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    The Revelation of Jesus Christ - The World © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Revelation of Jesus Christ - The World
    The Revelation of Jesus Christ - The World
    Kaung, Stephen

    A revelação de Jesus Cristo em relação ao mundo

    Por favor, abram no livro de Apocalipse.

    Leitura bíblica: Apocalipse 5

    Vamos ler o capítulo inteiro.

    E vi na mão direita Daquele que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.
    E vi um anjo forte, proclamando em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos?
    E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele.
    E eu chorava muito, porque ninguém foi achado digno de abrir o livro, nem de olhar para ele.
    E um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

    E vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como tendo sido morto, com sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.
    E Ele veio e tomou o livro da mão direita Daquele que estava assentado sobre o trono.
    E, quando Ele tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.

    E cantam um cântico novo, dizendo: Digno és Tu de tomar o livro e de abrir os seus selos: porque foste morto e, com o Teu sangue, compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo, e nação;
    e os fizeste, para o nosso Deus, reino e sacerdotes; e eles reinam sobre a terra.

    E vi e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era dez mil vezes dez mil, e milhares de milhares;
    dizendo em grande voz: Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e as riquezas, e a sabedoria, e a força, e a honra, e a glória, e o louvor.
    E ouvi toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e tudo quanto neles há, dizendo: Àquele que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio, pelos séculos dos séculos.
    E os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.

    Leitura bíblica: Apocalipse 11:15-17

    E o sétimo anjo tocou a trombeta; e houve grandes vozes no céu, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo: e Ele reinará pelos séculos dos séculos.
    E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados diante de Deus em seus tronos, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
    dizendo: Graças Te damos, Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que és e que eras; porque tomaste o Teu grande poder e passaste a reinar.

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, queremos agradecer-Te por nos reunires nesta manhã. Queremos agradecer-Te porque sabemos que é da Tua vontade que Te vejamos, Te conheçamos, Te obedeçamos e sejamos possuídos por Ti.

    Assim, Senhor, nós simplesmente nos apresentamos diante de Ti como os remidos do Senhor. Oramos, Senhor, para que fales conosco, nos toques e abras os nossos olhos. Dá-nos o espírito de sabedoria e de entendimento, para que possamos realmente ver a Tua beleza, para que sejamos tão tomados pela Tua glória que verdadeiramente nos tornemos adoradores.

    E queremos dar-Te todo o louvor. Em Teu precioso nome oramos. Amém.

    O livro de Apocalipse como um livro aberto

    Como mencionamos ontem pela manhã, nesta ocasião gostaríamos de considerar juntos, diante do Senhor, uma chave para Apocalipse.

    Muitas vezes, entre o povo de Deus, existe uma impressão equivocada: a ideia de que Apocalipse é um livro fechado. Seria um livro muito além da nossa compreensão e, por esse motivo, muitos do povo de Deus não leem o livro de Apocalipse.

    Mas, ao abrirmos esse livro, a primeira coisa que encontramos é:

    Bem-aventurados os que ouvem as palavras, e os que leem, e os que guardam.

    Em outras palavras, há uma bênção especial sobre este livro de Apocalipse.

    Ora, por que isso acontece? Porque ele é a síntese conclusiva de todas as revelações de Jesus Cristo ao longo de toda a Bíblia. E, se não o lemos, realmente perdemos muita coisa.

    Ele nos foi dado. E, se somos verdadeiramente Seus servos, se realmente nos entregamos por completo a Ele, com os nossos ouvidos furados e a nossa vida rendida a Ele, esse livro deve ser um livro aberto para nós.

    A razão pela qual o povo de Deus se sente confuso é que fica preso aos acontecimentos proféticos. Naturalmente, todos nós somos curiosos. Gostamos de saber o que vai acontecer e gostamos de descobrir não apenas como esses acontecimentos se desenrolarão, mas até quando acontecerão. Há uma grande tentação nisso.

    Ora, nosso Senhor Jesus nos disse que ninguém sabe a data; somente o Pai sabe. Mas, infelizmente, encontramos na história da igreja muitas pessoas que nos dizem que o Senhor viria em determinados dias. É claro que as datas que sugeriram chegaram e passaram, e nada aconteceu.

    Irmãos e irmãs, este é um livro de profecia; isso é verdade. Mas creio que Deus nos revela essas palavras de profecia não para que nos tornemos profetas.

    Deus nos dá essas palavras de profecia por uma razão, e ela está expressa em Apocalipse 19:10:

    O testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

    Em outras palavras, Deus não está interessado em acontecimentos. Deus está interessado somente em Seu Filho amado. Por meio dessas palavras de profecia, Ele procura nos revelar Jesus Cristo. Portanto, esse livro é chamado de revelação de Jesus Cristo, e é uma revelação de Jesus Cristo dada aos Seus servos.

    Assim, que possamos realmente apreciar esse livro e, por meio dele, pela graça de Deus, ver uma revelação mais plena, um quadro completo do nosso Senhor Jesus.

    A revelação de Cristo em relação à igreja

    Ontem pela manhã, começamos com a revelação de Jesus Cristo em relação à igreja, registrada nos três primeiros capítulos.

    Mencionamos ontem que João, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus, foi exilado na ilha de Patmos. E, no dia do Senhor, ele ouviu uma voz como de trombeta.

    Quando se voltou, teve uma visão: sete candeeiros de ouro, com Alguém semelhante ao Filho do Homem no meio dos sete candeeiros de ouro. Essa é uma visão do nosso Senhor ressurreto e exaltado aos céus, com a Sua igreja na terra.

    Essas sete assembleias não representam apenas a igreja no final do primeiro século; profeticamente, representam as igrejas de todas as gerações.

    E vemos que nosso Senhor Jesus, depois de Sua ascensão, está realizando a obra mais importante à direita de Seu Pai. Conhecemos o Seu ministério, a Sua obra na terra, mas nos falta muito conhecimento sobre o que nosso Senhor Jesus está fazendo no céu.

    E é isso que o livro de Apocalipse nos revela. Por isso dizemos que Apocalipse é a revelação conclusiva de Jesus Cristo.

    Graças a Deus, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, como o Apóstolo de Deus, o Enviado de Deus, Ele cumpriu uma missão que, humanamente falando, era impossível. Ali vemos nosso Senhor Jesus crucificado na cruz, tomando sobre Si os nossos pecados e nos redimindo.

    Ele disse:

    Está consumado.

    A obra da redenção está consumada. E, por ter concluído a obra na terra, Ele lançou, por assim dizer, o fundamento da igreja enquanto estava na terra.

    Depois, Ele subiu ao céu, e ali vemos que Ele está edificando a Sua igreja. Ele é o Sumo Sacerdote real, ministrando no verdadeiro tabernáculo, não feito por mãos humanas. Essa é a cena que vemos em Apocalipse 1, 2 e 3.

    Nosso Senhor Jesus revelou a Si mesmo ao Seu povo. Ao Se revelar ao Seu povo, Ele confia o Seu testemunho à igreja. É para isso que a igreja existe. A igreja é o candeeiro de ouro, e a responsabilidade da igreja é exaltar Cristo.

    Assim, aqui vemos nosso Senhor Jesus como o Sumo Sacerdote real. Ele está andando entre as sete igrejas. Está verificando se a luz está acesa, se o Seu testemunho está brilhando.

    E, se Ele vê que falta alguma coisa, então vemos que Ele ministra à igreja. Ele retira o pavio queimado ou acrescenta azeite, para que a luz continue acesa. Esse é o ministério do nosso Senhor Jesus no céu.

    Como mencionamos ontem pela manhã, perto do final, o que vemos na igreja hoje? Se olharmos para nós mesmos ou para as assembleias do povo de Deus em toda a terra, provavelmente ficaremos muito decepcionados e desanimados.

    Podemos pensar que é impossível a igreja ser uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, digna do Noivo, nosso Senhor Jesus.

    Provavelmente vocês já ouviram que, certa vez, nosso querido irmão T. Austin-Sparks perguntou ao nosso querido irmão Watchman Nee: “Qual é a profecia mais difícil de se cumprir na Bíblia?” E nosso irmão Watchman Nee respondeu: “Efésios 5: uma igreja gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, digna do Noivo, nosso Senhor Jesus”.

    Humanamente falando, essa é a profecia mais difícil de se cumprir. Mas graças a Deus, porque nosso Senhor Jesus, depois de concluir Sua obra na terra, sobre o fundamento daquilo que fez aqui, tem edificado e continua edificando a Sua igreja, tornando-a uma igreja gloriosa, assim como Ele é glorioso, e sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante.

    Humanamente, isso parece impossível, mas nada é impossível para Deus. E o que nosso Senhor Jesus está fazendo no céu é edificar a Sua igreja, para que ela seja um reflexo, um reflexo completo Dele mesmo, sem nenhuma sombra, sem nenhuma distorção, exatamente como Ele é.

    Se Ele vai fazer isso, Ele o fará. Como sabemos? Porque, quando chegamos aos dois últimos capítulos de Apocalipse, Apocalipse 21 e 22, vemos a Nova Jerusalém, um candeeiro gigantesco. Ali, tudo fala de Cristo. A glória daquela cidade é a glória de Deus. Assim, sabemos que isso se cumprirá.

    Irmãos e irmãs, se tentarmos enxergar isso hoje com os nossos olhos naturais, não o veremos. Não existe uma igreja perfeita que vocês possam encontrar. Como alguém disse: “Se existe uma igreja perfeita, quando você entra nela, ela se torna imperfeita”.

    Mas, se vocês enxergam com os olhos da fé, não olhem para as circunstâncias. Não olhem para a aparência. Voltem os olhos para Jesus. E, quanto mais olharem para Ele, o grande Sumo Sacerdote real que ministra à Sua igreja, mais crerão, mais esperança terão, sabendo que isso será feito.

    Assim, irmãos e irmãs, um dia todos nós nos alegraremos naquela Nova Jerusalém, naquela igreja gloriosa, digna do Noivo. Foi isso que consideramos juntos ontem pela manhã.

    A revelação de Cristo em relação ao mundo

    Agora, nesta manhã, gostaríamos de passar a outro assunto: a revelação de Jesus Cristo em relação ao mundo.

    Encontramos isso de Apocalipse 4 até Apocalipse 19. Nessa parte, vemos o Cordeiro no trono.

    Ora, irmãos e irmãs, conhecemos nosso Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus. Por quê? Porque isso nos é mostrado no Evangelho de João.

    Todos sabemos que, dos quatro Evangelhos, João é o único que não apenas registra a vida do nosso Senhor Jesus, mas realmente a explica. Ele aprofunda o significado de Cristo.

    É por isso que vemos que ele começa assim:

    No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
    E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade.

    No Evangelho de João 1:29, vemos nosso Senhor Jesus depois de ter sido batizado e conduzido pelo Espírito de Deus ao deserto. Ali Ele foi tentado pelo diabo durante quarenta dias e quarenta noites e venceu o inimigo.

    Ele voltou e, quando João O viu, em João 1:29, disse:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Então, no dia seguinte, João estava com dois de seus discípulos, e nosso Senhor Jesus passava por ali. João disse:

    Eis o Cordeiro de Deus.

    E vocês se lembram da história: os dois discípulos de João deixaram João e seguiram Jesus.

    Assim, quando nosso Senhor Jesus estava na terra, Ele era o Cordeiro de Deus.

    O Cordeiro conhecido antes da fundação do mundo

    Ora, quando Ele começou a ser o Cordeiro de Deus? Ele começou a ser o Cordeiro de Deus depois da encarnação?

    Se vocês lerem 1 Pedro 1:19, verão que a passagem fala do fato de que não somos resgatados por coisas corruptíveis, como prata e ouro, mas por sangue precioso, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha: o sangue de Cristo.

    O Qual, na verdade, foi conhecido antes da fundação do mundo, mas foi manifestado no fim dos tempos por amor de vós.

    Assim, aqui vemos, em 1 Pedro, que, mesmo antes da fundação do mundo, Ele já era conhecido por Deus como o Cordeiro.

    Agora, para entendermos o que está acontecendo, vamos usar expressões humanas, porque essa é a única maneira pela qual podemos compreender. No princípio, no princípio de todos os princípios, havia Deus — somente Deus.

    Mas com Deus estava o Verbo. Estava a Sua expressão, a Sua imagem, a Sua fala, o Seu Logos.

    No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

    Assim, vemos que, mesmo na eternidade passada, quando não havia absolutamente nada além do próprio Deus, pois Ele não tem princípio, ali encontramos Deus, o Ser Supremo, e o Seu Verbo, o Seu Filho.

    Havia tamanha comunhão entre Eles, porque a comunhão Deles é inteiramente no Espírito. É inteiramente de vida. É cheia de luz, cheia de justiça, cheia de amor. O Pai e o Filho compartilham tudo Um com o Outro, e igualmente. Não retêm nada Um do Outro. São perfeitamente um.

    E vamos imaginar que, estando juntos no Espírito, Eles tenham uma conversa maravilhosa, expressando-Se Um ao Outro. O Pai diria ao Filho: “Como Eu Te amo. Quero expressar o Meu amor por Ti”.

    Vocês sabem, o amor sempre procura se expressar. “Ora, o que devo fazer para expressar o Meu amor por Ti? Quero criar. Criarei o mundo, criarei todas as coisas e Te darei tudo isso.”

    Mas, além disso, o Pai diz: “Bem, porque Tu és amor, assim como Eu, e o amor precisa de uma resposta, mesmo com o mundo material, o mundo físico que criarei e Te darei, Tu não ficarás satisfeito. Ele não pode expressar tão plenamente o Meu amor por Ti”.

    “Por isso, quero criar alguém à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança, para que essa criatura possa corresponder ao Teu amor, compreender o Teu amor, receber o Teu amor e até retribuir o Teu amor, para satisfazer o Teu coração. É isso que quero fazer por Ti.”

    Mas, sendo onisciente, Ele, que conhece o fim desde o princípio, disse: “Mas tenho um problema, porque posso prever que aquilo que Eu criar causará um problema. Haverá rebelião, não apenas das hostes angelicais, mas até dos homens criados à Nossa imagem. Ora, o que devo fazer?”

    E o Filho Se apresentou e disse: “Pai, vai em frente. Se esta é a Tua vontade, estou disposto a oferecer a Mim mesmo como o Cordeiro, para que a Tua vontade seja cumprida”.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, mesmo na eternidade passada, antes da fundação do mundo, o Filho já havia Se tornado o Cordeiro.

    Vocês sabem, isso é muito importante. Quando abrimos em Apocalipse 13:8, a última parte diz:

    Cujo nome não foi escrito, desde a fundação do mundo, no livro da vida do Cordeiro que foi morto.

    Aqui vemos não apenas o Cordeiro, mas um Cordeiro morto. O livro da vida é o livro do Cordeiro morto, e isso desde a fundação do mundo.

    Em 1 Pedro, Ele é o Cordeiro antes da fundação do mundo; e, desde a fundação do mundo, Ele é o Cordeiro morto. Assim que o mundo começou, Ele já era o Cordeiro morto.

    O Cordeiro fala do propósito eterno de Deus, da vontade de Deus. E o Cordeiro morto fala da Sua redenção.

    Ora, talvez não haja diferença entre “antes da fundação do mundo” e “desde a fundação do mundo”, porque alguns estudiosos nos dizem que se trata da mesma palavra grega. Ela pode ser traduzida como “antes” ou como “desde”. Se for esse o caso, tudo bem, porque, de qualquer maneira, vemos que nosso Senhor Jesus é o Cordeiro morto antes e desde a fundação do mundo.

    Agora, por que isso é tão importante? Lembramos de Efésios 1? Ali nos é dito que fomos escolhidos antes mesmo da fundação do mundo. Ora, com base em quê fomos escolhidos?

    Fomos escolhidos antes da fundação do mundo. Isso se baseia no fato de que nosso Senhor Jesus é o Cordeiro morto desde a fundação do mundo.

    E, por causa disso, queridos irmãos e irmãs, a nossa eleição ocorreu antes mesmo da fundação do mundo. Portanto, essa é a nossa segurança, a nossa segurança eterna. Pensem nisso e pensem no amor de Deus por nós. Vocês conseguem imaginar isso? Está além da nossa compreensão.

    Mas esse é Deus. Esse é nosso Senhor Jesus. Essa é a revelação do nosso Senhor Jesus como o Cordeiro morto antes da fundação do mundo, e ela está relacionada à nossa eleição.

    O Cordeiro de Deus manifestado no mundo

    Mas então vemos que, na plenitude do tempo, o Verbo Se fez carne e habitou entre os homens como em um tabernáculo. E, durante Seus dias na terra como Homem, Ele era o Cordeiro de Deus.

    Vocês sabem, imediatamente depois que o homem pecou, Deus vestiu o homem que estava nu. Em outras palavras, porque o homem pecou, algum animal inocente, muito provavelmente um cordeiro, teve de ser morto por sua causa — não apenas para que seu pecado pudesse ser expiado, mas para que ele pudesse ser vestido.

    E, ao longo dos séculos, mesmo antes da Páscoa, aqueles que temiam a Deus ofereciam sacrifícios: animais inocentes eram mortos, sangue era derramado, porque esse é o caminho da salvação.

    Então, no dia da Páscoa, todos os israelitas, cada família, tinham de preparar um cordeiro — sem defeito e puro — e depois matá-lo. Seu sangue era colocado nos umbrais das portas, para que o anjo destruidor passasse por elas sem entrar. Essa é a Páscoa.

    Ano após ano, centenas, milhares, incontáveis sacrifícios eram oferecidos. Mas o sangue de um cordeiro ou de um bode não pode realmente expiar os nossos pecados. Esses sacrifícios são figuras.

    Então, um dia, João Batista disse:

    Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

    Assim, finalmente, o Cordeiro de Deus havia chegado. E, durante toda a Sua vida, Ele viveu como um cordeiro. Veio para os Seus, porque o mundo foi criado por Ele, mas os Seus não O receberam.

    Ele veio a este mundo como um Rei-Cordeiro. Veio como Rei, mas era um Rei-Cordeiro. Em outras palavras, veio em humildade e fraqueza.

    Em Zacarias 9:9 está escrito:

    Eis que o teu Rei vem a ti: Ele é justo e traz a salvação; humilde, e montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta.

    Manso e humilde, Ele procurou trazer o Seu reino celestial a este mundo. Mas esse reino é tão diferente do reino deste mundo. Ele disse:

    O Meu reino não é deste mundo.

    O caminho do Seu reino é completamente diferente. É mansidão, humildade, modéstia e amor que se sacrifica.

    E o mundo O rejeitou, e Ele foi crucificado. Mas, queridos irmãos e irmãs, Ele foi crucificado como o Cordeiro de Deus.

    Em Sua crucificação, Ele concluiu a obra da redenção. Seu sangue foi derramado para a remissão dos nossos pecados. Seu corpo foi partido para que Ele pudesse nos dar vida, para que pudéssemos ser unidos a Deus em Cristo Jesus.

    É uma grande vitória. Ele disse:

    Está consumado.

    A cruz e a restauração de todas as coisas

    Mas, queridos irmãos e irmãs, vocês sabem que estamos sempre pensando apenas em nós mesmos. O que aconteceu conosco por meio da morte do nosso Senhor Jesus na cruz? O que aconteceu conosco porque o Cordeiro de Deus foi morto?

    Mas precisamos lembrar que, quando Ele foi crucificado na cruz, fez algo muito maior do que uma obra apenas em nosso favor. Ele fez algo para restaurar o mundo a Deus.

    Vocês se lembram de que, em João 12, nosso Senhor Jesus disse:

    Agora é o juízo deste mundo: agora será expulso o príncipe deste mundo.

    Creio que todos conhecemos a história. O mundo que Deus criou era para o Filho. Mas houve rebelião. Então, Ele criou o homem. Procurou usar o homem para resolver aquele problema, sujeitando todas as coisas e trazendo todas as coisas de volta a Ele. Mas o homem pecou.

    Então, o Filho do Homem veio. Ele veio como Homem, um Homem segundo o coração de Deus. E, como Homem, venceu o príncipe deste mundo.

    Quando Ele foi levantado, o príncipe deste mundo foi expulso. Em Colossenses, está escrito que Ele levou os principados e as potestades como Seus cativos e os expôs publicamente pela cruz.

    Assim, irmãos e irmãs, o que nosso Senhor Jesus fez na cruz foi mais do que apenas redimir a nós, seres humanos. Nosso Senhor Jesus, na cruz, lançou o fundamento para a restauração do mundo — de todas as coisas que Ele criou — a Si mesmo.

    Se vocês abrirem em Colossenses 1:20, verão que está escrito:

    E, por meio Dele, reconciliar Consigo mesmo todas as coisas, havendo feito a paz pelo sangue da Sua cruz; por meio Dele, digo, quer as coisas sobre a terra, quer as coisas nos céus.

    Portanto, precisamos ter um horizonte mais amplo, não pensar apenas em nós mesmos. Precisamos ver que, quando nosso Senhor Jesus foi crucificado na cruz, o mundo foi crucificado, o príncipe do mundo foi expulso e todas as coisas foram reconciliadas.

    A inimizade de todas as coisas contra Deus foi removida, e todas as coisas foram reconciliadas com Deus pelo sangue da Sua cruz.

    Assim, Sua morte é mais do que apenas a redenção do homem. Sua morte inclui a restauração de todas as coisas, tanto das coisas nos céus quanto das coisas sobre a terra. Ele reconciliará todas as coisas; Ele as trará de volta aos Seus pés.

    É por isso que a Bíblia diz que, quando Ele ressuscitou dentre os mortos, Deus disse:

    Assenta-Te à Minha direita,
    até que Eu ponha os Teus inimigos por estrado dos Teus pés.

    Apocalipse 4 e Apocalipse 5

    Isso nos conduz agora a Apocalipse 5. Para compreender Apocalipse 5, provavelmente precisamos compreender Apocalipse 4.

    Porque, em Apocalipse 4, vemos que uma porta foi aberta no céu, e uma voz disse a João:

    Sobe aqui, e Eu te mostrarei as coisas que devem acontecer depois destas.

    João imediatamente se achou no Espírito. Foi levado ao céu e teve uma visão. Era a visão da glória do Criador.

    Ora, irmãos e irmãs, cremos que Apocalipse 4 e Apocalipse 5 são uma reapresentação. Em Apocalipse 4, temos uma reapresentação da glória da criação.

    Porque vemos que a adoração é dirigida Àquele que criou todas as coisas:

    Digno és Tu, nosso Senhor e nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder: porque Tu criaste todas as coisas, e por causa da Tua vontade elas existiram e foram criadas.

    É a glória do Criador. Todas as coisas foram criadas por causa da Sua vontade.

    Então, em Apocalipse 5, vemos a glória da redenção. É uma reapresentação da cena da ascensão do nosso Senhor Jesus.

    Vocês sabem, há uma coisa que sempre nos perguntamos: quando nosso Senhor Jesus subiu ao céu, aqueles discípulos galileus olharam para cima. Viram nosso Senhor Jesus subindo, e então uma nuvem O recebeu. Já não conseguiam vê-Lo, mas continuavam olhando para cima.

    Então, dois homens vestidos de branco apareceram e disseram:

    Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, que dentre vós foi recebido no céu, virá assim, da mesma maneira como O vistes subir ao céu.

    Ora, talvez alguém como Tomé, que duvidava, dissesse: “Bem, será que nosso Senhor Jesus realmente chegou ao céu? Será que chegou ao trono? Talvez tenha ficado retido em algum outro lugar”. Onde está a prova? A prova de que Ele chegou é Apocalipse 5, porque Apocalipse 5 é uma reapresentação da Sua ascensão.

    Agora, como sabemos que é uma reapresentação? Porque vemos um Cordeiro em pé, recém-morto. No original, trata-se de um Cordeiro recém-morto. Ele está em pé no meio do trono e dos vinte e quatro anciãos.

    Ora, irmãos e irmãs, na cruz do Calvário Ele foi morto como um Cordeiro. Mas aqui vemos que o Cordeiro ressuscitou, porque está em pé, embora recém-morto. Portanto, cremos que essa é uma reapresentação da Sua ascensão.

    Quando Ele subiu às alturas, recebeu as nações como Sua herança. Foi isso que aconteceu.

    O livro como título de propriedade da criação

    Aquele que está assentado sobre o trono é Deus, o Criador de todas as coisas. Em Sua mão há um livro, um rolo, mas ele está selado.

    Ouviu-se a voz de um anjo forte, e essa voz podia ser ouvida no céu, na terra e até debaixo da terra. A voz dizia:

    Quem é digno de tomar o livro e de abrir os seus selos?

    O desafio foi lançado, mas não houve resposta. Nenhuma resposta no céu, nenhuma resposta na terra, nenhuma resposta debaixo da terra. Em outras palavras, nem anjos, nem homens, nem diabos, nem demônios — ninguém era digno de tomar o livro e abri-lo.

    E vocês se lembram do discípulo amado, João. Ele chorava muito. Ora, nós nos perguntamos: por que ele haveria de chorar? Ele chorava muito porque compreendia que esse livro é o título de propriedade do mundo, da criação.

    Deus é o Criador, e Ele possui o título de propriedade de todas as coisas criadas. Ele é o dono de todas as coisas.

    Satanás hoje é um usurpador. Ele é chamado de príncipe deste mundo, mas não é o dono do mundo. Pensa que é, mas não é. A propriedade continua nas mãos de Deus.

    E Deus vai recuperar e restaurar todas as coisas a Si mesmo.

    Vocês sabem, antigamente, entre os filhos de Israel, quando havia uma transação de propriedade, eles tinham um documento aberto e um documento selado. Todas as condições eram escritas naquele documento, mas ele era selado.

    Quando a pessoa que resgataria a propriedade recebia o documento selado e o abria, podia ver o que estava escrito ali — todas as condições, tudo o que estava registrado. Portanto, ele era o título de propriedade daquele bem.

    O mundo, todas as coisas criadas, tudo é propriedade de Deus. Mas o inimigo está usurpando essa propriedade. Quem é digno de expulsar o inimigo, sujeitar todas as coisas e trazê-las de volta ao próprio Deus?

    É preciso ser digno para fazer isso. Mas ninguém é digno: nenhum anjo, nenhum homem, nenhum diabo.

    É por isso que João chorava, porque via que não havia esperança. Estava tudo acabado. O mundo nunca seria recuperado. Não haveria restituição de todas as coisas, nenhuma restauração de todas as coisas ao propósito de Deus.

    Irmãos e irmãs, se vocês fossem João e compreendessem a situação, não chorariam também, pensando que tudo estava acabado e que não havia esperança?

    Mas graças a Deus, ele foi consolado, e lhe disseram:

    Não chores. Há Um que é digno. Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos.

    Então João viu, no meio do trono e dos quatro seres viventes, e no meio dos anciãos, um Cordeiro — um pequeno Cordeiro — em pé, recém-morto, com sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra. E Ele veio e tomou o livro da mão direita Daquele que estava assentado sobre o trono.

    Assim, irmãos e irmãs, vemos que nosso Senhor Jesus, como o Cordeiro morto, venceu, e Ele é digno — o único digno de tomar o livro, abrir os selos e olhar para ele; isto é, de levar a efeito o que nele está escrito.

    Graças a Deus por isso.

    Então irromperam adoração e louvores — não apenas dos vinte e quatro anciãos e dos seres viventes, mas de milhares e milhares e milhares de anjos. E não somente isso: toda a criação, todas as coisas sendo libertadas, começaram a adorar o Cordeiro.

    Àquele que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam o louvor, e a honra, e a glória, e a força, pelos séculos dos séculos.

    Irmãos e irmãs, foi isso que aconteceu quando nosso Senhor Jesus chegou ao céu. Ele era Aquele que era digno de tomar aquele livro, abri-lo e trazer todas as coisas de volta aos pés de Deus.

    A obra atual de Cristo na restauração de todas as coisas

    Então, o que nosso Senhor Jesus está fazendo no céu hoje, no que diz respeito ao mundo? Ele está abrindo o livro.

    Segundo o plano de Deus, Ele está executando a vontade de Deus, trazendo o mundo, todas as coisas, de volta aos pés de Deus. Essa é a obra do nosso Senhor Jesus no céu hoje.

    Infelizmente, eu apenas comecei, e o tempo acabou. Deixem-me dizer apenas o seguinte.

    O Cordeiro tomou o livro. Vocês acham que Ele esperaria dois mil anos ou mais antes de abri-lo? Impossível.

    Portanto, cremos que, assim que Ele chegou ao céu, assim que tomou aquele livro, imediatamente começou a abrir os selos. Cremos que Ele abriu os selos quando chegou ao trono.

    Quando vocês leem Mateus 24, veem que os discípulos perguntaram ao nosso Senhor Jesus:

    Quando acontecerão estas coisas? Qual será o sinal da Tua vinda e do fim do mundo?

    Ele lhes disse que haveria falsos cristos, falsos profetas, guerras, fomes, terremotos e todas essas coisas. Mas ainda não é o fim. Isso é o princípio das dores de parto.

    Em outras palavras, quando nosso Senhor está trazendo todas as coisas de volta a Deus, haverá problemas. Haverá todo tipo de aflição e todo tipo de oposição. O inimigo não desistirá facilmente. Ele fará o possível, usando táticas de adiamento, tentando retardar o tempo. Assim, haverá todo tipo de tribulação.

    Mas nosso Senhor disse que isso não é negativo, porque essas coisas são o princípio das dores de parto. Dessas dificuldades nascerá algo que corresponde ao coração de Deus, algo que agradará a Deus.

    Irmãos e irmãs, esta ainda é a era da graça. Mas, mesmo nesta era da graça, nosso Senhor Jesus já começou Sua obra de restauração de todas as coisas.

    Os selos e o desenvolvimento da era

    Cremos que pelo menos quatro selos já foram abertos, porque isso corresponde a Mateus 24.

    E cremos que, quando o quinto selo é aberto, vemos debaixo do altar as almas daqueles que foram mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que mantinham. Eles clamam em grande voz, dizendo:

    Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue sobre os que habitam na terra?

    Em outras palavras, vemos os mártires de todas as eras clamando a Deus: “Até quando? Quando Tu nos vingarás?”

    Vocês percebem que o tom da oração mudou? Qual é o tom dos mártires hoje? O tom dos mártires nesta era da graça é como o da oração do nosso Senhor Jesus:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Estêvão disse:

    Senhor, não lhes imputes este pecado.

    Essa é a oração da igreja ao longo desta era: perdoa.

    Mas então vemos que o tom da oração mudou. Em vez de orarem por perdão, eles estão orando por vingança. Ora, isso revela que o tempo mudou.

    E então a palavra diz:

    Esperai. Esperai até que se complete o número dos vossos conservos e dos vossos irmãos, que haviam de ser mortos, assim como vós.

    Vocês sabem que os mártires do século XX são mais numerosos do que os mártires dos primeiros séculos? Assim, estamos chegando perto. Estamos nos aproximando do fim.

    Não sabemos se o quinto selo já foi aberto. Mas então, quando chegamos ao sexto selo, o juízo começa a vir sobre este mundo com todo o rigor.

    A ira do Cordeiro

    Assim, no sexto selo, vemos a ira do Cordeiro.

    Ora, irmãos e irmãs, quando pensamos no Cordeiro, sempre pensamos que o Cordeiro é paciente, o Cordeiro é humilde, o Cordeiro é manso, o Cordeiro Se sacrifica. O Cordeiro nunca Se ira. Vocês podem fazer qualquer coisa ao Cordeiro, e Ele responderá com mansidão.

    Certa vez, na Nova Zelândia, vi uma competição de tosquia. Eles vinham e tosquiavam o cordeiro para ver quem era o mais rápido e se toda a lã sairia em uma única peça. Ao fazerem isso com tanta pressa, vi um cordeiro cuja orelha foi cortada. Não houve nenhum som, apenas um pequeno movimento brusco. Nenhum som. Esse é o cordeiro.

    Mas, irmãos e irmãs, um dia haverá a ira do Cordeiro. Hoje, o mundo despreza nosso Senhor Jesus e O trata como se Ele não fosse ninguém, como se não fosse nada. Essa é a paciência do Cordeiro.

    Mas um dia a paciência do Cordeiro chegará ao fim, e este mundo experimentará a ira do Cordeiro. Quando o Cordeiro Se irar, quem poderá permanecer de pé?

    Eles clamam e dizem:

    Caiam os montes sobre nós.

    Isso acontece por causa da ira do Cordeiro.

    Assim, queridos irmãos e irmãs, essa é uma nova revelação de Jesus Cristo, uma revelação que nunca vimos antes. Está chegando o dia em que o caráter de Leão do Cordeiro se manifestará.

    E, quando isso se manifestar, o juízo virá sobre este mundo com todo o rigor. O mundo terminará em juízo. Por quê? Porque nosso Senhor precisa purificar este mundo pelo juízo.

    E, depois do juízo, Seu reino será estabelecido sobre esta terra. Louvado seja o Senhor.