Gostaria de pedir que vocês abrissem em Mateus 21. Nesta manhã, vamos ler três passagens de Mateus, todas muito conhecidas.
Mateus 21:10-13:
E, entrando Ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é Este?
E as multidões diziam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia.
E Jesus entrou no templo de Deus e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;
E disse-lhes: Está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração; mas vós a fazeis covil de salteadores.
Permitam-me repetir essa última parte de Mateus 21:13:
A Minha casa será chamada casa de oração; mas vós a fazeis covil de salteadores.
Agora vamos a outra passagem conhecida de Mateus: Mateus 16. Começaremos no versículo 13 para compreender todo o contexto, embora seja sobre a parte final que desejamos compartilhar hoje.
Mateus 16:13-19:
E, chegando Jesus às regiões de Cesareia de Filipe, perguntou aos Seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?
E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas.
Disse-lhes Ele: E vós, Quem dizeis que Eu sou?
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas; porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas Meu Pai, Que está nos céus.
E também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Em particular, queremos nos concentrar nessa última parte de Mateus 16:19:
Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Depois, em Mateus 18, temos outra passagem conhecida. Começaremos no versículo 15 para incluir todo o contexto.
Mateus 18:15-20:
E, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste teu irmão.
Mas, se não te ouvir, leva contigo mais um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, toda palavra seja estabelecida.
E, se não os ouvir, dize-o à igreja; e, se também não ouvir a igreja, seja ele para ti como o gentio e o publicano.
Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.
Outra vez vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai, Que está nos céus.
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou Eu no meio deles.
Vamos orar.
Senhor, mais uma vez, ao lermos a Tua Palavra, nos achegamos em total dependência. Dizemos novamente, como sempre dizemos: “Senhor, somente Tu tens as palavras de vida eterna. Para quem iremos? Fala, Senhor; os Teus servos ouvem”.
Senhor, esperamos em Ti para que, pelo Espírito Santo, nos reveles coisas da Tua Palavra que possamos compreender da Tua perspectiva. Concede-nos uma unção para ouvir a Tua Palavra, para que ela nos seja revelada de maneira mais plena; e, mais do que isso, pela graça de Deus, que entremos na realidade da Tua Palavra. Que ela seja verdadeira em nossa vida — não apenas algo que ouvimos e recebemos.
Pois pedimos isso juntos, no poderoso nome do Senhor Jesus. Amém.
No domingo passado, pediram-me que fizesse um anúncio a respeito da reunião de oração. Aqueles de vocês que estavam aqui ouviram o anúncio, embora talvez nem todos estivessem presentes.
Na verdade, eu deveria compartilhar sobre outro assunto hoje, e isso ficará para outra ocasião. Mas, quando nos reunimos para orar pela assembleia, fui encorajado a desenvolver esse encargo a respeito da casa de oração: “A Minha casa será chamada casa de oração”. Essa é a declaração do Senhor.
Enquanto pensava nisso, deixei de lado o outro encargo e senti que era correto tratar deste assunto. Agora, irmãos e irmãs, creio que sabemos algumas coisas e já ouvimos algumas coisas sobre a casa de oração. Creio que sabemos e já ouvimos algumas coisas sobre a oração corporativa.
Mas o encargo que o Senhor tem colocado sobre mim por meio dessa frase, ao longo de alguns meses, é este: estamos, como povo de Deus, entrando na oração corporativa? Em nossa prática, sabemos o que significa ser a casa de oração, como o Senhor falou da Sua casa? Esse é o ponto central da questão.
Às vezes, sabemos coisas, temos ensino e temos ideias. Mesmo aqueles que se reúnem aqui e já ouviram essas coisas conseguem expor algumas dessas ideias. Mas, no fim, se não entrarmos na prática da oração corporativa — se não conhecermos algo da realidade da igreja como casa de oração —, então tudo o que temos é ensino. Tudo o que temos é conhecimento.
Portanto, espero que vocês compreendam desde o início que esta é a ênfase: que vejamos mais, mas também que entremos mais plenamente nesse ministério e nesse chamado da igreja.
Receio que pessoas como nós, que receberam um ensino tão rico de queridos irmãos que enxergaram profundamente as coisas de Deus, possam reter essas coisas apenas no entendimento mental. Assim, elas nunca se tornam parte da nossa prática. Podemos ter algum contato com elas e descobrir algo a seu respeito, mas, no fim, o Senhor Jesus disse que a Sua casa seria uma casa de oração para todas as nações.
Então, quando me perguntaram qual seria o título, este foi o título: A Casa de Oração. Outra maneira de expressar isso, em termos que nos são familiares, é oração corporativa.
O que entendemos sobre a oração corporativa? Em que realidade já entramos na oração corporativa? Sabemos realmente do que se trata a oração corporativa?
O Senhor colocou três coisas em meu coração. Agora, não sei se chegaremos às três hoje. Nosso querido irmão me deu permissão para me estender um pouco mais.
Para aqueles de vocês que estavam aqui na quarta-feira à noite, nosso irmão Jonathan disse que, na China, se você falar por menos de duas horas, isso é uma decepção. Agora, não quero que vocês fiquem nervosos com isso. Prometo que não vamos falar por tanto tempo.
Mas talvez isso diga algo sobre a nossa condição. Pensem nisso. Estamos tão ocupados e envolvidos com tantas coisas que a reunião, o lugar onde nos reunimos, a Palavra de Deus e o estar juntos se tornaram menos importantes para nós do que ficar de olho no relógio.
Fiquei espantado quando nosso irmão disse, na quarta-feira à noite, que às vezes fala por seis ou oito horas. Isso me surpreende. Acho que todos vocês estariam no chão — ou, pelo menos, já teriam ido embora. Talvez a Linda ficasse, porque não tem carona para voltar para casa.
Mas este é o encargo, queridos amigos: temos algum entendimento, mas será que entramos na realidade da oração corporativa? Sabemos, em nossa experiência, o que o Senhor Jesus quis dizer quando declarou: “A Minha casa será chamada casa de oração”?
Há três aspectos em meu coração:
Primeiro, precisamos enxergar a prioridade que Deus atribui à oração — à oração da igreja. Precisamos enxergar a prioridade da oração corporativa.
Muitas vezes, nossas prioridades são diferentes das prioridades do Senhor. Mas, se enxergarmos quais são as prioridades do Senhor, e se Ele abrir nossos olhos para elas, então elas devem se tornar as nossas prioridades como povo de Deus.
Esse é o primeiro aspecto: a prioridade da oração corporativa.
O segundo aspecto é, na verdade, um único princípio, mas um princípio profundo: o princípio da oração corporativa.
Irmãos e irmãs, se não conhecermos o princípio da oração corporativa, nossas orações serão presunçosas ou fracas demais. Precisamos compreender, pela Palavra de Deus, como podemos orar juntos como igreja e qual é o princípio da oração corporativa.
Em terceiro lugar — e penso que talvez este seja o mais importante, quem sabe aquele que trataremos em outra ocasião —, qual é a prática da oração corporativa?
Esta é, de fato, a essência do encargo. Temos, sim, algum ensino. Temos um bom ensino. Louvado seja o Senhor por ter aberto essa área para nós por meio de queridos homens de Deus.
Sei que Lance tem trabalhado em seu ministério para dar ênfase a isso. Vocês conhecem o livro do nosso irmão, A Escola de Oração. Ele disse que esse é um assunto frequentemente mal compreendido e pouco praticado.
Ele disse algo extraordinário, que li recentemente: conhecia apenas dois livros escritos sobre oração corporativa. Um era o livro de Arthur Wallis, embora esse livro trate mais da oração individual do que da oração corporativa. O outro era o livro do irmão Nee, O Ministério de Oração da Igreja.
Não sei quantos de vocês leram o livro do irmão Nee, O Ministério de Oração da Igreja, mas recentemente voltei a ele e comecei a considerar algumas coisas. Lance lhe fez o maior elogio ao dizer que esse livro confirma tudo o que ele tem dito em seu ministério.
Irmãos e irmãs, temos o privilégio, por meio do irmão Lance, do irmão Nee e do irmão Stephen, de ter ouvido coisas sobre a oração corporativa que são pouco compreendidas na igreja de Deus hoje — e, menos ainda, vivenciadas.
Portanto, este é o encargo: oramos para que o Senhor nos ajude não apenas a compreender mais, mas a entrar mais nessa realidade. Realmente creio que é isso que fará a diferença.
Quando ouvi o irmão Jonathan dizer, na quarta-feira à noite, que a vinda do Senhor está muito próxima, pensei: quantas vezes vocês já ouviram isso? Essa verdade penetrou em nós como povo de Deus? Ela nos alcançou e tomou conta de nós — o fato de que a vinda do Senhor está às portas?
Se realmente assimilássemos isso, toda a nossa perspectiva e todas as nossas prioridades mudariam.
Se o Senhor está às portas, não consigo pensar em algo mais importante do que a oração corporativa. Ouçam o clamor da igreja no final de Apocalipse:
Vem, Senhor Jesus.
Isso é oração corporativa.
A igreja se ajoelha e começa a elevar a Deus aquilo que é a Sua vontade, dizendo:
Vem, Senhor Jesus.
O Senhor, Que não pode negar o pedido de Sua noiva, vem em resposta a esse clamor e volta para o Seu povo.
Isso é oração corporativa. Isso é oração como casa do Senhor.
Esse é o encargo por meio do qual o Senhor pareceu tomar conta de mim. Não creio que algo nos transformará mais do que isso, se realmente entrarmos nessa realidade como um grupo de crentes.
Muitas vezes, nossas orações são tão fracas. No entanto, quando olhamos para a igreja, vemos que Ele limitou a Si mesmo à Sua igreja. Este é um ponto impressionante: Deus limitou a Si mesmo à Sua igreja, de modo que, à medida que ela entra no Seu encargo, assume a Sua vontade e é exercitada no Espírito para fazer grandes orações, Ele começa a agir.
Ele está esperando por nós. Está esperando que entremos nesse encargo.
Vamos começar com os versículos que lemos. Creio que todos conhecem a história da purificação do templo. Essa história é tão importante que aparece nos três Evangelhos Sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas.
A ênfase é tão grande, e a prioridade de Deus é tão grande, que esse relato foi incluído em cada um dos três Evangelhos Sinóticos com a mesma ênfase:
A Minha casa será chamada casa de oração.
Às vezes, encontramos uma história ou um ensino em um Evangelho, mas não em outro; e talvez a história seja um pouco diferente conforme a perspectiva e a ênfase do escritor. Mateus escreveu a partir da perspectiva de ver o Rei dos reis. Marcos escreveu a partir da perspectiva de ver o Servo de Deus. Lucas escreveu a partir da perspectiva de ver o Filho do Homem.
As perspectivas deles são diferentes, mas, quando se trata dessa prioridade, o Senhor Jesus deu tanta importância a ela que os três escritores registraram a mesma coisa:
A Minha casa será chamada casa de oração.
É interessante para mim que Mateus diga, no início de Mateus 21:12:
E Jesus entrou no templo de Deus.
Não sei qual versão vocês têm, mas a versão King James diz “o templo de Deus”. A versão de 1901 diz “o templo de Deus”. A Tradução Literal de Young diz “o templo de Deus”. A versão de Darby diz “o templo”, com “de Deus” entre colchetes.
Por que essa ênfase? Creio que ela é muito importante.
Ele veio ao lugar que era o templo de Deus. John MacArthur diz que essa é a única vez no Novo Testamento em que a expressão “templo de Deus” é usada dessa maneira. Só isso já nos mostra a prioridade que Deus atribui a essa Palavra e a esse ato.
Ele diz que é improvável que algum escriba tenha simplesmente criado essa expressão e acrescentado as palavras “de Deus”, pois vários dos manuscritos antigos contêm a expressão “templo de Deus”. É por isso que as versões que mencionei a incluem.
Agora, por que isso é tão importante? Irmãos e irmãs, o Senhor Jesus veio ao único lugar onde Deus havia colocado o Seu nome.
Quando olhamos para o Antigo Testamento e para a dedicação do templo, vemos que o Senhor disse que havia escolhido apenas uma cidade — Jerusalém — e apenas um lugar: o templo que Salomão construiu, o lugar onde Ele colocaria o Seu nome e onde a Sua presença seria manifesta.
O Senhor Jesus viu o uso indevido daquele templo de Deus e começou a purificá-lo. Todos vocês conhecem a história. Ele derrubou as mesas dos cambistas e expulsou os vendedores, aqueles que faziam da casa de Deus um lugar de comércio.
Poucas coisas nas Escrituras provocam a ira do Senhor como isso provocou. Portanto, devemos prestar atenção. Poucas coisas parecem comovê-Lo e revelar a Sua ira na terra como isso revelou.
Creio que isso nos mostra a prioridade que estava em Seu coração. Aquele templo de Deus havia sido destinado a outro propósito. Deveria ser a casa de oração, mas havia se tornado o bazar particular do sumo sacerdote Anás.
Sabem, alguns de vocês gostam de ir ao bazar. Todos os centros comerciais que parecem estar morrendo acabam virando bazares. Não sei se vocês já perceberam isso. Para mim, um bazar é apenas uma enorme venda de coisas usadas dentro de um prédio. É só isso.
Mas aquele lugar havia se tornado o bazar particular do próprio sumo sacerdote Anás. No Antigo Testamento, em Levítico e em outras passagens, o sacerdote tinha o direito de determinar se um sacrifício era puro, santo e aceitável para ser oferecido.
Anás havia organizado as coisas de modo que os sacrifícios dos seus próprios vendedores fossem aprovados pelos sacerdotes. Você podia trazer o seu bode ou a sua oferta, mas talvez não fossem aprovados. Anás, porém, havia montado esse bazar no pátio do templo, de modo que as ofertas dos seus vendedores fossem aprovadas.
Além disso, aqueles que precisavam trocar moeda estrangeira pagavam uma taxa de câmbio muito alta. E vocês acham que os empréstimos com juros abusivos são ruins!
Digo isso apenas para reforçar por que o Senhor estava tão irado. A Sua casa deveria ser outra coisa. Quando Ele viu o que ela havia se tornado, a palavra de Jeremias veio ao Seu coração:
Vós a fizestes covil de salteadores.
Eles haviam feito dela um lugar de comércio. Contudo, a prioridade Dele para a Sua casa era que ela fosse a casa de oração.
Pensem em outra coisa ao considerar essa prioridade. Naquele momento, o Senhor Jesus poderia ter feito qualquer declaração sobre a casa de Deus.
Ele poderia ter dito: “A Minha casa é o lugar onde coloco o Meu nome. A Minha casa deve ser uma casa de santidade. A Minha casa deve ser uma casa de bênção. A Minha casa deve ser uma casa de profecia”. Ele poderia ter dito qualquer coisa.
Mas, se vocês compreenderem a prioridade que o Senhor Jesus atribui à oração corporativa, verão o Seu coração sendo derramado:
A Minha casa será casa de oração.
Quando vejo que essa foi a única coisa que o Senhor Jesus disse, começo a perguntar: “Senhor, conhecemos a Tua casa dessa maneira? Ela é uma casa de oração, ou fizemos dela uma casa de comércio?”
Às vezes, assisto a programas religiosos na televisão. Acho que isso deixa a Linda louca quando faço isso — não literalmente, mas a incomoda. Às vezes, ela acha que estou implicando com ela.
Vejo alguns que considero irmãos vendendo mercadorias e transformando a casa de Deus em um lugar de comércio. Fico me perguntando o que o Senhor pensa.
Já vi pessoas dizerem: “Vou lhe enviar este lenço de oração ungido se você me enviar vinte e cinco dólares”. Só consigo pensar no bazar de Anás. Mais uma vez, fizemos da igreja de Deus uma casa de comércio.
Vejo esses vendedores de prosperidade, e digo isso sem rodeios. Estão sempre pegando as Escrituras e distorcendo-as em favor de uma única ênfase equivocada.
Agora, eu creio na bênção e creio na prosperidade. Mas há uma maneira de tomar as bênçãos de Deus e fazer delas tudo, desviando-nos daquilo que é prioridade no coração de Deus.
Olhem para algumas dessas pessoas e para o seu estilo de vida. Olhem para seus jatos particulares, seus muitos carros e suas grandes mansões. A desculpa delas é: “Bem, sou eu quem prega o evangelho da prosperidade. É claro que tenho de prosperar”.
Elas jamais acreditariam nisso, mas muitas vezes são elas mesmas que prosperam. Fizemos da casa de Deus uma casa de comércio.
Ela deveria ser uma casa de oração. Deveria ser um lugar onde a oração corporativa fosse conhecida e experimentada.
Creio que o Senhor estava em uma missão divina. É claro que sabemos que isso era verdade em Sua vinda, mas aqui, em particular, Ele estava em uma missão divina para reconduzir a Sua casa ao propósito original.
A Sua casa deveria ser uma ferramenta em Sua mão, onde Ele pudesse encontrar um povo — uma auxiliadora que Lhe correspondesse — que unisse de tal maneira o coração ao Dele e se unisse tão plenamente a Ele que pudesse concordar para que a Sua vontade fosse feita na terra como no céu.
Essa é a prioridade que Ele atribui à casa de oração. Ela deveria ser um instrumento que Ele pudesse usar para realizar a Sua vontade, o Seu propósito e o Seu objetivo final.
Em vez disso, a ferramenta foi usada para outra finalidade. Às vezes, faço isso. Há alguns puristas aqui que realmente sabem fazer as coisas; eu só vou me atrapalhando quando construo alguma coisa.
De vez em quando, pego uma chave de fenda e a uso como formão. Sei que todos vocês, artesãos verdadeiramente puristas, vão ficar loucos quando eu disser isso, mas pego a chave de fenda e bato nela com um martelo — usando uma ferramenta para algo a que ela não se destinava.
Isso é um uso errado. Muitas vezes, você simplesmente quebra a ferramenta.
Espero que vocês comecem a enxergar a prioridade do Senhor e a ênfase do Senhor.
Voltem a 2 Crônicas. Gostaria de compartilhar algo que creio estar em destaque no meu coração já há algum tempo: 2 Crônicas 6 e 7. O contexto é a dedicação do templo por Salomão.
Primeiro, permitam-me ler 2 Crônicas 2:1:
E Salomão determinou edificar uma casa ao nome do Senhor e uma casa para o seu reino.
Depois, vejam 2 Crônicas 5:1:
Assim se acabou toda a obra que Salomão fez para a casa do Senhor.
Salomão trouxe as coisas que Davi, seu pai, havia consagrado — a prata, o ouro e os utensílios — e as colocou entre os tesouros da casa de Deus.
Depois, em 2 Crônicas 6:1-2, Salomão diz:
O Senhor disse que habitaria nas trevas espessas.
Mas eu Te edifiquei uma casa para morada e um lugar para a Tua habitação para sempre.
Observem essa expressão: um lugar permanente para Deus habitar para sempre.
Ao lerem essa grande dedicação ao longo de 2 Crônicas 6 e 7, eu os encorajo a ir para casa, ler esses dois capítulos e meditar neles, porque não temos tempo para ler cada versículo.
À medida que Salomão começa a orar a respeito da casa de Deus, a ênfase passa a ser a própria oração. A oração se torna a prioridade na dedicação do templo.
Permitam-me dar alguns exemplos. Começando por 2 Crônicas 6:18:
Mas, na verdade, habitará Deus com os homens na terra? Eis que os céus e os céus dos céus não Te podem conter; quanto menos esta casa que tenho edificado!
Que declaração grandiosa! Mas observem a mudança de ênfase:
Atenta, porém, para a oração do Teu servo e para a sua súplica, ó Senhor, meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o Teu servo faz diante de Ti.
Depois, na parte final de 2 Crônicas 6:20:
Para ouvires a oração que o Teu servo fizer voltado para este lugar.
E em 2 Crônicas 6:21:
Ouve as súplicas do Teu servo e do Teu povo Israel, quando orarem voltados para este lugar; sim, ouve do lugar da Tua habitação, dos céus; e, ouvindo, perdoa.
Essa é a ênfase. Essa é a prioridade que Salomão atribuiu ao templo de Deus em sua dedicação. Esse era o seu propósito original.
Quando vocês leem esses capítulos, veem a palavra orar repetidas vezes. Quando os filhos de Deus são oprimidos e caem em pecado, são orientados a orar voltados para esse lugar. Quando são atacados por inimigos, são orientados a orar voltados para esse lugar. Quando Deus julga o Seu povo e eles retornam, devem orar voltados para esse lugar.
Toda a ênfase nesses dois capítulos, na dedicação, mostra que o propósito original era a oração.
Creio que isso nos mostra quão grande é essa prioridade. Mencionei a expressão “um lugar permanente”. Nas Escrituras, ela aparece em relação a duas coisas.
Primeiro, Salomão diz que fez um lugar permanente para Deus habitar. Depois, fala sobre orar em direção ao lugar permanente nos céus.
Irmãos e irmãs, isso deveria falar ao nosso coração. Na Palavra de Deus, há apenas dois lugares permanentes: onde Ele habita nos céus e onde Ele habita em Sua casa.
Essa é a prioridade. Essa é a prioridade.
Estou insistindo tanto nisso por uma razão: não enxergamos qual é a prioridade de Deus e, por isso, ela não é a nossa prioridade.
Creio que isso é reforçado novamente quando chegamos ao Novo Testamento. Lemos Mateus 16 e Mateus 18, e há alguns anos me chamou a atenção o fato de que essas são as únicas duas ocasiões em que o Senhor Jesus menciona a Sua igreja pelo nome.
Vocês podem achar isso estranho, mas são as únicas ocasiões em que Ele menciona a Sua igreja. Em Mateus 16, trata-se da igreja universal. Em Mateus 18, trata-se da igreja local. Em ambas as passagens, Ele chama a assembleia de igreja.
Ao considerar os pensamentos com que Ele conclui as duas passagens, vocês começam a compreender a Sua prioridade. Aquilo com que Ele conclui em Mateus 16, ao falar da igreja universal, e aquilo com que conclui em Mateus 18, ao falar da igreja local, são uma só e a mesma coisa.
De fato, Ele usa as mesmas palavras:
Tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.
Esses são os Seus pensamentos finais. Quando vocês vão a Mateus 18, veem que Ele amplia esses pensamentos a respeito da igreja local e trata, de maneira prática, de como devemos orar.
Creio que o Senhor Jesus poderia ter dito qualquer coisa nesse momento. Mas o que Ele escolheu enfatizar, o que escolheu estabelecer como Sua prioridade, foi que essa igreja, acima de tudo e apesar de tudo — até mesmo das portas do Hades —, fosse, no fim, uma casa de oração.
Não consigo pensar em algo que diga mais do que isso. Que o Senhor nos ajude a enxergar a Sua prioridade.
Não quero deixar esse assunto sem gravá-lo na mente de vocês. Posso dizer de novo? Vocês vão me pôr para fora se eu disser de novo?
A razão pela qual não valorizamos mais a oração corporativa é, em primeiro lugar, que não a enxergamos como prioridade Dele. Em segundo lugar, mesmo que a enxerguemos como prioridade Dele, ela não é a nossa prioridade.
Essa é a prioridade da oração corporativa.
Vamos examinar o segundo aspecto. Não precisamos apenas pensar nessa prioridade e torná-la nossa; precisamos pensar no princípio da oração corporativa.
Não sei o que vem à mente de vocês quando digo que precisamos pensar no princípio da oração corporativa. Mas precisamos compreender o fundamento da oração corporativa. Sobre que base oramos? Qual é o princípio segundo o qual a oração corporativa opera?
Voltem comigo a Mateus 16. Vou ler aquilo que creio ser o único princípio central.
Mateus 16:19:
Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Depois, vão a Mateus 18. É impressionante que o Senhor conclua com a mesma coisa. Mateus 18:18:
Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.
Agora, irmãos e irmãs, essa expressão, em verdade, tem significado em Mateus 18. Se vocês consultarem sua concordância, verão que, nos Evangelhos, somente o Senhor Jesus usa essa expressão.
Ela é usada quando o Senhor Jesus quer acrescentar ênfase. Quando Ele chega à expressão da Sua igreja local e ao que essa igreja local deve ser, Ele diz: “Em verdade vos digo”.
Consultem. A expressão aparece repetidas vezes em Mateus, Marcos e Lucas como a ênfase especial do próprio Senhor. Mas, quando chegamos a João, Ele usa uma ênfase dupla. Repetidas vezes, Suas palavras são: “Em verdade, em verdade” — “Verdadeiramente, verdadeiramente” — “Amém, amém”.
Pensem em um exemplo, a respeito de nascer de novo:
Em verdade, em verdade te digo: Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Portanto, aqui em Mateus 18, o Senhor acrescenta a Sua ênfase ao chegar ao final:
Em verdade vos digo.
Esse é o princípio segundo o qual a Sua igreja deve orar.
Não sei quanto a vocês, mas penso que as últimas palavras são importantes. O Senhor concluiu com isso. Ele poderia ter dito qualquer coisa, mas essa foi a Sua ênfase.
Um dos meus livros favoritos, do qual talvez vocês nunca tenham ouvido falar, é Últimas Palavras de Santos e Pecadores. É um bom livro. É importante observar quais são as últimas palavras. Às vezes, elas são as mais importantes.
Os pais sabem disso. Quando vocês saem, se os seus filhos ainda lhes dão ouvidos, vocês lhes dão uma instrução final: “Agora, lembrem-se disto. A última coisa que quero dizer a vocês — lembrem-se disto”.
As últimas palavras e os pensamentos finais são a ênfase do Senhor.
O que esse princípio significa? Alguns de vocês não leram muitos livros do irmão Nee. Para ser sincero, creio que vocês saem perdendo com isso. Alguns parecem tratar isso como motivo de orgulho quando dizem: “Bem, eu não leio o irmão Nee”. Lamento por isso. Leiam todos os irmãos. Eu leio muitos irmãos, mas sou grato pelo irmão Nee.
Penso em 2 Timóteo, onde Paulo disse a Timóteo:
Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, Seu prisioneiro.
O irmão Nee parece ter compreendido, pelo menos já em 1941, aquilo em que muitos outros não conseguiram entrar.
Ele compreendeu esse princípio e disse que ele significa: a terra governa o céu.
Isso é extraordinário. Vocês podem pensar: “Isso não pode ser verdade. O irmão Nee deve estar em algum grande erro. Como a terra pode governar o céu?”
Mas observem as palavras das Escrituras:
Tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus.
Tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.
A terra vem antes do céu. Vocês poderiam pensar — embora não se atrevam a pensar nisso — que o Senhor deve ter Se expressado mal. Certamente Ele quis dizer o contrário: aquilo que está ligado no céu, vocês ligam na terra.
Mas não foi assim que Ele disse. Duas vezes Ele enfatizou isso e concluiu com isso: a terra governa o céu.
Esse é um princípio extraordinário. Parece-me que o Senhor Jesus, em toda a Sua sabedoria, procurou um vaso — a Sua igreja — e deseja que esse vaso se coloque ao Seu lado, se una a Ele e compreenda a Sua vontade.
Então essa igreja pode começar a ligar na terra, desligar na terra e, de fato, trazer a vontade de Deus do céu para a terra. Que princípio extraordinário!
O Senhor Jesus nunca Se expressa mal. Ele disse:
Tudo o que ligardes na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.
Vocês conseguem imaginar? É para isso que somos chamados. É para isso que somos chamados.
Permitam-me tentar ilustrar isso pelas Escrituras. Abram em Isaías 45. Talvez isso ajude.
Isaías 45:11:
Assim diz o Senhor, o Santo de Israel e Aquele Que o formou: Perguntai-Me acerca das coisas que hão de vir; acerca dos Meus filhos e acerca da obra das Minhas mãos, dai-Me ordens.
Creio que esse versículo de Isaías revela de maneira concreta o princípio da oração corporativa.
Em primeiro lugar, observem que Ele diz: “Perguntai-Me”. Essa é a primeira coisa. Quando se trata de oração corporativa, não começamos simplesmente a orar. Perguntamos a Ele. Buscamos conhecer a vontade de Deus.
Então, uma vez que conhecemos a vontade de Deus, o segundo mandamento entra em vigor:
Dai-Me ordens.
Irmãos e irmãs, isso é a terra governando o céu. Como povo de Deus, quando nos reunimos para esse propósito e essa prioridade únicos, devemos buscá-Lo e conhecer a Sua vontade.
Uma vez que conhecemos a Sua vontade, devemos dizer, em nome do Senhor: “Seja feita a Tua vontade na terra como no céu”.
É preciso haver grandes orações. É preciso haver orações que deem execução à vontade de Deus. É preciso tomar uma posição — não da maneira que quisermos, nem declarando qualquer coisa que desejarmos —, mas, uma vez que sabemos qual é a Sua vontade, o princípio da oração corporativa é: “Dai-Me ordens”.
Isso parece quase surpreendente quando lemos o versículo.
Abram em Ezequiel. Vou ler um versículo semelhante: Ezequiel 36:37.
Assim diz o Senhor Deus: Ainda nisto serei solicitado pela casa de Israel, para que lho faça; multiplicarei os homens como um rebanho.
Observem: “Serei solicitado pela casa de Israel, para que lho faça”.
No fim, o céu se move. Na oração corporativa, o céu se move e responde, e Ele fará isso por eles. No entanto, Ele diz: “Serei solicitado por eles”.
Conhecemos dessa maneira esse princípio da oração corporativa? Ele parece estar além do nosso alcance?
Ah, queridos, creio que muitos de nós sabemos alguma coisa a respeito disso, mas ainda não entramos nesse princípio.
Se não compreendermos esse princípio, iremos a dois extremos. Seremos presunçosos ou assumiremos uma posição que não é correta.
Eu estava lendo algo que John MacArthur disse. Alguns de vocês o apreciam. Ele disse que a promessa de Jesus em Mateus 18:18-19 tem sofrido graves interpretações equivocadas ao longo da história da igreja.
Ele disse que o exemplo mais extremo é a doutrina católica romana de que a igreja tem autoridade divina para perdoar pecados. Ele tem autoridade. Nós não temos.
Reconhecemos o que Ele faz, concordamos com isso e o declaramos em nome do Senhor.
A segunda coisa que ele disse talvez nos toque mais de perto. Sei que me toca. Ele disse que muitos carismáticos usam essas promessas, junto com passagens como Mateus 7:7 e Mateus 21:22, para reivindicar de Deus toda bênção e todo privilégio imagináveis, simplesmente pelo fato de pedir.
Agora, queridos, o princípio da oração corporativa é que primeiro conheçamos qual é a vontade de Deus. Então nos posicionamos na vontade de Deus. Declaramos a vontade de Deus sobre uma situação.
Posso dar outro exemplo das Escrituras. Vocês se lembram de quando o Senhor Jesus andou sobre a terra e disse:
Os campos já estão brancos para a ceifa.
Depois, Ele disse algo extraordinário:
Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a Sua seara.
Se é da vontade do Senhor que a seara esteja branca e que almas sejam colhidas, certamente Ele pode fazer isso sem nós. Certamente Ele não precisa do nosso consentimento. Certamente Ele tem todo o poder.
Mas essa única ilustração nos mostra o princípio da oração corporativa. Ele Se volta para os Seus e diz: “Orem para que o Senhor da seara envie trabalhadores para a Sua seara”.
Este é o princípio: devemos orar aquilo que está no coração do Senhor.
Muitas vezes, vamos a uma reunião de oração corporativa e dizemos: “Não sei pelo que orar”. Bem, orem pelo que está no coração do Senhor. Descubram qual é a vontade de Deus.
Quando vocês descobrem a vontade de Deus, concordam com essa vontade e assumem o seu lugar, podem dizer: “Em nome de Jesus, Senhor, declaramos que esta é a Tua vontade. Faze isso”.
Ele diz em Ezequiel 36 que fará isso por eles. Portanto, para mim, esse é o princípio da oração corporativa. Que o Senhor nos ajude a enxergá-lo mais plenamente.
Creio que vamos parar por aqui. Quero pedir a vocês, irmãos e irmãs, que meditem nisso e considerem com muito cuidado o que foi dito.
Não tenho dúvida de que isso não foi dito de maneira perfeita, nem mesmo com plena compreensão. Mas creio, no mais profundo do meu coração, enquanto tenho lutado com essa questão, que ela está no coração do Senhor. Eu creio nisso.
Creio que essa questão da oração corporativa é algo em que precisamos enxergar a Sua prioridade. Se enxergarmos a Sua prioridade, isso nos transformará e transformará a nossa reunião de oração.
Em segundo lugar, creio que, se tivermos uma compreensão correta do princípio — de que, ao conhecer a Sua vontade, perguntar pela Sua vontade e concordar com a Sua vontade, podemos fazer as orações mais fortes em nome do Senhor e dizer: “Seja feita a Tua vontade na terra como no céu” —, então as coisas mudarão.
Não tenho dúvida, porque o Senhor deixa muito claro que as coisas mudarão.
Estas são as duas primeiras partes. Na próxima vez, consideraremos a prática da oração corporativa.
No fim das contas, essa é a verdadeira chave. Como disse no início, creio que temos algum entendimento — especialmente aqui, onde temos tido o privilégio de ouvir esses santos de Deus, de ter esses escritos e de compreender algo do propósito de Deus.
Somos tão privilegiados. Mas, no fim, a questão é esta: essa é a nossa prática? Como entramos nessa realidade?
Quando o Senhor Jesus concluiu os Seus pensamentos sobre a igreja local, toda a Sua ênfase estava na prática. Que o Senhor nos ajude.
Senhor, trazemos de volta a Ti todos esses pensamentos. Estamos pedindo uma nova luz sobre essa questão da oração corporativa.
Senhor, se ainda não enxergamos o Teu coração, abre os nossos olhos. Queremos até mesmo dizer, Senhor, segundo a Tua Palavra, que desejamos ligar aquelas coisas que nos impedem de enxergar o que está no Teu coração — seja a nossa opinião, a nossa rebeldia ou a nossa insistência em determinada maneira de agir.
Pedimos a Ti, Senhor Jesus, em Teu nome, que nos reveles aquilo que está no Teu coração.
Senhor, oramos para que aprendamos a orar juntos da maneira correta: grandes orações, grandes pedidos. Que esse povo pelo qual Tu estás esperando — o Teu corpo, unido à sua Cabeça — comece a cooperar de tal maneira que oremos como devemos orar e nos posicionemos como devemos nos posicionar.
No fim, que contribuamos para a realização do Teu propósito, e não para o seu adiamento.
Senhor, se essas coisas são grandes demais para que as enxerguemos, oramos para que nos concedas uma visão maior e mais clara.
No fim, não queremos que a nossa prioridade seja diferente da Tua prioridade. Não queremos passar esta vida sem jamais cumprir o nosso verdadeiro serviço como a casa de oração que fomos chamados a ser.
Senhor, abre os nossos olhos. Ajuda-nos nessa questão. Conduze-nos a uma experiência mais profunda dessa realidade.
E que amemos, como Tu amas, a casa de oração para todas as nações.
Pois pedimos isso em Teu precioso nome. Amém.