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    What Is Your Target © 2026 Christian Testimony Ministry
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    What Is Your Target
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    Kaung, Stephen

    A busca de Cristo com paixão

    Filipenses 3:14

    Prossigo em direção ao alvo, à meta, pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.

    É deste versículo que foi extraído o nosso tema. Nosso querido irmão Dana compartilhará conosco sobre o primeiro aspecto e, se Deus quiser, eu compartilharei com vocês, queridos irmãos e irmãs, sobre buscar com paixão. Nosso querido irmão Lynch falará sobre o prêmio.

    Vamos ler novamente Filipenses 3:8-9:

    Mas, certamente, considero também todas as coisas como perda, por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por causa de Quem sofri a perda de todas as coisas e as considero como refugo, para que eu possa ganhar a Cristo; e ser achado Nele, não tendo a minha própria justiça, que seria segundo o princípio da lei, mas aquela que é pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus mediante a fé.

    Oração inicial

    Querido Pai celestial, queremos agradecer-Te por nos reunires neste momento diante da Tua presença. Agradecemos pelo Teu amor por nós, por nos dares todas as oportunidades de ouvir a Tua palavra e de sermos preparados para o Teu glorioso retorno.

    E, Senhor, ao nos reunirmos agora na Tua presença, que a glória do Senhor encha os nossos corações, para que, pela fé, possamos seguir-Te até o fim. Como Te louvamos e agradecemos pela Tua excelência!

    Ó Senhor, atrai-nos, para que todos possamos correr após Ti. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    A busca que dá sentido à vida

    Queridos irmãos e irmãs, sabemos que a vida é uma busca. A vida não é estática. A vida está sempre procurando, buscando, perseguindo, correndo atrás de alguma coisa — algo que estabelecemos como nosso objetivo, como nosso alvo. Somente isso nos dá o sentido da vida.

    Se perdemos o nosso objetivo, nossa vida se torna sem sentido. Todos estão buscando alguma coisa, procurando alguma coisa, tentando alcançar algo que consideram precioso, importante, vital, absolutamente necessário para uma vida satisfatória.

    Algumas pessoas buscam riqueza. Pensam que a riqueza trará satisfação à sua vida. Outras buscam fama, como se a fama fosse tudo para elas, e estão dispostas a trabalhar e a pagar o preço para se tornarem famosas.

    Outras pessoas estabelecem o conhecimento como seu objetivo. Querem ser instruídas, começar a conhecer. E há ainda outras que buscam prazer. Pensam que somente o prazer é o sentido da vida.

    Todos estão buscando, correndo atrás, perseguindo, tentando alcançar algo que traga satisfação e felicidade à sua vida. Mas, assim que você alcança seu objetivo, imediatamente descobre que ele é vazio. Você precisa estabelecer objetivos cada vez mais elevados. Nunca fica satisfeito. E é assim que a vida realmente é.

    A conclusão de Salomão sobre a vida debaixo do sol

    Vocês sabem, há três mil anos houve um rei, o rei Salomão. Ele era o mais sábio dos homens. Na velhice, depois de ter experimentado tudo e investigado todas as coisas, chegou a uma conclusão.

    Assim, temos na Bíblia o livro chamado Eclesiastes — o Pregador. O rei Salomão se tornou um pregador. Ele iria anunciar, declarar, proclamar algo ao mundo inteiro com base em suas descobertas, com base em sua própria experiência.

    Não se trata de uma afirmação teórica, porque ele tinha tudo em suas mãos. Tudo o que seu coração desejava, ele concedia a si mesmo. Nada lhe faltava. Mas, depois de ter experimentado tudo na terra, depois de ter considerado todas as coisas debaixo do céu, debaixo do sol, ele fez uma declaração. Foi assim que começou o livro de Eclesiastes:

    Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?

    Essa foi a sua observação. Essa foi a sua experiência. E ele a compartilhou com o mundo inteiro. Estava nos dizendo que tudo debaixo do sol é vaidade.

    Não importa o que você esteja buscando: se é riqueza, ele tinha toda a riqueza; se é fama, ele tinha fama; se é conhecimento e entendimento, ele era o mais sábio dos homens; e, quanto ao prazer, experimentou todas as formas de prazer para satisfazer a si mesmo. Mas chegou a esta conclusão:

    Vaidade de vaidades; tudo é vaidade.

    Não há exceção debaixo do sol. Tudo o que você busca termina em vaidade.

    Então ele disse:

    Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?

    Ele nos diz que tudo segue em um ciclo. Vem e vai, e voltará novamente. Não há nada novo debaixo do sol. O que aconteceu antes acontecerá outra vez.

    Além disso, nada será lembrado. Tudo é transitório, dura apenas um tempo e depois é esquecido. Não há nada novo debaixo do sol. Os olhos nunca se satisfazem de ver, e os ouvidos nunca se satisfazem de ouvir. Nunca estamos contentes, nunca estamos satisfeitos. Tudo é vaidade de vaidades.

    Eu me pergunto, irmãos, irmãs e amigos: depois de termos caminhado por algum tempo nesta terra, vocês já perceberam que o que esse homem sábio disse é realmente verdade? Nada satisfaz — nada.

    Mas ele também nos disse que não há nada melhor do que comer, beber e alegrar-se. Essa é a vida. Então, vá em frente, busque prazer e todas essas outras coisas, mas não se esqueça: acima do sol, no céu, há Deus. Ele está observando.

    Ele deu vida às pessoas e, um dia, julgará. Assim, quando chegamos a Eclesiastes 12:13-14, ele nos dá seu conselho. Depois de você ter visto todas as vaidades deste mundo, de poder comer, beber e alegrar-se, e de ter trabalhado ao longo de toda a sua vida, em que consiste o todo do homem? Em outras palavras, qual é o verdadeiro sentido do homem?

    Ouçamos a conclusão de toda a questão: teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o todo do homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra, juntamente com tudo o que está oculto, quer seja bom, quer seja mau.

    Sabendo que há Deus, o Criador, Que criou todas as coisas e Que deu todas as coisas — Ele nos deu vida, nos deu tempo, nos deu talentos, nos deu oportunidades —, podemos desfrutar de tudo o que Ele nos deu. Mas não se esqueça de que, um dia, tudo será julgado por Ele. Até as coisas ocultas serão julgadas.

    Diante disso, esse homem sábio, essa pessoa tão experiente, nos deu um conselho. Como devemos viver nesta terra? Qual é o sentido completo do homem? Ele disse:

    Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos.

    Você pode desfrutar de tudo o que Ele lhe deu, mas, enquanto desfruta dessas coisas, não se esqueça de temer a Deus e guardar os Seus mandamentos. Esse é o conselho dele. Vocês acham que esse é um conselho muito sábio?

    A busca religiosa de Saulo e a visão celestial

    Há cerca de dois mil anos, havia um jovem de Tarso. Seu nome era Saulo. Vocês sabem, os jovens de todas as gerações geralmente estabelecem seu objetivo em alguma coisa debaixo do sol. Buscam prazer, posição, poder, honra e fama.

    Mas esse jovem era diferente. Embora fosse jovem, compreendeu o conselho do rei Salomão. Então tomou uma decisão: em vez de buscar as coisas vazias e vãs desta terra, buscaria temer a Deus e guardar os Seus mandamentos.

    Em outras palavras, ele não viveria apenas para uma vida passageira. Estava buscando algo eterno, algo que realmente valesse a pena. Por isso, rejeitou até mesmo todas as coisas deste mundo. Buscou algo religioso, espiritual. Viveu uma vida de temor a Deus.

    A Bíblia nos diz — ele mesmo testemunhou — que ele era fariseu. Ora, todos sabemos que os fariseus eram pessoas que estudavam a Bíblia, que guardavam os mandamentos, que tinham muito cuidado em observar cada letra da palavra.

    Havia poucos fariseus em cada geração, mas os que eram verdadeiros fariseus eram realmente pessoas que chamaríamos de piedosas, religiosas, moralmente corretas, até mesmo legalistas. Procuravam observar cada pequena letra da palavra.

    E esse homem testemunhou que, no que dizia respeito à letra da lei, era irrepreensível. Que jovem ele era!

    Ele foi instruído pelo melhor rabino daquela época, segundo todas as tradições dos antepassados. Estava tentando edificar a sua própria justiça, para que pudesse comparecer diante do juízo de Deus e ser aprovado.

    Mas, por ter sido inteiramente formado nas tradições dos antepassados, esse jovem se tornou perseguidor dos cristãos. Por quê? Porque, segundo as tradições de seus antepassados, consideravam Jesus um impostor, um traidor da religião judaica.

    Esse jovem, portanto, era uma pessoa zelosa. Era tão zeloso que se tornou um líder na perseguição aos cristãos. Nunca pôde perseguir o próprio Cristo, mas perseguiu todos os seguidores de Jesus Cristo.

    Agora, lembrem-se: quando fazia isso, pensava que estava servindo a Deus, prestando um serviço a Deus. Colocava todo o seu coração nisso.

    Mas, um dia, ele estava a caminho de Damasco, levando uma carta do sumo sacerdote para ir àquela cidade estrangeira, prender as pessoas do Caminho — os que seguiam o Senhor Jesus — e levá-las a Jerusalém para serem condenadas. Essa era a sua missão.

    Mas, graças a Deus, Deus conhece o coração. Embora o que ele fazia fosse verdadeiramente um desserviço a Deus, e ele estivesse contrariando a vontade de Deus ao perseguir o Filho de Deus, Que veio a este mundo para nos salvar, ainda assim Deus sabia que ele era sincero.

    Por isso, enquanto seguia para Damasco, não muito longe da cidade, de repente, ao meio-dia, uma grande luz do céu brilhou sobre ele. Foi atingido por aquela luz. Caiu por terra e ali ouviu uma voz:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues? Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.

    Essa é a voz do nosso Senhor Jesus. Ele havia subido às alturas e estava assentado à direita de Deus Pai; dali, falava a esse jovem. O jovem não O conhecia, mas Ele conhecia o jovem.

    Saulo, Saulo, por que Me persegues?

    Não era uma voz irada. Era uma voz compassiva, amorosa, cheia de cuidado. “Por que você Me persegue? Não sabe que o que está fazendo está ferindo a você mesmo?”

    O significado de recalcitrar contra os aguilhões

    Sabemos que, quando as pessoas cultivavam a terra, usavam um cavalo ou um boi para lavrá-la. Colocavam o cavalo ou o boi sob um jugo, e o lavrador guiava o jugo para que o sulco feito na terra fosse reto.

    Mas, vocês sabem, um boi ou um cavalo quer seguir seu próprio caminho. Quer ir para a esquerda e para a direita. Talvez veja algo bom para comer e, ao fazer isso, comece a andar em zigue-zague. Então o lavrador procura trazê-lo de volta.

    Na mão do lavrador havia um instrumento pontiagudo chamado aguilhão. Ele usava esse instrumento para tocar a perna do animal, apenas para lembrar ao cavalo ou ao boi que tinha um senhor, que estava fazendo o trabalho do seu senhor e que não podia seguir seu próprio caminho.

    Se continuasse seguindo seu próprio caminho, acabaria se ferindo. É claro que o lavrador tocava muito de leve, porque não queria ferir o animal. Mas o animal era tão indomável que dava coices contra o aguilhão e, ao fazer isso, feria a si mesmo.

    Depois de algumas vezes, até um animal aprende a ser obediente, sabendo que tem um senhor.

    Agora, queridos irmãos, irmãs e amigos, quando viemos a este mundo, não viemos por nós mesmos. Deus nos deu vida. Ele tem um propósito para cada um de nós. Ele é o nosso Senhor. Fomos enviados a este mundo para cumprir a Sua missão.

    Não pertencemos a nós mesmos. Mas, infelizmente, não sabemos disso. Tentamos seguir nosso próprio caminho. Ao fazermos isso, Deus nos lembra, toca-nos suavemente por meio de alguma circunstância, de alguma coisa que nos lembre de que não pertencemos a nós mesmos. Temos um Senhor.

    Viemos para fazer a obra de Deus, para cumprir o Seu propósito, e não o nosso. É para isso que a vida realmente existe. E muitas vezes damos coices contra o aguilhão, contra a nossa consciência.

    Nossa consciência já não nos falou uma, duas, três vezes, muitas vezes, lembrando-nos para que a vida realmente existe? Mas todos nos rebelamos. Se continuarmos dando coices, ferimos a nós mesmos. Mas, se ouvirmos, então, graças a Deus, fazemos o trabalho.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, esse jovem ouviu esta voz: “Não machuque a si mesmo. Compreenda. Seja submisso. Faça aquilo para o que foi enviado. Então sua vida será plena e abençoada”.

    E, graças a Deus, essa visão no caminho de Damasco abriu os olhos desse jovem. Ele estava tentando edificar a sua própria justiça para que, um dia, quando comparecesse diante de Deus, pudesse ser aprovado.

    Mas, naquele dia, o Senhor lhe mostrou que sua justiça era como trapos de imundícia. Não cobria a sua nudez. Apenas o enganava e, por fim, o destruiria.

    E Deus, Que é misericordioso, olhou para ele, resgatou-o, mudou sua direção e o colocou no caminho certo, com o objetivo certo.

    Assim, depois de ouvir a Sua voz e compreender, depois de ver aquela visão, esse jovem percebeu: não se tratava dele mesmo; tratava-se de Cristo. Embora fosse religioso e piedoso, ainda era centrado em si mesmo. Estava tentando edificar a si próprio.

    Queridos amigos, queridos irmãos e irmãs, é isso que todos nós estamos fazendo. Estamos tentando edificar a nós mesmos. Algumas pessoas procuram edificar a si mesmas para este breve tempo de vida. Outras talvez sejam mais sábias, ouçam o conselho de Salomão e procurem temer a Deus e guardar os Seus mandamentos, edificando a si mesmas para a eternidade.

    Mas, mesmo assim, temos o alvo errado, o objetivo errado, e isso nos levará ao fim errado. Por isso, graças a Deus, um dia, por Sua misericórdia, Ele olhou para nós e nos fez deixar de olhar para nós mesmos e voltar os olhos para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

    Cristo como o verdadeiro alvo da busca

    Assim, queridos irmãos e irmãs, todos estamos buscando. Estamos correndo. Todos estamos procurando. Mas qual é o nosso objetivo? Qual é a meta? Qual é o alvo que queremos alcançar?

    Penso que essa é a coisa mais importante de toda a nossa vida. Se escolhermos o alvo errado, nossa vida será um desperdício. Mais do que um desperdício, será uma perda para a eternidade.

    Portanto, é extremamente importante que cada um de nós receba a visão celestial. Precisamos ver Cristo Jesus. Se O virmos, veremos a excelência do conhecimento de Jesus Cristo e seremos capazes de considerar todas as coisas como perda, até mesmo como refugo, a fim de conhecê-Lo.

    Mas algumas pessoas talvez perguntem: “Há alguma necessidade de buscarmos a Cristo? Não é verdade que não somos nós que O buscamos, mas Ele Que nos busca?”

    Quando ainda éramos pecadores, ovelhas perdidas, Deus amou o mundo de tal maneira que nos deu Seu Filho unigênito, nosso Senhor Jesus. Ele veio a este mundo para ser um homem entre nós, a fim de nos salvar.

    Aquele Que não conheceu pecado foi feito pecado por nós, para que Nele nos tornássemos justiça de Deus.

    Ele nos buscou. Éramos como aquela ovelha perdida na montanha, e nosso Bom Pastor veio nos buscar. Ele nos encontrou, colocou-nos sobre Seus ombros e nos trouxe de volta à casa do Pai. Queridos irmãos e irmãs, essa não é a nossa própria experiência?

    Ele nos chama:

    Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos darei descanso.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, esse é apenas o começo. Por que é assim? Se o seu objetivo é uma coisa morta, você pode buscá-la e, quando a obtiver, pronto. Isso é tudo.

    Mas lembrem-se: nosso alvo é uma Pessoa viva. É Cristo Jesus. Ora, Quem é Cristo Jesus?

    Se você ler a Bíblia, descobrirá que Ele é mais do que o nosso Salvador. Ele é o nosso Senhor. A Bíblia nos diz que toda a plenitude da Divindade habita Nele corporalmente.

    Vocês sabem, tudo o que Deus é, Cristo é. Todo o caráter de Deus — Seu amor, Sua justiça, Sua santidade, Sua perfeição, Sua pureza, Seu poder, Seu conhecimento cheio de sabedoria, Sua onipresença, em todo lugar —, todos os atributos, todo o caráter, tudo o que vocês podem conceber acerca de Deus habita em Cristo corporalmente.

    Podemos dizer com segurança que, quando Deus nos deu Seu Filho, Ele nos deu tudo. Se você quiser pedir a Deus qualquer outra coisa, Deus diz: “Vá ao Meu Filho. Não tenho mais nada. Está tudo ali”.

    É por meio do Filho que toda a plenitude da Divindade se torna disponível a nós. Isso é o que Cristo é. Ele é o Ser infinito.

    E, se você estabelecer Nele o seu objetivo, o seu alvo — se quiser conhecê-Lo, ganhá-Lo —, queridos irmãos e irmãs, não haverá fim. Não apenas nesta vida, mas também na vida futura, estaremos sempre buscando a Ele, porque Ele é tudo em todos para nós.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, nós de fato louvamos e agradecemos ao Senhor porque nós, que cremos no Senhor Jesus, estabelecemos corretamente o nosso alvo. Sabemos para onde estamos indo. Sabemos o que estamos buscando. E sabemos que não há fim.

    Cada vez mais, conheceremos a Ele. E conhecê-Lo é vida, e vida abundante. Portanto, que alegria para nós, que cremos no Senhor Jesus e agora estamos buscando a Ele! Como somos abençoados, como estamos cheios de vida!

    A natureza ativa da busca cristã

    Agora, a Bíblia nos diz que estamos sempre buscando; estamos sempre correndo. Se vocês lerem 1 Coríntios 9, verão que o apóstolo Paulo nos diz que estamos correndo, correndo para vencer. Estamos combatendo. Estamos lutando por aquela coroa, por aquela recompensa.

    E, em Filipenses 3, o próprio apóstolo Paulo nos diz que, depois de ter visto a visão celestial, tornou-se Paulo, que significa “pequeno”. Antes de conhecer o Senhor, ele era Saulo. Saulo significa “pedido”; ele era a pessoa que todos pediam.

    Mas agora, depois de conhecer o Senhor, tornou-se Paulo, que significa “pequeno”. Ele é pequeno, mas Cristo é grande.

    Mesmo depois de ter servido ao Senhor tão fielmente por anos, ele disse:

    Não digo que já tenha chegado. Esqueço-me do que fica para trás e prossigo, estendendo-me para o que está diante de mim. Tudo o que desejo alcançar é aquilo para o que Ele me conquistou, para que eu possa conquistar tudo aquilo para o que Ele me conquistou. Prossigo.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, quer vocês tenham acabado de crer no Senhor Jesus, tenham crido recentemente ou já creiam no Senhor Jesus há décadas, não há descanso nessa busca. Buscando — ainda estamos buscando, porque sempre há algo mais: mais excelência, mais glória em nosso Senhor Jesus, que podemos alcançar.

    Agora, como buscamos? A própria palavra buscar é uma palavra ativa. Quando você pensa nessa palavra, ela não significa apenas caminhar tranquilamente, sem pressa, olhando para cá e para lá, andando sem rumo.

    Não. Buscar significa dedicar-se a isso com diligência. Não é algo casual de modo algum. Não é: “Vá com calma”.

    Vocês sabem, queridos irmãos e irmãs, às vezes dizemos que, depois de crermos no Senhor Jesus, pensamos que agora tudo será um mar de rosas. Então, o que devemos fazer depois de crer no Senhor Jesus? Apenas nos sentar em uma cadeira e ser carregados até o céu.

    Esse é o cristianismo que as pessoas esperam, mas é uma miragem. Não é verdade, porque buscar é uma palavra ativa. Estamos correndo uma corrida de obstáculos. O caminho não é fácil. Por quê? Porque estamos correndo contra a corrente deste mundo.

    É por isso que a Bíblia às vezes diz que é um combate. Precisamos combater o bom combate. Temos muitos obstáculos, muitas dificuldades. Não esperamos ser carregados facilmente para o céu, mas estamos preparados para combater o bom combate da fé. É isso que precisamos fazer.

    Nós, cristãos, somos preguiçosos demais. Não somos suficientemente diligentes. A Bíblia nos diz: “Sede diligentes”. Depois de ter fé, acrescentem a ela a virtude, e assim por diante, para que possam entrar no reino com abundância. Precisamos tornar firme a nossa vocação. Essa é a vida cristã.

    O Senhor nos chama:

    Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim; porque sou manso e humilde de coração: e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.

    Irmãos e irmãs, quando nosso Senhor Jesus esteve nesta terra, Ele viveu uma vida muito confortável, fácil, uma vida que se poderia chamar de próspera? De modo algum. Foi exatamente o contrário.

    Pensem em nosso Senhor Jesus, o Filho de Deus, vindo a este mundo para viver uma vida humana. Como Ele viveu? Trilhou o caminho da cruz. Carregou a cruz durante toda a Sua vida, negando a Si mesmo.

    Ele não fazia nem dizia coisa alguma por Si mesmo, embora fosse todo-poderoso. Mas, em todas as coisas, era obediente ao Pai Que O enviou. Carregou a cruz durante toda a Sua vida, até ser crucificado nela.

    Pelo que também Deus O exaltou sobremaneira, e Lhe deu o nome que está acima de todo nome; para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, precisamos buscar.

    A preparação para o retorno do Senhor

    Uma coisa precisamos lembrar: estamos agora no século XXI. Já no primeiro século, antes de nosso Senhor Jesus voltar ao céu, Ele nos prometeu que viria.

    Em cada século, em cada geração, aqueles que amam o Senhor têm esperado pelo Seu retorno. Eles não estão errados, porque o Senhor pode voltar a qualquer momento.

    Mas por que Ele tem esperado, esperado e esperado até agora? Porque a noiva não está pronta.

    Nós devemos ser a Sua noiva. Estamos prontos para Ele? Estamos buscando a Ele? Estamos buscando outras coisas em vez do nosso Senhor Jesus?

    Estamos dispostos a considerar todas as coisas como refugo — coisas das quais nos afastamos — porque vimos o Senhor? Esse é o caminho para nos prepararmos. Essa é a maneira de empregarmos nossa vida.

    E, queridos irmãos e irmãs, resta muito pouco tempo. Precisamos buscar, e buscar com paixão.

    O significado da paixão espiritual

    Agora, o que é paixão? Não estamos falando da paixão e da concupiscência da carne. Vocês se lembram de que, em Gálatas 5, encontramos as paixões e as concupiscências da carne. Em nossa carne há paixão. Muito do que se chama amor é apenas paixão e concupiscência.

    Não podemos buscar o Senhor com o amor e a paixão da nossa carne. Pelo contrário, sabemos que nosso velho homem, nossa carne, com suas concupiscências e paixões, foram crucificados com Cristo.

    Mas ainda assim precisamos buscar o Senhor com paixão. Então, que tipo de paixão é essa? Não é uma paixão que vem da nossa própria carne.

    Vocês sabem, aquele jovem Saulo perseguia os cristãos com paixão, com zelo. Mas estava errado. Estava fazendo exatamente o contrário. Isso precisa ser crucificado.

    Precisamos negar a nós mesmos, tomar a cruz e seguir o Senhor. Mas qual é a paixão de que estamos falando?

    Em 2 Coríntios 5:14-15:

    Porque o amor de Cristo nos constrange; porque assim julgamos: Um morreu por todos, logo todos morreram; e Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele Que por eles morreu e ressuscitou.

    E Romanos 12:1:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

    Ora, essa é a paixão. Em outras palavras, é o amor de Cristo que nos constrange.

    Queridos irmãos e irmãs, precisamos ver a glória do Senhor. Não é apenas quando cremos Nele pela primeira vez que vemos Sua beleza — a beleza Daquele Que foi crucificado. Ele derrete nossos corações. Ele conquista nossos corações, e nós nos entregamos a Ele.

    Mas, ao longo de todo o caminho, irmãos e irmãs, precisamos ver cada vez mais a Sua excelência, a Sua beleza, o Seu amor e a Sua grandeza.

    Abraão, quando o Senhor da glória lhe apareceu, saiu pela fé, deixando tudo para trás e indo para onde Ele o conduzia. Irmãos e irmãs, isso é paixão.

    Nossa paixão diminuiu e esfriou? Nossa busca está ficando mais lenta, quase parando? Ou está retrocedendo?

    Que o Espírito do Senhor sonde nossos corações, sonde-nos profundamente e nos toque novamente com Seu amor. E, por amor ao nosso Senhor Jesus, irmãos e irmãs, vamos buscá-Lo com paixão.

    O exemplo do conde Zinzendorf

    Nosso querido irmão mencionou Zinzendorf. O conde Zinzendorf era um nobre. Foi educado como membro da nobreza. Isso aconteceu no século XVIII.

    Depois de sua formação na universidade, era costume, naquela época, que os membros da realeza viajassem pela Europa para conhecer melhor a cultura de seu tempo. Assim, esse jovem, o conde Zinzendorf, foi a Paris.

    Paris era um lugar que atraía os jovens, mas, para Zinzendorf, não havia atração alguma. Ele já havia renunciado ao mundo e aos seus prazeres.

    Mas, um dia, ao viajar para Düsseldorf, visitou um museu de arte. Viu um quadro, uma pintura feita por um artista que havia se voltado para o Senhor enquanto a pintava.

    Movido por seu primeiro amor pelo Senhor, o artista pintou uma cabeça, que deveria representar o Senhor — uma cabeça ensanguentada. Ele a ofereceu como presente ao museu.

    Todos os dias, ia ao museu, escondia-se atrás de uma coluna, observava se alguém estava olhando para o quadro e orava.

    Um dia, esse jovem, Zinzendorf, visitou o museu. Olhou para o quadro e ficou imóvel, profundamente tocado.

    Abaixo do quadro havia uma inscrição:

    Fiz tudo isto por ti; o que fizeste por Mim?

    Zinzendorf olhava para o quadro. Não conseguia sair dali. O museu estava prestes a fechar, então o guarda tocou em seu ombro e disse: “Está na hora de ir”.

    Ele voltou ao hotel. Entregou sua vida, mais uma vez, tudo o que tinha, ao Senhor Que havia feito tanto por ele.

    E todos conhecemos a história. Ele abriu suas terras, acolhendo os cristãos que eram perseguidos naquela época, e permitiu que se estabelecessem ali.

    Dedicou toda a sua vida a ir ao encontro deles e reuni-los em unidade. Esse foi o início do movimento morávio.

    Irmãos e irmãs, isso é buscar com paixão.

    E você? Onde você está?

    Que o Espírito do Senhor sonde cada um de nós aqui, para que possamos nos preparar para o retorno do nosso bendito e amado Senhor.

    Oração final

    Querido Senhor, Tu nos chamaste para buscar-Te com paixão. Tu nos amaste com paixão. Que amor apaixonado! Tu Te derramaste por nós sem reservas, sem levar nada em conta.

    Ó Senhor, que o Teu amor nos reavive e nos toque, para que possamos verdadeiramente ser escravos por amor. Não queremos sair livres.

    Senhor, nossas vidas são Tuas. Que Tu coloques o Teu selo sobre cada um de nós. Ó, não deixes ninguém sair livre.

    Para o louvor da Tua glória, em Teu precioso nome, o bendito nome, oramos. Amém.