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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Lord's Heart For Spiritual Service - Part 2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Lord's Heart For Spiritual Service - Part 2
    The Lord's Heart For Spiritual Service - Part 2
    Kaung, Stephen

    O Modelo do Serviço Espiritual

    Leitura bíblica: Ageu 1:6-8

    Semeais muito e recolheis pouco;
    comeis, mas não vos fartais;
    bebeis, mas não vos saciais;
    vestis-vos, mas ninguém se aquece;
    e o que recebe salário recebe-o para pô-lo num saco furado.

    Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.
    Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa;
    e dela Me agradarei e serei glorificado, diz o Senhor.

    Oração inicial

    Querido Senhor, queremos de fato agradecer-Te por nos trazeres a este novo ano. Constrange-nos pelo Teu amor, para que apresentemos nossos corpos a Ti como sacrifício vivo. Tu nos redimiste para Ti mesmo. Não temos o direito de viver para nós mesmos.

    Queremos nos oferecer inteiramente a Ti — não apenas para que vivamos para Ti, mas para que Tu vivas em nós, coloques a Tua vontade em nós e operes por nosso intermédio, a fim de que conheçamos a Tua vontade e a cumpramos.

    Ensina-nos a servir-Te de uma maneira que agrade ao Teu coração, para que o dia que temos diante de nós seja vivido perante Ti e, quando Te virmos face a face, não sejamos envergonhados. Queremos dar-Te toda a glória e todo o louvor. Em nome do nosso querido Senhor Jesus Cristo. Amém.

    O modelo vivo do serviço

    Pela graça de Deus, todos nós somos chamados a servir a Jesus. Antes, servíamos a Faraó — ao mundo. Graças a Deus, Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.

    Portanto, mudamos de senhor. Já não servimos ao homem; servimos ao nosso Deus vivo. Como Aquele a Quem servimos é o Deus vivo, precisamos saber como podemos servi-Lo de uma maneira que satisfaça o Seu coração.

    Não se trata apenas de fazer alguma coisa para Deus. Temos de fazer as coisas segundo a Sua vontade. Portanto, esta é uma questão urgente: existe um modelo para o serviço espiritual? Como sabemos que nosso serviço é espiritual? Como sabemos que nosso serviço satisfaz o Seu coração?

    Provavelmente, quando fomos salvos, tínhamos um coração voltado para Ele e zelo por Ele. Procurávamos fazer tudo o que pensávamos que Lhe agradaria. Mas, aos poucos, Deus começou a nos revelar o Seu coração. Ele começou a transformar nosso serviço e a nos capacitar a servi-Lo de uma maneira que realmente Lhe agradasse.

    O segredo é conhecer o modelo do serviço. Irmãos e irmãs, quando falamos de um modelo, provavelmente pensamos em algo técnico, como uma planta. Quando vocês vão construir um edifício, contratam um arquiteto, e ele elabora uma planta. Há muitas linhas e muitos círculos. Tudo é técnico, mecânico e planejado.

    Agora, irmãos e irmãs, como nosso Deus é um Deus vivo, o modelo que Ele nos mostra é algo vivo. Não é algo técnico nem impessoal. É profundamente espiritual e é vivo.

    Quando falamos do modelo do serviço, precisamos compreender esse princípio. Por exemplo, quando as pessoas pensam em edificar a igreja, há aquelas que se denominam plantadores de igrejas. Como se planta uma igreja? Onde está o padrão, o modelo?

    A maioria procura encontrar um modelo na história, lendo a história para ver como a igreja se desenvolveu ao longo dos séculos. Outros dizem: “Você não pode encontrar o modelo na história. Precisa encontrar tudo na Palavra de Deus”. Assim, procuram encontrar o modelo na Palavra de Deus.

    Onde o encontram? Finalmente, encontram-no no livro de Atos, porque o livro de Atos nos apresenta a história inicial da igreja: como a igreja foi formada. Então, procuram encontrar uma maneira técnica de formar a igreja.

    Concluem que é preciso reunir um grupo de pessoas, ensiná-las, designar presbíteros e diáconos e, então, organizar uma igreja. Vocês têm o livro de Atos como modelo. Isso está muito de acordo com as Escrituras, e sabemos que muitas pessoas já tentaram fazer assim. Para sua surpresa, não funciona.

    Então, onde está o modelo para a igreja? Irmãos e irmãs, o mesmo acontece com o modelo para o serviço. Vocês não podem encontrar um modelo para o serviço de maneira técnica. Mesmo que esteja correto — correto segundo as Escrituras —, ainda assim pode estar morto.

    Ontem pela manhã, mencionamos que o modelo para o serviço espiritual é uma Pessoa viva. Não é outro senão Cristo Jesus, nosso Senhor. Já que Ele é Aquele a Quem servimos, Ele é o padrão.

    Nosso Senhor Jesus disse:

    Se alguém Me serve, siga-Me;
    e, onde Eu estou, ali estará também o Meu servo.

    Graças a Deus, Ele nos deu um padrão perfeito: Seu Filho amado, nosso Senhor Jesus. Portanto, é muito, muito importante que conheçamos nosso Senhor Jesus — não apenas mentalmente, mas em nosso espírito. Quanto mais vocês O conhecerem e quanto mais O seguirem, mais espiritual será o serviço de vocês.

    A filiação como fundamento do serviço

    A primeira coisa a respeito do serviço espiritual é que ele deve ser um serviço de filho. Não é um serviço de escravo. O melhor exemplo de serviço é o serviço do Filho unigênito de Deus.

    Não somos mercenários. Não estamos apenas fazendo um trabalho ou cumprindo um dever. No serviço do Filho, existe um relacionamento de amor. O Filho serve ao Pai por amor.

    Nosso Senhor Jesus, embora fosse igual a Deus e compartilhasse com Deus toda a honra e toda a glória, assumiu uma posição inferior para servir. A Bíblia diz que Ele tomou sobre Si a forma de servo.

    Esse servo não é simplesmente um escravo comum. Um escravo comum é comprado por um preço e, quando esse tipo de escravo serve, seu serviço é servil e compulsório. Esse serviço pode ser realizado diante de vocês, mas não quando vocês viram as costas. Não é genuíno. Não procede do amor.

    O primeiro princípio é este: vocês precisam ser filhos. Precisam ter a vida dEle em vocês, e deve haver um relacionamento de amor entre vocês e o Senhor. Graças a Deus, Ele fez isso.

    Deus não é servido por pessoas comuns. Ele só pode ser servido por aqueles que têm a Sua vida, porque o serviço é uma questão de vida e uma questão de amor. Deve haver um relacionamento entre filho e Pai.

    Portanto, quando O servimos, jamais devemos encarar isso como uma simples questão de dever ou obrigação, como algo que recai sobre nós. Pelo contrário, porque somos constrangidos pelo Seu amor, queremos demonstrar nosso amor ao nosso Deus. Este é o primeiro princípio.

    A dedicação do Filho aos assuntos do Pai

    Na vida do nosso Senhor Jesus, vemos que Ele veio a este mundo para Se ocupar dos assuntos de Seu Pai. Quando Ele tinha doze anos, Seus pais O levaram a Jerusalém.

    Depois que Seus pais adoraram a Deus e começaram a voltar para casa, pensaram que Jesus estivesse com as outras crianças. Mas, depois de um dia inteiro de viagem, descobriram que Jesus não estava ali. Com tristeza e ansiedade, voltaram a Jerusalém para procurar o menino Jesus.

    No terceiro dia, encontraram-No no templo, sentado entre os rabinos, fazendo perguntas e respondendo a perguntas. Sua mãe disse:

    Filho, por que fizeste assim conosco?

    Nosso Senhor Jesus disse:

    Não sabíeis que Me convém estar na casa de Meu Pai?

    Aqui vemos que toda a vida do nosso Senhor Jesus foi dedicada aos assuntos de Seu Pai. Ele veio a este mundo não para tratar dos Seus próprios assuntos, mas para Se ocupar dos assuntos do Pai.

    Quando tinha trinta anos, Ele foi até João Batista para ser batizado. João sabia que Ele era um Homem perfeito, que não precisava ser batizado nem Se arrepender. João disse:

    Eu careço de ser batizado por Ti, e vens Tu a mim?

    Nosso Senhor Jesus disse:

    Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça.

    Embora não precisasse Se arrepender, Ele tomou o nosso lugar e recebeu o batismo de arrependimento. Então, foi cheio do Espírito Santo.

    Ao longo da vida do nosso Senhor Jesus, em todo o Seu serviço, Ele serviu pelo poder do Espírito Santo. Repetidas vezes, Ele disse:

    Eu nada posso fazer de Mim mesmo.
    Faço o que vejo Meu Pai fazer.
    Não posso dizer coisa alguma de Mim mesmo;
    digo o que ouvi Meu Pai dizer.

    Toda a Sua vida consistiu em fazer a vontade de Deus, e, fora da vontade de Deus, Ele nada fez. Foi obediente ao Pai até a morte, e morte de cruz.

    Queridos irmãos e irmãs, não é de admirar que, durante Sua vida, os céus tenham se aberto três vezes e a voz tenha declarado:

    Este é o Meu Filho amado, em Quem Me comprazo.

    Nosso Senhor Jesus disse:

    Se alguém Me serve, siga-Me;
    e, onde Eu estou, ali estará também o Meu servo:
    se alguém Me servir, Meu Pai o honrará.

    O modelo do serviço espiritual é nosso Senhor Jesus. É por isso que precisamos conhecê-Lo de maneira tão íntima e pessoal. A medida do seu conhecimento de Cristo é a medida do seu serviço espiritual. Vocês não podem servi-Lo além do que conhecem dEle.

    A avaliação do nosso serviço atual

    Tendo visto o modelo do serviço espiritual, consideremos nosso serviço atual. Sem conhecer o padrão, não há critério nem maneira de avaliar nosso serviço. A única maneira de saber como está nosso serviço hoje é compará-lo com o padrão.

    Mas, irmãos e irmãs, lembremos uma coisa: nosso Senhor Jesus é perfeito. Seu serviço sempre permaneceu no nível mais elevado. Quanto ao nosso serviço, por sermos tão limitados, ele é relativo. Deve ser progressivo.

    Em outras palavras, nosso serviço é medido pelo nosso conhecimento do Senhor Jesus. Quando cremos no Senhor pela primeira vez, nós O conhecíamos apenas um pouco. Como isso era tudo o que conhecíamos, tornou-se o limite do nosso serviço. Mas isso não significa que nosso serviço fosse perfeito.

    Precisamos crescer em vida. Crescer em vida significa simplesmente crescer no conhecimento do nosso Senhor Jesus. Crescer não é uma questão de conhecimento mental. Crescer é uma questão de vida, e o crescimento da vida espiritual é o crescimento da vida de Cristo em nós.

    À medida que crescemos em vida espiritual — ou, dizendo de outra forma, à medida que Cristo cresce em nós —, nosso serviço deve progredir. Não deve permanecer como era quando fomos salvos.

    O exame à luz de Deus

    Não precisamos nos limitar a uma análise retrospectiva ou introspectiva. Não precisamos simplesmente olhar para nosso serviço e tentar descobrir em que mudamos. Se nos examinarmos dessa maneira, ficaremos orgulhosos ou desanimados.

    Não se trata de introspecção. Trata-se de nos colocarmos diariamente na luz de Deus.

    Salmos 36:9 diz:

    Porque em Ti está a fonte da vida:
    na Tua luz veremos a luz.

    A luz aqui é a luz da vida. Todo crente tem luz em si, e a medida dessa luz corresponde à medida da vida de Cristo nele. É nessa luz que vemos a luz.

    Portanto, precisamos nos colocar diante do Senhor e pedir-Lhe que faça brilhar Sua luz sobre nós — não apenas para examinar nossa vida, mas também para examinar nosso serviço.

    Vocês se lembram da oração de Davi em Salmos 139:23-24:

    Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração:
    prova-me e conhece os meus pensamentos:
    e vê se há em mim algum caminho mau,
    e guia-me pelo caminho eterno.

    Queridos irmãos e irmãs, no que diz respeito ao nosso serviço, precisamos constantemente vir à luz de Deus e pedir-Lhe que faça brilhar Sua luz sobre nós. À luz da Sua vida, como está nosso serviço? Está de acordo com o Seu agrado ou já se afastou dEle?

    O chamado para considerar nossos caminhos

    Foi por isso que lemos o livro de Ageu. Em Ageu, Deus, por meio do profeta, falou ao remanescente que havia retornado a Jerusalém.

    Os filhos de Israel haviam sido levados para o cativeiro babilônico e ficaram ali durante setenta anos. Mas, pela graça de Deus, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, foi dada uma ordem: qualquer um dentre os filhos de Israel poderia retornar a Jerusalém e reconstruir o templo.

    Durante o período do cativeiro, Deus já não era chamado de Deus dos céus e da terra. Era chamado apenas de Deus dos céus. Em outras palavras, Ele havia sido mandado de volta ao céu, porque não havia testemunho dEle na terra. Jerusalém estava destruída, o templo estava destruído, e não havia lugar onde Deus pudesse colocar o Seu nome.

    Graças a Deus, em Sua misericórdia, Ele permitiu que retornassem a Jerusalém para reconstruir o templo. Foram despertados pelo Espírito de Deus. Queriam viver para Deus e servir a Deus, por isso deixaram a Babilônia e voltaram a Jerusalém.

    Sabiam que estariam cercados de inimigos, mas voltaram com um único propósito: reconstruir o templo de Deus, para que Deus tivesse um testemunho na terra. Que visão gloriosa!

    Mas, depois que o fundamento foi lançado, surgiram inimigos. O inimigo tentou de todas as maneiras impedir a construção. Por fim, suas mãos se enfraqueceram, e eles pararam de construir.

    Durante os anos em que a construção ficou paralisada, o que fizeram? Precisavam fazer alguma coisa, então começaram a construir suas próprias casas — belas casas.

    Então, no segundo ano de Dario, Deus levantou o profeta Ageu. Por meio de Ageu, Deus confrontou Seu povo. Ele os chamou a considerar.

    Irmãos e irmãs, a palavra considerar é uma palavra forte. Significa colocar o coração em algo, ponderar sobre isso e verificar se o que vocês fizeram é o certo — se vocês se afastaram da vontade de Deus.

    Deus disse ao remanescente que havia retornado:

    Considerai os vossos caminhos.

    Vocês levam seus caminhos a sério? Não veem que semeiam muito e colhem pouco? Vocês comem, mas não se satisfazem; bebem, mas não se saciam; vestem-se, mas não se aquecem. Em outras palavras, tudo é insatisfatório. Por que isso acontece? Porque cada um corre para sua própria casa e se esquece da casa de Deus.

    A palavra considerar é usada cinco vezes no livro de Ageu. Ageu tem apenas dois capítulos, mas a palavra considerar é usada cinco vezes. Considerem o passado: o que aconteceu? Considerem o futuro: o que acontecerá? Quando o fundamento for lançado, Deus começará a abençoá-los.

    Irmãos e irmãs, realmente penso que, no início deste novo ano, precisamos considerar nosso serviço atual. Qual é a condição do serviço em que vocês estão envolvidos hoje?

    É algo que está na vontade de Deus? É algo que agrada e satisfaz o coração de Deus? Ou se desviou? Já não está no caminho de Deus nem visa ao propósito de Deus? Degenerou em algo que satisfaz vocês mesmos?

    Queridos irmãos e irmãs, precisamos entrar na presença de Deus e pedir que Sua luz brilhe sobre nós. Aqueles dentre nós que servem ao Senhor há muitos anos são os que mais precisam dessa consideração.

    Quando começamos a servir e a aprender como servir, há o primeiro amor. Mas, à medida que continuamos servindo, aprendemos a fazer as coisas, e o serviço pode se tornar rotina. Não há necessidade de orar a respeito. Já não precisamos estar de joelhos. Sabemos como fazer, então simplesmente seguimos em frente e fazemos.

    Não é hora de voltarmos ao Senhor? Se nos desviamos da vontade de Deus — seja no serviço pessoal, no serviço que nos foi confiado individualmente, seja no serviço coletivo da igreja —, todos precisamos colocá-lo sob a luz de Deus e permitir que Ele o ilumine.

    Quatro áreas para consideração

    Esta é uma questão muito pessoal. Como podemos nos examinar sob a luz de Deus? Há muitas áreas que precisamos considerar, mas penso que podemos reduzi-las a quatro.

    1. A natureza do nosso serviço

    Qual é a natureza do nosso serviço? Já mencionamos que servimos a um Deus vivo e que Ele deve ser servido com vida. Precisamos considerar se nosso serviço hoje procede da vida.

    Nosso serviço procede da vida do nosso Senhor Jesus em nós, ou degenerou em uma rotina na qual a vida já não está presente?

    Em Apocalipse 2, nosso Senhor ressurreto escreveu à igreja em Éfeso. Sabemos que a igreja em Éfeso teve um início maravilhoso. O apóstolo Paulo permaneceu ali durante três anos. Noite e dia, serviu com lágrimas, publicamente e de casa em casa. Pregou o reino de Deus e lhes anunciou todo o conselho de Deus.

    A igreja em Éfeso era conhecida por seu amor. Talvez não tivesse tantos dons quanto a igreja em Corinto, mas Paulo pôde compartilhar com eles todo o conselho de Deus porque amavam o Senhor.

    Vocês se lembram do final da carta de Paulo aos efésios: a graça estava com aqueles que amavam o Senhor Jesus Cristo com um amor incorruptível. Por causa desse amor que não morre, Deus pôde abrir Seu coração a eles e lhes mostrar os mistérios das eras.

    Eles tinham muitas obras e muita perseverança. Mas, quando chegamos a Apocalipse 2, vemos que o Senhor ressurreto diz à igreja em Éfeso:

    Conheço as tuas obras, o teu labor e a tua perseverança, e que não podes suportar os homens maus.

    Mas Ele diz:

    Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.

    Quando vocês leem 1 Tessalonicenses, Paulo diz que eles tinham a obra da fé, o labor do amor e a perseverança da esperança. Mas, em Éfeso, tinham obras sem fé, labor sem amor e perseverança sem esperança.

    Em outras palavras, Cristo estava ausente. Sua vida estava ausente, mas todas as atividades continuavam como de costume. Nosso maior problema é que podemos ser embalados até cairmos em um sono espiritual. É quase como um coma espiritual. Não estamos mortos, mas também não estamos vivendo plenamente; estamos em coma e nem sequer percebemos onde estamos.

    Que o Senhor tenha misericórdia de nós, para que sejamos despertados. Somente na Sua luz podemos ver a luz. Precisamos nos humilhar, colocar nosso serviço diante da Sua luz e permitir que Sua vida brilhe sobre nós, para que nos arrependamos e voltemos.

    Deus é um Deus vivo. Temos de servi-Lo com vida, com nosso coração e com o primeiro amor. Caso contrário, nosso serviço degenerou. Exteriormente, as coisas podem continuar, mas lembrem-se: nosso Senhor não está sendo servido e não está satisfeito.

    O Senhor disse à igreja em Éfeso:

    Se não te arrependeres e voltares, removerei o teu candeeiro.

    Em outras palavras, diante de Deus, o testemunho deles havia desaparecido. As atividades talvez continuassem, mas, diante de Deus, o testemunho havia desaparecido.

    Irmãos e irmãs, é muito importante que nosso serviço não se torne uma mera obra. Não podemos nos avaliar pelo sucesso da obra, porque o sucesso ou o fracasso do serviço tem outro padrão.

    2. A visão do nosso serviço

    Precisamos considerar a questão da visão. As Escrituras nos dizem que, sem visão, o povo perece, ou que, sem visão, o povo se desenfreia. A visão é muito importante em nosso serviço.

    A visão nos dá o propósito do nosso serviço. A visão nos dá a direção do nosso serviço. A visão nos dá a força do nosso serviço. É de suma importância que haja visão em nosso serviço.

    Vocês não podem ter um serviço adequado sem visão, porque não têm direção nem propósito.

    Lembro-me de que, muitos anos atrás, um querido irmão disse que o problema do povo de Deus hoje é que temos muitas pequenas visões, mas nos falta a visão celestial.

    Alguns têm uma visão de evangelização e, por isso, fazem da evangelização tudo. Não sabem que a evangelização é uma etapa em direção ao propósito eterno de Deus. Podem permanecer ali e nunca crescer até alcançar a visão celestial que Deus deu a Paulo.

    Outros podem ter uma visão de fundar um hospital e, por causa dessa visão, procuram servir às pessoas. Mas não sabem que isso é apenas parte da visão celestial. Limitam-se àquela pequena esfera.

    O mais importante é que todos nós tenhamos a visão celestial. Vocês se lembram das palavras de Paulo:

    Não fui desobediente à visão celestial.

    No caminho de Damasco, o Senhor lhe deu uma visão abrangente do propósito eterno de Deus — aquilo que está no mais íntimo do coração de Deus.

    O que Deus realmente busca? O que Ele deseja obter? Isso é algo que todo filho de Deus deveria saber. O coração de Deus está centrado em Seu Filho amado.

    Ele deu tudo ao Seu Filho. Toda a plenitude de Deus habita corporalmente nEle, e somos completos nEle. Ele é o herdeiro de todas as coisas. Deus colocou tudo debaixo dos Seus pés. Ele deve ser tudo e estar em todos nós.

    O que é a igreja? A igreja é o Corpo de Cristo, a plenitude dAquele Que enche tudo em todos. A igreja nada mais é que Cristo. Na igreja, devemos ver somente Cristo — não Adão, não nós mesmos, não uns aos outros segundo a carne —, mas Cristo uns nos outros. É a plenitude de Cristo.

    O que é o evangelho pleno? O que é a grande salvação de que fala Hebreus? É que sejamos completos em Cristo Jesus. Este é o propósito de Deus. Esta é a visão celestial. Ela nos dá direção, significado e a maneira de servir a Deus.

    Esta é outra coisa que precisamos considerar diante do Senhor: meu serviço corresponde à visão celestial e está de acordo com ela, ou simplesmente sirvo segundo as tradições dos antepassados?

    Irmãos e irmãs, isso faz uma grande diferença. Mesmo à medida que nosso serviço progride, precisamos crescer na visão celestial e permitir que essa visão celestial governe nosso serviço.

    3. O resultado do nosso serviço

    Precisamos considerar o resultado do nosso serviço. O que esperamos obter?

    Vocês se lembram do que o apóstolo Paulo diz em 2 Coríntios. Se quiserem conhecer o ministério de Paulo, precisam ir a 2 Coríntios. Ali ele nos revela o segredo do serviço espiritual.

    Em 2 Coríntios 4:7, ele diz:

    Temos, porém, este tesouro em vasos de barro,
    para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

    Graças a Deus, todos nós temos esse tesouro em vasos de barro. Somos vasos de barro — nada de especial. Ninguém colocaria um tesouro em um vaso de barro. Se vocês tivessem um tesouro, o colocariam em uma caixa de ouro. Mas essa é a maravilha do nosso Deus.

    O brilho e o poder não vêm do vaso de barro; vêm do tesouro. Mas, para que esse brilho se espalhe, o vaso precisa ser rachado e quebrado.

    Vocês sabem como amamos a nós mesmos. A autopreservação é um dos instintos mais fortes do ser humano. Mas o vaso precisa ser quebrado.

    Graças a Deus, Ele ordena as circunstâncias. Tudo o que acontece a um crente tem um propósito por trás, porque somos chamados segundo o Seu propósito, e todas as coisas cooperam para o bem. Todas essas coisas vêm para nos quebrantar. Por quê? Para que a luz do tesouro possa se manifestar.

    Qual é o resultado do serviço? O resultado do serviço é transmitir vida. A morte opera em nós, mas a vida opera nos outros. Por meio da morte vem a vida.

    O grão de trigo precisa cair na terra e morrer. Se não morrer, fica só; mas, se morrer, produz muito fruto. Irmãos e irmãs, o serviço é a transmissão de vida — a transmissão da vida de Cristo que está em vocês.

    Se não formos quebrantados, essa vida fica aprisionada dentro de nós. O resultado do serviço não é a grandeza. O resultado do serviço é a transmissão de vida.

    Precisamos nos examinar, povo do Senhor: quanta vida temos transmitido aos nossos irmãos e irmãs? Ou se trata apenas de uma forma exterior? Isso é algo que precisamos considerar diante do Senhor.

    4. O poder do nosso serviço

    Por fim, precisamos considerar o poder do nosso serviço. De onde vem esse poder?

    Vocês se lembram de Zacarias 4:6. O Senhor disse:

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.

    Irmãos e irmãs, é muito, muito importante que, quando estivermos envolvidos no serviço, nos examinemos diante do Senhor repetidas vezes: o poder do nosso serviço vem de Deus?

    Até mesmo nosso Senhor Jesus, quando estava na terra, serviu inteiramente no poder do Espírito Santo. Ele nunca dependeu de Si mesmo. Nunca serviu com base em Sua própria mente. Nunca fez coisa alguma por Si mesmo. Ele disse:

    O Filho nada pode fazer de Si mesmo.

    Ele fez tudo no poder do Espírito Santo. No que diz respeito a Deus, vocês não podem oferecer fogo estranho.

    Vocês se lembram da história dos dois filhos de Arão em Levítico. Quando Moisés terminou o tabernáculo e eles vieram oferecer sacrifício, desceu fogo do céu e consumiu o sacrifício. Aquele fogo jamais deveria se apagar. Sempre que quisessem servir a Deus, precisavam usar aquele fogo.

    No entanto, esses dois filhos usaram fogo estranho e entraram no lugar santo para oferecer incenso. Imediatamente, foram mortos, porque ninguém pode servir a Deus com fogo estranho.

    O que é fogo estranho? Fogo estranho é o nosso próprio fogo — nossa força natural, algo que vem de nós mesmos, em vez de depender do poder de Deus.

    Quantas obras de Deus são feitas dessa maneira hoje? As pessoas usam o poder da alma. Dizemos: “Esse homem tem carisma”. O que é carisma? É um poder que procede da vida do eu.

    Quantas obras de Deus estão sendo feitas dessa maneira? Podem ter sucesso aos olhos dos homens, mas quanto valem diante de Deus? Se quisermos servir a Deus, temos de depender do poder de Deus — isto é, do Espírito Santo.

    Especialmente entre os servos de Deus hoje, estamos tão ocupados e envolvidos no serviço que não temos tempo para orar. Não temos tempo para esperar no Senhor. Sabemos o que fazer. Sabemos o que dizer. Fazemos isso há anos.

    Podemos enganar a nós mesmos e até enganar nossos irmãos. Mas qualquer serviço que não seja realizado no poder do Espírito Santo é rejeitado por Deus. Por fim, trará morte em vez de vida.

    Queridos irmãos e irmãs, precisamos estar diante do Senhor e pedir-Lhe que faça brilhar Sua luz sobre nós. Às vezes, servimos a tal ponto que não conseguimos parar e esperar diante do Senhor. Somos verdadeiramente impelidos pela obra.

    Irmãos e irmãs, tenham cuidado. O Senhor está vindo. Todos compareceremos diante do Seu tribunal. Nosso serviço será julgado segundo Cristo. Quanto de Cristo há em nosso serviço?

    Oração final

    Querido Senhor, realmente oramos para que Tua luz brilhe sobre nós. Pela Tua graça, Senhor, que sempre andemos na Tua luz. Não permitas que nos afastemos e entremos nas trevas, para que nosso serviço não seja rejeitado.