Bem, estamos agradecidos por estarmos juntos novamente. Foi muito precioso da parte do Senhor. Na semana passada, estivemos em Toronto para a conferência de jovens, e foi um tempo encorajador. Não foi apenas a palavra compartilhada, mas também o espírito entre os jovens ali; foi muito encorajador.
Foi bom ver muitos deles aqui nesta manhã. Acho que chegaram de volta à cidade por volta da uma da madrugada e, mesmo assim, estavam aqui nesta manhã. Somos muito gratos por isso.
O tema lá foi “Ocupado nos Negócios de Meu Pai”, conforme a tradução de Darby. Houve um verdadeiro desafio para eles e, na verdade, para todos nós, ao ouvirmos as mensagens no site: que, nos dias em que estamos vivendo, possamos estar ocupados nos negócios de nosso Pai — não ocupados com muitas coisas, mas com aquela única coisa que é necessária.
Enquanto pensava no que o Senhor compartilhou na semana passada em Toronto, percebi como aquilo foi uma bênção, porque continuou a nos lembrar do que o Senhor tem falado durante todo o verão. Kenny compartilhou, na semana passada, como, na reunião de oração e em diferentes ocasiões, nas várias conferências deste verão, o Senhor tem realmente nos transmitido uma única palavra enquanto vivemos nestes últimos dias.
O Senhor tem nos chamado. Foi assim em Farmville, onde fomos desafiados a prosseguir para o alvo, com uma paixão por realmente buscar a Cristo; e também quando os queridos irmãos se reuniram em Santa Barbara, onde foram encorajados a terminar bem. Estamos prosseguindo, mas somos daqueles que vão terminar bem?
Nesse mesmo espírito, também foi compartilhado ali que o Senhor avive a Sua obra no decorrer dos anos. Podemos começar e ter uma grande obra, e o Senhor pode estar nos abençoando muito. Mas, à medida que prosseguimos, temos a tendência de perder o vigor. Ficamos mais velhos e cansados, as coisas podem se tornar rotineiras, e precisamos daquela vida preciosa que tocamos nesta manhã, na adoração, para nos avivar no decorrer dos anos.
Como o Senhor compartilhou quando estivemos juntos na região de Tacoma e Seattle, precisamos realmente conhecer o que foi confiado à igreja. Deus tem um tesouro precioso que confiou à igreja, e nós, como Seu povo, devemos guardá-lo e ter muita clareza sobre aquilo para o qual Ele nos chamou nesta hora.
Por fim, como foi dito em Toronto, precisamos nos concentrar em estar ocupados nos negócios de nosso Pai. Um tema comum a todos esses encontros foi nos trazer de volta ao conhecimento da realidade e do frescor da vida de nosso Senhor Jesus Cristo, de muitas maneiras maravilhosas e práticas — em nossa vida individual e em nossa vida juntos.
É muito precioso como o Senhor fala conosco. É algo que nos humilha muito. Todos temos maneiras diferentes de ouvir e aprender, e o Senhor compartilha de uma forma, e talvez alguns de nós compreendam. Ele compartilha de outra forma, e mais alguns compreendem. Isso reforça o que Ele está procurando fazer.
Nesse sentido, um dos versículos que vieram ao meu coração está no livro de Efésios — Efésios 5. Antes de chegarmos a ele, vamos ter mais um momento de oração.
Senhor, nós Te bendizemos porque, ao vivermos nesta hora, somos tão abençoados por sermos conhecidos por Ti e por Te conhecermos. Senhor, nós Te agradecemos. Nós nos reunimos debaixo de um céu aberto e, Senhor, sabemos como a Tua palavra é contestada nesta hora e quantas coisas se levantam contra ela.
Mas nós Te agradecemos porque nos reunimos não apenas debaixo de um céu aberto, mas debaixo do trono da Tua vitória, na presença da Tua vitória. Nós Te agradecemos, Senhor, por essa vitória que temos em nosso Senhor Jesus Cristo. Agradecemos pela plenitude da provisão que há em Ti, Senhor, e nos achegamos com os olhos voltados para Ti, para que não sejamos apenas aqueles que vêm e cumprem uma rotina, mas aqueles que têm encontros, todos os dias, com o Deus vivo. Em nome de Jesus.
Ao considerarmos esse pensamento de remir o tempo e aproveitar ao máximo as oportunidades que temos, é interessante que um dos versículos usados com bastante frequência nas várias conferências — e que ouvimos frequentemente nestes dias — é o chamado àqueles que têm ouvidos:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Somos muito gratos pela maneira como o Senhor está falando conosco neste dia e neste tempo. Ele está derramando Seu coração diante de nós, para que nós, como povo de Deus, realmente nos acheguemos a Ele e aprendamos dEle de uma maneira nova e viva, em preparação para os dias difíceis que temos pela frente.
Nosso Senhor está sempre falando — talvez não de forma audível. Às vezes, Ele fala por meio das circunstâncias. Ele fala de muitas maneiras, mas nosso Senhor está sempre falando. A pergunta é: estamos sempre ouvindo?
Um dos profetas menores do Antigo Testamento é um profeta chamado Amós. Nem vou pedir que vocês abram a Bíblia e comecem a procurar Amós. Uma de suas profecias, em Amós 8:11, diz que, nos últimos dias, haverá uma fome. Mas não será uma fome de falar a palavra; será uma fome de ouvir a palavra.
O povo de Deus ficará tão satisfeito consigo mesmo e tão distraído que, embora o Senhor esteja falando, haverá uma fome de ouvir a palavra. Na vida atarefada que levamos, e com tantas coisas nos pressionando para nos ocupar e desafiar nestes dias, não queremos ser encontrados famintos dessa palavra simplesmente porque não estamos ouvindo o que o Espírito está dizendo à igreja.
Que o Senhor abra nosso coração para realmente ouvir. Essa é uma das maneiras pelas quais Paulo, ao escrever à igreja em Éfeso, em Efésios 5, estava preparando aqueles irmãos para os tempos difíceis que viriam.
Em Efésios 5:14-17, ele escreve:
Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos;
E Cristo resplandecerá sobre ti.
Portanto, vede cuidadosamente como andais, não como insensatos, mas como sábios;
Remindo o tempo, porque os dias são maus.
Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual é a vontade do Senhor.
Há esse clamor para que aqueles queridos irmãos em Éfeso despertem. Por quê? Porque os dias eram maus. Como vemos, e como já mencionamos durante nosso tempo de adoração, estes dias são bastante maus. É muito difícil lidar com tudo o que nos pressiona e vem sobre nós.
Mas o Senhor diz que, para vivermos nestes dias, devemos despertar, andar com sabedoria, remir o tempo e compreender a vontade de Deus.
Se pararmos para pensar em Paulo escrevendo isso à igreja de Éfeso, entenderíamos por que ele poderia escrever essas palavras aos de Corinto, porque Corinto era conhecida pela carnalidade. Mas, em geral, se fôssemos escolher uma das igrejas do Novo Testamento que estivesse mais desperta, mais atenta e tivesse mais revelação, seria a igreja em Éfeso.
Paulo testifica que lhes anunciou todo o conselho de Deus. Mas, na misericórdia do Senhor, Ele lhes fala para que não adormeçam. O Espírito Santo, por meio de Paulo, estava percebendo que algo dentro deles começava a adormecer.
Mais tarde, em Apocalipse 2, sabemos que eles não apenas haviam adormecido, mas também haviam abandonado seu primeiro amor. Houve aquele chamado ao arrependimento.
Se olharmos brevemente para a história da igreja em Éfeso, ela começa em Atos 18. Paulo estava no fim de sua segunda viagem missionária e apenas passou por ali, ficando com eles na sinagoga durante um sábado. Estava voltando para Cesareia, mas deixou ali aquele querido casal, Áquila e Priscila.
Paulo tinha a percepção de que havia ali pessoas que tinham respondido ao Senhor. Embora não pudesse permanecer com elas, deixou Priscila e Áquila ali. Ao longo do Novo Testamento, vemos que, onde quer que morassem, eles reuniam pessoas em sua casa. Ouvimos falar de Priscila e Áquila em Corinto, Éfeso e Roma. Onde quer que estivessem, havia aquela preciosidade do Senhor reunindo pessoas em sua casa. Que coração eles tinham pelos santos!
Mais tarde, Paulo iniciou sua terceira viagem missionária e voltou aos irmãos em Éfeso. Passou cerca de três anos ali, porque percebeu um coração receptivo. Havia muita oposição, mas havia abertura, e ele realmente se dedicou aos santos.
Atos 19:10 diz:
E isto continuou por espaço de dois anos;
De maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor,
Tanto judeus como gregos.
Toda a Ásia ouviu a palavra — os judeus e os gregos — enquanto Paulo os reunia diariamente na escola de Tirano. Eles aproveitavam o horário de almoço e se reuniam todos os dias para ouvir a palavra de Deus. Isso nos humilha muito.
Havia tamanha fome ali, tamanha resposta à palavra de Deus e tamanha resposta ao serem conquistados pelo amor de Cristo, que estavam ansiosos para se reunir todos os dias. Durante dois anos inteiros, reuniram-se naquele lugar, respondendo ao Senhor.
Mais adiante, em Atos 19:20, diz que a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia. Como a palavra de Deus cresce? Como ela prevalece? Quando encontra corações que respondem a ela. A palavra é anunciada, e os corações respondem — não são apenas mentes absorvendo conhecimento, mas aquela palavra conquistando e transformando vidas.
Aqueles irmãos responderam de maneira tão maravilhosa. A palavra de Deus conquistou seu coração de tal maneira que mudou completamente sua vida e as coisas que tinham valor para eles. Não colocaram aquelas coisas no eBay para tentar vendê-las e recuperar um pouco de dinheiro. Fizeram uma enorme fogueira e queimaram tudo.
Antes, eles haviam confiado na magia e nos mitos do passado; então reuniram todos aqueles livros e os queimaram. O texto diz que seu valor era de cerca de cinquenta mil dracmas. Alguém disse que uma dracma equivalia ao salário de um dia — cinquenta mil dias de trabalho. Cada um pode fazer essa conta por si mesmo.
Isso vai muito além do que chamaríamos de um pequeno sacrifício comum. Aquilo era uma resposta. Eles não estavam queimando aquelas coisas para agradar a Deus ou conquistar Sua aprovação. Era a resposta de um coração conquistado pelo Senhor.
Muitas vezes podemos pensar: “Bem, se eu fizer isso, Deus saberá que eu O amo e poderá ficar satisfeito comigo. Se eu fizer isso, se eu fizer aquilo”. Não havia esse pensamento de maneira alguma. Aquilo era uma resposta: “Esse é o passado, e estou encerrando esse capítulo. É isto que amo agora, e estou prosseguindo com o Senhor”.
Esses eram os irmãos em Éfeso. Tiveram um início tão bom porque estavam respondendo com amor à palavra de Deus.
Enquanto Paulo estava ali, também escreveu cartas a outras igrejas. Havia um ambiente tão bom ali. Paulo continuou sua viagem missionária e, ao voltar para Jerusalém, no fim dessa terceira viagem, quis rever aqueles queridos irmãos em Éfeso.
Ele não iria a Éfeso, porque tinha um prazo a cumprir e queria voltar para Jerusalém. Não sabemos ao certo, mas podemos imaginar que ele provavelmente sabia que, se fosse a Éfeso, eles o acolheriam com tanto amor que ele nunca conseguiria sair de lá. Não conseguiria voltar para Jerusalém.
Então, ao passar por Mileto, chamou os presbíteros para que fossem até ele. Disse: “Venham até aqui, presbíteros, para nos encontrarmos”. Durante aquele tempo com esses queridos presbíteros, em Atos 20, Paulo relembra, para nosso benefício, seu relacionamento com aquela querida igreja em Éfeso.
Em Atos 20:20, Paulo diz:
Não me esquivei de vos anunciar coisa alguma que fosse proveitosa,
E de vos ensinar publicamente e de casa em casa.
Gosto não apenas da expressão “publicamente” ali, mas também de ver como Paulo ia de casa em casa. Ele participava da vida deles. Não estava ali apenas para pregar durante seu horário na escola de Tirano. Além disso, ia de casa em casa.
Ele participava da vida deles, tendo comunhão com eles, encorajando-os nas coisas do Senhor, reforçando o que haviam aprendido, respondendo a perguntas, ouvindo-os, recebendo deles e permitindo que, juntos, fossem fortalecidos no Senhor. Havia um relacionamento de Paulo com aqueles irmãos. Como isso era precioso!
Gosto muito de como o Espírito Santo inclui essas palavras: publicamente e de casa em casa. Podemos ser encorajados dessa mesma maneira.
Acho que, nos dias em que vivemos, uma das grandes desvantagens das mensagens de texto, dos e-mails e até dos telefonemas — embora possam ser tão úteis — é que perdemos o contato pessoal, a comunhão uns com os outros de casa em casa. Que o Senhor nos renove e nos restaure nisso.
Todas essas outras coisas podem ser usadas para o bem, mas não nos esqueçamos de que há algo especial no contato pessoal. Há algo especial em sentar-se diante de alguém, face a face.
Há algo especial em sentar-se naquela poltrona. Você entra na sala de alguém, não sabe onde se sentar e acaba se sentando na poltrona daquela pessoa. Então ela precisa se sentar em outro lugar, desconfortável, durante todo o tempo em que você está ali. Isso dá àquele irmão uma oportunidade de experimentar a cruz. Você está tentando ajudá-lo, mas está sentado na poltrona dele.
Mas isso é vida. É disso que se trata: podermos compartilhar nossa vida uns com os outros dessa maneira, em toda a bondade do Senhor. Era isso que Paulo estava fazendo.
Mais adiante, no mesmo capítulo, em Atos 20:27, ele testifica:
Não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
Já ouvimos esse versículo muitas vezes, mas Paulo não recuou. Encontrou tamanha abertura ali que pôde compartilhar com eles todo o propósito de Deus.
Lembrem-se: ao olharmos para a história de Éfeso, vemos pessoas que haviam recebido tanto e sido tão abençoadas. Foi a essas pessoas que Paulo disse: “Despertem”.
Desperta, tu que dormes.
Às vezes, nossas bênçãos podem nos trazer conforto e nos embalar até adormecermos. Podemos ficar tão acomodados em toda a revelação e bênção que temos.
Paulo continua e faz uma advertência maravilhosa a esses queridos irmãos em Éfeso. Em Atos 20:28, ele diz:
Olhai por vós.
É interessante: primeiro, cuidem de vocês mesmos.
Primeiro, cuidem de vocês mesmos. Acho que essa é uma das chaves nestes últimos dias: precisamos guardar nosso próprio coração. Temos aquele relacionamento pessoal com o Senhor, e precisamos ser firmes e determinados para guardá-lo. Precisamos ser firmes e determinados para mantê-lo vivo e renovado.
Às vezes, queremos nos proteger de tantas outras coisas lá fora, e devemos mesmo fazer isso. Há falsos ensinamentos. Paulo fala de lobos que entram, e precisamos nos proteger disso e estar atentos. Mas, antes de tudo, precisamos guardar a nós mesmos.
Se estivermos guardados e fortalecidos interiormente no Senhor, estaremos em condições de realmente saber a que devemos estar atentos e a que não precisamos estar atentos. Tudo começa conosco — mantendo nosso coração correto, renovado e desperto, ó tu que dormes — para que outras coisas não se infiltrem em nós.
Sabemos que, depois disso, Paulo partiu, e provavelmente visitou Éfeso mais uma vez após ser libertado da prisão. Alguns anos depois dessa visita, escreveu a carta à igreja em Éfeso que já examinamos.
Depois disso, escreveu mais duas cartas, mas elas foram dirigidas pessoalmente a Timóteo. Em 1 Timóteo, depois de ter sido libertado da prisão, Paulo encorajou os irmãos em Éfeso, por meio de Timóteo, a saberem como proceder na casa de Deus.
Eles deveriam saber como proceder na casa de Deus, que é coluna e sustentáculo da verdade. De alguma forma, havia um início de afastamento, e houve esse encorajamento para que soubessem como proceder. Proceder é, na verdade, outra maneira de falar de viver.
Pensamos na conduta como algo exterior, mas, na realidade, trata-se de saber como viver juntos na casa de Deus. Será que nós também responderemos àquilo que Paulo escreveu a Timóteo?
Alguns anos depois, por volta de 67 d.C., Paulo escreveu sua segunda epístola a Timóteo, que ainda estava em Éfeso. Àquela altura, toda a Ásia havia se voltado contra Paulo. Perto do fim, Paulo testificou:
Todos me abandonaram.
Mas o Senhor esteve comigo e me fortaleceu.
O Senhor esteve comigo e me fortaleceu.
Qual foi o encorajamento de Paulo a Timóteo ao longo dessa carta, durante um tempo de crise, quando a igreja passava por uma crise tremenda? Ele começa 2 Timóteo 1 com a promessa da vida em Cristo Jesus.
Em tempos de crise, a vida nos faz atravessar a crise. É a vida de nosso Senhor Jesus Cristo dentro de nós, dentro de nossos irmãos e irmãs, que nos faz atravessar a crise.
Paulo não deu a Timóteo nenhum novo ensino doutrinário. Ele o encorajou na vida: a conhecer a vida, a reconhecer o que é dEle e o que não é dEle, e a permitir que essa vida o conduzisse à plenitude.
O último registro que temos dessa querida igreja em Éfeso está em Apocalipse 2. Por meio do apóstolo João, o Senhor fala àqueles queridos irmãos em Éfeso e diz:
Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.
Arrepende-te e pratica as primeiras obras.
O que Ele estava lhes dizendo ali? Haviam abandonado aquele primeiro amor, a chama havia se apagado, e eles haviam adormecido. Recentemente, ouvimos sobre toda essa questão do primeiro amor, mas Ele lhes diz que se arrependam e pratiquem as primeiras obras.
Será que Ele estava lhes dizendo que se arrependessem e queimassem mais livros, porque foi isso que fizeram no início? Não. Ele estava lhes dizendo que voltassem e tivessem dentro de si aquela atitude de coração que respondia ao amor que havia tocado seu coração de maneira nova.
As primeiras obras são a evidência do primeiro amor. Não é possível separá-los. Quando estamos no primeiro amor, há fruto que se manifesta nas obras do Senhor. Não se trata de tentar fazer obras novamente para demonstrar nosso amor. As primeiras obras são aquelas que brotam como resposta de um coração que O ama.
Quando somos conquistados por esse amor, há uma resposta ao Senhor, uma resposta aos nossos irmãos e irmãs, e permitimos que o amor de Cristo entre de maneira maravilhosa e nos toque.
Ao olharmos para essa carta à igreja em Éfeso, dedicamos todo esse tempo ao contexto simplesmente para mostrar a rica herança que eles tinham. Haviam recebido muito ensino, passado muito tempo juntos e desfrutado muitas bênçãos.
Irmãos e irmãs, se olharmos para nossa história e nossa herança, temos sido muito abençoados — não que tenhamos motivo para nos orgulhar de nós mesmos —, mas fomos abençoados com excelentes ensinamentos ao longo dos anos. Fomos abençoados por conhecer muitos queridos irmãos e irmãs ao longo dos anos. Fomos abençoados com tempos de comunhão uns com os outros.
Mas será que isso acaba criando em nós uma falsa sensação de segurança?
Foi por isso que Paulo escreveu aos irmãos em Éfeso: para que despertassem, para que reconhecessem os dias maus em que estavam vivendo. Podemos ser muito gratos pelo passado.
Mas o passado, usado da maneira correta, à medida que aprendemos sobre a vida do Senhor, pode nos fortalecer e nos ajudar a prosseguir. O passado, usado da maneira errada, torna-se uma âncora pesada que pode nos embalar até adormecermos.
Que o Espírito Santo nos desperte nesta hora. Temos ouvido a palavra de Deus neste verão e, provavelmente, em breve, quase todas as mensagens de Seattle, Tacoma e Toronto estarão no site. Poderemos ouvi-las e aproveitar as oportunidades de ouvir o que o Senhor estava nos dizendo. Estou ansioso para ouvir algumas delas.
Voltando a essa carta aos Efésios, por que Paulo estava escrevendo àqueles irmãos? Ele disse:
Porque os dias são maus.
Ninguém precisa nos dizer isso hoje. Podemos olhar ao redor, para o mundo, e não precisamos olhar muito longe para perceber que os dias são maus.
Podemos ver os desastres financeiros que estão acontecendo. Tivemos a bênção de estar com irmãos e irmãs na Califórnia, e é trágico ver como alguns estão perdendo suas casas por execução hipotecária e ficando sem emprego — pessoas que tinham bons empregos. A crise financeira chegou e abala a pessoa no mais profundo do seu ser.
Sou muito grato porque, embora alguns estivessem sendo abalados ali, pelo menos dois irmãos com quem conversamos tinham um fundamento sólido. Caso contrário, provavelmente seriam alcoólatras, dependentes de drogas ou estariam mortos, por causa de algumas daquelas situações financeiras.
Isso atinge até a nossa pequena e conservadora Richmond. Estes tempos estão nos abalando. Em que estamos colocando nossa confiança? Estes são dias maus, e precisamos despertar.
Podemos ver a crise moral. Casamentos entre pessoas do mesmo sexo estão sendo aprovados. As coisas estão indo de mal a pior. A crise moral e a decadência moral deste país são trágicas.
Preciso dizer que acredito que grande parte da decadência moral deste país é um testemunho da fraqueza da igreja ao longo deste último século. De modo geral, enfraquecemos. Permitimos a entrada de coisas às quais talvez alguns dos que vieram antes de nós resistissem.
Que o Senhor avive Sua obra no decorrer dos anos. Que Ele seja muito misericordioso conosco, para que não recebamos o que merecemos.
Eu estava pensando na eleição. Não há muitas boas alternativas. Lembro que Kenny tinha um adesivo no carro que dizia: “Vote em Jesus”, e tenho de concordar com ele. Talvez possamos escrever o nome dEle na cédula. Mas essa é nossa única esperança: nosso Senhor Jesus Cristo.
Olhamos ao redor e vemos todos os desastres naturais que acontecem. É interessante que, nestes dias maus, os desastres naturais estão se tornando tão comuns que alguns nem aparecem no noticiário.
“Ah, foi só um pequeno terremoto. Só dez pessoas morreram ali. Só cinquenta pessoas morreram naquela enchente.” Estamos tão acostumados a essas coisas agora. Estamos perdendo a sensibilidade. Há tamanha perda de respeito pela vida humana.
Vemos as sutilezas da maneira como o inimigo está agindo. Vemos guerras surgindo o tempo todo — Rússia e Geórgia em guerra, e guerras em lugares dos quais nunca ouvimos falar. Milhares de vidas são perdidas na luta por um pedaço de terra.
Mas, na verdade, a maior tragédia e o maior mal que entram não estão relacionados ao mundo, porque deveríamos esperar isso dele. A maior tragédia é quando pensamos na igreja: o mal que se infiltrou e entrou na casa de Deus.
Paulo advertiu aqueles queridos irmãos em Éfeso sobre o que aconteceria — sobre lobos ferozes e as várias coisas que entrariam. Por isso, ao escrever àqueles queridos irmãos em Filipos, orou para que o amor deles crescesse em verdadeiro conhecimento e em todo discernimento, para que pudessem distinguir as coisas que são do Senhor das que não são.
As falsificações parecem tão bonitas. São tão semelhantes ao que é verdadeiro, e às vezes as pessoas são enganadas. Mas, se temos essa vida dentro de nós, podemos ser treinados nestes dias para realmente discernir de maneira renovada, porque estes dias são muito maus.
Mas louvado seja Deus: haverá um grande abalo, e ele já está acontecendo. Se vocês consideram que Paulo escreveu Hebreus, então é Paulo quem diz, em Hebreus, que há um grande abalo acontecendo. Aquilo que pode ser abalado será abalado, mas isso serve simplesmente para nos mostrar o que não pode ser abalado.
O abalo que acontece na vida de todos nós permite que aquelas outras coisas caiam e fiquem para trás. A origem desse abalo é o amor de Deus. Ele está nos trazendo de volta ao Seu Filho.
Ele está abalando nossa vida de tal maneira que percebemos: “Isto não é necessário. Há uma única coisa necessária”. Ele está nos trazendo de volta. Continua procurando nos dizer isso repetidas vezes e, de alguma forma, por causa da lentidão de nossa audição, continuamos deixando de compreender cada vez mais.
Que o Senhor continue abrindo nossos ouvidos para que, quando esse abalo acontecer, possamos deixar de lado as coisas que não são necessárias e permitir que aquela única coisa necessária nos fortaleça e encoraje no Senhor.
Porque estes dias são tão maus, Paulo continua com sua exortação para que andemos com sabedoria, ou para que tenhamos cuidado com a maneira como andamos. Realmente precisamos andar com sabedoria.
Tenho percebido, à medida que fico mais velho — agora tenho sessenta e um anos —, que já não tenho nos pés a agilidade que tinha quando era mais jovem. Então estou tendo de aprender a andar com sabedoria como uma pessoa mais velha.
No passado, você caminhava por uma calçada irregular. Tropeçava, e o corpo se ajustava automaticamente. Agora, quando estou andando e piso naquele desnível da calçada, saio cambaleando para o lado, e Stella precisa me segurar. Essa é uma boa auxiliadora.
Mas podemos fazer a mesma coisa espiritualmente. Podemos nos acostumar tanto a fazer as coisas de maneira rotineira que acabamos não andando com sabedoria. Talvez pudéssemos andar de certa maneira no passado e ficar bem, mas, nestes dias, precisamos ter muito mais cuidado com a maneira como andamos e com os lugares por onde andamos. Há muitas armadilhas e pequenos buracos por aí, tentando nos pegar.
Andar é algo rotineiro, normal, e sempre me fala da vida diária — daquele andar com o Senhor vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, sendo sábios com Ele diariamente. Não devemos ser soldados de fim de semana.
Graças ao Senhor, neste país temos homens e mulheres chamados soldados de fim de semana, e eles nos proporcionam muita segurança. Mas, na família de Deus, no exército de Deus, se quisermos usar essa expressão, não há soldados de fim de semana. Precisamos andar com sabedoria todos os dias.
Precisamos ser fiéis nas coisas pequenas e rotineiras da vida, mantendo-nos renovados. Caso contrário, acabamos adormecendo. Acabamos simplesmente deixando as coisas de lado.
É interessante: quando não exercitamos as coisas, quando não as usamos, quanto mais velhos ficamos, mais depressa elas se enfraquecem. “Mais depressa elas ficam enfraquecidas” — isso não está muito correto em inglês, mas vou deixar assim mesmo.
Se você tem vinte anos e não usa o braço por uma ou duas semanas, ele se recupera bem depressa. Mas, quando tem sessenta anos, ou algo assim, e não usa o braço por uma ou duas semanas, leva muito tempo e muita fisioterapia para colocá-lo em forma novamente.
É a mesma coisa em nossa vida cristã. À medida que prosseguimos, se não exercitamos algo — se talvez não estamos na palavra, não estamos na oração ou não estamos na comunhão —, podemos nos acomodar a isso. Mas o Senhor quer reativar essas coisas em nossa vida.
Ele quer que saibamos andar de uma maneira realmente sábia, remindo o tempo e aproveitando ao máximo cada oportunidade.
Andar com sabedoria começa com o reconhecimento de Quem é nossa sabedoria. Podemos andar com sabedoria porque temos a sabedoria vivendo dentro de nós. Temos Aquele que é a sabedoria. Temos Sua vida.
Ele está nos chamando todos os dias a nos achegarmos e permitirmos que Sua vida nos conduza e nos guie. Mais uma vez, quanto mais tempo temos no Senhor e quanto mais experiências vivemos, maior é a tentação de nos apoiarmos em nosso próprio entendimento e pensarmos que podemos lidar com determinadas situações.
Essa é uma das coisas para as quais precisamos despertar: não damos conta. Não damos conta hoje, e não dávamos conta antes. Ele é nossa sabedoria. É Ele Quem nos conduz e nos guia à plenitude daquilo que deseja para nós.
Realmente podemos ser aqueles que aproveitam ao máximo cada oportunidade que têm. Gosto dessa tradução: “Aproveitando ao máximo cada oportunidade”. Algumas dizem: “Aproveitem ao máximo o seu tempo”; outras dizem: “Remindo o tempo”. Gosto daquela que diz: “Aproveitem ao máximo cada oportunidade que temos”.
O Senhor nos proporciona tantas oportunidades maravilhosas, tantas ocasiões em que podemos participar. O tempo não espera; o tempo simplesmente continua passando. Ele nos dá oportunidades todos os dias.
Estou usando essa palavra, oportunidades, não no sentido do poder do pensamento positivo, mas no sentido de que Ele está organizando para nós as oportunidades da vida, para aprendermos mais dEle, aprendermos mais sobre como cuidar uns dos outros e para que Sua vida seja expressa. Aprendemos como viver juntos na casa de Deus.
A pergunta que podemos fazer a nós mesmos, em relação às oportunidades e ao tempo, é: a quem pertence o seu tempo?
O salmista testificou:
Os meus tempos estão nas Tuas mãos.
É o meu tempo ou o tempo dEle? Toda a nossa perspectiva pode mudar simplesmente por causa de quem consideramos ser o dono do nosso tempo.
É interessante como, muitas vezes, as coisas que o mundo cria refletem nossa atitude na igreja, porque podem refletir o que somos. Uma das coisas populares na internet hoje em dia é o MySpace. Está sendo substituído, mas, de qualquer forma — MySpace, “meu espaço”.
Se esse é nosso conceito — “meu espaço” —, quanto espaço realmente temos? Na verdade, não deveríamos ter nenhum. É o espaço dEle em nossa vida. O que é o meu tempo? Meu tempo é o tempo dEle.
Sei que espero com ansiedade por determinados momentos do dia para poder ter meu tempo. Você chega ao fim do dia e então pode ter seu tempo. Nós nos tornamos tão possessivos. É como se não acreditássemos que os interesses dEle para nós são o que há de melhor para nós.
Isso mostra como não conhecemos Seu amor por nós. Ele sabe que precisamos disto, fazer isto e fazer aquilo. Mesmo assim, queremos ter o controle. De muitas maneiras, todos somos obcecados por controle; em alguns isso apenas se manifesta mais do que em outros. Mas todos queremos controlar nosso tempo.
Por isso gosto tanto de como o salmista diz:
Os meus tempos estão nas Tuas mãos.
Que nosso tempo esteja nas mãos dEle. Quando nosso tempo está nas mãos dEle, realmente não precisamos nos preocupar em remir o tempo, porque Ele nos permitirá aproveitar ao máximo cada oportunidade que temos.
Chegaremos àquele ponto, como já compartilhamos a respeito de Ester, em que ela chegou à maravilhosa compreensão de que estava ali para um tempo como aquele. Saberemos que não estamos aqui por acaso, por coincidência ou por qualquer coisa assim, mas com um propósito, para um tempo como este.
Paulo estava escrevendo àqueles queridos irmãos em Éfeso, dizendo: “Despertem. Vocês estão aqui para um tempo como este”. Havia uma grande crise, pois a primeira geração de crentes estava passando, e a geração seguinte estava sendo chamada a levar adiante a tocha do testemunho.
“Vocês, queridos irmãos em Éfeso, precisam despertar e aproveitar ao máximo as oportunidades que têm, para realmente levar adiante tudo aquilo que o Senhor lhes confiou.”
Ao olharmos para a cristandade hoje, há esse grande chamado. Uma das bênçãos das várias conferências das quais participamos ou sobre as quais ouvimos neste verão foi o grande número de jovens presentes.
Sabemos do grande número de jovens que esteve em Farmville e Santa Barbara. Alguém disse que cerca de trinta a quarenta por cento eram jovens — pessoas com menos de quarenta anos. O mesmo aconteceu em Seattle. Havia mais de mil e duzentos irmãos e irmãs reunidos ali, e uma grande porcentagem tinha menos de quarenta anos.
Na semana passada, em Toronto, todos os jovens se reuniram com um coração tão precioso. Temos uma esperança. Há uma geração surgindo.
Há uma geração que precisamos encorajar. Precisamos andar com sabedoria. Precisamos ser exemplos vivos do testemunho de Jesus, para não sermos obstáculos para eles, mas podermos ser usados pelo Senhor como auxílio na casa de Deus.
Muitas vezes, um dos maiores desafios na passagem de uma geração para outra é a geração mais velha. Que não caiamos nessa armadilha. Que o Senhor, em Seus caminhos maravilhosos, nos mostre como andar com sabedoria, aproveitando ao máximo cada oportunidade que temos.
Até que nosso Senhor volte, que sejamos aqueles que prosseguem dia após dia, em maravilhosa fidelidade àquilo que Ele nos mostrou e para o qual nos chamou.
Esse é, na verdade, o terceiro ponto pelo qual Paulo ora e com o qual desafia aqueles queridos irmãos em Éfeso: que compreendam a vontade de Deus.
Não apenas as várias expressões de Sua vontade em nossa vida, mas que tenham uma compreensão do coração e do propósito de Deus como um todo. Quando falamos sobre o que Deus confiou à igreja, sobre qual obra Ele está avivando, sobre o alvo para o qual estamos prosseguindo e sobre quais são os negócios dEle com os quais devemos estar ocupados — será que compreendemos isso?
Compreendemos a obra que Deus está fazendo nesta hora, reunindo um povo e preparando-o para, ao final, ser Sua noiva eterna? Conhecemos esse chamado que Ele tem de fazer convergir todas as coisas em Cristo? Temos clareza sobre isso?
Que aproveitemos as oportunidades para remir o tempo e obter clareza naquilo em que ainda não temos. Não é algo em que, de repente, recebemos uma revelação completa e um entendimento completo.
Ao falarmos sobre a vontade de Deus e Seu propósito, vemos de maneira pouco nítida. Mas, à medida que prosseguimos, vemos um pouco mais. Acho que, enquanto estivermos nesta terra, ainda veremos de maneira pouco nítida.
Nunca seremos capazes de compreender a altura, a profundidade, a largura e o comprimento de tudo o que Deus propôs em Cristo Jesus. Mas temos uma oportunidade maravilhosa de provar essas riquezas em nossa vida hoje, na medida do que podemos receber.
Será muito além de tudo o que podemos imaginar ou pensar. Ele fará isso à medida que formos encontrados cooperando com Ele.
Isso vai muito além do conhecimento intelectual. É conhecimento tornando-se realidade, com corações conquistados — quando, como aconteceu com aqueles queridos irmãos em Éfeso, vidas são completamente transformadas e inteiramente comprometidas com o Senhor, com Sua casa e com os negócios dEle nesta hora.
Com o que estamos ocupados? Precisamos fazer essa pergunta: com o que estamos ocupados nestes dias? Que o Senhor nos traga de volta a estarmos ocupados com Seus negócios, de tal maneira que conheçamos e compreendamos em nosso coração, e reflitamos em nossa vida, qual é a vontade de Deus.
Havia queridos irmãos no tempo de Davi, lá em 1 Crônicas, que estavam transferindo o reino de Saul para Davi. Havia uma tribo chamada filhos de Issacar.
Em 1 Crônicas 12:32, os filhos de Issacar eram homens que compreendiam os tempos, e não parava por aí: sabiam o que Israel devia fazer.
Eles compreendiam os tempos e sabiam o que Israel devia fazer. É a isso que o Senhor está nos chamando nesta hora. Teremos uma compreensão do que o povo de Deus, a casa de Deus, a igreja, a família de Deus e o corpo de Cristo devem fazer hoje? Com o que devemos estar ocupados?
Neste tempo de crise, há uma coisa: é Sua vida que nos faz atravessar a crise. É trágico quando olhamos para a história da igreja. Muitas vezes, quando surgia uma crise, vários grupos, ao longo dos séculos, levantavam uma grande fachada e diziam: “Vejam, tudo continua ótimo. Tudo está lindo”.
Pintavam a parte externa do prédio, ou faziam isto ou aquilo, e apresentavam aquela fachada grandiosa. Mas não havia nada por dentro — nenhuma vida.
Outros diziam: “Podemos simplesmente criar mais programas, ter mais atividades, concentrar-nos em melhorar as reuniões”. Mas, se nos dedicamos a tentar melhorar uma reunião, estamos buscando o objetivo errado.
A questão é a vida. À medida que a vida do Senhor é expressa por meio dos irmãos e irmãs, as reuniões melhoram.
De muitas maneiras, não conheço ninguém que seja qualificado — e digo isso reconhecendo que também sou culpado de fazê-lo — para julgar as reuniões. Na maioria das vezes, saímos das reuniões e dizemos: “Foi boa. Foi ruim”, isto ou aquilo. Vejo alguns sorrisos, de uma ou duas pessoas que talvez já tenham feito isso antes.
Mas, na verdade, no fim das contas, algumas pessoas aqui podem ter sido muito abençoadas pela reunião. Outra pessoa achou que foi horrível. Outra disse: “Rapaz, foi o sétimo céu”, enquanto você estava sentado ali pensando que aquilo estava morto, sem vida nenhuma. Nós não sabemos.
A questão não é realmente tentar ter “boas reuniões”. A questão é que nosso coração e nossa vida estejam de tal maneira que a vida de Cristo seja expressa. Se nossa vida individual e nossa vida juntos, fora das reuniões, estiverem cheias, as reuniões transbordarão.
As reuniões refletem nossas condições. Nosso objetivo, em meio à crise, é voltar à vida. É a vida de Cristo que nos faz atravessar a crise, individualmente ou juntos.
A pergunta é: reconhecemos a vida? Quando o Senhor passa, nós O reconhecemos? Quando o Senhor fala, reconhecemos a vida? Ou temos nosso próprio padrão?
Ah, como o Senhor, de Sua maneira maravilhosa, está dizendo: “Desperta, tu que dormes. Volta. Lembra-te daquela vida que tocaste. Lembra-te daquela vida que te conquistou. Lembra-te daquela vida que derramei sobre ti publicamente e de casa em casa. Permite que essa vida te fortaleça”.
Se essa vida nos fortalecer, se despertarmos e formos capazes de remir o tempo e continuar prosseguindo, então não haverá abandono do primeiro amor.
De muitas maneiras, o que Paulo escreveu aqui acabou sendo um testemunho profético do que aconteceu depois em Éfeso. Mas que isso não aconteça em nossa vida.
Que sejamos aqueles que, todos os dias, permitem que o Senhor, no frescor de Sua vida, venha e Se encontre conosco. Que tenhamos ouvidos para ouvir o que o Espírito está dizendo à igreja.
Onde houver necessidade de arrependimento, que nos arrependamos. Onde houver necessidade de negar a nós mesmos e prosseguir, que prossigamos. Mas que nunca caiamos em uma condição de complacência.
Que tenhamos, como Kenny estava compartilhando em Cântico dos Cânticos, aquela paixão de buscar nosso Senhor em amor, para nos manter prosseguindo nestes dias. Muitos desafios estão vindo sobre nós. Já enfrentamos muitos, e podemos nos animar, porque as coisas só vão piorar.
No meio disso, porém:
Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente.
Essa é nossa esperança. Esse é nosso caminho para atravessar tudo isso, e é assim que podemos descansar na bondade de Quem Ele é.
Que sejamos encontrados como aqueles que prosseguem, ocupados nos negócios de nosso Pai, guardando o que nos foi confiado, tendo ouvidos para ouvir e permitindo que o Senhor nos traga de volta.
Como Paulo escreveu aos irmãos em Corinto, que sejamos trazidos de volta à pureza da simplicidade e da devoção a Cristo.
Se essa vida de devoção ao nosso Senhor puder permanecer na simplicidade e na pureza que conhecemos ao longo dos anos, haverá um frescor que preservaremos. É o frescor de Sua vida que nos conquistou. É o frescor de Sua vida que nos guarda, e é o frescor de Sua vida que nos conduz adiante e realiza essa obra de nos preparar para Sua volta.
Que sejamos aqueles que são encontrados remindo o tempo.
Eu estava conversando com um irmão outro dia, e isso serve como exemplo de como o mundo permeia a cristandade, permeia a igreja e permeia a vida de todos nós.
É triste como a maioria de nós, a maioria das assembleias, prossegue de determinada maneira durante nove meses, mas então chega o verão, e a vida da assembleia muda. Somos governados pelas circunstâncias exteriores.
Será que nossa vida juntos, nosso prosseguir, deveria ser diferente em julho e em fevereiro? Mas, de alguma forma, associamos esse período às férias e a tudo o que vem com elas, e às vezes adotamos uma mentalidade de verão.
Então chega setembro. Temos um evento em Willow Run. Animamos as crianças de novo. Não, isso é bom, mas passamos por essa fase de retorno.
É como se, durante o verão, em relação à nossa vida juntos, apertássemos o botão de pausa e começássemos novamente em setembro.
Que o Senhor nos desperte para que não sejamos tão governados pelas coisas exteriores — e compartilho isso sendo tão culpado quanto qualquer outra pessoa.
Que sejamos governados pela vida de Cristo de tal maneira que, dia após dia e a cada momento que passa, sejamos aqueles que aprendem cada vez mais de nosso Salvador e O seguem de maneira mais plena e profunda.
Vamos orar.
Senhor, nós Te agradecemos por Tua maravilhosa bondade e por Tuas exortações a nós. Agradecemos pelos exemplos que temos nas Escrituras, que nos tocam e nos encorajam nestes dias.
Senhor, ao olharmos ao redor, para tudo o que está acontecendo, acho que a maioria de nós precisa confessar que nosso maior temor somos nós mesmos.
Senhor, hoje queremos nos oferecer a Ti de maneira renovada. Senhor, aviva-nos no decorrer dos anos. Vivifica-nos, Senhor.
Onde houver uma fome de ouvir, Senhor, que nossos ouvidos sejam desobstruídos. Que nossos ouvidos sejam abertos, e que sejamos aqueles que ouvem o que o Espírito diz às igrejas. Em nome de Jesus. Amém.