Abram comigo, mais uma vez, no versículo com o qual temos iniciado cada uma destas reuniões à noite: Gálatas 6:14.
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
E depois, na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, em Romanos 12:1-2:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é a vossa adoração e o vosso serviço espiritualmente inteligentes. E não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com sobriedade, conforme a medida de fé que Deus repartiu a cada um. Pois, assim como temos muitos membros em um só corpo, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros. E, tendo dons diferentes segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, profetizemos segundo a proporção da nossa fé; se é ministério, dediquemo-nos ao ministério; se é ensinar, ao ensino; se é exortar, à exortação. Quem contribui, faça-o com liberalidade; quem preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.
Por último, na carta do apóstolo Paulo aos Colossenses, em Colossenses 1:12-15:
Dando graças ao Pai, que nos tornou aptos a participar da herança dos santos na luz; que nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor; em Quem temos a redenção, o perdão dos nossos pecados; o Qual é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.
Vamos fazer uma oração.
Amado Senhor, Tu estás presente entre nós. Estamos reunidos a Ti e queremos, Senhor, simplesmente reconhecer que, sem Ti, nada podemos fazer que tenha valor eterno.
Tu nos concedeste uma unção, e não ousamos ignorá-la. Senhor, pela fé, firmamo-nos nessa unção, nessa graça e nesse poder para falar a Tua Palavra, para traduzir a Tua Palavra e para ouvir a Tua Palavra.
Toca o nosso coração, Senhor. Desafia-nos, Senhor. Não nos deixes escapar desta questão. Pelo Teu Espírito Santo, segue-nos até nos alcançares. Ouve-nos, Senhor, e teremos o cuidado de Te oferecer toda a gratidão do nosso coração.
Pedimos isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus Cristo. Amém.
Acho que não preciso dizer qual é o tema destes dias. Imagino que todos já o saibam: o caminho para o propósito eterno de Deus — a cruz.
Minha responsabilidade tem sido falar sobre a cruz e o mundo. Nas últimas duas noites, abordamos certos fatos. Falamos sobre o mundo.
O apóstolo João disse, em 1 João 2:15:
Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo.
Tenho procurado explicar que há duas palavras gregas diferentes traduzidas para o inglês pela mesma palavra: mundo.
Uma delas é cosmos, o universo inteiro — tudo o que há nele, toda a sua beleza e todos os seus habitantes. Essa é uma palavra. Depois há outra, aion, que fala de uma era: o curso e a duração do tempo.
De modo geral, ambas as palavras têm um sentido desfavorável na Palavra de Deus.
Falamos sobre este mundo que Deus criou, acerca do qual Ele disse: “É bom”. Mas, com a queda de Satanás e de um terço dos anjos, seguida pela queda do homem, algo entrou neste mundo que nunca estivera aqui antes: o veneno da serpente.
Esse veneno contaminou o mundo inteiro e as eras do tempo. Tudo está contaminado por ele. Por essa razão, Satanás é chamado de príncipe deste mundo.
Na tentação do Messias, Satanás veio a Ele e disse: “Prostra-Te diante de mim e adora-me, e eu Te darei todas as nações”. Jesus nunca lhe disse: “Você está mentindo”. Tudo o que Ele disse foi:
Ao Senhor teu Deus adorarás, e somente a Ele servirás.
O apóstolo João coloca isso de maneira muito simples em 1 João 5:19:
Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no maligno.
Essa é a mesma palavra que encontramos em Gálatas 6:14:
Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
Ontem à noite, fizemos a pergunta: “O que é mundanismo?” Muitas pessoas pensam que mundanismo se resume às roupas que usamos, às coisas que vemos e às coisas que fazemos. Mas, em sua essência, o mundanismo é a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a vanglória da vida.
Poderíamos falar interminavelmente sobre o mundo. Ele abrange tudo, desde o comércio, o dinheiro e os bens até o orgulho, o ciúme e a ambição.
Se alguém está aqui pela primeira vez nesta noite, precisa daquelas duas mensagens anteriores para compreender o que vamos dizer hoje. Não há resposta alguma para o mundanismo a não ser a cruz. Ela é a única maneira pela qual Deus trata dessa questão.
É por meio de Cristo crucificado que o mundanismo é tratado. Como Cristo pode viver em você, e você ser mundano? Como Cristo crucificado pode habitar no crente, e esse crente estar apaixonado por este mundo?
João coloca isso de maneira tão simples, em 1 João 2:15:
Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Isso significa que toda a nossa conversa sobre amar o Senhor é uma farsa. Tiago fala de maneira ainda mais severa, em Tiago 4:4:
Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade contra Deus? Portanto, quem quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
Isso é muito claro: é preto no branco. Não há mistura alguma, nenhum meio-termo.
Agora, queridos irmãos e irmãs, quero levá-los à carta do apóstolo Paulo aos Romanos, em Romanos 12:1:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é a vossa adoração e o vosso serviço espiritualmente inteligentes.
Essa carta aos Romanos é a maior exposição do evangelho entre os sessenta e seis livros da Bíblia. O apóstolo Paulo começa a resumir tudo e diz: “Rogo-vos, pois, à luz de todos estes onze capítulos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo”.
Isso é a cruz. É a cruz em ação. É o resultado prático de ser crucificado com Cristo: um sacrifício vivo.
Ele poderia ter dito: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que estudem o evangelho”. Isso poderia ter sido um exercício muito acadêmico. Ele poderia ter dito: “Sejam dedicados em seu serviço”.
Em vez disso, ele disse:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo.
Não quero fazer concessão alguma nesta noite. “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresentem os seus corpos como holocausto.” Não apenas consagrados para virar fumaça, mas como uma oferta inteiramente consumida. Nada menos que isso é aceitável a Deus.
Você quer ser separado para Deus? Quer ser santo? Precisa ser um sacrifício vivo. Quer agradar a Deus, ser aceitável a Deus? Precisa ser um sacrifício vivo. Não há alternativa.
Esse é o objetivo intermediário do evangelho. O objetivo final do evangelho é a Noiva. Mas o objetivo intermediário é este: se você foi salvo, se foi lavado no sangue do Cordeiro, se foi justificado diante de Deus por meio da obra consumada do Messias, então precisa apresentar o seu corpo como sacrifício vivo.
Não há outro caminho.
Às vezes, ouvimos dizer nos círculos cristãos que devemos consagrar os nossos talentos. Devemos dedicar os nossos dons naturais. Você tem facilidade para falar? Dedique isso ao Senhor, e será um pregador. Tem talento para a música? Dedique-o ao Senhor, e será um dirigente de louvor. Tem habilidade para organizar? Consagre-a ao Senhor, e Ele a usará para pôr ordem na confusão da igreja.
Mas o que o Senhor exige é um sacrifício vivo. Isso significa o seu corpo, a sua personalidade, todo o seu ser, tudo o que você é — seus talentos, seu temperamento, seus dons, sua energia —, um sacrifício vivo.
É interessante observar esta pequena expressão: “que é a vossa adoração e o vosso serviço espiritualmente inteligentes”.
Algumas traduções dizem “o vosso culto racional” ou “serviço razoável”, mas isso não transmite o verdadeiro significado espiritual.
Às vezes, há muita emoção na adoração. Isso não é errado. Seria estranho se você adorasse o Senhor como uma máquina. É claro que há emoção. Deve haver emoção.
É claro que há emoção no serviço. Muitas vezes, nos entregamos ao Senhor em um momento de verdadeira emoção. Em uma reunião como esta, somos tocados — não apenas no espírito, mas também nas emoções e na vontade.
Então, o que significa essa expressão extraordinária?
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é a vossa adoração e o vosso serviço espiritualmente inteligentes.
Não se trata apenas da sua razão, nem apenas da emoção. Isso é inteligência espiritual.
Vou colocar de outra maneira. Significa que, de maneira fria e deliberada, você decidiu apresentar o seu corpo como sacrifício vivo.
Isso é adoração verdadeira — não a emoção de um momento, nem algo elaborado pela razão em um instante. É um ato de adoração deliberado e resoluto.
Não há alternativa a ser um sacrifício vivo.
Satanás sabe disso. Sabe tão bem que lutará para impedir que qualquer crente seja um sacrifício vivo.
Ele vai atrair você. Vai seduzi-lo. Vai prendê-lo como em uma teia de aranha. Vai tecê-la ao seu redor até que você não consiga se mover.
Um polvo tem oito braços. Assim que prende você com um deles, já o prende com outro. Assim é a estratégia de Satanás.
Ele sabe que, quando os crentes se tornam um sacrifício vivo, nada é impossível. Eles prosseguirão até experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Se você não for um sacrifício vivo, nunca conhecerá isso. Ele sabe que o molde deste mundo, a camisa de força deste mundo, a forma deste mundo nunca será rompida sem que você seja um sacrifício vivo.
Você pode estudar a Bíblia, cantar os hinos e frequentar as reuniões, mas aquela camisa de força do mundo — o molde do mundo em que você está — continua ali. É uma mentalidade.
E não vos conformeis com esta era; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.
Quando a sua mente é renovada, você é transformado. Está livre da escravidão. O polvo morreu. A teia desapareceu. Você está livre para voar aos céus.
É o sacrifício vivo. Somente quando você se torna um sacrifício vivo é que a mentalidade desta era e deste mundo é rompida.
Então você pode ficar livre para ter a mente de Cristo. Então pode se tornar um escravo dEle. Então pode se humilhar, para que Ele o exalte. Tudo remonta a ser um sacrifício vivo.
Qual é a maldição da igreja? A forma deste mundo e a mentalidade deste mundo. Fazemos da igreja algo igual a qualquer outra organização humana.
Ela tem seu cadastro de membros. Tem seus membros. Tem seus procedimentos eleitorais. Tem sua organização — exatamente como qualquer outro clube humano. E isso destrói a igreja.
Quando você olhava para aquela igreja primitiva, havia cento e vinte membros de um corpo esperando até que o Espírito Santo viesse. Eram cento e vinte unidades de uma congregação. Mas, quando foram unidos à sua Cabeça, à direita de Deus, e Ele foi manifestado pelo Espírito Santo, todo o mundo judaico foi virado de cabeça para baixo.
Por fim, o mundo grego e o mundo romano foram virados de cabeça para baixo e do avesso. Eles não tinham a organização que temos hoje, mas sua simples união com a Cabeça, pelo Espírito de Deus, significava que eram invencíveis.
Tal é a maravilha de ser um sacrifício vivo.
Se você olhar com atenção para essa passagem, verá que não é apenas o molde do mundo que é rompido, nem apenas a mentalidade do mundo. Nós também devemos ser transformados. Se cada membro do corpo de Cristo estivesse sendo transformado, você consegue imaginar o efeito sobre o mundo?
Ser um sacrifício vivo conduz à expressão do único corpo em Cristo. Observem: não é “um só corpo de Cristo”, mas “um só corpo em Cristo”, e individualmente membros uns dos outros.
Quando não somos um sacrifício vivo, podemos ter a Bíblia na cabeça, podemos ter muito zelo e muitas outras coisas, mas continuamos sendo indivíduos, preservando a nossa identidade individual.
Como me lembro bem da primeira vez em que vi o que era a igreja! Vi que era Cristo, e isso revolucionou a minha mente.
Naquele momento, deixei de ser batista. Tornei-me membro do corpo de Cristo. Naquele instante, cada filho de Deus passou a pertencer a mim, e eu passei a pertencer a eles.
Mas, quando voltei à igreja da qual fazia parte, eu era como um peixe fora d’água. Éramos todos indivíduos. Ninguém parecia sentir que pertencia a você. Pessoas que você conhecia havia anos — você não sabia nada sobre elas.
O corpo de Cristo é algo extraordinário. Você não pode montá-lo. Ele precisa nascer de Deus, e é necessário haver um núcleo de crentes que sejam todos sacrifícios vivos.
Quando você tem esse núcleo, a igreja começa a ser expressa. Não é apenas algo na cabeça — uma doutrina. Isso é ausência de vida. Isso leva ao orgulho: “Nós somos a igreja. Entendemos essas coisas. Somos superiores; vocês são inferiores”.
Mas, quando você é um sacrifício vivo, servirá a cada filho de Deus neste universo. Talvez não participe dos pecados deles, mas os amará e os servirá, porque, interiormente, sabe que eles pertencem a você e você pertence a eles.
E, tendo dons diferentes…
Aqueles dons naturais de que falei antes — alguém pode ter facilidade para falar, e prega, e você fica entediado a ponto de não aguentar mais. Essa pessoa tem talento natural, mas não toca o seu espírito.
Aqui está uma pessoa que sabe tocar. Você a ouve e pensa: “Ah, que bom; que força!” Mas, no fim, o que fica é a própria pessoa. Então outra pessoa toca, e aquilo é um ministério de Cristo. Qual é a diferença?
Por que uma pessoa pode falar, e aquilo ser um ministério de Cristo, enquanto outra fala, e são apenas palavras — às vezes, palavras brilhantes? Eu não preciso de palavras.
Uma pessoa canta, e você está na presença do Senhor. Uma pessoa organiza, e organiza tanto que acaba excluindo o Espírito Santo da igreja. Isso tem acontecido repetidas vezes na história da igreja. Outra pessoa organiza, e é o Senhor.
Qual é a chave? A chave é ser um sacrifício vivo. Então não se trata de expressão pessoal, engrandecimento próprio ou realização pessoal. É um ministério de Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, acho extraordinário que o apóstolo Paulo, na prática, conclua a carta aqui — embora, como tantos escritores e pregadores, continue por mais quatro capítulos.
Aqui estava o início da conclusão:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é a vossa adoração e o vosso serviço espiritualmente inteligentes.
Apresente o seu corpo. Você já apresentou o seu corpo? Está pronto para ser um sacrifício vivo?
A outra questão que pesa muito no meu coração nesta noite é o fato da cruz e o seu desafio.
Quero voltar mais uma vez a Gálatas 6:14:
Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.
É um fato histórico. Quando Cristo foi crucificado, eu fui crucificado. Você foi crucificado, quer soubesse disso, quer não.
Ouvimos nesta manhã que o velho homem está crucificado — o homem de outrora. O mundo foi crucificado com Cristo. É por isso que haverá um novo céu e uma nova terra, nos quais habita a justiça.
É por isso que haverá um universo do qual todo o veneno da serpente terá sido retirado. Não haverá mais maldição. Ninguém mais estará morrendo. Não haverá mais luto. Não haverá mais morte. Tudo isso terá passado.
É um fato. Não podemos tratar do mundanismo em nosso ser de nenhuma outra maneira.
Em primeiro lugar, Colossenses 1:13:
Que nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor.
Aqui está o primeiro desafio: não se prenda novamente ao jugo da escravidão.
Não deixe Satanás seduzir você. No início, pode parecer tão bom, tão inofensivo, mas você cairá em escravidão — uma escravidão terrível.
Seja nos negócios, no trabalho, na vida profissional, na família, na vida pessoal, na vida da igreja ou no serviço ao Senhor — e todos nós deveríamos servi-Lo —, não se prenda novamente.
Escute: a um custo tremendo, Deus libertou você e me libertou da autoridade das trevas. Satanás e suas hostes tinham autoridade sobre você e sobre mim. Éramos cegos, impotentes e envergonhados.
Então, por meio da obra consumada do Senhor Jesus, quando Ele foi feito pecado por nós, quando levou em Seu próprio corpo o castigo dos nossos pecados, quando ao Senhor agradou esmagá-Lo, você foi milagrosamente libertado da autoridade das trevas.
Você não podia fazer isso. Nenhuma igreja podia fazê-lo. Nenhuma organização religiosa podia fazê-lo. Somente Deus podia fazer isso.
Mas há mais que isso. Ele não apenas resgatou e libertou você; Ele rompeu as correntes e o transferiu para o reino do Seu amado Filho.
Aqui está o primeiro desafio: você está preso? Está brincando com as trevas? Está fazendo concessões a este mundo — seja nos negócios, ao ganhar dinheiro, na família, nos relacionamentos, em sua vida pessoal, na igreja ou no serviço de Deus?
Você não pode brincar com as trevas sem que elas entrem em você. Não pode brincar com fogo sem se queimar. Não pode montar num tigre sem ser devorado.
Você foi libertado por Cristo. Não se prenda novamente a um jugo de escravidão.
Por que um jugo de escravidão? Porque, quando o jugo está colocado, é possível dirigir o animal.
Aqui está o segundo desafio. Se você foi transferido para o reino do amado Filho de Deus, tem um Rei. Tem um Senhor.
O desafio é este: submeta-se ao senhorio dEle.
Ouça as palavras simples de Lucas 6:46:
Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu digo?
Boa pergunta. Por que você Me chama de Senhor e não faz o que Eu digo? Vou lhe dizer por quê: você não é um sacrifício vivo. É por isso que não consegue sair daquele molde. Ele continua ali.
O senhorio de Jesus está em jogo. Muitas vezes, tenho usado as palavras da mãe de Jesus com aqueles que acabaram de se voltar ao Senhor. No casamento em Caná, ela disse aos serventes, em João 2:5:
Fazei tudo o que Ele vos disser.
Essa é a chave simples da vida cristã, a chave simples para seguir o Senhor: faça tudo o que Ele disser.
Se Ele disser a você: “Abra mão desta amizade”, faça isso. O Senhor pode devolvê-la em algum momento, mas, se Ele disser, faça. Se houver algum mundanismo, e Ele disser: “Abra mão disso”, abra mão.
Lembro-me de uma irmã que veio certo dia. Como era garçonete em um restaurante, só podia vir à reunião da manhã. À mesa do Senhor, essa querida jovem, que não tinha nenhuma formação cristã, observou o pão sendo partido e o vinho sendo servido no cálice.
Ela viu o Senhor. A pessoa que estava fazendo aquilo desapareceu, e ela viu o Senhor. Foi salva, embora mal soubesse o que era salvação.
Ela veio me procurar, e eu lhe disse: “Agora, a chave da sua vida cristã é esta: faça tudo o que o Senhor disser”. Perguntei: “Você tem algum problema com isso?” Ela disse: “Não. Vou fazer”.
Então, quando se virou para sair, de repente voltou-se e disse: “Há uma coisa: isto eu não vou tirar”. Era o batom.
Eu disse: “Quem falou em batom? Alguém falou sobre batom à mesa do Senhor?” Ela disse: “Não, ninguém disse nada. Mas percebi que todas aquelas irmãs não tinham pó no rosto nem batom nos lábios. Não quero ser um cisne tingido”.
Ela era muito pálida, de cabelos loiros e pele clara. Eu disse: “Por que você ficou presa a essa questão? Ninguém falou sobre isso. Ninguém lhe disse que precisa tirar tudo. Você é salva. É uma filha de Deus”.
Percebi que ela não acreditava em mim, então eu disse: “Agora, escute. Faça uma promessa para mim”. Ela perguntou: “Qual?” Eu disse: “Prometa que nunca vai tirar a maquiagem”. “Está bem”, ela disse. “Combinado.”
Durante cerca de seis a nove meses, ela continuou usando maquiagem. Então, um dia, percebi: estava sem maquiagem.
Fui direto até ela e disse: “E o acordo que fizemos?” Ela disse: “Como assim?” Eu disse: “Fizemos um acordo sobre a maquiagem. Você prometeu que nunca a tiraria, a menos que o Senhor falasse com você. Está tentando ficar igual a todas as outras?”
“Não”, ela disse. “O Senhor falou comigo.” Então eu disse: “Agora você fez a coisa certa”.
Assim é com o esporte. Assim é com mil e uma outras coisas. O Senhor fala com você — obedeça a Ele.
“Confie e obedeça, pois não há outro caminho para ser feliz em Jesus senão confiar e obedecer.”
Vocês entendem? Não preciso dizer mais nada sobre isso. Às vezes, o Senhor devolve certas coisas. Ele as tira e depois as devolve.
Quando eu era pequeno, adorava tesouras. Tinha apenas dois, três ou quatro anos, e meu grande desejo na vida era conseguir uma tesoura. Minha mãe achava que eu seria alfaiate.
Eu adorava tesouras — tesourinhas, até tesouras de poda, tesouras grandes. Minha mãe passava o tempo correndo atrás de mim e dizendo: “Dê-me essas tesouras!” “Não, não, não”, eu dizia. “Nunca!”
No fim, mamãe precisava arrancá-las das minhas mãos, e então eu fazia uma birra. Pensava comigo: “Minha mãe é uma bruxa. Ela tira de mim as coisas de que gosto”.
Agora eu entendo. Cresci. Entendo por que ela precisava tirar aquelas tesouras de mim. Elas teriam me machucado.
Quando o Senhor diz para você abrir mão de alguma coisa, é porque Ele o ama, não porque quer fazê-lo sofrer. Ele diz: “Dê isso a Mim. Você não percebe que isso vai lhe fazer mal”.
Mas algumas coisas Ele devolverá. Aqui está o desafio: obedeça ao Rei. Você foi transferido para o reino do amado Filho de Deus. Obedeça a Ele.
Aqui está a terceira questão: aprenda que você é um mordomo, não um proprietário. Isso significa que você não pertence a si mesmo. Foi comprado por um preço. Portanto, glorifique a Deus em seu corpo.
Deixem-me ler algumas passagens das Escrituras. Primeiro, 1 Coríntios 6:19-20:
Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós, o Qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por um preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.
Depois, 1 Pedro 4:10:
Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons mordomos da multiforme graça de Deus.
Depois, Atos 4:32:
E a multidão dos que criam era de um só coração e uma só alma; e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas tinham tudo em comum.
Quando você é um sacrifício vivo, deixa de ser proprietário; é mordomo. Há uma enorme diferença entre um proprietário e um mordomo.
Quando você é proprietário, é a autoridade. Quando é mordomo, está debaixo de autoridade.
Tudo o que você possui — você não deve ser o proprietário, mas o mordomo dessas coisas.
Quando você não é um sacrifício vivo, esse tipo de conversa é muito difícil de ouvir. “Você está falando da minha casa? Eu deveria compartilhá-la?” Sim, em certas ocasiões. “Está falando do meu carro? Eu deveria compartilhá-lo?”
Aqui nos Estados Unidos, vejo carros por toda parte com uma única pessoa dentro. Vocês têm até faixas HOV — para carros com mais de duas pessoas. Agradeço a Deus por essas faixas, porque sempre estou num carro com mais duas ou três pessoas.
Quando você pertence ao Senhor, nada do que possui é seu. Você é mordomo dessas coisas e terá de prestar contas da sua mordomia.
Eu me voltei ao Senhor por meio de um homem extraordinário. Seu nome era C. T. Studd — um missionário impressionante.
Quando ele foi fazer o exame médico antes de seguir para a China com os Sete de Cambridge, o médico disse: “Você é um museu de doenças”. Mas C. T. Studd disse: “Alguém com maior autoridade do que o médico me disse para ir, e eu vou com o museu de doenças”.
C. T. Studd era um famoso jogador de críquete, um dos realmente grandes jogadores da história. Quando se voltou ao Senhor, tinha uma fortuna. Hoje seriam milhões e milhões de dólares.
Em uma semana, ele doou tudo — cada centavo. Precisou confiar em Deus para pagar a passagem para a China.
Por que ele doou tudo? Porque o Senhor lhe disse que o fizesse.
Dessa obediência, milhares e milhares de pessoas em todo o mundo vieram a conhecer o Senhor Jesus. Eu sou uma delas.
C. T. Studd era um velho estranho, cheio de fraquezas e defeitos, mas, para mim, era a ilustração de uma sarça com o fogo de Deus. Nele, você encontrava o Senhor. Nele, você ouvia o Senhor.
Por que o Senhor lhe disse que abrisse mão de toda a sua fortuna? Ele não poderia tê-la usado? Mas, na sabedoria de Deus, o Senhor sabia que, se ele se agarrasse à sua fortuna, ela o destruiria. Ele nunca poderia ter sido o que Deus queria que fosse se tivesse se agarrado àquela fortuna.
Conheci outra pessoa — uma senhora com título de nobreza. Ela tinha vinte anos quando conheceu o Senhor. Herdara do pai um título e uma fortuna. Casou-se com um militar que também tinha um título.
Três anos depois do casamento, ele morreu na epidemia de gripe — a chamada gripe espanhola. Ali estava ela, uma filha de Deus, sem o marido, que era apenas alguns anos mais velho do que ela, e com uma enorme fortuna.
Ela me disse: “Quase perdi a cabeça. No fim, me isolei. Eu ia doar aquela fortuna inteira”.
Mas o problema era que ela não sabia a qual organização ou missão deveria doá-la. De repente, o Senhor lhe disse: “O que você está fazendo?”
Ela disse: “Senhor, quero saber a quem Tu queres que eu dê este dinheiro”. O Senhor disse: “Quem lhe disse que você precisava abrir mão dessa fortuna?”
Ela disse: “Senhor, achei que era isso que significava”. O Senhor lhe disse: “Você não é a proprietária dessa fortuna. É a mordoma. Fará o que Eu disser”.
O extraordinário naquela querida senhora foi que, por meio da oração, ela encontrou um homem brilhante para administrar a fortuna. Ao longo dos anos, quadruplicou e quintuplicou aquela fortuna e doou milhões.
Isso me parece muito interessante — dois casos muito diferentes. Um precisou doar tudo. A outra precisou usar o que tinha. Ambos eram mordomos.
A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira foi, em grande parte, mantida pelas doações de Lady Ogle, assim como a Scripture Gift Mission — essas grandes missões dedicadas à Palavra de Deus.
Você é proprietário do que possui ou é mordomo?
Há ainda outro desafio: coloque as suas prioridades em ordem.
Ouça Mateus 6:33:
Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça; e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
O que são todas essas coisas? Roupas, comida e mil e uma outras coisas. São as coisas com as quais, no versículo anterior, os gentios se preocupam o tempo todo.
Vou colocar assim: são as coisas com as quais o mundo se preocupa. É nisso que o mundo pensa. “O que vamos comer? Como vamos comer?” E depois: “O que vamos vestir? Como vamos nos vestir?”
O Senhor disse: “Coloquem as suas prioridades em ordem. Busquem primeiro o reino de Deus e a Sua justiça, e Eu cuidarei de todas as outras coisas”.
Nunca, em toda a minha vida, achei o Senhor mesquinho. O Senhor é tão generoso. Ele ama dar — uma vez que você tenha colocado as suas prioridades em ordem.
Mas, quando as suas prioridades estão erradas, você achará tudo muito difícil. Coloque as suas prioridades em ordem.
Ouça o segundo versículo mais curto da Bíblia, Lucas 17:32:
Lembrai-vos da mulher de Ló.
Ele aparece em um capítulo extraordinário sobre a vinda do Senhor Jesus — a Segunda Vinda. No meio do capítulo, de repente, como uma bala, vem esta palavra: “Lembrai-vos da mulher de Ló”.
Por que lembrar da mulher de Ló? O que o fato de ela ter se tornado uma estátua de sal tem a ver com a vinda do Senhor? Ela nunca colocou as suas prioridades em ordem.
Ela tinha uma casa maravilhosa no meio de uma comunidade incrivelmente perversa. Ela e o marido eram conhecidos por sua hospitalidade. Em algum momento, o Espírito Santo deve ter lutado com a mulher de Ló: “Defina claramente as suas prioridades”.
Mas, de alguma maneira, ela não correspondeu. Quando o juízo de Deus caiu sobre Sodoma e Gomorra, os anjos precisaram carregá-la para fora. Durante todo o caminho, ela continuou olhando para trás e foi transformada em uma estátua de sal.
A igreja está cheia dessas estátuas de sal — pessoas que nunca definiram claramente as suas prioridades. Estão olhando para trás, de alguma forma procurando as coisas do passado.
Então você se torna um monumento — uma lápide: “Aqui jaz o corpo de Lance Lambert, nascido em tal data, falecido em tal data”. Há muitas mulheres de Ló na igreja.
Aqui está o desafio: coloque as suas prioridades em ordem.
Aqui está um quinto desafio: compreenda a vontade do Senhor.
Efésios 5:15-17 diz:
Vede, pois, cuidadosamente como andais, não como insensatos, mas como sábios; remindo o tempo, porque os dias são maus. Por isso, não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
Os dias são maus, cada vez mais maus, e se tornarão mais e mais maus até que o Anticristo apareça. Portanto, não devemos andar de maneira insensata, mas com sabedoria — remindo o tempo, aproveitando cada oportunidade.
Não devemos ser insensatos, mas compreender qual é a vontade do Senhor.
Ser um sacrifício vivo permite que você experimente qual é a boa, aceitável, agradável e perfeita vontade de Deus.
Quando você não é um sacrifício vivo, está sempre com medo da vontade de Deus. Quando não está sob o senhorio de Jesus, quando é proprietário e não mordomo, quando as suas prioridades estão erradas, está sempre com medo da vontade de Deus.
Você tem medo, como se o Senhor fosse lhe fazer mal, como se fosse roubar sua alegria, sua vida e sua paz, como se fazer a vontade do Senhor significasse ter de ser infeliz. Que tolice!
Você sabe que o seu Pai celestial é um Pai? Ele não quer colocar você em situações que o façam sofrer simplesmente por sofrer. Ele ama você.
Quando Ele revela a Sua vontade, você sempre descobre, no fim, que ela é boa, agradável e perfeita.
Agora estou velho, esperando o novo corpo. Conheço muitos cristãos muito infelizes, e são, sem exceção, crentes que fazem a própria vontade.
Conheço muitos cristãos cheios de alegria, cheios de vida e até cheios de riso. São crentes que têm feito a vontade de Deus.
Ouça 1 João 2:15-17:
Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a vanglória da vida, não procede do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, assim como a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
Que promessa maravilhosa: aquele que faz a vontade de Deus permanece — continua — para sempre. O que o Senhor faz nele é eterno, porque ele faz a vontade de Deus.
Isso me leva a mais um desafio: a contribuição que você e eu damos ao povo de Deus.
Vejam 1 Coríntios 3:9-15:
Somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus, edifício de Deus. Porque ninguém pode lançar outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém edifica sobre o fundamento ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; pois o dia a declarará, porque será revelada pelo fogo; e o próprio fogo provará de que qualidade é a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou sobre ele permanecer, esse receberá recompensa. Se a obra de alguém se queimar, esse sofrerá perda; mas ele mesmo será salvo, todavia como que através do fogo.
Somos cooperadores de Deus. Você pode ser um cooperador com Deus ou pode ser alguém que trabalha para Deus. Há dois tipos de trabalho: trabalho para o Senhor e o trabalho do Senhor.
Quando você não é um sacrifício vivo, é trabalho para o Senhor: “Eu tenho um ministério. Tenho uma obra. Este é o meu serviço. Fica atrás de mim, Senhor. Apoia-me. Supre-me. Abençoa-me. É a minha obra, e quero que Tu a uses”.
Mas, quando você é cooperador com Deus, é o Senhor Quem dá as ordens. Você está sob governo. Não faz o que Ele não ordena. É a obra dEle e, portanto, Ele supre.
Quando Deus chama, Ele sempre supre de todas as maneiras. Supre dinheiro no nível mais comum. Supre unção no nível mais elevado.
Quando é a obra dEle, quando você é cooperador com Deus, quando está sob as ordens dEle, qualquer coisa pode acontecer.
Há dois tipos de material: ouro, prata e pedras preciosas; e madeira, feno e palha. Tudo é provado pelo fogo. O que vai sobreviver?
Já usei esta ilustração antes. Lembro-me de ter ido várias vezes ao Palácio dos Cocos de Imelda Marcos, em Manila. Era a casa de hóspedes do governo para visitantes especiais.
Fiquei impressionado. Tudo nele era feito de coqueiro: a madeira dos pisos, a madeira dos corrimãos, os tapetes, as cortinas, as luminárias — não apenas as luminárias em si, mas também as cúpulas.
Eu nunca teria acreditado que fosse possível usar o coqueiro para tantas coisas. Na primeira vez, andei por ali atônito. Ficava dizendo: “Isto não pode ser de coqueiro”. Mas era — muito bonito, porém muito inflamável.
Muitos trabalhadores na obra de Deus estão construindo um belo edifício que é inflamável — engenhoso, de execução brilhante, mas feito de madeira, feno e palha.
Se o que há em você é madeira, feno e palha, o que mais você pode ministrar? Para usar ouro, prata e pedras preciosas na edificação, esses materiais precisam estar em você.
Madeira, feno e palha são mundanos. Ouro, prata e pedras preciosas são celestiais.
Queridos, esses são os desafios. Somente um trabalhador que seja um sacrifício vivo pode edificar sobre o fundamento do Senhor Jesus com ouro, prata e pedras preciosas — aquelas coisas que são eternas.
São essas coisas que, no fim, serão encontradas na Noiva: o ouro e as pedras preciosas. A prata é o meio de chegar até lá.
Que desafio! Temos tão pouco tempo restante.
Quando eu era jovem — o que já faz muitos anos —, meus aniversários pareciam estar separados por um milênio. Eu incomodava minha mãe repetidas vezes: “Quando será meu próximo aniversário?” Ela dizia: “Você acabou de fazer aniversário”.
Agora meu aniversário chega tão depressa que preciso perguntar aos rapazes: “Quantos anos estou fazendo agora?” Às vezes, penso: “O mundo está ficando mais rápido, ou sou só eu?”
Mas vou lhes dizer uma coisa: quanto mais nos aproximarmos da vinda do Senhor, mais depressa tudo acontecerá. Você tem muito pouco tempo.
Não dê ouvidos aos poderes das trevas quando sussurram para você: “Você é jovem. Divirta-se. Aproveite o mundo. Ele está aí para você. Não vai lhe fazer mal algum. Quando estiver um pouco mais velho, poderá se separar mais do mundo”.
Então você se casa e tem filhos, e o inimigo vem e diz: “Não resolva essas questões. Você está ocupado demais com a família. Tem coisas demais para fazer. Cuide dos seus relacionamentos. Preocupe-se com a sua vida familiar”.
Quando você chega à meia-idade, o inimigo diz: “Vá com calma. Essa é a tarefa dos jovens — atividade, fogo e fervor. Você está na meia-idade. Não precisa se entregar cem por cento. Não é necessário”.
Então você envelhece. Perde os cabelos, os dentes, a visão. Então o inimigo vem e diz: “Você não acha que o Senhor quer você, acha? Você está apenas pronto para ir se arrastando até a sepultura. Não pode fazer nada. Deixou passar tempo demais. Deveria ter resolvido isso quando era jovem”.
Como são astutos os poderes das trevas!
Se hoje você ouvir a voz do Senhor, não endureça o seu coração. Este mundo vai destruir você. Que Deus o desafie.
Amado Senhor, nós Te pedimos: não nos deixes escapar. Oramos isso no início. Não nos deixes escapar. Encurrala-nos, Senhor. Tem misericórdia de nós.
Salva-nos das mentiras de Satanás e do seu poder de sedução.
Ajuda-nos a apresentar os nossos corpos como sacrifício vivo, deliberadamente e, em certo sentido, com frieza. Senhor, sabemos que Tu farás o restante.
Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.