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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Fundamentals: The Headship Of Christ © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Fundamentals: The Headship Of Christ
    Fundamentals: The Headship Of Christ
    Kaung, Stephen

    Cristo como Cabeça e a realidade da vida do corpo

    Por favor, abram em Efésios, na carta aos Efésios, em Efésios 1:9-10.

    Tendo-nos feito conhecer o mistério da Sua vontade,
    segundo o Seu beneplácito, que propôs em Si mesmo,
    para uma dispensação da plenitude dos tempos:
    reunir todas as coisas em Cristo,
    as coisas nos céus e as coisas sobre a terra.

    No mesmo capítulo, Efésios 1:22-23:

    E sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés;
    e O deu à igreja como Cabeça sobre todas as coisas,
    a qual é o Seu corpo,
    a plenitude Daquele que tudo enche em todas as coisas.

    E, no mesmo livro, Efésios 4:15-16:

    Mas, falando a verdade em amor,
    cresçamos em tudo Naquele que é a Cabeça, Cristo;
    de Quem todo o corpo, bem ajustado e unido
    por meio daquilo que cada junta supre,
    segundo a atuação na medida própria de cada parte,
    efetua o crescimento do corpo
    para a edificação de si mesmo em amor.

    E, finalmente, Colossenses 2:19. Não vamos ler na forma negativa, como está escrito; vamos ler de maneira positiva:

    Retendo a Cabeça,
    de Quem todo o corpo, suprido e unido
    por meio das juntas e ligamentos,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Amado Senhor, enquanto permanecemos em Tua presença, esperamos que Tu nos fales por meio da Tua Palavra, pelo Teu Espírito.

    Queremos dizer-Te, Senhor, que estamos aqui para ouvir o que Tu tens a dizer à Tua igreja. Revela-Te a nós. Fala ao nosso espírito. Conduze-nos à Tua verdade, para que o Teu propósito seja cumprido para o louvor da Tua glória. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    O propósito corporativo de Deus

    Irmãos e irmãs, temos compartilhado juntos sobre essa questão da vida corporativa ou, em outras palavras, da vida do corpo.

    Mas, para realmente vivermos essa vida do corpo, há um princípio fundamental e muito importante: a autoridade de Cristo como Cabeça. Em outras palavras, se Cristo não ocupar Sua posição como Cabeça, não haverá vida do corpo.

    Graças a Deus, sabemos de uma coisa: o propósito de Deus para o ser humano é corporativo. Vocês se lembram de quando Deus criou o ser humano, em Gênesis 1:27:

    E criou Deus o homem à Sua imagem;
    à imagem de Deus o criou;
    homem e mulher os criou.

    Portanto, pelo próprio ato da criação, sabemos que o propósito de Deus para o ser humano não é individual; trata-se de uma pessoa corporativa. Homem e mulher, macho e fêmea, Ele os criou. Os dois são unidos em um. Eles vivem uma vida corporativa.

    E esse é o propósito eterno de Deus para os seres humanos. Mas, infelizmente, quando o pecado entrou neste mundo, essa unidade corporativa foi rompida.

    Vocês se lembram: depois que Adão e Eva comeram o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, perceberam que estavam nus. Esconderam-se entre as árvores quando ouviram os passos de Deus. E Deus disse: “Adão, onde você está? Por que você está nu?”

    E vocês se lembram de Adão: em vez de confessar seu pecado, ele tentou colocar a culpa em Eva e, mais do que isso, no próprio Deus: “Tu me deste a mulher”.

    Em outras palavras, imediatamente vocês encontram essa postura individualista: o eu, voltado para si mesmo. E foi a mesma coisa com Eva. Quando Deus perguntou a Eva, ela disse: “Bem, não fui eu; foi a serpente”.

    Assim, vocês percebem que, sempre que o pecado entra, a unidade corporativa desaparece. Todos se tornam individualistas, cada um por si. É isso que está acontecendo neste mundo.

    A redenção e a restauração da vida corporativa

    Mas, graças a Deus, Ele reagiu, e reagiu para restaurar Seu propósito eterno a respeito do ser humano.

    É por isso que, quando olhamos para a redenção realizada pelo nosso Senhor Jesus, parece muito fácil pensar na Sua obra redentora apenas de um ponto de vista pessoal, individual.

    Agradecemos a Deus porque Ele enviou Seu Filho unigênito a este mundo. Agradecemos a Deus porque nosso Senhor Jesus morreu na cruz por nós. Agradecemos a Deus porque Ele perdoou nossos pecados e nos deu vida. Mas mantemos uma perspectiva individual, pessoal: Deus e eu.

    Mas, quando vocês olham para a obra redentora do nosso Senhor Jesus, veem que Ele não veio apenas para nos restaurar como indivíduos, mas para restaurar todo o propósito de Deus a respeito do ser humano.

    Por isso, vocês percebem que a vida que Ele nos deu é a mesma vida que deu a cada um de nós. E, por meio dessa vida, Ele está nos unindo novamente em um só corpo.

    A obra redentora do nosso Senhor Jesus não se limita a alcançar indivíduos. A obra redentora do Senhor visa restaurar a plenitude do propósito de Deus.

    E, sendo assim, vocês entendem por que não somos apenas salvos individualmente. Não é apenas que cada um de nós recebe vida; essa vida também nos une. E a Bíblia nos diz que nos tornamos o corpo de Cristo.

    A salvação não alcança apenas indivíduos; ela alcança a plenitude, a restauração da unidade corporativa dos redimidos. Portanto, irmãos e irmãs, nós realmente louvamos o Senhor e Lhe agradecemos.

    Depois de sermos salvos, não pensamos apenas em nós mesmos. Começamos a compreender que somos membros desse único corpo de Cristo.

    Não existe apenas aquela vida espiritual pessoal que precisamos buscar. Isso é verdade; é fundamental. Mas, além disso, há uma vida da igreja, uma vida corporativa, uma vida do corpo que precisamos viver.

    Mas, irmãos e irmãs, podemos falar da vida da igreja. Podemos falar da vida do corpo. Agradecemos a Deus porque há uma vida dentro de nós. Não é uma vida egoísta, centrada em si mesma. A vida dentro de nós é semelhante à de Cristo. É também a vida do corpo.

    Mas, para que essa vida do corpo se torne uma realidade em nós, há um princípio fundamental e importante que precisamos compreender — e não apenas compreender, mas experimentar.

    Ora, se a autoridade de Cristo como Cabeça não estiver estabelecida em nós, não poderá haver vida do corpo.

    A realidade da salvação e o problema do eu

    No que diz respeito à salvação de Deus, não há problema. Porque, quando Ele nos salva, embora nos salve individualmente, Ele nos salva para nos introduzir nesse corpo.

    Assim, logo que cremos no Senhor Jesus, quer percebamos isso ou não, não temos apenas a consciência de que pertencemos ao Senhor; ao mesmo tempo, temos a consciência de que não estamos sozinhos, de que temos nossos irmãos e irmãs. Isso é muito evidente.

    Vocês sabem, quando somos salvos, imediatamente percebemos que há um relacionamento, um relacionamento vivo, entre nós e Deus. Começamos a chamar Deus de Pai. Há um relacionamento vivo ali.

    Mas, ao mesmo tempo, quando encontramos irmãos e irmãs — qualquer pessoa que seja salva, que conheça a Deus, que conheça o Senhor —, imediatamente percebemos que há um vínculo entre nós e aquela pessoa. E sabemos que esse vínculo é ainda mais forte do que o vínculo de carne e sangue.

    No que diz respeito à salvação de Deus, não há problema. Ela está ali. Mas, no que diz respeito a realmente vivermos a realidade dessa vida do corpo, há um problema.

    O problema não está na salvação de Deus. O problema está em nossa condição. É porque ainda temos a vida do eu em nós. Se vivermos segundo a carne, não conseguiremos viver a vida do corpo.

    Portanto, irmãos e irmãs, o que nos preocupa é isto: como podemos realmente entrar na realidade da vida do corpo? Como podemos realmente ser membros uns dos outros?

    Quando vocês pensam nesse problema, a primeira coisa que vem à mente é a autoridade de Cristo como Cabeça. Sem essa autoridade, não pode haver vida do corpo.

    Por isso, nesta manhã, gostaríamos de compartilhar juntos sobre essa questão de Cristo como Cabeça.

    O propósito eterno de Cristo como Cabeça

    Em Efésios 1:9-10, somos informados sobre o propósito eterno de Deus.

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, a vida do corpo não é apenas um pensamento temporário de Deus. É a vontade eterna de Deus. E Efésios 1:9 diz:

    Tendo-nos feito conhecer o mistério da Sua vontade.

    Deus nos revela o segredo do Seu coração. E esse mistério da Sua vontade é segundo o Seu beneplácito. Em outras palavras, é aquilo que agrada a Deus. Ora, se isso agrada a Deus, certamente é aquilo que deveria nos agradar também.

    Ele o propôs em Si mesmo, antes mesmo da fundação do mundo. Isso significa que, antes que qualquer coisa fosse feita, Deus já havia decidido que havia algo que Ele queria, e faria tudo de acordo com essa vontade, com esse propósito.

    Por isso, irmãos e irmãs, é extremamente importante conhecermos o que está por trás da mente e do coração de Deus. O que Deus realmente deseja ter? O que realmente explica todas as obras de Deus?

    Reunir todas as coisas em Cristo, sob Sua autoridade como Cabeça — é isso. Cristo como Cabeça: isso está no próprio coração de Deus. Ele quer que Cristo seja a Cabeça de todas as coisas.

    Não apenas das coisas na terra, mas também das coisas nos céus — de todas as coisas. Todas as coisas deveriam estar sob Cristo como Cabeça, reunidas em Cristo. Cristo deve ser tudo e estar em todos. Esse é o pensamento de Deus.

    E esse pensamento de Deus a respeito de Cristo como Cabeça está especialmente relacionado à igreja. Porque, aqui, no mesmo capítulo, em Efésios 1:22-23, está escrito que Deus colocou todas as coisas debaixo dos Seus pés. Ora, essa é apenas outra maneira de expressar a autoridade de Cristo como Cabeça. Deus colocou tudo debaixo dos Seus pés.

    E O deu à igreja como Cabeça sobre todas as coisas, sendo ela o Seu corpo.

    Cristo deve ser a Cabeça de todas as coisas e, sendo a Cabeça de todas as coisas, deve ser a Cabeça da igreja, Seu próprio corpo, para torná-la Sua plenitude.

    Em outras palavras, aqui vocês percebem que Cristo é Cabeça especialmente para o corpo, a fim de que o corpo seja cheio da Sua plenitude. Esse é o propósito eterno de Deus. Isso é o que agrada a Deus. Essa é a vontade de Deus.

    Plenitude e autoridade em Cristo como Cabeça

    Quando falamos de Cristo como Cabeça, o que queremos dizer? Creio que há pelo menos duas coisas envolvidas.

    A plenitude de Cristo

    Primeiro: a cabeça, ou a posição de cabeça, fala de plenitude.

    Quando vocês pensam na própria cabeça, percebem que ela é o centro da sabedoria e do poder. Há uma plenitude ali. Por isso, a Bíblia diz, em Colossenses 2:9:

    Toda a plenitude da divindade habita Nele corporalmente.

    A cabeça fala de plenitude.

    Tudo o que vocês podem conceber a respeito de Deus está em Cristo, na Cabeça. Não falta nada. Podemos dizer que tudo o que Deus é está ali — nem mais, nem menos.

    É do agrado do Pai dar ao Filho tudo o que Ele é e tudo o que Ele tem. Está em Cristo; está na Cabeça. Vocês conseguem imaginar a plenitude que há ali? Nunca poderemos compreender a plenitude de Deus — tudo o que Deus é.

    Nunca poderemos entender quão pleno é o Seu amor, quão plena é a Sua santidade, quão plena é a Sua justiça, quão plena é a Sua onipotência, quão plena é a Sua glória. Vocês sabem, nunca, nunca seremos capazes de compreender, porque isso está muito além de nós.

    Mas sabemos de uma coisa: tudo o que vocês podem conceber a respeito de Deus está em Cristo Jesus e em nenhum outro lugar. Deus colocou tudo o que Ele é, tudo o que Ele tem, em Seu Filho. Ele é a plenitude de Deus.

    Se vocês veem o Filho, veem o Pai. Ele revela o Pai. Vocês sabem, antigamente Deus falou aos profetas em muitas partes e de muitas maneiras, em porções e fragmentos; mas, nestes últimos dias, Ele fala na pessoa do Seu Filho.

    A autoridade de Cristo

    Portanto, quando vocês pensam na cabeça ou na posição de cabeça, isso fala de plenitude. Segundo: quando pensam na cabeça ou na posição de cabeça, pensam em autoridade, porque a cabeça é o centro da autoridade.

    Vocês sabem, Romanos 13:1 diz:

    Não há autoridade senão da parte de Deus.

    Em outras palavras, neste universo, Quem é a autoridade? Onde vocês podem encontrar autoridade? Em Deus. Ele é a autoridade do universo.

    Não há autoridade fora Dele. Ele é o centro da autoridade, e todas as autoridades vêm Dele. É isso que significa a autoridade de Cristo como Cabeça.

    A relação entre a cabeça e o corpo

    Agora que vimos o que significa essa posição de Cabeça, gostaríamos de passar ao lado prático. Como isso funciona no corpo?

    Vocês sabem, irmãos e irmãs, nosso corpo físico é uma boa ilustração. Não é uma ilustração completa, porque o corpo espiritual — o relacionamento entre Cristo e a igreja — é muito mais do que o relacionamento entre a cabeça física e o corpo físico. Mas, pelo menos, ilustra o princípio.

    Quando vocês têm um corpo saudável? Quando o corpo está corretamente relacionado à cabeça. Se houver alguma interrupção dessa ligação em algum lugar, o corpo estará doente ou morto.

    Mas isso é mais do que uma questão física, porque o relacionamento entre a cabeça e o corpo não é apenas uma união exterior. É mais do que isso.

    A cabeça é a sede do comando, da autoridade. E vocês percebem que tudo vai do corpo para a cabeça e da cabeça para o corpo. Todo o corpo está interligado por um sistema nervoso.

    E todos os impulsos, todas as coisas que vêm de fora, são transmitidos à cabeça, aguardando que ela dê a ordem sobre como agir e reagir. É assim que o corpo e a cabeça estão tão intimamente relacionados.

    Se houver algum bloqueio em um membro do corpo, mesmo que ele esteja exteriormente conectado, mas exista um bloqueio interno que interrompa o sistema nervoso, a ordem não poderá passar. Imediatamente vocês percebem que estão doentes, ou isso acabará em morte.

    É assim que essa relação é íntima, é real. E creio que todos nós entendemos isso.

    Mas, quando chegamos à realidade espiritual, o relacionamento entre Cristo como Cabeça e nós como corpo é ainda mais próximo, mais íntimo do que isso.

    O Espírito Santo e a autoridade de Cristo como Cabeça

    Aqui encontramos nosso Senhor Jesus. Ele é a Cabeça da igreja, Seu corpo. E todos nós somos membros desse corpo.

    Quando nosso Senhor Jesus esteve na terra, o Verbo Se fez carne, encarnou-Se, habitou entre os homens, cheio de graça e de verdade.

    Aquele corpo pessoal do nosso Senhor Jesus não Lhe causou nenhum problema. Aquele corpo estava em perfeita submissão, perfeita obediência, perfeita cooperação com a Cabeça.

    Mas, no dia de Pentecostes, quando o Espírito desceu do céu e cento e vinte membros foram batizados em um só corpo de Cristo — o corpo espiritual, o corpo místico e corporativo de Cristo —, teoricamente não deveria haver problema. Mas, na prática, temos problemas.

    Não se trata apenas de uma união exterior. Trata-se de uma realidade interior.

    Ora, o Espírito Santo é como nosso sistema nervoso. O Espírito Santo, em cada um de nós no corpo de Cristo, está aqui para representar Cristo, para representar a Cabeça.

    Como conhecemos a autoridade de Cristo como Cabeça? Como conhecemos Sua mente? Como conhecemos Sua plenitude? Como conhecemos Sua autoridade? É pelo Espírito Santo.

    E vocês sabem qual é a maravilha da salvação: quando cremos no Senhor Jesus, não apenas nosso espírito humano, que estava morto, é vivificado, tornando-se um espírito novo, mas o Espírito Santo vem e habita em nosso espírito. Portanto, Ele está ali. O sistema nervoso está ali.

    O Espírito Santo está em cada filho de Deus redimido. Vocês sabem, antigamente os pentecostais não acreditavam que, ao crer no Senhor Jesus, a pessoa já tivesse o Espírito Santo. Eles diziam que a pessoa não tinha o Espírito Santo até receber o batismo do Espírito Santo, evidenciado pelo falar em línguas.

    Mas, pela Palavra de Deus, vemos que Deus não apenas nos deu um espírito novo, mas colocou Seu Espírito em nosso espírito, e clamamos: “Aba, Pai”.

    Portanto, esse sistema espiritual interior já está presente no corpo e deveria funcionar perfeitamente. No que diz respeito à salvação de Deus, deveria funcionar perfeitamente. Mas, infelizmente, quando chegamos à prática, não é tão simples.

    O Espírito Santo representa tanto a plenitude da Cabeça quanto a autoridade da Cabeça.

    Consagração e obediência absoluta

    Se quisermos realmente experimentar a plenitude da Cabeça, teremos de obedecer à autoridade do Espírito Santo.

    E essa obediência é absoluta. Não é condicional. Não é parcial. Tem de ser total. Por isso, dizemos que nossa obediência a Deus é absoluta: sem negociação, sem desconto. Conforme Ele diz, assim fazemos.

    Agora, irmãos e irmãs, o problema aqui é este: nós realmente prestamos obediência absoluta ao Espírito Santo? Deveríamos. Mas por que não é assim?

    Isso nos traz de volta à questão da consagração. O que é consagração?

    Consagração é entregar-se. É dar-se completamente ao Senhor, à Cabeça. É aceitar Sua autoridade como Cabeça sem questionamento, sem reservas.

    É isso que Romanos nos diz. Depois de Romanos 1–11, com todas as misericórdias de Deus que Ele nos mostrou em Cristo Jesus, como devemos responder? Romanos 12:1 diz:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus,
    que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo,
    santo, agradável a Deus,
    que é o vosso culto espiritual.

    Depois de recebermos todas as misericórdias de Deus, precisamos começar. Como devemos começar? Começamos apresentando nossos corpos. Por quê? Porque nossos corpos representam todo o nosso ser — tudo. Sem reservas.

    Não é como as outras ofertas, os outros sacrifícios. O holocausto é uma oferta inteira — por fora, por dentro, tudo. Apresentamos nossos corpos como sacrifício vivo.

    Daí em diante, vivemos como um sacrifício, como algo que já foi dado a Deus — que já não nos pertence. Abrimos mão do direito sobre nós mesmos. Não pertencemos a nós mesmos. Somos totalmente Dele. Irmãos e irmãs, precisamos começar aí.

    Ora, isto é bem verdade: vocês não podem fazer isso a menos que sejam constrangidos pelo Seu amor. Porque quem está disposto a entregar-se a outra pessoa de maneira tão completa? Ninguém.

    Portanto, isso é o primeiro amor. É o amor que nos constrange a fazer isso.

    Mas vocês precisam lembrar que a consagração não é apenas um ato. É preciso dar o primeiro passo, mas há um caminho de consagração, uma vida consagrada que vocês precisam viver.

    Não é porque vocês se consagraram cinco anos atrás que está tudo bem. Não. Onde vocês estão hoje? Ainda estão nesse caminho de consagração? E ela precisa se aprofundar cada vez mais.

    A consagração, como diz nosso irmão Nee, é nossa primeira experiência cristã, assim como nossa última experiência cristã.

    Portanto, não pensem que se consagraram cinco anos atrás e que isso resolve o problema. Não resolve. Apenas os coloca no caminho da consagração. Vocês precisam se consagrar diariamente.

    O holocausto contínuo precisa ser oferecido, um pela manhã e outro à tarde, e o fogo do holocausto nunca se apaga.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, nossa consagração é real hoje? Nossa consagração está viva hoje? Essa é uma pergunta que precisamos fazer a nós mesmos todos os dias.

    Estamos nos entregando totalmente a Ele e permitindo que Ele tenha autoridade absoluta sobre nós? A Bíblia às vezes chama o Senhor Jesus de déspota. Por quê? Porque se trata de autoridade absoluta — sem questionamento.

    Quando chegamos à nossa experiência, irmãos e irmãs, creio que todos nós já passamos por isto: como discutimos, como adiamos, como tentamos oferecer alguma outra coisa em vez de obedecer absolutamente ao Espírito Santo.

    Portanto, essa é a primeira questão. Vou deixar o processo para um pouco mais tarde, mas gostaria de prosseguir com outra questão.

    A submissão mútua no corpo

    Vocês podem dizer que é fácil afirmar: “Sim, estou sob a autoridade da Cabeça”. Por quê? Porque minha Cabeça é perfeita.

    É fácil dizer isso, mas não é tão fácil vivê-lo de fato. Muitas vezes, porém, sentimos: “Bem, estou disposto a ser absolutamente obediente à Cabeça, ouvindo a voz do Espírito Santo”. Isso é fundamental, sim.

    Mas, quando vocês pensam em um corpo, será que cada membro se relaciona diretamente com a cabeça?

    Se todas as partes, até os meus pés, estivessem ligadas diretamente à cabeça, isso não seria um monstro? Não existe algo assim.

    Além disso, se cada membro estiver ligado diretamente à cabeça, então onde está o corpo? Vocês já pensaram nisso?

    Pensamos que a autoridade da Cabeça chega diretamente a nós, individualmente, porque cada um está diretamente relacionado à Cabeça. Em um sentido, espiritualmente, sim; mas, em outro sentido, não. Por quê? Somos o corpo de Cristo e somos membros uns dos outros.

    Como diz 1 Coríntios 12:27, somos o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo. Ora, o que isso significa? Significa que Deus nos colocou no corpo como membros específicos.

    Olhem para o meu corpo. Meu corpo tem muitos membros, alguns visíveis, outros invisíveis. Mas cada membro é específico. Minhas mãos são diferentes dos meus pés. Meu coração é diferente da minha boca. Tudo é diferente.

    Assim, em 1 Coríntios 12:16, lemos:

    Se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo;
    nem por isso deixa de ser do corpo.

    E, em 1 Coríntios 12:15, se o pé disser:

    Porque não sou mão, não sou do corpo.

    Ele pode fazer isso?

    Podemos escolher ser aquele membro específico do corpo que nos agrada? Se vocês lerem 1 Coríntios 12:18, isso fica evidente: Deus nos colocou, nos estabeleceu no corpo como seus diversos membros. Não temos escolha.

    Vocês não podem ser outro membro do corpo. Isso pertence à autoridade de Deus. Ele coloca cada um no corpo. Há uma ordem divina, e essa ordem divina vem de Deus. Ele a estabeleceu.

    Portanto, nenhum membro pode se vangloriar, nem reclamar. É a vontade de Deus, e isso é algo que precisamos enxergar e compreender.

    Além disso, quando Ele nos coloca como membros no corpo, faz isso de tal maneira que todos os membros do corpo estão relacionados.

    Nenhum membro pode existir por si só. Todo o egoísmo precisa desaparecer. Todo o egocentrismo precisa desaparecer. Todo esse “eu, a mim” precisa desaparecer.

    Isso não é maravilhoso? É por isso que vocês encontram em Salmos 139:14 a afirmação de que o corpo foi formado de modo maravilhoso e assombroso. É maravilhoso, mas também é belo.

    Pensem nisso. Se vocês estiverem sozinhos, isso é maravilhoso, mas não é belo. Porém, se estiverem unidos aos seus irmãos e irmãs, é maravilhoso e é belo. Essa é a sabedoria de Deus.

    O duplo relacionamento necessário à vida do corpo

    Assim, vocês percebem que o problema de viver a vida do corpo tem dois aspectos. Por um lado, seu relacionamento com a Cabeça é vivo? Segundo, seu relacionamento com seus irmãos e irmãs é vivo e correto?

    Se qualquer um desses dois relacionamentos estiver errado, vocês não conseguirão viver a vida do corpo. A vida do corpo será rompida.

    Portanto, irmãos e irmãs, quando medito nessas coisas, penso: “Senhor, isso é maravilhoso, e também é belo”. Então, o que devemos fazer?

    Por um lado, precisamos prestar obediência absoluta à Cabeça. Por outro, precisamos nos sujeitar uns aos outros no temor de Cristo. Efésios 5:21.

    Não prestamos obediência absoluta aos nossos irmãos e irmãs, aos membros desse corpo. Não. Ninguém é digno disso — somente Cristo.

    Não seguimos nenhum homem de maneira absoluta. Isso nos leva à destruição. Mas precisamos, sim, nos sujeitar uns aos outros no temor de Cristo.

    Eu me sujeito a você, não por sua causa, mas por causa de Cristo — Cristo em você.

    Portanto, não se trata apenas de submissão a uma pessoa. Ora, esse é o nosso problema. Pensamos que, quando nos sujeitamos, estamos nos sujeitando a uma pessoa específica. Então, quem é essa pessoa a quem devemos nos sujeitar?

    Às vezes, um membro grande precisa se sujeitar a um membro pequeno, e vice-versa. Não é uma escolha sua. É por causa de Cristo, no temor de Cristo. É pelo bem do corpo.

    Assim, irmãos e irmãs, quando vocês consideram essas coisas, percebem que não é tão simples quanto pensam. Vocês sabem, é fácil falar da vida do corpo, mas viver a vida do corpo não é tão simples, não é tão fácil.

    Isso exige muito de nós. Vocês estão dispostos a pagar o preço para que o propósito de Deus seja cumprido? Ou estão dispostos a preservar a si mesmos e destruir o propósito de Deus? Qual caminho vocês escolhem?

    A disposição interior necessária à vida do corpo

    É por isso que encontramos, na Palavra de Deus, essa exortação a termos a disposição interior correta.

    Vocês sabem, Efésios 4:1-3 diz:

    Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor,
    que andeis de modo digno da vocação com que fostes chamados,
    com toda a humildade e mansidão,
    com longanimidade,
    suportando-vos uns aos outros em amor;
    empenhando-vos em guardar a unidade do Espírito
    no vínculo da paz.

    Fomos chamados para ser o corpo de Cristo. É um chamado elevado, um chamado santo, um chamado celestial. Ora, como podemos andar de modo digno da vocação com que fomos chamados? Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-nos uns aos outros em amor, empenhando-nos em guardar a unidade do Espírito no vínculo unificador da paz.

    Filipenses 2:1-5 diz:

    Se há, pois, alguma exortação em Cristo,
    alguma consolação de amor,
    alguma comunhão do Espírito,
    alguns afetos de misericórdia e compaixão,
    completai a minha alegria,
    para que tenhais o mesmo modo de pensar,
    tendo o mesmo amor,
    sendo unidos de alma, de uma só mente;
    nada fazendo por rivalidade ou por vanglória,
    mas, em humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo;
    não olhando cada um somente para os seus próprios interesses,
    mas também para os interesses dos outros.
    Tende em vós este mesmo modo de pensar, que houve também em Cristo Jesus.

    A mente de Cristo: humildade, disposição para esvaziar-se, para humilhar-se.

    Colossenses 3:12-15 diz:

    Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados,
    de um coração de compaixão, bondade, humildade, mansidão e longanimidade;
    suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente,
    se alguém tiver queixa contra outro;
    assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também:
    e, acima de todas estas coisas, revesti-vos do amor,
    que é o vínculo da perfeição.
    E reine em vossos corações a paz de Cristo,
    para a qual também fostes chamados em um só corpo;
    e sede agradecidos.

    Ora, essas são apenas algumas passagens ilustrativas.

    Portanto, para que possamos nos sujeitar uns aos outros no temor de Cristo, precisamos desenvolver uma disposição interior. Precisamos ter a mente de Cristo.

    Precisamos não pensar de nós mesmos além do que convém, mas considerar nossos irmãos e irmãs superiores a nós.

    E, quando temos essa disposição interior, o Espírito Santo pode usar a cruz para operar em nossa vida: para negarmos a nós mesmos, tomarmos nossa cruz e O seguirmos.

    Irmãos e irmãs, a menos que tenhamos essa disposição, a mente de Cristo, não há como negar a si mesmo. Não há como tomar a cruz. Não há como seguir o Senhor.

    O custo e a esperança da vida do corpo

    Essa vida do corpo, maravilhosa, bela, celestial e gloriosa, exige muito de nós. Nosso próprio Senhor Jesus passou por isso.

    Por isso, Ele é capaz de nos salvar completamente. Precisamos confessar que não somos capazes. Quem é capaz de viver uma vida tão celestial, a vida do corpo? Nós não podemos.

    Ele é o grande Sumo Sacerdote, que intercede incessantemente por nós para nos conduzir a essa plena salvação, ao propósito eterno de Deus.

    Irmãos e irmãs, isso nos humilha. Quem somos nós? O que somos nós, para que Ele faça uma obra assim, introduzindo-nos na beleza dessa vida do corpo?

    Isso não é maravilhoso? Oh, adorem-No.

    Que o Senhor realmente fale ao nosso coração. Irmãos e irmãs, o tempo é curto. Sua vontade precisa ser feita.

    Ele terá uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, para apresentá-la a Si mesmo quando voltar. Que o Senhor nos ajude.

    Oração final

    Amado Senhor, realmente reconhecemos que não se trata apenas de uma questão individual. Reconhecemos que isso envolve o Teu propósito eterno.

    Viemos diante de Ti com temor e tremor, para que de nenhuma maneira fiquemos aquém da Tua glória.

    Oramos para que, por um lado, Tua glória nos atraia de tal maneira que nos torne dispostos a pagar qualquer preço — se é que podemos chamar isso de preço.

    Senhor, o desejo do nosso coração é este: seja feita a Tua vontade — não a nossa vontade, mas seja feita a Tua vontade.

    Olhamos para Ti, sabendo que Tu és capaz de fazer infinitamente mais do que tudo quanto podemos até pedir ou pensar. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.