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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Conformed To The Image Of His Son #3 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Conformed To The Image Of His Son #3
    Conformed To The Image Of His Son #3
    Kaung, Stephen

    Conformados à Imagem do Filho de Deus

    Queridos irmãos e irmãs, sempre sinto que é muito difícil falar à mesa do Senhor.

    Graças a Deus, Ele coroou esta conferência com a mesa do Senhor. Lembro-me de que, no dia em que nosso Senhor Jesus ressuscitou dentre os mortos, dois de Seus discípulos estavam tão decepcionados com a morte do Senhor Jesus que deixaram Jerusalém e seguiram em direção a Emaús.

    Enquanto caminhavam para Emaús, o Senhor lhes apareceu sob outra forma, e eles não reconheceram que era o Senhor ressurreto. Vocês se lembram de como nosso Senhor lhes explicou, segundo as Escrituras, que o Cristo devia primeiro sofrer e depois entrar em Sua glória.

    Enquanto prosseguiam pelo caminho, o Senhor falava com eles. Seus corações se aqueciam, mas eles ainda não reconheciam que era o Senhor.

    Quando chegaram a Emaús e começaram a cear, o Senhor Jesus tomou o pão, abençoou-o e o deu a eles. Imediatamente, seus olhos foram abertos, e perceberam que era o Senhor.

    Então, com essa força, voltaram imediatamente a Jerusalém para testemunhar que o Senhor havia ressuscitado.

    Estamos reunidos há alguns dias, e é como se nosso Senhor tivesse falado conosco por meio de Seus humildes servos. Creio, irmãos e irmãs, que nossos corações se aqueceram. Mas foi somente no partir do pão que aqueles discípulos viram o Senhor.

    Quando viram o Senhor, foram fortalecidos interiormente. Com essa força, voltaram imediatamente a Jerusalém e testemunharam que o Senhor está vivo.

    Queridos irmãos e irmãs, espero que, nestes últimos dias, depois de ouvirem a palavra do Senhor, seus corações tenham se aquecido. Mas isso não é suficiente. É necessário o partir do pão para abrir nossos olhos e nos permitir ver que é o Senhor.

    Somente o Senhor nos dará forças para voltarmos aos nossos diferentes lugares e testemunharmos que o Senhor está vivo. É por isso que sinto que é muito difícil falar depois do partir do pão. Uma vez que vemos a glória do Senhor, não há mais nada que precise ser dito. Ele nos dá forças para prosseguirmos, dando testemunho Dele, até que O vejamos face a face.

    Leituras Bíblicas

    Por favor, abram em Romanos 8. Começaremos com Romanos 8:28-30.

    E sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.
    Porque aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos;
    E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

    Vamos ler também Colossenses 1:26-27.

    O mistério que esteve oculto desde todos os séculos e por todas as gerações; agora, porém, foi manifestado aos Seus santos,
    Aos quais Deus quis dar a conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória.

    Por fim, vamos ler 2 Coríntios 3:17-18.

    Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.
    Mas todos nós, com o rosto desvendado, contemplando como por um espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.

    Oração

    Querido Senhor, ao nos reunirmos em Tua presença, nossos corações estão cheios de gratidão. Perguntamo-nos por que nos amas tanto. Nunca poderemos compreender Teu grande amor.

    Nós Te louvamos e agradecemos por nos convidares à Tua mesa. Ó Senhor, Tu és suficiente. Tu és mais do que suficiente. Nós Te louvamos e agradecemos porque Tu nos pertences e nós pertencemos a Ti.

    Oramos para que, neste momento de encerramento, continues a falar conosco e abras nossos olhos interiores, para que vejamos Tua glória — a glória do Filho unigênito do Pai. Nós Te adoramos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O Propósito Eterno de Deus

    Se você ama o Senhor, naturalmente compreenderá o propósito de Deus e o valorizará. Qual é o Seu propósito? É aquele propósito eterno que Ele estabeleceu em Seu Filho amado.

    Antes mesmo da fundação do mundo, Ele nos escolheu em Seu Filho amado. Ele nos conheceu antes mesmo do tempo e do espaço e nos predestinou para sermos conformes à imagem de Seu próprio Filho.

    Muitas vezes, quando ouvimos a palavra predestinação, ficamos horrorizados. Pensamos que já foi determinado se iremos para o céu ou para o inferno e que somos completamente impotentes.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, isso não é predestinação. A predestinação é algo muito, muito mais glorioso do que isso. Podemos nos contentar simplesmente em estar no céu, mas Deus não Se contenta com isso.

    Segundo o propósito eterno de Deus, há algo muito mais glorioso do que simplesmente ir para o céu. Ele nos predestinou para sermos conformes à imagem de Seu Filho amado, para que o Filho unigênito seja o primogênito entre muitos irmãos.

    Queridos irmãos e irmãs, vocês conseguem imaginar? Isso é o que Deus propôs para você e para mim. Segundo Sua presciência, Ele nos predestinou. É isso que seremos; é isso que devemos ser, porque esse é o glorioso beneplácito e a vontade de Deus.

    Aqueles que Ele conheceu de antemão, Ele chamou para esse propósito. Porque Ele nos chamou, Ele é fiel. Se Ele chama, então Ele realizará. Como nos ensina 1 Tessalonicenses 5:24, é Deus Quem nos chama e, porque Ele é fiel, Ele o realizará.

    Cristo em Nós, a Esperança da Glória

    Quando pensamos em ser conformados à imagem de Cristo, esse é um pensamento glorioso, mas nos faz tremer. Ao olharmos para nós mesmos, isso parece impossível. Como pecadores como nós, os principais dos pecadores, podem chegar a ser conformes à imagem do Filho amado de Deus?

    Ele é tão elevado, e nós somos tão inferiores. Por mais que nos esforcemos, não há possibilidade alguma em nós mesmos. Muitos dentre o povo de Deus, quando pensam no propósito de Deus, ficam desesperados.

    Mas graças a Deus. Romanos 8:30 diz que aqueles que Ele chamou, também justificou. Não somos nós que nos justificamos. É impossível nos tornarmos justificados por nós mesmos na presença de um Deus justo. Isso está além da nossa capacidade.

    Mas é Ele Quem nos chama e nos justifica. Não apenas isso: Ele nos santificou; Ele nos separou para Si mesmo. É Ele mesmo Quem nos glorifica. Ser glorificado significa simplesmente ser conformado à imagem do Filho de Deus.

    Isso não é algo que tentamos alcançar. Se dependermos de nossas próprias realizações e tentarmos imitar Cristo, quanto mais tentarmos, menos esperança teremos. Tudo é pela graça.

    Falta-nos um elemento fundamental: vida — a vida divina, a vida incriada, a vida de Deus, a vida de Cristo. Sem essa vida, é impossível sermos conformes à imagem de Cristo.

    Há somente um Cristo. Ele é a imagem exata do Deus invisível. A menos que Sua vida nos seja dada, não há possibilidade de sermos feitos semelhantes a essa imagem.

    Graças a Deus, é aqui que entra o evangelho. Precisamos compreender as riquezas da glória do evangelho de Jesus Cristo.

    Nosso Senhor Jesus veio a este mundo não apenas para revelar o Deus invisível por meio de Suas palavras, de Seus atos e de Sua vida na terra. Ele nos revelou como Deus é. Ele é a perfeita representação e manifestação de Deus. Ele pôde dizer, em João 14:9:

    Quem Me vê a Mim vê o Pai.

    Ele torna visível o Deus invisível.

    A Cruz e a Liberação da Vida Divina

    Se o Senhor Jesus tivesse partido deste mundo no monte da transfiguração, teria tido todo o direito de fazê-lo. Vocês se lembram de como Seu rosto resplandeceu como o sol, e até Suas vestes eram brancas como a luz. Moisés e Elias apareceram, e conversaram com Ele a respeito de Sua partida.

    O Verbo Se fez carne. Deus veio a este mundo e assumiu a forma de homem. Ao viver durante trinta e três anos, Ele representou e manifestou plenamente Deus Pai. Ele nos revelou o Pai e mostrou como Deus é. Ele viveu uma vida perfeita.

    No entanto, Ele não partiu do monte da transfiguração. Graças a Deus, Ele desceu e foi até o Calvário.

    Por que isso era necessário? Ele nos havia mostrado a imagem de Deus, mas isso era apenas uma declaração e uma demonstração dessa imagem. Se fosse apenas isso, em vez de nos justificar, Ele nos condenaria.

    Antes, nosso padrão era baixo, porque sabíamos muito pouco a respeito de Deus. Mas agora vemos um modelo perfeito e, diante desse padrão, somos mais condenados do que nunca. Apenas nos mostrar a imagem não é suficiente. Ele precisava ir à cruz.

    Ele foi à cruz para nos proporcionar o caminho pelo qual podemos ser conformados a essa imagem.

    É por isso que Colossenses 1:27 fala do mistério do evangelho e das riquezas de sua glória:

    Cristo em vós, a esperança da glória.

    Se Cristo não está em nós, não há esperança de glória — não há esperança de sermos conformados a essa imagem. Mas, por causa da cruz, mediante Sua morte e ressurreição, Sua vida é liberada e dada àqueles que creem Nele.

    Graças a Deus, temos Cristo em nós: Cristo em vós, a esperança da glória. É aqui que começa a glorificação. Não é uma imitação exterior; é uma transformação interior. Tudo isso acontece porque Sua vida está em nós.

    A Natureza da Vida de Cristo

    À medida que essa vida começa a crescer, somos conformados à Sua imagem, e Ele Se torna o primogênito entre muitos irmãos. Queridos irmãos e irmãs, vocês têm a vida de Cristo em vocês?

    Se você crê em Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, então algo maravilhoso acontece: Cristo entra em você e Se torna sua vida.

    Cada tipo de vida tem sua própria natureza. Um pássaro tem a natureza de um pássaro, e um peixe tem a vida de um peixe; sua natureza é nadar. Qual é a natureza da vida de Cristo? Se você seguir essa natureza, perceberá que está sendo conformado à imagem Dele.

    Se todos os que pertencem ao Senhor Jesus, desde o início de sua salvação, vivessem momento a momento segundo a natureza dessa vida, quão rapidamente seriam conformados à imagem do Filho amado de Deus.

    Mas, infelizmente, percebemos que nossa velha vida adâmica ainda está presente. Essa vida adâmica tem sua própria natureza. Ela é centrada no eu; não é centrada em Deus. É aqui que entra a questão da transformação.

    A Transformação pelo Espírito Santo

    O que é transformação? Transformação é metamorfose.

    Você pode ver uma lagarta feia rastejando pelo chão. Temos medo de uma criatura assim. Mas um dia ela entra numa espécie de coma e, depois de certo período, de repente surge uma borboleta. Todos gostam de borboletas.

    A natureza daquela lagarta é terrena. Ela rasteja pelo chão e é feia. Mas, quando você vê uma borboleta, percebe que ela é celestial. Ela voa; é bela. Isso é transformação.

    Dentro de nós existe aquela vida feia de lagarta, e rastejamos sobre esta terra. Nossos olhos estão sempre voltados para baixo, não para cima. Não somos capazes de nos elevar e, por nossa própria vida, alcançar o céu.

    Todos nós somos feios, especialmente aos olhos de Deus. No entanto, Deus nos ama. Ele nos leva a uma espécie de coma; isto é, nossa vida do eu precisa entrar na morte para que a vida de Cristo em nós, como a borboleta, possa verdadeiramente elevar-se ao céu.

    A palavra forma, em Filipenses 2:6, refere-se ao caráter interior. Nosso Senhor Jesus, subsistindo na forma de Deus, tem Deus como Sua própria substância. A palavra não se refere à aparência exterior.

    Da mesma maneira, a transformação se refere a uma qualidade interior. É algo que acontece dentro de nós. Somos gradualmente libertos da velha natureza e do velho caráter; despimo-nos do velho homem e nos revestimos do novo homem. Dessa maneira, começamos a ser conformados à imagem de Cristo.

    Depois que cremos no Senhor Jesus, começa a obra de transformação. Aquilo que pertence ao velho vai morrendo, e aquilo que pertence ao novo vai aumentando gradualmente.

    Mas, queridos irmãos e irmãs, essa transformação é obra do Espírito Santo. Não somos capazes de transformar a nós mesmos. É obra de Deus.

    2 Coríntios 3:18 ensina que todos nós, contemplando a glória do Senhor com o rosto desvendado, somos transformados segundo a mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.

    A transformação é obra do Espírito Santo. Ele é capaz de nos mostrar Cristo. Ele ordena nossas circunstâncias, disciplina-nos e nos conduz para fora do eu e para dentro de Cristo.

    Ele faz morrer aquilo que pertence à carne e continua a nos revelar Cristo. De glória em glória significa o crescimento de Cristo em nós. Esse é o ministério do Espírito Santo.

    Ele está dentro de nós como nosso Mestre. Em tudo, nas coisas pequenas e nas grandes, Ele nos ensina. Se obedecermos ao ensino da unção, permanecemos em Cristo.

    Ele determina quem encontramos e o que nos acontece a cada dia. Por meio dessas circunstâncias, Ele nos disciplina e nos reeduca, a fim de que sejamos transformados de glória em glória.

    A Consagração e o Rosto Desvendado

    Ainda assim, há algo que precisamos fazer. Se não o fizermos, o Espírito Santo não operará. Todos nós precisamos contemplar a glória do Senhor com o rosto desvendado.

    Em outras palavras, para que o Espírito Santo nos transforme, cada um de nós que tem a vida de Cristo precisa contemplar a glória de Deus com o rosto desvendado. Isso é algo que precisamos fazer.

    Em termos simples, é isso que significa consagração. Depois de recebermos todas as misericórdias de Deus, o que devemos fazer? Como aquilo que vimos e ouvimos pode se tornar real em nós?

    Precisamos apresentar nossos corpos como sacrifício vivo. Romanos 12:1 diz:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.

    Para que o Espírito Santo realize a obra de transformação em nossa vida, precisamos nos oferecer inteiramente a Ele.

    O que é um sacrifício? Um sacrifício é algo sobre o qual você abre mão de seus direitos e que passa a pertencer a outro. Este cordeiro me pertence; sou seu dono e tenho todos os direitos sobre ele. Mas, constrangido pelo amor de Deus, tomo esse cordeiro e o coloco sobre o altar. Ele é sacrificado a Deus.

    Em outras palavras, aquilo que era meu já não me pertence. Não posso decidir seu futuro; isso cabe a Deus. Ele é morto para Deus. Isso é consagração.

    Nós, que somos constrangidos pelo amor de Cristo, devemos nos apresentar a Ele. Creio que todo aquele que crê no Senhor Jesus, ao ser salvo, tem um primeiro amor. Você deseja servi-Lo, amá-Lo e expressar algo a Ele.

    Tudo o que Ele requer é que você apresente seu corpo como sacrifício vivo. Você abre mão de seus direitos. Você entrega sua vida a Deus. De agora em diante, Deus tem todo o direito de fazer em você o que Ele quiser.

    Deus respeita nossa vontade. Ele nos criou com uma vontade e respeita essa vontade. Se não estivermos dispostos, Ele não nos forçará. Ele pode nos persuadir; pode até nos rogar. Mas não nos forçará.

    Ele espera que entreguemos nossa vontade a Ele e digamos: “Agora estou disposto a fazer tudo o que Tu quiseres fazer”.

    Se você entregar seus direitos a Deus, perceberá que está contemplando a glória do Senhor com o rosto desvendado. Sempre que seu coração se volta para o Senhor, o véu é retirado de seu rosto.

    Irmãos e irmãs, a consagração não acontece de uma vez por todas. Ela tem um começo, mas é um caminho que percorremos durante toda a nossa vida cristã. Precisamos nos apresentar a Deus repetidas vezes. A consagração deve se aprofundar à medida que prosseguimos.

    O Espírito Santo nos revela as áreas em que não nos consagramos verdadeiramente — nas quais ainda estamos apegados ao eu. À medida que Ele as revela, começamos a aprofundar nossa consagração.

    É por isso que o holocausto precisava ser oferecido pela manhã e à tarde. O fogo do holocausto nunca deveria se apagar. Esse é o caminho para nos mantermos no primeiro amor.

    Quando estamos no primeiro amor, o Espírito Santo tem liberdade para fazer o que Deus deseja fazer. Por um lado, Ele nos mostra a glória do Senhor.

    Quando vemos a glória do Senhor, toda a beleza que antes considerávamos bela se mostra corrompida. Estamos dispostos a negar a nós mesmos, tomar a cruz e segui-Lo. Desviamos os olhos de tudo e olhamos para Jesus.

    Ao contemplarmos a glória do Senhor com o rosto desvendado, somos transformados de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.

    A razão pela qual a obra de transformação se torna lenta, e às vezes até parece parar, é que nosso coração foi seduzido e se afastou de Cristo. Perdemos nosso primeiro amor. Começamos a olhar para nós mesmos, em vez de olhar para Cristo.

    Você se torna semelhante àquilo que contempla. Se olhar para a terra, você se tornará terreno. Se olhar para o céu, você se tornará celestial.

    O Amor como Poder de Transformação

    O resultado final é a conformidade à imagem do Filho de Deus. Quando somos conformados à imagem do Filho de Deus, então somos verdadeiramente irmãos de nosso Senhor Jesus.

    Qual é a força motivadora interior nessa questão da transformação e da conformidade à imagem do Filho de Deus? De nossa parte, também é uma questão de amor. O amor de Cristo nos constrange; por isso, entregamo-nos a Ele. Essa é nossa resposta de amor a Ele.

    Seu amor começa a se arraigar e a se fundamentar em nós e, à medida que isso acontece, a transformação ocorre. Enquanto meditava diante do Senhor, senti que toda essa questão da conformidade à imagem do Filho de Deus é uma questão de amor.

    Há um livro na Palavra de Deus que nos mostra como o amor é o poder por trás da transformação que nos conduz à conformidade: Cântico dos Cânticos.

    Cântico dos Cânticos e a Transformação Espiritual

    Cântico dos Cânticos fala de uma virgem e de um rei-pastor. É uma história de amor entre o rei-pastor e uma humilde pastora. Entre aquela virgem e o rei-pastor há uma distância tão grande; não há comparação.

    A virgem é uma humilde pastora, mas o amado é o Rei dos reis. No entanto, ao ler a história de Cântico dos Cânticos, você chega a Cântico dos Cânticos 6:13:

    Volta, volta, ó sulamita;
    Volta, volta, para que nós te contemplemos.

    No início, essa virgem não identificada não tem nome. Mas, à medida que a história avança, quando você chega ao capítulo 6, ela é chamada de sulamita.

    Todos sabemos que sulamita é a forma feminina de Salomão. Salomão significa pacífico, e agora essa virgem é sulamita; ela também é pacífica, porque assumiu o caráter de Salomão.

    Ao ler a história, você percebe que é uma questão de amor. Logo no início, a virgem experimenta o beijo do rei em seu pescoço.

    Não foi isso que aconteceu quando o filho pródigo voltou? O pai beijou seu pescoço. Por quê? Porque ele era um filho de dura cerviz. Havia se rebelado contra o pai e sofrido por seguir seu próprio caminho.

    Quando ele voltou, a primeira coisa que o pai fez foi beijar seu pescoço. Foi isso que aconteceu conosco. Todos nós éramos pessoas de dura cerviz. Queríamos seguir nosso próprio caminho e sofremos até sermos reduzidos à pobreza.

    O filho pródigo se lembrou da casa do pai, embora, no início, estivesse mais interessado na comida do pai do que no próprio pai. Sua cerviz ainda era dura, mas o pai beijou seu pescoço. Graças a Deus, isso acontece com cada um de nós.

    Depois de receber um beijo no pescoço, você ficará satisfeito? Não. Esse beijo desperta o desejo de algo mais. A virgem começa dizendo, em Cântico dos Cânticos 1:2:

    Beije-me Ele com os beijos da Sua boca;
    Porque melhor é o Teu amor do que o vinho.

    “Quero um relacionamento mais próximo com Ele. Eu O desejo porque Ele é tão belo.” Aqui você encontra a história de amor e vê como o rei-pastor a leva à casa do banquete. O estandarte sobre ela é o amor.

    Essa virgem começa a ser cada vez mais atraída pelo amor do rei-pastor. Em Cântico dos Cânticos 2:16, ela diz:

    O meu amado é meu, e eu sou Dele.

    O rei-pastor é tão pleno, tão rico, tão firme e imutável. Seu amor é persistente e paciente; nunca desiste. Ele é a imagem exata do Deus invisível.

    Mas o amor da virgem é centrado no eu. “O meu amado é meu” vem primeiro. Apesar de todo o amor que recebeu, ela ainda é centrada em si mesma. Ela assumiu um pouco mais da natureza do rei-pastor, mas ainda resta muito de seu próprio caráter natural.

    O rei-pastor nunca desiste. Ele procura atraí-la para fora. Ela está satisfeita com sua experiência passada e pensa que ela é maravilhosa, mas suficiente. No entanto, o rei-pastor diz: “Não, isso é apenas o começo”.

    Essa não é a nossa história? Quando recebemos um pouco mais da graça e da verdade do Senhor Jesus, pensamos que mal conseguimos conter algo mais. Pensamos que chegamos ao auge, mas o Rei-Pastor vem e nos chama para sair.

    Ela hesita. “Não irei Contigo, mas Tu volta para mim, porque me sinto tão confortável aqui.” É assim que o Senhor trata conosco. Gradualmente, gradualmente, há uma mudança — uma transformação — naquela virgem.

    Quando você chega a Cântico dos Cânticos 6:3, encontra esta mudança:

    Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu.

    Já não é: “O meu amado é meu, e eu sou Dele”. Há mais de Cristo nela do que dela mesma.

    Então ela pensa que chegou ao topo; que é a pessoa mais espiritual do mundo. No entanto, o Rei-Pastor ainda a está chamando. Há mais lições a aprender. Ela precisa aprender a negar a si mesma, tomar a cruz e segui-Lo.

    Quando você chega a Cântico dos Cânticos 7:10, ela diz:

    Eu sou do meu amado,
    E o Seu desejo é para mim.

    Nada do eu; tudo de Cristo. Irmãos e irmãs, isso é transformação. Até que ela se torna tão unida ao Rei-Pastor que recebe o nome de sulamita.

    Então a história termina com este clamor, em Cântico dos Cânticos 8:14:

    Apressa-Te, amado meu,
    E faze-Te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados
    Sobre os montes de especiarias.

    O Clamor pela Volta do Senhor

    Nós O temos visto no Espírito Santo. Ele disse, em Hebreus 13:5:

    Nunca te deixarei, nem te desampararei.

    Mas isso não é suficiente. Queremos vê-Lo face a face.

    Portanto, irmãos e irmãs, este é o último clamor da sulamita: “Vem depressa, vem”. Que esse seja o clamor de nossos corações.

    Estamos prontos? Estamos aguardando com expectativa? Ou temos medo de encontrá-Lo face a face? Se você O vir hoje, estará pronto? Nós O receberemos com alegria.

    Oração Final

    Querido Senhor, Tu nos atraíste com Teu amor. Apesar de nossa teimosia, Tu nunca desististe.

    Ó Senhor, oramos para que Teu amor continue a nos constranger, de modo que não possamos deixar de permitir que a velha vida do eu seja tratada. Ó Senhor, acolhemos Tua obra de transformação.

    Este é o clamor de nossos corações: mais de Cristo, menos do eu. Ó Senhor Cristo, nada do eu; tudo de Ti.

    Prepara-nos para sermos Tua noiva. No precioso nome de nosso Senhor Jesus, oramos. Amém.