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    Stephen's Vision -- Living Victoriously © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Stephen's Vision -- Living Victoriously
    Stephen's Vision -- Living Victoriously
    Miller, Ed

    A Vida Cristã Vitoriosa na Visão de Cristo

    Boa noite, irmãos. Como esses fins de semana parecem passar depressa quando nos reunimos para estudar a Palavra de Deus.

    Lembro ao meu próprio coração, e também a vocês, aquele princípio de estudo bíblico que é absolutamente indispensável: a dependência total do Espírito Santo de Deus. Não importa se nos apresentamos diante do Senhor em particular, sozinhos, em nossos estudos, em nosso lugar de oração, ou se nos reunimos como corpo: precisamos saber que somente Deus pode revelar Deus.

    Os estudos acadêmicos, por mais minuciosos que sejam, darão a vocês o lado humano deste precioso Livro, mas não lhes darão a revelação do Senhor. Somente o Espírito de Deus pode desvendar Cristo ao nosso coração.

    A única ocasião em que a Bíblia diz que Jesus Se alegrou no Espírito foi quando Ele disse:

    Porque Tu revelaste estas coisas aos pequeninos.

    Ele Se alegrou porque Deus havia revelado essas coisas aos pequeninos.

    Então, se viermos como pequeninos — não podemos produzir isso por nós mesmos; Ele é Quem opera isso em nós —, se viermos em completa dependência, sem recursos próprios, alegraremos o Seu coração, e Ele ministrará a nós.

    Quero compartilhar um versículo de Isaías 41:17:

    Os aflitos e os necessitados buscam água,
    Mas não há nenhuma,
    E a sua língua está ressequida de sede;
    Eu, o Senhor, lhes responderei pessoalmente;
    Como o Deus de Israel, não os abandonarei.

    O próprio Deus prometeu — e, é claro, Ele é o único que pode fazer isso — que cuidará de toda sede em nosso coração. Portanto, confiemos no Senhor para criar sede e operar em nós aquela atitude de criança que recebe dEle. Então, ouçamos o Senhor.

    Oração Inicial

    Nosso Pai, como nos alegramos novamente por este grande privilégio de esperar diante de Ti e confiar que o Teu Espírito Santo fará brilhar a luz, de maneira nova e viva, sobre o nosso Senhor Jesus.

    Senhor, queremos estar sob um céu aberto. Queremos contemplar o nosso Salvador exaltado. Por isso, pedimos a Ti, Senhor, que nos concedas essa graça e nos mostres essa visão do nosso Salvador. Sabemos que, quando O vemos, somos transformados. Tornamo-nos semelhantes a Ele.

    Por isso, pedimos esse olhar transformador nesta noite. Pedimos que nos desligues completamente de tudo o que possa nos distrair, de tudo o que possa levar nossa mente para outras coisas, até mesmo coisas boas. E pedimos a Tua graça para estarmos atentos ao Teu coração.

    Obrigado porque Tu estarás conosco nesta noite. Ministra a nós. Mostra-nos o Senhor. Reivindicamos isso em Seu nome incomparável. Amém.

    A Visão de Estêvão

    Peço que abram novamente naquele texto que temos considerado: Atos 7:55-60. Gostaria de ler esses versículos mais uma vez.

    Mas ele, cheio do Espírito Santo, olhou atentamente para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus;
    E disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé à direita de Deus”.
    Mas eles gritaram em alta voz, taparam os ouvidos e, de comum acordo, avançaram contra ele.
    E, depois de o expulsarem da cidade, começaram a apedrejá-lo; e as testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.
    E continuaram apedrejando Estêvão, enquanto ele invocava o Senhor e dizia: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!”
    Então, caindo de joelhos, clamou em alta voz: “Senhor, não lhes imputes este pecado!” Tendo dito isso, adormeceu.

    Chegamos agora, irmãos, à nossa terceira consideração sobre a maravilhosa vida desse servo do Senhor. Na primeira sessão, procurei mostrar a vocês a principal contribuição de Estêvão para a história da redenção. Creio que foi ele ter sido o primeiro a descobrir, pela revelação de Deus, quem era em Cristo e onde estava sua vida: nos lugares celestiais.

    Ele era cristão, e sua vida estava no céu, no Senhor Jesus, identificado com Ele. Foi o primeiro a despertar para essa união com Cristo. Ele viu o cristão e viu a igreja em união com o Senhor.

    Depois, nesta manhã, em nossa segunda lição, ao examinarmos o discurso que ele fez diante do Sinédrio, procurei mostrar como ele ampliou essa visão e tentou apresentá-la a eles. Ele não apenas viu quem era e onde estava, mas também viu a igreja. Viu a igreja como invisível, espiritual e como um sacerdócio universal.

    Deus lhe havia dado essa visão. Por ódio a essa visão, eles o mataram. Por amor a essa visão, ele morreu voluntariamente — um mártir de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Eles o viram em pé diante deles. A Bíblia diz que ele tinha o rosto de um anjo. Não tenho certeza de tudo o que isso significa. Não sei se é literal ou uma figura de linguagem.

    Acho que há um pouco de ironia nisso, porque eles afirmavam que ele era contra Moisés. Vocês sabem, em Êxodo 32, o rosto de Moisés resplandeceu como o de um anjo. Não acho que Deus estivesse fazendo isso para provocá-los, mas acho impressionante que Estêvão tenha tido a mesma experiência. Ou então era simplesmente uma figura de linguagem.

    Em Êxodo, Jacó disse a Esaú:

    Teu rosto é como o rosto de Deus.

    Talvez isso também fosse uma figura de linguagem, mostrando como ele estava tranquilo. Ali estavam eles acusando Estêvão, e ele tinha essa serenidade e essa paz. Talvez fosse algo assim. Mas, de qualquer modo, ele deixou esse testemunho. Veremos mais sobre esse testemunho amanhã.

    As Características de uma Vida Vitoriosa

    Agora, gostaria de desenvolver um pouco mais essa visão. Em nossa lição introdutória, sugeri que a visão de Estêvão o capacitou a viver uma vida cristã vitoriosa e a morrer uma morte cristã vitoriosa.

    Também sugeri que todos os que compartilham a visão de Estêvão têm tudo de que precisam para viver uma vida cristã vitoriosa e morrer uma morte cristã vitoriosa. Nessa visão há tudo — absolutamente suficiente — para viver vitoriosamente, viver triunfantemente, morrer vitoriosamente e morrer triunfantemente.

    Amanhã de manhã, se o Senhor permitir, veremos juntos o que significa morrer triunfantemente. Mas, nesta noite, com a ajuda de Deus, consideraremos a visão de Estêvão. Mais uma vez, os fatos são tão sugestivos: cheio do Espírito Santo, de pé sob um céu aberto, contemplando um Salvador glorificado, identificando-se com Ele e, então, sendo transformado por essa revelação.

    Deus permitiu que Estêvão tivesse isso para que pudesse ter essa vida, para que nós pudéssemos vê-la e para que também pudéssemos tê-la. Vejamos juntos o que significa ter essa vida cristã vitoriosa.

    Precisamos da visão que Estêvão teve — nada mais, nada acrescentado a ela. Não a visão mais a minha formação; não a visão mais os meus dons; não a visão mais as minhas disciplinas espirituais; não a visão mais qualquer outra coisa. Somente a visão é o que preciso para ter uma vida como a dele.

    A visão é a chave. Antes de colocar a chave na sua mão, gostaria de descrever a vida triunfante. Se eu tiver a visão dele, minha vida será assim. Deixem-me descrever essa vida, e então vocês poderão responder em seu coração: sou eu? Ele está descrevendo a minha vida? É esse o tipo de vida que eu tenho?

    Depois voltaremos à visão. Se não é assim, você precisa da visão de Estêvão. Se não é assim, eu preciso da visão de Estêvão.

    A Plenitude em Cristo

    A primeira coisa eu já mencionei, mas quero me concentrar nela agora: se você tiver a visão de Estêvão, terá a plenitude — a completude — que Estêvão experimentou.

    Por causa de sua visão, ele podia dizer: “Não me falta coisa alguma”.

    Nada me faltará.

    Sei que mencionei esses versículos em outro contexto, mas vou pedir que olhem para eles novamente: Atos 6:3, Atos 6:5 e também Atos 7:55.

    Ele era cheio do Espírito Santo. Em Atos 6:3, era cheio de sabedoria. Em Atos 6:5, era cheio de fé. Em Atos 6:8, era cheio de graça. E, em Atos 6:8, era cheio de poder. Nenhum outro cristão no Novo Testamento é descrito nesses termos: tão cheio.

    Mais tarde, Paulo retomou essa ideia e mudou um pouco a palavra. Ele falou de completude — a mesma ideia. Em Colossenses 2:10:

    NEle, vocês foram feitos completos.

    Em Colossenses 4:12:

    Para que permaneçais perfeitos e completos em toda a vontade de Deus.

    Não em parte da vontade de Deus, não na maior parte da vontade de Deus, mas perfeitos e completos em toda a vontade de Deus. Como eu amo essa expressão.

    Vocês sabem, falamos tanto sobre a vida cristã abundante, sobre plenitude, sobre completude. Será que realmente, irmãos, será que realmente sabemos o que é isso? É apenas teologia — “Sou completo em Cristo” — ou realmente experimentamos isso? Essa é a nossa experiência a cada momento?

    Paulo orou para que fôssemos cheios de toda a plenitude de Deus. Será que isso é demais para se crer? É demais para se esperar? Você pode ser cheio da plenitude de Deus.

    Essa plenitude não é apenas abundante; ela é transbordante. Com isso, quero dizer que ela não descreve uma vida apenas cheia até a borda. Da maneira como Deus usa a palavra plenitude, trata-se de uma vida cheia até a borda e transbordando por todos os lados, o tempo todo.

    Você tem esse tipo de vida — cheia até a borda, transbordando por todos os lados, o tempo todo?

    Eu costumava imaginar a plenitude de Deus como um oceano de graça, e Deus me permitia pegar minha concha, chamada fé. Eu podia mergulhar essa concha naquele oceano e experimentar a plenitude. Bem, nesse caso, a plenitude seria medida pela minha concha.

    Vou lhes dizer: não é dessa plenitude que Ele está falando — do tamanho da minha fé. Nem mesmo de quanto eu experimente de Cristo, ainda que viva até os cem anos. Isso ainda não descreve a Sua plenitude, por mais que eu participe dela.

    A medida da plenitude está no próprio Senhor. Ele é a medida da plenitude e da vida que Deus tem para nós. Aprouve ao Pai colocar toda a plenitude no Filho, e toda a plenitude flui para a igreja a partir do nosso Cabeça exaltado. Ela vem do próprio Cristo.

    Agora, segundo o relato, Estêvão experimentou essa plenitude. Ele teve uma visão. Estava sob os céus abertos e viu Cristo exaltado. De repente, estava cheio.

    Todas as bênçãos e dádivas, toda a bondade de Deus, os benefícios, o refrigério, os dons, as transformações — tudo fluía do alto. Tudo o que ele fez foi ver Jesus.

    Ele era cheio do Espírito Santo, cheio de fé, cheio de graça, cheio de poder e cheio de sabedoria. Essa plenitude era um resultado. Era uma consequência de contemplar o Senhor Jesus.

    Não de vez em quando, não ocasionalmente, mas ele tinha constantemente essa plenitude — aquela provisão abundante que fluía de Cristo, suprindo toda necessidade, aliviando toda tristeza, acalmando toda ansiedade, vivificando seu espírito quando estava abatido e alegrando seu coração quando desfalecia. Estou sugerindo que isso é uma vida vitoriosa.

    Será que podemos dizer com sinceridade: “Sim, é assim que vivo o tempo todo. Tenho a plenitude do Espírito Santo e sou cheio de fé, sabedoria, poder e graça. Sou completo nEle”?

    Vejam, se essas coisas não forem reais, estamos apenas brincando. Se achamos que isso é um sonho, uma utopia, meras palavras piedosas, exagero ou linguagem superlativa, então não compreendemos. Essas coisas, meus irmãos, são reais.

    Como João disse:

    Da Sua plenitude todos nós recebemos.

    Essa é a vida que nos é possível.

    Ouço tantos cristãos, e eles parecem dizer a mesma coisa: “O que está faltando? Tem que haver mais. Sinto tanta falta de alguma coisa. Sinto um vazio tão grande. Há algo que não estou enxergando. O que é? O que me falta?”

    Estou sugerindo que eles não tiveram a visão de Estêvão, porque nada falta quando se tem essa visão.

    Cheio de sabedoria — nós dizemos: “Senhor, dá-me um pouco de sabedoria”. Eu não quero um pouco de sabedoria. Quero ser cheio de sabedoria. Você não deveria querer um pouco de sabedoria; deveria querer ser cheio de sabedoria.

    Nós dizemos: “Senhor, sei que minha fé é fraca. Minha fé é débil. Dá-me um pouco de fé”. Cheio de fé. Cheio — até a borda e transbordando por todos os lados, o tempo todo.

    “Senhor, por favor, dá-me um pouco de graça nesta situação.” Um pouco de graça? Cheio de graça. Cheio de fé. Cheio de poder. Estêvão conhecia essa vida. Ele conhecia a plenitude do Senhor.

    Vocês acham que Estêvão andava por aí procurando essas coisas que enchiam sua vida? Lemos na Bíblia que Estêvão corria atrás do Espírito Santo como um objetivo, buscando uma bênção especial, uma unção especial, um dom especial ou alguma experiência de êxtase? Não é isso que leio.

    Leio que ele estava sob os céus abertos, viu o Senhor e ficou cheio. Ele não correu atrás da plenitude. Não correu atrás do Espírito Santo como um objetivo.

    Não acho que ele precisasse de um período especial de oração e jejum para pedir sabedoria especial a fim de saber como lidar com as viúvas helenistas que estavam descontentes. Ele era cheio de sabedoria. Não estava correndo atrás da fé. Ele viu Cristo e ficou cheio de fé.

    Ele não tinha a graça como centro. A graça é algo maravilhoso. Amo a graça de Deus. Amo a nova aliança. Mas a graça não é Jesus. Não é o Senhor. Não é um substituto para Ele.

    Se eu olhar para Cristo, serei cheio de graça. Se eu olhar para a graça, ficarei vazio.

    Lembram-se da história em Rute? Noemi e Elimeleque, Malom e Quiliom estavam em Belém — a casa do pão, a casa da plenitude. Então veio uma fome, e eles disseram: “O que vamos fazer? A fome chegou”.

    Decidiram sair da casa do pão. Para quê? Para encontrar plenitude. Deixaram a plenitude para encontrar plenitude. Eles encontraram plenitude?

    Durante dez anos, ficaram longe da comunhão do povo de Deus: quinhentas e vinte semanas sem se reunir com o povo de Deus; trinta vezes deixaram de subir para a festa anual. Durante dez anos, viveram em um ambiente de derrota e fracasso.

    Deixaram três sepulturas em Moabe. Quando Noemi voltou, seu testemunho em Rute 1:21 foi:

    Eu saí cheia, e o Senhor me trouxe de volta vazia.

    Dez anos antes, se vocês tivessem perguntado a ela: “Por que está indo embora?”, ela teria dito: “Estou indo embora porque estou vazia”. Mas, depois de dez anos, ela disse:

    Eu saí cheia, e Deus me trouxe de volta vazia.

    Irmãos, nossa plenitude está em Cristo. Se você deixar a plenitude para encontrar plenitude, só encontrará vazio. Se eu deixar a plenitude para encontrar plenitude, só encontrarei vazio. Que Deus grave isso a fogo em nosso espírito.

    Lemos em Atos 6:8 que Estêvão realizava sinais e prodígios entre o povo. Não acho que ele estivesse buscando sinais e prodígios. Ele simplesmente olhava para o Senhor e era cheio de poder.

    Sei que parece espiritual e humilde dizer: “Vou buscar a plenitude. Quero plenitude em minha vida”. Parece espiritual e humilde, mas talvez seja apenas incredulidade.

    Se você olhar para Cristo, terá isso. É um resultado; é uma consequência de desviar os olhos de tudo o mais e olhar para Ele. Se você estiver sob os céus abertos e, pela fé, vir um Salvador exaltado, a primeira característica será a plenitude.

    A Manifestação de Cristo

    Deixem-me apresentar outra característica. Se você vir o que Estêvão viu, se eu vir o que Estêvão viu, então Cristo será maravilhosamente manifestado em minha vida.

    Ao ler o relato de Estêvão, vocês não se impressionam com o quanto ele se parece com Jesus naquilo que acontece em sua vida? Às vezes usamos a expressão conformado à imagem de Cristo, feito semelhante a Cristo. Essas expressões podem ser mal compreendidas, e precisamos entender o que Deus está dizendo ali.

    À medida que avançamos nessa história, vemos cada vez mais como a experiência de Estêvão era paralela à do Senhor Jesus. Estêvão estava seguindo o exemplo de Cristo?

    O Sofrimento de Estêvão e a Paixão de Cristo

    Primeiro, Estêvão era semelhante a Cristo em seu sofrimento, em sua paixão. Há muitas ilustrações disso.

    Por exemplo, as acusações contra ele eram exatamente as mesmas. Em Atos 6:13-14, comparado com Mateus 26:59-61, as mesmas mentiras foram ditas a respeito do Senhor Jesus: “Ele é contra o templo. É contra Moisés. É contra Deus. Ele blasfemou”.

    Acho que o fato de Jesus não tentar Se defender corresponde ao que vemos em Estêvão. Estêvão não tentou se defender.

    [Ele] não fazia ameaças, mas continuava a entregar-Se Àquele que julga com justiça.
    — 1 Pedro 2:23

    É um milagre de Deus quando você consegue manter a boca fechada enquanto as pessoas distorcem o que você diz ou aquilo em que acredita. Estêvão era semelhante a Cristo.

    Considerem também João 19:17. Quando iam crucificar Cristo, arrastaram-No para fora da cidade. Hebreus 13:12-13 diz que Ele foi crucificado fora do arraial.

    A mesma coisa aconteceu com Estêvão em Atos 7:58:

    Depois de o expulsarem da cidade.

    Estêvão foi conformado a Jesus em seu sofrimento. As acusações eram as mesmas, ambos tinham um espírito de não resistência e ambos foram arrastados para fora da cidade.

    Direi mais sobre isso amanhã, se Deus permitir, mas até mesmo quanto à natureza redentora da morte, muitos vieram a Cristo. Até nisso há muita semelhança.

    A Fé de Estêvão como a de uma Criança

    Ele também era semelhante ao Senhor na fé de criança e na maneira humilde com que se entregou.

    Jesus, clamando em alta voz, disse: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”.
    — Lucas 23:46

    Ouçam Estêvão em Atos 7:59:

    Continuaram apedrejando Estêvão, enquanto ele invocava o Senhor Jesus e dizia: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”.

    Há uma diferença técnica entre o que Jesus disse e o que Estêvão disse, mas, na prática, é a mesma fé de criança. Jesus estava, de fato, entregando Sua vida. Segundo Eclesiastes 8:8, nenhum homem pode fazer isso. Você não pode decidir: “Acho que vou morrer. Vou simplesmente entregar meu espírito”.

    Foi isso que o Senhor Jesus fez. Ninguém tirou a vida dEle. Ele a entregou por Si mesmo. Estêvão estava confiando ao Senhor seu espírito, que estava partindo, mas a ideia é a mesma.

    Não acho que seja por acaso que lemos os relatos das duas mortes. Ambos morreram clamando em alta voz.

    Jesus, clamando em alta voz, disse: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”.
    — Lucas 23:46

    Caindo de joelhos, clamou em alta voz.
    — Atos 7:60

    Essa é a voz do triunfo. A vida deles não foi simplesmente se apagando. Não houve um sussurro de alguém à beira da morte. Não era preciso chegar perto daquele homem moribundo para ouvir suas últimas palavras. Ele clamou no fim, como o Senhor Jesus.

    A Semelhança Moral com Cristo

    Há muitos, muitos paralelos. Você diz: “Estêvão se parece com Jesus”. Não apenas em sua paixão, mas havia uma semelhança moral.

    Todos chamam a atenção para isso. Em Lucas 23:34, Jesus, na cruz, disse:

    Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.

    Em Atos 7:60, Estêvão, caindo de joelhos, clamou em alta voz:

    Senhor, não lhes imputes este pecado.

    Tendo dito isso, adormeceu. Vocês já consideraram esse milagre impressionante? Acham que Estêvão, enquanto era apedrejado até a morte, travava uma luta amarga em seu coração para perdoar aqueles que o apedrejavam?

    Acham que ele raciocinava assim? “Bem, eu sou cristão. Sou crente. Pertenço ao Senhor e devo oferecer a outra face. Quero obedecer a Deus. Ele disse:

    Perdoai os vossos inimigos.
    Orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”

    “Será um mau testemunho se eu tiver um espírito vingativo. Vai ser uma luta, mas tenho que perdoá-los porque sou cristão. Então, vamos lá — fazendo força, em agonia.” Acham que foi assim que ele fez?

    Perdoar não era mais natural para Estêvão do que é para você ou para mim. Era necessária uma naturalidade sobrenatural. Era necessário um milagre para isso.

    Aquele ato de amor e perdão não é o ponto central. É a ilustração do ponto central. O ponto central é o fruto — fruto sobrenatural.

    Ele olhou para Cristo, e esse fruto impressionante surgiu de sua vida — algo muito além de sua natureza. Não há possibilidade humana de alguém estar atirando pedras em seu rosto e você dizer: “Eu perdoo você”, e realmente falar de coração.

    Não é possível fazer isso. O perdão ilustra que todo fruto — toda bondade, generosidade, solidariedade humana, compaixão, misericórdia —, tudo isso precisa vir de Deus.

    Não posso produzir por mim mesmo um coração perdoador. Não posso produzir um espírito generoso. Não posso produzir um coração amoroso. Não posso produzir gratidão se sou ingrato. Não posso produzir abnegação. Isso precisa vir de Deus. Se não vier do Senhor, então não é real.

    Como vocês explicam essa ilustração, que ilustra o fruto? Como explicam um fruto assim? Como explicam esse perdão? Não há uma gota de desejo de vingança, nem uma gota de animosidade, nenhuma maldição em seu coração. Ele simplesmente disse: “Senhor, perdoa-lhes”. Isso é algo impressionante.

    Como disse antes, quando afirmamos que somos conformados a Cristo e feitos à Sua imagem, precisamos entender o que isso significa. Algumas pessoas têm a ideia de que Deus transformou Estêvão de alguém que não perdoava em alguém que perdoava.

    Não foi isso que aconteceu. Não foi isso, de maneira nenhuma. Não houve esse tipo de mudança em Estêvão. Estêvão não estava simplesmente agindo como um cristão deve agir.

    Vocês sabem por que Estêvão se parece tanto com Jesus em sua paixão? Sabem por que Estêvão se parece tanto com Jesus em sua semelhança moral? Ele se parece tanto com Jesus porque era Jesus.

    Não era Estêvão se parecendo com Jesus; era Jesus Se parecendo com Jesus. Jesus estava vivendo em seu coração.

    Não era Estêvão olhando para o próprio pulso, vendo uma pulseira — “WWJD: O que Jesus faria?” — e então tentando descobrir como reagir às pessoas que atiravam pedras em seu rosto e o atingiam na cabeça com grandes pedras. Não era nada disso.

    A razão pela qual ele se parece com Jesus é que era Jesus vivendo novamente. Essa era a manifestação de Cristo. Esse é o fruto.

    Ele viu o Senhor e, por causa dessa visão, o Senhor não apenas o tornou cheio e completo em todos os aspectos, transbordando por todos os lados, o tempo todo, mas agora o Senhor tinha liberdade para viver Sua vida nele e por meio dele.

    Acho que vocês, irmãos, já ouviram isso um milhão de vezes ao longo dos anos e sabem muito bem, mas ouçam mais uma vez: há somente uma Pessoa que já viveu uma vida cristã vitoriosa. Seu nome é Jesus.

    Há somente uma Pessoa que pode vivê-la novamente, e Seu nome é Jesus. Essa ideia de que você pode vivê-la ou de que eu posso vivê-la não está na Bíblia. Não podemos vivê-la. Ele é o único que pode vivê-la.

    Quando Cristo viveu na terra durante trinta e três anos e meio, viveu no corpo que Deus havia preparado para Ele por meio da virgem Maria — Seu corpo encarnado.

    A única diferença agora é que Ele vive novamente. É o mesmo Jesus que caminhou pelas páginas de Mateus, Marcos, Lucas e João. Ele está vivo novamente.

    Mas agora Ele tem um novo corpo. É o mesmo Jesus. É a mesma vida. É Ele vivendo novamente — não no corpo encarnado, mas agora em Seu corpo místico. Ele vive em você e vive em mim, mas é o mesmo Jesus.

    É o mesmo princípio: Deus manifestado na carne. Se alguma coisa que acontece em sua vida pode ser explicada de maneira natural, então você não compreendeu essa visão. A única explicação para a vida cristã é Deus manifestado na carne.

    Louvado seja Deus se alguém precisa olhar para você e dizer: “O que move você? Como consegue reagir assim? Como consegue, à semelhança de Estêvão, receber o que estão atirando contra você e responder com tanto amor no coração?”

    A resposta é: você não consegue, mas Ele consegue. Essa é a vida cristã vitoriosa. A vida eterna é a vida do Eterno vivendo em você — a vida do Eterno vivendo em mim.

    Será que podemos responder diante do Senhor: você tem um desejo ardente de que Cristo viva em você e Se manifeste por seu intermédio, para que essa semelhança moral seja vista — para que Cristo possa ser Cristo e fazer o que é próprio dEle por meio de você?

    Se você não tiver esse desejo ardente, e Deus não gravar isso a fogo em seu coração, Romanos 8:28-29 se tornará uma pedra de tropeço para você. Romanos 8:28-29 se tornará uma pedra de tropeço para mim.

    Romanos 8:28-29 diz:

    Sabemos que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que…