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    What Is The Prize © 2026 Christian Testimony Ministry
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    What Is The Prize
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    Lambert, Lance

    O Prêmio da Soberana Vocação de Deus

    Vocês poderiam abrir comigo a carta de Paulo aos Filipenses, capítulo 3? Vou ler a partir de Filipenses 3:3.

    Porque nós somos a circuncisão, que adoramos pelo Espírito de Deus, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne:
    embora eu mesmo pudesse confiar também na carne.
    Se algum outro julga poder confiar na carne, ainda mais eu:
    circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu;
    quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, achado irrepreensível.
    Mas as coisas que para mim eram lucro, essas considerei perda por causa de Cristo.
    Sim, na verdade, considero todas as coisas como perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor:
    por Quem sofri a perda de todas as coisas, e as considero como refugo, para que eu possa ganhar a Cristo,
    e ser achado nEle, não tendo justiça própria, aquela que vem da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus pela fé:
    para que eu possa conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte;
    para ver se, de algum modo, posso alcançar a ressurreição dentre os mortos.
    Não que eu já tenha alcançado, ou já tenha sido aperfeiçoado: mas prossigo, para ver se posso alcançar aquilo para o que também fui alcançado por Cristo Jesus.
    Irmãos, não considero que eu mesmo já o tenha alcançado: mas uma coisa faço, esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão diante de mim,
    prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    Oração Inicial

    Apenas uma breve oração.

    Amado Senhor, somos tão gratos por estarmos aqui, reunidos em Tua presença nesta noite. Somos gratos, Senhor, porque, quando estamos em Tua presença, qualquer coisa pode acontecer. Para Ti, nada é impossível; nada é complexo demais, difícil demais ou está preso demais.

    Nós Te louvamos, Senhor, porque Tu podes romper qualquer barreira e operar em nosso coração. Senhor, não queremos que esta seja apenas uma reunião de conferência, assim como também desejamos que todas as outras não fossem apenas reuniões de conferência, mas um encontro Contigo.

    Queremos encontrar-Te, Senhor. Queremos que Tu venhas ao nosso encontro. Queremos que Tu, pelo Teu Espírito Santo, nos toques. Portanto, Senhor, Tu sabes que, em nós mesmos, nada somos. Precisamos dessa unção, dessa graça e desse poder para que Tu cumpras o Teu desígnio e propósito nesta noite.

    Senhor, pela fé nos firmamos nessa unção. Que ela esteja sobre mim enquanto falo. Que esteja sobre quem traduz e sobre cada um de nós que ouve, do mais jovem ao mais idoso. Senhor, vem ao nosso encontro, e teremos o cuidado de dar-Te toda a glória, todo o louvor e toda a gratidão do nosso coração.

    Pedimos tudo isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    O Testemunho do Apóstolo Paulo

    Bem, acho que não é necessário dizer que o tema desta conferência é este: prosseguir para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    Li vários versículos deste capítulo porque considero este o testemunho mais notável entre os muitos testemunhos da Palavra de Deus. Não consigo pensar no testemunho de nenhum outro filho de Deus que alcance as alturas e sonde as profundezas como este testemunho do apóstolo Paulo.

    É como se ele abrisse uma janela para o seu interior, e nós víssemos algo que capturou esse rabino, esse Saulo de Tarso — tão convencido de que sua causa era justa, prendendo, detendo e participando da condenação à morte de muitos crentes no Senhor Jesus.

    Algo lhe aconteceu que o transformou de um religioso em um filho de Deus. Um fogo entrou em seu ser e nunca se apagou. É neste testemunho que vocês percebem algo desse fogo.

    É um testemunho extraordinário. O que ele quer dizer?

    Não que eu já tenha alcançado, ou já tenha sido aperfeiçoado.
    Não considero que eu mesmo já o tenha alcançado.

    Afinal, do que ele está falando?

    Esse homem já havia sido usado pelo Senhor para escrever algumas das cartas mais essenciais que temos no Novo Testamento. Já havia escrito a carta aos Gálatas. Havia escrito a primeira e a segunda cartas aos Coríntios. Já havia escrito a primeira e a segunda cartas aos Tessalonicenses.

    É extraordinário que ele diga:

    Não que eu já tenha alcançado.

    Pelo que ele já havia escrito e nos transmitido, eu teria pensado que, se havia uma pessoa em todo o universo que tivesse alcançado o prêmio, essa pessoa era o apóstolo Paulo.

    Eu teria dito que, se havia uma pessoa que tivesse alcançado aquilo para o que Cristo Jesus a havia alcançado, essa pessoa era o apóstolo Paulo. Como podemos explicar isso?

    A não ser que possamos dizer o seguinte: quando vocês têm um Cristo pequeno, conseguem abarcá-Lo. Conseguem encerrá-Lo em poucas palavras. Conseguem explicá-Lo em poucas palavras. Mas, quando a infinitude do Senhor Jesus captura um homem ou uma mulher, essa pessoa se perde numa profundidade insondável.

    De algum modo, aconteceu algo que capturou esse homem, e ele nunca mais pode ser o mesmo. Agora, não é como se o apóstolo Paulo não tivesse defeitos. Acho que eles são bastante evidentes, até mesmo em algumas de suas cartas.

    É interessante que, na Palavra inspirada de Deus, o Espírito Santo tenha deixado registradas algumas das fraquezas e falhas desse extraordinário servo de Deus. Mas o fato permanece: no fundo, o Espírito Santo está realmente dizendo a vocês e a mim que todos somos pessoas bastante comuns. Todos temos falhas e fraquezas. Temos um temperamento.

    Quando o Espírito Santo revela algo da beleza e da glória do Senhor Jesus, algo do propósito de Deus centrado no Senhor Jesus, nunca mais conseguimos nos satisfazer com nada menos que o Senhor.

    De repente, vemos que o mundo é um brilho falso — é superficial, é uma fachada, não passa da aparência. Como nosso irmão disse nesta manhã, vocês podem construir edifícios, elaborar grandes projetos, ter siglas antes do nome, títulos antes do nome e siglas depois do nome. Podem desfrutar de todo o prazer que quiserem neste mundo. Podem construir edifícios e empresas magníficos e, no fim, isso não é nada.

    Vocês ficam sem nada. É isso que toca o cerne desse testemunho do apóstolo. Ele viu algo que dá sentido à vida. Viu algo que dá sentido ao sofrimento e à aflição. Viu algo que, de algum modo, tem a ver com a salvação.

    Tem a ver com a glória de Deus e com o cumprimento do propósito eterno de Deus. Por isso, considero esse testemunho extraordinário.

    O Prêmio É Cristo

    Olho para alguns destes versículos:

    Para ver se, de algum modo, posso alcançar a ressurreição dentre os mortos.

    A palavra exata significa “a ressurreição para fora dentre os mortos”. Só para vocês entenderem, trata-se de uma ressurreição especial. O que ele quer dizer?

    Por que ele diz em Filipenses 3:8:

    Para que eu possa ganhar a Cristo.

    Certamente, de todas as pessoas, o apóstolo Paulo já ganhou a Cristo. Ele realmente O viu. O Senhor apareceu a ele e o derrubou. Todo o seu ministério começou com aquela visão.

    Não queremos dar importância excessiva às visões físicas, mas também não devemos desvalorizá-las nem depreciá-las. Naquela visão — o que chamaríamos de uma visão em êxtase — estava o germe de todo o ministério do apóstolo Paulo.

    Quando Jesus disse:

    Por que Me persegues?

    De algum modo, em algum momento, o Espírito de Deus revelou ao apóstolo Paulo que aqueles crentes a quem ele vinha perseguindo eram parte do Messias. Eles eram o corpo do Messias. Pertenciam a Ele.

    Eles estavam no Messias, e o Messias estava neles, de tal maneira que Jesus não disse: “Por que estás perseguindo os Meus discípulos?”, mas:

    Por que Me persegues?

    Daquela visão, que, como digo, foi o germe de todo o seu ministério, surgiu esse tremendo ministério que temos nas cartas do apóstolo. Por que ele diz:

    Para que eu possa ganhar a Cristo.

    Será que ele realmente quer dizer que Cristo precisa ser ganho? Cristo não é o dom gratuito e inefável de Deus? Ele não nos é dado pela graça de Deus — não porque o mereçamos, não por causa das nossas boas obras, não por causa da nossa devoção, mas simplesmente porque somos pecadores salvos por Sua obra consumada?

    Então, afinal, o que o apóstolo Paulo quer dizer quando afirma:

    Considero todas as coisas como perda, e as considero como refugo, para que eu possa ganhar a Cristo.

    E depois acrescenta:

    E ser achado nEle, não tendo justiça própria.

    Em outras palavras, tudo tem a ver com a graça. Tudo tem a ver com a justificação. Mas, de algum modo, há um ganhar a Cristo.

    Agora, minha responsabilidade nestes dias é esta pequena expressão: o prêmio. É claro que todos acabamos entrando no assunto uns dos outros. Parece que fazem isso em todas estas conferências. Não há como eu não acabar roubando um pouco do irmão Stephen ou do padre Dana, ou eles de mim, naquilo que estamos dizendo.

    Mas minha responsabilidade é o prêmio. O que isso significa?

    Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    O que isso significa? Temos essa palavra, prêmio, mais duas vezes no Novo Testamento. Nós a encontramos em 1 Coríntios 9:24:

    Não sabeis vós que os que correm numa corrida, todos correm, mas um só recebe o prêmio?
    Correi de tal maneira que o alcanceis.

    Depois, em Colossenses 2:18:

    Ninguém vos prive do vosso prêmio.

    Agora, prestem atenção, por favor. Estou tratando disso como se estivéssemos na escola dominical, mas me perdoem. Quero ser o mais simples possível ao falar deste assunto tão grandioso. Esse prêmio está somente em Cristo Jesus.

    Em outras palavras, esse prêmio está diretamente relacionado ao Senhor Jesus. Tem a ver com Jesus, o Messias. Vou citar a frase novamente:

    Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    Portanto, esse prêmio está em Cristo Jesus. Tem a ver com o Senhor Jesus. Por favor, deixem isso penetrar em vocês. Algumas pessoas vão reduzir isso a recompensas e dizer: “Tudo isso é uma questão de recompensas. Jesus recompensa, então o prêmio é apenas uma recompensa”.

    Mas está claro que não se trata de uma recompensa como algo separado do Senhor Jesus. É algo que tem a ver com Ele — com Sua Pessoa, com Seu destino, com o cumprimento de todo o propósito de Deus, de eternidade a eternidade.

    Sabemos que esse propósito eterno de Deus está centrado no Senhor Jesus. Ele é chamado de herdeiro de todas as coisas. Portanto, todo o propósito de Deus está centrado no Senhor Jesus.

    Aqui está a primeira coisa que quero destacar: esse prêmio tem a ver com o Senhor Jesus. Não é algo separado dEle, algo que vocês recebem e levam embora. Tem a ver com Sua Pessoa, com Seu destino, com o fato de Ele ser o herdeiro de Deus — de todas as coisas.

    Fui claro? Aqui está a segunda coisa: é a soberana vocação de Deus.

    Para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

    Deus, em Cristo Jesus, está nos chamando para um prêmio. No Senhor Jesus, cada ser humano nascido de novo — homem ou mulher, idoso ou jovem —, todo aquele que teve uma experiência de salvação com o Senhor Jesus, é chamado.

    Somos os chamados de Deus. Somos a ecclesia, aqueles que foram chamados para fora. Fomos chamados para fora do mundo. Fomos chamados para Cristo, para estar nEle, para ser parte dEle. Como disse o Senhor Jesus, devemos permanecer nEle. Devemos permanecer onde Deus nos colocou: no Messias, e Ele em nós.

    Somos chamados à soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Pensem nisso.

    Agora, se vocês me acompanharam até aqui, pelo menos terão entendido alguma coisa. Caso contrário, se quiserem dormir, podem dormir. Sempre digo isso, como vocês sabem, mas faz parte do meu ministério. Parece que consigo levar algumas pessoas à glória do sono, tanto com minhas gravações quanto com minhas pregações.

    Agora quero fazer uma afirmação: o prêmio é Cristo.

    É simples assim. O prêmio é Cristo. Pode haver outras recompensas que venham nEle e por meio dEle, mas o prêmio é Cristo.

    Portanto, se não chegarmos a conhecê-Lo, podemos perder o prêmio. Se, de alguma maneira, estivermos cegos para o propósito do Pai em relação ao Senhor Jesus, perderemos o prêmio. Podemos estar envolvidos no trabalho cristão, podemos estar envolvidos nas coisas cristãs, podemos trabalhar até a exaustão; mas precisamos reconhecer este simples fato: o prêmio é Cristo.

    Agora vocês começam a entender alguma coisa? Entendem por que o apóstolo Paulo disse:

    Para que eu possa ganhar a Cristo.

    Ele estava apenas expressando a palavra prêmio de outra maneira:

    Para que eu possa ganhar a Cristo.

    Na minha opinião, nada poderia ser mais claro. É claro que tudo fica claro quando os olhos do coração foram abertos. Quando não foram abertos, tudo é tão complexo e difícil de entender. Mas, quando Deus toca os olhos do nosso coração, pensamos: “Por que nunca vi isso antes?”.

    Sabem, todas as grandes verdades são de uma simplicidade absoluta. Vocês não precisam entrar em grandes raciocínios complexos e tortuosos. A teologia muitas vezes faz isso — quero dizer, a falsa teologia. A verdadeira teologia é simples.

    Há aqui uma verdade absolutamente simples: o prêmio é Cristo.

    Cristo como o Dom Inefável de Deus

    Agora, se vocês me acompanharam até aqui e ainda estão acordados, pensem. Se não enxergam isso, deveriam dizer em seu coração: Deus nos deu o Senhor Jesus. Ele é o dom inefável de Deus para nós. É o dom gratuito de Sua graça. Como você pode falar de Cristo como o prêmio?

    Vou tentar explicar um pouco mais. Cristo, o Salvador, é o dom inefável de Deus para vocês. Cristo, como Aquele que os salva plenamente, é o dom inefável de Deus para vocês.

    Aquele que os introduz na salvação de Deus em toda a sua inteireza, em toda a sua plenitude, suprindo cada necessidade que vocês possam ter, transformando um pecador depravado em um santo — Ele é o dom inefável de Deus.

    Cristo como Libertador é o dom inefável de Deus. Com base na obra consumada do Senhor Jesus e no fato de que, por meio da morte, Ele reduziu a nada aquele que tem o poder da morte, isto é, Satanás, qualquer escravidão que exista em sua vida é quebrada pela obra consumada do Senhor Jesus.

    Esse é o dom inefável de Deus para vocês. Não é de libertação que vocês precisam; é do Libertador que precisam. Ele também é o Salvador — vocês não precisam apenas de salvação; precisam do Salvador. Precisam do Libertador.

    Ele pode entrar em nossas situações e quebrar o pecado, quebrar o hábito, quebrar a maldição, libertar-nos de uma camisa de força, por assim dizer.

    Cristo como Libertador — ah, é tão maravilhoso ouvir estas palavras:

    Que nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.

    Às vezes, carregamos o Egito conosco. Podemos ter saído do Egito, mas o Egito está em nós. As escravidões continuam ali — os embaraços e os pesos que nos arrastam para baixo, os pecados que tão facilmente nos enredam. Mas Ele é o Libertador.

    Não vou me demorar nisso. Ele não é apenas o Libertador; Ele é a vida. Ele é a nossa vida. Ele é o dom inefável de Deus para nós como vida eterna.

    A vida eterna não é uma coisa; é uma Pessoa. Vocês e eu descobrimos e experimentamos a vida eterna agora, não depois da sepultura. Não precisamos esperar até sermos sepultados, com todos aqueles hinos que as pessoas cantam e o choro que acompanha tudo isso, para então termos vida eterna. Temos vida eterna agora.

    É por isso que esse tipo de morte é apenas uma sombra. Para o filho de Deus, a morte é como o invólucro de uma crisálida se desprendendo da borboleta. Vocês estão passando de uma realidade para outra.

    Ele venceu a morte. Ele a destruiu. Ele é a nossa vida, e nessa vida está tudo de que precisamos: toda a graça, todo o poder, toda a energia, todos os dons. Tudo está ali, nessa vida. É uma vida vencedora — o dom inefável de Deus para nós.

    Deus não é o Deus da morte. Ele é o Deus da vida.

    Ele não é apenas vida, vida eterna; Ele é Aquele que batiza com o Espírito Santo. Foi assim que João Batista O descreveu:

    Eu, na verdade, vos batizo em água para arrependimento:
    mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar:
    Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

    Esse batismo com o Espírito Santo simplesmente significa que, quando o Senhor Jesus chegou à direita do Pai, cinquenta dias depois da Páscoa, Ele derramou o Espírito Santo. Ele relacionou isso com a Páscoa, com Sua morte — cinquenta dias depois.

    Fico até triste quando as pessoas desvalorizam o Espírito Santo, porque é impossível avançar sem o Espírito Santo. Vocês apagam o Espírito Santo, entristecem o Espírito Santo e não conseguem chegar a lugar algum. Uma sombra cai sobre sua vida cristã. A vida vai se esvaindo, e tudo se torna rotina.

    Esse assunto é importante. Conheço pessoas que pensam que a única maneira de receber a plenitude do Espírito Santo, o poder do Espírito Santo e os dons do Espírito Santo é fazendo todo tipo de boas obras e esperando que o Senhor diga: “Ora, ora, ora, como você está indo bem! Preciso derramar o Espírito Santo sobre você”.

    O Espírito Santo lhes é dado com base na obra consumada do Senhor Jesus.

    Cristo como Noivo

    Mas, como Noivo, Cristo precisa ser ganho. Quando se trata de Ele ser o Noivo, é uma questão de ganhá-Lo.

    Isso é demais para vocês assimilarem? Vou colocar da maneira mais clara que puder.

    O Senhor Jesus, em toda a Sua plenitude, nos é dado gratuitamente. Precisamos ganhá-Lo como Noivo.

    Isso faz sentido. Vocês acreditam que o Pai aprova o casamento infantil? Querem me dizer que o Pai está interessado em alguns filhos de Deus imaturos, ainda crianças, que nunca cresceram, que nunca passaram da fase do jardim de infância?

    Na verdade, alguns deles nem sequer deixaram de ser bebês de colo. Precisam ser mimados e alimentados. Precisam de chupetas para se acalmar. Precisam ser embalados de um lado para o outro o tempo todo. Vocês querem me dizer que Deus vai casar Seu Filho com uma noiva assim? O que estou dizendo faz sentido.

    Não é de admirar que o apóstolo Paulo tenha percebido algo disso e dito:

    Considero todas as coisas como perda, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus.
    Considero todas estas coisas como refugo, para que eu possa ganhá-Lo e ser achado nEle pela graça de Deus.

    Gostaria de conseguir tornar isso mais simples.

    O Desígnio das Escrituras

    Quando fui salvo, pouco antes de completar treze anos, nunca havia lido a Bíblia e nunca havia entrado em um lugar de culto — nem judaico nem cristão. Eu entendia que a Bíblia era cheia de mitos, lendas e exageros.

    Vim ao Senhor de uma maneira maravilhosa. O Senhor me alcançou. Agora tenho setenta e sete anos, e tenho examinado as Escrituras durante todos estes anos para encontrar essas lendas, mitos, imprecisões e exageros. Não os encontrei.

    O que encontrei mudou completamente minha vida. Agradeço a Deus porque Ele começou, quando eu tinha apenas quatorze ou quinze anos, a me mostrar que a Bíblia tem um desígnio.

    De repente, descobri que os primeiros capítulos da Bíblia e os últimos capítulos da Bíblia correspondem entre si de maneira minuciosa e precisa. Havia uma árvore da vida no começo; há uma árvore da vida no fim. Havia um rio da vida no começo; há um rio da vida no fim. Havia um jardim no começo; no fim há uma cidade.

    Havia duas pessoas no começo; depois, elas se tornaram uma multidão que ninguém podia contar. Para onde quer que vocês olhem, é algo absolutamente extraordinário. Pensei comigo mesmo: então a Bíblia tem um desígnio e, se há um desígnio, deve haver Alguém que a planejou. Portanto, deve ser Deus falando.

    A partir daquele momento, comecei a olhar para a Palavra de Deus. Não estou dizendo que entendia tudo, é claro. Comecei a lê-la com inúmeras perguntas, mas sempre a lia com esta compreensão: esta Bíblia tem um desígnio.

    Ela começa com um casamento humano e termina com um casamento eterno. Começa com um casamento entre dois seres humanos, Adão e Eva, até que a morte os separe; mas termina com um casamento entre o Cordeiro e a esposa do Cordeiro, que dura para sempre.

    Achei isso extraordinário. Não conseguia acreditar que a Bíblia terminasse com um casamento. Para algumas pessoas, o casamento é o fim. Para outras, é o começo. Mas acho que é o fim de uma fase e o começo de outra.

    Em outras palavras, é quase como se Deus, desde o princípio, tivesse isso em Seu coração. Ele usou a linguagem da escola dominical — uma linguagem que a pessoa mais simples poderia entender. Todos entendem uma cerimônia de casamento. Todos entendem o matrimônio.

    Ele toma esse assunto extraordinário para ilustrar algo que estava em Seu coração desde o princípio. Por que Ele criou este universo? Por que criou o ser humano? Por que fez tanto para trazer tudo isso à existência a partir do nada? E, quando o ser humano caiu, por que Ele perseverou? Por que tem perseverado dessa maneira, quando poderia ter acabado com tudo e começado de novo?

    Vocês ouvem palavras maravilhosas naqueles últimos capítulos:

    Aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas.

    Morte, luto, choro, doença — o parêntese se fecha. Tudo isso passou.

    Faço novas todas as coisas.

    Então ouvimos as palavras:

    Ao que vencer, Eu serei seu Deus, e ele será Meu filho.

    Aquele que vencer — ouçam — herdará estas coisas. Que coisas são essas? A esposa do Cordeiro, a noiva de Cristo, a cidade de Deus.

    Alguns de vocês já me ouviram dizer isso, mas, por causa daqueles que ainda não ouviram, vou dizer novamente. Esta é uma combinação extraordinária de duas ideias que normalmente nunca são associadas: uma noiva e uma capital.

    Tenho viajado pelo mundo inteiro, por muitos e muitos países. Maridos amorosos — e, às vezes, maridos não tão amorosos — me apresentaram inúmeras esposas por todo o mundo. Nunca, em momento algum, alguém me apresentou sua esposa dizendo: “Esta é minha capital”.

    “Esta é minha capital.” Olhando para algumas delas, eu poderia ter entendido se tivessem dito: “Fortaleza” ou “Muralha”. A esposa é feita de ouro, pedras preciosas e pérola — algumas estavam cobertas dessas coisas, mas não eram feitas delas.

    Mas não acho que alguém associaria naturalmente uma noiva a uma capital. Uma capital é o lugar onde todas as políticas nacionais são definidas, executadas e administradas. É o lugar do governo. É um lugar de reinado e domínio.

    Uma noiva é uma imagem de união e comunhão, do primeiro amor, do tipo de sensibilidade que nasce de um relacionamento verdadeiro e bom. São duas coisas extraordinárias, quase como se o Senhor estivesse dizendo: “Este é o fim, e aquele que vencer herdará isto”.

    Não sei se consegui me explicar, mas estou tentando transmitir algo a qualquer pessoa aqui para quem a Bíblia seja um livro entediante. Vocês a ouvem desde a infância. Francamente, ela não significa muita coisa para vocês.

    Sabem, este Livro é vida. Quando vocês começam a enxergar o que Deus está dizendo, aonde Deus quer chegar, ele se torna empolgante.

    Eclesiastes e Cântico dos Cânticos

    Vou tomar outro texto. Se vocês abrirem a Bíblia na ordem cristã — a ordem judaico-grega, que chamamos de Septuaginta —, descobrirão, no centro da Bíblia, dois pequenos livros. Stephen falou sobre um deles nesta manhã.

    Um desses livros se chama Eclesiastes, o Pregador. O outro é Cântico dos Cânticos. Ambos têm sido o centro de enormes debates e controvérsias.

    Os rabinos sempre disseram que Eclesiastes, na verdade, não deveria estar no cânon das Escrituras. Diziam que ele não fala do templo, não fala da Palavra de Deus, não fala de uma porção de coisas. É tudo:

    Vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

    A palavra vaidade aparece trinta e oito vezes nesse pequeno livro. Em hebraico, significa vapor. Vapor. Vapor. Tudo é vapor. Vocês poderiam dizer de outra maneira: completa futilidade. Tudo é completa futilidade.

    Como nosso irmão disse, vocês realmente se perguntam que livro é esse. Alguns chegaram a dizer — para aqueles de vocês que conhecem um pouco de filosofia — que se trata de uma forma antiga do existencialismo de Jean-Paul Sartre: “Comamos, bebamos e nos alegremos, porque amanhã morreremos”.

    Há outra pequena expressão que aparece oito vezes: “correr atrás do vento”. Correr atrás do vento. Toda a vida humana caída é descrita como um correr atrás do vento.

    Tudo o que vocês fazem, seja sexo, prazer, negócios, religião, seja o que for, é correr atrás do vento.

    Vaidade, vaidade, tudo é vaidade.

    Ali, na minha opinião, no coração desse pequeno livro, em Eclesiastes 3:11, há uma declaração extraordinária que revoluciona o livro inteiro:

    Ele pôs a eternidade no coração deles, sem que o homem possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim.

    Acho que isso tira aquele pequeno livro da desesperança e o leva a uma nova dimensão. É quase como se o Espírito de Deus estivesse dizendo: “Vocês não entendem? Tudo é completa futilidade porque Deus colocou no ser humano um vazio com a forma de Deus”.

    Esse vazio não pode ser preenchido com sexo, prazer, conhecimento acadêmico ou qualquer outra coisa. Se vocês o preencherem com isso, continuarão vazios. No fim, perguntam-se: “Afinal, do que se trata tudo isso? Para que serve? Não me levou a lugar algum”. É um vazio completo, uma completa futilidade.

    Esse vazio tem a forma de Deus. O texto o chama de eternidade — em hebraico, olam. Deus colocou isso no coração do ser humano para que ele nunca se satisfaça com nada além de Deus.

    Agora voltamos ao testemunho do apóstolo Paulo:

    Para que eu possa ganhar a Cristo.

    Considero tudo — e ele tinha muito do que falar —, considero tudo como refugo, para que eu possa ganhar.

    Não apenas ser salvo, não apenas ser liberto, não apenas conhecer o Espírito de Deus dentro de mim, não apenas conhecer a vida — quero ganhá-Lo como Noivo.

    Então chegamos ao segundo pequeno livro, Cântico dos Cânticos. Este é outro livro sobre o qual tem havido enorme controvérsia. Os teólogos liberais o chamam de um poema obsceno do Oriente Médio.

    Na tradição judaica, foi uma visão em sonho que Salomão teve durante a noite, quando Deus lhe revelou o imenso amor que tem por Seus redimidos. É uma pequena pastora, simples e humilde, tirada do ambiente de uma casinha no campo para se tornar a esposa do sultão, do rei.

    Então começa toda a sua preparação. Agora não é mais vazio, vazio, tudo é vazio; futilidade, futilidade, tudo é fútil. Não é mais correr atrás do vento. Agora é propósito, propósito, tudo é propósito; sentido, sentido, tudo tem sentido.

    Então vocês veem como o Senhor toma um filho Seu e o conduz por etapas sucessivas de disciplina e formação, até que, por fim, ele chega a uma nova posição.

    No começo, ela diz:

    O meu Amado é meu, e eu sou dEle.

    Tudo o que Ele tem é meu. É preciso ser uma pastora sendo apresentada à riqueza do palácio de Salomão para se sentir assim. “É meu. É tudo meu.”

    Conheço muitos cristãos assim: “Meu, meu, meu. Tudo é meu. Tudo é meu. Eu em primeiro lugar e eu em último lugar. Ah, Senhor, é claro, é claro que sou do meu Amado — mas isso vem em segundo lugar. O que importa é aquilo que Ele tem. Ele é meu”.

    Vocês conhecem esse tipo de coisa: “Meu púlpito, minha igreja, minha reunião de oração, tudo meu — é meu. Ah, é meu”.

    Então vem outra etapa. O Senhor a deixa. Isso é um choque terrível para ela. Ela fica completamente atônita. “Ele me deixou.” Quando O viu mexendo no ferrolho, demorou muito para se levantar. “Ora, não preciso me preocupar. Ele me pertence.”

    Mas então ela se levantou, exalando seu próprio perfume, abriu a porta, e Ele havia ido embora. Muitos cristãos tiveram essa experiência. De repente, sentem: “Onde está a alegria que conheci no princípio, quando vi o Senhor pela primeira vez?”.

    Ela sai à procura dEle. É espancada. Bem, vocês conhecem a história. A segunda coisa é que agora surge outro refrão:

    Eu sou do meu Amado, e o meu Amado é meu.

    A ênfase mudou.

    Mas isso ainda não terminou. Novamente, o Senhor parte, e há um período de formação e disciplina. Então vem a maravilhosa expressão:

    Eu sou do meu Amado.

    Há aquela bela imagem:

    Quem é esta que sobe do deserto, apoiada em seu Amado?

    Então, pela primeira vez nesse pequeno livro chamado Cântico dos Cânticos, a noiva começa a se preocupar com os outros.

    “Tenho uma irmãzinha”, diz ela. “O que podemos fazer por ela?” Ela nunca havia pensado em ninguém além de si mesma. Ah, isso é tão parecido com muitos cristãos: sempre eu mesmo — eu, eu, eu —, como posso me satisfazer, minha vontade, minha vida, tudo relacionado a mim.

    Que bela imagem. Isso está no centro da sua Bíblia. Portanto, vocês têm um casamento no começo, um casamento no fim e um casamento no centro.

    A Salvação e o Propósito Eterno de Deus

    Mas há outra coisa que considero igualmente notável: o Evangelho de João. Quando fui salvo, ninguém me deu uma Bíblia. Recebi um Evangelho de João, que li, li e reli — um pequeno Evangelho de João de capa de papel, que acabou se desfazendo.

    Sempre fui grato por ter sido João o primeiro livro que li, li e reli. O Evangelho de João não é um relato histórico, como Mateus, Marcos e Lucas. É uma interpretação.

    Vocês sabem como João começa a explicar o ministério do Senhor Jesus e o propósito de Deus nEle? Ele toma oito declarações de “Eu sou” — na minha compreensão, o nome de Deus que não se deve pronunciar. Depois toma oito milagres, que chama de sinais. Em outras palavras, eles significam alguma coisa.

    Vocês sabem qual foi o primeiro sinal? O primeiro sinal foi um casamento, uma festa de casamento em Caná da Galileia. Sabem o que João Batista disse de si mesmo?

    Eu sou o amigo do Noivo.

    É quase como se dissesse: “Sou o padrinho do casamento”.

    Isso não é extraordinário? João entendeu que, de algum modo, o propósito de Deus tinha a ver com um casamento, com um matrimônio. Estamos usando a linguagem da escola dominical, mas a ideia é trazer a Deus um povo que se unisse a Ele em união e comunhão.

    Esse povo teria idade suficiente, se vocês entendem — estaria suficientemente crescido, suficientemente maduro —, para compartilhar com Ele do Seu trono, para reinar com Ele, para governar com Ele.

    Bem, não sei que horas são. Preciso tomar cuidado com o tempo. É fácil se empolgar com algo assim. Mas sabem o que João diz? Aquele casamento, disse ele, era um casamento judaico.

    Num antigo casamento judaico, todos eram convidados. Quero dizer, vinham pessoas das aldeias ao redor; se fosse numa cidade, o convite era aberto a todos. Todos podiam entrar. Algumas pessoas quase iam à falência por causa dos casamentos.

    O mais importante, por ser um casamento judaico, é o vinho. Não estou falando de suco de uva. Quero dizer vinho fermentado. Esses cristãos tentam me dizer que é suco de uva que devemos ter à Mesa do Senhor. Estou falando de vinho de verdade.

    As pessoas na festa de casamento perceberam isso, e o mestre-sala disse:

    Como é que guardaste o melhor vinho até agora?

    Jesus transformou água no melhor vinho, de excelente safra.

    Bem, esqueçam a questão do vinho, se alguns de vocês ficam incomodados. Vou colocar desta maneira: Ele transformou água corruptível em vinho incorruptível.

    É por isso que, no Mediterrâneo e no Oriente Médio, sempre bebíamos vinho. Sempre se colocava água nele. Lembro-me de que meu tio, quando eu era menino, sempre colocava um terço de vinho e dois terços de água.

    Por quê? Porque achavam que a água não era boa. Um menino poderia ter problemas de estômago. É claro que não liam as palavras de Paulo sobre tomar um pouco de vinho por causa do estômago. É isso que significa. Evidentemente, Paulo entendia a mesma coisa.

    A imagem é esta: vinho incorruptível no lugar de água corruptível. É Eclesiastes se tornando Cântico dos Cânticos — algo corruptível, algo vazio, algo fútil, algo possivelmente doentio, transformado em algo incorruptível.

    Não é isso que o Senhor faz conosco? Mas por que um casamento? Pensem nisso.

    Agora preciso começar a terminar, o que significa que estou na metade.

    A salvação, por mais grandiosa que seja, não é o objetivo final do Senhor. A salvação é o meio glorioso e poderoso de Deus para nos levar ao Seu objetivo final.

    Vou repetir: a salvação, por mais grandiosa que seja, não é o objetivo final de Deus — o fim. A salvação, com tudo o que nela existe para nós, é o meio glorioso de Deus para nos levar ao Seu objetivo final.

    Em outras palavras, quando o ser humano caiu, Deus tinha um propósito original para a humanidade, para Adão e Eva. Eles caíram, e Deus tinha esse maravilhoso plano de salvação, que imediatamente colocou em ação.

    Quando vocês e eu somos salvos pela graça de Deus, nascidos do Espírito de Deus, somos colocados de volta no propósito eterno de Deus. Estamos de volta à disputa, de volta à corrida, de volta ao percurso.

    Isso faz sentido para alguém?

    A Apropriação do Prêmio

    Agora voltem ao testemunho do apóstolo Paulo. Vocês começam a entender alguma coisa. Por que Cristo alcançou vocês? Boa pergunta. Conhecendo alguns de vocês, por que Cristo os alcançou? Por que Cristo me alcançou?

    Vocês percebem esta pequena expressão?

    Para que eu possa alcançar aquilo para o que Cristo Jesus me alcançou.

    Para que Ele alcançou vocês? Esqueçam, por um momento, o fato de vocês O alcançarem. Por que Ele os alcançou?

    Ninguém pode fazer parte da noiva de Cristo ou da cidade de Deus sem ser salvo. Em certo sentido, o chamado de Deus inclui a salvação, porque não há como vocês estarem na corrida ou no percurso sem a salvação de Deus.

    Mas a salvação de Deus é o meio que Deus usa para levá-los ao objetivo final. Tudo de que vocês e eu precisamos — poder, graça, dom, força — está ali, na sua salvação. Tudo.

    Às vezes, quando pregamos uma mensagem assim, as pessoas nos dizem: “Ah, vocês estão pregando obras, não graça”. Não, de maneira nenhuma. Estamos pregando graça.

    Ninguém fará parte da cidade santa, do reinado de Cristo nas eras vindouras ou da esposa do Cordeiro, a não ser pela graça de Deus. Mas aqui está a pergunta: vocês se apropriam da graça de Deus?

    Ouçam novamente o apóstolo Paulo:

    Para que eu possa alcançar aquilo para o que Cristo Jesus me alcançou.

    Para que Cristo Jesus alcançou Paulo? Para que ele pudesse alcançar o prêmio. Para que pudesse alcançar o alvo.

    Vejam, agora, de repente, o testemunho do apóstolo faz sentido:

    Para que eu possa ganhar a Cristo;
    para que eu possa alcançar a ressurreição para fora dentre os mortos;
    para que eu possa alcançar aquilo para o que Cristo Jesus me alcançou.

    Agora entendemos. De algum modo, há um prêmio a ser conquistado.

    Bem, somente o Senhor pode nos revelar isso, mas não é como se o Senhor não estivesse interessado em vocês conquistarem o prêmio, alcançarem a condição de noiva. Ele colocou à disposição de vocês absolutamente tudo de que precisam para chegar ao Seu objetivo final.

    Estou sendo claro? Tudo. Às vezes, as pessoas me dizem: “Bem, você não entende minhas dificuldades. Tenho um temperamento muito difícil”. Outras dizem que têm parentes muito difíceis. Outras me contam que precisam viver em circunstâncias muito difíceis.

    Vocês querem me dizer que isso é uma surpresa para o Senhor? Que o Senhor diz: “Meu Deus, quando salvei você, Eu não fazia ideia. Realmente não fazia ideia de que você tinha esses problemas. Não sabia que você tinha um pai tão difícil, uma mãe tão difícil ou parentes tão difíceis. Não fazia ideia de que você tinha esse temperamento. Isso é um choque para Mim”.

    É claro que isso é um absurdo. Quando o Senhor salvou vocês, Ele sabia mais a respeito de vocês do que vocês mesmos sabem. Mesmo agora, com mais tempo de caminhada com o Senhor, Ele ainda os conhece de uma maneira que vocês não conhecem a si mesmos.

    Vocês querem me dizer que Ele os salvou, colocou-os nessa corrida e disse: “Sei que vocês não vão vencer”? Quero dizer, como se Ele afirmasse com toda a clareza: “Só quero colocá-los ali para poder Me gloriar no fato de que vocês não chegarão ao fim”. Não, é claro que não. Vocês conhecem o Senhor. Ele não é assim.

    Em outras palavras, Ele colocou à disposição de vocês toda a graça de que precisam, toda a sabedoria de que precisam e todo o poder de que precisam para chegar ao fim e conquistar o prêmio.

    O Vencedor

    Bem, pela graça de Deus, se eu falar mais sobre este assunto, falarei um pouco sobre o que Deus procura. Ele sabe quem chegará a esse objetivo final que Ele estabeleceu. Tenho muito no coração para compartilhar sobre vencer, porque, afinal, há muita conversa sem sentido sobre esse assunto.

    A grande chave é o Vencedor. Vocês sabem Quem é o Vencedor? É o Senhor Jesus.

    Quando Ele entra em vocês, vocês se tornam como uma daquelas boias no mar — B-O-I-A. Sabem o que é uma boia? Ela sinaliza perigos. Sinaliza determinados canais.

    Quando o mar fica revolto, as ondas se arrebentam sobre a boia. Ela fica completamente submersa, mas sempre volta à superfície. Isso é vencer.

    Quando o Senhor Jesus está em vocês dessa maneira, não importa o que aconteça, pela graça de Deus vocês sairão por cima. Querido filho de Deus, não desista.

    Este testemunho do apóstolo Paulo deveria ser o de vocês também. Essa busca pelo prêmio — que o Senhor toque o coração de vocês.

    Que vocês comecem a enxergar como o mundo realmente é vazio e como tudo o que fazemos é fútil, a menos que estejamos dentro da vontade e do propósito de Deus. Vamos orar?

    Oração Final

    Senhor, elevamos nosso coração a Ti nesta noite. Somos todos feitos do mesmo tecido. Somos pessoas comuns, sujeitas a falhas, com fraquezas, pecados que nos assediam e embaraços que todos nós temos.

    Querido Senhor, de algum modo, toca os olhos do nosso coração e dá-nos uma nova compreensão desta corrida na qual Tu nos colocaste por meio da Tua salvação.

    Senhor, se Tu deste tudo o que é necessário para conquistar o prêmio, queremos ser pessoas que conquistem esse prêmio pela Tua graça e pelo Teu poder. Ouve-nos, Senhor. Toca nosso coração. Não nos deixes continuar os mesmos.

    Redireciona-nos, Senhor. Enche-nos de uma nova compreensão da vida e de tudo o que significa ser um filho de Deus. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.