Por favor, abram em Filipenses 3. Vamos ler os versículos 15 a 21.
Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este mesmo sentimento;
e, se sentis de outra maneira, também isto Deus vos revelará.
Todavia, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra.
Irmãos, sede juntamente meus imitadores e observai os que assim andam, conforme o exemplo que tendes em nós.
Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo;
cujo fim é a perdição, cujo deus é o ventre, e cuja glória está na sua vergonha, que só pensam nas coisas terrenas.
Pois a nossa cidadania está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo;
o Qual transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da Sua glória, segundo a operação pela qual Ele pode também sujeitar a Si todas as coisas.
Querido Senhor, queremos agradecer-Te por nos trazer a este último dia completo de ministração. Tu tens sido fiel. Tu tens sido bom para conosco.
A oração do nosso coração é que tudo aquilo que Tu predeterminaste, preparaste e nos revelaste pelo Teu Espírito se torne realidade na vida de cada um de nós.
Querido Senhor, não queremos deixar de cumprir o Teu propósito. Não queremos perder coisa alguma nem ficar aquém da Tua glória. Nós Te louvamos e agradecemos, Senhor da glória, que conduzirás muitos filhos à glória. Esta é a Tua vontade e, Senhor, pela Tua graça, prosseguiremos em direção a esse alvo.
Entregamos este tempo nas Tuas mãos. Não olhamos para o homem; olhamos para Ti. Fala, ó Senhor. Os Teus servos ouvem. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Estamos compartilhando sobre esta questão de prosseguir em direção ao alvo. Estamos falando sobre como buscamos alcançar esse alvo.
Queridos irmãos e irmãs, é claro que, antes de conhecermos o Senhor Jesus, já estávamos buscando alguma coisa. Buscávamos algo que pensávamos que nos daria satisfação, plenitude e alegria.
Mas descobrimos uma coisa: seja o que for que busquemos, isso pode nos dar um prazer temporário. Traz muito trabalho e aflição. Mas descobrimos que tudo é vaidade — vaidade de vaidades.
Mas louvamos ao Senhor porque Ele realmente tem misericórdia de nós e nos livra dessa busca. Ele Se revela a nós como nosso Salvador. Ele muda a nossa direção.
Em vez de buscarmos as coisas debaixo do sol, Ele nos persuade a buscar as coisas do céu. E temos mencionado repetidas vezes que aquilo que buscamos não é outra coisa senão uma pessoa — uma Pessoa viva: o Filho de Deus, o Filho do Homem.
Ele é Aquele que realizou a nossa salvação e Aquele que nos conduz à glória. É a Cristo Jesus que estamos buscando.
No princípio, conhecíamos apenas o que Ele havia feito por nós. Era algo tremendo: como Ele Se entregou na cruz para levar os nossos pecados em Seu próprio corpo e como derramou o Seu sangue para a remissão dos nossos pecados, a fim de que recebêssemos a vida eterna. Que graça! Que salvação tremenda é esta!
Mas, irmãos e irmãs, chegará o dia em que perceberemos que já não estamos buscando apenas a Sua obra. De fato, continuamos desfrutando daquilo que Ele fez por nós e somos gratos. Mas, em vez de buscarmos a bênção, buscamos o próprio Senhor.
Esta foi a experiência do apóstolo Paulo. Ele disse, em Filipenses 3:8:
Pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, considero todas as coisas como perda.
Irmãos e irmãs, precisamos ter uma visão do nosso Senhor Jesus. Ele é mais do que o nosso Salvador; Ele é o nosso Senhor. Não O buscamos para nós mesmos, para recebermos todas as bênçãos. Não é isso que estamos buscando.
Somos constrangidos pelo Seu amor e procuramos conhecê-Lo, porque conhecê-Lo é a vida eterna. Irmãos e irmãs, é isso que estamos buscando hoje?
Passo a passo, Ele nos conduzirá para dentro de Si mesmo.
Mas, irmãos e irmãs, esta busca de Cristo é intensamente pessoal. Em outras palavras, ninguém pode buscar Cristo por você.
Num sentido muito real, não existe uma segunda geração. Todos precisam ser da primeira geração. Isto é, cada um de nós precisa, um dia, ver a glória de Cristo e ser completamente conquistado por ela.
Sabem, há uma expressão que diz: “Uma vez capturado, não há como escapar”. Um dia, quando a visão de Cristo — quando a glória do Senhor — aparecer a você, todo o seu ser será capturado, e não haverá como escapar.
Isso precisa ser verdade para cada um de nós. Você precisa ser tão cativado pela beleza de Cristo. O Seu amor precisa constranger você de tal maneira que realmente se esqueça de tudo para segui-Lo.
Assim como Pedro disse, em João 6:68-69:
Senhor, para quem iremos?
Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós temos crido e sabemos que Tu és o Santo de Deus.
Queridos irmãos e irmãs, vocês estão ligados a Cristo dessa maneira, sem ter para onde ir? Ainda estão olhando ao redor, buscando outras coisas além do nosso Senhor Jesus? Ou todo o seu ser foi conquistado pela excelência do conhecimento dEle?
Esta busca do Senhor é profundamente pessoal. É uma experiência pessoal que você mesmo precisa viver. É mais do que compreensão ou conhecimento intelectual. É ser capturado pelo Senhor Jesus; então, você O buscará com alegria.
Irmãos e irmãs, temos mencionado repetidas vezes que buscar Cristo não é algo fácil. Quando o nosso Senhor Jesus disse:
Vem e segue-Me.
Esse chamado exige que deixemos tudo e O sigamos.
No sentido mais espiritual, na própria essência desse chamado, quando o nosso Senhor Jesus disse:
Vem e segue-Me.
Não há como segui-Lo a não ser deixando tudo e seguindo-O.
Humanamente, isso é impossível. Mas, graças a Deus, com Ele isso é possível. Ele tem graça suficiente. Há tamanha excelência em conhecê-Lo, tamanha beleza que nos atraiu, que não podemos fazer outra coisa senão continuar e buscá-Lo.
Quando você busca Cristo, na verdade está percorrendo o caminho da cruz, porque está indo contra a corrente. A corrente deste mundo vai numa direção e, ao seguir Cristo, você precisa ir contra ela. Mas isso é vida.
Se um peixe está morto, ele acompanha a corrente e é levado por ela. Mas, se está vivo, ele nada contra a corrente. Há vida ali — vida e poder de ressurreição. Pela graça de Deus, você é plenamente capaz de superar todos os obstáculos que possam estar no seu caminho.
Muitas vezes, quando você realmente está buscando Cristo, descobre que não está apenas indo contra a corrente do mundo como ele é, mas também está indo contra a corrente do chamado mundo religioso.
Se você realmente ama o Senhor, será incompreendido — não apenas pelas pessoas do mundo, mas até pelas pessoas religiosas. Elas podem pensar que você é extremista demais. Não conseguem compreender você.
Quando o nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele era o Homem celestial sobre esta terra. Como Ele foi incompreendido, como foi perseguido e como foi rejeitado!
Irmãos e irmãs, este caminho da cruz é um caminho solitário. Muitas vezes, você descobrirá que é como se fosse a única pessoa neste mundo percorrendo esse caminho. É intensamente pessoal.
Mas, graças a Deus, ao mesmo tempo você descobrirá que essa busca é profundamente coletiva. É verdade que, no que diz respeito à sua experiência, você pode sentir que é a única pessoa que busca Cristo. Mas não se esqueça de que essa busca é coletiva. Estamos buscando juntos.
Por que é assim? Nosso irmão já mencionou ontem à noite: porque somos o corpo de Cristo, e você é apenas um membro desse corpo.
Nosso Senhor Jesus, o Cabeça, é a plenitude da Divindade. Todas as riquezas de Deus — tudo o que você possa imaginar a respeito do que Deus é e do que Deus tem — estão expressas corporalmente em Cristo.
É simplesmente impossível que uma única pessoa contenha todas as Suas riquezas. É necessário um corpo para conter toda a plenitude da Divindade.
Lembramos, em Efésios 1:20-23, como Deus ressuscitou Cristo dentre os mortos, como Ele ascendeu ao trono nos céus e como ficou acima de todo principado, autoridade e poder. Deus colocou todas as coisas debaixo dos Seus pés e O constituiu Cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que é o Seu corpo, a plenitude dAquele que enche tudo em todos.
Assim, queridos irmãos e irmãs, embora na sua experiência pessoal você possa se encontrar completamente sozinho, na vontade de Deus você descobre que há inúmeras pessoas — todas membros do corpo de Cristo — seguindo pelo mesmo caminho.
Um membro tem capacidade limitada. Dentro da nossa capacidade limitada, não podemos conter toda a plenitude de Cristo. Mas a Sua plenitude transborda para todos os membros do corpo de Cristo.
Você aprende algo de Cristo; eu aprendo algo de Cristo. Ele Se torna tudo para mim; Ele Se torna tudo para você. E, quando reunimos todos os crentes, todos os que são membros do Seu corpo, encontramos a plenitude de Cristo.
Assim, irmãos e irmãs, nesta busca de Cristo, embora vocês possam se sentir sozinhos, há multidões e multidões — incontáveis pessoas — nos encorajando. É uma busca coletiva.
Por quê? Porque a vontade de Deus, o propósito de Deus, o propósito eterno de Deus, é que aqueles que Ele de antemão conheceu também predestinou para serem conformados ao Seu Filho, a fim de que o Seu Filho fosse o Primogênito entre muitos irmãos.
Nosso Senhor Jesus há de conduzir muitos filhos à glória. Portanto, não se esqueçam de que, nesta busca de Cristo, vocês precisam estar envolvidos pessoalmente e, ainda assim, estão de fato buscando junto com muitos irmãos e irmãs. Todos nós estamos buscando Cristo.
Agora chegamos a Filipenses 3:15:
Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este mesmo sentimento.
Graças a Deus, o apóstolo Paulo nos apresentou a sua experiência pessoal na busca de Cristo. Não estava tentando se exibir. Lembramos que, quando Deus lhe deu uma revelação, ele disse que somente depois de catorze anos começou a compartilhá-la com seus irmãos e irmãs.
Ele não era um homem que procurava se vangloriar. Mas, graças a Deus, foi humilde o suficiente para nos contar o que lhe aconteceu em sua busca de Cristo — não para se exibir, mas para nos encorajar.
Por isso, ele disse:
Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este mesmo sentimento.
Aqui encontramos esta palavra: perfeitos.
A palavra perfeito nas Escrituras não significa perfeição sem pecado. Ninguém é perfeito e sem pecado, exceto uma Pessoa: nosso Senhor Jesus. Ele é o único que não conhece o pecado. Não apenas não cometeu pecado, mas não conhece o que é o pecado. Ele está acima disso.
Ele é perfeito e sem pecado e, por ser perfeito e sem pecado, está qualificado para ser feito pecado por nós, a fim de que tivéssemos a justiça de Deus. Mas, à parte o nosso Senhor Jesus, até nós, os crentes — mesmo que creiamos nEle há sessenta ou setenta anos —, não somos perfeitos e sem pecado.
Portanto, perfeito nas Escrituras não significa perfeição sem pecado. Significa maduro — alguém que cresceu.
Vocês encontram a mesma palavra em 1 Coríntios 2:6. Lembram-se de que Paulo foi a Corinto. Antes de ir para lá, ele tomou uma decisão. Naquela época, Corinto era uma cidade de muita cultura. Os coríntios eram famosos por sua eloquência e também por sua imoralidade.
Antes de ir a Corinto, Paulo decidiu diante de Deus que, depois de chegar ali, não conheceria coisa alguma senão Jesus Cristo, e Este crucificado: a cruz do nosso Senhor Jesus, como Ele levou os nossos pecados, como Se tornou nosso substituto, como nos redimiu de todos os nossos pecados e como nos salvou.
Paulo foi para lá e trabalhou entre eles durante um ano e meio. Mas, durante todo esse tempo, deixou de compartilhar algo com eles.
Em 1 Coríntios 2:6, ele disse:
Todavia, entre os perfeitos falamos sabedoria;
não, porém, a sabedoria deste mundo, nem a dos príncipes deste mundo.
É a sabedoria de Deus em mistério.
Ele não podia compartilhar com os crentes de Corinto a respeito dessa sabedoria de Deus. Por quê? Porque continuavam sendo bebês depois de crerem no Senhor Jesus. Eram verdadeiramente salvos, mas ainda viviam segundo a carne. Isso é ser bebê.
Um bebê é muito bonitinho, mas quer tudo para si — é muito centrado em si mesmo. Não se importa de chorar à meia-noite e incomodar outras pessoas. Quando está com fome, quer comida imediatamente. Se você demora um pouco, ele chora.
Os crentes de Corinto eram assim. Agora, queridos irmãos e irmãs, esse não é o propósito de Deus. O propósito de Deus não é ter apenas bebês. O propósito de Deus é ter filhos — pessoas crescidas, pessoas maduras, capazes de assumir responsabilidades.
Elas não são centradas em si mesmas, mas em Cristo. Como esta é a vontade de Deus, irmãos e irmãs, nunca será demais enfatizá-la. Pelo contrário, descobrimos que ela está sendo negligenciada.
Para muitos cristãos, ser salvo dos seus pecados significa ter um passaporte para o céu, e só isso. Depois, vivem neste mundo esperando ser alimentados, satisfazendo os seus próprios desejos, e é só.
É um conceito muito errado pensar que nós, como cristãos, podemos continuar sendo bebês e simplesmente viver para nós mesmos. Não foi para isso que Deus nos salvou. Essa não é a vontade de Deus para nós.
Ele nos salva para conduzir muitos filhos à glória, para compartilharmos a Sua responsabilidade e reinarmos com Ele. Essa é a vontade de Deus.
Mas, infelizmente, descobrimos que há muitos que creem no Senhor Jesus e, depois disso, passam a vida inteira apenas querendo algo de Cristo para si mesmos. Nunca crescem. Só podem beber leite, porque o leite é um alimento pré-digerido — alguém já o digeriu por você.
Você não tem a capacidade de digeri-lo. Não consegue comer alimento sólido. Isto é, precisa se exercitar para digerir alimento sólido.
Sabem, é exatamente como mencionamos em João 6: essas pessoas buscavam Cristo por causa da comida. Quando Cristo tentou conduzi-las em direção ao céu, disseram: “Isso é difícil demais”, e O abandonaram.
Queridos irmãos e irmãs, é uma grande tragédia que, entre os cristãos de hoje, haja mais bebês do que cristãos maduros, quando deveria ser o contrário.
Deus nos libertou deste mundo e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor. Nós, que cremos no Senhor Jesus, recebemos a mesma vida — a vida de ressurreição.
Todos devemos chegar ao alvo, e o alvo é que Cristo seja formado em nós, que sejamos conformados a Ele e que nos tornemos Seus irmãos. Ele é o Primogênito entre muitos filhos.
Queridos irmãos e irmãs, esta é a vontade de Deus. Estamos realmente procurando cumprir essa vontade? Ou estamos simplesmente contentes em nos acomodar e dizer: “Afinal, estou salvo. Afinal, vou para o céu”?
Vocês estão simplesmente satisfeitos com isso, contentes com isso? Podem estar, mas Cristo fica ferido.
É como acontece com os pais terrenos: quando um bebê nasce, eles ficam muito felizes. Sacrificam tudo por aquele bebê. Qual é a esperança deles? Esperam que o bebê cresça, assuma responsabilidades e se torne um homem ou uma mulher.
Mas, se a criança nunca cresce, que tristeza, que tragédia, que desperdício! Se os pais terrenos se sentem assim, quanto mais o nosso Pai celestial ficará ferido por não crescermos?
É verdade: se pudermos continuar sendo bebês, sem nenhuma responsabilidade, cuidados por todos, isso parece muito fácil. Mas, irmãos e irmãs, isso é trágico.
Entre os cristãos, não deveria haver essa diferença. Somos diferentes deste mundo — há uma diferença entre as pessoas deste mundo e o povo de Deus. Mas, infelizmente, vocês encontram na própria Palavra de Deus que os cristãos agora estão divididos em dois grupos.
Um grupo é o dos imperfeitos; o outro, o dos perfeitos. Um é o dos bebês em Cristo; o outro, o dos filhos de Deus já crescidos. Um é o dos cristãos espirituais; o outro, o dos cristãos carnais.
Ora, essa divisão nunca deveria existir. Segundo a vontade de Deus, não é assim. Mas a nossa condição é tal que parece haver muitos na primeira categoria: os imperfeitos, os bebês, os carnais.
E muito poucos, por assim dizer, estão na segunda categoria: os perfeitos, os crescidos, os espirituais. É verdade que, para crescer, há dores de crescimento pelas quais você precisa passar. Mas quantos recuam diante da dor e continuam sendo bebês?
Entre os perfeitos, falamos da sabedoria de Deus — não apenas da salvação inicial, mas de todo o conselho de Deus. É a sabedoria de Deus em mistério. Isto é, ela precisa ser revelada. Se não for revelada, ninguém a conhecerá.
É a sabedoria de Deus em mistério, ordenada antes dos séculos. Antes mesmo de Deus começar a criar os céus e a terra, Ele já tinha isso em Sua mente. Durante todo esse tempo em que tem trabalhado, Ele tem mantido um único propósito em vista.
A Bíblia diz que isso foi predeterminado antes dos séculos para a nossa glória. Vocês não saltam de alegria ao pensar que aquilo que Deus tem em mente para nós não é apenas a salvação, mas a glória?
Agora, o que é glória? Glória é uma palavra muito difícil de definir. Mas vocês encontram na Bíblia que, sempre que Deus aparece, há glória. Ou, como disse o irmão Fox, quando Deus está satisfeito, então a glória aparece.
Queridos irmãos e irmãs, o que é glória? Deus é glória. Mas, quando estamos sendo transformados e conformados à imagem do Filho de Deus, então há glória. É por isso que o nosso Senhor há de conduzir muitos filhos à glória. Esse é o pensamento de Deus.
Isso é algo que olhos não viram, ouvidos não ouviram e que jamais entrou no coração do homem. Mas foi Deus Quem preparou todas essas coisas para aqueles que O amam.
Ele não apenas preparou isso, mas, graças a Deus, também o revelou. Ele revela isso aos Seus pelo Espírito Santo.
Queridos irmãos e irmãs, temos a mente de Cristo? Esta é a mente de Cristo. Paulo diz que temos a mente de Cristo porque o Espírito Santo, que conhece as profundezas de Deus, nos explica essas coisas.
Portanto, irmãos e irmãs, não se contentem em continuar sendo bebês. Vocês podem pensar que ser bebê lhes dá uma vida fácil, mas isso representa uma grande perda.
Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este mesmo sentimento.
Vocês têm essa disposição em vocês?
Vocês têm esta disposição: conhecê-Lo, conhecer o poder da Sua ressurreição, participar dos Seus sofrimentos, ser conformados à Sua morte e alcançar a ressurreição dentre os mortos?
Você toma posse daquilo para o qual Ele tomou posse de você. Este é o testemunho de Paulo, e ele está procurando encorajar cada um de nós: tenham essa mesma disposição. Se vocês têm essa disposição, estão no caminho certo. Prossigam.
E ele disse:
E, se sentis de outra maneira, também isto Deus vos revelará.
Ah, queridos irmãos e irmãs, espero que vocês não tenham outra disposição. Vocês têm a sua própria mente em vez da mente de Cristo?
Se esse é o caso, Paulo disse que Deus lhes revelará isso. Que Deus revele isso a cada um de nós.
Mas, é claro, enquanto prosseguimos nessa busca, estamos em etapas diferentes. Alguns podem estar no primeiro passo; outros podem ter avançado um pouco mais.
Se você está no primeiro passo e olha para outros que estão no segundo, no terceiro ou mais adiante, não desanime. Não pense que nunca chegará lá e, por isso, pare. Não faça isso.
Seja qual for a etapa em que você esteja, permaneça fiel e prossiga. É isso que devemos fazer.
Graças a Deus, há muitos irmãos e irmãs ao longo dos séculos, e até em nossos dias, que buscam Cristo com paixão. Muitos já chegaram.
Até o apóstolo Paulo, quando escreveu 2 Timóteo antes do seu martírio, sabia que havia chegado e que a coroa da justiça o aguardava — não apenas a ele, mas a todos os que amavam a manifestação do Senhor.
Irmãos e irmãs, temos testemunhas ao nosso redor, como vocês encontram em Hebreus 12:1. Em Hebreus 11, encontramos uma lista inteira daqueles que foram atraídos pela glória de Deus. Eles seguiram e chegaram. Receberam o testemunho a seu respeito.
Mas a Bíblia diz que eles não serão aperfeiçoados sem nós. Eles estão esperando por nós, porque o corpo é composto de muitos, muitos membros — não de apenas um membro. Portanto, queridos irmãos e irmãs, tenham coragem e prossigam.
Filipenses 3:18:
Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse,
e agora também digo, chorando,
que são inimigos da cruz de Cristo.
O apóstolo Paulo nos fez uma advertência. Ele advertiu sobre isso muitas vezes. Mas, quando escreveu esta carta, chorou. Suas lágrimas eram lágrimas de amor e compaixão. Ele não estava julgando.
Como ele esperava, como trabalhava, como ansiava por ver todos os que creem no Senhor chegarem ao alvo, prosseguirem e terem essa mesma disposição!
Mas descobriu que ainda havia muitos que tinham outra disposição. Eles talvez pensassem que eram espertos, evitando a cruz e, ainda assim, chegando ao céu. Mas Paulo conhecia a consequência. Ele chorou por eles.
Chorou pelos imperfeitos. Chorou pelos bebês. Chorou pelos crentes carnais. Ansiava que crescessem, que fossem espirituais e que chegassem ao alvo — ao propósito de Deus —, porque essa é a vontade de Deus.
Mas, quando as pessoas se recusam a fazer isso, ele as advertiu com lágrimas. Disse:
São inimigos da cruz de Cristo.
Vocês conseguem imaginar que um crente — alguém que aceitou a obra da cruz em seu favor — possa se tornar inimigo da cruz de Cristo? Por quê? Porque se recusa a aceitar a cruz operando nele. Em seu favor, sim; mas dentro dele, não.
Como isso é sério: nós, os crentes, temos desfrutado da graça e da bênção do Senhor, da obra consumada de Cristo, e, ainda assim, podemos nos tornar inimigos da cruz de Cristo.
Antes, quando eu lia isso, pensava que se referia aos incrédulos. Mas, quanto mais leio, mais percebo que isso está falando aos cristãos. Cristãos, vocês podem ser inimigos da cruz de Cristo.
Cujo fim é a perdição.
Estou dizendo que vocês podem perder a vida eterna? Que podem ser salvos e depois deixar de ser salvos? O dom de Deus é condicional? Se vocês se comportam bem, conservam o dom; se não se comportam bem, Ele o toma de volta? Isso é um dom?
A Bíblia diz que os dons de Deus são irrevogáveis. Uma vez que Ele dá algo gratuitamente a você, nunca o tomará de volta.
Mas o que significa:
Cujo fim é a perdição.
Isso não pode se referir à perdição eterna, porque seria contrário à própria Palavra de Deus, à Sua natureza e à Sua fidelidade. Graças a Deus.
Mas vocês se lembram, ao ler o Sermão do Monte em Mateus 5:1-2, de que, quando a multidão veio ao Senhor, Ele Se retirou para o monte? Então os Seus discípulos se aproximaram dEle, e Ele abriu a boca e os ensinou.
Portanto, o Sermão do Monte não é para os incrédulos; é para os Seus discípulos. Contudo, em Mateus 7:13-14, Ele diz:
Entrai pela porta estreita;
porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição,
e muitos são os que entram por ela.
Porque estreita é a porta, e apertado o