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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Lessons In Joseph's Life #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Lessons In Joseph's Life #2
    Lessons In Joseph's Life #2
    Graham, Mac

    Perdão, Arrependimento e Restauração na Vida de José

    Esse é o desejo do nosso coração: que, em tudo o que fizermos, Ele seja honrado. E como temos, todos os dias, essas maravilhosas oportunidades de honrá-Lo em nossa vida!

    Sabe, Ele organiza nossa vida de maneiras tão maravilhosas que descobrimos, de um jeito ou de outro, que não podemos viver por nós mesmos. Mas temos a oportunidade de permitir que a honra da Sua vida se manifeste por meio de nós. E que bênção isso é!

    Vamos fazer mais uma oração, enquanto continuamos em Sua presença.

    Senhor, começamos esta manhã com aquela lembrança do Teu grande amor. Nossos irmãos estiveram aqui, tocados pelo amor de Deus por cada um de nós. E, Senhor, nós Te agradecemos porque, enquanto prosseguimos, enquanto participamos da Tua mesa, enquanto Te adoramos e permanecemos em Tua presença, o Teu amor continua a nos conquistar. Vemos cada vez mais pequenos vislumbres desse amor, e estamos aqui hoje como frutos dele.

    Senhor, viemos aqui nesta manhã e nos oferecemos a Ti para que, ao examinarmos esta carta de amor que nos escreveste, abramos bem o nosso coração e demos ao Teu Espírito Santo livre acesso para falar e nos fazer ouvir. Senhor, que não apenas acumulemos conhecimento, mas tenhamos esse encontro com a própria Pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo.

    Nós Te bendizemos, Senhor, em nome de Jesus. Amém.

    A Herança dos Filhos de Deus

    Nesta manhã, nosso irmão começou lendo Romanos 5 e, durante nosso tempo de adoração e à mesa, vários irmãos leram e citaram diferentes passagens de Romanos. Então, talvez possamos começar nosso tempo examinando outra passagem de Romanos, enquanto continuamos a considerar algumas das lições que podemos aprender com a vida de José, como começamos na semana passada.

    Dissemos que a vida de José é tão plena e tão rica que estamos apenas tocando em algumas das preciosidades que encontramos nela. Espero que isso possa estimular todos nós a voltar e examinar ainda mais as Escrituras, para aprender cada vez mais sobre o grande testemunho que José tinha em sua vida: Deus estava com ele.

    Nesta manhã, vamos examinar Romanos 8. Há um testemunho precioso aqui em Romanos 8. Vejam Romanos 8:16-17:

    O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus:
    e, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também; herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo;
    se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados.

    Ao considerarmos a vida de José, que era filho, parecia que ele havia perdido sua herança. Mas vemos que, por meio do sofrimento, as riquezas de sua herança se tornaram muito reais para ele. Na verdade, por meio da vida de sofrimento de José, não apenas ele, mas também seus irmãos e toda a sua família entraram em uma rica herança.

    Estamos aqui hoje porque houve pessoas que nos precederam. E há outros com quem estamos aqui, caminhando juntos, para que todos possamos entrar nas riquezas da herança que temos em Cristo.

    O maravilhoso nas riquezas da herança em Cristo é que não precisamos esperar até amanhã para desfrutá-las. Nós as desfrutamos hoje porque, como nosso irmão nos lembrou, aquela obra de justificação já foi realizada. Ao entrarmos nessa realidade, há uma riqueza da vida de Cristo — as riquezas da herança que temos Nele, aquelas riquezas insondáveis — da qual participamos agora.

    Não queremos ser daqueles que têm a tendência de deixar isso para depois. Sabe, às vezes encontramos crentes que dizem: “Ah, estou apenas esperando chegar ao céu. Que glória será!” Haverá glória lá, mas, graças a Deus, não precisamos esperar chegar lá para desfrutar as riquezas de todas as bênçãos que temos em Cristo. Somos herdeiros agora, e herdeiros juntamente com Cristo — coerdeiros.

    Vemos aqui, no final de Romanos 8:17, o caminho que o Senhor tem para que entremos verdadeiramente nessa glória. É o mesmo caminho que nosso Senhor percorreu. Ele foi adiante de nós e abriu o caminho. Paulo escreve:

    Se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados.

    Ao examinarmos a vida de José, vemos alguém que sofreu muito. Mas o sofrimento não foi o fim de sua vida, porque também vemos — e vamos tocar nisso nesta manhã — como ele foi grandemente glorificado. Ele entrou em todas as riquezas que havia para ele.

    O Amadurecimento de José por Meio do Sofrimento

    Ao examinarmos a vida de José, vamos voltar a Gênesis e considerar Gênesis 39. Vimos como José, em meio a muitas provações — a provação de ser traído por seus irmãos e a provação de ser lançado na prisão por permanecer firme na justiça —, tinha aquele maravilhoso testemunho de que Deus estava com ele.

    José desfrutava as riquezas de sua herança enquanto estava naquela cova de desespero em que seus irmãos o colocaram. Desfrutava as riquezas de sua herança enquanto estava naquela prisão, porque seus olhos estavam voltados para o Rei e ele conhecia a realidade de Deus estar com ele.

    José é uma bela figura de um jovem sendo conduzido à maturidade; ou, para usar uma expressão do Novo Testamento, de uma criança sendo conduzida à plena condição de filho. Aquela vida de Cristo estava amadurecendo, sendo aperfeiçoada, crescendo por meio dos sofrimentos pelos quais ele precisava passar. Havia um processo de amadurecimento.

    Às vezes, os sofrimentos pelos quais passamos e os momentos difíceis — permitimos que sejam usados para nos amadurecer, ou eles simplesmente nos arrasam? O Senhor tem uma maravilhosa provisão em tudo o que atravessamos: aprender mais Dele.

    Também vimos, na semana passada, que não se tratava de uma questão de pecados na vida de José, porque não há nenhum pecado de José registrado nas Escrituras. Agora, sabemos que José era pecador, mas o Espírito Santo escolheu não registrar seus pecados. Não era por causa de pecados cometidos por José que o Senhor precisava tratar com ele, mas porque ele era pecador — descendente de Adão, assim como todos nós nascemos nessa condição. Por isso, há uma grande obra que precisa ser realizada.

    Também observamos que, nas ocasiões em que o Espírito Santo escreve sobre José nas Escrituras, não há registro de nenhum encontro pessoal dele com o Senhor. Sabemos que Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e outros tiveram esses encontros pessoais com o Senhor. Sabemos que o Senhor estava com José, mas esses encontros pessoais não foram registrados.

    Isso nos fala daquilo que compartilhamos no mês passado: aquela vida pessoal oculta, uma vida diária oculta, dedicada ao Senhor. A partir dessa vida, José conhecia o coração de seu Pai. Conhecia o coração de Deus. Quando se encontrava em certas situações, não era uma questão de precisar tentar se lembrar ou descobrir o que fazer. Havia aquela comunhão íntima com o Pai, que dizia: “José, agora é hora de fugir.”

    José conhecia o coração de seu Pai. E a pergunta para nós é: conhecemos o coração do nosso Pai nos dias em que estamos vivendo?

    Também vemos em José como, por meio da morte de um, uma família foi salva, uma nação foi salva e o mundo foi salvo. Vemos como José é uma bela figura do nosso Senhor Jesus Cristo.

    Mas, irmãos e irmãs, também vemos como, por meio da nossa vida, pessoas ao nosso redor são salvas. O impacto que temos sobre aqueles de quem somos próximos — e sobre pessoas de quem nem sequer nos damos conta — é um impacto de vida.

    O Perdão na Vida de José

    Uma das razões pelas quais estamos examinando José é que o tema deste mês, nesta série sobre fundamentos, é o perdão. Vemos em José alguém que tinha motivos para ficar amargurado, descontente, e que tinha tantas razões para buscar vingança contra aqueles que o haviam ferido e traído.

    Mas não vemos nenhuma semente ou raiz de amargura em José. Ele aprendeu a perdoar. E não apenas aprendeu; vemos José testemunhar como o Senhor até mesmo o havia capacitado a perdoar.

    Quando seus filhos receberam seus nomes, ele chamou o primeiro de Manassés: “O Senhor me ajudou a esquecer toda a minha dor.” Toda a dor e a aflição pelas quais havia passado tinham ficado para trás, porque José havia perdoado aqueles que o haviam ferido e traído.

    Seu segundo filho recebeu o nome de Efraim: aquele maravilhoso testemunho de como o Senhor o havia tornado frutífero em meio a toda aquela aflição. Ele foi frutífero naquela terra. Ah, como podemos ser frutíferos em meio às provações que estamos vivendo?

    José teve aqueles dois sonhos, e foram esses dois sonhos que o sustentaram ao longo de sua vida. Creio também que os sonhos de seu pai e daqueles que vieram antes dele — a maneira como o Senhor os havia tocado — se tornaram reais para José. Mas como a realidade daquele sonho, ou daquela visão, se tornou tão real em sua vida? Foi por meio da obediência e do sofrimento.

    Poderíamos dizer que foi por meio da disposição de José de abraçar a cruz e não se ressentir das provas pelas quais o Senhor o fazia passar. Porque veremos hoje, quando José testemunha a seus irmãos: quem foi que colocou José no Egito? Foi Deus Quem o enviou para lá.

    Qual era a principal prova à qual José estava sendo submetido, como dissemos na semana passada? A Palavra de Deus provou José. O Salmo 105 diz que, enquanto José passava por todas aquelas provações, sua alma estava em conflito em meio a tudo o que enfrentava. Era aquela Palavra de Deus sendo comprovada para ele de uma maneira muito preciosa, para que José pudesse entrar na realidade do chamado que o Senhor havia colocado em seu coração.

    Também precisamos lembrar, ao examinarmos José, que ele foi traído por seus irmãos por causa de seu amor por seu pai. Acabou na prisão por causa de uma atitude justa para com seu senhor — novamente, não por fazer algo errado, mas justamente por fazer o que era certo. José acabou sendo aquele que sofria.

    Também vimos como, em várias ocasiões, José foi despojado de uma veste. Exteriormente, foi despojado daquela bela túnica que seu pai lhe havia dado. Depois, recebeu uma boa veste quando estava na casa de Potifar, mas foi despojado de ambas. Contudo, José nunca foi despojado de seu caráter.

    Irmãos e irmãs, certas coisas podem nos afetar, mas permitimos que elas afetem nosso caráter?

    O Serviço Esquecido de José

    Quando deixamos José, na semana passada, ele estava na prisão. Havia interpretado os sonhos e, por questão de tempo, não vamos retomar tudo isso. Mas vamos examinar o final de Gênesis 40 e o primeiro versículo de Gênesis 41.

    José havia interpretado os sonhos do copeiro e do padeiro. Esses sonhos tinham se cumprido, e sabemos que José havia dito ao copeiro: “Lembre-se de mim quando estiver livre.”

    O copeiro-mor, porém, não se lembrou de José; antes, se esqueceu dele.
    E aconteceu que, ao fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou.

    Mais uma vez, vemos José. Ele havia sido fiel àqueles a quem servia na prisão, e esse homem o decepcionou profundamente. José havia servido àqueles homens e dito: “Quando você sair, lembre-se de mim.” Contudo, vemos como o copeiro se esqueceu de José.

    José teve aqui mais uma oportunidade de se sentir ofendido. Nós nos sentimos ofendidos quando nosso serviço não é valorizado? Nós nos sentimos ofendidos quando nosso serviço é esquecido?

    Somos todos bons contadores, mantendo um registro de todo o nosso serviço? “Veja tudo o que fiz por aquela irmã, e ela se esquece completamente de mim. Veja quanto trabalhei e ajudei aquele irmão naquele período. Eles vieram para cá, para a prisão. Cuidei deles. Dei-lhes boas refeições. Interpretei o sonho deles, e ele se esquece completamente de mim.”

    Será que alguma vez nos sentimos assim? Se formos honestos, sim. Todos nós passamos por isso. A única pessoa que nunca se sentiu deixada de lado em seu serviço é aquela que nunca serviu.

    Eu me lembro… Sabe, é interessante. É como numa partida de basquete. Eu nunca fui muito bom, porque, ao final do primeiro quarto, já estava sendo eliminado por excesso de faltas. Mas havia aqueles que nunca eram eliminados, porque nunca entravam no jogo.

    Graças a Deus, podemos ser eliminados por faltas. O Jim provavelmente nunca foi. Ele era tão bom, tão elegante em seus movimentos pela quadra, e conseguia saltar e bloquear o arremesso sem sequer tocar no sujeito. Nunca era eliminado, mas muitos de nós somos.

    Nesta vida cristã, cometemos muitas faltas. É por isso que celebramos esta mesa do Senhor todos os domingos. Ela nos traz à memória a preciosa obra do sangue do Cordeiro. Esse sangue nos purifica de todos esses pecados e de toda injustiça, e somos muito gratos por isso.

    José teve mais uma oportunidade de se sentir ofendido, mas, graças a Deus, não se ofendeu. Sabia que o Senhor estava com ele. Durante aqueles dois anos a mais — e creio que provavelmente foram alguns dos anos de maior angústia —, o Senhor estava realizando uma obra cada vez mais profunda na vida de José, porque ele continuava a aprender cada vez mais do Senhor.

    Talvez José tenha aprendido uma lição, e nós também podemos aprendê-la nos tempos de provação. Nas provações pelas quais estamos passando, qual é o nosso objetivo? Nosso objetivo é sair da provação, ou contemplar o Senhor? Nosso objetivo é ver Jesus, ou sair da provação?

    Agora, sei que a maioria de vocês gosta de ser espiritual, mas, na maior parte das vezes, quando alguma coisa me acontece, minha primeira reação é: “Quero sair disso.” Lamento não ser mais espiritual do que isso, mas minha reação inicial, na maioria das situações, é: “Senhor, tira-me daqui. Não gosto desta provação.”

    Mas qual é o objetivo? O que o Senhor estava tentando ensinar a José? O objetivo não era que José saísse. O objetivo era que José visse o Senhor em meio àquilo. Nisso, havia uma liberdade na qual José entrou em plena prisão.

    Depois de aprender essa lição, José seria libertado. José aprendeu que as coisas funcionam melhor segundo o tempo do Senhor, não o nosso. Às vezes, na espera e nas provações pelas quais passamos, naquele momento não vemos para que servem. Mas, nessa espera, naquele momento, o Senhor cria oportunidades que antes não existiriam.

    Se José tivesse saído alguns anos antes, talvez não estivesse ali para interpretar os sonhos de Faraó. Se tivesse saído da prisão aqueles dois anos antes, talvez não estivesse em posição de restaurar sua família. O tempo do Senhor é perfeito. Que o Senhor seja a nossa paciência, para que, em meio a tudo isso, aprendamos a enxergar.

    A Fidelidade de José Diante de Faraó

    Ao chegarmos a Gênesis 41, o próprio Faraó tem dois sonhos. Na vida de José há, poderíamos dizer, três pares de sonhos. Temos os dois sonhos de José; tivemos os dois sonhos, do copeiro e do padeiro; e agora Faraó tem dois sonhos. Cada um deles está impactando a vida de José.

    Faraó conta seus sonhos a todos os sábios ao seu redor, e ninguém entende. Mas, de repente, o copeiro se lembra: “Ah, quando eu estava na prisão por causa do que havia feito de errado, lembro que havia ali um jovem hebreu. Ele interpretou nossos sonhos, e os dois se cumpriram.”

    Então mandam dizer: “Encontrem esse homem.” Eles correm até a prisão. Mais uma vez, tiram a roupa de prisioneiro de José, vestem-no muito bem e o levam ao palácio do rei.

    Quando José entra nesse palácio, novamente havia sido despojado de sua veste, mas não de seu caráter. Essa é uma das maiores provas que José enfrenta: a prova da prosperidade.

    Ele saiu da prisão. Eles o lavaram e agora o estão levando para comparecer diante de Faraó. Mas José tem aquele caráter de Cristo dentro dele.

    Faraó conta seus sonhos a José. José interpreta os sonhos e diz: “Seus sonhos significam que haverá sete anos de abundância, seguidos de sete anos de fome. Durante aqueles sete anos de abundância, é preciso armazenar todo esse cereal nas cidades, para que, durante os sete anos de fome, as pessoas possam comprá-lo e sobreviver.”

    Faraó diz: “Ah, que sabedoria!”, e nomeia José como governador sobre todo esse projeto de recolhimento dos cereais. Faz dele o segundo em autoridade no Egito.

    Ao interpretar aqueles sonhos, vocês podem ver, em Gênesis 41:16, que ele o faz em um espírito de humildade. Ele diz:

    Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó.

    José não está tomando para si nenhum mérito.

    Quando José compareceu diante de Faraó, precisamos lembrar — conhecemos a história e, por isso, às vezes não percebemos bem a cena — que José não tinha absolutamente nenhuma garantia de que, depois de interpretar o sonho, não voltaria à prisão. Não havia garantia alguma. Não era algo como: “Muito bem, interprete este sonho e vou fazer de você governador.” Não. José não fazia ideia. Não havia promessas.

    José sempre era fiel exatamente onde se encontrava. Quando estava na casa de seu pai, era fiel, embora seus irmãos tivessem inveja. Quando estava naquela cela de prisão, era fiel em cuidar dos outros. Quando estava na casa de Potifar, não ficava racionalizando nem dando desculpas: “Você não entende minha situação. Este não é um bom lugar para servir. Quero servir em outro lugar.”

    Não, não. José era fiel exatamente onde estava naquele dia. Chegou o dia em que compareceu diante de Faraó para interpretar os sonhos, e José foi tão fiel naquele dia, na presença de Faraó, quanto no primeiro dia em que esteve na prisão, quando talvez estivesse limpando os banheiros.

    Não importava. A tarefa não era a questão. A questão na vida de José era a fidelidade ao Senhor exatamente onde ele estava. Ele servia ao Senhor e permitia que o Senhor recebesse a glória nisso.

    Ao vermos como José interpreta esse sonho, percebemos que ele também é muito fiel na interpretação. Não há interesse próprio nisso. Ele não tenta pintar um quadro cor-de-rosa. Não há manipulação; há uma exposição totalmente honesta diante de Faraó, sem nenhuma garantia. Mas vemos como, nisso, o Senhor honrou José.

    Das profundezas do desespero às alturas da glória. Realmente creio que, naquele momento, essa provavelmente foi — poderíamos até dizer — a maior prova que José enfrentou.

    Uma coisa é ter Deus conosco na cova. Outra é conhecer a realidade de Deus conosco na prisão. Mas conhecemos — ou sequer queremos, ou precisamos de — Deus conosco no palácio, quando temos tudo?

    Naquele momento da vida de José, ele não tinha absolutamente nenhuma necessidade material. Poderíamos até dizer, com reverência: José não tinha necessidade de Deus naquele momento, porque tinha tudo. Irmãos e irmãs, essa é a maior tentação que enfrentamos: quando chegamos a situações em que, por assim dizer, não precisamos do Senhor. Achamos que não precisamos.

    É nisso que somos muito desafiados nos Estados Unidos, por causa da nossa prosperidade. Há tantas alternativas, tantas coisas que podemos fazer.

    Creio que esse foi o maior desafio que ele enfrentou. Mas, graças a Deus, José foi fiel ao Senhor em meio àquilo. Serviu ao Senhor naquela posição com a mesma dependência que tinha durante o treinamento pelo qual passara nos outros lugares.

    Não usou sua posição para se vingar. Para Faraó, nem teria sido grande coisa se José dissesse: “Veja, Faraó, agora sou o segundo em autoridade. Há algumas pessoas em minha vida que me fizeram mal, e agora quero acertar as contas com elas.”

    Faraó poderia ter dito: “Ótimo. Por tudo o que você fez, vá em frente. O que é uma mulher de Potifar? O que é aquele copeiro? Ele se esqueceu de você por dois anos. Devia voltar e cumprir dois anos na prisão.”

    Não houve nada disso, porque José não apenas tinha um espírito livre de amargura; ele já os havia perdoado. Já os havia perdoado, como testemunham os nomes de seus filhos.

    Os Irmãos de José e o Despertar da Consciência

    Depois desse período maravilhoso, vemos os sete anos de prosperidade e, então, a fome começa. Eles tiveram aqueles maravilhosos sete anos, e José havia armazenado todos aqueles cereais e feito toda a provisão necessária.

    Então, ao começarmos Gênesis 42, vemos que a fome teve início e como José se reconcilia com seus irmãos. Jacó está em Canaã com seus filhos e diz: “Vão ao Egito e comprem alimento para nós. Comprem cereais para nós.”

    Jacó envia os dez filhos, deixando Benjamim em casa. Os dez chegam ao Egito, comparecem diante de José e não o reconhecem.

    José agora tem cerca de trinta e oito anos. Na última vez em que o viram, tinha aproximadamente dezessete. Portanto, havia uma diferença de cerca de vinte e um anos. Além disso, estava vestido como um egípcio e tudo mais.

    Eles não reconheceram José, mas José os reconheceu. Ele os vê entrar e se prostrar, e se lembra daquele sonho.

    Qual é a reação de José diante de seus irmãos? Ele joga isso na cara deles? “Olhem só para vocês. Sabem quem eu sou? Olhem vocês aí, se prostrando.” Ele não joga isso na cara deles, porque José os havia perdoado.

    Mas agora o desafio da realidade do perdão alcança a vida de José. É fácil perdoar pessoas que você nunca mais vê — pessoas com quem não tem nenhum encontro pessoal, que moram em outros lugares e que você nunca mais encontra. Elas o ofenderam, você as perdoa e nunca mais as vê. Assim, em certo sentido, esse perdão nunca é posto à prova.

    Mas há aqueles que são trazidos de volta, bem diante de você, e a realidade desse perdão precisa ser vivida. Você percebe, às vezes, que diz: “Eu perdoei”, mas então vê a pessoa face a face e, de repente, tudo começa a se agitar dentro de você? “Ah, lembro de tudo aquilo que ele fez. Agora vou acertar as contas com ele.”

    José poderia ter dito: “Veja só, fui feito governador do Egito, e aqui estão meus dez irmãos caídos aos meus pés. Agora posso acertar tudo. Posso me vingar. É Deus organizando as coisas para que eu possa dar o troco.”

    Podemos interpretar as circunstâncias da nossa vida de tal maneira que pensemos que Deus as organiza para o nosso bem. Mas para o bem de quem isso está sendo organizado?

    Na verdade, vemos que esses próximos capítulos são realmente para o bem dos irmãos, para que sejam libertos da culpa e do poder do pecado. Gosto muito daquele hino porque ele fala não apenas da culpa do pecado, mas também de um poder do pecado que atua dentro de nós. Ele nos faz sentir culpados, mas há também um poder que nos prende.

    Ao percorrermos esses capítulos, vemos que eles são realmente para o bem dos irmãos. Precisamos fazer uma pergunta, porque agora vamos mudar um pouco nosso enfoque. Temos olhado tanto para José, a fim de aprender as lições de sua vida. Mas, ao chegarmos a esses capítulos, com quem nos identificamos mais?

    Somos José, com pessoas vindo até nós para se arrepender diante de nós e acertar as coisas? Ou somos os irmãos que fizeram o que era errado, e em quem o Senhor precisa trabalhar, para que cheguemos àquele lugar de arrependimento e sejamos verdadeiramente libertos?

    Nesses capítulos, José é principalmente uma figura do Senhor Jesus Cristo. É principalmente uma figura do Espírito Santo organizando e conduzindo as circunstâncias com o desejo de libertar os irmãos da culpa e do poder do pecado.

    O objetivo aqui não é provar que José estava certo ou que sofreu injustamente. O objetivo é restaurar os irmãos. Deus tem tanto amor por eles — o mesmo amor que tem por José. E José também tem tanto amor por eles.

    Em nossa maneira natural de pensar, poderíamos dizer: “Bem, José, quando seus irmãos chegaram, por que você simplesmente não disse: ‘Está tudo perdoado. Vamos seguir em frente como uma grande família feliz’?” Por que José não disse apenas isso?

    Porque José amava muito seus irmãos. Queria que fossem libertos da culpa e do poder do pecado. A menos que fossem levados a enxergar o que haviam feito, conduzidos ao arrependimento e conquistados pelo amor de Deus, seus irmãos nunca seriam verdadeiramente libertos.

    Talvez tivessem restabelecido um relacionamento superficial, mas o relacionamento que Deus queria era um relacionamento sem barreiras. Haveria uma restauração plena. Isso não era para o bem de José. Era para o bem dos irmãos: para que fossem livres, prosseguissem e pudessem servir a Deus como Ele os havia chamado a servir.

    Vemos o Espírito Santo começando a organizar várias situações e circunstâncias para realizar a salvação desses irmãos.

    Em Gênesis 42, quando chegam a José pedindo para comprar cereais, ele diz: “Por que vocês estão aqui?” Eles respondem: “Estamos aqui apenas para comprar cereais.” Ele diz: “Não, vocês são espiões.” Eles dizem: “Não somos espiões. Somos homens honestos, doze irmãos.” “Não, vocês são espiões.” E ele os lança na prisão.

    Do que isso faz vocês se lembrarem? Faz lembrar de quando José foi até seus irmãos, e eles disseram: “Ah, lá vem aquele sonhador. Está nos espionando de novo para o papai. Só quer ver como estamos para poder voltar e contar.”

    José disse: “Não, não estou.” Eles disseram: “Está, sim”, e o lançaram na cova. Ele foi levado embora por estranhos.

    Os irmãos se encontram na mesma circunstância: falsamente acusados. Não haviam feito nada de errado e, no entanto, de repente são eles que estão na prisão.

    Graças a Deus, nessa circunstância vemos o Espírito Santo trabalhando nos irmãos para começar a despertar sua consciência. Sua consciência estava insensível. Durante todos aqueles anos, tentaram reprimir tudo o que haviam feito a José, porque vemos nas Escrituras que a lembrança de José ainda estava com eles. Apenas continuavam a empurrá-la para o fundo.

    Esse é o poder do pecado dentro de nós. Há um poder dentro de nós que continua a produzir angústia, mesmo depois de o tempo passar. Vinte anos haviam passado, e a angústia ainda estava ali.

    Mas vemos que, por meio do Espírito Santo, que em Seu grande amor organiza tudo isso, a consciência desses irmãos desperta e eles começam a enxergar o que fizeram.

    Vejam Gênesis 42:21:

    Então disseram uns aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão,
    pois vimos a angústia de sua alma, quando nos rogava, e não ouvimos;
    por isso vem sobre nós esta angústia.

    Eles se lembraram de como José havia suplicado, sem que isso lhe adiantasse coisa alguma. De repente, o Espírito Santo traz isso de volta à memória: “Ah, vocês se lembram daquela cena, quando José suplicava a nós?” Sabiam que o que haviam feito a seu irmão era errado.

    O Espírito Santo estava organizando tudo isso para despertar aquela consciência que havia se tornado insensível. Eles começavam a enxergar seu pecado. Foram levados a uma condição de tristeza. Havia tristeza e remorso. Mas a pergunta é: essa tristeza e esse remorso vão conduzir ao arrependimento, ou são apenas um desejo de escapar das circunstâncias?

    A Tristeza Segundo Deus e o Arrependimento

    Vejam como Paulo trata disso em 2 Coríntios 7. Ele fala da diferença entre a tristeza do mundo e a tristeza segundo Deus, que conduz ao arrependimento.

    Quando o Espírito Santo trabalha dentro de nós, Ele organiza as coisas e nos leva a um lugar em que, sim, há tristeza, mas também há arrependimento genuíno. Vejam 2 Coríntios 7:9-10:

    Agora folgo, não porque fostes contristados,
    mas porque fostes contristados para arrependimento;
    pois fostes contristados segundo Deus,
    de maneira que por nós não padecestes dano em coisa alguma.

    Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende.

    Conduzindo à salvação. Era isso que o Espírito Santo estava realizando nesses irmãos: conduzi-los à salvação, para que pudessem entrar na liberdade em que José havia entrado. Estavam acorrentados, em escravidão, e o poder do pecado os mantinha presos. O Senhor, em Seu grande amor, desejava que fossem libertos; por isso, estava organizando tudo isso na vida deles.

    Muitas vezes, cada um de nós pode se identificar com isso. Encontramo-nos em certas situações e ficamos tristes por algumas coisas. Mas, assim que a situação muda, esquecemos tudo.

    Quantas vezes nos encontramos — sei que acontece comigo — numa situação em que prometemos isto e aquilo, mas a circunstância muda e nos esquecemos completamente? “Bem, o Senhor interveio, e aqui estou. Estou livre.”

    Isso não é tristeza que conduz ao arrependimento. Mas há uma tristeza que opera dentro de nós e produz mudança, permitindo que Ele nos discipline. Vemos como o Espírito Santo está organizando isso na vida dos irmãos.

    José entende tudo o que eles estão dizendo. Eles não sabem disso, porque pensam que ele é egípcio e ele vem usando um intérprete. Mas não percebem que José sabe de tudo.

    Às vezes, irmãos e irmãs, somos tão tolos. Eu deveria dizer “eu”, porque dizemos: “Deus, Tu não entendes essas coisas.” Não achamos que Deus entende o que estamos passando. Ah, como Ele sabe! Ele vê com aquele coração de amor e diz: “Isso está contribuindo para a sua salvação, e um dia você verá.”

    José tira os dez da prisão e diz: “Muito bem, nove de vocês voltem. Levem os cereais e voltem; e você, Simeão, vai ficar aqui na prisão.” Gênesis 42:24 diz que ele tomou Simeão dentre eles e o amarrou diante de seus olhos.

    Bem diante dos olhos deles, veem Simeão sendo amarrado e levado para a prisão. Lembrem-se disso; mais adiante vamos voltar um pouco à questão de Simeão ser amarrado e eles não fazerem nada.

    A gente se pergunta por que foi Simeão. Não sabemos ao certo, mas há algumas suposições. Talvez Simeão fosse o líder. Talvez fosse o mais duro deles.

    Por que seria assim? Lembrem-se de que os filhos de Jacó tinham uma irmã, Diná, e algumas pessoas de Siquém não a trataram muito bem. Alguns dos filhos saíram e se vingaram. Quem foi o líder disso? Quem Jacó repreendeu primeiro por aquilo? Foi Simeão.

    Talvez ele fosse o líder. Se vocês examinarem a bênção de Jacó sobre seus doze filhos, quando ele profere sua profecia, sua oração e sua bênção por eles, nada de bom é dito sobre Simeão. A maioria deles tem um pequeno “porém”, alguma coisa, mas, quanto a Simeão, não há nada de bom. Então, talvez ele fosse o líder. Talvez fosse o mais duro, e por isso José o fez ficar.

    Talvez os outros não gostassem dele. Disseram: “Muito bem, Simeão, você pode ficar. Até mais. Vamos voltar para o papai.”

    Os Frutos do Arrependimento

    Todos eles voltaram para seu pai. Dissemos que o Espírito Santo está trabalhando nisso para que sejam conduzidos aos verdadeiros frutos do arrependimento. Já começamos a enxergar esses frutos, porque, quando esses irmãos conversaram com José, não houve mentira. Disseram a verdade. Não tentaram enganar José. Deram um relato correto da situação da família.

    Já é interessante observar: como eles se referiram a José? Vocês notaram, em Gênesis 42:21, que não se referiram a ele como o sonhador, nem como aquele garoto, mas como “nosso irmão”? Nosso irmão. Havia aquele reconhecimento do que haviam feito. O Espírito Santo estava começando a mostrar: “Não era um qualquer. Foi ao nosso irmão que fizemos isso.”

    Quando são enviados de volta, o administrador de José coloca o dinheiro em seus sacos. Eles começam a viagem e, vejam só, param no caminho no Wawa para tomar um café e abrem os sacos.

    Agora, isso vai deixar malucos aqueles que ouvirem a gravação e não fizerem ideia do que é o Wawa, e não vamos contar. Vocês acharam que eu seria bonzinho e contaria às pessoas? Não. Elas terão de vir visitar Richmond e ver o que é o Wawa.

    Mas, quando param ali, abrem os sacos, e o dinheiro está lá. Dizem: “Ah, não! O que Deus fez?” Vejam o final de Gênesis 42:28:

    Que é isto que Deus nos tem feito?

    Eles interpretavam aquilo como algo mau, mas, na verdade, era a bondade de José, que lhes devolvera o dinheiro. O que o Senhor usa tantas vezes para nos conduzir ao arrependimento? A bondade de Deus, como diz Romanos 2, conduz ao arrependimento.

    Mas uma consciência culpada muitas vezes interpreta a bondade de Deus como algo mau. As pessoas se aproximam e tentam demonstrar o amor de Cristo, mas, quando você está culpado, pode imaginar todo tipo de outra intenção. “Ah, isso é um plano de Deus para nos pegar.” Não, o Senhor estava apenas devolvendo o dinheiro deles. Era bondade sendo demonstrada a eles.

    Mas há um despertar da consciência. Essa é a primeira vez que os irmãos reconhecem Deus. Começam a perceber: “Deus está fazendo isso.” Há esse despertar acontecendo dentro deles.

    Eles chegam em casa e contam a seu pai — porque, obviamente, o pai percebe que há apenas nove deles. Contam por que Simeão precisou ficar.

    Vemos outra atuação do Espírito Santo nesses irmãos, porque dão a seu pai um relato correto. Não tentam depreciar José, dizendo: “Bem, havia lá um governante cruel, muito severo, e ele simplesmente teve de prender um de nós.” Não tentaram aumentar a história. Contaram a seu pai exatamente o que aconteceu.

    Quando José foi levado, eles mentiram para seu pai. Agora, portanto, vemos o caráter começando a ser formado neles e o Espírito Santo realizando uma obra. Contam a seu pai exatamente o que aconteceu. Sem distorções. Por meio disso, uma semente é plantada, e o Senhor pode continuar a regá-la e fazê-la crescer.

    Também vemos Rúben algumas vezes em Gênesis 42. Quando estão na prisão e começam a perceber como eram culpados, Rúben diz, com sua maravilhosa resposta de irmão mais velho: “Eu avisei. Eu disse que vocês não deveriam ter feito aquilo.” Ele havia tentado dizer que não fizessem aquilo com José.

    Depois, quando seu pai percebe que talvez precisem voltar ao Egito em algum momento, Rúben diz: “Bem, eu lhe darei meus dois filhos.” Quero dizer, que tipo de pai é esse? A gente precisa se perguntar sobre Rúben. Ele vai entregar seus dois filhos e trocá-los pela vida de Simeão. Mas não. Vemos como o Senhor continua a conduzir tudo, trabalhando até mesmo em cada um de maneira tão preciosa.

    Judá como Fiador de Benjamim

    Chega o momento em que acabam os cereais que compraram, e eles precisam voltar ao Egito. Isso começa em Gênesis 43. Vemos a maneira preciosa como Judá toma a iniciativa.

    Todos esses nomes — Judá, Jacó e José — são difíceis de distinguir aqui, todos esses nomes com J. Mas Jacó está ali e diz: “Não vou deixar Benjamim ir. Não posso deixá-lo voltar para lá. Perdi José. Perdi Simeão. Agora vou perder Benjamim. Não posso fazer isso.”

    Judá se apresenta e diz: “Eu serei o fiador.” Vejam Gênesis 43:8-9:

    Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o jovem comigo,
    e levantar-nos-emos e iremos; para que vivamos e não morramos,
    nem nós, nem tu, nem os nossos pequeninos.

    Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás:
    se eu não o trouxer e não o puser perante a tua face,
    serei réu de crime para contigo para sempre.

    Vemos Judá começando a se apresentar em favor de seus irmãos. Antes, nenhum dos irmãos se apresentaria em favor de qualquer um deles. Eram tão voltados para si mesmos. Todos se protegiam, preocupados apenas com a própria vida.

    Mas agora Judá está disposto a se sacrificar por Benjamim. Estão sendo dados passos em todo esse processo de restauração.

    Então Judá apresenta aquilo que, para mim, é um dos versículos preciosos. É apenas um pequeno versículo, mas diz muito. Vejam Gênesis 43:10:

    E se nós não nos tivéssemos detido, certamente já estaríamos segunda vez de volta.

    Aquela pequena expressão, “Se não tivéssemos demorado” — irmãos e irmãs, quando o Senhor começa a trabalhar em nosso coração, quando começa a organizar circunstâncias para nos despertar para alguns pecados, algumas coisas que cometemos e áreas em que precisamos ser conduzidos ao arrependimento, quando o Senhor começa a nos despertar, não demorem. Corram para os braços do nosso Amado. Ele está ali por nós.

    Muitas vezes queremos esperar e racionalizar. “Bem, não é uma boa hora. Talvez já tenha passado tanto tempo. Talvez tenham se esquecido disso.” É impressionante quantas justificativas encontramos.

    Mas, quando o Espírito Santo começa a nos despertar, não demorem. Corram para os braços do nosso Amado e acertem aquela questão com aqueles que estiverem envolvidos nas situações particulares da vida de vocês.

    Que aprendamos essas lições enquanto o Espírito Santo também organiza a vida de cada um de nós, à medida que as coisas acontecem. Lembrem-se: nessa história, somos os irmãos. Não estamos aqui na posição de José. Eu sou o irmão. Sou aquele que ofendeu pessoas. Sou aquele que feriu pessoas. Sou aquele que precisa buscar a restauração.

    Que o Senhor trabalhe no coração de todos nós. Nenhum de nós pode estar aqui e dizer que nunca ofendeu ou feriu alguém. Graças a Deus, Ele faz provisão para nós. Quando o Espírito Santo desperta isso em nós, não demoremos. Vamos seguir adiante e permitir que o Senhor realize essa poderosa obra.

    O Retorno dos Irmãos ao Egito

    Judá vai como fiador de Benjamim, e os dez irmãos voltam ao Egito. Quando chegam à casa de José, falam com o administrador e dizem: “Veja, aqui está o dinheiro. De alguma forma, ele foi parar em nossos sacos, mas estamos trazendo-o de volta.”

    Mais uma vez, dão um relato honesto. Não tentam inventar uma história nem dar uma interpretação conveniente. Simplesmente dizem: “Estava em nosso saco”, e dão um relato honesto ao administrador de José.

    O administrador de José diz: “Não, não, não. Está tudo bem. Deus colocou isso no saco de vocês.” Vemos como esse espírito de honestidade está sendo desenvolvido naqueles que antes agiam como enganadores.

    José manda o administrador preparar um banquete. Eles preparam o banquete, e acontece mais uma dessas pequenas circunstâncias: José os assenta à mesa por ordem de idade.

    Eles olham uns para os outros. O texto diz que ficaram admirados. “Ei, estamos todos por ordem de idade. Rúben está aqui, e Benjamim está aqui. Veja só.” É como se o Espírito Santo estivesse organizando algumas circunstâncias. Percebemos os sinais — o que está acontecendo aqui —, ou apenas dizemos: “Puxa, esse sujeito teve muita sorte, não teve? Conseguiu acertar”?

    Então vemos uma prova que José lhes aplica. Ele dá comida a todos, mas dá a Benjamim cinco vezes mais. Por que dá a Benjamim cinco vezes mais? Apenas porque ele é seu irmão e José o ama muito mais?

    Bem, creio que o Espírito Santo estava fazendo uma pequena prova aqui. Queria ver como os irmãos reagiriam a Benjamim quando ele recebesse cinco vezes mais do que eles. “Porque me lembro de que, quando eu era criança, recebi aquela túnica e meu pai me tratava melhor do que a eles; então ficaram com inveja. Vão ter inveja de Benjamim, ou essa inveja já foi tratada?”

    A abundância recebida por Benjamim era para a salvação dos irmãos, em relação àquele espírito de inveja dentro deles. Graças a Deus, passaram na prova. Podemos ver como foram libertos. Não há absolutamente nenhuma demonstração de inveja de Benjamim diante de José.

    Ah, como o Espírito Santo está trabalhando, realizando essa restauração! Que alegria! Imaginem a emoção que isso trouxe ao coração de José. Vocês sabem a alegria que isso traz ao coração do nosso Pai, ao coração do nosso Senhor Jesus, quando Ele nos coloca numa prova e, por Sua graça, nós a atravessamos? Há alegria no céu.

    Havia alegria em José quando viu seus irmãos cuidando uns dos outros.

    A Intercessão de Judá e a Prova Final

    Os irmãos são enviados de volta depois de receberem seus cereais. Ao chegarmos a Gênesis 44, sabemos que há mais algumas provas acontecendo. Em Gênesis 44, José manda colocar o copo de prata no saco de Benjamim. Colocam aquele copo no saco de Benjamim e os mandam seguir viagem.

    Mais uma vez, eles param no Wawa e, vejam só… Não, não param. Isso está errado. Preciso ser exato aqui.

    José envia seu administrador e diz: “Vá atrás daqueles homens e faça-os parar. Diga que roubaram meu copo.”

    O administrador os faz parar, e eles dizem: “Como poderíamos ter roubado seu copo? Somos homens honestos. Trouxemos seu dinheiro de volta. Como assim, roubamos seu copo?”

    Eles dizem: “Abra todos os nossos sacos; aquele com quem estiver o copo é culpado. Pode voltar e ficar na prisão.” Então vão examinando — Rúben abre o seu, Levi, Simeão —, e continuam. E eis que Benjamim abre seu saco, e o copo está lá.

    Qual é a reação dos irmãos? Ah, como é preciosa!

    Lembrem-se: em outros tempos, aqueles irmãos teriam dado um passo para trás e dito: “Ah, foi Benjamim. Estamos livres. O restante de nós vai para casa. Foi Benjamim.”

    Não. O Espírito Santo vinha trabalhando neles de tal maneira que, se vocês olharem Gênesis 44:13, todos rasgaram suas vestes. Abateram-se em um espírito de arrependimento e angústia. Ah, isso havia acontecido a Benjamim!

    Benjamim, dentre todos eles, era totalmente inocente de qualquer coisa relacionada ao que havia acontecido com José. Contudo, esses irmãos estavam se colocando ao seu lado, permanecendo com Benjamim nessa situação. Todos voltam e se prostram aos pés de José.

    Isso é tão precioso. Vemos Judá novamente dando aqui um maravilhoso testemunho. Não há desculpas. Vejam Gênesis 44:16. Judá cai aos pés de José e clama por misericórdia:

    Que diremos a meu senhor?
    Que falaremos?
    E como nos justificaremos?
    Achou Deus a iniquidade de teus servos:
    eis que somos escravos de meu senhor,
    tanto nós como aquele em cuja mão foi achado o copo.

    Irmãos e irmãs, quando nos encontramos com o Senhor, não há nada que possamos dizer. Caímos aos Seus pés e aceitamos Seu perdão. Há uma aceitação da nossa culpa. Eles assumiram a responsabilidade por seu pecado. “Somos culpados.”

    Mas de que culpa estão falando aqui? “Achou Deus a iniquidade de teus servos.” Ainda era aquela culpa em relação a José que os consumia, porque, nesse caso, não eram culpados. Benjamim não era culpado. Mas estão caindo aos pés de José, enquanto o Espírito Santo organiza essa situação para sua salvação.

    José vê que há cuidado por Benjamim. Estão juntos nisso. Então José tem uma última prova para eles. Diz: “Muito bem, aceito isso, e sei que os outros onze de vocês não são culpados. Estão livres para ir. Vou ficar apenas com aquele que tinha o copo. Vou ficar apenas com Benjamim. Todos os outros estão livres para voltar.”

    José faz isso como uma prova final, para verificar a preocupação deles com seu pai. Lembrem-se: quando venderam José como escravo, não tiveram absolutamente nenhuma preocupação com seu pai. Sabiam que seu pai amava José e, mesmo assim, o venderam como escravo. Voltaram com aquela pele de animal coberta de sangue.

    O relato fala da angústia na vida de Jacó, da angústia pela qual ele passou, e ninguém conseguia consolá-lo. Jacó não encontrava consolo neles.

    Agora, nessa prova final, como esses irmãos vão reagir? Judá se apresenta e diz: “Não. Eu sou o substituto do meu irmão Benjamim. Se Benjamim não voltar, isso matará meu pai.”

    Vejam Gênesis 44:29-31:

    Se agora também tirardes este de mim, e lhe acontecer algum mal,
    fareis descer as minhas cãs com dor ao Seol.

    Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai,
    e o jovem não indo conosco;
    como a sua alma está ligada com a alma dele;
    acontecerá que, vendo ele que o jovem ali não está,
    morrerá.

    Judá estava disposto a dar sua vida. Os irmãos estavam dispostos a chegar ao ponto de entregar a própria vida para não ferir seu pai. Era um amor por seu pai que havia sido restaurado.

    Nisso, passam nessa prova final. José vê como o Espírito Santo trabalhou neles para realmente libertá-los do poder da culpa, como assumiram a responsabilidade por seu pecado e o confessaram. Estão a favor de seu irmão. Estão a favor uns dos outros. Estão a favor de seu pai. Estão a favor de sua família.

    A Revelação de José e a Restauração Plena

    Em Gênesis 45, José vê esse arrependimento genuíno e se dá a conhecer. Esses irmãos ficam totalmente espantados, e José os restaura plenamente. José aplica aquele bálsamo de cura. Aproxima-se e os consola.

    Depois de revelar que é José, a princípio eles ficam um tanto aterrorizados. Ele diz: “Não, aproximem-se.” O Senhor está sempre dizendo: “Aproximem-se. Vejam quanto Eu amo vocês.”

    Então vemos o que José faz em Gênesis 45:14-15:

    E lançou-se ao pescoço de Benjamim, seu irmão, e chorou;
    e Benjamim chorou também ao seu pescoço.

    E beijou a todos os seus irmãos, e chorou sobre eles:
    e depois seus irmãos falaram com ele.

    Houve aquele choro, aquele derramar de si mesmo sobre Rúben, sobre Simeão, sobre Levi, sobre aqueles irmãos com quem havia pastoreado e que haviam ficado tão irados com aquele relato desfavorável. Ele os abraçou. Não se envergonhou de chamá-los de irmãos.

    Irmãos e irmãs, da mesma forma, nosso Senhor Jesus, quando nos liberta, quando nos leva àquele lugar em que podemos verdadeiramente entrar em um espírito de arrependimento, prosseguir e acertar as coisas — graças ao Senhor —, nosso Senhor Jesus não se envergonha de nos chamar de irmãos.

    A tragédia, irmãos e irmãs, é que tantas vezes nos envergonhamos de chamar uns aos outros de irmãos. Às vezes, fico admirado de que nosso Senhor Jesus chame cada um de nós de irmão e irmã e, no entanto, dentro do corpo de Cristo, por vezes mal consigamos dizer isso uns aos outros.

    Há uma obra que precisa ser realizada. Ao olharmos para esses irmãos e para essa história, precisamos lembrar que não somos os Josés. Somos os irmãos.

    O Chamado ao Perdão e à Restauração

    Como alguns de nós se sentem em relação àqueles que nos feriram? Estamos esperando que venham, se arrependam, mudem e cumpram todas as suas penitências e tudo mais, antes de podermos aceitá-los? Temos algum critério que precisam satisfazer antes de os aceitarmos e de o relacionamento ser restaurado?

    Enxergamos quanto Deus está a favor de cada pessoa, de cada irmão e irmã dentro do corpo de Cristo? Enxergamos o desejo de Deus pela restauração?

    Esse era o Seu desejo. Steve leu Romanos 5:1. Essa é a figura. É Deus nos restaurando a Si mesmo. Ele tomou a iniciativa, e está tomando a iniciativa todos os dias para produzir paz e restauração dentro do corpo de Cristo.

    Seremos aqueles que cooperam com Ele? Ou alguns de nós estão tão concentrados em suas feridas? “Fui ferido. Não há como superar isso.” Estamos tão concentrados em nossas feridas, ou alguns de nós estão tão concentrados em estar certos, tão concentrados em provar que têm razão?

    Ah, irmãos e irmãs, agradeço ao Senhor porque, quando nosso Senhor Jesus veio a nós, não Se aproximou para provar que Ele estava certo e nós estávamos errados. Aproximou-Se em amor. Aproximou-Se naquele espírito de bondade que conduziu ao arrependimento. Mostrou-nos um amor tão grande e, ao contemplá-Lo, isso despertou em nós um espírito de arrependimento.

    Às vezes, podemos estar tão cegos. Nossa consciência pode se tornar tão insensível porque achamos que estamos certos. Achamos que o tempo passou. “Já passou tempo demais.” Ah, o tempo não lava pecados. O sangue de Cristo lava pecados.

    Isso é trágico hoje na família de Deus: um dos maiores cânceres, se não o maior, dentro do corpo de Cristo é a falta de perdão. Pessoalmente, tenho sido tocado e convencido disso.

    Mais uma vez, não se trata de um autoexame. José, no plano natural, não estava organizando essas circunstâncias por conta própria. Não somos você e eu que saímos por aí organizando circunstâncias para levar pessoas ao arrependimento. É o Espírito Santo. É o Senhor agindo.

    Quando o Senhor age, reconhecemos essas oportunidades? Reconhecemos o despertar da consciência? Talvez tenhamos reprimido isso. Talvez não tenhamos pensado em determinada coisa há alguns anos.

    É por isso que aprecio o que nosso irmão Jeffrey compartilhou sobre o perdão. Houve coisas que o Espírito Santo lhe trouxe à memória, e ele sabia que precisava voltar e acertá-las. Usamos a desculpa do tempo para dizer não?

    Irmãos e irmãs, como o salmista Davi diz no Salmo 139:

    Sonda-me, ó Deus.

    Deixem o Espírito Santo fazer essa sondagem e ver se há em mim algum caminho mau.

    Mas, graças a Deus, isso não termina aí. Deus não está interessado apenas em nos mostrar nossos caminhos maus. Sim, Ele quer que enxerguemos nossos caminhos maus. Por quê? Porque quer que sejamos libertos, para que possamos entrar no caminho eterno.

    Muitas vezes, podemos nos concentrar em não querer cair na introspecção, mas não: é o Espírito Santo. Se dermos liberdade ao Espírito Santo, se Lhe dermos espaço para trabalhar em nós, Ele apontará coisas para nos libertar.

    Irmãos e irmãs, uma das maneiras pelas quais percebemos, nesta vida cristã, como conhecemos pouco de nós mesmos e do Senhor é quando nos surpreendemos com aquilo que o Espírito Santo aponta em nós. Quando o Espírito Santo aponta alguma coisa dentro de nós e dizemos: “Ah, como pude fazer isso?”, não conhecemos a nós mesmos.

    Não conhecemos a nós mesmos, mas Ele nos conhece. Ele nos ama tanto!

    Uma das maiores demonstrações do amor de Deus é levar os irmãos, levar cada um de nós, a um lugar de arrependimento. Ele nos ama tanto que quer que sejamos libertos. Mas, como Deus justo, não vai simplesmente apagar tudo sem tratar a questão.

    Assim como José não apenas abraçou seus irmãos e seguiu adiante; ele sabia que precisavam ser libertos. Irmãos e irmãs, cada um de nós precisa ser liberto, para que possamos continuar avançando nestes dias em que vivemos.

    José havia chegado ao ponto de enxergar as coisas da perspectiva de Deus. Depois de se dar a conhecer aos irmãos, ele lhes diz: “Deus me enviou adiante de vocês para preservar a vida.” Então eles voltam, buscam seu pai e o trazem para o Egito.

    Não há registro de José alguma vez ter dito algo ruim sobre seus irmãos a seu pai. Não foi algo como: “Ah, pai, estou tão feliz em vê-lo. Esses homens me trataram tão mal todos aqueles anos atrás, mas agora estamos juntos de novo.” Nada disso foi registrado.

    Porque Deus havia feito José esquecer sua dor, ele tinha verdadeiramente perdoado. Não ia jogar nada na cara de ninguém, nem mesmo diante de seu pai. Não ia expor aquilo.

    Para mim, o fato de José não falar a seu pai sobre o que aqueles irmãos haviam feito é um testemunho vivo e precioso daquilo de que Pedro fala: o amor cobre uma multidão de pecados. Isso é passado. Não precisamos trazer o assunto de volta. Está resolvido.

    Mas alguns de nós, irmãos e irmãs, enquanto vivemos no corpo de Cristo e experimentamos toda a bondade e a bênção do Senhor, a grande provisão que temos Nele, continuamos a agir como os irmãos de José.

    A Garantia Final de José aos Seus Irmãos

    Depois que Jacó morre, o que os irmãos de José dizem? “Ah, agora que o papai se foi, o que José vai fazer conosco? Vamos enviar-lhe uma mensagem dizendo que o pai de José mandou que ele nos perdoasse.”

    Isso partiu o coração de José. Em Gênesis 50:17, José chorou novamente. Aquele choro me fez lembrar quase do lamento do nosso Senhor Jesus diante dos discípulos, quando exclamou: “Vocês estão Comigo há tanto tempo e ainda não Me conhecem.”

    Esses irmãos haviam desfrutado dezessete anos da abundância de José, de toda a sua bondade, de toda a bênção, sem o menor indício de vingança, de acerto de contas ou de trazer o passado à tona. Mas não haviam entrado naquilo que nosso irmão compartilhou na abertura da reunião. Havia uma falha no fundamento deles quanto à compreensão de serem justificados.

    Está feito. Como um irmão orou, é eterno. É algo realizado de uma vez por todas. Mas tantos de nós, dentro do corpo de Cristo, podemos estar caminhando com o Senhor há tantos anos e, ainda assim, será que realmente sabemos? Entramos nas riquezas de tudo o que Ele fez por nós e da bênção que temos?

    José, em seu grande amor por seus irmãos, não os repreende por isso. O que faz? Estende a mão. Diz:

    Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem.

    Então Gênesis 50:21 diz que José os consolou e lhes falou ao coração. José era aquele a quem eles deveriam estar consolando, mas José os consolava, falando-lhes com bondade, conduzindo-os a avançar ainda mais.

    É um testemunho precioso no final da vida de José. José sabia onde era seu verdadeiro lar. Ele diz: “Quando eu morrer, levem meus ossos de volta, porque me lembro do que Abraão disse. Ficaremos nesta terra cerca de quatrocentos anos, mas este não é o nosso lar. Vamos voltar.”

    Assim como sabia, pela fé, que o êxodo do povo estava por vir, também testemunhou: “Levem meus ossos de volta.” José, nesse testemunho de fé, conhecia a realidade de onde era seu lar.

    Nosso lar não é aqui. Nosso lar é em Cristo. Ele está trabalhando em nossa vida, pois tem esse chamado sobre nós, para que entremos em tudo o que Ele tem para nós.

    Lembrem-se: ao olharmos para José, o fundamento que sustentava sua vida era o chamado de Deus sobre ele. Irmãos e irmãs, o fundamento que sustenta nossa vida é o chamado de Deus sobre nós.

    Às vezes, ao olharmos ao redor, dizemos que é impossível perdoar. Mas, se realmente enxergarmos o coração do nosso Pai, é impossível não perdoar.

    Quando dizemos que é impossível perdoar, isso revela nossa falta de conhecimento do amor de Deus, do amor de Cristo sobre o qual cantamos. Porque, quando somos conquistados por esse amor, todas as coisas são possíveis com Ele.

    Como a noiva é preparada? Como se apressa ainda mais a vinda do nosso Senhor? Por meio de pessoas dispostas a responder ao Espírito Santo, acertando as coisas dentro da casa de Deus.

    Falamos destes dias como dias de restauração. Não restauramos apenas aquilo que diz respeito às verdades e aos ensinamentos sobre a realidade de Quem Cristo é, mas também os relacionamentos. Perdoamos uns aos outros como Deus nos perdoou em Cristo.

    Que o Senhor nos ajude. Vamos orar.

    Oração Final

    Senhor, quando tocamos nessa questão do perdão, creio que sempre precisamos voltar àquele lugar de adorar-Te e agradecer-Te por tão grande salvação.

    Muito nos foi perdoado. Que aprendamos a perdoar muito.

    Em Teu precioso nome.