhor, e o outro, horizontal, voltada para os irmãos e irmãs.

    Em Êxodo 28:1, o Senhor fala a respeito de Arão:

    Faze chegar a ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel,
    para Me servirem como sacerdotes.

    Depois, em Êxodo 29:1, encontramos a mesma coisa:

    Isto é o que lhes farás para os consagrar,
    a fim de Me servirem como sacerdotes.

    A família de Arão, essa família sacerdotal, tinha um chamado para servir ao Senhor como sacerdotes. Eles receberam responsabilidades dentro do tabernáculo, no Santo dos Santos e no Lugar Santo.

    Entravam no Santo dos Santos uma vez por ano. Entravam diariamente no Lugar Santo, aparando os pavios da lâmpada, cuidando do altar de incenso e, semanalmente, trocando os pães da proposição, ou pães da Presença. Tudo isso era feito para o Senhor.

    Esse era um trabalho oculto. Ninguém os via. Não estavam ali para chamar a atenção dos homens nem para agradar aos homens. Haviam sido separados para ministrar ao Senhor.

    Essa vida oculta era o aspecto mais vital e essencial do seu ministério ao Senhor. Às vezes pensamos que fazer alguma coisa é tão importante, mas o que realmente importa é nos achegarmos a Deus e entrarmos em Sua presença. Há algo precioso aqui. Há algo vital aqui.

    Ao entrarem naquele Lugar Santo, estavam junto ao candelabro, com sua luz brilhando. Aparavam os pavios para que a luz brilhasse cada vez mais, contemplando e aprendendo, permitindo que essa luz brilhasse sobre eles.

    Aqueles pães da proposição representavam o precioso pão da vida, a Palavra de Deus. Eles aprendiam e permitiam que esse pão, essa Palavra, os transformasse. Ofereciam incenso: oração contínua, intercessão contínua e adoração ao nosso Senhor.

    Esses homens tinham uma vida preciosa, inteiramente voltada para o Senhor. Não estavam ali para si mesmos. Não pediam nada para si. Estavam ali ministrando ao Senhor.

    De muitas maneiras, irmãos e irmãs, ao nos reunirmos agora há pouco, o que fizemos foi oferecer um sacrifício aceitável, agradável a Ele. Quando nos reunimos ao redor da mesa, ministramos ao Senhor. Não pedimos algo para nós mesmos; voltamo-nos a Ele e oferecemos esse sacrifício de louvor.

    Todos os dias da nossa vida deveriam começar assim. É tão vital e essencial ter esse tempo separado — sem estarmos ocupados nem mesmo com o que temos pela frente naquele dia, mas ocupados com Ele, oferecendo-Lhe esse louvor e esse sacrifício.

    É disso que fala a passagem sobre o sacerdócio santo oferecendo sacrifícios aceitáveis a Ele. É o sacerdócio santo voltado para o alto; é ministrar ao nosso Senhor.

    Como isso tem se perdido nos dias em que vivemos, por causa das pressões da vida, porque tantas coisas nos pressionam! Muitas vezes dizemos: “Não tenho tempo”.

    Que o Senhor restaure verdadeiramente a beleza desse tempo diante Dele, a beleza dessa quietude, a beleza da vida secreta, dessa vida de permanência diante Dele. Que possamos começar todos os dias ali.

    Uma das coisas a respeito do nosso maravilhoso Senhor é esta: quanto mais ministramos a Ele, quem recebe a bênção? Nós somos abençoados. Ao entrarmos em Sua presença e contemplarmos Sua beleza, Ele nos ama tanto que derrama Sua bênção sobre nós de maneiras que nunca sequer pedimos ou imaginamos.

    Ah, irmãos e irmãs, que recuperemos a beleza dos filhos de Arão entrando no tabernáculo todos os dias! Não temos tempo para examinar tudo o que acontecia no tabernáculo, mas tudo nele fala de uma só coisa: é uma figura de Cristo.

    Cada fio, cada estaca, cada utensílio ali nos aponta para Cristo e nos fala Dele. É isso que está no coração do Pai: que contemplemos nosso Salvador, nosso Senhor, na quietude e nos momentos ocultos que temos diante Dele.

    Somente depois de os filhos de Arão passarem tempo naquele lugar tranquilo e oculto com Ele é que podiam sair para o átrio exterior. Depois de ministrarem ao Senhor, podiam sair para aquele átrio exterior, onde ficava o altar do holocausto.

    Todo o povo ia até ali para ter seus pecados perdoados e oferecer diferentes sacrifícios. Mas tudo isso vinha depois de aqueles sacerdotes terem ministrado ao Senhor.

    É ali que vemos os levitas. Os levitas ficavam no átrio exterior. Não podiam entrar; somente os filhos de Arão podiam entrar. Mas os levitas estavam ali, no átrio exterior.

    Se vocês quiserem examinar mais a respeito dos levitas, leiam Números 3–4 e Números 8. Mas, em Números 3:5-8, vemos o chamado sobre a vida dos levitas:

    Então o Senhor falou a Moisés, dizendo:
    “Faze chegar a tribo de Levi e põe-na diante de Arão, o sacerdote, para que o sirvam.
    Cumprirão os deveres para com ele e para com toda a congregação diante da tenda da congregação,
    para realizar o serviço do tabernáculo.
    Também cuidarão de todos os utensílios da tenda da congregação,
    juntamente com os deveres dos filhos de Israel,
    para realizar o serviço do tabernáculo.”

    Podemos ver que a tribo de Levi deveria auxiliar os filhos de Arão no cuidado do tabernáculo. Além disso, quando as pessoas vinham oferecer seus sacrifícios no altar do holocausto, os filhos de Levi estavam ali para ajudar.

    Ajudavam as pessoas quando traziam suas ofertas. Ajudavam os sacerdotes a cortar a oferta em pedaços. Estavam ali auxiliando e ajudando as pessoas.

    De muitas maneiras, podemos dizer que o ministério de Arão era vertical: eles ministravam ao Senhor. De modo geral, podemos dizer que a tribo de Levi ministrava a todas as outras pessoas da nação de Israel. Era algo mais horizontal. Havia essas duas direções: vertical e horizontal.

    Essa é uma afirmação geral. Há exceções que não temos tempo de abordar hoje. Mas uma coisa que vocês verão na tribo de Levi é uma grande diversidade — muitas coisas diferentes e muitas maneiras pelas quais podiam ajudar.

    Podemos ver uma imagem clara do Senhor distinguindo a função de Arão da função de Levi em Números 4:15:

    Quando Arão e seus filhos tiverem acabado de cobrir os objetos sagrados e todos os utensílios do santuário,
    quando o acampamento estiver de partida,
    depois disso virão os filhos de Coate para carregá-los,
    para que não toquem nos objetos sagrados e morram.
    Estas são as coisas da tenda da congregação que os filhos de Coate deverão carregar.

    A tribo de Levi estava ali para ajudar, mas não podia tocar nos objetos sagrados. Embora essas pessoas tivessem sido fiéis, ainda havia uma separação para elas. Somente aquele grupo especial, Arão e seus filhos, podia tocar nesses objetos sagrados que haviam sido separados e ministrar ao Senhor.

    Mas, louvado seja Deus, irmãos e irmãs, como temos compartilhado hoje, essa distinção já não existe. Já não há distinção entre aqueles no corpo de Cristo que têm o ministério de Arão e aqueles no corpo de Cristo que têm um ministério levítico.

    Não, todos nós fomos feitos sacerdotes. Todos nós fomos feitos um sacerdócio santo. Todos nós somos um sacerdócio real. Louvado seja Deus, todos podemos entrar na realidade do sacerdócio santo.

    Em 1 Pedro 2:5, lemos que o sacerdócio santo deve oferecer sacrifícios espirituais. Isso está aberto a cada um de nós. Não existe um grupo especial no corpo de Cristo que, sozinho, possa fazer isso, enquanto o restante de nós cuida do que poderíamos chamar de coisas práticas.

    Louvado seja Deus, há um sacerdócio real para proclamar Suas excelências. Ao considerarmos essa questão do sacerdócio santo e do sacerdócio real, o sacerdócio santo oferece sacrifícios — ministra ao Senhor —, e cada um de nós pode vir e ministrar ao Senhor.

    O sacerdócio real proclama Suas excelências. Sim, proclamamos as excelências da Sua grande obra nesta manhã, mas também saímos e proclamamos aos nossos irmãos e irmãs as excelências de Quem Ele é.

    Quando um irmão ou uma irmã está sofrendo, quando passa por momentos difíceis, como ajudamos? Proclamamos as excelências de Cristo. Trazemos Cristo para a situação.

    Proclamamos as excelências do nosso Senhor a um mundo perdido. Esse é o espírito do evangelho sendo levado adiante. Portanto, ainda existem as dimensões horizontal e vertical, mas todos somos chamados a ambas.

    Eu sei que inverti horizontal e vertical naquela hora, mas estava só vendo se vocês estavam prestando atenção. Percebi pela expressão no rosto de vocês. Vocês disseram: “Olha só esse bobo. Ele trocou horizontal e vertical”. Então vocês acham que eu não estou observando vocês?

    Mas, se enxergarmos isso, todos somos chamados a essa realidade. É uma única vida, e manifestamos esses dois aspectos juntos.

    O Ministério ao Senhor e o Ministério às Pessoas

    Se examinarmos Atos 13:2, havia pessoas na igreja ministrando ao Senhor. Estavam ali com um só coração e um só propósito: ministrar ao Senhor. Ministravam ao Senhor, jejuavam, e não sabemos tudo o que estavam fazendo.

    Mas, em meio a isso, enquanto ministravam ao Senhor, Ele disse: “Separai Paulo e Barnabé para realizar a obra”. Ele os enviou para proclamar as excelências Daquele que os havia chamado das trevas.

    Enquanto estavam ali diante do Senhor, encontravam-se numa posição em que podiam ser abençoados e enviados. Foi assim que souberam para onde ir. Não estavam ali dizendo: “Senhor, para onde devemos ir?”. Seu objetivo não era realizar uma ideia própria, e suas orações não estavam centradas neles mesmos. Mas, enquanto ministravam a Ele, Ele lhes falou e disse: “Saiam”.

    Em Atos 16, temos outra bela imagem disso. Paulo e Silas haviam levado o evangelho a Filipos e estavam na prisão. Haviam sido açoitados. Estavam em circunstâncias terríveis, nas piores condições em que poderiam se encontrar.

    Como Paulo e Silas são descritos? Estavam adorando ao Senhor. Louvavam ao Senhor e cantavam hinos a Ele, ministrando ao Senhor nas piores circunstâncias em que poderiam se encontrar.

    O que o Senhor fez? Trouxe um terremoto. Ele os libertou. Então, quando aquele carcereiro de Filipos estava prestes a se matar, disseram: “Não te faças nenhum mal”, e lhe anunciaram o evangelho. Proclamaram Suas excelências àquele carcereiro e a toda a sua casa.

    Eles não pararam para perguntar: “Agora, sou um sacerdote santo ou um sacerdote real?”. Havia uma vida que se manifestava. Enquanto ministravam ao Senhor, essa vida era expressa.

    Muitas vezes penso, em meu próprio coração, que dois dos maiores desafios com os quais lutamos hoje são estes. Primeiro, não passamos esse tempo tranquilo e oculto com o Senhor, mas ainda assim tentamos servir uns aos outros.

    Segundo, consciente ou inconscientemente, ainda pensamos que existem pessoas especiais no corpo de Cristo que têm um serviço espiritual, enquanto nosso serviço é apenas prático. Precisamos que essas duas mentiras, esses dois mitos, sejam desfeitos.

    Como podemos realmente ministrar? Como podemos realmente ajudar nossos irmãos e irmãs se não passamos tempo com o Senhor? Como saberemos o que Ele quer? Como saberemos qual é Seu desejo?

    Olhamos ao nosso redor hoje, e há tantas necessidades — tantas situações desesperadoras. Há empresas falindo, pessoas perdendo o emprego, câncer em tantos lugares, doenças e famílias sendo desfeitas. Você pensa: “Preciso fazer alguma coisa”, e então simplesmente sai e faz alguma coisa.

    O que acontece é que nos tornamos centrados no homem. Olhamos para todas as necessidades e somos movidos por elas. Mas, se não recuarmos, aquietarmos nosso coração e ministrarmos ao Senhor todos os dias, na quietude oculta da Sua vida, como veremos e ouviremos o que Ele nos diz para fazer?

    Eu amo o testemunho que encontramos na história do nosso Senhor Jesus e de Lázaro. Vieram a Ele e disseram: “Lázaro está morto”. Louvado seja Deus, nosso Senhor não era movido pelas necessidades. Ele esperou quatro dias.

    Nós teríamos ido imediatamente. Conheço meu eu natural: eu teria dito: “Pronto, vamos! Precisamos chegar lá. Precisamos consolá-los. Precisamos tranquilizá-los. Precisamos fazer isto. Precisamos fazer aquilo”.

    Muitas vezes fazemos isso, e não estou dizendo que, quando alguém morre, devemos ficar afastados por quatro dias. Mas permitimos que o Senhor nos conduza e nos guie, porque Ele queria manifestar a glória de Deus.

    O Senhor tinha esse lugar de comunhão, e é ali que Ele quer que estejamos: que não sejamos tão movidos pelas necessidades dos homens, tão centrados nas necessidades e no homem, mas que realmente conheçamos a direção e a orientação do nosso Senhor em tudo o que fazemos.

    Quando nosso Senhor olhava para esta terra, via todas as necessidades. Mas somente quando o Pai dizia: “Vai”, Ele ia. Podemos ficar sobrecarregados pelas necessidades ao nosso redor; elas podem nos abater. Podemos ficar sobrecarregados pela condição do cristianismo nestes dias. Podemos ficar sobrecarregados por tantas coisas, se nossos olhos estiverem fixos nelas.

    Mas que nossos olhos estejam voltados para o Rei. Que passemos tempo sendo fortalecidos Nele, para que, quando nos enviar, haja aquela palavra no momento certo, trazendo bênção e cura de uma maneira que talvez nunca tivéssemos considerado antes.

    A Unidade do Serviço Espiritual e Prático

    A segunda coisa que precisamos enfrentar e superar é essa divisão entre serviço espiritual e serviço prático. Na verdade, essa divisão foi criada pelo homem.

    Na economia de Deus, todo verdadeiro exercício da função sacerdotal é, ao mesmo tempo, espiritual e prático. O verdadeiro ministério sacerdotal é espiritual e prático. Não existe essa divisão.

    Mas dividimos as coisas porque muitas vezes as classificamos de acordo com aquilo que nos sentimos mais à vontade para fazer. Alguns de nós se sentem mais à vontade fazendo coisas práticas. Outros se sentem mais à vontade fazendo as chamadas coisas espirituais.

    Quando dividimos as coisas nessas categorias, na verdade estamos voltando a um padrão do Antigo Testamento. Dizemos: “Existe essa classe especial que faz isto, e esse grupo faz aquilo”. Demos um passo inteiro para trás, voltando a nos colocar debaixo da lei, em vez de viver pela graça, viver por Sua vida e permitir que Ele nos dirija e nos conduza à plenitude do que tem para nós.

    A Diversidade de Dons no Corpo

    Como exercemos nossa função como sacerdotes? Vejam Romanos 12. Esse capítulo começa com versículos sobre consagração. Não vamos ler o capítulo inteiro, mas, ao examiná-lo, vemos que começa no espírito de consagração.

    Depois, Romanos 12:6 diz:

    Tendo dons que diferem segundo a graça que nos foi dada,
    cada um os exerça de acordo com essa graça.

    Irmãos e irmãs, cada um de nós recebeu a graça de Deus. Cada um de nós recebeu um dom de Deus, e Ele deseja que cada um exerça sua função sacerdotal na casa de Deus.

    Sim, talvez haja aqueles que profetizam, aqueles que ensinam e aqueles que exortam. Mas, mesmo nisso, há grande diversidade. Os que profetizam expressam o pensamento de Deus. Vemos nesse capítulo uma grande diversidade na maneira como o corpo de Cristo funciona e atua.

    Precisamos perguntar a nós mesmos: estamos à vontade com a diversidade? Estamos à vontade com a diversidade? Na verdade, a maioria de nós não está.

    A maioria de nós tem uma zona de conforto. Sentimo-nos mais à vontade com a uniformidade ou com pessoas que têm o mesmo temperamento, a mesma personalidade, os mesmos dons e as mesmas atitudes que nós. Amamos a uniformidade. Há conforto nisso; é algo próprio do homem natural. O homem natural sempre tenta tornar as coisas uniformes.

    Mas Deus, ao planejar o corpo — basta olharmos para nosso corpo físico ou ao redor desta sala —, criou uma grande diversidade. Uma das coisas que podem estar faltando tanto no corpo de Cristo hoje não é a diversidade de nós mesmos, mas a diversidade da Sua vida sendo expressa por meio de cada irmão e irmã.

    Ele anseia que haja aqueles que profetizam, aqueles que ensinam, aqueles que exercem hospitalidade e aqueles que cuidam dos enfermos — e assim por diante, por todo esse corpo.

    Mas, mesmo nesse capítulo, podemos dizer: “Bem, estas são as partes espirituais, e esta é a parte prática”. Que o Senhor desfaça essa mentalidade em nós! Todos somos chamados como sacerdotes para o nosso Deus, e tudo o que fazemos para Ele é nossa função sacerdotal.

    Elevamos certas coisas acima de outras. Mas, quando o Senhor voltar, o que estará procurando? Fidelidade.

    Muito bem, servo bom e fiel.

    Você foi fiel naquilo que Eu lhe dei. Foi fiel naquilo que lhe foi confiado.

    Embora possamos ter um dom em determinada área — talvez você tenha o dom de ensino ou algum outro dom —, não permitimos que nem mesmo nosso dom limite nosso serviço. Mais uma vez, isso seria voltar à maneira do Antigo Testamento, em que cada sacerdote tinha uma função específica, fazia determinada coisa, e todos os demais faziam outra coisa.

    Podemos pensar: “Tenho o dom de ensino. É isso que faço. Há um irmão doente no hospital, mas eu não faço esse tipo de coisa. Alguém precisa de uma refeição, mas não posso fazer isso”. Mas não é assim.

    Uma das coisas que amo quando temos uma refeição juntos é que primeiro nos reunimos e todos oferecemos o santo sacrifício aceitável a Ele ao redor da Sua mesa. Ministramos ao Senhor. Ouvimos a Palavra de Deus, e depois cada um de nós começa a recolher as cadeiras e guardar os hinários. Não existe um grupo especial que faz isso.

    Todos servimos. Todos nos achegamos à mesa e oferecemos um sacrifício. Depois, todos nos voltamos para ajudar a montar as mesas e servir a comida. Isso flui na vida, e uma coisa não é superior nem inferior à outra.

    Não vamos nos limitar dizendo: “Meu dom é ensinar crianças, e não posso fazer mais nada”, ou: “Estou envolvido com a música e não faço mais nada”. Não, irmãos e irmãs. Louvado seja Deus pelo dom que Ele lhes deu.

    Louvado seja Deus pelo dom da hospitalidade, que permitiu a você abrir sua casa para tantas pessoas. Louvado seja Deus pelo dom de ensino, que encorajou tantas pessoas. Mas também há momentos em que você ensina e, depois, faz uma visita, uma ligação ou cuida de alguém. É a Sua vida se manifestando.

    Existe a dimensão vertical, mas também existe a dimensão horizontal do cuidado uns pelos outros.

    O Serviço para a Glória de Deus

    Um dos que testemunham desse grande ministério que temos ao Senhor e uns aos outros é Pedro. Lemos como Pedro testemunha que somos um sacerdócio santo e um sacerdócio real. Mas, mais adiante, em 1 Pedro 4, ele diz, em essência: “É isso que vocês são. Agora precisam servir uns aos outros nessa realidade”.

    Há um único objetivo: que Deus seja glorificado nisso. Em 1 Pedro 4:7-11, Pedro diz:

    O fim de todas as coisas está próximo;
    portanto, sede criteriosos e sóbrios para a oração.

    Acima de tudo, mantende fervoroso o vosso amor uns pelos outros,
    porque o amor cobre uma multidão de pecados.

    Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem murmuração.

    Conforme cada um recebeu um dom especial,
    empregai-o no serviço uns aos outros,
    como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.

    Se alguém fala, fale como quem transmite as palavras de Deus.
    Se alguém serve, faça-o pela força que Deus supre;
    para que, em todas as coisas, Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo,
    a Quem pertencem a glória e o domínio pelos séculos dos séculos.

    Aqueles entre nós que realmente exercem a função desse sacerdócio santo oferecem sacrifícios. Aqueles que entram no reconhecimento de que são um sacerdócio real declaram Quem Ele é, trazendo Seu nome e o reino de Deus para o nosso meio.

    Tudo isso visa a que Jesus Cristo seja glorificado. É o desejo de que Aquele que nos tornou santos, o Santo, receba a glória. É nosso desejo que o Rei venha e habite em nós de maneira mais plena e mais profunda.

    Como esse ministério é realizado? Como Pedro nos lembra, ele é realizado à medida que amamos uns aos outros. Ele nos amou primeiro e, porque nos amou primeiro, respondemos amando uns aos outros.

    Uma das maiores maneiras de amarmos uns aos outros é ministrando ao Senhor. Muitas vezes, ao olharmos para nossos lares, vemos que a maior maneira de um marido amar sua esposa é fortalecer seu relacionamento com o Senhor. A maior maneira de amarmos nossos irmãos e irmãs é ministrar ao Senhor e fortalecer esse relacionamento.

    Estendemos a mão e cuidamos uns dos outros, e então permitimos que esse amor de Cristo se manifeste.

    Para mim, um dos grupos mais preciosos de sacerdotes reais é o das jovens mães. Elas têm uma das tarefas mais difíceis que qualquer um de nós poderia imaginar. No entanto, estão ali como sacerdotes reais no lar, proclamando aos seus filhos pequenos as excelências Daquele que primeiro as tirou das trevas.

    Elas desejam que seus filhos sejam criados nesse mesmo caminho. Nosso sacerdócio não se limita ao tempo ou ao espaço.

    Quando as jovens mães ministram aos seus filhos, quando estamos na escola com nossos colegas — porque estamos naquela sala de aula, o reino de Deus está ali, e somos sacerdotes reais. Em nosso local de trabalho, como sacerdotes reais, o reino de Deus está ali. Em nossos lares e em nossos bairros, podemos declarar as excelências Daquele que nos chamou e nos permite entrar em tudo o que tem para nós, porque tivemos esse tempo de ministrar a Ele.

    O Sacerdócio sob o Grande Sumo Sacerdote

    Ao considerarmos toda essa questão do sacerdócio durante este mês, oro para que o Senhor realmente abra nossos olhos para a honra que há nisso, para seu privilégio e sua responsabilidade. É, de fato, um grande chamado.

    Parece estranho pensarmos dessa maneira, mas que o Senhor derrube essas barreiras que não deveriam existir. Que enxerguemos Seu desejo de que sejamos um reino de sacerdotes. Que Ele nos dê uma visão maior do Seu desejo, para que possamos entrar nessa realidade e ela seja mais plenamente restaurada — não apenas sua verdade, mas sua própria prática.

    Muitas vezes perguntamos: “Como posso exercer minha função?”. Não estou dizendo que nunca devemos perguntar isso. Mas, quando alguém diz: “Como podemos exercer nossa função?”, deveríamos primeiro perguntar: “Temos estado diante do Senhor? Temos ministrado a Ele? Temos feito essa pergunta a Ele?”.

    É a Ele que perguntamos primeiro. É a Ele que nos achegamos primeiro, e então permitimos que nos dirija. Somos um sacerdócio sob o nosso grande Sumo Sacerdote.

    É interessante que, no Novo Testamento, nenhum crente individualmente é chamado de sacerdote. A única Pessoa chamada de sacerdote é o nosso Senhor Jesus, nosso grande Sumo Sacerdote.

    Não estamos aqui fazendo coisas individualmente, por nossa própria conta, de maneira independente. Estamos sob o grande Sumo Sacerdote. À medida que nosso grande Sumo Sacerdote nos dirige para um lado e para outro, Ele faz isso segundo uma ordem divina que traz glória e honra ao Seu nome e permite que o corpo seja edificado.

    Vamos fazer uma distinção aqui. Podemos saber a respeito de sermos sacerdotes, mas às vezes resistimos quando se trata de sermos um sacerdócio e exercermos nossa função juntos.

    Podemos pensar que podemos sair de maneira independente, por nossa própria conta, mas o Senhor diz que não. Penso que é por isso que, no Novo Testamento, Ele nunca chama um crente individualmente de sacerdote. É sempre no plural: o sacerdócio de todos os crentes.

    Que aprendamos a nos submeter a Ele como Cabeça e a permitir que o Espírito Santo, por meio da operação da cruz em nossa vida — mais uma vez, vejam como tudo está interligado —, nos leve a dizer: “Não eu, mas Cristo”.

    O Espírito Santo nos guia e, ao nos submetermos a Ele como Cabeça, podemos entrar nessa realidade e permitir uma manifestação maior e uma liberação maior da Sua vida em nossa vida juntos. Que o Senhor faça isso nos dias que temos.

    Oração Final

    Vamos orar.

    Senhor, mais uma vez queremos voltar a Ti e agradecer porque foste Tu que nos amaste primeiro. Senhor, nós Te agradecemos por essa tremenda bênção e por esse privilégio que nos deste: esse sacerdócio.

    Precisamos confessar que, de muitas maneiras, esse é um conceito estranho para nós. Mas oramos, Senhor, para que permitamos que sua realidade seja trabalhada em nossa vida.

    Oramos para que, ao meditarmos em Tua Palavra, essa realidade seja cada vez mais expressa em nossa vida. Senhor, permite que rompamos até mesmo as barreiras inconscientes que temos para exercer nossa função, quando levantamos divisórias, delimitamos áreas e dizemos: “Estou aqui, e não ali”.

    Senhor, desfaz tudo isso e permite que nos submetamos à Tua autoridade como Cabeça. Permite que, de maneira renovada, Te conheçamos como nosso grande Sumo Sacerdote, dirigindo-nos para cá e para lá, para que Tua casa seja edificada e Tua volta aconteça muito em breve.

    Em nome de Jesus, amém.