Bom dia. Gostaria de pedir que vocês abrissem no Salmo 23. Vou ler na Versão Autorizada, a versão King James. Foi nessa versão que memorizei este salmo quando vim ao Senhor, anos atrás, e aquelas palavras permaneceram comigo. Acho que todos o conhecem: o Salmo 23, o salmo de Davi.
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Ele me faz deitar em verdes pastos:
Ele me conduz junto às águas tranquilas.
Ele restaura a minha alma:
Ele me guia pelas veredas da justiça por amor do Seu nome.Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal algum: porque Tu estás comigo;
a Tua vara e o Teu cajado me consolam.Tu preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos:
Tu unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda.Certamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida:
e habitarei na casa do Senhor para sempre.
Vamos apresentar estas palavras ao Senhor em oração.
Senhor, mais uma vez, ao abrirmos juntos a Tua Palavra nesta manhã, confessamos nossa absoluta dependência de Ti. Senhor, dizemos novamente, como Pedro disse em João 6:68:
Tu tens as palavras da vida eterna.
Para quem iremos?
Senhor, fala. Esperamos em Ti. Pedimos que tomes a Tua Palavra — este salmo que tantos de nós amamos, cujas palavras tantos de nós conhecemos — e sopres nele as Tuas palavras de vida. Que possamos ver de maneira mais ampla o nosso bendito Bom Pastor.
Abre os nossos olhos. Queremos ver Jesus. Ele é tudo; Ele é o nosso tudo. Por isso, entregamos esta Palavra a Ti e pedimos que o Teu Espírito Santo sopre sobre ela de maneira nova e viva. Embora talvez a conheçamos muito bem, Senhor, oramos em nome de Jesus para que o Espírito Santo a torne viva novamente para nós neste dia e para que Te contemplemos de uma maneira nova. É o que pedimos em nome do nosso bendito Senhor Jesus. Amém.
Alguém me disse nesta manhã que fazia muito tempo que eu não compartilhava sobre o Salmo 23, e essa pessoa tem razão. Na verdade, acho que já faz muitos e muitos anos que não compartilho nada sobre este salmo. Mas, recentemente, parece que o Senhor Jesus colocou em meu coração o encargo de voltar a refletir sobre ele — considerar como ele é abrangente, como é pleno e quanto nos mostra quem somos e por que nos reunimos em Seu nome.
Quando olhamos para este salmo, vemos que ele tem apenas seis versículos, mas seu poder, sua amplitude e sua profundidade são extraordinários. Acho que todos conhecem este salmo. Desde a mais tenra infância, talvez uma das primeiras verdades bíblicas guardadas na memória seja este cântico do pastor. Vocês poderiam chegar a quase qualquer criança nesta sala — e algumas pessoas se ofendem quando uso a palavra inglesa kids, pensando que estou chamando as crianças de cabritos —, mas provavelmente qualquer criança conseguiria recitar o Salmo 23 de cor. Que belo tesouro ele é.
O título que eu daria a esta mensagem não é muito criativo. É simplesmente “O Cântico do Pastor”. Mas esse título tem um duplo significado. É o salmo de Davi; todos sabem que é o cântico de Davi. A Bíblia de vocês diz: “Salmo de Davi”. Ninguém questiona isso.
Mas, queridos irmãos e irmãs, é aqui que quero chegar nesta manhã: ele é muito mais do que o cântico de Davi. É o salmo do Bom Pastor. É o cântico do Supremo Pastor. É o cântico Dele.
Quando começamos a examinar o primeiro versículo, vemos que a ênfase de Davi não está em Davi. Não está em suas habilidades como pastor, nem no que ele fazia no campo com as ovelhas, embora certamente tudo isso tenha influenciado o que escreveu. O foco está Naquele descrito em Salmos 80:1: o Pastor de Israel. Esse é o foco deste pequeno cântico. É o Cântico do Pastor.
Meu pensamento vai imediatamente a João 10:11, quando o Senhor Jesus Se colocou diante do Seu povo e disse:
Eu sou o bom pastor.
Aqui está o Bom Pastor. Aqui está Aquele a Quem servimos. Ele é o Pastor do Seu rebanho, e nós somos o Seu rebanho.
Isso também me leva a 1 Pedro 5:4:
E, quando aparecer o Supremo Pastor, recebereis a incorruptível coroa de glória.
O Supremo Pastor é o assunto deste salmo. Trata-se de Quem Ele é, e Davi concentra sua atenção em tudo o que o Supremo Pastor é, em tudo o que Ele provê e em tudo aquilo a que Ele deseja nos conduzir. Isso me parece ser o coração do Pastor.
Li várias coisas, e uma declaração de que gostei foi a descrição que Spurgeon fez deste salmo como a “pastoral celestial” de Davi. Ele disse: “Nenhuma das filhas da música pode superá-lo”. É um salmo que todos estimam e amam — quer você tenha acabado de conhecer o Senhor e experimentado algo de Sua bondade e misericórdia, quer já tenha caminhado com o Senhor por algum tempo, atravessado sombras profundas e escuridão e conhecido Sua provisão para conduzi-lo por tudo isso. Este cântico é um dos favoritos.
Há pelo menos duas opiniões a respeito da ocasião em que este salmo foi escrito. Alguns acreditam que ele nasceu dos primeiros anos de Davi no campo como pastor, enquanto refletia sobre a misericórdia e o amor de Deus. Essa é uma opinião.
Há outra opinião, e é a de que eu gosto: este salmo demonstra tamanha maturidade que teria sido escrito por um homem idoso, olhando para trás, para todos os cuidados providenciais de Deus, e declarando diante do povo de Deus como era esse Bom Pastor.
Seja qual for a opinião de vocês, não vou impor a minha. Mas acredito que todos podemos chegar a uma conclusão: quando Davi começa este salmo, sua ênfase não está em si mesmo. Sua ênfase está no Bom Pastor.
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Irmãos e irmãs, durante todos estes anos em que o Senhor nos tem reunido, uma coisa tem estado em nosso coração: todo o nosso foco deve estar no Bom Pastor. Quando nosso foco está no Bom Pastor, quando nosso foco está no próprio Deus, logo descobrimos a realidade da segunda parte daquele versículo inicial:
Nada me faltará.
Essa era a ênfase de Davi, e acredito que deve ser a nossa também. Um irmão expressou isso assim: “O assunto, o objetivo deste salmo é perder-se na grande corrente do Ser Divino”. Não sei se isso soa estranho para vocês, mas o propósito central deste salmo é que nós, como povo de Deus, nos percamos na corrente do grande Ser Divino. Pessoalmente, creio que é disso que trata a vida cristã.
Gosto do título do livro Uma Vida com Propósitos. Confesso que não o li inteiro, mas adoro o título. Uma coisa que li nele dizia: “A questão não é você”. Não é impressionante? Queridos santos, acho que Davi viu isso e o registrou para sempre neste cântico. Tudo diz respeito a Ele. Isso me parece ser a verdadeira razão pela qual nos reunimos em Seu nome.
É um salmo profundamente pessoal. Não consigo pensar em nenhum escrito da literatura que tenha significado mais para as pessoas ao longo dos séculos. Não consigo pensar em nenhuma palavra que tenha proporcionado maior esperança em circunstâncias desesperadoras. Até os que estão à beira da morte têm encontrado imensa esperança nestas palavras, e os vivos têm encontrado coragem para atravessar a vida e conhecer a provisão do Pastor.
Vamos tentar abordar o salmo inteiro hoje, então acompanhem-me. Como não houve refeição, suponho que também tenha esse tempo à disposição. Talvez seja uma suposição equivocada. Se eu vir as pessoas começando a desaparecer mais cedo, saberei que esse é o meu sinal.
Há três coisas que gostaria que considerássemos. Se o Senhor nos ajudar a nos concentrar nelas, acho que nos ajudarão a compreender pelo menos parte deste salmo, conforme ele tem se aberto para mim:
Primeiro, a grande necessidade do povo de Deus é ver o Pastor em Sua plenitude — não apenas ver algumas coisas a respeito do Pastor, mas vê-Lo em toda a Sua plenitude. Quando você contempla o Pastor em Sua plenitude, começa a ver Sua obra consumada e como essa obra é grandiosa.
Segundo, no coração deste salmo está a consolação do Pastor. Não há como deixar de perceber o consolo que vem destes poucos versículos.
Terceiro, o final do salmo chamou profundamente minha atenção: vemos a causa do Pastor. À medida que o Senhor nos tem reunido como Seu povo, temos visto o Pastor em Sua plenitude? Temos visto Sua obra completa? Temos conhecido algo de Seu grande consolo? Estamos envolvidos com Sua causa?
Este é o Cântico do Pastor.
Comecemos com o Pastor em Sua plenitude. Este primeiro versículo é extraordinário:
O Senhor é o meu pastor.
Essa é uma palavra poderosa. Vocês percebem como ela é abrangente? Poderíamos dizer de outra maneira: o próprio Senhor é o meu Pastor. Não é maravilhoso? Ele não enviou algum representante. Não apenas ofereceu alguma ajuda ou alguma saída. O salmista declara que Ele próprio é o meu Pastor.
O próprio Deus Se dignou a ser o seu Pastor. Acho isso profundo. Acho isso espetacular. Não sei o que empolga vocês ou faz seu coração se elevar em adoração, mas, quando contemplo nas palavras de Davi que “o Senhor é o meu pastor” e quando também posso dizer: “O Senhor é o meu pastor”, isso é poderoso.
É isso que o Senhor é. Ele é o Bom Pastor das ovelhas. Ele é o Supremo Pastor que aparecerá. Ele é o Pastor e Bispo das nossas almas. Ele é o meu Pastor. Essa primeira declaração é tão plena e tão completa. Ela abrange tudo o que diz respeito à Sua plenitude.
Vocês já conhecem minha perspectiva. Acredito que esse homem idoso olhou para trás e disse ao povo de Deus: “Esta é a lição que aprendi. Esta é a lição da vida: o Senhor é o meu pastor”. Essas palavras nunca envelhecem. São cheias de encorajamento e completas em si mesmas.
Vocês perceberão que o salmista não começou com sua necessidade. Sei que alguns de vocês talvez discordem disso, mas tenham paciência comigo. Ele começou com Quem era o Pastor. Há aqui um princípio divino: quando vemos o Pastor em Sua plenitude, declaramos a segunda parte do versículo. Dizemos, como Davi:
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
É assim que Ele é completo. Quando você descobre o Pastor em toda a Sua abrangência e plenitude, chega à conclusão: “Nada me faltará”. Toda a minha necessidade é maravilhosamente suprida Naquele que é completo.
Esse é um dos grandes paradoxos. Muitas vezes estamos concentrados em nossa necessidade, e agradeço a Deus porque Ele supre nossas necessidades. Eu O conheço como Aquele que supre necessidades. Mas, se nosso foco estiver em nossa necessidade, simplesmente descobriremos mais necessidades. É como encontrar um fio solto na roupa e começar a puxá-lo. Parece que o fio não tem fim e, logo, Linda pergunta: “O que você fez?”
Toda a nossa necessidade é suprida no Salvador em Sua plenitude. Esse é o grande paradoxo. Acho que é como aquilo que o Senhor quis dizer em Mateus 10:39:
Quem achar a sua vida perdê-la-á: e quem perder a sua vida por amor de Mim achá-la-á.
Se estamos sempre correndo de um lado para outro, procurando suprir todas as nossas necessidades, talvez descubramos que arranjamos um enorme problema. Entendam o que quero dizer: estou falando de foco. Nosso foco deve estar no Pastor em Sua plenitude. Então, quando contemplamos tudo o que Ele é, fazemos a mesma grande descoberta que Davi fez na velhice:
Nada me faltará.
Todas as nossas necessidades são plenamente supridas em Cristo Jesus. Acredito que essa seja a mensagem de Colossenses 2:9-10:
Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade.
E estais completos Nele.
Às vezes, o mundo corre de um lado para outro à procura de completude, integridade e plenitude. Mas toda a plenitude da Divindade habita corporalmente no Senhor Jesus, e, louvado seja o Senhor, a Palavra acrescenta esta frase:
Estais completos Nele.
Não é belo?
Se dissesse apenas que toda a plenitude da Divindade habita corporalmente no Senhor Jesus, isso poderia parecer uma teoria — algo distante de que eu jamais conseguiria me apropriar. Mas então o Espírito Santo registra:
E estais completos Nele.
Salvação plena. O Pastor em Sua plenitude.
Vou contar um pouco da minha história para que vocês saibam de onde venho. Fui salvo no que se chamava Movimento de Jesus. Os jovens talvez nem saibam o que foi o Movimento de Jesus; talvez pensem que aconteceu há dois mil anos. Mas, no final da década de 1960 e no início da década de 1970, se vocês conseguem imaginar que sou tão velho assim, acredito que houve um mover do Espírito. Nesse movimento, o Senhor, por Sua graça, salvou a mim e a muitos outros.
Nunca me esquecerei daquela experiência de salvação. Sua marca continua em meu coração. Lembro-me da noite em que encontrei o Salvador. Voltei para casa cheio de alegria, liberto dos meus pecados, cantando ao Salvador — com apenas algumas horas de vida no Senhor. Ele era tudo. Era como se Ele fosse tudo.
Mas logo descobri que, embora eu tivesse sido salvo no movimento carismático, frequentemente tínhamos diferentes ênfases. Às vezes, a ênfase era o poder; às vezes, os dons, a graça ou o amor. Tínhamos todas essas ênfases. Contudo, lembro-me como se fosse ontem de quando o Senhor abriu meus olhos e comecei a ver que estamos completos Nele. Tudo está no Senhor Jesus.
Lembro-me de 1 Coríntios 1:30:
Mas vós sois Dele, em Cristo Jesus, o Qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.
Ele foi feito tudo isso para mim. Lembro-me do impacto que isso teve. O Senhor começou a me mostrar que nossa ênfase precisa ser o próprio Cristo. Em Cristo, tudo é provido.
Deixem-me usar uma ilustração que talvez ajude vocês — ou talvez os confunda. Hoje, tudo gira em torno dos hipermercados. Fui a um hipermercado Walmart, e o lugar era tão grande que você quase precisava de GPS para não se perder. Concluí que, se algum dia eu me perdesse no mundo, gostaria de estar perdido em um hipermercado Walmart. Você poderia viver ali para sempre: conseguir comida, dormir, encontrar entretenimento. Há até uma história de um homem que morou em um deles durante cinco dias antes de o encontrarem.
Por quê? Porque naquele único lugar há de tudo. Vocês entendem a ideia? Espero que não achem a comparação desrespeitosa demais, mas no Senhor Jesus está o hipermercado de Deus. Tudo está ali. Ele é completo. Tudo de que precisamos está em Cristo Jesus. Tudo o que desejamos está em Cristo Jesus. Tudo o que nos tornará completos está em Cristo Jesus. Tudo o que Deus proveu vem por meio de Cristo Jesus.
Queridos, esta é a base sobre a qual estamos firmados: Cristo, Aquele que é todo-suficiente. Ele basta.
Lembro-me da primeira vez que vi a expressão “Cristo é tudo em todos”. Ela se iluminou na Palavra de Deus. Parecia saltar da página, e eu disse: “Senhor, é isso. Tu és tudo em todos. Não falta absolutamente nada”.
É isso que acredito que o salmista quis dizer quando afirmou:
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Anos atrás, em 1972, Jerry e eu chegamos ao convívio destes irmãos e irmãs. Lembro-me de algumas queridas senhoras mais velhas. Recentemente, pedi desculpas por chamá-las de “queridas velhinhas”, porque agora já ultrapassei a idade que elas tinham. Vistas deste lado da história, elas me parecem muito jovens.
Lembro-me de como aquelas poucas mulheres eram diferentes, de seu coração e de sua paixão. Creio que Deus colocou algo no coração delas. Falavam de Cristo como tudo, e eu sabia, em meu espírito, que aquilo estava certo. Isso me atraiu a Ele e me transformou para sempre. Que paixão! Decidi: “Senhor, dá-me essa paixão única. É isso que somos”.
Uma daquelas queridas senhoras me deu um folheto, e ele permaneceu em minha Bíblia durante todos estes anos. O título era Ele Mesmo. Que impressão aquilo causou em mim.
Certa vez, eu estava com um pastor da Aliança Cristã e Missionária e estava muito animado para lhe falar sobre A. B. Simpson. Eu disse: “Não foi tremendo — Ele Mesmo? Não foi tremendo o que A. B. Simpson viu?” Lembro-me da expressão de quem não entendia nada no rosto dele, e pensei: “Será que perderam essa verdade vital?”
Este é um trecho daquele folheto:
Não é a bênção — louvado seja Deus por Suas bênçãos.
Não é a cura — louvado seja Deus, cremos que Ele cura.
Não é a santificação — louvado seja Deus, Ele nos santifica inteiramente.
Não é a coisa em si.
Observem o foco. Não é a coisa. É Cristo. É Ele mesmo.
Quantas vezes isso aparece em Sua Palavra:
Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.
E:
Ele mesmo levou em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro.
Na Pessoa de Jesus Cristo está tudo o que desejamos.
Muitas pessoas compreendem a ideia, mas não recebem nada dela. Recebem-na na mente, na consciência e na vontade, mas, de alguma forma, não O recebem em sua vida e em seu espírito. Têm apenas uma expressão exterior e o símbolo da realidade. Irmãos e irmãs, creio que tudo o que somos gira em torno disto: Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade, e estamos completos Nele.
Você pode olhar para a Bíblia e ver doutrina. Pode olhar para a Bíblia e ver palavras. Ou pode olhar para a Bíblia e ver, em 2 Coríntios 4:6:
A glória de Deus na face de Jesus Cristo.
Um homem contou que viu uma placa de cobre na qual havia sido gravada a Constituição dos Estados Unidos. Era um trabalho magistral. Ele contemplou aquelas palavras grandiosas, mas, quando recuou e olhou para a placa de cobre, viu o rosto do Senhor Jesus.
É isso que estou dizendo. Que possamos dizer, como Davi:
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Agora, no versículo 2, a ênfase de Davi não muda. Eu costumava pensar que mudava, mas não muda. Observem a repetição do pronome “Ele”. Nos dois versículos seguintes, “Ele” e “Seu” aparecem cinco vezes:
Ele me faz deitar em verdes pastos:
Ele me conduz junto às águas tranquilas.
Ele restaura a minha alma:
Ele me guia pelas veredas da justiça por amor do Seu nome.
Ele, Ele, Ele, Seu. Todo o foco de Davi estava Nele. Davi viu não apenas o Pastor em Sua plenitude, mas também a obra completa que o Pastor realiza por Suas ovelhas.
Observem a primeira provisão:
Ele me faz deitar em verdes pastos.
As provisões do Senhor são tão abundantes que você pode, de fato, deitar-se nelas.
Muitos de vocês talvez sejam da cidade — eu também sou, pelo menos dos arredores —, mas, quando criança, eu adorava deitar na grama alta. Nem sempre gostava dos insetos que vinham junto, mas adorava deitar naquela grama alta e fresca e rolar nela.
As provisões deste Pastor em Sua plenitude são tão plenas, tão profundas e tão superiores a tudo, que tudo é provido nesses pastos. É claro que isso aponta para Sua Palavra. Aponta para o que Paulo escreve em Efésios 3:8:
As insondáveis riquezas de Cristo.
É nisso que podemos nos deitar. É aí que encontramos nosso consolo.
Há uma segunda provisão:
Ele me conduz junto às águas tranquilas.
Acho que a maioria de vocês já ouviu a expressão: “Águas tranquilas são profundas”.
Não são corredeiras rasas, cheias de obstáculos e perigos. O salmista diz:
Ele me conduz junto às águas tranquilas.
Para mim, isso revela o que o autor de Hebreus diz a respeito do descanso que temos no Senhor Jesus.
Pergunto-me se muitos de nós não estão sem descanso. Vou falar por mim. Se vocês não acreditam em mim, perguntem à Linda — ela lhes dirá que sou uma alma inquieta.
No entanto, Sua obra completa inclui conduzir-nos junto às águas tranquilas. Hebreus 4:9 diz:
Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus.
Hebreus 4:1 também apresenta esta advertência:
Temamos, pois, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no Seu repouso, pareça que algum de vós tenha ficado aquém dela.
Essa é uma advertência na Palavra de Deus. Fui levado de volta a Mateus 11:28-29. Acho que todos conhecem estes versículos, mas há aqui um descanso duplo:
Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos darei descanso.
Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim; porque sou manso e humilde de coração: e encontrareis descanso para as vossas almas.
O primeiro descanso aponta para o descanso inicial que temos em Cristo Jesus. Lembro-me do dia em que vim ao Senhor Jesus e o fardo caiu. Houve paz imediata — uma paz que eu mal conseguia comunicar aos meus amigos. Fui à escola no dia seguinte, e meus amigos acharam que eu tinha enlouquecido. Mas havia descanso imediato em Cristo Jesus.
No entanto, a passagem continua:
Tomai sobre vós o Meu jugo.
Aprendei de Mim.
Observem a expressão:
Encontrareis descanso para as vossas almas.
Há dois descansos. Há um descanso no qual entramos quando vimos ao Senhor Jesus.
Segundo 2 Coríntios 5:17:
Portanto, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura: as coisas velhas já passaram; eis que todas as coisas se fizeram novas.
Esse é o descanso inicial. Mas há outro descanso: o descanso de entrar em tudo o que somos em Cristo Jesus. Há descanso para nossas almas. Não precisamos ser inquietos. Talvez Linda nunca acredite que eu deixarei de ser uma alma inquieta, mas não precisamos ser inquietos. Podemos encontrar descanso completo em Cristo Jesus.
A terceira coisa que vocês percebem no salmo é esta:
Ele restaura a minha alma.
Que palavra poderosa. Vocês conseguem crer nisso? A alma ferida pela desobediência e pelo pecado é restaurada por este Pastor em Sua plenitude.
Tudo o que foi danificado, tudo o que o pecado produziu em nossa vida, pode ser vencido, porque Ele nos restaura para Si mesmo e em Si mesmo. Há um irmão nesta sala, cujo nome não vou mencionar porque ele está aqui, para quem este versículo resume todo o seu testemunho:
Ele restaura a minha alma.
Graças a Deus por essa obra completa do Pastor.
Mas há também uma obra contínua do Pastor. Abram comigo em 1 Tessalonicenses 5:23-24. Temos lido a respeito disso, e acho que a maioria de nós ouviu as mensagens de Steven sobre o assunto:
E o próprio Deus de paz vos santifique inteiramente; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Fiel é Aquele que vos chama, o Qual também o fará.
Irmãos e irmãs, essa é uma boa notícia. Foi isso que Davi compreendeu. Ele não apenas é Aquele que restaura nossa alma quando nos introduz em Cristo, mas a obra contínua de santificação também é obra Dele.
Fiel é Aquele que vos chama, o Qual também o fará.
Como precisamos nos apegar a essa Palavra enquanto passamos por esse processo de santificação todos os dias. Essa é a obra do Pastor, não a minha obra. Não consigo imaginar como seria ficar entregue a mim mesmo para me santificar, para me separar para Deus. Até onde vocês acham que eu chegaria?
Então Davi diz:
Ele me guia pelas veredas da justiça por amor do Seu nome.
Observem estas palavras: “Ele me guia”. Há um belo hino que talvez não cantemos: “Ele me guia, Ele me guia”. Não são belas palavras?
Isso me lembra Hebreus 12:2:
Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.
Gosto de expressar assim: Ele é o Guia e Aquele que completa a nossa fé. Vocês já perceberam essa segunda parte? O Guia e Aquele que completa a sua fé. Esse era o testemunho do salmista:
Ele me guia.
Pergunto-me se nosso problema não é que deixamos de olhar firmemente para Jesus. Alguns de vocês gostam de beisebol. Tenho de admitir que não sou fã, embora até eu fique um pouco animado nesta época do ano. Assisti a uma parte da World Series na outra noite. Estava torcendo por Detroit simplesmente porque achei que seria bom eles vencerem. Não venceram, como vocês sabem, o que mostra o quanto eu entendo de beisebol.
Mas, quando eu jogava quando criança, adorava. Jogávamos duas vezes por dia. Uma coisa que sempre diziam era: “Não tire os olhos da bola”. Nunca me esquecerei disso.
Agora comecei a jogar golfe. É bem menos cansativo, e percebo que sou tão bom no golfe quanto era no beisebol. Hoje me dizem a mesma coisa: “Não tire os olhos da bola”. Todos os meus problemas no golfe acontecem quando tiro os olhos da bola. Quero dar uma bela tacada, como Tiger Woods; a preparação está perfeita, então tiro os olhos da bola, e ela sai rolando pela pista — sem chegar nem à área de saída feminina.
Por quê? Porque tirei os olhos da bola.
Espero que vocês entendam o que isto significa:
Olhando para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.
Isso é manter os olhos na bola.
Portanto, irmãos e irmãs, nesta primeira parte do salmo vemos o Pastor em Sua plenitude. Tudo é provido no Pastor, e Sua obra é completa. Ela é abrangente por natureza. Supre todas as nossas necessidades, dá-nos descanso perfeito, restaura nossas almas e nos guia pelas veredas da justiça por amor do Seu nome.
Isso não é abrangente? Para mim, é extraordinário. Esse deveria ser o nosso testemunho quando dizemos:
O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.
Agora, vejamos os versículos 4 e 5. Acho que todos conhecem estes versículos e, se vocês pertencem ao Senhor, estas palavras já significaram algo para vocês em algum momento. Se não pertencem ao Senhor, talvez tenham significado pouco mais do que poesia. Mas creio que elas têm um significado profundo.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal algum: porque Tu estás comigo;
a Tua vara e o Teu cajado me consolam.Tu preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos:
Tu unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
O que o salmista está dizendo? Acredito que ele apresenta duas situações extremas e nos mostra a consolação do Pastor nas piores circunstâncias possíveis.
Se o Senhor Jesus pode nos encontrar na morte, no vale da sombra da morte; se Ele pode ser tudo para nós na presença dos nossos inimigos; se Sua unção pode vir sobre nós e podemos conhecer a vida abundante que transborda — então caminhamos com Ele e temos vitória. É isso que ele diz: nas piores circunstâncias possíveis.
Isso não é mera poesia. Um autor disse que esse vale da sombra da morte era tão profundo e escuro que nem o sol do meio-dia conseguia alcançar seu fundo. Contudo, o salmista diz:
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,
não temerei mal algum: porque Tu estás comigo.
Que belas palavras. Observem que ele fala de caminhar pelo vale, atravessando-o. Todo cristão deveria compreender isso. Não vamos parar de vez no vale da sombra da morte. Atravessamos o vale.
Além disso, ele o chama de vale da sombra da morte. É apenas uma sombra. Não sei pelo que vocês passaram. Muitos de nós atravessamos situações profundas, e elas pareciam os momentos mais escuros de nossa vida — vales tão escuros que perguntávamos em voz alta: “Senhor, Tu me farás atravessar isso? É possível?”
É apenas uma sombra. Um irmão disse: “A sombra de um cachorro não pode morder você”.
Quando eu era criança, o medo era meu principal problema. Lembro-me de voltar sozinho para casa no escuro, certa noite, e estabelecer um recorde de velocidade em terra com minha bicicleta. Acho que talvez ainda esteja em algum lugar no livro dos recordes. Eu ouvia ruídos e sentia medo, até que o Senhor me libertou do medo. A escuridão me assustava. Os ruídos me assustavam. Sempre achava que alguma coisa ia me pegar.
Mas o salmista diz:
Não temerei mal algum.
Recentemente, tenho visto aqueles adesivos de carro e camisetas que dizem: “Sem medo”. Não sei exatamente o que querem dizer, mas somente o crente pode verdadeiramente dizer: “Sem medo”. Não tememos mal algum.
Brinquei com um dos irmãos na sexta-feira à noite. Disse que acho que deveríamos lançar um novo adesivo de carro: “Um só temor”. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Não peguem essa ideia para ganhar dinheiro com ela, porque pretendo fazer isso algum dia.
Somente o cristão pode dizer: “Sem medo”. Como podemos dizer isso? Há apenas uma razão:
Porque Tu estás comigo.
É a presença do Senhor que tira o medo. É isso.
Salmos 139:7-8 diz:
Para onde me irei do Teu Espírito?
Ou para onde fugirei da Tua presença?
Se subir ao céu, Tu aí estás:
se fizer a minha cama no Sheol, eis que Tu ali estás.
O ponto central do salmista é que aquilo que temos é a presença do Todo-Poderoso. A razão pela qual podemos dizer “não temerei mal algum” é esta: “Tu estás comigo”. Não é belo?
O que o Senhor disse?
Nunca te deixarei, nem te desampararei.
A presença do Senhor é a base sobre a qual nos firmamos e o nosso testemunho.
O Senhor disse a respeito de Sua igreja em Mateus 18:20:
Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.
Sua presença — esse é o nosso segredo. Essa é a chave.
Voltando ao Salmo 23, Davi apresenta uma segunda situação extrema:
Tu preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos:
Tu unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
Pensem no que isso está dizendo. Em meio à guerra, Deus, o Pastor, prepara uma mesa para nós na presença dos nossos inimigos. Isso é improvável. Nunca servi nas forças armadas, mas normalmente não penso na guerra como lugar para uma mesa de banquete.
Contudo, já assisti a relatos históricos suficientes para ver que, nas grandes guerras europeias e napoleônicas, grandes tendas eram montadas para o imperador em meio à batalha. Havia talheres de prata fina, toalhas de linho, vinho e comida bem no centro da batalha — canhões disparando e conflito por todos os lados. Havia uma mesa na presença dos inimigos.
Do que isso faz vocês se lembrarem? É por isso que nos reunimos. Viemos nesta manhã à mesa do Senhor. Nosso testemunho é que, bem no coração deste mundo, bem no meio da batalha e da escuridão espiritual, nós nos reunimos à mesa do Senhor. Ele preparou uma mesa diante de nós na presença dos nossos inimigos.
É por isso que nos reunimos toda semana. Esse é o nosso testemunho. Estamos aqui para dizer que o Senhor Jesus é tudo. Ele é completo, e Nele tudo de que precisamos é provido.
Reunimo-nos à mesa do Senhor e testemunhamos que Sua presença está conosco. Sua presença não apenas está conosco, mas Ele também prepara uma mesa para nós na presença dos nossos inimigos. Essa é a consolação do Pastor. Que consolo isso traz.
Tu unges a minha cabeça com óleo; o meu cálice transborda.
Não sei se compreendemos plenamente o que isso significa, porque a maioria de nós, no Ocidente, conhece muito pouco desse costume. No Oriente, quando você entrava em uma casa, um unguento precioso ou um perfume podia ser derramado sobre sua cabeça. Depois, uma taça, um copo ou um cálice era enchido intencionalmente até transbordar sobre a mesa. Seu cálice estava transbordando.
Se vocês viessem à minha casa e eu derramasse perfume sobre sua cabeça e enchesse seu copo até transbordar sobre a mesa da Linda, eu estaria em sérios apuros, e vocês ficariam espantados. Mas precisamos compreender a figura espiritual.
Tu unges a minha cabeça com óleo.
Todos estão falando da unção, mas isso novamente aponta para o Pastor em Sua plenitude. Quando a Cabeça foi ungida — quando o Senhor Jesus foi ungido — e aquele óleo escorreu por Sua cabeça, por Sua barba, como diz o salmista, pela barba de Arão, até a orla de Suas vestes, isso se tornou nosso testemunho.
Nós, como corpo de Cristo, recebemos essa unção plena no Senhor Jesus. Ela veio sobre a Cabeça, e, por um só Espírito, fomos batizados em um só corpo em Cristo. A unção vem da Cabeça, e cada membro do corpo recebe essa unção.
Em segundo lugar, nosso cálice transborda. Isso aponta para a vida abundante que temos em Cristo Jesus. Quando o Senhor Jesus veio, em João 10, e declarou que era o Bom Pastor, Ele disse em João 10:10:
Eu vim para que tenham vida, e para que a tenham com mais abundância.
Esse cálice transbordante é a vida do Senhor Jesus. Essa abundância que transborda, essa vida abundante, está no Senhor Jesus. Este é o Cântico do Pastor. Esta é a consolação do Pastor.
Por fim, deixem-me concluir com este último ponto. A maneira como este salmo termina é interessante:
Certamente a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida:
e habitarei na casa do Senhor para sempre.
Parece-me que tudo nos dois primeiros pontos conduz a esse desfecho. Quando olho para a vida de Davi, vejo que ele enxergou algo do coração de Deus que transformou sua vida.
Vocês se lembram das histórias. Quando Saul foi rejeitado, Deus disse a respeito de Davi, em 1 Samuel 13:14, que havia buscado:
Um homem segundo o Seu coração.
Vocês sabem disso.
Vocês se lembram de como Salomão registra, em 1 Reis 8:17-18, que Davi tinha em seu coração o desejo de edificar uma casa ao Senhor. Deus disse:
Bem fizeste em ter isso no teu coração.
Não era simplesmente Salomão falando; era Deus dizendo: “Davi, foi bom que isso estivesse em seu coração”. Algo no coração de Davi transformou sua vida.
É a causa do Pastor. Pergunto-me: temos algo em nosso coração como Davi tinha?
Acho que é em 1 Crônicas — talvez em 1 Reis — que Davi diz:
Agora preparei, com todas as minhas forças, para a casa do meu Deus.
Pensem nisso: “Com todas as minhas forças”. Davi também declarou naquela ocasião que, por causa de sua afeição pela casa do seu Deus, havia preparado prata e ouro, e continuou falando disso.
Davi terminou este salmo dizendo:
Habitarei na casa do Senhor para sempre.
Irmãos e irmãs, fico pensando nisso, porque acredito que chegamos aqui ao coração de quem somos e de por que nos reunimos.
Anos atrás, o Senhor colocou algo no coração de algumas pessoas. Era contagiante. Isso nos alcançou. Apoderou-se de nós. Algo de uma afeição pela casa de Deus entrou em nós e, graças a Deus, nunca foi embora.
Creio que, no fim, Deus está procurando aqueles que não apenas veem o Pastor em Sua plenitude, que não apenas conhecem algo do conforto e da consolação do Pastor, mas que também conhecem a causa do Pastor.
Acredito que seja por isso que Atos 13:36 registra:
Porque Davi, depois de servir à sua própria geração pela vontade de Deus, adormeceu.
Santos, é com isto que quero concluir: algo do coração de Deus tocou o coração de vocês? Ou, no fim, vocês simplesmente viram como Ele é bom e misericordioso, foram consolados pelo caminho, foram conduzidos através de provações profundas, sombras escuras e inimigos, e receberam algo de Sua plenitude?
Quando Davi olhou para trás, disse:
E habitarei na casa do Senhor para sempre.
Esse é o coração de Deus, e acredito que seja por isso que nos reunimos. Nossa oração ao longo destes anos, por mais fracos que tenhamos sido e por mais que tenhamos falhado, tem sido: “Senhor, ajuda-nos a satisfazer algo que está em Teu coração”.
Ajuda-nos, Senhor, a caminhar em direção a esse único propósito e a esse único fim. Cremos que, se esse for o nosso fim, como foi o fim de Davi, então teremos uma vida cheia de propósito dentro do propósito de Deus.
Vamos orar.
Senhor, nós Te agradecemos por este pequeno salmo. Ele é tão abrangente. Agradecemos pela plenitude que vemos nele. Oramos para que nós, como Davi, vejamos o Bom Pastor de uma maneira nova e plena.
Ó Deus, abre nossos olhos para ver o que temos em Cristo Jesus. Abre nossos olhos para contemplar toda a plenitude que há em Cristo. Que possamos dizer, como Davi: “Nada nos faltará”.
Abre nossos olhos, Senhor Jesus, para ver a completude da Tua obra, a fim de que possamos declarar, como a Tua Palavra declara, que ela é uma obra consumada.
Senhor, oramos para que nos ajudes a ver Tua consolação, Tuas misericórdias e Teu consolo; a conhecer que tudo isso está em Tua presença e que, à Tua mesa, temos plena consolação. Na plenitude da Tua vida transbordante, temos um viver completo.
Querido Senhor, se não deixei isso claro, perdoa-me. Faz nossos olhos enxergarem além do que recebemos e verem a Tua causa — contemplarem, com nossos próprios olhos interiores, a causa do Pastor.
Pois pedimos isso em nome de Jesus. Amém.