E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas: porque não foi carne e sangue que te revelou isso, mas Meu Pai, Que está nos céus.
E Eu também te digo que tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Chegando-vos a Ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus, eleita e preciosa,
Vós também, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual, para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo.
Porque está contido na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa: e aquele que Nele crê não será envergonhado.
Para vós, portanto, que credes, é a preciosidade: mas, para os que não creem, a pedra que os construtores rejeitaram, essa se tornou a principal pedra da esquina;
E pedra de tropeço e rocha de escândalo; pois tropeçam na palavra, sendo desobedientes: para o que também foram destinados.
Mas vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as excelências Daquele Que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz:
Vós, que outrora não éreis povo, mas agora sois povo de Deus: que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia.
E o anjo que falava comigo voltou e me despertou, como um homem que é despertado do seu sono.
E ele me disse: Que vês? E eu disse: Vejo, e eis um candelabro todo de ouro, com um recipiente no seu topo e sete lâmpadas sobre ele; há sete tubos para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo;
E junto dele há duas oliveiras, uma à direita do recipiente e a outra à sua esquerda.
E respondi e falei ao anjo que falava comigo, dizendo: Que são estas coisas, meu senhor?
Então o anjo que falava comigo respondeu e me disse: Não sabes o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície; e ele trará a pedra de remate, com aclamações de: Graça, graça sobre ela.
Além disso, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram o fundamento desta casa; suas mãos também a terminarão; e saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Porque estes sete se alegrarão e verão o prumo na mão de Zorobabel; estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.
Então respondi e lhe disse: Que são estas duas oliveiras à direita do candelabro e à sua esquerda?
E respondi pela segunda vez e lhe disse: Que são estes dois ramos de oliveira junto aos dois tubos de ouro, que vertem de si o azeite dourado?
E ele me respondeu e disse: Não sabes o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.
O que vês, escreve num livro e envia às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodiceia.
O mistério das sete estrelas que viste na Minha mão direita e dos sete candelabros de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas: e os sete candelabros são sete igrejas.
E a cidade não necessita do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam: porque a glória de Deus a iluminou, e a sua lâmpada é o Cordeiro.
Amado Senhor, somos tão gratos por estares aqui. Não estamos pedindo que Te juntes a nós; estamos vindo para nos juntar a Ti. Senhor, queremos que este seja um tempo em que ouçamos a Tua voz. Para além das vozes humanas, que possamos ouvir o que o Teu Espírito está dizendo.
Amado Senhor, nós Te louvamos porque, por meio do enorme preço que nosso Senhor Jesus pagou no Calvário, Tu nos concedeste todo o poder e toda a graça de que precisamos para cumprir este ministério. Pela fé, firmamo-nos nessa unção, nessa graça e nesse poder.
Que uma porção dobrada esteja sobre a exposição, a tradução e a escuta. Planta algo em nós. Faz algo no meio dos anos para avivar a Tua obra. Senhor, dependemos de Ti, e teremos o cuidado de Te dar toda a gratidão e todo o louvor do nosso coração pela resposta a esta oração, que fazemos em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.
Creio que todos vocês sabem que o tema desta conferência é o testemunho de Jesus na igreja. Minha responsabilidade é tratar do que foi chamado de o padrão revelado — isto é, a revelação que Deus nos deu a respeito da igreja, a revelação contida na Palavra de Deus.
Quero falar nesta noite da maneira mais simples que puder. Sei que somente o Espírito Santo pode revelar essas coisas.
Eu já fui batista — um bom batista. Era um batista dedicado. Mas chegou um dia em que li um pequeno livreto, e fiquei muito entusiasmado com o que aquele irmão dizia.
Eu estava caminhando à beira do rio Tâmisa, lendo o livreto. Uma coisa estranha de se fazer, ler um livro enquanto se caminha à beira do rio; eu poderia ter caído no rio, mas consegui não cair. Li estas palavras: “Cristo é a igreja.”
Então pensei: “Agora entendo por que todo mundo fala contra esse irmão.” Todo mundo sabe que Cristo é a Cabeça e que a igreja é o corpo. Então fechei o livro. “Agora entendo o motivo de toda essa polêmica em torno desse irmão.”
Mas Deus tem um enorme senso de humor. No dia seguinte, minha leitura começou com 1 Coríntios 12:12:
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, sendo muitos, são um só corpo; assim também é Cristo.
Era isso que aquele irmão havia dito. Pensei comigo mesmo: “O grego não pode dizer isso. Deve dizer: ‘do qual Cristo é a Cabeça’. Os membros do corpo são um só corpo, mas Cristo é a Cabeça.”
E, no meu espírito, ouvi uma voz: “Seu corpo é algo diferente da sua cabeça?” Minha cabeça é Lance Lambert, e meu corpo também é. Vocês nunca viram um corpo vivo sem cabeça, e nunca viram uma cabeça viva sem corpo.
Toda a ideia dessa figura extraordinária, que o Espírito Santo usa somente no Novo Testamento, é que cabeça e corpo constituem uma unidade orgânica. Pertencem um ao outro. Para haver vida, para haver funcionamento, é preciso que cabeça e corpo estejam juntos.
Essa é a revelação que não foi dada aos profetas e patriarcas na antiga aliança. Foi algo dado aos apóstolos na nova aliança.
Acho isso maravilhoso. Quero apenas introduzir esse assunto, tendo em vista o que tenho a dizer nestas três noites. Parece-me perfeitamente claro que o padrão bíblico é Cristo.
As pessoas parecem ter essa ideia maluca de que, se reunirmos alguns cristãos, nomearmos alguns como presbíteros e outros como diáconos, tivermos hinários, cadeiras, a mesa do Senhor e um estudo bíblico, então teremos a igreja.
Esse é todo o significado do Pentecostes. Cento e vinte homens e mulheres salvos estavam reunidos num cenáculo com a Bíblia — o Antigo Testamento, naquela época. Criam em cada palavra dela. Eram absolutamente unidos, mais do que podemos dizer da maioria das assembleias. Eram absolutamente dedicados à Pessoa do Senhor Jesus, mais do que podemos dizer da maioria das assembleias.
Criam no nascimento virginal. Criam no ministério messiânico do Senhor Jesus. Criam em Sua morte expiatória, em Seu sepultamento corporal, em Sua ressurreição literal, em Sua ascensão literal à direita de Deus, e criam que Ele voltaria. Poderíamos pedir uma congregação mais perfeita?
Mas não era uma igreja. Era uma sinagoga: uma assembleia perfeita de crentes em nome do Senhor Jesus, com cânticos, adoração, a Bíblia — tudo.
Mas, quando o Espírito Santo veio, Ele transformou aquelas 120 unidades de uma congregação em 120 membros vivos do corpo vivo, unidos a uma Cabeça viva. E o mundo foi virado de cabeça para baixo.
Vocês conseguem acreditar nisso? Cento e vinte! Toda a estrutura de poder judaica deveria ter acabado com aquilo. A estrutura de poder romana — o governo romano, com todo o seu poder e sua força — deveria ter acabado com aquilo. Em vez disso, aquilo chegou a Roma e virou todo o Império Romano de cabeça para baixo.
Eles foram a Roma. Também foram ao sul da Índia, à Etiópia, à Armênia, à Espanha e ao que costumávamos chamar de Iugoslávia. O evangelho chegou a toda parte.
Há uma tradição antiga, talvez não tão absurda, de que José de Arimateia pregou o evangelho nas ruas de Londres catorze anos depois da morte, do sepultamento e da ressurreição do Senhor Jesus.
Nada podia deter esses crentes depois que descobriram que estavam unidos à sua Cabeça, à direita de Deus, e uns aos outros, enquanto não entristecessem o Espírito Santo e enquanto não apagassem o Espírito Santo. Como um incêndio numa floresta, o evangelho avançou.
Queridos irmãos e irmãs, toda vez que o Espírito Santo voltou a agir, aconteceu a mesma coisa. Vejam os quakers. Eles acreditavam no silêncio. Não acreditavam no uso da música. No entanto, tiveram as mesmas consequências e os mesmos resultados que os pentecostais e os carismáticos. As pessoas caíam no chão e tremiam; foi por isso que os chamaram de quakers, ou “tremedores”.
Recebiam uma revelação da Palavra de Deus — ou uma profecia. Foi um quaker que profetizou a grande peste e o incêndio que se seguiria em Londres.
Isso aconteceu repetidas vezes, toda vez que o Senhor, pela graça, trouxe a igreja, ou os crentes, de volta ao princípio original — fosse na Reforma ou em qualquer outro movimento.
Isso é um tremendo desafio para nós. Em cada mover do Espírito, por volta da terceira, quarta ou quinta geração, aquilo morreu. Tornou-se uma fachada, cristalizou-se numa rotina. A vida se foi.
O Senhor Jesus fez uma declaração simples, categórica e dogmática:
Eu edificarei.
Se olharmos para estes últimos quase dois mil anos, veremos que houve tamanho conflito e tamanha guerra em torno dessa obra de edificação do Senhor Jesus. Tudo isso esteve relacionado à posição do Senhor Jesus como Cabeça, à liberdade do Espírito Santo e à autoridade e ao poder da Palavra de Deus.
Sempre que esses princípios básicos e fundamentais estiveram em operação, a obra de edificação do Senhor Jesus avançou. Sempre que Ele foi destronado e desobedecido, houve ausência de vida e morte.
Vejam estas palavras maravilhosas do Senhor Jesus. Primeiro, Quem é o Edificador? É o Senhor Jesus.
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja.
Não arcebispos, não cardeais, não algum líder humano. O Senhor Jesus disse:
Edificarei a Minha igreja.
Essa é a primeira coisa.
Observem o que Ele disse:
Quem dizem os homens que Eu sou?
Eles disseram: talvez Jeremias, talvez este, talvez aquele.
E vós, quem dizeis que Eu sou?
Ele perguntou a Pedro.
Pedro disse:
Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.
O Senhor Jesus disse:
Não foi carne e sangue que te revelou isso.
Você não recebeu isso num seminário teológico, nem numa escola bíblica, nem mesmo num estudo bíblico. Deus lhe mostrou isso por revelação.
Meu Pai te revelou isso.
Isso significa um relacionamento com o Senhor Jesus como o Edificador.
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja.
Agora, o que é a rocha? É o próprio Deus. Vocês se lembram da palavra em Isaías 26:4?
Confiai no Senhor perpetuamente; porque no Senhor, o Senhor, está uma rocha eterna.
É interessante no hebraico, porque há uma duplicação: “o Senhor, o Senhor”, enfatizando a verdade. Antes, nessa passagem, vocês têm a expressão “perfeita paz”; no hebraico, é “paz, paz”. Da mesma forma, o Senhor é declarado enfaticamente como a Rocha eterna.
Agora o Senhor Jesus diz:
Tu és Pedro.
No grego, era Petros: uma pequena pedra.
Sobre esta rocha […] edificarei a Minha igreja.
Petra — a rocha maciça.
Isso significa que o Senhor Jesus estava dizendo: “Ah, você não é nada; é apenas uma pedrinha”? Não, não, não. Mais tarde, Pedro explica em sua carta o que havia entendido. Falando do Senhor Jesus, ele diz:
Chegando-vos a Ele, pedra viva.
Ele também fala dos crentes como pedras vivas, edificadas juntas. Pedro havia entendido algo.
Você pode estar cheio de verdades sobre a igreja, de uma orelha à outra, e não enxergar de fato o que a igreja é. O que a igreja realmente é? O que o Senhor Jesus está edificando? Tudo tem a ver com a vida eterna.
Jesus disse repetidas vezes:
Eu sou a vida.
Dessa vida de Deus somos extraídos, como de uma pedreira — não pedras mortas, mas pedras vivas, vivas para Deus pelo Espírito de Deus. Então devemos ser edificados juntos.
Você não consegue uma casa com um monte de pedras. Se eu convidasse você para vir tomar uma xícara de chá comigo e, quando você chegasse, houvesse um grande monte de pedras, e eu dissesse: “Por favor, entre”, você diria: “Onde está a porta?” Você pensaria: “Ele está maluco. Está ficando velho. Não está bem da cabeça.”
Essas pedras precisam ser edificadas juntas. É claro que, se você for uma pessoa muito meticulosa, poderá arrumar as pedras lindamente numa pilha — mas isso ainda não será um lar. Essas pedras precisam encontrar seu relacionamento umas com as outras. Precisam ser edificadas juntas. Então aquilo se torna uma casa.
Pedro claramente entendeu isso. Quando o Senhor Jesus disse: “Tu és Pedro”, Ele estava dizendo: “Você é um pequeno pedaço de rocha. Ainda não foi talhado nem moldado; é apenas um pedaço de rocha.” Mas sobre a Rocha maciça, Ele edificaria Sua igreja.
Deixem-me considerar isso de outra maneira. O Senhor Jesus é o fundamento. Não há outro fundamento que possa ser lançado. Esse é o fundamento divino.
Jesus é a principal pedra angular, a partir da qual são tomadas todas as medidas da casa inteira. Ele é a pedra que mantém as paredes unidas. Jesus é a pedra de remate. Ele é o primeiro e o último, e tudo o que há entre eles. Aqui está o começo, e aqui está o fim. Isso não é extraordinário?
Se vocês continuarem lendo 1 Pedro 2, perceberão que Pedro fala de Jesus como a pedra angular e como a principal pedra da esquina. Tudo diz respeito a um plano de edificação — uma edificação divina.
Voltem a Mateus 16:18.
Tu és Pedro; e sobre esta rocha edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
“Pedro” é Petros; “rocha” é petra.
Vocês creem nisso? Quando olham para o estado da igreja hoje, e até para o nosso próprio estado, talvez tenham motivos para se perguntar. As portas do inferno não têm prevalecido contra nós? Não derrubaram os portões e entraram como uma inundação?
Ouçam novamente as palavras do Senhor Jesus:
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades, ou da morte, não prevalecerão contra ela.
Essa é toda a história da verdadeira igreja. Tem sido o Senhor ressuscitado Quem, pelo Espírito Santo, repetidas vezes trouxe os crentes de volta à verdade original.
Muitos anos atrás, num lindo vilarejo no litoral norte de Devon, na Inglaterra, durante três ou quatro dias caiu sobre as charnecas uma chuva como a das monções. Por volta do terceiro dia, uma grande muralha de água desceu sobre o vilarejo e arrastou várias pessoas para o mar. Todos ficaram horrorizados, e o governo instaurou uma investigação.
Foi muito interessante o que descobriram. Cerca de cem anos antes, as pessoas responsáveis pela liderança do vilarejo haviam decidido que seria muito melhor mudar o curso do rio. Alteraram o curso natural e o desviaram para outro caminho.
Quando veio a inundação, o rio voltou ao seu curso original. Essa é uma imagem maravilhosa do que Deus tem feito repetidas vezes. É Cristo, o Edificador.
Quando Ele consegue um grupo de crentes — e, embora às vezes sejam extremamente pequenos, “quem desprezou o dia das pequenas coisas?” —, a inundação vem do trono de Deus e retorna ao curso original, até que os homens novamente mudem o curso do rio.
Não sei se o que estou dizendo faz sentido para vocês, mas posso lhes dizer que, se vamos atravessar as últimas grandes crises da história mundial, precisamos dessa inundação que vem do trono.
Se a pedra de remate algum dia for colocada em seu lugar, certamente será pela graça de Deus. Eu costumava me perguntar por que eles não gritaram todos: “Glória, glória”, quando a pedra de remate foi colocada. Mas não gritaram. As condições eram tão difíceis e os obstáculos tão enormes que a única palavra que podiam dizer era: “A graça começou esta obra, a graça a desenvolveu, e a graça a terminou.”
É extraordinária a imagem que temos em Zacarias 4. O querido profeta viu esse grande candelabro, essa menorá, e duas grandes oliveiras, uma de cada lado.
Sua atenção foi atraída pelas oliveiras, não pelo candelabro. “Que são estas oliveiras?” O anjo não lhe deu uma resposta específica a princípio. Mais tarde, ele perguntou novamente: “Que são estas duas oliveiras?” Ainda assim, o anjo não respondeu.
Então ele disse: “Que são estes dois ramos de oliveira que vertem de si azeite dourado para dentro do candelabro?” Então recebeu sua resposta.
Esse candelabro, que é o candelabro do tabernáculo e do templo, representava um plano divino de edificação. No Antigo Testamento, era a casa do Senhor — o templo. Tudo estava contra a obra de reconstrução daquele templo.
Então vocês têm estas palavras maravilhosas:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície.
Quem transformará o monte numa planície? O próprio Senhor. Então a passagem continua: as mãos de Zorobabel começaram esta obra; suas mãos a terminarão. E a pedra de remate será trazida com aclamações de “Graça, graça”. Esse é o término da obra.
Ela diz que os olhos do Senhor se alegrarão quando virem o prumo na mão de Zorobabel. Para que serve um prumo? Para construir. Não conheço outra utilidade para ele.
Cada coisa no tabernáculo falava do Senhor Jesus. O altar de bronze fala da obra consumada do nosso Senhor Jesus. A bacia de bronze fala de nascer de Deus, nascer do Espírito de Deus pela Palavra de Deus.
Você nasceu dessa maneira? Pode ser um cristão de segunda ou terceira geração e nunca ter tido a experiência de nascer do Espírito de Deus. Mas aquela bacia fala disso.
Entrem na tenda, e o que vocês veem? Uma mesa toda de ouro, com o pão sobre ela. É Jesus:
Eu sou o pão da vida.
Olhem para o altar de ouro: é Jesus. Ele vive sempre para interceder.
O que é o candelabro? É Jesus:
Eu sou a luz do mundo.
Entrem no Santo dos Santos, e ali vocês têm a arca da aliança — a aliança que Deus fez com Seu povo. Deus fez conosco uma aliança nova e eterna.
Dentro dela estão a lei intacta, que fala do santo Senhor Jesus; o vaso de ouro com maná, que fala de Jesus como o Pão da Vida; e a vara de Arão que floresceu, que fala da vida divina e da ressurreição.
Querido irmão e querida irmã, não é interessante que Deus tenha escolhido apenas uma peça do mobiliário para representar Seu plano de edificação da igreja? Por que Ele não escolheu o altar de ouro? Podemos viver ao nos alimentar do Senhor Jesus, e somos chamados à intercessão. Por que Ele não escolheu essas outras coisas? Tudo fala do Senhor Jesus.
O templo é apenas o tabernáculo numa escala muito maior e de forma mais permanente. Por que o Senhor escolheu o candelabro? Ele é o testemunho de Jesus.
Eu sou a luz do mundo: quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida.
A vida do Senhor Jesus, pelo Espírito de Deus, torna-se luz. Na Sua luz vemos a luz. É extraordinário.
Voltem a Zacarias. “Que são aqueles dois ramos de oliveira, Senhor, que vertem azeite dourado para dentro das lâmpadas?” O azeite dourado é luz.
No hebraico, não diz “azeite”. Aqueles ramos vertem ouro. E o ouro se torna combustível para a luz.
É a única maneira pela qual o testemunho de Jesus pode ser mantido. Jesus disse a Laodiceia:
Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo, para que te enriqueças.
É a única maneira pela qual uma igreja pode manter o testemunho de Jesus: quando há membros suficientes do corpo nos quais o ouro está sendo produzido.
De repente, temos um apóstolo, o mais próximo do Senhor Jesus — aquele que, em alguns aspectos, com exceção de Paulo, viu mais do que qualquer outro. Ele estava num campo de trabalhos forçados quando o Senhor lhe apareceu.
O Senhor ressuscitado e glorificado disse:
O que vês, escreve num livro e envia às sete igrejas.
Um pouco depois, é-nos revelado o mistério desses candelabros: são sete igrejas.
Seja qual for a maneira como vocês vejam isso — quer entendam que o Senhor escolheu sete igrejas locais para representar toda a igreja de Deus no tempo e no espaço, quer entendam isso como a história de toda a igreja —, é a mesma verdade.
Lembro-me de que, anos atrás, um velho teólogo me disse: “A Bíblia é como um diamante. Ela reflete luzes diferentes quando você a observa de ângulos diferentes.”
Cada uma dessas igrejas é representada por um candelabro. O que acontece quando o candelabro é removido? A igreja continua funcionando com seus estudos bíblicos, sua evangelização, suas ações missionárias organizadas e tudo o mais.
A igreja de Laodiceia nem sequer sabia que o Senhor estava do lado de fora de tudo aquilo. Estavam estudando Sua Palavra, cantando a respeito Dele, aparentemente adorando-O, partindo o pão juntos, e não faziam ideia de que Ele estava do lado de fora.
Esse candelabro representa a igreja. O testemunho de Jesus é o que a igreja sustenta. Vocês encontram essa expressão repetidas vezes em Apocalipse: aqueles que mantêm o testemunho de Jesus.
Quando Jesus disse:
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja.
Então, dois capítulos depois, Ele falou de um problema entre crentes e disse:
Se isso não funcionar, vai e dize-o à igreja.
Aparentemente, há algo na terra, assim como no céu.
Cristo amou a igreja e entregou a Si mesmo por ela. O apóstolo Paulo fala de todas as igrejas, das igrejas da Galácia e da igreja de Deus em Corinto.
Vocês têm a igreja, e têm igrejas. O que são as igrejas? Não há divisão nas igrejas. Segundo a Palavra de Deus, na prática, se você vive em determinado lugar, pertence à igreja ali. Isso está bastante claro na Palavra de Deus.
Essas sete igrejas representam o povo de Deus na terra, no tempo e no espaço.
Quando vocês chegam ao fim de Apocalipse, ouvem estas palavras maravilhosas:
E a cidade não necessita do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam: porque a glória de Deus a iluminou, e a sua lâmpada é o Cordeiro.
A glória de Deus é a luz. As sete lâmpadas, que significam completude e plenitude, são o Cordeiro. O que é o suporte? O suporte sustenta a lâmpada.
Isso significa que o que acontece nessas igrejas está diretamente relacionado ao que Deus procura edificar. De onde vem o ouro? Daqueles que estão nessas igrejas, no tempo e no espaço.
De onde vêm as pedras preciosas? São crentes trabalhados — em suas circunstâncias, em seus relacionamentos, acima de tudo em seu relacionamento com o Senhor Jesus e em seu relacionamento uns com os outros. De onde vem a pérola? Ela é formada nessas igrejas.
Há apenas três materiais: pedras preciosas, pérola e ouro. Onde são encontrados? Onde são trabalhados? Nas igrejas.
É muito interessante que o Senhor diga a mesma coisa às sete:
Quem tem ouvidos, ouça.
E:
Ao que vencer.
Precisamos ouvir o que o Senhor está dizendo e, em obediência e fé no Senhor, vencer.
Não sei se isso foi demais para vocês nesta noite. Não sei. Mas há algo tremendo aqui.
Se o Senhor Jesus disse:
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Eu, de minha parte, quero, pela graça de Deus, estar com o Edificador — seja qual for o preço, por mais humilhante que isso possa ser, seja o que for necessário para que o Senhor faça a obra em nós.
Virá um dia em que, se não tivermos permitido que o Senhor faça essa obra em nós, derramaremos muitas lágrimas. Estamos realmente numa encruzilhada.
Não sabemos quanto tempo temos, e precisamos despertar. Onde há pecado, deve haver confissão. Onde prejudicamos irmãos e irmãs, precisamos ir e acertar as coisas.
A Palavra do Senhor é muito clara:
Humilhai-vos, portanto, debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no devido tempo.
Onde precisamos de fortalecimento, o Senhor o dará. Onde precisamos de graça, ela está disponível. Onde precisamos de poder para vencer, ele está à disposição. Isso não é dado a você e a mim porque merecemos. É dado a você e a mim porque o Senhor Jesus consumou a obra. Já está disponível.
Que o Senhor toque nosso coração. Que algo penetre profundamente em nós. Precisamos ser um povo fervoroso pelo Senhor — vivo, atento à Sua voz, obediente, caminhando com Ele.
Agora vamos fazer uma oração.
Senhor, toma estas minhas pobres palavras e faze penetrar profundamente em nós tudo o que verdadeiramente veio de Ti.
Senhor, há certa falta de vida em tantas assembleias. Precisamos de Ti, Senhor. Precisamos que Tu avives a Tua obra no meio dos anos.
Precisamos que Tu nos dês uma nova visão de Ti mesmo. Tu és o Edificador. Queremos estar Contigo em Tua obra de edificação.
Toca nosso coração. Pedimos isso em nome do Senhor Jesus. Amém.