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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Do All Things To God's Glory © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Do All Things To God's Glory
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    Kaung, Stephen

    A comunhão em Cristo e a totalidade da vida

    Por favor, abram em 1 Coríntios, capítulo 10. Vamos ler os versículos 31, 32 e 33.

    1 Coríntios 10:31-33:

    Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não deis ocasião de tropeço, nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus: Assim como também eu agrado a todos em tudo, não buscando o meu próprio proveito, mas o proveito de muitos, para que sejam salvos.

    Gostaria de ler novamente.

    Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. Não deis ocasião de tropeço, nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus: Assim como também eu agrado a todos em tudo, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que sejam salvos.

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, ao nos reunirmos em Tua presença, queremos realmente ouvir Tua voz. Fala conosco. Remove de nós toda insensibilidade, para que, quando Tua Palavra chegar até nós, encontre acolhimento em nosso coração, transforme-nos e nos conforme a Ti.

    Senhor, cremos em Tua Palavra. Cremos na realidade, na eternidade de Tua Palavra; e queremos realmente que Tua Palavra esteja viva e operante em nossa vida, para que Tu sejas glorificado.

    Entregamos este tempo em Tuas mãos. Oramos para que uses este tempo para partir Teu pão para nós, a fim de que sejamos alimentados. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.

    O propósito positivo de 1 Coríntios

    Temos considerado juntos 1 Coríntios. Gostaria de mencionar novamente que, ao ler 1 Coríntios, vocês podem pensar que é uma carta muito negativa, porque trata de muitas coisas negativas.

    Mas creio que 1 Coríntios é muito positiva, porque, logo no início, Ele nos apresenta o fato de que somos chamados à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo. E não há nada mais glorioso do que esse chamado.

    Pensem nisso. Os crentes de Corinto — às vezes olhamos para esses crentes e dizemos: “Como podem ser crentes e estar numa condição tão incrédula?” Mas esperem um pouco. Pensemos em nós mesmos. E, mesmo assim, todos somos chamados para essa comunhão maravilhosa, gloriosa, celestial: a comunhão que o Filho tem com Seu Pai, e o Pai com Seu Filho.

    Agora essa comunhão foi estendida até nós, os remidos do Senhor, para que possamos compartilhar algo em comum com Deus, com Cristo e uns com os outros. E creio que não há nada mais elevado do que isso.

    Não é uma teoria. Não é uma doutrina, um ensinamento. É uma comunhão, e a comunhão é viva. A comunhão é real. Todos somos chamados para essa comunhão.

    A razão de encontrarmos tantos problemas em Coríntios é que eles não estão nessa comunhão. São problemas que se opõem à comunhão. Se tão somente vivessem nessa comunhão, todos esses problemas seriam resolvidos. Aqui vocês encontram o apóstolo Paulo procurando lhes mostrar como esses problemas podem ser resolvidos de maneira positiva.

    Divisão e corrupção moral

    Já estudamos seis capítulos. Nesses seis capítulos, eles tinham dois problemas muito sérios. Mas, por estranho que pareça, os crentes de Corinto nem sequer perguntaram a Paulo sobre esses problemas. Em outras palavras, achavam que isso não era problema algum. Na verdade, porém, eram os maiores problemas.

    De um desses problemas Paulo ouviu falar por meio dos da casa de Cloe; o outro era amplamente conhecido.

    O primeiro problema é a divisão. Agora, pensem nisso. A divisão contraria o próprio significado da comunhão. Comunhão é reunir em unidade, compartilhar uns com os outros a mesma coisa; e a divisão rompe essa comunhão.

    A razão desse rompimento é que eles não têm como centro Jesus Cristo, e Este crucificado. Nossa comunhão gira em torno de Jesus Cristo e de ninguém mais. Não temos comunhão em torno de Paulo, nem de Pedro, nem de Apolo, nem de qualquer outra pessoa. Temos comunhão em Cristo Jesus, com Cristo Jesus, e tudo diz respeito a Cristo Jesus. É isso que compartilhamos.

    Se queremos realmente compartilhar Cristo Jesus, precisamos conhecê-Lo crucificado, porque é por meio da cruz que Cristo nos é dado. Somente pela operação da cruz em nossa vida podemos realmente ter comunhão em Cristo Jesus, e não em nós mesmos nem em outras pessoas.

    Portanto, o maior problema é a divisão, e a maneira de resolvê-lo é ver Jesus Cristo, e Este crucificado.

    Então vocês encontram o segundo problema. Era amplamente conhecido, mas os crentes de Corinto nem sequer o reconheciam como um problema. Permitiam que tal coisa continuasse sem nenhuma correção, sem nenhuma disciplina, como se não fosse nada. No entanto, era algo que até o mundo raramente havia visto. Era incesto.

    Assim, o apóstolo Paulo tratou desse problema e, novamente, tratou dele de maneira positiva. Por quê? Ele disse:

    Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado.

    Estamos agora na festa dos pães sem fermento. Como podemos celebrar a festa com fermento, com o fermento da corrupção — seja corrupção moral, seja corrupção no ensino? Precisamos ser uma oferta pura de cereais a Deus. É isso que a comunhão é. É isso que a igreja é.

    Se celebrarmos essa festa da maneira correta, essa corrupção moral será tratada. Portanto, essas são as coisas que já estudamos.

    Questões relativas à vida sexual e social

    Agora, se Deus quiser, nesta manhã gostaríamos de estudar quatro capítulos, do capítulo 7 ao capítulo 10. Não sei até que ponto vocês conhecem a Palavra de Deus; então espero que, se não a conhecem tão bem, depois desta manhã voltem para casa e leiam esses quatro capítulos.

    A partir do capítulo 7, Paulo começou a responder às perguntas que os crentes de Corinto lhe enviaram por escrito. Assim, finalmente chegamos a alguns dos problemas que eles tinham entre si.

    Em 1 Coríntios 7:1, ele disse:

    Ora, quanto às coisas de que me escrevestes.

    É claro que, no capítulo 7, encontramos essa questão do casamento — em outras palavras, sua vida sexual.

    Depois, no capítulo 8, vemos que perguntaram a respeito das coisas sacrificadas aos ídolos. Perguntaram sobre comer e beber, sobre sua vida social; e isso continua até o capítulo 10.

    Depois, naturalmente, no capítulo 12, perguntaram sobre as coisas espirituais. No original, a palavra é “espirituais”, e a passagem trata dessa questão dos dons. Então, no capítulo 16, perguntaram sobre as coletas.

    De qualquer modo, vocês percebem que, a partir do capítulo 7, Paulo estava respondendo às diferentes perguntas que os crentes de Corinto lhe fizeram. Estou tratando a vida sexual e a vida social em conjunto. É por isso que temos esses quatro capítulos para esta manhã.

    O contexto de Corinto

    Antes de crerem no Senhor Jesus, os coríntios eram conhecidos por duas coisas.

    Em primeiro lugar, eram conhecidos por sua inteligência. Eram muito inteligentes, instruídos; tinham conhecimento. E também eram eloquentes. Algumas pessoas podem ter conhecimento, mas não eloquência; os coríntios, porém, tinham tanto conhecimento quanto eloquência.

    Por outro lado, eram conhecidos por sua corrupção moral. Havia expressões naquela época: “Você fala como um coríntio”. Em outras palavras, você é muito eloquente e inteligente. Também diziam: “Você vive como um coríntio”. Você leva uma vida muito corrupta, imoral. Assim era Corinto.

    Mas, graças a Deus, agora eles haviam sido justificados, santificados e remidos pelo Senhor. Depois de serem salvos, depois de entrarem na comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo, naturalmente surgiriam alguns problemas como aqueles sobre os quais perguntaram.

    Perguntaram, antes de tudo, sobre a vida sexual. Depois de serem salvos, como deveriam viver sua vida sexual? Também perguntaram sobre a vida social. Depois de serem salvos, como deveriam comer? Como deveriam beber? Como deveriam prosseguir em seus relacionamentos sociais? Eram perguntas muito práticas.

    Agora, pergunto-me se alguma vez fizemos perguntas assim. Nós, que fomos salvos pelo Senhor, que vivemos por muitos anos de determinada maneira e agora fomos salvos — como devemos viver nossa vida sexual? Como devemos viver nossa vida social? Pergunto-me se alguma vez fizemos uma pergunta dessas. Deveríamos fazer.

    A necessidade de discernimento espiritual

    Então vocês percebem outra coisa. Quando os crentes de Corinto fizeram essas perguntas, não sei se estou lendo algo que não está ali ou se realmente havia algo por trás delas. Por que fizeram essas perguntas?

    Eles permitiam o incesto, tamanha corrupção moral entre eles, sem fazer nenhuma pergunta. Agora perguntavam sobre sua vida sexual. Por que perguntaram isso?

    Sempre haviam desfrutado de sua vida social. Por que fariam perguntas sobre comer e beber? Por quê?

    Evidentemente, havia algo dentro deles questionando a maneira como viviam. Como ainda queriam continuar com seu próprio modo de viver, fizeram essas perguntas. Agora, pergunto-me se estou lendo algo que não está ali ou não.

    A humanidade, a comunhão e a vida espiritual

    Irmãos e irmãs, quando Deus nos criou, não nos criou apenas como indivíduos isolados. Ele disse:

    Não é bom que o homem esteja só.

    A humanidade é constituída de homem e mulher.

    Em outras palavras, Deus nos criou como seres sociais. Não fomos feitos para viver completamente sozinhos. Devemos viver com outras pessoas, seja na família, seja na sociedade. Os seres humanos são gregários. Pertencemos uns aos outros. Não somos apenas indivíduos isolados. Foi assim que Deus nos criou.

    Deus nos criou com sexualidade. Não há nada de errado nisso. Isso vem de Deus. Deus nos criou com o desejo de comer e beber; caso contrário, não poderíamos viver. Foi assim que fomos criados, e é assim que sempre temos vivido.

    Agora entramos na comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo. Como isso nos afeta? Vamos nos tornar monges e freiras? Vamos nos tornar eremitas? Essa é a única maneira de viver a vida cristã?

    A própria palavra comunhão nos diz que devemos estar juntos, compartilhando uns com os outros.

    Irmãos e irmãs, às vezes temos uma impressão equivocada. Às vezes nossa percepção é extremista demais. Um extremo é viver da mesma maneira, tanto antes como depois de ser salvo. Antes de ser salvo, você vivia de determinada maneira; depois de ser salvo, continua vivendo exatamente da mesma maneira.

    Esse é um extremo. O outro extremo é pensar que, agora que você foi remido e pertence à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo, deve ser espiritual; e que ser espiritual significa ser menos humano — deixar de ser humano.

    Lembro-me de que nosso querido irmão Watchman Nee às vezes nos dizia: “Se você não sabe ser humano, como pode ser espiritual?”

    Não há conflito entre ser humano e ser espiritual. Na verdade, a menos que você seja humano, não pode ser espiritual. Mas, ao dizer humano, não me refiro ao ser humano caído; refiro-me ao ser humano remido.

    Deus nos criou com um propósito, e ser verdadeiramente humano é viver como o homem e a mulher que Deus criou. Isso é ser humano; e ser humano é ser espiritual, porque foi assim que Deus nos criou. Esse é o Seu propósito.

    Portanto, não pensem que, por sermos agora salvos e pertencermos à comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo, precisamos deixar de ser humanos. Quanto mais verdadeiramente humanos formos, mais espirituais seremos. É exatamente o contrário.

    A necessidade de mudança

    Mas será que, por isso, podemos viver à nossa maneira, continuar na corrupção moral, satisfazer nossos desejos e paixões sem nenhum controle ou disciplina e levar uma vida dissoluta e imoral?

    Devemos continuar vivendo à nossa maneira, seja na família, em casa ou na sociedade? Então, o que devemos fazer? Deve haver alguma mudança? E de que maneira?

    Irmãos e irmãs, essas são perguntas muito práticas. Aqui o apóstolo Paulo procura respondê-las, conduzindo-os de maneira positiva.

    Depois de sermos salvos, isso não significa que deixamos de ser humanos. Estamos a caminho de nos tornarmos verdadeiramente humanos e verdadeiramente espirituais. Não é possível separar essas duas coisas.

    Por outro lado, devemos ter clareza de que, agora que temos uma nova vida — a vida de Cristo, uma vida santa, santificada, separada, celestial, espiritual —, precisa haver uma mudança em nossa vida sexual e em nossa vida social.

    A unidade da vida cristã

    Infelizmente, o povo de Deus hoje compartimentaliza a vida. Em outras palavras, nossa vida abrange muitas áreas. Temos nossa vida pessoal, quando estamos sozinhos. Temos nossa vida familiar, quando estamos na família, com marido e esposa, pai, mãe, filhos, irmãos e irmãs. Temos nossa vida social: trabalhamos no mundo e estamos em contato com pessoas. Na verdade, a comunhão é social, mas está num nível mais elevado.

    Assim, continuamos vivendo em todas essas áreas. Mas, irmãos e irmãs, como é triste que muitos do povo de Deus procurem compartimentalizar a vida.

    Com isso quero dizer que você pode levar uma vida pessoal diferente de sua vida familiar, e uma vida social diferente de sua vida na igreja. Você pode colocá-las em compartimentos diferentes e viver essas diferentes vidas.

    Bem, você tem pelo menos duas vidas. Tem a vida de Cristo em você, e tem a vida que herdou de Adão. Às vezes usamos nossa vida adâmica em todas essas áreas chamadas não espirituais, e só aplicamos a vida espiritual — a vida de Cristo — à vida na igreja.

    Quando você vai à igreja, torna-se espiritual. Começa a viver por essa vida que é santa, espiritual, celestial, incomum, única, diferente. Mas, quando está em casa, é outra pessoa. Quando está no trabalho, é outra pessoa. Quando está na sociedade, é outra pessoa.

    Irmãos e irmãs, não é isso que o Senhor quer que sejamos. Há somente uma vida.

    Antes, vivíamos por aquela velha vida adâmica — sozinhos, com os pais, com os filhos, com o marido ou a esposa, e na sociedade. Agora temos uma vida diferente: a vida eterna, a vida de Cristo.

    Será que podemos viver a vida de Cristo somente na igreja e continuar vivendo nossa própria vida quando estamos sozinhos, na família ou na sociedade? Se for assim, somos hipócritas.

    Que o Senhor nos livre de ser hipócritas. Há somente uma vida pela qual vivemos quando estamos sozinhos, na família, na sociedade e na igreja. Não importa em que área você esteja, há somente uma vida. Estamos vivendo por essa única vida?

    Os coríntios achavam que podiam compartimentalizar a vida. Na igreja, você se comporta de uma maneira; na família, quando está sozinho e na sociedade, pode continuar vivendo sua própria vida, à sua própria maneira. De jeito nenhum.

    Princípios para a conduta cristã

    Aqui vocês encontram o apóstolo Paulo estabelecendo certos princípios positivos.

    Primeiro, façam tudo para a glória de Deus.

    Tudo inclui comer, beber, a vida sexual, a vida familiar, a vida social — tudo. Façam tudo para a glória de Deus.

    Segundo, não deem ocasião de tropeço. Não façam ninguém tropeçar, sejam judeus, gregos ou a igreja de Deus.

    Terceiro, não busquem seu próprio proveito, mas o de muitos, para que sejam salvos. Busquem sempre a salvação eterna dos outros.

    A liberdade por meio da graça

    Em nossa vida conjugal e familiar, precisamos viver pela vida de Cristo em nós. Assim, quando lemos o capítulo 7, percebemos que, por trás do que está escrito ali, Paulo procura nos dizer algo.

    Queridos irmãos e irmãs, não pensem que, por crerem agora no Senhor Jesus, estão em escravidão. Receio que muitos crentes tenham esse tipo de pensamento equivocado.

    “Ah, antes éramos livres — livres para fazer tudo o que quiséssemos. Agora cremos no Senhor Jesus; agora estamos em escravidão. Você não pode fazer isto. Não deve fazer aquilo.”

    Mas, irmãos e irmãs, na verdade é exatamente o contrário. Antes de crermos no Senhor Jesus, estávamos em escravidão. Não éramos livres. Éramos escravos do pecado, escravos do mundo, seguindo a correnteza do mundo.

    Éramos levados pela correnteza porque não podíamos resistir a ela. Não havia poder em nós. Estávamos sob o poder das trevas. Não éramos livres. Éramos escravos, assim como os israelitas no Egito — escravos, sem liberdade.

    Mas, graças a Deus, agora somos livres. Ele nos libertou. Não estamos debaixo da lei; estamos debaixo da graça.

    Estar debaixo da graça significa simplesmente isto: agora somos livres para escolher. Antes, não podíamos escolher, porque estávamos debaixo da lei, estávamos em escravidão. Mas agora podemos escolher.

    Antes, não podíamos escolher não pecar, mas agora podemos escolher não pecar. Antes, não podíamos escolher fazer o que é certo, mas agora podemos escolher fazer o que é certo. Nosso Senhor Jesus nos libertou.

    Todas as coisas me são lícitas; mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. Todas as coisas são lícitas; mas nem todas as coisas convêm.

    Irmãos e irmãs, pensem nisso. Agora vivemos num patamar mais elevado, sob uma lei mais elevada. Já não estamos em escravidão; somos um povo livre.

    Você pode pecar, se quiser. Pode viver sua própria vida, se quiser. Pode continuar vivendo sua vida social à sua maneira, se quiser. Pode fazer isso. Mas, por outro lado, pode agir de modo diferente. Pode viver como Deus quer que você viva.

    Você pode viver para a glória de Deus, de modo que, em tudo o que fizer, glorifique o Senhor — até mesmo em sua vida privada, pessoal, em sua casa, na sociedade e na igreja. Você pode fazer tudo para a glória de Deus.

    As pessoas pensam que ser livre é poder fazer tudo o que se tem vontade de fazer. Mas a verdadeira liberdade é ser livre para fazer o que Deus quer que você faça. Isso é liberdade.

    O apóstolo Paulo nos mostra que em Cristo há liberdade. É uma lei de liberdade. É a lei régia do amor.

    Se você ama, cumpre toda a lei. Portanto, irmãos e irmãs, lembrem-se disto: somos livres e, porque somos livres, escolhemos o patamar mais elevado. Escolhemos fazer tudo para a glória de Deus.

    O amor e a responsabilidade na vida social

    Os crentes de Corinto gostavam de conviver socialmente. Naqueles dias, a maioria das atividades sociais acontecia nos templos dos ídolos.

    A melhor carne que se podia conseguir, e a mais barata, era a carne sacrificada aos ídolos. Depois, os sacerdotes a vendiam no mercado pelo preço mais baixo. Assim, era ali que se conseguia a melhor carne.

    Se você quisesse comer a melhor carne, era a carne sacrificada aos ídolos. Se quisesse comer, beber e desfrutar de um encontro social, ia ao templo. Se não fosse ao templo, ficava isolado.

    Os crentes de Corinto gostavam da vida social. Gostavam de todas aquelas festas, e todas elas aconteciam no templo. Desfrutavam da melhor comida e da melhor bebida que poderiam ter. Agora haviam sido salvos. O que deveriam fazer?

    Deveriam ir ao templo para comer? Deveriam continuar se reunindo com os outros e comendo a carne sacrificada aos ídolos? Deveriam fazer isso?

    Ah, eles tinham muito conhecimento. Diziam: “Sabemos que há somente um Deus. Todos esses chamados deuses não são nada. Como esses deuses não são nada, as coisas sacrificadas a nada não são nada. Portanto, podemos comer essa carne por um preço baixo”.

    “O templo é dedicado aos ídolos — os ídolos não são nada —, então o templo é apenas mais um edifício. Só isso. Portanto, vá ao templo. Divirta-se.”

    Bem, esse conhecimento é verdadeiro, bom, sólido e correto? Sim. Temos somente um Deus. Temos somente um Senhor, nosso Senhor Jesus Cristo, e todas as outras coisas não são nada. Muito correto.

    Mas Paulo disse: “Você quer se divertir, e pode. Mas esquece que não está sozinho. Há outros irmãos e irmãs, pessoas com a consciência fraca”.

    Antes, eles adoravam ídolos. Faziam ofertas aos ídolos. Comiam o que era oferecido aos ídolos. Agora foram salvos e sentem que todas essas coisas são impuras. Não querem ir a esses templos. Não querem tocar nessas coisas sacrificadas aos ídolos.

    Mas, quando veem que você entra nesses templos, diverte-se, come e bebe, dizem: “Ora, se você pode fazer isso, eu também posso”. Então fazem isso com a consciência culpada. Sua consciência fica contaminada.

    Sua consciência está culpada. Ela os incomoda, e mesmo assim fazem isso. Agora você fez seu irmão tropeçar.

    Em outras palavras, nós, que estamos no Senhor, não vivemos para nós mesmos. Vivemos para os outros. Não vivemos pelo nosso conhecimento; vivemos pelo amor.

    O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica.

    O amor constrói. É verdade, você tem conhecimento e está cheio de orgulho: “Por que não posso fazer isso? Eu sei o que estou fazendo. Eu gosto disso”. Mas esquece que está fazendo seu irmão tropeçar, aquele que tem a consciência fraca. Você peca contra seu irmão e peca contra o Senhor.

    Não vivemos pelo conhecimento; vivemos pelo amor. O amor não pensa em si mesmo; pensa nos outros — no que é melhor para nossos irmãos e irmãs.

    Ah, irmãos e irmãs, mesmo em nossa vida social, como vivemos apenas para nós mesmos! Por que queremos uma vida social? Por que queremos festas? Por que queremos comer e beber? Para nos divertir.

    Mas vocês alguma vez pensam em seus irmãos e irmãs, nos mais fracos? Talvez o que estejam fazendo leve seus irmãos e irmãs mais fracos a tropeçar. Se for esse o caso, vocês pecam contra o Senhor.

    Por isso, o apóstolo Paulo disse: “Seu conhecimento está correto, mas você não vive pelo seu conhecimento. Você vive pelo amor”.

    Na verdade, até mesmo o que você considera conhecimento correto está incorreto. Por quê?

    Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.

    Portanto, continua incorreto. Por mais lógico que você pense que seja, continua sendo ilógico aos olhos de Deus.

    A disposição de renunciar a direitos

    Irmãos e irmãs, vivemos num patamar mais elevado. Estamos sob uma lei mais elevada. Somos livres para fazer qualquer coisa, mas temos a capacidade de escolher o que é certo.

    Assim, o apóstolo Paulo nos deu uma ilustração disso. Ele disse:

    Se eu comer carne e isso fizer meu irmão tropeçar, não comerei mais carne.

    Devemos comer carne. Deus não quer que sejamos vegetarianos. Mas o apóstolo Paulo estava disposto a abrir mão de seus direitos.

    Ele tinha muitos direitos. “Posso levar comigo uma esposa em minhas viagens, como os outros apóstolos. Posso viver da pregação do evangelho, como os outros.” Mas ele disse: “Não faço isso. Estou disposto a não reivindicar meus direitos, contanto que possa salvar alguns”.

    Ele vivia para os outros, para o bem eterno deles. Irmãos e irmãs, isso é amor.

    A vida cristã como uma corrida disciplinada

    Assim, nesses capítulos, vocês encontram o apóstolo Paulo procurando nos dizer que a vida é uma corrida. Estamos correndo uma corrida.

    Quando você é salvo, Deus o coloca na pista, na corrida da fé. Agora estamos correndo essa corrida.

    Quando você corre uma corrida, precisa ter uma disposição mental: correr para vencer. É assim que se deve correr. Caso contrário, na metade do percurso, depois de um terço dele ou após alguns passos, você desiste.

    Quando você corre, tem um alvo e coloca nele seu coração. Paulo disse:

    Correi de tal maneira que o alcanceis.

    É assim que se deve correr — não sem alvo algum, à deriva.

    Irmãos e irmãs, temos um alvo diante de nós? O apóstolo Paulo, em Filipenses, nos diz que se esquece do que ficou para trás e prossegue em direção ao alvo para alcançar o prêmio. O prêmio é Cristo — ganhar Cristo.

    Isso mesmo. A vida é uma luta, e, quando você luta, precisa obedecer a certas regras — disciplina. Você vive uma vida disciplinada.

    Paulo disse: “Subjugo meu corpo”. No original, ele disse: “Eu o espanco até deixá-lo cheio de hematomas”, e não permito que meu corpo me domine, que governe sobre mim. Não vivo para meu corpo; vivo para Cristo.

    Para que, depois de pregar aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado.

    Irmãos e irmãs, essa é a disposição que devemos ter.

    Os cristãos de hoje são soldados de chocolate. É por isso que Satanás não tem medo. Estamos à deriva. Não há mais tempo, irmãos e irmãs.

    Sejam vigilantes. Sejam diligentes. Vigiem e orem, pois os dias estão chegando ao fim.

    Exortação final e oração

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, Paulo procura nos ajudar a estar realmente na comunhão do Filho de Deus, Jesus Cristo, e a permitir que essa comunhão alcance todas as áreas de nossa vida. Que o Senhor nos ajude.

    Querido Senhor, estas podem ser palavras duras, mas, Senhor, Tu sabes que isto é verdade. Oramos para que sejamos realmente filhos e filhas da verdade, para que sejamos verdadeiramente Teus filhos, para que vivamos uma vida integral para a glória de Deus e para o bem dos outros. Oramos em Teu precioso nome. Amém.