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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Christ Our Life - The Secret Of The Christian Life © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Christ Our Life - The Secret Of The Christian Life
    Christ Our Life - The Secret Of The Christian Life
    Pittman, Kenny

    Cristo como Fonte, Força e Espírito da Vida

    Bom dia.

    Vou pedir que vocês abram em um versículo de Gálatas. Acho que é um versículo que todos nós conhecemos — ou, pelo menos, espero que todos nós o conheçamos até o fim deste dia.

    Gálatas 2:20. Paulo, em seu testemunho à igreja da Galácia, disse o seguinte:

    Estou crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim:
    e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus,
    o Qual me amou e Se entregou por mim.

    Tenham paciência comigo enquanto leio mais uma vez:

    Estou crucificado com Cristo;

    Paulo está falando de si mesmo.

    E já não sou eu quem vive.

    Vocês pensariam que essa seria a consequência natural da crucificação.

    Mas Cristo vive em mim;
    e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus,
    o Qual me amou e Se entregou por mim.

    Vamos tomar um momento para orar.

    Senhor, mais uma vez estamos aqui em Tua presença. Nós Te agradecemos porque fomos despertados nesta manhã para nos lembrarmos do Senhor Jesus. Obrigado. Tu nos chamaste de volta a este momento bendito para estarmos em Tua presença, para nos lembrarmos de tudo o que fizeste e para nos lembrarmos de que, afinal, Tu és a soma de todas as coisas. Tu és a soma de todos os sacrifícios, o perfeito Cordeiro de Deus.

    Agora, Senhor, ao nos aproximarmos da Tua Palavra, Tu conheces o nosso desejo. Queremos, acima de tudo, que o Espírito Santo tome a Tua Palavra e a torne viva nesta manhã. Nenhum homem pode fazer isso. Lembramos mais uma vez de Pedro, quando se achegou a Ti naquele momento em que tantos se escandalizaram, em João 6:68, e disse:

    Senhor, para quem iremos nós?
    Tu tens as palavras da vida eterna.

    Vem ao nosso encontro. Vem ao nosso encontro, bendito Espírito Santo. Vem ao nosso encontro, precioso Senhor. Fala conosco. Revela-nos o que realmente significa esse versículo que Paulo deu à igreja da Galácia. E cremos que, quando o Senhor revela, quando o Senhor fala, vemos algo vivo e real. Por isso, pedimos que faças isso mais uma vez.

    Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    A Questão Central da Vida Cristã

    Na verdade, vou voltar bastante no tempo. Esse encargo recente que compartilhei veio ao meu coração, mas é um encargo antigo. Então, se vocês não se importam, vou voltar um pouco.

    Não sei quantos de vocês se lembram de quando compartilhei sobre João 3:7:

    Necessário vos é nascer de novo.

    Bem, foi naquela época que esse encargo realmente se tornou vivo e novo para mim.

    E lembro que, desde então, fui colocando anotações dentro da minha Bíblia. Sempre carrego cartões para anotações. Aliás, vou dar uma ideia a vocês, talvez uma pequena ajuda prática. Algumas pessoas não acham que sou tão prático assim. Tenham alguns cartões para anotações e, quando o Senhor falar com vocês, escrevam para se lembrar. Isso ajuda muito.

    Na verdade, irmãos, mantenham um caderno ao lado da cama. Quem sabe o Espírito Santo os desperte no meio da noite e fale com vocês. Anotem. Guardem bem essa palavra.

    Então, eu continuava colocando anotações na minha Bíblia e examinando isso diante do Senhor, e esse encargo nunca parecia desaparecer. Por isso, agora, depois de algum tempo, estou convencido de que o Senhor quer que eu o compartilhe aqui no domingo.

    Basicamente, o encargo é este: O que é a vida? Sabem, essa é uma grande pergunta. É a pergunta que tem ocupado os homens, os filósofos e os grandes pensadores — e até as mentes pequenas, se assim podemos dizer — por gerações e eras. O que é a vida?

    Agora, como cristãos, deveríamos ser capazes de responder a essa pergunta: O que é a vida?

    Uma Expressão Familiar sobre a Vida

    Vou contar uma história. Caso alguns de vocês pensem que estou implicando com ele, nem sei se ele está aqui — meu filho Justin. Já conversei com meu filho sobre isso. Acreditem, aprendi a minha lição.

    Mas Justin — não que ele não seja assim hoje; tenho de fazer todo tipo de ressalva —, quando era jovem… Justin, você está aqui? Não vai sair correndo daí, vai? Ele me disse que não sabia se estaria aqui.

    Mas Justin, quando jovem, era um pensador bastante profundo. Eu sempre ficava admirado. Ele era tão sério. Agora, não estou insinuando com isso — não interpretem de uma forma que eu não pretendo — que ele não seja assim hoje. Não estou insinuando isso de maneira nenhuma. Mas, quando jovem, ele era tão sério.

    Lembro que ele nem queria pensar em coisas bobas, nem olhar para elas. Certa vez, estávamos em uma cerimônia de premiação, e ele estava assim. Não olhava para mais nada. Estava absolutamente sério.

    E, em um daqueles momentos em que ele estava absolutamente sério, nós estávamos conversando — não sei sobre o quê. Nem me lembro muito bem, mas era algo relacionado à vida —, e Justin veio com esta profunda sabedoria. Ele me disse, com toda a seriedade: “Sabe, a vida é a vida”.

    Eu pensei: “Como pode sair uma sabedoria dessas da boca dos pequeninos e das crianças de peito? A vida é a vida!” Guardei aquilo na memória. Tornou-se uma espécie de ditado na casa dos Pittman. Sempre que não conseguíamos entender alguma coisa, quando as coisas eram complicadas demais, quando nada parecia fazer sentido algum, sempre dizíamos: “A vida é a vida”.

    E, certo dia, compartilhei isso com meus sócios. Estávamos em uma situação complicada no trabalho, e eu disse: “Bem, lembrem-se, quero compartilhar com vocês um pouco da sabedoria justiniana. Quando estamos em uma situação complicada, tudo o que precisamos lembrar é: ‘A vida é a vida’”.

    Que palavras de sabedoria! Nunca vou me esquecer. Na verdade, quando falei disso com ele recentemente, ele não se lembrava. Nós nos esquecemos tão facilmente.

    Então, esse é o enigma. Esse é o encargo. Esse é o pensamento: O que é a vida? O que é a vida cristã? O que nos define?

    Primeiras Impressões da Vida Cristã

    Esse parece ser o pensamento que está em meu coração. Se vocês não se importam, vou compartilhar esta introdução, contando algumas experiências que deixaram uma impressão indelével em mim.

    Quando eu era um novo convertido, salvo em 1972, ainda me lembro daquele dia. Ainda me lembro daquele momento. Lembro da luz de Deus irrompendo e penetrando em mim.

    Quatro de fevereiro de 1972. Nenhum outro dia foi como aquele em minha vida. O Salvador Se revelou a mim. Foi tão real quanto qualquer outra coisa. A vida se revelou a mim. Houve uma mudança.

    Lembro que, como novo convertido, costumávamos nos reunir em uma cafeteria para compartilhar a Palavra e ir ao bairro Fan. Eu era estudante da VCU. Íamos ao bairro Fan para testemunhar do Senhor Jesus.

    Lembro daqueles dias. Eu tinha aquele pequeno exemplar de Good News for Modern Man. Acho que alguns de vocês ainda devem se lembrar dele, com aquelas figuras parecidas com bonecos de palito na capa. Eu não sabia nada sobre a Bíblia, mas lembro de ler a Palavra e continuar lendo a Palavra.

    O Testemunho de João Batista

    E, um dia, cheguei ao testemunho de João Batista. Vocês se lembram de quando João Batista falava, quando esse amigo do Noivo falava a respeito do Noivo. Ele disse, em João 3:28:

    Eu não sou o Cristo.

    Ele era o amigo do Noivo.

    E concluiu seus pensamentos dizendo esta pequena frase. Nunca vou me esquecer. Nunca vou me esquecer. João 3:30:

    É necessário que Ele cresça, mas que eu diminua.

    Irmãos e irmãs, não consigo expressar o que essa palavra significou para mim. Talvez não pareça muita coisa para vocês, mas ela deixou uma marca em meu espírito recém-redimido. Foi como ácido gravando o metal. Deixou uma impressão indelével, e eu vi imediatamente. Pareceu-me que essa era a vida cristã.

    Não se trata de eu me tornar melhor. Não se trata de eu ser aperfeiçoado. Não se trata de eu crescer a ponto de me tornar alguma coisa no Senhor. Trata-se inteiramente de o Senhor Jesus crescer em mim. E, à medida que eu diminuo e Ele cresce, esse é o começo da compreensão da vida cristã.

    Essa frase deixou uma impressão indelével em meu jovem espírito.

    A Comunhão e o Corpo de Cristo

    E então, outra história. Tudo isso ainda é a introdução. Conheci meu irmão Jerry. Todos vocês já tiveram de aguentar nossas recordações dos velhos tempos — esse carismático impetuoso e fervoroso conheceu esse jovem batista fundamentalista. Como o Senhor decidiu nos juntar, nunca vou entender. Mas Ele o fez, em Sua misericórdia e em Sua sabedoria.

    Havia uma fome pelo Senhor Jesus, e começamos a buscar o Senhor juntos. Nós dois trabalhávamos no Departamento de Obras Públicas da cidade de Richmond, e costumávamos ir ao parque da Capitol Square para orar e almoçar juntos.

    Lembro que, um dia, fomos ao décimo andar da prefeitura, que estava desocupado. Não sei, Jerry, se você se lembra daquele dia. E partimos o pão juntos para nos lembrarmos do Senhor. Doce comunhão. Doce comunhão.

    Naquela experiência, o Senhor me mostrou que eu não apenas pertencia a Ele, mas também fazia parte do Seu Corpo. Nunca me esqueci disso. Não posso viver sem o Senhor, mas também não posso viver sem meus irmãos e irmãs. Vocês podem?

    Para mim, essa foi uma impressão indelével.

    O Princípio de “Já Não Eu, mas Cristo”

    Então, começamos a conversar sobre esse homem chinês. Eu nunca tinha ouvido falar de Watchman Nee. Era novo na fé. Acho que, àquela altura, eu tinha quatro meses de convertido — talvez três meses. Não me lembro. Mas conversamos sobre o livro A Vida Cristã Normal, e fui comprá-lo.

    Abri a primeira página e, logo na capa, estava o subtítulo: “Já não sou eu, mas Cristo”.

    Agora, não consigo lhes dizer — vocês talvez pensem que sou um místico fervoroso; não sei o que pensam de mim —, mas não consigo expressar a impressão que isso deixou em meu espírito. Por um instante, em um momento, a luz brilhou em meu espírito, e vi que a vida cristã não era eu vivendo, mas Cristo vivendo em mim.

    Com quatro meses no Senhor, lembro disso até hoje. Parei, olhei para aquela capa, olhei para aquele livro e li repetidas vezes aquela expressão de Gálatas 2:20:

    Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.

    Infelizmente, acho que trouxe uma das edições novas. Trouxe alguns livros para mostrar a vocês. Trouxe uma das edições novas porque o meu antigo exemplar vermelho, com aquele acabamento perolado, se desgastou há muito tempo. E, infelizmente, gostaria de registrar uma reclamação à CLC: tiraram esse subtítulo da nova edição. Que pena.

    Vocês talvez pensem que estou tomando alguma liberdade aqui, mas que pena. Eles começam com um prefácio de Angus Kinnear. Esta é a nova edição. Todos vocês deveriam lê-la.

    Aquilo deixou uma profunda impressão, e a impressão era esta: Cristo é a nossa vida. Essa era a vida cristã. Não se tratava de eu, de alguma maneira, me tornar melhor. Não era eu obtendo vitória. Não era eu ficando mais forte. Não era eu sendo mais santificado — embora todas essas coisas sejam verdadeiras. Não me entendam mal. Não levem isso para um sentido que eu não pretendo.

    Mas, no fim, em última análise, a síntese de tudo era esta: Cristo vivendo em mim. E essa é a vida cristã.

    O Segredo da Vida Cristã

    Então, esse é o encargo. Isso é o que está em meu coração: Cristo, nossa vida.

    E, já que falei de subtítulos, vou ter o meu próprio subtítulo: O Segredo da Vida Cristã. Este é o segredo.

    Se vocês pensam que a vida cristã consiste em vocês mesmos viverem, estarão cheios de derrotas e de decepções até chegarem a esta descoberta divina: é Cristo vivendo em vocês. Isso é liberdade.

    Para mim, não consigo expressar — talvez vocês pensem que estou dando importância demais a isso. Talvez pensem que estou tomando liberdade demais aqui. Não sei. Mas essas duas experiências com frases da Palavra de Deus trouxeram luz ao meu espírito, e eu vi.

    Lembro de procurar um querido irmão idoso — e digo isso sem nenhuma falta de respeito — e lhe dizer: “Irmão, veja isto. Veja isto”. Ele deve ter pensado que eu estava louco. Eu disse: “Veja esta frase. É Cristo vivendo”.

    Ele disse: “Sim, irmão, você está chegando a coisas muito importantes”.

    E eu disse: “Não, irmão, é mais do que importante. Veja isto. É a vida cristã. É tudo o que ela é”.

    Essa foi a minha primeira impressão como cristão.

    Três Considerações sobre a Vida

    Agora, hoje, já que tenho certeza de que vocês gostariam que eu prosseguisse, gostaria que considerássemos apenas três coisas. Podemos olhar para isso de muitas maneiras diferentes, e, pelo que me disseram, acho que nosso irmão Jerry vai corrigir tudo isso na próxima semana. Então, acho que ele vai falar sobre a vida substituída e esclarecer todas as omissões que eu fiz. Por isso, orem pelo Jerry, por favor.

    Três coisas:

    1. A fonte da vida
    2. A força da vida
    3. O Espírito da vida

    Precisamos ver qual é a fonte da vida. Se vocês não forem à fonte, perderão tudo.

    Em segundo lugar, acho que precisamos pensar, pelo menos por um momento, sobre qual é a força da vida. De onde vem a nossa força?

    E, em terceiro lugar, ao considerarmos a vida, vamos tomar emprestada esta expressão — pelo menos esta expressão — de Romanos 8:2: o Espírito da vida. Vocês sabem que há um Espírito da vida? E, se não entendermos esse princípio do Espírito da vida, não veremos a nossa vida em Cristo.

    A Fonte da Vida

    Então, vamos começar. Vamos começar pela fonte da vida.

    Lembro, e acho que vocês provavelmente também se lembram, de que Lance compartilhou conosco várias vezes e usou esta frase: “A fonte determina o destino”. Acho que todos vocês que a ouviram provavelmente se lembram dela. Não sei se é uma frase do irmão Sparks, mas é uma frase que, mais uma vez, deixou uma daquelas impressões indeléveis em mim.

    A fonte determina o destino.

    Portanto, se temos a fonte errada, se começamos com a fonte errada, se não conhecemos a fonte certa, nunca chegaremos ao lugar certo. O significado é simples assim.

    Precisamos entender, antes de tudo: Qual é a fonte da vida?

    O Novo Nascimento como uma Nova Fonte de Vida

    Agora, abram comigo, e vou mostrar onde esse encargo surgiu alguns meses atrás. Abram comigo no Evangelho de João, João 3.

    Vocês se lembram dessa história de Nicodemos. Bem, vejam João 3:3. Nicodemos foi ao Senhor de noite, e o Senhor Jesus disse o seguinte — quero que olhemos apenas para esse versículo:

    Jesus respondeu e disse-lhe: Em verdade, em verdade te digo:
    se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

    Sei que temos diferentes versões aqui. A sua talvez diga “nascer novamente”. Algumas versões talvez digam “nascer do alto”. Mas, essencialmente, significam a mesma coisa. Se você não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

    Agora, essa expressão de novo — foi isso que realmente me tocou. Eu estava lendo e meditando nisso na última vez em que compartilhei. A nota de rodapé do irmão Darby realmente abriu isso para mim, permitindo que eu o visse de uma maneira nova.

    Deixem-me ler essa nota para vocês, e talvez comecem a entender. Ele diz que essa expressão de novo não significa apenas outra vez, mas de maneira inteiramente nova.

    Não parem aí: como a partir de uma nova fonte de vida. É isso.

    Não é apenas uma experiência. Não é apenas conversão. Não é apenas, de alguma maneira, crermos no Senhor Jesus. Há um novo começo, um recomeço inteiramente novo, e esse recomeço vem de uma nova fonte de vida.

    E essa vida não é outra senão o Senhor Jesus. Ou, como ele continua dizendo, um novo ponto de partida; em Lucas 1:3, a expressão é traduzida como “desde a origem”.

    Ouçam isto: é uma nova fonte e um novo princípio de vida.

    Não sei se isso significa para vocês o que significa para mim, mas começou a abrir um mundo de compreensão. Comecei a dizer: “Senhor, não é apenas uma experiência. Não é apenas crer em Ti. É começar a entender que agora recebemos dentro de nós, pelo Espírito Santo, a própria fonte da vida”.

    Agora, não sei o que entusiasma vocês. Há muitas coisas que me entusiasmam e que deixariam vocês alarmados, mas isso deveria entusiasmá-los. A própria fonte da vida, o princípio da vida — aquilo que foi traduzido em Lucas 1:3 como a origem — entra em nosso ser quando nascemos de novo. E esse é o começo da vida cristã.

    Tudo diz respeito à fonte.

    Cristo em Vós, a Esperança da Glória

    Ouçam Colossenses 1:27. Não vou pedir que abram em todas estas passagens:

    Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios,
    que é Cristo em vós, a esperança da glória.

    Agora, vou contar outra experiência minha, porque essas expressões transformaram minha vida. Quando eu era um novo convertido e comecei a ler o Novo Testamento, passei a perceber esta expressão: em Cristo. E ela era maravilhosa para mim. Comecei a ver que isso é a vida cristã. Tudo está em Cristo. Não é uma preposição sem significado seguida de uma palavra magnífica. É o propósito de Deus.

    Mas então comecei a perceber outra expressão, e, irmãos e irmãs, eu mal conseguia assimilar essa expressão. Era: Cristo em vós.

    Agora, vocês conseguem imaginar? Com esta mente finita, talvez eu consiga começar a compreender que estou em Cristo, mas mal consigo imaginar a glória de Cristo, a Fonte, entrando em mim.

    Essa é a vida cristã.

    Puxa, isso me fez pensar em coisas nas quais nunca havia pensado. Expressões paulinas — em Cristo —, mas esta parece ainda mais extraordinária: Cristo em vós; Cristo em vós, a esperança da glória.

    Qual é a sua esperança da glória? Pense nisso. É simplesmente isto: a Fonte veio e passou a habitar em seu próprio ser pelo Espírito Santo. E agora Cristo vive em nós. Essa é a vida cristã.

    Cristo como Criador e Fonte que Habita em Nós

    Ouçam Colossenses 1:16: a Fonte vindo até nós.

    Porque Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra,
    as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades;
    todas as coisas foram criadas por Ele e para Ele.

    Agora, essa é a Fonte. Sejam tronos, sejam senhorios, sejam dominações, todas as coisas foram criadas por Ele. E, na verdade, se continuarem lendo Colossenses 1:17, verão que todas as coisas subsistem Nele, ou são mantidas unidas por Ele.

    Mas este, queridos amigos, é o segredo da vida cristã: a Fonte entra em nós.

    É isso que significa 1 Coríntios 3:16:

    Vós sois o templo de Deus.

    Agora, o que vocês achavam que isso significava? Vocês não são tijolos e pedras. Vocês são o templo de Deus.

    A Fonte entrou em vocês. Ele fez de vocês a Sua morada. E agora, por causa disso, pela primeira vez existe a possibilidade de viver a vida cristã.

    Vocês já me ouviram dizer isso antes. Espero que não se cansem de ouvir. Eu nunca me canso de dizer. Muitas vezes pensamos na vida cristã e, ao passarmos pela vida e encontrarmos certas dificuldades, lutas e tentações, tentando viver a vida cristã, dizemos: “A vida cristã é tão difícil”.

    Irmãos e irmãs, quero lhes dizer que a vida cristã não é difícil. Ela é impossível.

    Se vocês pensam, por um minuto sequer, que conseguem viver a vida cristã, continuem andando com o Senhor. Descobrirão que não conseguem.

    Mas, se O buscarem de todo o coração, também descobrirão este princípio divino: Ele colocou dentro do próprio ser de vocês a Fonte da vida, e, a partir dessa Fonte, podemos viver a vida cristã. Não há outro caminho. Não há outra possibilidade. É o único caminho.

    Então, espero que, ao falarmos sobre a vida e irmos além da sabedoria justiniana — “A vida é a vida” —, comecemos a perceber que Cristo é a nossa vida.

    Agora, essas coisas são fundamentais. Alguns de vocês talvez estejam decepcionados com esta mensagem. Talvez pensem que isso é elementar demais, que já estamos muito além disso. Mas, irmãos e irmãs, este é o aspecto essencial da vida cristã que nunca ultrapassamos. Nunca amadurecemos a ponto de deixá-lo para trás.

    E o próprio fato de tantos de nós lutarmos, tantos de nós sermos vencidos, tantos de nós estarmos sobrecarregados se deve a não termos visto, com os olhos do nosso coração, que a vida cristã é o Senhor Jesus.

    A Vida Substituída

    Não sei o que nosso irmão Jerry realmente vai compartilhar, além dessa expressão. Talvez você tenha muito trabalho pela frente, irmão.

    Mas vou mostrar outra coisa a vocês. Não é um livrinho — teve um impacto enorme. Não sei se ainda temos este livro. Chama-se Eles Encontraram o Segredo. É um excelente livro. Não sei se ainda está disponível.

    Não me lembro de quantos anos faz que o comprei, mas o irmão V. Raymond Edman reuniu vinte histórias de vida — de pessoas que vocês reconhecerão, aliás: Charles Finney, Dwight Moody, Oswald Chambers, Frances Ridley Havergal, Andrew Murray. Poderíamos continuar citando muitos dos queridos irmãos e irmãs que conhecemos e que deixaram uma impressão tão grande.

    Mas, nesse livro, ele examina uma expressão que parece ter identificado repetidas vezes e diz que essas pessoas descobriram a vida que é Cristo.

    Essa é a diferença. Elas não apenas amadureceram como cristãs. Não apenas serviram. Não apenas passaram de uma experiência para outra. Foram além disso e chegaram à descoberta do segredo de Deus: a vida que é Cristo.

    Ele diz isso repetidas vezes.

    Agora, vou destacar apenas uma dessas pessoas e encorajá-los, se puderem, a ler o livro. Se prometerem devolver o meu, podem pegá-lo emprestado, mas terão de deixar comigo seu MasterCard ou alguma coisa — algo que realmente garanta a devolução. Estou só brincando. Não deveria brincar tanto assim.

    Eles Encontraram o Segredo. E ele fala primeiro de Hudson Taylor.

    Muitos de nós já ouvimos falar de Hudson Taylor, mas poucos conhecem a luta de Hudson Taylor. Muitos de nós sabemos como Deus usou grandemente esse homem na Missão do Interior da China, como ele foi e entregou sua vida pelo povo chinês, e como o Senhor o ungiu e o usou.

    Mas esses breves relatos falam de como Hudson Taylor lutou intensamente como cristão. Ele passou por agonia como cristão. Com toda a responsabilidade e todo o trabalho que recaíam sobre ele, perguntava-se se algum dia conseguiria viver a vida cristã.

    E ele escreveu — quando vocês leem isso, é tão precioso — uma carinhosa carta à mãe, dizendo como as coisas estavam difíceis.

    Então, um querido irmão, companheiro de missão, escreveu-lhe sobre os recursos que estavam em Cristo Jesus. Escreveu apenas uma carta, mas aquela carta transformou completamente aquele homem.

    Ele começou a ver as riquezas que havia em Cristo Jesus. Começou a ver que não era Hudson Taylor servindo. Não era Hudson Taylor vivendo. Não era Hudson Taylor trabalhando pelos chineses. Não era Hudson Taylor entregando sua vida. Era Cristo vivendo por meio de Hudson Taylor.

    Irmãos e irmãs, essa é uma grande descoberta.

    E é essa expressão que, creio, está no coração do nosso irmão e surgiu a partir da experiência de Hudson Taylor: a vida substituída. Vejam, é assim que Deus trabalha.

    Muitas vezes falamos de nossa vida ser transformada. Isso é importante. Se não vemos nenhuma mudança nas pessoas, começamos a nos perguntar. Mas é mais do que uma mudança. O que Deus busca, no fim, é substituir a fonte da sua vida.

    É isso que significa João 10:10:

    Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

    Vocês pensam, por um momento sequer, que o Senhor Jesus estava falando da nossa vida quando disse:

    Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.

    Não era isso, de modo algum, que Ele tinha em mente. Era a vida que procede da Fonte que Ele tinha em mente.

    Então, espero que isso ajude vocês a começar a compreender esse encargo. Para entendermos Cristo como nossa vida, precisamos ver a Fonte da vida.

    A Vida Expressa e a Vida Recebida

    Outro livro — sei que estou apresentando minha biblioteca inteira a vocês hoje, mas ainda não terminei —: Não Eu, mas Cristo, do irmão Nee. As verdades que estão aqui… Às vezes me pergunto se realmente valorizamos as verdades que recebemos. Pergunto-me se realmente valorizamos a riqueza que nos foi dada em gravações, livros e no ministério, e se guardamos essas coisas como um tesouro.

    Lembro apenas que, quando tinha aquele pequeno exemplar de A Vida Cristã Normal, eu o li até gastá-lo. Vocês não poderiam ter me dado um bem mais precioso.

    Fico pensando nisso. Nesse livro, Não Eu, mas Cristo, o irmão Nee chega à conclusão de que essa não é uma vida meramente transformada; é uma vida substituída.

    Ele continua dizendo que não é uma vida reprimida. Isso atinge todos nós exatamente onde estamos. Nós meio que pensamos que, quanto aos pecados, basta segurá-los e reprimi-los. Vamos reprimir nosso temperamento, reprimir nossa ira, reprimir nossa inveja. Vamos reprimir todas essas características ruins. E, quando estivermos na reunião, colocaremos aquele sorriso santo, e todos acreditarão que somos santificados.

    Isso se chama vida reprimida.

    O irmão Nee disse: “Não é uma vida reprimida; é uma vida expressa”. Cristo expresso por meio de mim. Há esperança.

    E continuou dizendo: “Não é uma vida conquistada”. Quantas vezes pensamos que a vida cristã consiste em conquistar mais coisas. Sabem, mais santidade. “Se eu tivesse mais amor.” Não consigo contar quantas vezes orei pedindo mais paciência. E todos se lembram da passagem de Tiago 1:3: bem, se você quer paciência, Ele lhe dará tribulação.

    Mais coisas. Mais coisas. Mais coisas cristãs. Não é nada disso. Não é uma vida conquistada. É a vida recebida.

    Vocês percebem a diferença? Não sei se ainda estão me acompanhando. Pelo menos façam um sinal com a cabeça, todos vocês, para eu saber que entendem o encargo que está em meu coração.

    Ah, precisamos ver a Fonte da vida. Isso fará uma diferença tão grande.

    A Força da Vida

    Segundo ponto: a força da vida.

    Sabem, no fim das contas, vocês precisam de força para viver esta vida. Não sei quanto a vocês, mas comecei a descobrir que, à medida que envelheço, minha força já não é a mesma de antes. Não sei se algum de vocês já fez essa descoberta. Fontaine, não estou olhando para você de propósito.

    Mas, à medida que envelhecemos, tendemos a perder essa força humana. Lembro que, quando era adolescente, achava que podia fazer qualquer coisa e era tolo o bastante para tentar.

    Lembro dos meninos menores — eu estava em tão boa forma. Era meio ridículo, porque eu não fazia isso com os rapazes maiores, da minha idade, mas com os menores. Eu fazia tantos abdominais que deixava os meninos menores me darem socos na barriga com toda a força, porque estava em boa forma.

    Que tolice. Eu me lembro disso.

    À medida que crescemos, à medida que envelhecemos, já não temos a força que tínhamos antes. Capacidade natural. Força natural. Tenacidade natural. Nós as perdemos.

    O Senhor como a Força da Vida

    O que Isaías disse em Isaías 40:30-31?

    Até os jovens se cansarão e se fatigarão;
    mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças.

    Onde está a sua força?

    Creio que esse é o segredo da vida cristã. Deixem-me compartilhar com vocês alguns versículos dos Salmos — o segredo de Davi.

    Davi disse isto no Salmo 27. Isso é belo para mim. Salmos 27:1:

    O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?
    O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?

    Ele não disse apenas — quero que vocês leiam isso com muito cuidado —, ele não disse apenas: “O Senhor dá força à minha vida”. Disse algo muito mais profundo:

    O Senhor é a força da minha vida.

    Vocês começam a perceber certo padrão ao ler. Vejam o salmo seguinte, Salmos 28:7. Vou ler apenas alguns, porque há muitos exemplos na vida de Davi:

    O Senhor é a minha força e o meu escudo;
    Nele confiou o meu coração, e fui socorrido:
    pelo que o meu coração salta de prazer;
    e com o meu cântico O louvarei.

    O Senhor é a força da minha vida.

    Agora, deixem-me ler mais uma passagem, todas da vida de Davi: Salmos 18. Espero que vocês mantenham o contexto em mente ao ler Salmos 18. Davi havia sido perseguido por seus inimigos, e Deus o livrou das mãos dos seus inimigos e das mãos de Saul.

    Salmos 18:1-3:

    Eu Te amo, ó Senhor, força minha.
    O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador;
    o meu Deus, a minha rocha, em Quem me refugio;
    o meu escudo, a força da minha salvação e a minha torre alta.
    Invoco o Senhor, que é digno de louvor:
    assim serei salvo dos meus inimigos.

    Vocês percebem a diferença? Ele fez uma descoberta. Encontrou o segredo e descobriu que somente Deus era a força da sua vida.

    Vocês talvez tenham certa determinação. Talvez tenham um pouco daquela postura britânica de não demonstrar fraqueza. Mas isso nunca os sustentará ao longo da vida cristã, porque, em última análise, a força da nossa vida é o Senhor Jesus. É o único caminho, queridos.

    Agora, não sei o que cada um de vocês talvez esteja enfrentando. Talvez estejam clamando ao Senhor em sua agonia: “Senhor, dá-me força”.

    Mas creio que o Senhor Jesus e o Pai, em Sua sabedoria, diriam: “Eu já lhe dei toda a Minha força. Ela está no Filho. Está na vida. É a força que vem da vida, e isso é suficiente para sustentá-lo até o fim”.

    Acho que a maioria de vocês sabe que estamos estudando 2 Pedro. E, no primeiro capítulo, em 2 Pedro 1:3, diz:

    O Seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade.

    E esse poder é a Sua força. Tudo.

    Podemos dizer, como Davi: “O Senhor é a minha força”. E isso não está apenas no Antigo Testamento — talvez comecemos a pensar que se trata apenas de linguagem poética do Antigo Testamento. Vejam o Novo Testamento.

    A Força por Meio de Cristo

    Muitos de vocês conhecem Filipenses 4, mas Paulo estava naquela prisão romana. Estava acorrentado àquele guarda. Onde ele encontrava sua força?

    Alguns de vocês talvez sintam que há correntes em sua vida, mas não consigo imaginar que possam sequer estabelecer uma comparação muito próxima. Ali estava o apóstolo, acorrentado ao guarda vinte e quatro horas por dia.

    E ele disse, em Filipenses 4:13:

    Posso todas as coisas em Cristo, que me fortalece.

    Vocês começam a entender o ponto? A força está na vida. A força para viver a vida cristã está na vida de Cristo.

    Com muita frequência, estamos orando: “Mais poder, mais poder”. E o Senhor está dizendo: “Em Mim está tudo de que você precisa, toda a força”.

    Lembro que, quando era jovem e estava no ensino médio, tinha um Falcon 1962. Não sei se algum de vocês, jovens, sabe o que é isso. Era o veículo mais fraco que alguém poderia ter — depois do Fiat do Jerry, no qual fomos à Geórgia alguns anos atrás. Talvez fossem mais ou menos iguais.

    Mas aquele Falcon 1962 — não me lembro, cento e quarenta e poucas polegadas cúbicas, um carburador de corpo simples —, eu estava indo visitar a Virginia Tech. Achei que nunca conseguiria atravessar a montanha Afton. Caminhões de dezoito rodas passavam voando, me ultrapassando, e lá estava eu, me arrastando montanha acima: “Mais potência, mais potência, mais potência”.

    Então, resolvi aquilo. Comprei minha caminhonete nova: 305 cavalos de potência. Achei que essa era a solução, só para me deparar com a crise dos combustíveis. E agora estou dizendo: “Menos potência, menos potência”.

    Às vezes pensamos que tudo de que precisamos é mais poder.

    Entendam isto: o poder está na vida. E quem tem o Filho tem a vida.

    O Poder Aperfeiçoado na Fraqueza

    Bem, pensem no grande paradoxo de Paulo. Alguns de nós diriam: “Puxa, eu gostaria de ser como o apóstolo Paulo — um homem de poder, um homem de grande força”.

    Mas, quando lemos seu relato autobiográfico em 2 Coríntios, vemos exatamente o contrário. Ele disse, em 2 Coríntios 12:10:

    Quando estou fraco, então sou forte.

    Que grande paradoxo. Vocês conseguem imaginar? Acho que nenhum de nós seria levado a dizer isso com base no entendimento natural: “Quando estou fraco, então sou forte”.

    Porque ele fez uma descoberta. Encontrou o segredo. O poder não estava no apóstolo; estava no Senhor Jesus. Essa é a diferença. Que o Senhor nos ajude a ver isso.

    O Senhor Jesus lhe deu um espinho na carne. Acho que todos conhecem essa história. Por causa da extraordinária grandeza das suas revelações, foi-lhe dado um espinho na carne. Sei que muitos de vocês têm ideias diferentes sobre o que era esse espinho, mas ele servia para enfraquecê-lo, para que não tivesse um conceito elevado demais de si mesmo.

    Então, o Senhor disse: “Paulo, esta é uma lição que quero que você aprenda”. Em 2 Coríntios 12:9:

    A Minha graça te basta.

    E nós conhecemos essa lição? Já fizemos essa descoberta?

    Que coisa extraordinária. Esse grande homem disse: “Não é o poder em mim; pode haver fraqueza”. Como lemos em 2 Coríntios 4:7:

    Para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.

    Então, esse é o segundo ponto.

    Ah, há muitas ilustrações. Poderíamos continuar. Poderíamos falar de todas as ilustrações do Antigo Testamento — de Sara e Abraão. Hebreus 11:11 diz que ela recebeu força para conceber.

    Poderíamos pensar em Jacó em Peniel, quando Jacó lutou com Deus, e Deus tocou a articulação da sua coxa e o enfraqueceu. E, daí em diante, Jacó andou mancando.

    Então, vemos aquela imagem final desse grande homem de Deus, adorando, apoiado em seu bordão. Para mim, esse é o segredo. Não é a nossa força.

    Às vezes — e muitas vezes — o Senhor precisa nos enfraquecer para que a Sua força se manifeste em nossa fraqueza. Essa é a vida cristã.

    Ou penso na galeria da fé, em Hebreus 11. Ela fala daqueles que realizaram grandes feitos, daqueles que venceram e daqueles que triunfaram. E diz esta maravilhosa expressão, em Hebreus 11:34:

    Da fraqueza tiraram forças.

    Vocês percebem o paradoxo? Talvez estejam fracos hoje. Talvez não sintam que têm força alguma para prosseguir no Senhor. Mas a verdade é que o Senhor quer que vejamos que a nossa força não está, de modo algum, em nós mesmos.

    À medida que nos firmamos na verdade que é Cristo Jesus, na vida que é Cristo Jesus, começamos a descobrir uma força real e duradoura.

    Bem, espero que vejamos o segundo princípio: “Senhor, Tu és a força da minha vida”.

    Podemos pensar em Efésios 6. Como vocês permanecerão firmes no dia mau? Essa é uma expressão de Efésios 6:13. Como permanecerão firmes no dia mau?

    O apóstolo Paulo começa toda essa seção de Efésios 6:10 dizendo: “Finalmente, irmãos”. E então, o que ele diz?

    Fortalecei-vos no Senhor e na força do Seu poder.

    Observem que ele não disse apenas: “Sejam fortes”. Às vezes dizemos: “Vamos, irmão. Seja forte”. É assim que gostaríamos que isso funcionasse. Mas ele diz:

    Fortalecei-vos no Senhor;

    E então há esta dupla afirmação:

    E na força do Seu poder.

    Esse é o segredo. Essa é a força cristã. Se vocês têm esse tipo de força, podem envelhecer como eu e ficar fora de forma. Aí está a nossa força.

    O Espírito da Vida

    Último ponto, por alguns momentos: o Espírito da vida.

    Tomo essa expressão de Romanos 7 e 8. Não sei quantos de vocês conhecem bem Romanos 7 e 8, mas deveriam conhecer.

    Muitas pessoas tiram Romanos 7 do contexto e pensam que ali se trata de uma pessoa não redimida, lutando com pecados. Mas não é isso, de modo algum, porque o apóstolo Paulo dá ali seu próprio testemunho. É o cristão lutando com o pecado que está dentro dele.

    Agora, muitos de vocês — não precisam levantar a mão, porque não quero constrangê-los, mas pelo menos eu vou levantar a minha —: quantos estão lutando com o pecado que começam a descobrir em seus membros?

    Vocês ficam se perguntando. Perdem o controle. Acham que estão perdendo a batalha. Esta vida cristã é impossível.

    Paulo fala das coisas que quer fazer, mas não consegue fazer. Ele continua dizendo, em Romanos 7:19:

    Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.

    Isso é uma verdadeira agonia.

    Isso não foi escrito casualmente, tomando um chá da tarde. Esse homem estava em verdadeira agonia. Ele disse: “Estou tentando. Estou disposto. Eu pratico”. E a maioria de nós nem se dá ao trabalho de praticar.

    “O que pratico, não quero fazer. As coisas que eu gostaria de praticar…” Ele continua. Sabem, é uma agonia. Vocês precisam entender esse princípio.

    Então, ele conclui em Romanos 7, se vocês lerem, que há uma lei em nossos membros. Vocês começam a entender que existe uma lei em nossos membros. Romanos 8:2 a chama de lei do pecado e da morte. Ela está ali.

    Gosto do que o irmão Nee diz a esse respeito. Acho muito útil, porque, quando chegamos a Romanos 8:2, começamos a ver que Deus introduz uma lei superior para vencer essa lei do pecado e da morte.

    E ele cita aquele versículo, Romanos 8:1:

    Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

    Agora, essa palavra condenação tem duas nuances de significado no grego. Pode ter um sentido judicial, que é o que a maioria de nós pensa: acabamos de ser absolvidos. Mas também pode ter um sentido civil e, nesse sentido civil, significa que temos uma incapacidade. Temos uma limitação.

    Espero que vocês não se incomodem muito por eu ser tão direto, mas vocês têm uma limitação debilitante. Têm, sim. Encarem isso. Incurável.

    E a única maneira de ser liberto do pecado que está em seus membros, ao qual vocês tendem a ceder, é por meio de uma lei superior: a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus.

    Esse é o segredo. Não apenas vida. Não apenas a sabedoria justiniana: “A vida é a vida”. É a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus.

    Deus nunca elimina uma lei. Quando o Senhor Jesus veio à terra, disse, em Mateus 5:17:

    Não vim para abolir, mas para cumprir.

    Mas o que Deus faz, em Sua sabedoria, é introduzir uma lei superior, uma lei maior. E aquilo a que tendemos, aquilo a que cedemos, é vencido pela vida que está no Senhor Jesus.

    Uma Ilustração da Lei Superior

    Todos usam a ilustração da gravidade. Tenham paciência comigo — esta é minha última ilustração. Quero usar… Quem está se sentindo forte? Quem está em forma? Jerry? Mike, você toleraria minha brincadeira por um momento? Poderia vir aqui, irmão?

    Não gosto de fazer isso com você, mas ele é muito mais forte do que eu. Aqui está um ex-running back da Virginia Tech. Ele também envelheceu, mas está muito melhor.

    Mike, trouxe um dos livros menores da minha biblioteca — e quero que você saiba que este é um dos menores. Não quero que você preste atenção neste dizer: “apêndice exaustivo”, está bem?

    Se puder ficar aqui, irmão, vou continuar pregando. Fique aí. Estenda um braço. Estão vendo? Muito mais forte do que eu. Não estão impressionados? Agora, Mike, segure este livro.

    Está bem. Eu prego, você segura.

    O caminho de Deus é introduzir uma lei maior. Mais cedo ou mais tarde — vocês talvez não acreditem; eu já estaria no chão há dois segundos —, mas, Mike, agora você não pode… Você não pode esticar o braço para se aliviar, irmão. Não está fazendo isso direito.

    Puxa, meu adorável e talentoso assistente está deixando a desejar.

    Para começar, ele está ficando roxo. Mas vejam, em Romanos 7, a força de vontade só dura até certo ponto. A determinação só vai até certo ponto. Ah, não, com as duas mãos não, irmão. Você não pode fazer isso.

    Mas vejam, mais cedo ou mais tarde, essa lei — é uma lei, está sempre ali — começa a vencê-lo, e você não consegue resistir. Está tudo bem, Mike? Está bem.

    Mas sabem de uma coisa? Eu poderia ter encontrado um livro maior, se você quisesse. Mas o ponto é este: há pecado em nossos membros, uma lei, e Deus, em Sua vontade, tem um caminho para isso.

    Está tudo bem, Mike? Entendi o seu recado. Você entendeu o meu ponto.

    Imagino que agora vocês tenham mais respeito pela gravidade. Sei que Mike tem. Mike, massageie um pouco, sabe? Vai ajudar. Icy Hot, alguma coisa assim.

    Este é o ponto: essa lei do pecado só pode ser vencida por uma lei superior. Deus nunca a elimina.

    As pessoas se perguntam: “Por que os cristãos podem estar em uma situação tão complicada?” É porque o pecado está em seus membros. Foi o que Paulo disse: “Sei que não quero fazer isso, então sei que é o pecado. Não sou eu; é o pecado em meus membros”, vencendo-o, derrotando-o.

    E então vem o clamor do derrotado. Cada um de nós precisa desse clamor do derrotado. Romanos 7:24:

    Miserável homem que eu sou!
    Quem me livrará do corpo desta morte?

    E então diz em Romanos 8:2 — já dissemos, em Romanos 7:25:

    Dou graças a Deus por Jesus Cristo.

    Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte.

    Vejam, a única coisa que pode vencer a gravidade é essa lei superior.

    A Lei da Sustentação

    Não sei como ilustrar isso para vocês, mas pelo menos vou tentar. Uma antiga amiga — de anos atrás, Linda, não fique tão preocupada, de anos atrás — tinha um pai que era piloto de planador.

    Vocês sabem o que é um planador? Já viram planadores? São fantásticos esses planadores, o que se pode fazer com eles. Eu nunca subiria em um. Gosto de algo que tenha um pouco de potência.

    Mas o planador não tem potência em si mesmo. Na verdade, precisa ser rebocado para o céu por um avião com potência e depois ser solto lá em cima.

    Então, esse objeto que não tem potência alguma em si mesmo — nenhuma — pode permanecer no ar indefinidamente. Até você se cansar, sabe? Pode permanecer no ar por dias, porque há uma lei superior.

    E essa lei da sustentação — agora, puxa, sei que vocês vão ficar entediados se eu entrar nesse entusiasmo pela ciência, mas há uma lei da sustentação. É a lei superior.

    Um engenheiro aeronáutico e aeroespacial já usou essa ilustração antes. Mas vocês já repararam que uma asa tem um formato específico? Sejam gratos por isso.

    À medida que o ar passa sobre essa asa, tendo uma distância maior a percorrer pela parte superior, ele tem maior velocidade, por assim dizer. O ar tem de seguir à mesma velocidade. O ar não muda sua velocidade de baixo para cima. Mas passa sobre a asa com velocidade maior do que passa por baixo dela.

    E, para todos vocês que amam física como eu, quando há maior velocidade, há menor pressão. Entenderam? E, por baixo da asa: menor velocidade, maior pressão. Agora, o que temos? Temos sustentação.

    Essa é a lei. Esse objeto que deveria cair como uma pedra — sem potência, sem motor, sem capacidade própria — permanece no ar porque há uma lei maior do que a lei da gravidade.

    Como diz Romanos 8:2:

    A lei do Espírito da vida em Cristo Jesus me livrou da lei do pecado e da morte.

    Esse é o caminho de Deus. Essa é a vida cristã. Esse é o segredo do cristianismo.

    Cristo, Nossa Vida

    Vocês já descobriram — vou tomar emprestada a expressão daquele irmão — a vida que está em Cristo? Já O viram como a sua Fonte de vida?

    Vocês O conhecem como a força da sua vida?

    Já descobriram a lei superior? Não em vocês, mas Nele: a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus, a única que pode libertá-los da lei do pecado e da morte.

    Isso é Cristo, nossa vida.

    Cantamos aquele hino, e aquela frase significa tanto para mim: “Seja Cristo, seja Cristo, de agora em diante, o meu viver”.

    Oração Final

    Senhor, voltamos a Ti com gratidão porque fizeste toda a provisão — porque Tu és a provisão, porque Tu és a própria vida. E quem tem o Filho tem a vida.

    Nós Te louvamos. E Tu és a força da nossa vida. Ah, falhamos tantas vezes. Nós confessamos isso. Somos como aquele planador sem potência, sem potência real para permanecer no ar.

    Mas Tu nos elevaste aos lugares celestiais pelo Teu próprio poder divino. E, por causa dessa lei da vida em Cristo Jesus, podemos voar alto como a águia.

    Senhor, nós Te agradecemos. Oramos para que as coisas que precisam ser esclarecidas se tornem mais claras. Oramos para que, nos dias que virão, façamos essa descoberta da vida que está em Cristo.

    Que aqueles entre nós — tantos de nós — que ainda estão lutando vejam o caminho divino de Deus e sejam livres.

    Pois pedimos isso juntos, em nome de Jesus. Amém.