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    The Practice Of Corporate Prayer © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Practice Of Corporate Prayer
    The Practice Of Corporate Prayer
    Pittman, Kenny

    A prática da oração corporativa

    Gostaria de pedir que vocês abrissem no Evangelho de João, em João 2. Vamos ler um relato a partir de João 2:13.

    E estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
    E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas, e os cambistas assentados.
    Tendo feito um açoite de cordas, expulsou todos do templo, tanto as ovelhas como os bois; e derramou o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas.
    E disse aos que vendiam pombas: “Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de Meu Pai uma casa de comércio”.
    E os Seus discípulos lembraram-se de que estava escrito: “O zelo da Tua casa Me devora”.

    Agora abram comigo em um relato semelhante, em Mateus 21. Vamos começar em Mateus 21:10.

    E, entrando Ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: “Quem é Este?”
    E a multidão dizia: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia”.
    Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas.
    E disse-lhes: “Está escrito: ‘A Minha casa será chamada casa de oração’; mas vós a fizestes um covil de ladrões”.

    E, por fim, no mesmo livro, em Mateus 18. Vou começar a leitura em Mateus 18:15, para termos o contexto.

    Mas, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente. Se ele te ouvir, ganhaste teu irmão.
    Mas, se não te ouvir, leva contigo mais um ou dois, para que toda questão seja confirmada pela palavra de duas ou três testemunhas.
    E, se não os escutar, dize-o à assembleia. E, se também não escutar a assembleia, seja ele para ti como um gentio e um publicano.
    Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
    Novamente vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será concedido por Meu Pai, que está nos céus.
    Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

    Oração inicial

    Vamos orar.

    Senhor, mais uma vez, ao nos achegarmos a Ti e lermos a Tua Palavra, confessamos nossa total e absoluta dependência de Ti. Nós Te dizemos novamente, porque cremos de todo o coração: somente Tu tens as palavras da vida eterna.

    Pedimos novamente hoje, ao abrirmos a Tua Palavra e considerarmos estas coisas que o Espírito Santo deixou para nossa edificação, que abras nossos olhos interiores e nossos ouvidos interiores, para que vejamos o que diz respeito a Ti nestes versículos e ouçamos o que diz respeito a Ti nestes versículos.

    Senhor, fala, pois esperamos em Tua presença e invocamos o Teu nome. Amém.

    A prioridade da oração corporativa

    Bem, temos feito uma breve série sobre essa questão da oração corporativa. Todo esse encargo surgiu desta frase em Mateus 21:13, em que o Senhor Jesus disse:

    A Minha casa será chamada casa de oração.

    Para mim, essa é uma declaração extraordinária. Quando o Senhor Jesus teve a oportunidade de dizer qualquer coisa, ou tudo, a respeito de Sua casa, Ele concluiu com estes pensamentos. Disse: “É isto que a Minha casa será. É assim que ela será. Vocês a fizeram um covil de ladrões, mas a Minha casa será chamada casa de oração”.

    Bem, foi daí que veio o encargo: desse único versículo. Acho que a maioria de vocês sabe que, da última vez, examinamos dois dos três pontos. E, como vocês já sabem, sou apaixonado por aliterações. Então, espero que isso ajude vocês, assim como me ajuda a lembrar das coisas.

    Examinamos a prioridade da oração corporativa. Vimos como Deus Pai, no Antigo Testamento, enfatizou a oração, quando estudamos a dedicação do templo de Salomão. E, quando o Senhor Jesus falou de Sua igreja — nas duas únicas vezes em que mencionou diretamente Sua igreja —, Ele concluiu com essa ênfase na oração.

    Depois, quando purificou o templo na última vez em que foi a Jerusalém, como lemos em Mateus 21:13, Ele fez esta declaração impressionante:

    A Minha casa será chamada casa de oração.

    Essas coisas deveriam nos dar alguma percepção da prioridade que nosso Senhor Jesus e Deus Pai atribuem à oração corporativa. Às vezes, penso que nosso problema é que nossas prioridades são diferentes da prioridade Dele. Mas, quando vocês examinam a Palavra de Deus, quando consideram a Palavra de Deus e olham especificamente para a casa de Deus, veem essa ligação — essa ligação inquebrável — entre a casa de Deus e a oração.

    E creio que isso nos mostra algo sobre qual é a prioridade.

    O princípio da oração corporativa

    A segunda coisa que examinamos e consideramos foi o princípio da oração corporativa. E acho que devemos — alguns de vocês talvez não gostem que eu diga isso, mas vou dizer mesmo assim —, acho que devemos muito ao irmão Nee pelo que compartilhou conosco em seu livro O ministério de oração da igreja.

    Da última vez, li para vocês uma citação de Lance. Não era o irmão Nee quem dizia aquilo; era Lance. Ele disse que, quando se trata de oração pessoal e devoção particular, há uma infinidade de livros. Há muitos livros bons. Pessoalmente, gosto dos livros de E. M. Bounds. Consulto com frequência seus diversos livros sobre oração.

    Mas nosso irmão Lance disse algo extraordinário. Ele disse que, quando se trata de oração corporativa, há muito pouco escrito, e ela é ainda menos praticada. É uma afirmação impressionante.

    Ele continuou dizendo que um livro parecia tê-lo influenciado. E o irmão Lance, que, como vocês sabem, acredito ter dedicado grande parte de seu ministério e de seu trabalho à oração corporativa, disse que o livro do irmão Nee, O ministério de oração da igreja, é o livro sobre oração corporativa.

    Sei que alguns de vocês provavelmente não leram esse livro, mas gostaria de incentivá-los a lê-lo. E o irmão Nee descobriu, em seu trabalho diante do Senhor, este princípio da oração corporativa: a terra governa o céu.

    Isso parece extraordinário. À primeira vista, vocês pensariam que está errado, que o céu governa a terra. Mas, quando examinamos o que o Senhor Jesus disse tanto em Mateus 16:19, ao falar da igreja universal, como em Mateus 18:18, ao falar da igreja local, vemos que Ele disse:

    Tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.

    E o irmão Nee fez essa grande afirmação: portanto, a terra governa o céu.

    Agora, ouçam. Este é o meu encargo. O Senhor está procurando um vaso que compartilhe dos Seus sentimentos. O Senhor está procurando um vaso, um instrumento, que possa carregar Seus encargos, que possa assumir as coisas que Lhe interessam, que possa se importar com as coisas com que Ele Se importa e ter paixão pelas coisas pelas quais Ele tem paixão.

    E creio que é precisamente disso que tratam esses versículos em Mateus 16:19 e Mateus 18:18-20. O Senhor Jesus está procurando esse vaso de oração corporativa.

    E eu me pergunto: estamos ocupados com muitas coisas, como nosso irmão leu, um pouco como Marta. Mas será que realmente assumimos essa responsabilidade de ser esse vaso de oração corporativa? Esse é o encargo que o Senhor parece colocar em meu coração.

    As duas purificações do templo

    Na verdade, há duas purificações do templo. Uma delas nós lemos em Mateus 21. É dela que tiramos nosso texto. Ela aparece nos três Evangelhos Sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas.

    Mas há uma segunda purificação do templo, que lemos desta vez e não havíamos lido da última vez. Está em João 2. E eu queria trazê-la para nosso tempo de comunhão hoje, ao abordarmos este terceiro ponto, a prática da oração corporativa, porque acho que ela é relevante.

    A paixão pela casa de Deus

    Em João 2, estamos no início do ministério do Senhor, no início de Seu ministério terreno. Isso acontece pouco depois do milagre nas bodas de Caná da Galileia. Acho que todos vocês conhecem o relato: Ele transformou a água em vinho, e era o melhor vinho.

    Mas, pouco depois, Ele foi a Jerusalém, entrou no templo e o chamou de “a casa de Meu Pai”. Entrou naquele templo, derrubou as mesas dos cambistas e expulsou os que vendiam animais para os sacrifícios.

    Até esse momento, nunca havíamos visto tamanha paixão como a que vemos no Senhor Jesus. E o texto diz simplesmente que os discípulos se lembraram de Salmos 69:9:

    O zelo da Tua casa Me devora.

    Os discípulos se lembraram disso. Foi isso que lhes veio à memória quando viram a paixão do Senhor pela casa do Pai.

    E creio, queridos, que há uma lição muito clara para nós nessa primeira purificação do templo: o Senhor tem paixão pela casa de Seu Pai.

    Creio que nós também devemos ter essa mesma paixão. Se não temos paixão pelas coisas pelas quais Ele tem paixão, se não há inclinação pelas coisas para as quais Ele Se inclina, se nosso coração não se comove com as coisas que O comovem, então me pergunto se realmente contemplamos o Senhor.

    Portanto, uma coisa — a primeira — é que Ele tinha paixão pela casa do Pai.

    O propósito da casa de Deus

    A segunda coisa, em Mateus 21, ou em Marcos ou Lucas, é aquela segunda purificação. Ela acontece no fim do ministério do Senhor, perto do fim de Seu ministério terreno.

    Recentemente, uma irmã veio falar comigo depois da reunião de oração de quarta-feira à noite e disse: “Eu não tinha percebido que eram dois acontecimentos diferentes”. Mas são. Um acontece no início de Seu ministério terreno e mostra Sua paixão pelas coisas de Deus. O outro acontece no fim do ministério do Senhor.

    E, sabem, parece que as mesmas coisas acontecem: a mesma limpeza, a mesma purificação. E, desta vez, Ele conclui: “A Minha casa será casa de oração, mas vocês a fizeram um covil de ladrões”.

    Agora, observem a diferença. Desta vez, Ele diz “a Minha casa”, não “a casa do Pai”. Algo havia entrado no Senhor Jesus. Algo da paixão de Deus havia tomado conta do Senhor Jesus, havia operado em Seu ser. E, no fim, Ele não disse: “A casa de Meu Pai será chamada casa de oração”. Ele disse: “A Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações”.

    Acho que essa segunda purificação nos mostra o propósito da casa de Deus. Na primeira, vemos a paixão pela casa de Deus. Na segunda purificação, vemos o propósito da casa de Deus.

    Agora, eu me pergunto. Alguém me disse: “Bem, tudo o que precisamos fazer é amar o Senhor”. Concordo com isso. Não estou discordando. Mas simplesmente creio, irmãos e irmãs, que desses dois acontecimentos devemos extrair algo muito real da Palavra de Deus: se amamos o Senhor, amaremos as coisas do Senhor.

    É o equivalente ao que o Senhor Jesus disse em João 14:15:

    Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos.

    Não sei quanto a vocês, mas eu sempre tinha dificuldade com esse versículo. Pensava: “Senhor, Tu sabes que não consigo guardar os Teus mandamentos. Senhor, Tu sabes que é impossível para mim guardar os Teus mandamentos”.

    Então, pareceu que o Senhor soprou uma nova revelação para mim: simplesmente, se O amamos, amaremos as coisas Dele. Sua paixão será nossa paixão. Seu propósito será nosso propósito.

    Essas coisas não são contraditórias. Na verdade, elas se completam. Uma é o amor exclusivo por Cristo; a outra é amar o que Ele ama.

    Vocês entendem isso? Acho que precisamos deixar isso absolutamente claro.

    Creio que, no fim, essas duas coisas devem nos guiar, assim como parecem ter guiado o Senhor Jesus: uma paixão pela casa de Seu Pai e a percepção do propósito de Sua casa, entrando nesse propósito.

    A prioridade da oração no templo de Salomão

    Da última vez, examinamos a prioridade da oração corporativa, e acho que precisamos vê-la com muita clareza. Precisamos ver a prioridade. E, se a virmos, creio que Deus a usará para transformar tanto a nós como nosso tempo de oração. Mas, se não enxergarmos a prioridade, isso não será importante para nós.

    Então, que o Senhor nos mostre a prioridade. Nós a vemos, como eu disse, na purificação do templo: como Ele fez disso Sua prioridade. Nós a vemos em Suas palavras finais sobre a igreja em Mateus 16 e Mateus 18. E também a vemos na dedicação do templo de Salomão, em 2 Crônicas 6 e 7.

    Vejam, abram comigo, porque quero enfatizar isso antes de entrarmos na prática. Abram em 2 Crônicas. Quero ler para vocês a conclusão de Deus: 2 Crônicas 7:12 em diante.

    Isso aconteceu depois que Salomão concluiu aquela grande oração no templo de Deus. E, se vocês lerem — e eu lhes peço que leiam — 2 Crônicas 6 e 7, verão essa ênfase em como o povo de Deus é chamado a orar voltado para esse lugar, qualquer que seja sua condição.

    Sejam dominados pelo inimigo, estejam sem bênçãos ou sofram qualquer outra carência, havia uma solução apresentada por Salomão enquanto orava: que orassem voltados para esse lugar, e Deus ouviria sua oração.

    Agora leiam 2 Crônicas 7. Esta é a conclusão. Estão acompanhando? Há pessoas com uma expressão confusa. Segunda Crônicas 7 — eu não disse isso? Sim, 2 Crônicas 7:12-17. Ainda há pessoas me olhando confusas. Começando em 2 Crônicas 7:12.

    Então o Senhor apareceu a Salomão de noite e lhe disse: “Ouvi a tua oração e escolhi para Mim este lugar como casa de sacrifício.
    Se Eu fechar os céus, para que não haja chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que devorem a terra; ou se enviar a peste entre o Meu povo;
    e o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se converter dos seus maus caminhos; então Eu ouvirei dos céus, perdoarei o seu pecado e sararei a sua terra.
    Agora estarão abertos os Meus olhos e atentos os Meus ouvidos à oração feita neste lugar.
    Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o Meu nome esteja nela para sempre; e os Meus olhos e o Meu coração estarão ali perpetuamente”.

    Essa é a conclusão de Deus. Acho que talvez isso nos mostre Sua prioridade. Depois que Salomão terminou de orar na dedicação do templo — aquela oração extraordinária —, Deus concluiu que toda aquela casa deveria ser uma casa de oração.

    O monte e o vale

    A segunda coisa que examinamos foi esse princípio da oração corporativa. Já compartilhei com vocês o quanto acho que devemos ao irmão Nee — ao Senhor por meio do irmão Nee —, mas gostaria de ler outro relato que, a meu ver, ilustra muito bem esse princípio.

    Abram em Êxodo 17. A maioria de vocês conhece esse relato do Antigo Testamento. Está em Êxodo 17:8-16. Não vou ler tudo, mas vou fazer uma paráfrase para que vocês saibam do que se trata.

    É quando Amaleque veio e lutou contra Israel em Refidim. Acho que muitos de vocês conhecem esse relato. Moisés disse a Josué em Êxodo 17:9:

    Escolhe-nos homens, e sai, e peleja contra Amaleque.

    Essa foi a incumbência.

    Depois, em Êxodo 17:10, o texto diz que Moisés, Arão e Hur subiram ao topo do monte. E aconteceu que, quando Moisés levantava a mão — e o texto diz que ele foi para lá com a vara de Deus —, Israel prevalecia. Quando abaixava a mão, Amaleque prevalecia.

    Então Arão e Hur vieram fortalecer Moisés. Acho que vocês conhecem o relato. Eles fizeram Moisés se sentar sobre uma pedra — isso tem todo tipo de significado figurado por trás —, fizeram-no se sentar sobre uma pedra. Depois sustentaram suas mãos e a vara de Deus, de modo que, no fim, Israel prevaleceu no vale.

    Eis a questão: não foi o que aconteceu no vale que trouxe a vitória; foi o que aconteceu no monte que trouxe a vitória.

    Vocês entendem? Acho que muitos de nós não entendem. Nós simplesmente nos lançamos no serviço. Pensamos que a questão é a batalha, mas, na verdade, a questão é quem estava orando lá no monte.

    E aqueles três representantes da oração corporativa subiram lá: Arão, Hur e Moisés. Eles estenderam a vara de Deus. Proclamaram a vontade de Deus. E, enquanto mantinham aquela vara erguida, havia vitória no vale.

    Para mim, esse é o princípio da oração corporativa. Nós o enxergamos? Quanto o que acontece no monte governa o que acontece no vale! E é para isso que somos chamados.

    A prática da oração corporativa

    Bem, acho que agora todos entendem, de certa forma, o encargo. Hoje vamos examinar apenas três pontos sobre a prática da oração corporativa. A razão de eu ter parado da última vez é que teríamos uma visão muito abreviada dessas coisas, e eu queria dedicar a elas pelo menos um pouco mais de tempo do que dez minutos.

    Mas creio que, no fim, a oração corporativa não é uma teoria. Algumas pessoas conhecem toda a teoria. Algumas até leram os livros. Algumas podem explicar todos os princípios. Mas, no fim, tudo se resume à prática.

    No fim, a questão é: estamos orando como igreja de Deus? A questão é se realmente estamos funcionando e nos exercitando nessa questão da oração corporativa. É isso que importa.

    Então, acho que precisamos compreender essa questão da oração corporativa. Quando o Senhor Jesus falou do lado prático da oração corporativa, Ele falou disso em Mateus 18.

    E isso acontece porque, na prática, a oração corporativa precisa ocorrer na igreja local. Ela não pode acontecer em Mateus 16, se vocês me permitem dizer assim, onde falamos apenas da igreja universal, onde temos essa ligação vaga com todos os santos e dizemos: “Ah, sou um com todos os santos”.

    A oração corporativa é tão prática que o Senhor Jesus só falou de sua prática quando falou da igreja local. E, quando começamos Mateus 18, acho interessante que o Senhor Jesus comece com um problema.

    Às vezes, as pessoas — isso ainda é um mistério para mim — ficam completamente perturbadas e agitadas quando descobrem problemas na igreja local. Mas, quando o Senhor Jesus falou da igreja local, Ele disse que sempre haverá problemas. Disse, em Mateus 18:15:

    Se teu irmão pecar contra ti.

    Agora, ouçam: se vocês se reúnem apenas com a igreja universal, onde quer que isso seja, como quer que isso aconteça, nunca terão um irmão pecando contra vocês, porque são um com todos os santos em algum lugar lá no éter.

    Mas, se vocês entram na igreja local, se entram nessa expressão em que os santos estão sendo edificados juntos, terão um irmão pecando contra vocês. Bem, sinto muito se ainda não passaram por isso, mas talvez passem, se ficarem por aqui.

    Algumas pessoas ficam muito incomodadas. Não conseguem acreditar. Dizem: “Você consegue acreditar que aquele irmão pecou contra mim? Consegue acreditar no que ele disse sobre mim? Consegue acreditar no que ele pensa de mim?”

    O Senhor Jesus disse: “Esta é a igreja local: se teu irmão pecar contra ti”.

    Acho que isso nos diz muito. A prática da oração corporativa está na assembleia local. É ali que ela deve acontecer.

    Não quero dizer com isso que vocês não podem orar corporativamente com um irmão ou uma irmã e concordar juntos em nome do Senhor. De modo nenhum. Mas, no fim das contas, quando o Senhor Jesus falou da oração corporativa, quando concluiu todos os Seus pensamentos sobre Sua igreja, Ele deixou muito claro que a prática deve acontecer na assembleia local.

    A concordância na oração corporativa

    Há três coisas que vamos examinar. Primeiro, vamos considerar esta palavra: concordar. Abram comigo novamente em Mateus 18. Vamos ficar nestes últimos versículos de Mateus 18 e olhar para Mateus 18:19.

    Novamente vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa—

    Essa é a palavra que quero que vocês sublinhem na Bíblia. Sei que alguns se recusam a sublinhar a Bíblia, mas fariam um favor para mim? Sublinhem essa palavra na Bíblia: concordarem.

    Esse é o primeiro elemento vital do lado prático da oração corporativa. Quero mencionar algumas coisas que, a meu ver, podem tornar isso um pouco mais claro, porque às vezes acho que tudo ainda soa como princípio, e nunca chegamos ao coração da prática.

    Essa palavra, concordar, em grego é sumphōneō. Não sou especialista em grego, mas sei isto: é dessa palavra que vem a palavra inglesa symphony, “sinfonia”. Significa estar juntos. Significa estar em harmonia.

    Não sei se vocês já foram a um concerto sinfônico. Lembro-me — não sei em que ano foi —, acho que no ensino fundamental, na quarta série, fomos a Williamsburg. Mas isso já está distante demais para eu me lembrar.

    Em algum ano, lembro que me disseram que iríamos a um concerto sinfônico. E, como eu era um pouco como um jumento selvagem, não entendia muito bem essa ideia de ir ouvir uma sinfonia. Sabem, pensei: “Minha nossa, uma sinfonia. É, para que alguém iria ouvir uma sinfonia?”

    Mas, quando fui ao concerto, fui pela primeira vez ao teatro Mosque, para ouvir a Orquestra Sinfônica de Richmond. Todos aqueles instrumentos estavam ali. Havia tanto talento, tanta beleza e tanta harmonia.

    E vi o maestro, aquele único maestro lá à frente com sua batuta, que me parecia uma varinha mágica. Se apontava a batuta para cá, os instrumentos de cordas tocavam. Se apontava para lá, a seção de percussão tocava. Se apontava para outro lado, a seção de metais tocava.

    Pensei: “Isso é mágico. Isso é mágico. Um único maestro, uma única unidade e completa harmonia”.

    É assim que a oração corporativa deve ser. Há um único maestro: o Senhor Jesus, que é Cabeça sobre todas as coisas para Sua igreja. E o Espírito Santo é Sua batuta.

    Quando nos reunimos com esse propósito de oração corporativa, o Senhor aponta para cá e chama alguém a orar. Depois, o Senhor Jesus aponta para outro lugar, por Seu Espírito Santo, e leva outra pessoa a orar. E, enquanto oramos, cada um de nós está com seu instrumento afinado e pronto.

    Sabem, também percebi isso. Quando chegamos, chegamos cedo para conseguir um bom lugar, e todos estavam afinando os instrumentos. Bem, aquilo me parecia barulho. Estavam apenas afinando os instrumentos.

    Venham com seu instrumento já afinado para a oração. Não estou dizendo que todos devem trazer um violão. Se vocês acham que estou falando de trazer um violão, já perderam o fio da meada, e eu preciso voltar e começar de novo.

    Mas tragam seu instrumento: vocês mesmos. Estejam afinados e prontos. Comecem a orar somente sob a direção do maestro. Vocês não devem orar apenas o que querem. Não devem tocar Beethoven enquanto eu toco outro compositor.

    Dá para perceber que sou um grande conhecedor de música clássica! Mas não é para vocês tocarem uma coisa, expressarem seu próprio encargo, e eu expressar o meu, enquanto alguém ora pela Itália e eu oro pela igreja. Devemos tocar juntos, em harmonia, seguindo os movimentos do maestro e a partitura Dele.

    Acho que muitas pessoas vêm à oração corporativa e trazem sua própria partitura. Dá para perceber que estão determinadas. Ficam esperando uma abertura quando nos reunimos para orar e, custe o que custar, vão orar. E aquilo talvez não tenha nada a ver com o assunto pelo qual estamos orando. Estão tocando sua própria partitura.

    É melhor ficar em silêncio. Esperem.

    A sinfonia e a expressão pessoal

    Lembro-me — já contei isso a vocês — de que gosto de jazz. Sei que muitos de vocês passam a me considerar menos por causa disso. Mas, pelo menos, não gosto das coisas mais pesadas, como Coltrane. Aquilo, sabem, é coisa demais. É, realmente, estou vendo os olhos das pessoas ficarem vidrados.

    Mas as coisas mais suaves, como Miles Davis: quando ele toca trompete, não há nada igual. Lembro que uma das minhas disciplinas favoritas na faculdade foi história e estética do jazz. O professor só se sentava diante de um teclado, e era fantástico. Ele tocava diferentes tipos de música.

    Parte daquilo ainda me incomoda, e essas coisas de música eletrônica eu ainda não entendo. Mas ele disse algo sobre o jazz que ficou comigo como uma lição espiritual. Acho que se aplica à oração corporativa.

    Ele disse que o jazz é diferente de qualquer outra música do mundo. Para começar, é a música menos popular. Na verdade, a única época em que foi música popular foi na era das grandes bandas. Alguns de vocês têm idade suficiente para se lembrar disso: Dorsey e gente assim.

    Mas ele disse que o jazz é diferente de qualquer outra música. É diferente da sinfonia porque, no jazz, se vocês já foram a uma apresentação, um dos músicos faz um solo enquanto os outros recuam. Ele faz sua própria coisa.

    Na verdade, ele nem sequer segue o que está na partitura. Improvisa completamente. Nunca vou esquecer o que aquele professor disse. Aquilo me tocou em relação à oração corporativa. Ele disse: “O músico faz sua própria coisa. Compõe e cria música à sua maneira, de acordo com seu próprio sentimento”.

    Talvez vocês não soubessem disso sobre o jazz, mas não há duas interpretações iguais da mesma música, porque é improvisação total. Ela se baseia nos sentimentos deles. Baseia-se em fazer sua própria coisa. Baseia-se, disse ele, na expressão pessoal e na independência.

    Essa é a diferença entre o jazz e a sinfonia.

    Talvez, depois disso, vocês fiquem incomodados por eu gostar de jazz. Mas, quando viemos orar, fazemos nossa própria coisa? Temos nossa própria partitura? Somos independentes? É expressão pessoal? É o que sentimos, na hora em que queremos fazer?

    Ou somos capazes de assumir algo que está no coração do Senhor, quer nos toque pessoalmente ou não, e orar a oração Dele sob Sua direção, por Seu impulso? Para mim, é isso que essa palavra, concordar, significa.

    Novamente vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa—

    Que princípio prático vital!

    A unanimidade na oração

    Uma segunda expressão semelhante, nessa questão da concordância, ocorre quase exclusivamente no livro de Atos. É esta expressão: em unanimidade.

    Essa ideia de concordância ocorre em alguns lugares no Antigo Testamento e em alguns lugares no Novo Testamento, mas principalmente no livro de Atos. E acho que há lições realmente vitais sobre a prática da oração corporativa nessa expressão, em unanimidade.

    As raízes gregas dessa expressão são juntos e paixão, ou respiração ofegante. Talvez vocês pensem que fiquei obcecado por uma palavra nos últimos meses, e talvez seja verdade. Mas, em primeiro lugar, unanimidade traz o sentido de estar juntos e ter paixão.

    Não se trata da nossa paixão, mas das coisas com que Ele Se importa. E, quando nos achegamos dessa maneira, em unanimidade, as coisas acontecem.

    Vou dar apenas alguns exemplos antes de passarmos ao segundo ponto. Atos 1:14 — vou ler para vocês:

    Todos estes perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos Dele.

    Isso precede o nascimento da igreja. Observem: o texto diz que todos perseveravam unanimemente em oração. Irmãos e irmãs, acho que há uma lição prática aí. Há uma lição à qual devemos prestar atenção.

    O texto diz que eles se dedicavam a isso. Quando olhamos para a oração corporativa, será que o problema é que nossa oração é tão fraca porque estamos dedicados a coisas demais? Acho que foi precisamente isso que nosso irmão Scott quis dizer nesta manhã, quando leu aquele versículo.

    Mas o texto diz que aquelas mulheres, Maria, mãe de Jesus, e os irmãos se dedicavam à oração contínua, em unanimidade. E acho que, no fim, para que haja essa expressão prática, precisamos nos dedicar a essa oração.

    Talvez vocês achem estranho Lucas mencionar as mulheres primeiro. Ele diz: “as mulheres, e Maria, mãe de Jesus”. Talvez achem isso curioso, mas eu creio que, de alguma forma, a oração das irmãs tem o maior impacto.

    Não estou excluindo vocês, irmãos. Sou um de vocês. Mas posso dizer que, quando esse princípio, esse princípio prático da unanimidade, foi mencionado pela primeira vez, o destaque foi dado às mulheres: aquelas mulheres e Maria, com os irmãos.

    Não sei o que vocês pensam sobre as terças-feiras, quando as irmãs se reúnem para orar e ter comunhão em torno da Palavra, mas espero que nunca parem. Acho que esse tempo é vital.

    Algumas se reúnem, concordam juntas em nome do Senhor, estão juntas com paixão, têm o mesmo interesse e declaram que a vontade de Deus seja feita na igreja e no mundo.

    Aquelas mulheres receberam destaque. Afinal, quando penso na assembleia aqui, devemos nossa existência a algumas mulheres que não faziam outra coisa senão orar.

    Elas viam pessoas querendo fazer isto, outras querendo fazer aquilo, querendo ir para cá, enfatizar isto e enfatizar aquilo. Mas Deus colocou algo no coração delas, e elas se dedicaram à oração em unanimidade.

    Este lugar existe hoje por causa daquelas orações de algumas mulheres.

    Esse é o primeiro acontecimento. O segundo está em Atos 2:1. Vou ler novamente.

    E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos em unanimidade no mesmo lugar.

    Acho que conhecemos o resultado disso. Como eles se reuniram em unanimidade, no mesmo lugar, e assumiram na prática essa responsabilidade de esperar e orar, as coisas aconteceram, e a igreja nasceu como resultado.

    Pensem nas implicações. Talvez vocês queiram discutir comigo a esse respeito, mas, em certo sentido, não acho exagerado dizer: talvez, apenas talvez, o nascimento da igreja não tivesse acontecido naquele momento se não fosse por aqueles quinhentos, talvez, que viram o Senhor no início, e depois por aqueles cento e vinte que se reuniram.

    Em unanimidade, no mesmo lugar, eles tinham essa paixão enquanto se reuniam. Acho que podemos aprender com essa expressão.

    Depois, em Atos 2:42, temos um versículo que conhecemos. Ele fala da vida contínua da igreja recém-nascida. Não é tão complicado, pessoal. Algumas pessoas dizem que a igreja é muito complicada. Não é tão complicado, pessoal.

    Quando o Espírito Santo, por meio de Lucas, explicou a igreja, Ele teve apenas algumas coisas simples a dizer:

    E perseveravam na doutrina e na comunhão dos apóstolos, no partir do pão e nas orações.

    Essa foi Sua ênfase no fim: as orações. E, se vocês lerem Atos 2:46-47, ouçam isto:

    E, perseverando diariamente no templo em unanimidade, e partindo o pão de casa em casa, recebiam seu alimento com alegria e simplicidade de coração;
    louvando a Deus e tendo o favor de todo o povo. E o Senhor acrescentava diariamente à assembleia os que haviam de ser salvos.

    Essa era a vida comum da igreja. Se vocês querem explicar o que a igreja fazia, como vivia, a que se dedicava e como se exercitava, precisam recorrer a Atos 2:42-47.

    Era isso que faziam: todos os dias, perseveravam no templo em unanimidade.

    Parece-me que essa questão prática de nos dedicarmos, em unanimidade e diariamente, é mais do que conseguimos assimilar. Mas precisamos enxergar algo disso para entrar na prática da oração corporativa.

    Não estou dizendo que precisamos ter uma reunião de oração todos os dias, mas estou dizendo que eles tinham. E, para os que resmungam — aliás, essa é uma das minhas palavras favoritas —, que resmungam por causa de uma hora de oração por semana, minha nossa, como nos afastamos daquela casa de oração para todas as nações!

    O pedir na oração corporativa

    Bem, isso é concordância. A segunda palavra, que aparece novamente, se vocês abrirem em Mateus 18, é esta palavra simples: pedir.

    Talvez seja simples demais para vocês, mas é a segunda chave prática e vital que o Senhor Jesus apresentou. Mateus 18:19b. Lembro que, recentemente, quando John se levantou aqui e disse algo como “19a”, todos olharam para ele como se fosse de outro planeta.

    Mas muitas pessoas que citam a Bíblia dizem isso. “A” é a primeira parte do versículo; “B” é a segunda. Não procurem letras A e B na Bíblia — nunca vão encontrá-las —, mas isso significa apenas a primeira ou a segunda parte do versículo.

    E o Senhor Jesus disse isto em Mateus 18:19b:

    Qualquer coisa que pedirem, isso lhes será concedido por Meu Pai, que está nos céus.

    Que promessa extraordinária! Qualquer coisa que pedirem lhes será concedida por Meu Pai, que está nos céus.

    Irmãos e irmãs, acho que essa é uma grande promessa. Se viermos com nossos instrumentos afinados, se viermos prontos para orar, esta é a promessa que o Senhor faz a respeito de Sua igreja local: tudo o que pedirem acontecerá. Isso lhes será concedido por Meu Pai, que está no céu.

    Portanto, parece-me que essa segunda palavra, pedir, é um elemento prático muito vital. Sabem, Tiago disse em Tiago 4:2:

    Não tendes, porque não pedis.

    Creio que, quando o Senhor ensinou sobre a oração corporativa, uma de Suas principais ênfases foi essa pequena palavra de três letras em inglês: ask, “pedir”.

    Sabem, consigo ouvir as pessoas, porque já falaram comigo e vieram reclamar de outras. Vocês não acreditam nisso, não é? Mas as pessoas na igreja reclamam umas das outras.

    Dizem: “A razão de eu não pedir é que ela ora demais. Coloquem uma rolha na boca dela”. Ou: “A razão de eu não orar é que ele ora o tempo todo. Basta um instante de silêncio, e lá está ele — pronto. Não há como fazê-lo calar”.

    Talvez alguns de vocês pensem isso de mim.

    Já ouvi pessoas dizerem: “Irmão, vá falar com aquela pessoa e corrigi-la”. E já fizemos isso. Mas acho que há outro caminho. Há um caminho mais elevado. Há um caminho melhor.

    Vocês virão com seu instrumento afinado? Virão tão cheios do Espírito, dedicando alguns momentos à oração antes mesmo de chegar aqui, e dizendo: “Senhor, prepara-me para fazer parte dessa grande sinfonia. Prepara-me. Enche-me com o Teu Espírito. Não me deixes perder a música. Não me deixes perder o encargo. Não me deixes me afastar do que está no Teu coração para seguir o que está no meu coração”?

    Se fizerem isso, se orarem, se pedirem, esse problema se resolverá por si mesmo. E eu, pelo menos, serei poupado do desgosto de ter de corrigir alguém.

    Irmãos e irmãs, isso é muito prático. Quando vierem orar, orem. Quando vierem orar, façam o que o Senhor Jesus disse: peçam.

    Sei que alguns até me disseram: “Irmão, você não entende. O Senhor me disse para ficar em silêncio”. Acho isso estranho. Quando o Senhor Jesus ensina sobre essa questão da oração corporativa, Ele diz: “Peçam”. Não diz: “Fiquem em silêncio”.

    Nós não ordenamos que ninguém ore. Não obrigamos ninguém a orar. Nunca torci o braço de alguém e disse: “Ore ou peça arrego”. Nunca faríamos isso.

    Mas, se vocês não são impelidos pelo Espírito Santo a pedir, estão deixando de lado um ponto prático. Peçam.

    Que todos venham com seu instrumento afinado. Que todos orem conforme o Espírito Santo atuar sobre o grupo. Vamos orar juntos em unidade, em unanimidade, em concordância, para que a vontade do Senhor seja feita na terra como no céu. É isso que precisamos fazer.

    Para mim, isso parece ser oração corporativa. Acho que algumas pessoas deixam seu instrumento no estojo. Tirem-no do estojo.

    A participação dos jovens

    Às vezes… Muito bem, agora já fiz alguns de vocês dormirem. Então, os adultos que ainda não dormiram podem dormir por um instante. Jovens, jovens, isso é muito prático. Não estou pegando no pé de vocês. Isso também se aplica a mim.

    Jovens, às vezes acho que cometemos um erro na igreja. Criamos coisas separadas por geração. Colocamos os jovens para fazer isto e os mais velhos para fazer aquilo, e a oração vira coisa de gente velha. Estão vendo? Os mais velhos oram. Os jovens fazem coisas.

    Acho que todos nós, jovens e idosos, precisamos vir e orar. Venham e peçam. Acho que seria maravilhoso se os jovens e as crianças viessem à reunião de oração corporativa. Terminaremos cedo o suficiente para vocês, e começaremos a pedir juntos ao Senhor que Sua vontade seja feita.

    Acho que seria maravilhoso. E, de fato, recentemente alguém me disse algo: se isso acontecer — e devemos orar para que aconteça —, por favor, não se aproximem dos jovens e digam: “Rapaz, que oração tremenda!”

    Um irmão que trabalha com jovens me disse: “Não faça isso, irmão. Não faça isso. Você só vai deixá-los constrangidos. Não faça isso”.

    Então, venham e orem. Abram o estojo, tirem o instrumento. Por menores ou maiores que sejam suas orações, orem ao Senhor. Vamos concordar juntos, vamos fluir juntos em direção à bondade do Senhor, e deixar que o Senhor faça uma obra poderosa à medida que a igreja começa a ser essa casa de oração para todas as nações.

    Creio que isso é absolutamente essencial. Gostaria de eliminar as diferenças entre jovens e idosos.

    Lembro-me de quando fui salvo, irmãos e irmãs — e não quero falar muito sobre mim aqui —, mas, quando fui salvo e o Senhor me trouxe para esse grupo de santos, eu ficava muito intimidado pelas orações deles. Estavam muito além da minha compreensão. Eu não sabia o que fazer. Tinha vinte anos.

    Não sabia o que fazer, mas comecei a perceber que o Senhor queria que eu orasse, e comecei a orar. A primeira coisa que precisei fazer foi esquecer de mim mesmo. Essa é a parte mais difícil.

    Como precisamos tomar a cruz e esquecer de nós mesmos! Não estamos ali para que as pessoas nos ouçam. Não estamos ali para que nossas palavras sejam eloquentes. Não estamos ali para acertar toda a gramática do inglês. Estamos ali simplesmente para pedir.

    Que o Senhor nos ajude nisso. Se vocês nunca abriram a boca na assembleia, há algo errado.

    Sabem, algumas pessoas talvez se sintam condenadas por isso, mas vou dizer novamente: se vocês não abrem a boca na assembleia, na prática, há algo errado.

    A confiança ao pedir

    Bem, vamos pedir. Há duas palavras gregas, e acho que isso nos traz um grande consolo em relação ao Senhor quando tratamos dessa questão de pedir na oração corporativa.

    Há duas palavras frequentemente traduzidas em inglês como ask, “pedir”. Na verdade, são duas palavras gregas. E aqui vai um pequeno incentivo em favor de Darby: se vocês pegarem a tradução de Darby e lerem João 14 a 17, começarão a perceber onde ele distingue essas palavras.

    A primeira é erōtaō, e significa simplesmente a expressão de um pedido familiar a alguém com quem existe intimidade, ou com quem há igualdade, presumida ou real. Bem, isso são palavras demais para vocês. Continuem comigo, e começarão a entender.

    Essa palavra é traduzida como demand, “solicitar”, exceto em um lugar, João 14:16, onde é traduzida como beg, “rogar”.

    A segunda palavra frequentemente traduzida em inglês como ask, “pedir”, é aiteō. É o pedido de um inferior a um superior.

    Agora, entendam bem. A primeira é um pedido familiar de alguém que tem uma relação de intimidade e é, de fato ou presumidamente, igual: solicitar. A segunda, traduzida como pedir, é o pedido de alguém em posição inferior a alguém em posição superior. É traduzida como pedir, não como solicitar.

    Os discípulos usavam ambas as palavras quando falavam com o Senhor Jesus. Usavam tanto pedir como solicitar. Mas, quando se tratava do Pai, usavam apenas pedir, nunca solicitar.

    Mas o Senhor Jesus sempre usava solicitar quando falava com o Pai. Ele tinha uma relação de intimidade. Tem uma relação de igualdade. Vocês se lembram de Filipenses: Ele não considerou a igualdade com Deus algo a que devesse Se apegar.

    E esta é a confiança que temos ao pedir. O Senhor disse: “Tudo o que pedirdes, Eu o farei”. Em João, se vocês lerem João 14 a 16: “Tudo o que pedirdes ao Pai em Meu nome, Eu o farei”.

    É assim que funciona. Nós pedimos como quem está em posição inferior; nós pedimos. Então o Senhor Jesus, que está assentado à direita de Deus, solicita ao Pai e diz: “Pai, farás isto por Mim?”

    E esse é um pedido que o Pai não negará. Vocês entendem? Nós pedimos. Não solicitamos ao Pai como iguais. E Ele vai ao Pai e diz: “Pai, faz isto”. E o Pai faz.

    Sei que provavelmente todos já ouviram a expressão: “Faz diferença quem pede”. É isso que se aplica aqui. Essa é nossa confiança.

    É por isso que podemos ter confiança: sabemos que Ele disse: “Tudo o que pedirdes em Meu nome, Eu o farei”. Podemos nos achegar com plena confiança, com essas grandes promessas, sabendo que pedimos, e Ele vai ao Pai e diz: “Pai, Tu disseste que tudo o que pedirem em Meu nome, Tu o farás”. E o Pai simplesmente diz: “Sim”.

    É isso que essa palavra, pedir, significa, e essa é nossa confiança.

    Vou ler um versículo para vocês, para não percorrer toda essa passagem. Em João 16:26, acho que um versículo mostrará o que quero dizer. O Senhor disse:

    Naquele dia pedireis em Meu nome; e não vos digo que Eu rogarei ao Pai por vós;
    pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amais e credes que vim de Deus.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, esse é o segundo princípio vital, o segundo princípio prático vital: devemos pedir.

    Acho que há muitas coisas a considerar. Quero incentivar vocês a lerem o livro do irmão Lance sobre a casa de oração, Uma escola de oração. Lance diz algumas coisas com um humor que eu jamais conseguiria ter.

    Ele aborda questões práticas que são muito reais. Quando vocês começam a orar em uma reunião de oração corporativa, sabem que aquilo é real. Talvez não soubessem como dizer, mas ele consegue dizer.

    Nunca vou esquecer quando ele falou das pessoas que oram trechos inteiros da Bíblia, ou citam capítulo e versículo, e continuam sem parar. Lembro da primeira vez em que vi isso: ele fez uma careta, como só ele sabe fazer, com aquele olhar engraçado, e disse: “Vocês não acham que Ele conhece a Bíblia?”

    Tenham cuidado ao pedir. Tenham cuidado ao pedir, para não exagerar.

    Outra coisa que ele disse — e acho que já ouvimos isso dos irmãos que nos ensinaram sobre oração corporativa — é que devemos ter cuidado com a oração horizontal. Acho que todos sabem o que quero dizer com orar horizontalmente. É orar mirando as pessoas.

    Sabem, assim que alguém começa a fazer isso, vocês percebem. A pessoa diz: “Senhor, Tu precisas nos ensinar isto. E, Senhor, Tu precisas conhecer aquela irmã. Precisas nos mostrar o que deveríamos estar fazendo aqui. E, Senhor, Tu deverias…” E a pessoa está pregando enquanto ora.

    Acho que precisamos ter muito cuidado. Há uma diferença — eu continuo perdendo minhas coisas aqui —, mas vocês precisam entender que nossa oração deve ser vertical. Não devemos orar mirando os santos.

    Lembro de um irmão que ficou orando sem parar, mirando os santos, e, quando terminou, eu estava exausto. Então, que o Senhor nos ajude enquanto aprendemos a pedir juntos.

    A reunião em nome do Senhor

    Creio que esse é um elemento prático vital de que precisamos. Agora vamos examinar o último. É breve, mas atravessa cada um dos anteriores. Se vocês não o compreenderem, creio que perderão todo o coração do Senhor nessa questão.

    A terceira palavra é reunidos. Mateus 18:20 diz:

    Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

    É com isso que Ele conclui: onde dois ou três estiverem reunidos, ou congregados, em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

    Em toda essa questão da oração corporativa, essa é uma chave. Quando começamos a examinar o concordar, é concordar juntos. Quando começamos a examinar a unanimidade, é estar juntos com paixão. Não é possível ter oração corporativa sem estar juntos.

    Quando examinamos o pedir, é pedir juntos. Então o Senhor Jesus terminou com essa ênfase. Disse: “Onde quer que dois ou três de vocês se reúnam em Meu nome, aí estou Eu no meio deles — no meio de vocês”.

    Essa é a ênfase prática final: a reunião.

    Essa instrução prática, essa palavra, assembleia, significa os chamados para fora. Acho que todos sabem disso. Um irmão me disse — na verdade, estava me corrigindo, muito orgulhoso de seu grego —, porque eu havia dito “os chamados para fora reunidos”: “Não, não, não, não, não. Não são os chamados para fora reunidos. São os chamados para fora”.

    E, em certo sentido, isso é verdade. Ek significa “para fora”. Ekklesia traz a ideia de “chamados”. Mas, quando vocês consultam a definição de Strong, veem que, no grego, essa palavra sempre era entendida como a assembleia reunida para tratar dos assuntos do Estado.

    Eles se reuniam, eram chamados para fora, congregavam-se e ficavam juntos. Ali, naquela assembleia corporativa, tratavam dos assuntos do Estado. É isso que a oração corporativa é.

    Portanto, não está errado dizer que a assembleia, a igreja, significa os chamados para fora reunidos. Está exatamente certo.

    Na verdade, sempre que vocês examinam isso no Antigo Testamento, significa a mesma coisa: reunidos. E, quando olham — acho que está em Atos 19 —, lembram-se de toda aquela confusão por causa dos ídolos quando Paulo foi a Éfeso? Mesmo ali se falava em resolver aquilo na assembleia, não se referindo à igreja, mas à reunião da cidade.

    Então, acho que, se não compreendermos o coração de Deus em relação a nos reunirmos, nunca entraremos nessa prática da oração corporativa.

    A necessidade de nos reunirmos

    Um irmão me disse — eu realmente ouvi isso — algo a respeito de Hebreus 10:25. Vocês conhecem Hebreus 10:25. Ele diz:

    Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns.

    Vocês conhecem esse versículo. Ouvi um irmão dizer a outro, que antes se reunia regularmente e já não se reúne: “Você está entendendo esse versículo errado. Está tirando-o do contexto ao incentivar as pessoas a se reunirem”.

    Fiquei perplexo. Sei que talvez eu não seja a ferramenta mais afiada da oficina, mas que outro contexto existe?

    E tanto mais, quanto vedes que o dia se aproxima.

    Não deixem de se reunir, como é a prática de alguns.

    Observem isto. Se houver uma maneira de tornar esse ponto ainda mais enfático, vou tentar, e farei o melhor que puder. Essa foi a ênfase final do Senhor. É assim tão importante. Alguns de nós a negligenciam completamente.

    Vou ler uma citação para vocês. Acho essa citação muito preciosa. É do irmão Nee, em seu livro O ministério de oração da igreja:

    Aqui vemos a posição em que a igreja se encontra diante de Deus, da qual falamos anteriormente. Não releguemos a igreja a uma posição em que seja vista como uma mera reunião. Não, a igreja é um grupo de pessoas que foram redimidas pelo sangue precioso, regeneradas pelo Espírito Santo e que, ao mesmo tempo, se entregaram nas mãos de Deus, aceitando de bom grado Sua vontade e permanecendo de bom grado na terra para manter Seu testemunho. Essa é a igreja.

    Nisso está a importância prática de nos reunirmos.

    Ele fez esta grandíssima promessa:

    Novamente vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será concedido por Meu Pai, que está nos céus.
    Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.

    Que extraordinário!

    O fogo de Sua presença

    Isso me fez lembrar novamente daquele relato em 2 Crônicas 7, sobre o templo de Salomão. No início do capítulo, em 2 Crônicas 7:1, lemos:

    E, tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa.
    E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor encheu a casa do Senhor.
    E todos os filhos de Israel viram como o fogo desceu e como a glória do Senhor encheu a casa; e inclinaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e deram graças ao Senhor: porque Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre.

    Eu me pergunto se o Senhor, na linguagem do Novo Testamento, não está falando de algo que foi realizado no Antigo Testamento. Quando vocês se reúnem dessa maneira e se comprometem com isso, o fogo da Minha presença será sua recompensa.

    Irmãos e irmãs, o que mais poderíamos pedir além do fogo de Sua presença? Já disse a vocês que tenho lido o irmão Tozer ultimamente. E ele disse algo que ficou comigo. Algumas coisas ficam comigo.

    Ele disse: “Onde está o fogo de Sua presença?”

    Ele deve ser o amém à oração corporativa. Porque, onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio de vocês. O fogo de Sua presença.

    Que o Senhor nos ajude ao pensarmos na prática da oração corporativa. Não quero que isso seja teoria. Espero que entendam que procurei me exercitar para compartilhar com vocês tanto alguns princípios como a prioridade que vejo na Palavra de Deus, mas também sua prática.

    Creio que, se nos dedicarmos a esse exercício, juntos com paixão, veremos o fogo de Deus.

    Que o Senhor nos ajude.

    Oração final

    Senhor, nós nos achegamos a Ti e Te dizemos que queremos saber o que significa ser a casa de oração.

    Senhor, não queremos apenas receber ensinamentos sobre isso. Não queremos apenas rir das histórias bem-humoradas que ouvimos. Não queremos presumir que sabemos, ler livros e nunca entrar no próprio coração disso: sua prática.

    Pedimos que sejas misericordioso. Aviva-nos, Senhor Jesus, para sermos aquilo que nos chamaste a ser.

    Conduze-nos a uma experiência e a uma prática de oração que transformem as coisas, que tragam o céu à terra, que façam com que a Tua vontade seja feita na terra como no céu.

    E oramos em nome de Jesus para que, no fim, conheçamos o fogo da Tua presença.

    Por essas coisas, pedimos em Teu precioso nome. Amém.