Vocês poderiam abrir em Mateus 24? Vamos ler Mateus 24:32-45.
Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão;
assim também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas.
Em verdade vos digo que não passará esta geração até que todas estas coisas se cumpram.
O céu e a terra passarão, mas as Minhas palavras não passarão.
Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai.
E, como foram os dias de Noé, assim será a vinda do Filho do Homem.
Pois, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
e não perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos; assim será a vinda do Filho do Homem.
Então estarão dois homens no campo; um será levado, e outro será deixado:
duas mulheres estarão moendo no moinho; uma será levada, e outra será deixada.
Vigiai, pois: porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.
Mas sabei isto: se o dono da casa soubesse em que vigília viria o ladrão, teria vigiado e não teria permitido que sua casa fosse arrombada.
Por isso, estai vós também preparados; porque, numa hora em que não pensais, vem o Filho do Homem.
Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o seu senhor colocou sobre os seus servos, para lhes dar o alimento no devido tempo?
O cântico que acabamos de cantar sempre me toca profundamente. Foi escrito pelo nosso irmão Watchman Nee durante a perseguição na China. Ele escreveu esse cântico para expressar não apenas o seu próprio sentimento, mas também o sentimento de todos os santos ao longo das gerações.
Espero que esse mesmo sentimento esteja em cada um de nós. Quanto mais observamos o que está acontecendo no mundo, maior se torna o clamor do nosso coração: “Ó Senhor, até quando?”
Geração após geração, os crentes — os verdadeiros crentes, aqueles que amam o Senhor — têm esperado pela antiga promessa de Sua volta. Mas, de alguma forma, Ele tem demorado.
Lembramos o que Pedro disse: para Deus, um dia é como mil anos, e mil anos são como um dia. Não é que o nosso Senhor esteja demorando a voltar; é por causa de Sua longanimidade. Como Ele é paciente com Sua própria noiva!
Enquanto Sua noiva não estiver pronta, Ele não tem para quem voltar. Portanto, queridos irmãos e irmãs, como é importante que estejamos prontos — não por nós mesmos, mas pelo nosso amado Senhor.
Ele não demorará nem um instante se Sua noiva estiver preparada. É por isso que nos reunimos neste momento. Sinto realmente a importância desta hora.
Tudo parece indicar que Sua volta é iminente. Não podemos continuar assim. O mundo não pode continuar por mais tempo. Todos os sinais mostram que Sua volta está muito próxima.
E, irmãos e irmãs, que sejamos a geração que terá o privilégio de recebê-Lo em nosso tempo. Espero que essa seja a oração do nosso coração. Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, nós Te louvamos e agradecemos por nos reunires aqui neste momento. Nós Te agradecemos por Tua longanimidade. Nós Te agradecemos por Tua bondade e terna misericórdia.
Senhor, Tu criaste em nosso coração um anseio por Ti. Quanto maior, Senhor, é o anseio, a espera e o desejo em Teu coração de vir e nos receber junto de Ti!
Ó querido Senhor, livra-nos de sermos tão pouco vigilantes, tão acomodados. Perdoa-nos por estarmos ocupados com tantas coisas passageiras.
Senhor, conquista o nosso coração, para que haja apenas uma coisa nele: Tua volta. Ó Senhor, usa este tempo para nos preparar.
Pensamos naqueles que Tu preparaste por ocasião de Tua vinda — uns poucos aqui e ali —, cujo coração estava realmente preparado para Tua vinda. Não levantarás também, nosso Senhor, nestes últimos dias, pessoas por toda parte, no mundo inteiro, que clamem a Ti: “Vem depressa, Senhor Jesus”?
Usa-nos para trazer o Rei de volta. Que privilégio, Senhor! Com esse privilégio, nós nos oferecemos mais uma vez hoje. Trabalha em nós. Prepara-nos. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Agradeço muito ao Senhor pelo tema deste encontro. Sinto que não se trata simplesmente de realizar mais uma conferência. É bom nos reunirmos uma vez por ano para termos comunhão, mas, para mim, este é um momento muito especial.
Agradeço ao Senhor porque o tema desta ocasião é realmente oportuno: prontidão espiritual.
Agora, quando vocês pensam em prontidão espiritual, provavelmente a primeira pergunta que fazem é: “Por quê? Prontos para quê?”
Não há nada no mundo para o qual seja mais importante estar preparado do que aquilo que vamos compartilhar. Para mim, há apenas uma razão — uma única razão — para a prontidão espiritual: estar pronto para receber o Senhor em Sua vinda.
Vocês sabem, logo no início da história humana, Adão e Eva pecaram. Deus veio ao jardim e deu ao homem uma esperança.
Em Gênesis 3:15, está escrito:
E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a Descendência dela:
Ele te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar.
Essa é a promessa de Deus ao mundo pecador. Esse é o único caminho para nos salvar e nos libertar.
Deus fez essa promessa desde o princípio da história humana. Depois, vemos que ela foi reiterada e reforçada muitas e muitas vezes ao longo do Antigo Testamento, por meio dos profetas: a promessa de Deus seria cumprida.
Por exemplo, em Isaías 9:6-7, está profetizado:
Porque um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado;
e o governo estará sobre o Seu ombro:
e o Seu nome será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte,
Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Do aumento do Seu governo e da paz não haverá fim,
sobre o trono de Davi e sobre o Seu reino,
para o estabelecer e o sustentar com juízo e com justiça,
desde agora e para sempre.
O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.
E, no entanto, ao mesmo tempo, encontramos em Isaías 53 um capítulo inteiro sobre o Messias que viria. Mas Ele seria Alguém que sofreria. Seria rejeitado. Sua vida seria tirada. Ele levaria o pecado do mundo. Seria esmagado.
Por isso, as pessoas dos tempos do Antigo Testamento não conseguiam entender. Por que a Descendência da mulher, prometida por Deus, seria Alguém que reinaria, Alguém glorioso, que estabeleceria Seu reino para sempre, e, ao mesmo tempo, estava profetizado que esse Messias sofreria, até a morte?
Assim, as pessoas do Antigo Testamento ficavam confusas. Não conseguiam conciliar esses dois aspectos do Messias. Entre os judeus, chegavam até a questionar se Isaías 53 se referia a outra pessoa, porque, naquele tempo, isso ainda não havia sido revelado.
Graças a Deus, Ele é sempre fiel à Sua promessa. Depois de cerca de quatro mil anos, um dia nasceu um Menino de uma mulher. Um Filho foi dado. O Verbo Se fez carne.
Deus veio tornar-Se homem e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Cristo veio.
Mas, durante Sua vida, Ele parecia interessado apenas na condição espiritual de Seu povo. Não parecia interessado na condição física deles.
No início, o povo judeu O recebeu, pensando que Ele poderia ser o Messias prometido havia tanto tempo. Mas, pouco a pouco, perderam a fé. Por quê? Porque Ele não parecia ser Aquele que cumpriria todas as promessas: que o governo estaria sobre Seu ombro, que Ele Se assentaria no trono de Davi e que governaria as nações.
Vocês se lembram de quando nosso Senhor Jesus começou Seu ministério. Ele entrou na sinagoga de Nazaré, e Lhe deram o rolo de Isaías. Ele o abriu e leu Isaías 61:1-2:
O Espírito do Senhor está sobre Mim,
porque Ele Me ungiu para anunciar boas-novas aos pobres:
enviou-Me para sarar os quebrantados de coração,
para proclamar liberdade aos cativos,
e a abertura da prisão aos que estão presos;
para proclamar o ano do favor do Senhor.
Então Ele parou. Não terminou a profecia de Isaías. Não continuou com “o dia da vingança”. Deixou algo por ler. Por quê?
Porque nosso Senhor Jesus, em Sua primeira vinda, veio como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Veio levar nossos pecados e nossas dores. Veio ser nosso substituto diante de Deus.
Ele veio nos redimir. Essa foi Sua obra enquanto esteve na terra. Quanto à parte de reinar, quanto à parte gloriosa, Ele a deixou, por assim dizer, de lado.
Em vez disso, Ele disse:
Ainda não é chegada a Minha hora.
O dia de Sua glória se referia à Sua crucificação, não à Sua entronização, porque, em Sua primeira vinda, nosso Senhor Se concentrou na primeira obra necessária.
Mas, embora encontremos nos Evangelhos ocasiões em que Ele revelava alguma coisa, isso acontecia por meio de uma parábola. Ele não falava aberta e claramente sobre como voltaria e governaria as nações.
Por exemplo, em Lucas 19, encontramos a parábola do homem nobre. Esse homem foi para longe a fim de receber um reino. Antes de partir, deu dez minas a dez servos e disse:
Negociai até que eu venha.
Depois, quando voltou, acertou contas com seus servos. Vocês conhecem a história: um ganhou mais dez, outro ganhou cinco, e um foi infiel. Assim, em outras palavras, vemos que Ele realmente deu indicações de que haveria uma volta.
Ainda enquanto estava na terra, especialmente perto do fim, um dia Ele saiu de Jerusalém, e Seus discípulos Lhe mostraram as belas pedras que adornavam o templo de Jerusalém.
Vocês sabem, os judeus tinham muito orgulho desse templo. Era tão magnífico! No entanto, quando nosso Senhor deixou o templo com Seus discípulos, disse calmamente:
Um dia, não ficará pedra sobre pedra.
Ora, o templo havia sido construído com pedras enormes, muito sólidas. Mesmo assim, nosso Senhor disse:
Um dia, não ficará pedra sobre pedra.
Os discípulos ouviram, mas não ousaram dizer nada pelo caminho, porque isso seria um grande choque para os judeus.
Mas, depois que nosso Senhor chegou ao Monte das Oliveiras, Ele Se assentou, e quatro de Seus discípulos vieram até Ele em particular e perguntaram:
Mestre, quando serão estas coisas?
E qual será o sinal da Tua vinda e do fim desta era?
Vocês sabem, para os discípulos, essas três coisas estavam reunidas em uma só. Se o templo fosse destruído — e completamente destruído —, isso significaria o fim do mundo, e esse seria o sinal da vinda do Messias.
Mas nosso Senhor Jesus começou a ensiná-los. Agora, sem entrar em detalhes, isso provavelmente ajudará vocês quando lerem Mateus 24 e Mateus 25 — o chamado discurso do Monte das Oliveiras.
De modo geral, podemos dividir esses dois capítulos em três seções. Os primeiros versículos, naturalmente, apresentam o contexto. Os discípulos perguntaram ao Senhor:
Quando serão estas coisas?
Quando o templo será totalmente destruído?
Depois perguntaram:
Qual é o sinal da Tua presença e do fim desta era?
Ao responder às perguntas deles, nosso Senhor parece dirigir Suas respostas aos três grupos que compõem o mundo: os judeus, a igreja e as nações. O mundo é composto pelos judeus, pela igreja e pelas nações.
Parece que Mateus 24:4-31 se dirige especialmente aos judeus. Se vocês lerem com atenção, verão que tudo é literal. O Senhor não usa parábolas, e tudo se cumprirá literalmente.
Depois, de Mateus 24:32 a Mateus 25:30, temos a seção em que nosso Senhor Se dirige à igreja. Ali encontramos o uso de parábolas. Há uma ênfase espiritual nessa seção. A primeira seção é literal e física; a segunda é espiritual em sua essência.
Então, naturalmente, a última seção — de Mateus 25:31 até o fim — se dirige às nações. Se vocês se lembrarem disso, provavelmente terão mais facilidade para compreender esses dois capítulos.
Mas não se esqueçam de que, embora nosso Senhor pareça dirigir-Se a três grupos distintos, muitas coisas se sobrepõem, e muitas acontecem a todos. Se nos lembrarmos disso, provavelmente será de grande ajuda.
Mesmo perto do fim da vida de nosso Senhor, durante Sua última ceia com os discípulos, Ele disse:
Vou preparar-vos lugar,
e voltarei e vos receberei para Mim mesmo.
Quando Ele foi julgado pelo sumo sacerdote e pelo Sinédrio, o sumo sacerdote perguntou:
És Tu o Filho de Deus?
O Senhor disse:
Tu o disseste.
E vereis o Filho do Homem vindo sobre as nuvens.
Assim, vemos aqui que nosso Senhor realmente deu indicações de Sua volta. Até em João 21, depois de Sua ressurreição, Ele apareceu aos sete junto ao mar de Tiberíades. Disse a Simão Pedro:
Segue-Me.
Pedro O seguiu, e outro discípulo também os acompanhou. Pedro se virou e disse ao Senhor:
E quanto a este?
Naturalmente, ele se referia a João. E vocês se lembram de que nosso Senhor disse:
Se Eu quero que ele permaneça até que Eu venha, que te importa?
Assim, encontramos indicações aqui e ali, mesmo depois de Sua ressurreição, a respeito de Sua volta. Ele concluiu a primeira parte de Sua obra, e há outra parte que precisa concluir em Sua segunda vinda.
Portanto, irmãos e irmãs, para nós, hoje, Sua segunda vinda é evidente. Há duas vindas de Cristo — duas vindas do Senhor. Em Sua primeira vinda, Ele veio como o Cordeiro de Deus, tirando o pecado do mundo. Mas, em Sua segunda vinda, virá como o Leão de Judá. Julgará o mundo com justiça e reinará sobre ele.
Seus discípulos se reuniram ao redor Dele no Monte das Oliveiras, e ali Ele foi levado ao céu. Se vocês lerem Atos 1, perceberão que nosso Senhor Jesus estava de pé no Monte das Oliveiras, e Seus discípulos estavam ao redor Dele.
Então Ele foi elevado. Deixou o Monte das Oliveiras. Ascendeu, e os discípulos O observaram subir até que uma nuvem O recebeu. Não podiam mais vê-Lo, mas continuavam olhando para cima.
Naquele momento, apareceram dois homens vestidos de branco. Esses dois homens disseram:
Homens da Galileia, por que estais olhando para o céu?
Este mesmo Jesus, que dentre vós foi recebido no céu, virá assim como O vistes ir para o céu.
Naturalmente, os discípulos viram o Senhor subir, mas então a nuvem O recebeu, e eles não puderam mais vê-Lo. Agora, será que o Senhor realmente chegou ao trono? Graças a Deus, Ele chegou.
Como sabemos? Em primeiro lugar: no dia de Pentecostes, o Espírito Santo desceu do céu, e os cento e vinte discípulos que esperavam naquela sala foram batizados em um só corpo. Isso é uma evidência de que nosso Senhor havia chegado ao trono.
Por quê? Porque a Bíblia nos diz, e o próprio Pedro declarou:
O que vedes e ouvis comprova uma coisa:
Deus O fez Senhor e Cristo.
Depois que nosso Senhor Jesus chegou ao trono, Deus Pai O ungiu com óleo — com o Espírito Santo. Assim como o óleo sobre a cabeça de Arão desce pela barba e cobre todo o corpo até a orla de suas vestes, essa é a figura.
Depois que nosso Senhor foi ungido no céu como Sumo Sacerdote, o mesmo óleo — o Espírito Santo — desceu sobre os cento e vinte. E não apenas sobre os cento e vinte, mas sobre cada membro do corpo de Cristo. Glória! Essa é uma prova definitiva.
E não apenas isso: encontramos em Apocalipse 5 que João estava no Espírito, o céu se abriu, e ele teve uma visão. Viu o trono de Deus. Viu na mão de Deus um rolo, que é o título de propriedade do universo.
Satanás pode ocupar este mundo como usurpador, mas nunca foi seu proprietário. A propriedade está sempre na mão de Deus.
Então João viu um Cordeiro, recentemente morto, em pé. Isso significa ressurreição. O Cordeiro é o único digno, porque Ele venceu. Venceu Satanás e todo o poder das trevas, e é digno de receber o rolo e abri-lo.
Graças a Deus por isso. Essa é uma recapitulação da ascensão de nosso Senhor Jesus. Portanto, por essas duas evidências, temos certeza de que nosso Senhor chegou ao trono. Agora Ele está assentado à direita de Deus, esperando que Seus inimigos sejam postos por estrado de Seus pés.
Queridos irmãos e irmãs, se Sua primeira vinda é verdadeira, Sua segunda vinda também deve ser verdadeira.
Se vocês lerem as epístolas, os escritos dos apóstolos, encontrarão a volta do Senhor — a vinda do Senhor — por toda parte.
Por exemplo, a primeira epístola que temos na Bíblia é 1 Tessalonicenses. Ao lerem esses cinco capítulos, vocês encontrarão, em cada um deles, uma menção à volta do Senhor, à vinda do Senhor.
Deus os havia salvado e libertado da adoração aos ídolos, para crerem no único Deus verdadeiro e esperarem a volta do Filho de Deus.
Paulo disse aos crentes tessalonicenses:
Vós sois a minha alegria e a minha coroa na vinda do Senhor.
Um dia, o Senhor virá com Seus santos. Em 1 Tessalonicenses 4, a trombeta soará, os mortos no Senhor serão ressuscitados, e aqueles que ainda estiverem vivos serão transformados.
Eles serão arrebatados aos ares para encontrar o Senhor, que terá descido do trono aos ares, e estarão com o Senhor para sempre.
A oração do apóstolo Paulo pelos crentes tessalonicenses era que o Deus da paz os santificasse completamente — espírito, alma e corpo — e os preservasse irrepreensíveis até a vinda do Senhor.
Irmãos e irmãs, na igreja primitiva, a vinda do Senhor era a bendita esperança deles. Especialmente quando a igreja estava sob perseguição, os crentes se encontravam, saudando e consolando uns aos outros, dizendo: “O Senhor está vindo. O Senhor está vindo”.
Ao longo dos séculos e das gerações, a promessa da vinda do Senhor tem sido a esperança da igreja. Geração após geração, os crentes têm esperado por Sua volta.
Já na primeira geração, eles esperavam Sua volta. Estavam enganados? Não. Estavam certos. A disposição do espírito deles estava correta.
Quanto mais vocês leem a Bíblia, mais sentem que Sua vinda não pode estar tão distante. Lembrem-se: já no primeiro século, quando lemos o livro de Apocalipse, encontramos em Apocalipse 1:3:
O tempo está próximo.
Ele está vindo. E, se estava próximo no primeiro século, quanto mais próximo está agora? Estamos no século XXI.
Ninguém sabe quando Ele virá. Nosso próprio Senhor Jesus nos disse que ninguém sabe — nem os anjos, nem o Filho do Homem; somente o Pai sabe.
Embora ninguém saiba, uma coisa é certa: Ele está vindo. Ele nos deu sinais para indicar quão próxima está Sua vinda.
Por exemplo, o Senhor disse:
Olhai para a figueira.
Quando começa a brotar e a produzir folhas, sabeis que o verão está próximo.
Assim, o Senhor disse:
Quando virdes estas coisas, sabei que está próximo, às portas.
Vocês sabem, durante Sua vida, nosso Senhor Jesus amaldiçoou uma figueira. No fim de Seu ministério, Ele Se aproximou de uma figueira cheia de folhas. Pensou que deveria haver frutos, mas não havia nada — nada que satisfizesse o anseio de Seu coração.
Ele a amaldiçoou, e ela secou, murchou e morreu. Por quê? Porque a figueira é um símbolo da nação judaica.
Ele havia vindo trabalhar naquela nação durante três anos e meio, e eles não produziram fruto algum — apenas folhas, uma grande exibição, mas sem realidade. Algo que satisfazia ao homem, mas era totalmente insatisfatório para Deus.
A nação judaica foi deixada de lado, por assim dizer, durante quase dois mil anos. Mas o Senhor disse:
Olhai.
Quando virdes a figueira começar a brotar e a produzir folhas, o verão está próximo.
Quando virdes estas coisas acontecerem, sabei que está próximo, às portas.
Em 1948, depois de quase dois mil anos, a nação judaica voltou a existir. Foi uma surpresa para o mundo. Nenhum povo, nenhuma nação, jamais havia sido restabelecido depois de tantos anos sem terra e sem governo; no entanto, isso aconteceu.
O verão está próximo. Como está próximo — às portas!
Agora, creio que é preciso ser oriental para entender essa parábola. Neste país, quando vocês estão à porta, abrem a porta e já estão dentro de casa.
Mas, no Oriente, não era assim. No Oriente, há muitos pátios, uma porta depois da outra. Quanto mais rica a pessoa, mais pátios ela tem, e a família mora bem no fundo. Vocês não veem a família até atravessarem todas as portas.
Mas, assim que chegam à porta da frente, já estão perto. Irmãos e irmãs, o Senhor já está às portas. Quão perto, quão próximo? De repente, Ele está ali.
Isso seria uma grande surpresa para vocês? Uma surpresa agradável?
Sem entrar em detalhes, de uma coisa temos certeza: vocês podem ler as Escrituras e todas as profecias a respeito da vinda do Senhor, da segunda vinda do Senhor. Pelo que entendemos, todas as profecias relativas à vinda do Senhor que precisam se cumprir antes de Sua vinda já se cumpriram.
Ainda há profecias a serem cumpridas, mas elas se cumprirão na vinda do Senhor e depois da vinda do Senhor. Porém, tudo o que precisa acontecer antes da vinda do Senhor já se cumpriu.
Isso significa que o Senhor pode vir a qualquer momento.
Agora, o problema do povo de Deus hoje é que não temos uma compreensão real do significado da vinda do Senhor.
Vocês sabem, a Bíblia usa palavras diferentes para descrever Sua vinda. Mas uma palavra usada com frequência, e que aparece aqui em Mateus 24, é parousia. A palavra parousia significa “presença”.
Hoje, o Senhor está ausente, fisicamente falando. Naturalmente, sabemos que Ele está conosco em Espírito. Mas, fisicamente falando, está ausente. Um dia, Ele estará presente fisicamente.
Aqueles que entendem grego nos dizem que essa palavra, parousia — presença —, abrange um período de tempo, incluindo uma série de acontecimentos.
Em outras palavras, a “presença” tem um início e um fim. Não é apenas algo que acontece de repente, imediatamente, uma única vez, e então acaba. Não. Ela abrange um período de tempo, embora esse período deva ser curto, e inclui uma série de acontecimentos durante Sua presença.
Agora, vamos tentar explicar isso. Vocês se lembram dos dois homens vestidos de branco em Atos 1:11:
Homens da Galileia, por que olhais para cima?
Aquele que foi elevado…
A palavra é “recebido no alto”.
Ele voltará, virá novamente, da mesma maneira, do mesmo modo.
Assim, Sua presença se dá em duas partes, assim como Sua partida se deu em duas partes. Quando Ele deixou este mundo, do Monte das Oliveiras até a nuvem, Sua partida foi visível; da nuvem até o trono, foi invisível.
Portanto, quando Ele voltar, será da mesma maneira: do trono até a nuvem, invisível; da nuvem até o Monte das Oliveiras, visível.
Essa é a razão pela qual encontramos dois sinais diferentes. Um deles é o sinal do ladrão. Quando o Senhor vier, virá como um ladrão.
Por quê? Porque Ele virá silenciosamente, secretamente, de repente. Ele vem e leva embora. Mas, quando um ladrão vem, o que leva? Leva o seu tesouro. Deixa o seu lixo.
É exatamente isso que acontecerá. Quando o Senhor usa esse tipo de metáfora, fica claro que Ele quer nos mostrar que Sua presença, do trono até a nuvem, é invisível, como a de um ladrão.
Um ladrão nunca tocará uma trombeta e anunciará: “Estou chegando”.
Irmãos e irmãs, ao vir do trono até a nuvem, o Senhor será como um ladrão que chega. Ninguém sabe quando. Numa hora em que vocês não pensam, Ele vem e leva o tesouro de Seu coração.
Então, duas mulheres estarão moendo: uma será levada, recebida; a outra será deixada. Dois homens estarão trabalhando no campo: um será levado, o outro será deixado. Dois homens estarão dormindo: um será levado, o outro será deixado.
Agora, lembrem-se: quando o Senhor diz essas coisas, Ele Se refere à igreja, não aos incrédulos. Refere-Se àqueles que ainda estarão vivos na vinda do Senhor.
Nós, que ainda estivermos vivos, poderemos ter o privilégio de ser arrebatados — levados sem passar pela morte.
Vocês se lembram de que, em Apocalipse 12, João teve uma visão: a visão de uma mulher em dores de parto, e do dragão vermelho esperando ali. Naquele momento, o dragão não estava preocupado com a mulher, mas estava profundamente preocupado com o filho varão no ventre dela.
Ele estava esperando ali para tentar devorar esse filho varão. Mas a Bíblia diz que, assim que o filho varão nasceu, foi levado diretamente ao trono.
Irmãos e irmãs, esse filho varão é o que Deus está procurando. A igreja deveria ser a igreja vencedora, mas, infelizmente, o povo de Deus não cumpre o propósito de Deus.
Portanto, por meio das dores de parto da igreja ao longo das eras, Deus está procurando um filho varão — os vencedores. Os vencedores não são pessoas especiais. Os vencedores são os cristãos normais.
Eles seguem o Cordeiro por onde quer que Ele vá. Serão levados porque são o tesouro do Senhor.
Mas, crentes, tenham cuidado. Se não vigiarmos, se estivermos sobrecarregados com o comer, o beber e os cuidados desta vida, poderemos ficar tão enraizados no mundo que não poderemos ser levados e seremos deixados para trás.
Esse ser levado é ser levado ao trono. Eles são o grupo que recebe o Senhor no início de Sua presença.
Imediatamente depois que o filho varão for levado ao trono, em Apocalipse 12, haverá guerra nos ares. Miguel e seus anjos virão lutar contra Satanás e seus anjos.
Não haverá lugar para Satanás, pois os ares são seu quartel-general. Ele será lançado dos ares para a terra. Os ares serão desimpedidos para que o Senhor desça.
Irmãos e irmãs, isso vai acontecer — de repente, a qualquer momento. Poderia ser hoje?
De repente, no mundo inteiro, alguns desaparecerão. Bem-aventurados os que forem levados. Eles estão prontos — espiritualmente prontos.
Ele virá como um ladrão. Numa hora em que vocês não pensam, Ele vem e leva o tesouro de Seu coração.
Então, quando Satanás for lançado sobre esta terra, o que acontecerá? A grande tribulação.
Infelizmente, muitos cristãos ainda passarão por essa grande tribulação. Mas, graças a Deus, em certo sentido, embora seja difícil, pois será uma grande tribulação como o mundo jamais conheceu, Deus dá outra oportunidade. Até mesmo aqueles que falharem com Ele receberão outra oportunidade.
Então a trombeta soará. Como nosso Senhor disse, quando as pessoas disserem: “Cristo está aqui” ou “Cristo está ali”, não deem ouvidos. Sua vinda é como o relâmpago. Ele resplandece do oriente ao ocidente; o mundo inteiro o verá.
Ele virá ao som de uma trombeta, com os anjos. Num piscar de olhos, aqueles que morreram em Cristo serão ressuscitados, e aqueles que permanecerem vivos serão transformados. Todos serão arrebatados aos ares — não ao trono, mas aos ares.
Irmãos e irmãs, toda vez que canto hinos sobre nossa bendita esperança — de que, quando a trombeta soar, seremos levados aos ares —, sinto: “Tarde demais, tarde demais, tarde demais”.
Quanto melhor é o que a Bíblia diz:
Porque guardaste a palavra da Minha perseverança,
também Eu te guardarei da hora da provação,
daquela hora que há de vir sobre o mundo inteiro,
para provar os que habitam sobre a terra.
Não é muito melhor?
E isso é verdade. Há a segunda parte da parousia. Seus pés estarão sobre o Monte das Oliveiras, e ele será dividido em dois. O povo judeu, Seu povo escolhido, O verá e pranteará por Ele, e Ele virá libertá-los.
Queridos irmãos e irmãs, vocês não acham que é hora de despertarmos?
O que aconteceria se Ele voltasse? Quando os crentes, como igreja, estiverem todos reunidos nos ares para encontrar o Senhor, o que estará acontecendo ali?
As sete taças da ira de Deus serão derramadas sobre esta terra. Mas o que acontecerá nos ares? A Bíblia nos diz: o tribunal de Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, graças a Deus! Porque nosso Senhor foi julgado por nossos pecados na cruz do Calvário, não seremos mais julgados quanto à vida ou à morte, à vida eterna ou à morte eterna, diante do grande trono branco de Deus.
Em outras palavras, o julgamento judicial já passou. Ele nos salvou do juízo, da morte, e nos trouxe para a vida eterna. Graças a Deus por isso.
Mas isso não significa que os crentes não serão julgados. Haverá um tribunal de Cristo.
Ele é chamado de tribunal, de assento de julgamento. Não é um trono, porque um trono é judicial e determina vida ou morte, vida eterna ou morte eterna. Mas é um assento — um bema.
O que significa bema? Mais uma vez, encontramos o contexto oriental. No Oriente, há famílias grandes, e, numa família grande, há o chefe da família — talvez um avô, talvez um bisavô.
O chefe da família tem autoridade sobre toda a família. De vez em quando, há uma reunião familiar. Somente os membros da família podem participar.
Eles se reúnem em uma sala, e, numa parte dessa sala, há uma plataforma elevada. O chefe da família se assenta ali, e ali julga os membros da família.
Aqueles que fizeram algo que trouxe glória à família serão elogiados e recompensados. Aqueles que trouxeram vergonha à família serão punidos, corrigidos, disciplinados. Isso é bema.
Romanos 14:10 e 2 Coríntios 5:10 falam do tribunal de Cristo, do tribunal de Deus. Sua família se reunirá ao redor de nosso Senhor Jesus e será julgada de acordo com tudo o que fizemos.
Não pelo que fizemos antes de sermos salvos, mas depois de sermos salvos e recebermos Sua vida. Como vivemos diante Dele?
Irmãos e irmãs, para aqueles que estão prontos, esse será o momento mais abençoado. Será o momento em que todas as lágrimas serão enxugadas.
Será o momento em que todos os mal-entendidos serão esclarecidos. Será o momento em que a cruz que vocês carregaram ao longo dos anos será transformada em coroa. Como o apóstolo Paulo ansiava por esse dia!
Mas, para aqueles que não estão prontos, será um momento a ser temido. Irmãos e irmãs, é por isso que precisamos estar prontos — espiritualmente prontos.
Não se trata de uma preparação física exterior. Ao longo dos anos, houve ocasiões em que pessoas profetizaram: “Cristo vem hoje”, ou “amanhã”, ou em determinada data. As pessoas deixaram suas casas, foram para lugares desertos, vestidas de branco, esperando Sua volta. Ele não veio.
Não se trata de algo físico. Não tenham medo de dormir esta noite. Não abandonem o emprego nem parem de trabalhar porque o Senhor está vindo. “Por que trabalhar? Como vocês podem dormir?”
Irmãos e irmãs, a prontidão não está nessas coisas. Está no espírito de vocês. Está no coração de vocês.
Vocês estão espiritualmente prontos para a vinda do Senhor?
Ó Senhor, torna-nos prontos — não apenas por medo, mas por amor a Ti. Queremos que Tu voltes. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.