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    I Will Build My Church, Unchanging Purpose Of Christ © 2026 Christian Testimony Ministry
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    I Will Build My Church, Unchanging Purpose Of Christ
    I Will Build My Church, Unchanging Purpose Of Christ
    Lambert, Lance

    O propósito imutável de Cristo na edificação de Sua igreja

    Se vocês puderem abrir comigo em algumas passagens da Bíblia, gostaria de ler primeiro uma passagem muito conhecida do Evangelho de Mateus, a partir de Mateus 16:13.

    Mateus 16:13-19

    E, chegando Jesus às regiões de Cesareia de Filipe, perguntou aos Seus discípulos, dizendo: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”
    E eles disseram: “Uns dizem João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas.”
    Disse-lhes Ele: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”
    E Simão Pedro, respondendo, disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
    E Jesus, respondendo, disse-lhe: “Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas: porque não foi carne e sangue que to revelou, mas Meu Pai, Que está nos céus.
    Também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
    Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”

    Agora, se vocês puderem abrir no Antigo Testamento, no profeta Zacarias — a partir de Zacarias 4:1.

    Zacarias 4:1-10

    E o anjo que falava comigo tornou a vir e despertou-me, como a um homem que é despertado do seu sono.
    E disse-me: “Que vês?”
    E eu disse: “Tenho olhado, e eis um candelabro todo de ouro, com um reservatório no alto, e sete lâmpadas sobre ele; há sete tubos para cada uma das lâmpadas que estão no alto dele; e junto a ele duas oliveiras, uma à direita do reservatório, e a outra à sua esquerda.”
    E respondi e falei ao anjo que falava comigo, dizendo: “Que são estas coisas, meu senhor?”
    Então o anjo que falava comigo respondeu e disse-me: “Não sabes o que são estas coisas?”
    E eu disse: “Não, meu senhor.”
    Então respondeu e falou-me, dizendo: “Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
    Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície; e ele trará a pedra de remate com aclamações de: Graça, graça a ela.”
    Além disso, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: “As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa; as suas mãos também a acabarão; e saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
    Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Porque estes sete se alegrarão e verão o prumo na mão de Zorobabel; estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.”

    E agora, novamente no Novo Testamento, no livro de Apocalipse, a partir de Apocalipse 19:4.

    Apocalipse 19:4-9

    E os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, Que está assentado no trono, dizendo: “Amém; aleluia.”
    E saiu uma voz do trono, dizendo: “Louvai ao nosso Deus, todos vós, Seus servos, vós que O temeis, pequenos e grandes.”
    E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de poderosos trovões, dizendo: “Aleluia: porque reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
    Regozijemo-nos e alegremo-nos sobremaneira, e demos-Lhe a glória: porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e Sua esposa se preparou.
    E foi-lhe concedido que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro: porque o linho fino são os atos de justiça dos santos.”
    E disse-me: “Escreve: Bem-aventurados os que são convidados à ceia das bodas do Cordeiro.” E disse-me: “Estas são as verdadeiras palavras de Deus.”

    Oração inicial

    Pai celestial, estamos tão felizes porque, quando nos aproximamos da Tua Palavra, Tu nos concedeste uma provisão que está além dos nossos recursos naturais, tanto para falar como para ouvir.

    E, Senhor, queremos nos valer dessa provisão nesta noite. Não queremos nos aproximar da Tua Palavra com uma atitude descuidada, seja para anunciá-la, seja para ouvi-la. Senhor, eu posso falar palavras; todos nós podemos ouvir palavras. Posso expor verdades; todos nós podemos compreender essas verdades com a mente. Mas, Senhor, se Tu não estiveres no falar e no nosso ouvir, não haverá nada de valor eterno no tempo que passarmos juntos esta noite.

    Querido Senhor, queremos dizer juntos: sem Ti, nada podemos fazer. Portanto, Senhor, queremos abrir o coração e, pela fé, receber essa unção que nos pertence, tanto para falar como para ouvir, para que a Tua Palavra habite ricamente em todos nós.

    Querido Senhor, concede que o Teu propósito para este momento, nesta noite, seja cumprido. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A declaração do propósito de Cristo

    Na passagem muito conhecida que lemos há pouco em Mateus 16, há uma frase que, suponho, todos os que estão aqui esta noite já ouviram muitas vezes. Vocês a encontrarão em Mateus 16:18:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Esse acontecimento, registrado em Mateus 16, ocorreu em Cesareia de Filipe, à sombra do monte Hermom. É de uma importância extremamente profunda.

    Até aquele momento, os discípulos não haviam recebido uma revelação clara e categórica do Senhor Jesus. É verdade que, por ocasião do Seu nascimento, certas coisas foram ditas e lembradas. É verdade que Natanael se perguntou se Aquele não seria o Messias. É verdade que André, quando foi buscar Pedro e o apresentou a Jesus, disse: “Não seria Este o Messias?” Várias coisas haviam acontecido. Quando houve a tempestade no lago e Ele a acalmou, eles se perguntaram: “Quem é Este, que até os ventos e as ondas Lhe obedecem?”

    Mas, até aquele momento, não havia uma revelação clara, definida e categórica do Senhor Jesus. E quando o Senhor Jesus, por assim dizer, provocou a declaração de Pedro, perguntando aos discípulos: “O que os homens estão dizendo a Meu respeito? Quem dizem que Eu sou?”, eles disseram: “Uns dizem que Tu és Elias, e outros dizem que Tu és Jeremias. Outros dizem que Tu és um dos outros profetas. Alguns dizem que Tu és João Batista.”

    Ele disse: “Pois bem, e vocês, quem dizem que Eu sou?” E, antes que os outros tivessem a oportunidade de dizer alguma coisa, Pedro fez sua grande declaração.

    E não foi uma declaração que Jesus desprezou, nem por um único instante. Jesus lhe disse:

    Não foi carne e sangue que te revelou isso, Simão Pedro, mas Meu Pai, Que está nos céus.

    E então, imediatamente após a declaração de Pedro e a confirmação dessa declaração pelo Senhor, o Senhor Jesus revelou o objetivo e o propósito de Sua vinda e de Sua obra:

    Tu és Pedro. Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    É interessante:

    Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    “Tu és”; “Eu edificarei”. É uma resposta quase imediata, e de profunda importância. É um dos momentos decisivos do Evangelho.

    O objetivo e o propósito da encarnação são obter e edificar a igreja de Deus. Foi isso que o Senhor Jesus disse. Vocês notarão que Ele disse: “Edificarei a Minha igreja.” Ele não disse: “Edificarei uma igreja”, nem: “Edificarei a igreja.” Ele disse: “Edificarei a Minha igreja.”

    A igreja não é uma denominação específica, por maior que seja a tradição de qualquer uma das igrejas particulares. A igreja não é uma denominação específica. Não é uma instituição específica. Não pertence a uma tradição específica dentro da cristandade.

    Quando Jesus disse “Minha igreja”, Ele Se referia a todos aqueles que Deus Pai deu ao Filho como Sua herança: de todas as épocas, todas as raças, todas as nacionalidades, todas as classes sociais e, de fato, de todas as diferentes denominações. São todos aqueles que o Pai, em Seu grande amor e em Sua presciência, deu ao Filho como herança.

    E Jesus, falando de todo esse precioso conjunto dos eleitos, disse:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Agora, em outra noite, vamos considerar um pouco mais essa rocha propriamente dita. Mas, nesta noite, quero me limitar ao propósito imutável do Senhor Jesus — o propósito imutável do Senhor Jesus.

    Edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Irmãos e irmãs, se vocês nasceram de Deus, se foram salvos pela graça de Deus, se foram libertos dos poderes das trevas e transportados, por essa operação do Espírito de Deus, para o reino do Filho amado de Deus, vocês fazem parte dessa igreja.

    Além disso, vocês fazem parte da obra de edificação do Senhor Jesus Cristo. Vocês estão bem no centro dessa declaração do Senhor Jesus:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja.

    Agora, há mil e uma coisas na terra e no inferno, em toda a atmosfera, que, se fosse possível, frustrariam a obra de edificação do Senhor Jesus em relação a vocês como indivíduos e a mim como indivíduo. Há mil e uma forças e poderes no mundo invisível, além dos que existem no mundo visível, que impediriam a nossa edificação conjunta como o corpo do Senhor Jesus, como Sua igreja.

    Mas Jesus declarou que Seu propósito é imutável:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Agora, pessoalmente, encontro nisso um enorme consolo. Não sei quanto a vocês, mas considero que tenho um passado um tanto complicado. Encontro muitas coisas em minha própria natureza e em meu passado que resistiriam, contradiriam e se oporiam a toda obra da graça que Deus quisesse realizar em mim.

    Não aceito facilmente os caminhos do Senhor. Percebo que estou sempre discutindo, sempre, de algum modo, procurando desculpas, sempre, de uma maneira ou de outra, dando trabalho ao Senhor. Pois bem, suspeito que a maioria de vocês seja igual. E isso significa que o Senhor tem alguns problemas nas mãos.

    Mas o maravilhoso é que Ele já declarou que as portas do Hades não prevalecerão contra essa obra. Há momentos em que precisamos tomar o partido de Deus contra nós mesmos — contra nosso próprio temperamento, contra nosso passado, contra todas as coisas que vemos com os olhos e sentimos no coração e que, de algum modo, nos desanimariam e nos deprimiriam.

    Precisamos tomar o partido de Deus contra todas essas coisas e dizer: “As portas do Hades não vão prevalecer contra a obra de edificação do Senhor Jesus em minha vida, nem contra a obra de edificação do Senhor Jesus em nós, como povo de Deus.”

    A imutabilidade do propósito de Cristo

    O propósito imutável de Cristo: nenhuma mudança de direção, aconteça o que acontecer.

    Não entendo alguns comentaristas e estudiosos cristãos que sugerem que esse era o propósito do Senhor Jesus no início desta chamada era da igreja, mas que, em algum momento do caminho, por causa de todas as divisões, facções, mundanismo, superficialidade e só o Senhor sabe o que mais, Ele desistiu desse objetivo declarado.

    Pelo visto, as circunstâncias foram demais para o Senhor. O ideal continua o mesmo: Ele deseja apresentar a Si mesmo uma igreja sem mancha nem defeito. Mas agora o Senhor Se contentou com um padrão inferior. Agora são apenas indivíduos, aqui e ali, que precisam seguir seu próprio caminho, pela graça de Deus, até o trono de Deus.

    Não encontro isso de maneira nenhuma. O Senhor Jesus não disse: “Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela até que venha o anticristo”, nem: “Até os últimos dias, quando o poder das trevas será tão grande que toda a Minha obra de edificação cessará, e vocês terão de seguir seu caminho como indivíduos, pela Minha graça, até finalmente chegarem ao trono.”

    Ele não diz isso. Em vez disso, diz:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Ponto final — ou, como vocês dizem por aqui, period. Pessoalmente, acho que full stop, “ponto final”, é uma expressão muito melhor, mas enfim.

    Não há mudança de direção implícita, nem que se possa inferir, nessa profunda declaração do Senhor Jesus. É uma declaração para toda esta era, de Pentecostes até o arrebatamento.

    Ele disse:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Não haverá nenhum desvio desse propósito declarado do Senhor por causa de circunstâncias, oposição, apostasia, mundanismo, superficialidade, mornidão ou qualquer outra coisa. Não haverá desvio do objetivo.

    O Senhor Jesus declarou, de maneira inequívoca e categórica, um propósito de Seu coração que é absolutamente imutável.

    Agora, essa palavra, imutável, é uma das palavras mais maravilhosas da língua inglesa — provavelmente nem sequer ouvida deste lado do Atlântico. A imutabilidade do Seu conselho: é uma expressão perfeitamente bíblica. Vocês a encontrarão em Hebreus 6:17.

    Ela significa simplesmente que não há possibilidade de desvio, não há possibilidade de desvirtuamento, não há possibilidade de mudança de direção. Esse conselho de Deus é imutável — não muda. Mas imutável é melhor do que simplesmente dizer que algo não muda. A palavra traz o sentido de que é impossível haver uma mudança.

    Agora, para Deus nada é impossível. É perfeitamente verdade que, na Palavra de Deus, de vez em quando, o Senhor muda de ideia sobre certas coisas. Isso é um problema para algumas pessoas. Elas gostam de pensar em Deus como alguém semelhante a uma máquina de ferro fundido, um computador que realmente não pode mudar.

    Mas é bom saber que, de vez em quando, o Senhor Se arrepende de alguma coisa, ou muda de ideia a respeito de alguma coisa, ou toma outro rumo. Mas há certas coisas que são imutáveis.

    Uma delas é o destino do Senhor Jesus. O propósito do Pai para o Senhor Jesus é imutável. Nunca será alterado. Nunca haverá mudança de direção nessa questão. Ele estabeleceu para sempre que vai reunir todas as coisas em Cristo. Vai colocar todas as coisas sob a autoridade de Cristo.

    E há outra questão maravilhosamente imutável: aqueles que nasceram do Espírito de Deus mediante a obra consumada do Senhor Jesus estão incluídos em um propósito de Deus que nunca será alterado. O destino que Deus tem para esse povo é o mesmo destino de Seu Filho. Seu propósito quanto ao destino deles, assim como quanto ao destino do Senhor Jesus, é imutável.

    Queridos irmãos e irmãs, querida família de Deus, fico tão feliz por ser a Pedro que Jesus dirige essas palavras.

    Sem entrar na questão de Pedro ter sido ou não o primeiro papa, ou de a igreja ser edificada sobre Pedro, alguns protestantes seriam muito categóricos ao dizer que isso não tem absolutamente nada a ver com Pedro. Mas, como espero que vejamos amanhã à noite, tem muito a ver com Pedro.

    Os católicos não estão errados ao dizer que, quando Jesus disse: “Tu és Pedro”, uma pequena lasca da rocha, “mas sobre o maciço da rocha edificarei a Minha igreja”, existe uma conexão. Não podemos ir tão longe quanto alguns de nossos irmãos protestantes e dizer que não há conexão alguma; que Jesus estava falando apenas de Si mesmo e da declaração de Pedro — nada a ver com Pedro. Não, não, não, vocês não podem dizer isso.

    Sou muito grato por ter sido Pedro. Suponhamos que fosse João quem tivesse feito a declaração: eu teria ficado um pouco deprimido. Poderia ter pensado comigo mesmo: “Pois bem, a menos que eu seja exatamente como João — cem por cento de devoção e cem por cento de tudo o mais —, não vou fazer parte disso.”

    Mas fico tão feliz por ter sido Pedro aquele a quem o Pai revelou essa questão a respeito da pessoa do Senhor Jesus. Foi a Pedro, que haveria de negar seu Senhor três vezes, com juramentos e maldições, que Jesus disse: “Tu és Pedro.”

    “Eu sei tudo o que vai acontecer com você. Sei tudo pelo que você vai passar. Sei do que você é capaz. Mas a Minha graça vai conduzi-lo até o fim e colocar algumas qualidades de rocha nessa sua impetuosidade quebradiça.

    “Vou fazer algo em você porque vou incorporá-lo à construção da Minha morada eterna. Vou torná-lo parte de uma igreja eterna, invencível e inabalável.”

    Fico tão feliz por ter sido a Pedro. Isso me dá esperança. Espero que também dê esperança a vocês.

    Isso me faz pensar: o Senhor não Se surpreende comigo. Às vezes, temos a ideia de que o Senhor está sempre fazendo descobertas a nosso respeito. Sabe, de uma maneira ou de outra, decepcionamos o Senhor ontem, e o Senhor ficou, por assim dizer, com dor de cabeça por nossa causa, dizendo: “Minha nossa, se Eu soubesse que fulano iria Me decepcionar assim, nunca o teria salvado.”

    Mas às vezes temos essa ideia, quando nossas nuvens de depressão e nossa sensação de estar afastados do Senhor existem simplesmente porque nós estamos chocados, não o Senhor. Como nos julgamos tão justos, ficamos horrorizados por sermos tão mornos, tão mundanos, tão pecaminosos, tão incrédulos ou qualquer outra coisa.

    Isso nos choca e, porque estamos chocados, acreditamos que o Senhor também esteja. Mas o Senhor conhece o pior a nosso respeito — muito, muito mais do que eu e vocês sabemos. Se eu soubesse o que o Senhor sabe a meu respeito, talvez acabasse em um hospital psiquiátrico. Minha justiça própria é tão arraigada e obstinada que não tenho certeza de que conseguiria suportar isso.

    Mas o Senhor sabe de tudo isso, e ainda assim me salvou, sabendo plenamente do que sou capaz. Ele me salvou, e não apenas me salvou: disse a meu respeito que estou envolvido nessa Sua obra de edificação que é para sempre, pois tudo o que o Senhor faz é para sempre.

    Acho isso tremendo. Às vezes sinto, como talvez já tenha dito antes a alguns de vocês, que temos a ideia de que somos apenas troféus da graça.

    Sabe, de alguma maneira, o Senhor, como um caçador, saiu por aí e abateu alguns de nós, agora empalhou nossas cabeças, por assim dizer, e um dia estaremos pendurados nas paredes dos salões senhoriais do reino dos céus. Ele levará os anjos para passear e dirá: “Ah, este aqui é um troféu da graça. Eu o capturei em tal ano. E esta aqui — bem, ela é um verdadeiro monstro. Eu a capturei em tal época.”

    Temos uma espécie de ideia de troféus da graça que adornam as paredes dos palácios no reino de Deus. De algum modo, tudo o que realmente interessa a Deus são troféus que exibam Sua destreza e Sua capacidade de nos capturar. Mas o amor tem qualidades muito maiores do que simplesmente nos empalhar e nos pendurar numa parede.

    O amor de Deus por nós seria profundamente ofendido se esse fosse todo o nosso propósito na eternidade: simplesmente exibir Sua habilidade em nos capturar.

    Não, Deus tem um propósito para nós: que estejamos em Cristo e que Cristo esteja em nós; que sejamos levados a uma união tão profunda com Cristo que nos tornemos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; que sejamos conduzidos a uma posição em que nos tornemos, por assim dizer, uma noiva para Seu Filho.

    Esse é o propósito do Senhor. É espantoso para mim que o Senhor tenha tomado um material tão pobre para criar algo de tamanha beleza. Afinal, quando pensamos nisso, nenhum de nós é grande coisa, na verdade. É o que o Senhor faz em nós que, no fim, constitui a beleza.

    Pessoalmente, sinto um enorme encorajamento ao perceber que é a Pedro que nosso Senhor diz:

    Tu és Pedro, Petros, e sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Queridos irmãos e irmãs, não deveríamos nos encorajar nesta noite? Já há coisas suficientes que nos desanimam e nos deprimem no mundo em que vivemos. Quer pensemos nos Estados Unidos, quer nas nações em geral, há coisas suficientes para nos desanimar e deprimir a respeito da sociedade humana e do rumo que ela está tomando.

    É hora de nos fortalecermos no Senhor. Somos amados pelo Senhor, ninguém menos que o Messias, o Filho do Deus vivo, Que Se entregou por nós para nos comprar e nos incorporar a Si — para, por assim dizer, nos levar a um relacionamento com Ele que é eterno.

    A igreja e os últimos dias

    Agora, nessa questão do propósito imutável de Cristo, alguns ensinam que a igreja está tão dividida, tão cheia de facções, tão institucionalizada, tão mundana, que já não se enquadra nas palavras do Senhor Jesus: “Minha igreja.”

    Por isso, surgiu um ensino, aceito por alguns, de que, de uma maneira ou de outra, todo esse conceito de igreja está praticamente suspenso; de que se trata de santidade pessoal, caminhada pessoal com o Senhor, santificação pessoal e experiência pessoal.

    Bem, não tenho dúvida de que tudo precisa ser pessoal. Não podemos nos esconder uns nos outros, nem em alguma experiência coletiva. Precisamos experimentar pessoalmente a graça salvadora de Deus. Precisamos experimentar pessoalmente a habitação do Senhor Jesus em nós, o poder da unção do Espírito Santo, o que é ser crucificado com Cristo e o que é obedecer ao Senhor e andar em fidelidade com Ele.

    Mas, tendo dito isso, queridos irmãos e irmãs, para mim está muito claro que o Senhor Jesus não desistiu desse propósito declarado aqui: Ele vai edificar Sua igreja.

    Eles tomam certas passagens das Escrituras — 2 Tessalonicenses 2:3, por exemplo:

    Ninguém de modo algum vos engane: porque isso não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição.

    Vez após vez, isso se tornou a base de seu ensino de que, nos últimos dias, a igreja será apóstata. Haverá uma apostasia, um afastamento do Senhor. Quando isso acontecer, segundo esse ensino, teremos apenas de seguir individualmente nosso caminho com o Senhor.

    A isso se acrescentam outras passagens das Escrituras. Eles dão muita ênfase, por exemplo, a Mateus 24:10-13:

    E então muitos tropeçarão, e entregar-se-ão uns aos outros, e odiar-se-ão uns aos outros.
    E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
    E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
    Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

    Eles também tomam Lucas 18:8:

    Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do homem, achará Ele fé na terra?

    Por causa dessas passagens, alguns ensinam que, nestes últimos dias em que estamos entrando, todo esse propósito declarado do Senhor Jesus será deixado de lado. Não haverá mais edificação da igreja, porque haverá uma apostasia na igreja, um afastamento. Com isso, o amor de muitos esfriará. Haverá até ódio de uns pelos outros, e não haverá fé.

    Agora, se essa fosse toda a descrição que temos da última fase dos tempos finais, talvez tivéssemos motivos para nos preocupar. Mas não é.

    Temos várias outras passagens maravilhosas das Escrituras. Por exemplo, Apocalipse 10:7, bem no meio de todas essas visões de dragões, serpentes, anticristos, falsos profetas, sistemas do seiscentos e sessenta e seis e não sei mais o quê, diz:

    Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando estiver para tocar a trombeta, então estará consumado o mistério de Deus, segundo as boas-novas que Ele anunciou aos Seus servos, os profetas.

    Agora, esse mistério de Deus é, de fato, o mistério da igreja, que é o corpo do Senhor Jesus. Aqui nos é dito que, no meio de toda essa perseguição, antagonismo e atividade dos poderes do mal e das trevas — que, em alguns casos, chegam de fato a se encarnar —, descobrimos que o mistério de Deus é consumado.

    Ele não é consumado segundo um padrão inferior, mas exatamente de acordo com as boas-novas que Ele revelou aos Seus profetas. Em outras palavras, temos aqui uma palavra extraordinariamente encorajadora do Senhor: isso não vai acontecer em dias em que tudo estiver a nosso favor, em que tudo estiver em paz e tudo estiver certo. Em meio a uma convulsão enorme, o mistério de Deus será consumado.

    Então, para reforçar essa questão, Apocalipse 19:6-7 diz:

    E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de poderosos trovões, dizendo: “Aleluia: porque reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
    Regozijemo-nos e alegremo-nos sobremaneira, e demos-Lhe a glória: porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e Sua esposa se preparou.”

    É quase como se o Espírito Santo tivesse inserido essa pequena frase, “Sua esposa se preparou”, de tal maneira que a conclusão fosse inevitável. Ela não será simplesmente levada adiante. Ela mesma despertará de qualquer mornidão, de qualquer torpor de mundanismo, de qualquer cegueira parcial, e se preparará para a vinda do Senhor.

    Estaria muito mais de acordo com as doutrinas da justificação pela fé se a Palavra tivesse dito: “Sua esposa foi preparada.” De fato, aqueles de vocês que conhecem os casamentos orientais sabem como a preparação é enorme. A maior parte da preparação é feita pelas tias, irmãs e todo um grupo de mulheres que se reúne ao redor da noiva, pintando-lhe os cílios, as unhas das mãos, as unhas dos pés, banhando-a em não sei o quê — mil e uma coisas que elas fazem. Ela não poderia fazer isso sozinha.

    A coitada é massageada, perfumada, untada com óleos, recebe tratamentos de beleza, ou seja lá o que for. Todas as parentes da noiva vivem um momento de glória com ela. Portanto, seria perfeitamente correto se a Escritura tivesse dito: “A noiva foi preparada.” Mas Ele não diz isso.

    Sabemos muito bem que a única maneira pela qual a noiva é preparada é mediante a graça de Deus, mediante o poder da unção e a graça de Deus, mediante a provisão que o Senhor Jesus fez por Sua obra consumada. Mas a Escritura diz, para nosso encorajamento, bem no meio de todas essas visões de trevas e de sistemas contrários a Deus e a Cristo, de alcance mundial: “Sua esposa se preparou.”

    Meus queridos amigos, há outro lado dessa história. Quando Jesus disse:

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela,

    Ele estava falando sério. Até o último dia, o dia da vinda, da manifestação do Senhor, haverá graça para que cada um de nós esteja preparado para Ele.

    Acho isso tremendamente encorajador. Então, naturalmente, examino algumas dessas outras passagens à luz disso.

    Ele não diz, como a maioria das pessoas lê inconscientemente: “Por se multiplicar a iniquidade, o amor de todos esfriará.” Não diz isso. Diz:

    Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

    Agora, isso é diferente.

    Vocês podem escolher estar na maioria ou na minoria, não é? Queridos irmãos e irmãs, se há uma escolha nessa questão, pela graça de Deus quero estar entre aqueles cujo amor não esfria, ainda que a iniquidade se multiplique. Vocês não querem também?

    Depois há esta palavra de Jesus:

    Quando vier o Filho do homem, achará Ele fé na terra?

    Acho isso muito interessante por causa da história.

    O Senhor Jesus contou uma história sobre uma pequena viúva judia. Agora, vocês precisam conhecer as viúvas judias para entender a história. Essa pequena viúva judia tinha uma causa, mas o juiz era um juiz corrupto, se vocês entendem o que quero dizer com um juiz corrupto.

    O juiz não era, de maneira nenhuma, um juiz justo, um juiz íntegro. Ele aceitava subornos. Se vocês quisessem que o juiz ouvisse sua causa e, especialmente, decidisse a seu favor, era preciso dar-lhe um pequeno presente. É claro que vocês não fariam algo tão vulgar como chegar e colocar o presente bem diante do nariz dele. Discretamente, numa conta bancária suíça, vocês depositariam uma quantia. Ou, de uma maneira ou de outra, por um caminho indireto, um belo carro novo apareceria como um pequeno presente.

    Ele era um juiz corrupto, simples assim. O Senhor disse que esse juiz era injusto. Essa pobre viuvinha não tinha dinheiro, portanto não havia como lhe pagar qualquer tipo de suborno. Mas ela tinha uma qualidade que nunca faltou entre os judeus: sabia falar.

    Ela foi para cima dele com toda a força da língua. Não lhe dava sossego algum. Quando ele se levantava pela manhã, lá estava ela no portão do jardim. Quando ele ia trabalhar, lá estava ela esperando à porta do escritório, sempre com a mesma velha reclamação: “E a minha causa? E a minha causa?”

    Assim, ele era atormentado por essa pequena viúva, que não tinha instrução, dinheiro, influência e nem, como dizemos em hebraico, protektsia — isto é, nenhuma ligação familiar com gente importante, que lhe permitisse mexer os pauzinhos nos bastidores. Ela não tinha nada disso, mas levou esse juiz corrupto a um colapso nervoso.

    Ele começou a ter pesadelos com ela. Acordava à noite, e lá estava ela no sonho dele. Não conseguia escapar dela, fosse aonde fosse. Quando ia se sentar tranquilamente e descansar, lá estava ela, bem na sua frente.

    Vocês realmente acham que nosso Senhor quer que eu e vocês sejamos como essa pequena viúva? Então, do que trata a história? A história trata de uma fé perseverante, resistente — uma fé ardente, o tipo de fé que não desiste até que o propósito seja cumprido.

    É perfeitamente verdade que, no fim, haverá um afastamento. Haverá mornidão, se não frieza, no amor de muitos, e nada contribui tanto para isso quanto a multiplicação da iniquidade.

    Mas o que encontro é isto: a promessa de uma igreja sem mancha, nem defeito, nem coisa semelhante será cumprida. É o propósito imutável do meu Senhor e Salvador. Se Ele não Se desviou, eu não abandonarei essa Sua obra de edificação. Quero que Ele realize a obra de edificação em mim, e quero que Ele realize a obra de edificação em nós, para que nos relacionemos uns com os outros da maneira correta no Senhor.

    Edificarei a Minha igreja.

    O Espírito Santo e as dificuldades de proporções montanhosas

    Porque o Senhor está do nosso lado, Ele não é nosso adversário. Não é nosso acusador. Não está esperando encontrar falhas em nós. O Senhor está realmente do nosso lado. Ele tomou o nosso partido, se vocês entendem o que quero dizer, na batalha contra os poderes das trevas.

    Ele nos salvou e fez uma provisão para nós que significa que eu e vocês podemos fazer parte dessa obra eterna de edificação, dessa igreja que Ele está edificando.

    Agora, gostaria de me aprofundar um pouco mais nisso. Creio que Seu propósito permanece inalterado, quaisquer que sejam as dificuldades de proporções montanhosas que se levantem diante dessa Sua obra de edificação. É isso que encontro em Zacarias 4.

    Esse capítulo é tão maravilhoso. Nessa visão que Zacarias teve, a primeira coisa que viu foi um candelabro de sete braços, todo de ouro.

    Para aqueles que conhecem a Bíblia, não creio que seja muito difícil entender isso. Encontramos esse candelabro ao longo de toda a Bíblia, de Êxodo em diante. Era o candelabro do tabernáculo; era o candelabro do templo.

    Aqueles de vocês que conhecem o Novo Testamento um pouco melhor do que o Antigo Testamento se lembrarão de que, quando o Messias ressurreto está no meio de sete igrejas locais, cada uma delas é representada por um desses candelabros — esses candelabros de sete braços.

    Ele vê esse candelabro, e vê que ele tem sete lâmpadas e que todas estão acesas. Depois vê sete tubos, cada um entrando numa das sete lâmpadas. Então percebe que, de cada lado desse candelabro, há uma oliveira — duas oliveiras, uma de cada lado.

    Ele percebe que esses tubos, curiosamente, saem dos ramos das oliveiras e entram nas lâmpadas. Há uma conexão entre as oliveiras, o candelabro e a luz.

    Ele percebe que não é azeite que sai das oliveiras, o que seria o normal. Na verdade, os tradutores acrescentaram a palavra azeite, simplesmente porque, para eles, aquilo não faz sentido. Mas, na visão que Zacarias teve, não foi azeite que saiu da oliveira; foi ouro.

    Em hebraico, diz que os ramos das oliveiras vertiam de si mesmos ouro para dentro das lâmpadas. Esse ouro, que saía das oliveiras para dentro das lâmpadas, tornava-se luz. Em outras palavras, a chama que produzia a luz vinha do ouro produzido pelas oliveiras. Essa era a visão.

    Agora, o interessante é que o anjo, assim como o Senhor provocou os discípulos — parece ser um método celestial —, perguntou a Zacarias: “O que você vê?” Zacarias disse: “Bem, vejo um candelabro todo de ouro, e vejo essas duas oliveiras, uma de cada lado.”

    Então o anjo disse: “Você entende o que vê?” Zacarias, com muita sinceridade, disse: “Não, não entendo.” Então o anjo do Senhor disse:

    Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
    Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície; e a pedra de remate será trazida com aclamações de: Graça, graça a ela.

    Se vocês continuarem a leitura, verão isso ainda mais claramente:

    As suas mãos lançaram os fundamentos; as suas mãos também acabarão a obra.

    Em outras palavras, descobrimos que esse candelabro representa uma obra de edificação — um programa ou uma obra de edificação eterna.

    Poderíamos dizer que esse candelabro é o testemunho de Jesus. Esse testemunho de Jesus tem tudo a ver com a vida de Deus. Se quiserem ir ainda mais longe, poderíamos dizer que esse testemunho de Jesus tem tudo a ver com a obra de edificação de Deus na vida de vocês e na minha vida.

    Agora, voltaremos a isso em outra noite. Mas o que quero fazer nesta noite é chamar a atenção de vocês para o monte.

    Entre o propósito declarado de Deus de fazer alguma coisa e a conclusão desse propósito, há montanhas enormes e difíceis.

    Graças a Deus, não nos é dito quais são essas montanhas. Sabemos, por Ageu, que o povo, às vezes, era muito morno. Talvez essa fosse uma das montanhas. Talvez os materiais fossem outra montanha. Eles tinham dificuldades para conseguir materiais. Talvez as circunstâncias políticas e econômicas fossem outras montanhas. Não sei.

    Mas fico feliz em dizer que as circunstâncias não nos são detalhadas a ponto de sabermos quais eram essas montanhas, e isso nos ajuda tremendamente. O que poderia ser uma montanha nos dias de Zacarias talvez não seja uma montanha hoje.

    O que sabemos é isto: essas montanhas eram de tal natureza que tornavam impossível o cumprimento do propósito e do programa declarados de Deus.

    Não conheço uma única pessoa que tenha recebido uma visão da igreja e se comprometido com o Espírito de Deus para a edificação da igreja que não enfrente, mais cedo ou mais tarde, problemas de proporções montanhosas quanto ao cumprimento dessa revelação.

    Agora chegamos ao ponto. É a coisa mais fácil do mundo ser terrivelmente espiritual e deixar toda essa questão de lado. “Bem”, dizemos, “o inimigo entrou. Aconteceu isto, isto, isto e isto. Há mornidão, superficialidade, ou o erro entrou. Tudo isso, aquilo ou aquilo outro. Agora é impossível. A única coisa que me resta fazer é caminhar sozinho com o Senhor.”

    Qual é a palavra do Senhor a Zorobabel? É esta:

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
    Quem és tu, ó grande monte?
    Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície.

    Em outras palavras, aquilo mesmo que tornaria impossível o cumprimento do propósito de Deus se tornará o meio pelo qual o propósito de Deus será cumprido. A montanha se tornará o caminho de Deus.

    Deus abrirá uma estrada bem no meio da montanha, de modo que a montanha se tornará, por assim dizer, uma planície. A pedra de remate será trazida com aclamações de “Graça, graça”. Em outras palavras, Deus concluirá a obra.

    Antigamente, quando construíam essas casas, não havia material de ligação, nem cimento, nem argamassa. Cada pedra era ajustada de tal maneira que não se conseguia colocar nem uma faca entre elas. Eu poderia levar vocês a construções perto de onde moro nas quais não se consegue colocar uma faca entre as pedras. Elas têm mais de dois mil anos, naturalmente.

    Hoje em dia, constroem com argamassa e disfarçam tudo. Mas, antigamente, toda a honra e a reputação do mestre construtor dependiam de sua capacidade de construir de tal maneira que, na cerimônia final de dedicação, a pedra de remate deslizasse para o seu lugar sem nenhum artifício.

    Todos se reuniam para ver a pedra de remate ser colocada em seu lugar, porque aquela era a dedicação final do edifício. Toda a honra e a reputação do construtor dependiam de essa pedra de remate deslizar para o seu lugar sem nenhuma fresta de qualquer lado, e o edifício estava concluído.

    Esse é o significado das palavras:

    A pedra de remate será trazida com aclamações de: Graça, graça a ela.

    Nós, que temos alguma experiência carismática, poderíamos imaginar que a palavra deveria ser: “Glória, glória a ela.”

    Mas será tão claramente obra do Senhor, quando essa edificação estiver concluída, que a única palavra que alguém poderá dizer, a única palavra nos lábios de todos, será: “Graça, graça.” Foi a graça de Deus que começou essa obra. Foi a graça de Deus que desenvolveu a obra. Foi a graça de Deus que a sustentou quando ela deveria ter sido destruída. É a graça de Deus que a concluiu.

    As montanhas se tornaram uma planície. As mãos de Zorobabel, que lançaram os fundamentos, também a concluirão. Graças a Deus, temos Alguém maior do que Zorobabel. Suas mãos lançaram o fundamento da igreja. Suas mãos são as que vão concluir essa obra da igreja.

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Queridos irmãos e irmãs, não há como as montanhas se tornarem planícies senão por meio da pessoa do Espírito Santo.

    Quando os cristãos desprezam o Espírito Santo, ignoram o Espírito Santo ou chegam ao ponto de nunca falar do Espírito, mas apenas do Senhor Jesus, está faltando alguma coisa. Há Deus Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Espírito Santo não é apenas uma influência. Não é apenas um agente. Não é apenas um poder. O Espírito Santo é tão pessoal quanto o Pai e o Filho.

    Não há como experimentar montanhas se tornando planícies senão por meio da pessoa do Espírito Santo. É tão importante que entendamos isso.

    Por que, quando recebemos uma visão e uma compreensão da igreja e nos comprometemos com o propósito do Senhor, nos deparamos com obstáculos que nos vencem? Uma das razões é esta: o Senhor zela profundamente para que a glória de toda essa obra seja dada a Ele.

    Às vezes, Ele permite que problemas e dificuldades enormes, quase da dimensão de um Everest, se levantem contra nós, de modo que dizemos: “Não há possibilidade de essa igreja ser edificada em mim ou em nós.”

    Mas, quando se dá ao Espírito Santo o Seu lugar —

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos —,

    as montanhas se tornam um caminho para o Senhor. As próprias dificuldades que teriam frustrado o propósito de edificação de Deus se tornam o meio pelo qual ele é cumprido.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, creio que precisamos nos encorajar nessa questão. Essas montanhas representam todo tipo de dificuldade possível: divisão, facções, superficialidade, carnalidade, mundanismo, erro, mornidão. Há mil outras coisas que eu poderia acrescentar à lista.

    Essas são algumas das dificuldades de proporções montanhosas que se encontram entre nós e a conclusão da obra de Deus. Quero chocar alguns de vocês dizendo isto: em uma das cartas aos coríntios, Paulo, como tantas vezes faz, insere uma pequena frase que, para mim, é um fator decisivo de esperança.

    É necessário que também haja facções entre vós, para que os aprovados se tornem manifestos entre vós.

    Acho isso muito interessante. Pensem nisso. Pensem nisso.

    Vejam, todos nós estamos procurando a igreja perfeita. Há algo em nós, velhos seres humanos: estamos procurando essa era de ouro, essa utopia, essa espécie de igreja perfeita. O problema é que, se eu entrar nela, ela já não será perfeita. E quero contar um segredo a vocês: se vocês entrarem nela, será ainda menos perfeita.

    É espantoso. Todos estamos procurando a igreja perfeita. Passamos a vida inteira procurando a igreja perfeita. Vamos de comunidade em comunidade, de denominação em denominação, de assembleia em assembleia, de grupo em grupo, procurando a igreja perfeita.

    Assim que encontramos algumas falhas ou defeitos lamentáveis, vamos embora. É inconcebível para nós que possa haver, numa igreja do Novo Testamento, um Ananias e uma Safira. No entanto, Pedro simplesmente disse, quando ele caiu morto: “Levem-no para fora e enterrem-no.” Depois, quando ela caiu morta algumas horas mais tarde: “Levem-na para fora e enterrem-na ao lado dele.”

    “Isso não é uma igreja do Novo Testamento. Não estou procurando esse tipo — nada de Ananias e Safira.” É interessante que, entre algumas das igrejas do Novo Testamento, havia uma em que existia uma Jezabel. O Senhor não diz: “Agora saiam.” Ele diz:

    Ao que vencer, Eu lhe darei.

    Em outra, havia nicolaísmo. Ele não diz: “Agora vocês precisam sair.” Não estou dizendo que nunca há uma situação em que precisamos sair. O que estou dizendo é isto: muitas vezes ficamos profundamente chocados quando realmente descobrimos a verdadeira condição das igrejas do Novo Testamento. Elas são tudo, menos perfeitas.

    Jezabéis, nicolaísmo, mornidão, superficialidade, orgulho, coisas profundas de Satanás — só o Senhor conhece algumas das outras coisas que existiam nas primeiras igrejas. Mas elas eram o lugar em que Deus estava realizando a obra. O que vocês esperam?

    Deus não disse: “Vou passar uma varinha sobre todos vocês, e amanhã de manhã a igreja inteira será perfeita.” Não seria maravilhoso se pudéssemos nos reunir e olhar para o Senhor, e Ele passasse uma varinha sobre todos nós, e na manhã seguinte estivéssemos todos bem ajustados e unidos em amor, permanecendo assim para sempre?

    Receio que não seja assim. Suponhamos que o Senhor faça uma obra em mim — e isso já Lhe toma bastante tempo —, mas suponhamos que Ele faça uma obra em mim e me prepare de modo que eu e outro irmão possamos pelo menos ter um relacionamento e começar a trabalhar juntos. Então você chega. Voltamos à estaca zero.

    Porque ele e eu fizemos algum progresso, e agora você chegou. Então chega mais alguém. Essa pessoa passou a perna em todos os cidadãos de Richmond nos últimos vinte anos e foi salva ontem à noite. E eis que está na igreja. Ah, meu Deus. Agora temos outro problema.

    Vamos tirar dele toda essa falta de integridade e toda essa desonestidade de uma noite para outra? Não creio. Acho que temos um problema nas mãos.

    Naturalmente, o mais fácil para nós seria criar uma cidadania de primeira e de segunda classe. Vamos colocá-lo na segunda classe e mantê-lo lá por um tempo, e nós seremos os cidadãos de primeira classe. Você, que acabou de se juntar a nós, vamos torná-lo um cidadão de primeira classe — mas vamos ficar de olho em você.

    Isso talvez fosse um pouco mais fácil. Mas o que estou tentando dizer é isto: se a igreja realmente é, aqui na terra, o canteiro de obras de Deus, haverá muita bagunça. Haverá coisas sendo feitas por toda parte.

    Se vocês pensarem nisso por um momento, nenhuma igreja aqui na terra poderia ser perfeita — não se for uma igreja real, ativa e viva. Deveria haver pessoas sendo salvas o tempo todo. Deveria haver prostitutas, dependentes de drogas, alcoólatras, divorciados, pessoas que têm problemas com demônios e todo tipo de gente, além de alguns dos casos mais comuns.

    Todas essas pessoas estão entrando na igreja, se ela for uma igreja do Novo Testamento. Pensem nisso: suponhamos que tivéssemos Mateus entre nós. Naturalmente, todos dizemos: “Ah, Mateus!” Mas Mateus era Levi, e Levi era o publicano. Não quero dizer que ele fosse dono de um bar; quero dizer que era cobrador de impostos.

    Ah, como ele deve ter sido trapaceiro. Vocês não vão me dizer que toda aquela desonestidade de Mateus saiu dele de uma só vez. Não, é claro que não.

    Depois temos Maria Madalena. Vocês querem me dizer que ela se tornou santa de uma noite para outra depois que sete demônios foram expulsos dela? Querem dizer que ela não teve nenhum problema persistente, de espécie alguma? Meus queridos amigos, consigo imaginar muito bem.

    Há muitos outros. O que devemos fazer? Este é o canteiro de obras do Construtor. Aqui estão nossas dificuldades. Mas todos nós estamos procurando a igreja perfeita.

    É realmente extraordinário. Isso mostra a mentalidade de conto de fadas que a maioria de nós tem quando se trata da igreja. Na verdade, estamos procurando a era de ouro. Estamos procurando esse tipo de utopia, esse paraíso. Graças a Deus, vamos chegar lá — mas não aqui na terra.

    Louvado seja o Senhor, haverá tempos de bênção, tempos de êxtase, tempos de alegria e momentos em que parecerá que estamos andando nas nuvens juntos. Mas também haverá muitos outros momentos em que teremos choques e problemas em todo esse processo de sermos bem ajustados e unidos.

    Queridos irmãos e irmãs, essas montanhas representam todo tipo de dificuldade. Não faz diferença:

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
    Quem és tu, ó grande monte?
    Tornar-te-ás uma planície diante de Zorobabel;
    e a pedra de remate será trazida com aclamações de: Graça, graça a ela.

    A obra será concluída. Por quê? Porque o propósito do Senhor Jesus não muda — é imutável. Ele não será desviado. Não Se afastará de Seu propósito declarado. Sobre esta rocha, Ele vai edificar Sua igreja. Irmãos e irmãs, isso é motivo de encorajamento para mim e para vocês.

    O abalo final e o reino que não pode ser abalado

    Há uma última coisa que gostaria de deixar com vocês. É a mesma ideia, apenas um pouco mais profunda. Seu propósito permanece inalterado, apesar do abalo final que virá sobre a terra.

    Sabemos que a Bíblia prevê um enorme abalo universal, tanto do céu como da terra. Na minha avaliação, já estamos nesse abalo. Ele começou.

    Os estágios finais desse abalo consistem em um abalo físico do universo, quando o sol e as estrelas serão abalados. Como algo acontecerá no sol, algo consequentemente acontecerá na lua; e, por causa disso, algo consequentemente acontecerá com as marés dos oceanos e as estações. Esse abalo é o abalo final.

    Nada poderia ser mais apropriado para abalar a arrogância do homem na era espacial do que um abalo no universo que ele está explorando.

    Esse é o último estágio de um abalo que, na minha avaliação, começou com a Primeira Guerra Mundial, continuou na Segunda Guerra Mundial e agora tem crescido em intensidade a cada década que vivemos. Não vai parar. Só vai aumentar cada vez mais.

    Em Hebreus 12:26-29, lemos:

    A Sua voz então abalou a terra: mas agora Ele prometeu, dizendo: Ainda uma vez abalarei não somente a terra, mas também o céu.
    E esta palavra, Ainda uma vez, significa a remoção das coisas que são abaladas, como de coisas que foram feitas, para que permaneçam as coisas que não são abaladas.
    Portanto, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, tenhamos graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e temor:
    porque o nosso Deus é um fogo consumidor.

    Esse não é, de maneira nenhuma, um versículo assustador, nem pretende ser uma declaração assustadora da Palavra de Deus. É uma declaração encorajadora. A ênfase está aqui:

    Portanto, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, tenhamos graça, pela qual ofereçamos a Deus um serviço agradável a Ele.

    Podemos muito bem sentir que, durante esse abalo, não haverá mais edificação da igreja. Irmãos e irmãs, o período mais frutífero para a edificação da igreja será durante esse abalo.

    É quando toda essa estrutura institucional apostatará. É o tempo em que surgirá uma igreja mundial, uma fé mundial na qual provavelmente estarão incluídos o hinduísmo, o islamismo, o xintoísmo, o budismo, o taoísmo e outros sistemas, numa única grande fé mundial.

    Mas esse abalo fará com que aqueles que nasceram de Deus sejam arrancados de todas essas coisas e levados a um relacionamento uns com os outros no qual nunca estivemos dispostos a entrar por nós mesmos. Deus fará, mediante o abalo, aquilo que não estávamos dispostos a fazer.

    Nada como a perseguição para aproximar as pessoas. Se vocês estiverem em algum buraco da terra, dificilmente dirão a alguém: “Você é católico?” Tudo o que vão querer saber é: “Ele ama o Senhor?” Se ele ama o Senhor, vocês e ele são um.

    Mas é ainda mais interessante que, quando abrimos em Ageu 2, encontramos a passagem que o autor de Hebreus estava citando. É isto que o original diz.

    Ageu 2:6-9

    Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, abalarei os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca;
    e abalarei todas as nações; e virão as coisas preciosas de todas as nações; e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos.
    Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.
    A glória posterior desta casa será maior do que a anterior, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.

    Aqui está a promessa mais extraordinária. Quando o Senhor abalar todo o universo e todas as nações, Ele fará com que os próprios materiais necessários à edificação da casa sejam removidos de onde estão e colocados no lugar certo.

    A versão antiga, naturalmente, dizia: “Virá o Desejado de todas as nações.” Mas, na verdade, o hebraico diz: “Virão as coisas preciosas de todas as nações.” Há duas maneiras de olhar para isso, e ambas estão corretas.

    Uma é que o Messias, o Desejado das nações, aparecerá no fim desse abalo. A outra é que todas as coisas preciosas de que Ele necessita para a edificação da igreja serão removidas de onde estão e trazidas para a obra de edificação que Ele está realizando.

    Queridos irmãos e irmãs, não há necessidade de temer qualquer abalo. Não, temos muitos motivos para nos encorajar.

    Como termina essa pequena profecia de Ageu? Termina desta maneira extraordinária, em Ageu 2:21-23:

    Fala a Zorobabel, governador de Judá, dizendo: Abalarei os céus e a terra;
    e derrubarei o trono dos reinos; e destruirei a força dos reinos das nações; e derrubarei os carros e os que neles andam; e os cavalos e seus cavaleiros cairão, cada um pela espada de seu irmão.
    Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, tomar-te-ei, ó Zorobabel, Meu servo, filho de Sealtiel, diz o Senhor, e farei de ti um anel de selar; porque te escolhi, diz o Senhor dos Exércitos.

    Agora, um anel de selar é um sinal de autoridade. O que o Senhor está dizendo, simplesmente, é isto: não se trata apenas de edificar a igreja; trata-se de formar aqueles que podem chegar ao trono de Deus.

    Esse abalo que virá nos últimos dias foi concebido para pressionar e afligir aqueles que realmente levam o Senhor a sério, tirando-os da mornidão, de corações divididos, de lealdades divididas, e levando-os a um compromisso de cem por cento com o Senhor, para que Ele possa torná-los vencedores e fazer deles um anel de selar na mão de Deus.

    Vocês entendem? Não sei se vocês sabem o que é um anel de selar. Antigamente, havia um anel de selar com a insígnia da casa real ou aristocrática à qual a pessoa pertencia. Quando uma carta chegava, o que se procurava no selo externo, na cera, era a insígnia.

    Quando se abria a carta, olhava-se para o final dela, e novamente se via o selo em cera. Às vezes, esses selos eram tão habilmente elaborados que não podiam ser falsificados. Aqueles que os conheciam examinavam o selo com especial atenção e cuidado, para ver se era o selo real ou o selo daquela casa.

    Esse anel estava na mão do rei, do príncipe, do duque ou de quem quer que fosse. Quando uma carta estava pronta, derretia-se lacre com uma vela, deixava-se cair sobre o papel e então se pressionava o anel de selar sobre ele. A carta estava autorizada.

    Em outras palavras, o que Deus está dizendo a respeito de Zorobabel é: “Você será a Minha autorização. Vou usá-lo como a autorização para o Meu propósito eterno. Vou usá-lo nas eras vindouras como aquele que autoriza as coisas, que de fato coloca o selo da Minha autoridade divina em cada programa que Nós temos para o futuro.”

    Irmãos e irmãs, onde essa obra foi realizada? No abalo. Em meio à derrubada dos reinos e da força dos reinos, Deus disse a Zorobabel: “Não tema, Zorobabel. Farei de você o Meu anel de selar na Minha mão. Em meio a todo esse abalo, apenas mantenha os olhos em Mim e confie em Mim.”

    Irmãos e irmãs, que encorajamento temos. Vocês têm problemas em sua vida? Herdaram problemas de temperamento e de natureza por causa de sua história? Têm montanhas que, segundo sentem, tornam quase impossível ver a conclusão da obra de edificação de Deus em sua vida? Eu também tenho.

    O que o Senhor disse?

    Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    Vou tomar o partido de Deus contra mim mesmo. Vou dizer: “Senhor, apesar de mim mesmo, apesar das minhas circunstâncias, apesar de tantas dificuldades de proporções montanhosas em minha vida e em minha natureza, Tu vais concluir a Tua obra de edificação em mim pela Tua graça.”

    Quando olho para a nossa comunhão, quero poder dizer: “Senhor, apesar de todas as dificuldades de proporções montanhosas que vemos por todos os lados — a obra do inimigo, os estratagemas de Satanás, as muitas coisas que ele fez para dividir, criar facções e afastar uns dos outros —, quero dizer, Senhor, que creio que Tu, sobre esta rocha, estás edificando a Tua igreja, e as portas do Hades não vão prevalecer contra ela.”

    A pedra de remate será trazida com aclamações de “Graça, graça a ela”. Talvez não da maneira que imagino: tudo maravilhoso, tudo em paz, tudo, por assim dizer, perfeito.

    Creio que, em meio a todo o estrondo das máquinas de guerra, na imensa batalha, com a fumaça do combate no ar de modo que quase não se consiga enxergar nada, no meio de tudo isso, a pedra de remate finalmente entrará em seu lugar.

    Quando a névoa se dissipar e virmos a pedra de remate em seu lugar, haverá apenas uma palavra em todos os nossos lábios e em todos os nossos corações: graça. A graça de Deus fez isso. Ele começou a obra. Ele até me incluiu em Sua graça, e Ele a concluiu. Louvado seja Deus.

    Oração final

    Pai celestial, nós nos curvamos aqui em Tua presença nesta noite. Não há um só de nós que não tenha algum tipo de montanha em sua vida, algum problema ou dificuldade que se coloque de maneira desafiadora no caminho do cumprimento do Teu propósito em nossa vida.

    Mas, Senhor, nós Te louvamos. Podemos dizer nesta noite: “Cremos, Senhor, que Tu podes fazer isso — não por força, nem por poder, mas pelo Teu Espírito.” Senhor, Tu podes fazer isso em cada um de nós. Tu nos amas, Senhor, e em Tua Palavra dizes que somos predestinados a ser conformados à imagem de Teu Filho.

    Pai celestial, nesta noite tomamos o Teu partido contra nós mesmos. Dizemos: “Senhor, Tu vais realizar essa obra em todos nós.”

    Então, Senhor, quando pensamos nas muitas comunidades que estão representadas aqui e nas dificuldades que estão representadas — nas dificuldades e nos obstáculos de proporções montanhosas —, Senhor, nós os vemos. Mas, Senhor, queremos tomar o Teu partido nessa questão e dizer: “Senhor, cremos que Tu vais cumprir o Teu propósito nisso.”

    Bendito Senhor celestial, prossegue com a Tua obra. Queremos ser aqueles que andam Contigo, que são fiéis a Ti, que estão comprometidos Contigo nessa questão.

    Nós Te louvamos, então, por Teu amor e Tua graça, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.