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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Wake Up: Strengthen The Things That Remain #1 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Wake Up: Strengthen The Things That Remain #1
    Wake Up: Strengthen The Things That Remain #1
    Graham, Mac

    O Fortalecimento das Coisas que Permanecem

    Bom dia, irmãos e irmãs. Gostaria que vocês abrissem comigo, nesta manhã, no livro de Apocalipse, capítulo 3. Vamos usar alguns versículos dessa carta à igreja em Sardes como tema para o nosso tempo juntos.

    O Chamado à Vigilância em Apocalipse 3:1-3

    Ao anjo da igreja em Sardes escreve:
    Isto diz Aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas:
    Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
    Sê vigilante e fortalece as coisas que permanecem, que estavam para morrer;
    porque não tenho achado íntegras as tuas obras diante do Meu Deus.
    Lembra-te, portanto, de como tens recebido e ouvido; guarda-o e arrepende-te.

    Tens nome de que vives, mas estás morto.
    Desperta.
    Fortalece as coisas que permanecem, que estavam para morrer;
    porque não tenho achado completas as tuas obras diante do Meu Deus.
    Lembra-te, portanto, de como tens recebido e ouvido; guarda-o e arrepende-te.

    Oração Inicial

    Senhor, é um grande privilégio estarmos juntos na Tua presença nesta manhã. Senhor, agradecemos porque foste Tu que separaste este tempo. Senhor, foste Tu que nos chamaste para Ti, e somos um povo tão privilegiado.

    Senhor, agradecemos porque ainda se chama hoje, e podemos ouvir a Tua voz. Cada um de nós se achega a Ti agora e, no frescor deste dia, nós nos apresentamos a Ti, Senhor. Que o Teu Espírito Santo tenha liberdade para falar, e que possamos ouvir, no mais íntimo do nosso ser, as palavras de vida que estás falando nesta hora.

    Senhor, ao vermos que o tempo se aproxima, não temos muitos dias para desperdiçar. Queremos ser aqueles que verdadeiramente remem o tempo, e queremos remir este tempo por amor do Teu nome, Senhor, para que sejas glorificado e honrado em nosso meio hoje.

    Nós Te adoramos, Senhor. Pela fé, nos apropriamos de tudo o que tens para nós nesta manhã. Em nome de Jesus, amém.

    O Desejo do Senhor para o Seu Povo

    Ao olharmos para essa carta à igreja em Sardes, vemos o nosso Senhor falando aos Seus amados. O que Ele está procurando? Em cada uma dessas sete igrejas, ao escrever essas cartas, o que Ele está procurando?

    Na verdade, em toda essa questão das sete cartas, o nosso Senhor está procurando uma coisa. Ele está procurando o próprio caráter e a natureza do Seu Filho amado. Ele está procurando ver a Sua vida expressa entre o povo de Deus.

    Quando Ele vê essa vida expressa, profere palavras de aprovação. Ele diz: “Dou testemunho disso. Continuem”. Mas, quando vê em nossa vida coisas que não correspondem a essa medida, que não refletem a vida do Seu Filho, Ele as aponta para nós.

    O maravilhoso acerca do nosso Senhor, em contraste com a maneira como nós lidamos com as coisas, é que Ele as aponta com um coração de amor, para que sejamos libertos daquilo que nos enreda e, por Seu grande amor e misericórdia, fiquemos livres para nos dedicar àquilo para o qual Ele nos chamou.

    Quando Ele olha para essa igreja em particular e diz: “Tens nome de que vives, mas estás morto. Não tenho achado completas as tuas obras”, se dissermos isso por nós mesmos, em nossa natureza humana, soa como condenação. Mas, quando o nosso Senhor faz essas palavras ressoarem do Seu coração, elas são um chamado de amor aos Seus amados.

    Ele está dizendo: “Coloquei a Minha vida em vocês. Havia uma vida; havia uma obra que comecei em vocês, mas ela não está completa. Despertem”. Nós adormecemos. Ficamos tão acostumados às coisas do Senhor que estamos nos tornando insensíveis e muito acomodados.

    O Senhor clama com uma voz amorosa: “Despertem e fortaleçam as coisas que permanecem”. Louvado seja Deus porque ainda podemos ouvir a Sua voz nesta hora. Louvado seja Deus porque é a Sua canção de amor que Ele canta para nós todos os dias, para que a vida do Seu Filho amado seja formada em nós.

    Sabemos que não estamos onde deveríamos estar, mas agradecemos ao Senhor porque Ele não nos desqualifica. Ele não nos lança fora por causa disso. Enquanto ainda se chama hoje, Ele continua falando conosco e nos diz:

    Com amor eterno te amei.

    “Por causa desse amor, continuem. Dei a vocês algumas obras para começar, e vocês as começaram, mas elas não estão completas. Prossigam. Lembrem-se de como receberam essas obras no início. Lembrem-se do chamado que lhes fiz para sair e vir a Mim.”

    É esse mesmo chamado que o Senhor tem para nós nesta hora. Ele deseja que nós, não apenas como indivíduos, mas como Sua expressão coletiva, voltemos à simplicidade e à pureza da nossa devoção a Ele.

    Creio que, quando somos todos sinceros, confessamos que temos sido distraídos por muitas coisas nesta hora. Neste país, existe uma maneira de viver uma vida cristã confortável. O Senhor, por Seu amor, está nos sacudindo. Por Seu amor, Ele está clamando a nós para que não nos acomodemos, mas despertemos e fortaleçamos aquilo que permanece.

    É a Sua vida em nós que ainda está ali, e Ele diz: “Despertem. Quero mostrar-lhes cada vez mais de Mim mesmo”. Ele diz: “Há um propósito para o qual os chamei. Vocês são um povo com propósito e, do Meu coração de amor, quero que prossigam naquilo para o qual os chamei”.

    Porque Ele diz: “As tuas obras não estão completas diante do Meu Deus”. Gosto muito dessa pequena expressão, porque às vezes podemos pensar que as nossas obras estão completas. Podemos usar uns aos outros como padrão, mas que nos lembremos de que é diante do Senhor — esse é o padrão.

    O nosso padrão é a vida do Senhor Jesus Cristo, e é a isso que Ele nos chama. O maravilhoso acerca do nosso Senhor, quando diz: “Fortaleçam as coisas que permanecem”, quando nos manda despertar, é que Ele não diz, em seguida, que façamos isso por nós mesmos. Ele nos proporciona o caminho.

    Não há condenação aqui. Ele diz: “Despertem e fortaleçam as coisas que permanecem”. Como despertamos? Como fortalecemos esse aspecto da Sua vida que permanece em nós? Ele faz ressoar esta palavra maravilhosa: “Lembra-te de como recebeste”. Lembrem-se.

    A Recordação daquilo que Foi Recebido

    Irmãos e irmãs, como foi mencionado ontem à noite, estamos aqui em Westmont há vinte anos. Temos recebido muito. Portanto, lembrem-se de como receberam e ouviram, e guardem isso. Recebemos tanto. Temos uma herança tão grande.

    Olhem para esses livros sobre aquela mesa lá atrás — isso é uma herança extraordinária. Olhem para as fitas que estão sendo gravadas e para as fitas que temos ao longo dos anos — isso é uma herança extraordinária. Precisamos nos lembrar do que o Senhor já nos falou.

    Nesta hora para a qual estamos olhando, nesta hora em que vivemos, a palavra lembra-te não significa que o Senhor fará algo novo. Ele não fará algo novo. Ele já fez algo novo.

    Haverá um dia em que Ele fará algo novo, mas hoje o Senhor não fará algo novo. Ao tocarmos o Senhor e experimentá-Lo, teremos novas experiências com Ele em nossa vida, mas Ele já fez essa coisa nova.

    Ao nos posicionarmos e entrarmos naquilo que Ele fez de novo, experimentaremos de uma nova maneira a grandeza daquilo para o qual Ele nos chamou. Ao nos lembrarmos do fundamento, ao nos lembrarmos do que Ele já nos falou e entrarmos nisso, poderemos desfrutar de toda a bondade do nosso amado Mestre.

    Ele diz: “Lembra-te de como ouviste”. Tenho de confessar que tenho a bênção e a maldição de ter participado de conferências demais, se posso dizer isso da maneira certa.

    Lembro-me da primeira vez em que fui a uma conferência como esta. Foi numa pequena faculdade chamada Randolph-Macon. Lembro-me de como ouvi. Havia fome ali.

    Há alguns anos, fui profundamente convencido depois da minha milésima quadringentésima trigésima segunda conferência. Eu estava ali sentado como um conhecedor refinado da Palavra: “Ah, aquele irmão foi muito bem. Ah, sim, eu me lembro. Da última vez em que compartilhou isso, ele fez assim”.

    O problema não estava no pregador. O problema estava na maneira como eu estava ouvindo. O Senhor trouxe esses versículos de volta à minha memória: “Lembra-te de como recebeste”. Como recebemos? Recebemos com fome e sede.

    O Senhor está nos chamando novamente, para que o Seu Espírito Santo nos revigore a fim de recebermos aquilo que tanto temos ouvido e entrarmos nisso. Que Ele reacenda esse fogo e sopre sobre ele, para que, no frescor da Sua vida, o testemunho de Jesus realmente se manifeste.

    Uma Condição de Fraqueza e um Senhor Fiel

    O Senhor escreveu essa carta à igreja em Sardes porque, naquela época, a igreja em Sardes estava numa condição de fraqueza. Irmãos e irmãs, creio que, se olharmos ao redor com toda a sinceridade — para a nossa vida e para a vida das nossas assembleias —, veremos que estamos numa condição de fraqueza.

    Mas, novamente, por Seu coração de amor, Ele não nos condena. Ele não nos lança fora por causa da nossa condição de fraqueza. Em Seu amor, vem até nós e nos chama a despertar, a nos lembrar daquilo que compartilhou conosco.

    Lembrem-se daquele coração de primeiro amor quando vocês se reuniam. Lembrem-se do zelo que tinham quando, de repente, descobriram que havia outros irmãos e irmãs que também haviam tido esse pequeno vislumbre do que Deus desejava — a beleza de estarem sentados na sala da casa de alguém, os quatro ou cinco que estavam ali.

    De repente, houve esta revelação: “Puxa, você está vendo que Deus tem mais para nós do que simplesmente sermos salvos. Você e eu somos um em Cristo”. Ao virmos a esta conferência, existe essa valorização da unidade que temos uns com os outros? Existe esse zelo, ou isso simplesmente se tornou tão comum e corriqueiro para nós?

    Há cerca de vinte anos, não falávamos muito sobre o corpo de Cristo; eram apenas alguns que falavam. Mas agora “o corpo de Cristo”, essa pequena expressão, tornou-se tão comum que perdeu o brilho, a beleza e a preciosidade.

    O Senhor quer que despertemos. Temos um nome, mas estamos realmente vivos para Ele? Agradecemos ao Senhor porque há vida em nós, e Ele quer que essa vida seja reacendida de maneira renovada. Ele quer que essa vida brilhe como um testemunho luminoso nesta hora em que vivemos.

    Não creio que precise convencer nenhum de nós de que estamos vivendo nos últimos dias, e eles estão avançando tão rapidamente. O Senhor, em Seu coração de amor, clama a nós para que despertemos e fortaleçamos as coisas que permanecem.

    Ao olharmos por toda a Escritura, encontramos maneiras maravilhosas de ver a admirável fidelidade do nosso Senhor. Hoje, enquanto estamos aqui sentados numa condição de fraqueza, temos um Livro inteiro cheio de pessoas que estiveram em condições de fraqueza.

    Quer falemos do tempo no Egito, do tempo dos juízes, do tempo do cativeiro, do período imediatamente anterior à vinda e ao nascimento do nosso Senhor, ou do tempo em que essas cartas foram escritas, eram períodos em que o povo de Deus estava numa condição de fraqueza.

    Mas o maravilhoso acerca do nosso Senhor é que, quando nos encontramos numa condição de fraqueza, temos a oportunidade de ver a Sua grande fidelidade sendo manifestada. Quando o povo de Deus está mais fraco, o nosso Deus manifesta a grandeza do Seu poder.

    É isso que Ele deseja fazer em nossa vida hoje. Ao permitirmos que o Espírito reacenda o nosso coração, Ele quer que vejamos a suprema grandeza da vida que temos juntos em Cristo.

    Esdras e Neemias como Figuras de Restauração

    Durante o nosso tempo juntos, gostaria que usássemos uma dessas figuras do Antigo Testamento como uma lição para nos ajudar. Sou contador de formação e percebo que preciso de pequenas figuras e lições para me ajudar.

    Tenho achado os livros de Esdras e Neemias muito úteis para ver como, quando o povo de Deus estava numa condição muito fraca, o Senhor, em Sua admirável fidelidade, levantou pessoas para atrair o povo de volta a Si.

    Por isso, gostaria que tivéssemos comunhão em torno dos livros de Esdras e Neemias. Quando pensamos em Esdras, dizemos: “Ah, foi quando eles voltaram, construíram o altar e reconstruíram a casa de Deus”. Isso é verdade. São os primeiros seis capítulos do livro.

    Mas o livro não termina ali. Há uma segunda metade, na qual Esdras retorna e a vida deles dentro da casa é fortalecida. Esdras voltou para adornar, embelezar e fortalecer a casa de Deus. Essa é a segunda metade do livro.

    Em Neemias, a primeira parte trata da reconstrução do muro. Mas, novamente, o livro não termina ali. Há uma segunda metade, na qual a vida em conjunto é fortalecida. Depois que o muro foi reconstruído, há um testemunho trágico no capítulo seguinte: a cidade era espaçosa, mas havia poucas casas.

    Era uma grande cidade, mas eles estavam numa condição de fraqueza. O Senhor deseja tanto que o muro seja construído quanto que a vida dentro da cidade seja fortalecida.

    Ao examinarmos Esdras e Neemias, podemos ver algumas das maneiras pelas quais o Senhor deseja nos fortalecer, assim como fortaleceu o Seu povo naqueles dias. Ele levantou homens e mulheres de caráter. Usando uma expressão do Novo Testamento, eles tinham a vida de Cristo em si.

    Eles se preocupavam mais com os interesses de Deus do que com os próprios interesses. Negavam a si mesmos e permitiam que os interesses do Senhor os governassem e impulsionassem.

    Duas outras coisas tão preciosas que vemos nesses livros são o poder da Palavra de Deus, essa Palavra viva de Deus à qual as pessoas respondem, e também o poder da oração. Há belas orações ao longo desses dois livros.

    À medida que esses homens permitiam que o Senhor Se tornasse real em sua vida, por meio da Palavra de Deus e de um espírito de dependência e oração, eles puderam trazer o povo de volta, para que houvesse uma expressão da vida do Senhor na cidade conhecida pelo Seu nome.

    O Retorno da Babilônia

    Ao olharmos para Esdras, capítulo 1, o cenário é o período em que o povo de Deus estava cativo na Babilônia. Por que estavam ali? Foi, na verdade, por causa da sua infidelidade — infidelidade a Deus. O Senhor havia permitido que fossem levados cativos para a Babilônia.

    Algum tempo antes disso, Israel estava no seu apogeu sob Davi e Salomão. Por meio de Salomão, o templo foi construído. Mas então Salomão, por causa do seu casamento com mulheres estrangeiras e da idolatria na qual se envolveu, ouviu o Senhor dizer: “Vou arrancar o reino de você”.

    Mas, por Seu amor a Davi, pai de Salomão, o reino não seria dividido no tempo de Salomão, e sim no tempo de seus filhos. Depois da morte de Salomão, aquele reino foi dividido em um reino do norte e um reino do sul.

    Novamente, vemos o Senhor em Sua bondade e misericórdia. Ele levantou profetas para ir ao povo do reino do norte e clamar a eles, mas eles nunca responderam. No reino do sul, foram levantados profetas e, em alguns momentos, havia pessoas que respondiam à Palavra de Deus.

    Mas, depois de algum tempo, elas se afastavam. Havia esse fluxo e refluxo: pessoas respondiam à Palavra e depois se afastavam novamente. Por fim, por causa da sua infidelidade, todos foram levados para a Babilônia.

    A Babilônia como Confusão Religiosa

    Agora, o que é a Babilônia? Sabemos que é um país, mas, quando a examinamos à luz das Escrituras, o que é a Babilônia? Nós, como crentes, somos colocados em contraste com o mundo. Ao longo das Escrituras, vemos esse grande contraste entre o reino de Deus e o mundo.

    No Antigo Testamento, há dois países que tipificam o mundo. Temos o Egito, que tipifica o mundo secular. Agradecemos ao Senhor porque Ele redimiu o Seu povo do Egito, e nós também fomos redimidos e introduzidos numa terra prometida tão maravilhosa.

    Mas há também a Babilônia, e sabemos que a palavra Babilônia significa confusão. A Babilônia fala do mundo religioso. Todas as religiões do mundo estavam ali, e era uma completa confusão.

    Ao longo da história da igreja, houve épocas de tamanha confusão entre os crentes que foram um tempo de Babilônia, um tempo de confusão. É triste que hoje haja grande confusão entre o povo de Deus.

    Não há clareza sobre Quem é o Senhor ou sobre o que Ele está fazendo, mas há uma profunda confusão. Nós, como povo de Deus, temos sido capturados por esse espírito de confusão. Mas, novamente, o Senhor, em Sua misericórdia, clama a nós.

    Ele diz: “Desejo que vocês voltem à simplicidade e à pureza da sua vida Comigo”. Portanto, ao examinarmos Esdras e Neemias, que o Senhor fale ao nosso coração. Que Ele nos toque de uma maneira que nos atraia de volta a Ele.

    Ciro e o Propósito Soberano de Deus

    Esdras 1:1-5:

    No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias, o Senhor despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que fez proclamar por todo o seu reino, e também por escrito, dizendo:
    Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra; e Ele me encarregou de Lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá.
    Quem houver entre vós de todo o Seu povo, seja o seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e edifique a casa do Senhor, o Deus de Israel — Ele é o Deus que está em Jerusalém.
    E todo aquele que restar, em qualquer lugar onde peregrine, seja ajudado pelos homens do seu lugar com prata, com ouro, com bens e com animais, além das ofertas voluntárias para a casa de Deus, que está em Jerusalém.
    Então se levantaram os chefes das casas paternas de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, todos aqueles cujo espírito Deus despertara para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém.

    Ao lermos esses versículos, vemos Ciro fazer essa proclamação maravilhosa: qualquer pessoa que desejar está livre para voltar a Jerusalém, a cidade de Deus, onde está o Seu nome, onde está a Sua casa e onde Ele deseja que a Sua casa seja reconstruída.

    Isso acontece simplesmente por acaso? Acontece de repente, por obra do destino, que Ciro, esse rei pagão, faça essa proclamação? Não. Os versículos introdutórios desse livro nos mostram que o nosso Deus é um Deus de propósito, e Ele governa sobre todas as coisas.

    Sabemos, pelo profeta Isaías, que, cerca de duzentos anos antes disso, havia sido anunciado que Ciro seria usado pelo Senhor. Ciro seria usado para realizar esse retorno a Jerusalém.

    Um dos grandes encorajamentos desses livros é a maneira como mostram que Deus tem um plano e um propósito. Mesmo quando parece que tudo está em completa ruína, o nosso Deus, em Sua admirável soberania, pode usar um rei pagão para permitir que o Seu povo seja liberto e volte a Jerusalém.

    Agradecemos ao Senhor porque, mesmo depois de Isaías, Ele deu as profecias de Jeremias. Por meio de Jeremias, foi profetizado que haveria um tempo em que o povo de Deus poderia retornar.

    Quem foi tomado por essa profecia? Quem estava lendo a Palavra de Deus, certo dia, na Babilônia, e teve o coração tomado por essa profecia? Foi alguém chamado Daniel.

    Daniel estava lendo a Palavra de Deus e viu os setenta anos. Era aquilo — a revelação de Deus veio sobre ele. Daniel caiu de joelhos. Mais adiante, examinaremos a oração de Daniel, mas foi uma oração que surgiu quando a Palavra de Deus atingiu o coração de Daniel e o Espírito veio sobre ele.

    Ele estava diante do Senhor em pano de saco e cinzas. Humilhou-se porque a Palavra de Deus o havia tomado. Ao ler isso, fiz uma pergunta a mim mesmo: Quando foi a última vez que a Palavra de Deus me levou a ajoelhar?

    Quando foi a última vez que a Palavra de Deus me atingiu de tal maneira que fiquei prostrado diante Dele? Ou tenho permitido que essa Palavra de Deus se torne tão comum que simplesmente digo: “Ah, sim, o Senhor está voltando. Ah, sim, isso está acontecendo, aquilo está acontecendo”?

    A volta do Senhor realmente me atingiu? Ela nos atingiu? É para isso que Ele quer que despertemos. Daniel foi despertado pelo poder de Deus na Palavra de Deus.

    Nesta hora em que vivemos, o Senhor está nos chamando a despertar e a permitir que o Seu Espírito, na Palavra de Deus, toque o nosso coração de maneira maravilhosa.

    A Esperança em Meio à Ruína

    Outra coisa que tanto me encoraja nesse livro é que, novamente, como dissemos, o povo de Deus naquela época estava num estado que classificaríamos como completa ruína. Ainda assim, vemos essa admirável fidelidade do nosso Senhor.

    Às vezes, hoje, as pessoas dizem: “Ah, o povo de Deus está em completa ruína. Não adianta. Não adianta”. Exteriormente, pode parecer que estamos em completa ruína, mas, na realidade espiritual, o Senhor está fazendo algo grandioso.

    Quando começamos a olhar horizontalmente, ficamos desanimados. Podemos dizer: sim, há ruína. Mas em Quem estão os nossos olhos? Os nossos olhos estão no Rei, Naquele que é fiel e que, apesar da nossa infidelidade, permanece fiel.

    Ele realizará aquilo que propôs fazer. Somos muito gratos por isso. Mesmo diante dos tempos em que vivemos, apesar daquilo que chamaríamos de nossa condição arruinada, isso não limita de maneira alguma a Ele ou ao Seu poder, enquanto nos chama a voltar para Ele.

    Houve um tempo em que o Senhor usou Ciro. Houve um tempo determinado. Há uma expressão interessante no livro de Ester. Os acontecimentos de Ester se situam bem no meio de Esdras, entre os capítulos 6 e 7.

    Mardoqueu diz a Ester: “Ester, talvez você esteja onde está para um tempo como este”. Irmãos e irmãs, talvez estejamos onde estamos hoje para um tempo como este.

    Mardoqueu disse a Ester: “Se você não fizer isso, Deus levantará outra pessoa. Você e sua família perecerão, mas o propósito de Deus ainda será cumprido”. Irmãos e irmãs, estamos aqui para um tempo como este.

    O Senhor tem um chamado para a nossa vida. Se não atendermos, Ele levantará outros. Mas quanto melhor será se formos aqueles que respondem ao Seu chamado, porque Ele nos colocou exatamente onde estamos para um tempo como este.

    Que sejamos o povo de Deus que responde à Sua Palavra, que volta à simplicidade e à pureza da sua devoção a Ele e que permite que Ele trabalhe em sua vida dessa maneira maravilhosa.

    Depois, em algum momento, meditem nessa expressão: para um tempo como este. Somos tão descuidados com o tempo. O Senhor quer que remamos o tempo.

    Em Efésios, Ele fala sobre remir o tempo. Por que devemos remir o tempo? Para que possamos nos divertir? Ele diz: “Remam o tempo”, para que conheçam a vontade de Deus. Haverá pessoas sábias que conhecem a vontade de Deus.

    Como precisamos ser aqueles que realmente conhecem a Sua vontade e o Seu desejo nesta hora. Que Ele realmente nos ajude.

    A Graça para Aqueles que Retornam

    Voltando a Esdras, esses primeiros cinco versículos mostram essa maravilhosa e grande graça: o Senhor usa esse rei pagão para abrir as portas a todo aquele que quiser retornar.

    Não há limitação. É inteiramente graça. Quem desejar, quem estiver vivendo ali na Babilônia, quem estiver entre o povo de Deus, está livre para retornar. Se isso não é graça! Não havia nada que os impedisse.

    Deus havia feito toda a provisão para eles. Irmãos e irmãs, da mesma maneira, Deus fez toda a provisão para nós em Cristo Jesus, de modo que estamos livres para voltar a Ele. Não há absolutamente nenhuma desculpa.

    Podemos ter muitos motivos e justificativas, mas não há desculpa. Por que eles deveriam retornar? Estavam retornando com um propósito. Estavam voltando a Jerusalém para construir a casa de Deus.

    Hoje, o Senhor tem um chamado para nós de maneira semelhante. Ele deseja que um povo volte a Ele, para que a Sua casa, o Seu testemunho, seja fortalecido.

    Não nos enganemos pensando que a casa de Deus é apenas a nossa assembleia local. O Senhor quer que vejamos a vastidão da Sua casa, a grandeza daquilo que está fazendo, e despertemos para ver o chamado que Ele tem para a nossa vida, ao voltarmos à simplicidade que temos Nele.

    Ao olhar para o livro de Esdras, você pode pensar: “Puxa, isso é realmente maravilhoso. Todos nós podemos voltar a Jerusalém”. Vá ao capítulo 2. Quantos voltaram? Dos milhões que viviam ali na Babilônia, quantos voltaram? Cerca de cinquenta mil.

    Se você percorrer esse capítulo, verá nome após nome. Por que foram tão poucos? Antes mesmo de entrarmos na questão de por que foram tão poucos, quero fazer uma pergunta a vocês. Tenho tentado me policiar — eu ia usar aquela expressão do sul dos Estados Unidos, “y’all”, para dizer “vocês”. Só há umas duas pessoas aqui que entendem “y’all”, então estou tentando não usá-la tanto.

    Quando vocês leem esse capítulo, quando chegam a Esdras, capítulo 2, como o leem? Damos uma olhada e depois viramos para Esdras, capítulo 3: “Fulano, fulano, fulano”. Pronto, estamos fazendo uma leitura dinâmica.

    Não fizemos um curso de leitura dinâmica, mas conseguimos passar direto pelo capítulo 2 — pronto, num instante. Agora, esse capítulo contém pepitas de ouro. É um testemunho precioso de como o Senhor observa cada um de nós.

    Ontem à noite, Dana usou os números de três mil e cinco mil em Atos para falar das grandes obras que o Senhor está fazendo, e Ele realmente as faz. Mas há também ocasiões em que o Senhor usa números muito específicos.

    Vejam Esdras 2:3-5:

    Os filhos de Parós, dois mil cento e setenta e dois.
    Os filhos de Sefatias, trezentos e setenta e dois.
    Os filhos de Ará, setecentos e setenta e cinco.

    Números muito específicos.

    É o Senhor prestando atenção a cada um de nós. Nenhum de nós é simplesmente agrupado com os demais em momentos como esse. O Senhor observa cada um de nós. Mesmo que sejamos o número mil duzentos e cinquenta e um, Ele diz: “Ah, esse é o Mac”.

    Ele observa e conta cada um de nós. Ah, que encorajamento isso é. O Deus do universo, esse magnífico Rei dos reis — embora esteja procurando essa maravilhosa expressão coletiva da Sua vida —, ainda assim observa cada um de nós.

    Cada um de nós é de importância vital para Ele. Uma das grandes mentiras do inimigo é dizer que Deus não Se importa com você, que Ele não o vê. Sim, Ele vê. O seu nome, o seu número, está ali.

    Ele tem cada um de nós escrito no Seu coração. O nosso nome está gravado em Suas mãos, essas mãos que foram crucificadas e traspassadas. Esses não são números sem importância; não se trata de algum contador tentando apenas acumular números. Isso nos mostra que Deus Se importa com cada um de nós e como somos preciosos.

    A Escolha entre o Conforto e o Retorno

    Por que todos os demais não retornaram? Por que tantos ficaram na Babilônia? Ficaram na Babilônia porque tinham uma vida bastante confortável. Embora fossem escravos ali, tinham muita liberdade.

    Podiam construir suas casas, ter seus negócios e sua vida religiosa. Tinham suas sinagogas ali. Podiam ter uma vida muito boa.

    Esta era a proclamação: vocês estão vivendo na Babilônia. Têm uma casa agradável e confortável. Têm seu pequeno negócio funcionando bem. Podem ir à sinagoga uma vez por semana. Ou têm esta escolha: podem voltar para essa cidade desolada, onde o muro foi derrubado e o templo foi destruído.

    Podem levar sua família de volta para lá. Há muitos inimigos ali, e eles vão odiá-los e lutar contra vocês o tempo todo. Vocês têm uma escolha. Podem voltar para lá ou podem viver aqui confortavelmente.

    Houve aqueles que escolheram viver ali confortavelmente. Mas, graças ao Senhor, houve também aqueles que, embora estivessem vivendo na Babilônia em cativeiro, tinham o coração em Jerusalém.

    Irmãos e irmãs, onde está o nosso coração hoje? Como dissemos, podemos viver neste país de maneira muito confortável. Uma das tragédias deste país é que podemos ter uma vidinha religiosa muito agradável, um bom emprego e uma boa família. Podemos estar muito confortáveis aqui.

    Não estou tentando dizer isso como condenação. Mas não precisamos ver isso como a nossa segurança. O Senhor está nos chamando, do Seu coração, a sair das nossas zonas de conforto, retornar e nos gastar por Ele — voltar àquela pureza e simplicidade.

    Talvez alguns não tenham retornado por causa da família. Tinham acabado de construir uma casa nova. Disseram: “Não, gosto daqui. Vou ficar aqui na Babilônia. Temos filhos. Lá em Jerusalém não há um bom sistema de ensino. Aqui temos um bom sistema de ensino”.

    Talvez tenham dito: “Podemos até ensiná-los na sinagoga. Eles podem receber toda essa boa formação. O que há em Jerusalém? Não há escola. Como vamos cuidar deles?”.

    Podemos ficar tão ocupados com o nosso trabalho. Dizemos: “Ah, meu trabalho está indo tão bem, e tive uma ideia. Em vez de ir e ter de enfrentar todas aquelas dificuldades, vou mandar algum dinheiro para Jerusalém. Vou usar o PayPal e transferir um dinheiro para eles de vez em quando”.

    “Eles podem ficar com o dinheiro e construir o que quiserem. Vou apenas mandar dinheiro daqui, e isso resolverá o problema.” E havia alguns que estavam muito confortáveis nas suas pequenas sinagogas ali.

    Diziam: “Bem, sabe, aqui na sinagoga eu sou o principal mestre. Se eu sair, o que acontecerá com as outras pessoas daqui? Gosto do meu pequeno ministério de ensino. Esta sinagoga tem um bom programa infantil. É muito voltada para a família. É aqui que vamos nos reunir”.

    “Vamos ficar aqui, porque não há nada em Jerusalém.” Tudo isso é um desafio quanto ao lugar onde está o nosso coração.

    O nosso coração está na Babilônia — nesse espírito da Babilônia que ainda existe hoje —, ou está onde o Senhor quer colocar o Seu nome, onde o Senhor deseja que o Seu povo seja edificado em conjunto como esse testemunho? Esse é o desafio.

    O Altar e a Centralidade de Cristo

    O que distingue a Babilônia de Jerusalém? Na Babilônia, eles podiam ter sua pequena sinagoga, onde liam a Palavra e oravam. Mas o que havia em Jerusalém? O que distinguia a Babilônia de Jerusalém?

    Esdras 3:1-2:

    Chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas cidades, o povo se ajuntou como um só homem em Jerusalém.
    Então se levantou Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos, e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, homem de Deus.

    O altar estava em Jerusalém. Aquele lugar onde podiam oferecer os sacrifícios só podia estar em Jerusalém. Agora, para nós, o que é o altar? O altar é a cruz. Ou talvez possamos dizer: Quem é o nosso altar? O nosso altar é Cristo.

    O nosso altar é Cristo. Esse altar dá testemunho da cruz, e a cruz dá testemunho de tudo o que Cristo fez. Ela fala da nossa aceitação no Amado.

    Em Jerusalém, onde Ele colocou o Seu nome, é ali que está o Seu altar, e esse é o nosso lugar de aceitação. Quando consideramos toda essa questão de fortalecer as coisas que permanecem, só há um lugar para começar: aos pés da cruz.

    Na cruz de Cristo, vemos tudo o que Ele fez por nós. Vemos como somos aceitos Nele e podemos testemunhar:

    Não eu, mas Cristo.

    Um contraste entre a Babilônia e Jerusalém é que, na Babilônia, tudo era centrado no eu: eu, eu, eu — minha casa, meu negócio, minha vida religiosa. Mas, em Jerusalém, qual era o centro? Eram os interesses de Deus. Era para que o Seu coração fosse expresso como um testemunho ao mundo.

    Agradecemos ao Senhor porque houve aqueles que voltaram e primeiro construíram o altar de Deus. Se começarmos em qualquer outro lugar que não seja aos pés da cruz, já estaremos começando sobre o fundamento errado.

    A Humildade e a Identificação com Todo o Povo de Deus

    É interessante observar Esdras 3:2: qual era a atitude daqueles que retornaram em relação aos que ficaram na Babilônia? Como o altar é descrito? É descrito como o altar do Deus do remanescente? Não. É o altar do Deus de Israel.

    Eles estavam ali em Jerusalém e, por amor, não estavam se exaltando. Sabiam que o simples fato de terem voltado não os tornava melhores do que ninguém. Estavam ali pela graça de Deus.

    Estavam ali em favor de todo o povo de Deus e de todos os interesses de Deus. Estavam ali para ser esse testemunho. Com muita frequência, quando as pessoas procuram voltar à simplicidade de Cristo, em vez de nos prostrarmos em humildade, temos a tendência de nos ensoberbecer.

    Pensamos que somos, de alguma maneira, melhores porque talvez vejamos algo do propósito eterno de Deus. Se dizemos que vemos o propósito eterno de Deus e isso nos exalta, não temos a menor ideia do que estamos falando.

    Quando realmente vemos o coração de Deus e o Seu propósito, ficamos com o rosto em terra, como Daniel, por causa da condição do Seu povo. Não ficamos apenas sentados, cantando corinhos bonitinhos sobre “Edificarei a Minha Igreja”. Gosto muito dessa canção; estou apenas usando isso como exemplo.

    Mas, se realmente vemos como Deus edificará a Sua igreja, de onde vem o material? O material chega por meio da oração e por meio do povo de Deus que foi tocado por isso — com o rosto em terra —, para que o Seu propósito seja cumprido nesta hora.

    Ah, que o Senhor nos toque dessa maneira, de forma renovada, para que sejamos aqueles que são fortalecidos.

    A Palavra de Deus como Padrão para o Retorno

    Quando retornaram, qual era o padrão deles? Qual era a maneira pela qual se conduziam ao redor do altar? O padrão e a maneira pela qual se conduziam eram a Palavra de Deus.

    Várias vezes, em Esdras, capítulo 3, vemos que ofereceram o holocausto “como está escrito”. Como está escrito. Eles usaram a Palavra de Deus como um caminho vivo para voltar a Ele e permitiram que ela lhes mostrasse como se conduzir.

    Não foi que fizeram uma pesquisa de opinião. Não era a opinião deles. Não era o que queriam fazer. “Ah, quero fazer assim. Ah, acho que isso seria muito legal. Se fizermos assim, todos vão dizer: ‘Ei, vejam como esse pessoal é legal’.”

    Deus tem o Seu caminho, e Ele nos mostrou o Seu caminho na Sua Palavra. Ao permitirmos que o Espírito Santo torne essa Palavra de Deus real em nós, outros são atraídos a Cristo.

    Por que as pessoas não estão sendo atraídas a Cristo nesta hora? Porque temos sido exemplos muito ruins da Palavra de Deus vivida em nós. Precisamos que o Senhor nos desperte, para que sejamos fortalecidos.

    Isso nos deixa desconfortáveis quando falamos de estar numa condição de fraqueza? Isso nos deixa desconfortáveis quando falamos de a Palavra de Deus não estar viva em nós?

    Oro para que, na minha vida, isso sempre me deixe desconfortável; para que eu não fique tão acomodado que, mesmo quando alguém me acusa, desafia ou exorta, eu deixe tudo passar por cima da minha cabeça. “Ótima mensagem de exortação. Ótima mensagem desafiadora.” E seguimos em frente.

    Aqueles que retornaram para permanecer firmes nessa simplicidade do testemunho de Cristo foram pessoas que permitiram que a Palavra de Deus mudasse sua vida. Era ela que os dirigia.

    A Alegria e o Choro no Lançamento do Fundamento

    É interessante observar, em Esdras, capítulo 3, que, depois do altar, começaram a reconstruir a casa de Deus. O fundamento foi lançado. Essa é uma das figuras mais interessantes que temos aqui.

    Esdras 3:11-13:

    E cantavam alternadamente, louvando e dando graças ao Senhor, dizendo: Porque Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre para com Israel.
    E todo o povo jubilou com grande júbilo, ao louvar o Senhor, porque fora lançado o fundamento da casa do Senhor.
    Porém muitos dos sacerdotes, levitas e chefes das casas paternas, os anciãos que tinham visto a primeira casa, choraram em alta voz quando o fundamento desta casa foi lançado diante dos seus olhos; e muitos levantaram a voz com gritos de alegria:
    De modo que o povo não podia distinguir o som dos gritos de alegria do som do choro do povo; porque o povo jubilava com grande júbilo, e o som se ouvia de longe.

    Temos esse grito de alegria e esse clamor de choro. Podemos compreender isso, porque, ao vermos a maravilhosa fidelidade do nosso Deus — que, a partir do nada, o Senhor agiu de maneira soberana, trouxe o povo de Deus de volta a Jerusalém, permitiu que o altar fosse estabelecido e que o fundamento da casa de Deus fosse lançado —, Deus faz brotar louvor do nosso coração.

    Mas, também, quando olhamos ao redor e vemos qual é o pleno desejo de Deus, qual é o coração de Deus, isso nos leva a chorar.

    Ao olhar para esses versículos, a maneira como quis considerá-los hoje foi como esta garrafa. A garrafa está meio vazia ou meio cheia? O otimista olha para ela e diz: “Ah, está meio cheia”. O pessimista diz: “Não, está meio vazia”.

    Muitas vezes, quando olhamos para as coisas do Senhor, fazemos a mesma coisa. Alguns dizem: “Está meio cheia”, mas os críticos dizem: “Está meio vazia”. Quando alguém diz que está meio vazia, nós dizemos: “Não seja tão crítico. Há bastante água aqui. Está meio cheia”.

    Então os outros dizem: “Como assim? Você precisa ser mais realista. Está meio vazia”. Assim, temos os dois lados. Um deles está necessariamente certo? Está meio cheia ou meio vazia? As duas coisas.

    Essa é uma das coisas que acontecem no cristianismo hoje: olhamos demais para as coisas com uma mentalidade de “ou isto ou aquilo”. É isto ou aquilo. Ou está meio cheia, ou está meio vazia. Mas, na verdade, são as duas coisas.

    Acabamos usando a árvore do conhecimento do bem e do mal: isto ou aquilo, bom ou ruim. Isso acaba nos causando problemas. Louvado seja Deus, na verdade são as duas coisas. Quando elas operam juntas, vemos a plena expressão da Sua vida se manifestar.

    Há alegria pelo que o Senhor fez, e somos muito gratos por isso. Mas há também choro pelo que ainda precisa ser feito.

    Alegramo-nos porque há cerca de duzentas pessoas reunidas aqui para esta conferência, e isso é maravilhoso. Mas também choramos porque não há mais pessoas aqui. Podemos nos alegrar porque há tantas pessoas numa reunião de oração, mas choramos por não haver mais pessoas ali?

    Nesta vida cristã, não se trata de “ou isto ou aquilo”; há essa plenitude abrangente daquilo que o Senhor tem na vida. Muitas dessas situações de “ou isto ou aquilo” acabam nos dividindo e enfraquecendo.

    Temos disputas no cristianismo: evangelização ou edificação da casa de Deus. Isto ou aquilo. São as duas coisas. Não é uma questão de escolher uma ou outra. São as duas coisas. É a Sua vida sendo expressa.

    Temos a soberania de Deus e a predestinação, e a responsabilidade e o livre-arbítrio do homem. As pessoas podem disputar por causa disso, e isso acaba trazendo divisão.

    Gosto muito de uma citação. Certa vez, alguém estava entrevistando Charles Spurgeon e perguntou: “Como você reconcilia a soberania de Deus, a predestinação e o livre-arbítrio do homem, a responsabilidade do homem?”. Spurgeon disse: “Bons amigos não precisam ser reconciliados”.

    Deus criou todas essas coisas. Elas são boas amigas aos olhos de Deus. Quando olhamos da nossa perspectiva e vemos conflito, é porque não estamos vendo a partir do coração de Deus. Bons amigos não precisam ser reconciliados.

    Talvez não compreendamos tudo plenamente, e às vezes oscilamos de um lado para o outro. Mas há uma abrangência nas coisas que o Senhor está fazendo. Foi isso que tanto tocou o meu coração aqui em Esdras, capítulo 3, quando havia pessoas tanto chorando quanto se alegrando.

    Podemos nos alegrar o tempo todo e nunca chorar, ou podemos chorar e não enxergar o que Deus fez. Numa vida saudável em conjunto, há choro e alegria.

    Perguntem a qualquer pai ou mãe. Quando olham para trás, para a vida de um filho, houve muito choro e muita alegria, e às vezes as duas coisas aconteceram juntas.

    Lembro-me de quando minha mãe faleceu, há alguns anos. Foi uma experiência emocional impressionante, porque, num momento, eu me alegrava por ela estar com o Senhor, na Sua presença, e, uma fração de segundo depois, estava chorando.

    Há essa plenitude de vida. Há essa abrangência da vida do Senhor e dos Seus caminhos na qual Ele quer que entremos. Ao comermos da árvore da vida, a Sua vida é expressa em nós, em vez dessa mentalidade de “ou isto ou aquilo” que nos enfraquece.

    Esse pensamento de “ou isto ou aquilo” é a nossa maneira mental de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. Graças ao Senhor porque Ele coloca a Sua vida diante de nós para nos fortalecer.

    A Retomada da Obra por Meio do Ministério Profético

    Ao continuarmos examinando o livro de Esdras, precisamos estar atentos ao tempo. Depois que lançaram o fundamento, de repente o inimigo começou a aparecer. Em Esdras, capítulo 4, vemos quanto o inimigo odeia aquilo que o Senhor quer fazer.

    O inimigo veio e quis começar a ajudar o povo de Deus a reconstruir a casa. Eles disseram não. Então o povo da terra desanimou, ou enfraqueceu, as mãos do povo de Judá e os amedrontou para que não construíssem.

    Contrataram conselheiros contra eles para frustrar seus planos durante todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até o reinado de Dario. Enviaram uma carta ao rei Artaxerxes, e o rei respondeu: a obra deve parar.

    A obra da casa de Deus em Jerusalém cessou até o segundo ano do reinado de Dario. Surgiu grande oposição. As circunstâncias externas estavam ficando cada vez mais difíceis.

    Nesse ponto, o medo das pessoas e o medo do adversário eram maiores do que a fé deles em Deus, e eles interromperam a obra.

    Mas é interessante continuar lendo, sem parar na divisão dos capítulos. No final de Esdras, capítulo 4, a obra para. Mas então vejam Esdras, capítulo 5.

    Esdras 5:1-2:

    Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.
    Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles estavam os profetas de Deus, ajudando-os.

    O que mudou? Num versículo, eles pararam; no seguinte, começaram. Esses profetas vieram até eles. O que mudou?

    As circunstâncias externas não mudaram nem um pouco. As circunstâncias externas e as táticas do inimigo continuavam exatamente iguais. Mas o que mudou? O coração do povo mudou. A perspectiva do povo mudou.

    Os profetas puderam chegar e fazer com que os olhos deles se voltassem novamente para o Rei dos reis e Senhor dos senhores.

    Não temos tempo para examinar Ageu e Zacarias hoje. Mas Ageu veio ao povo e falou diretamente à consciência deles. Disse: “Considerem os seus caminhos”, pois o Senhor lhes deu aquela promessa maravilhosa:

    Eu sou convosco.

    O povo de Deus havia parado e dito: “Não é tempo de construir a casa de Deus”. Ficou um pouco mais difícil. As coisas ficaram difíceis e, em vez de os fortes seguirem em frente, os fortes pararam. Foram construir as próprias casas.

    Disseram: “Não é tempo de construir a casa de Deus. Vamos esperar”. É interessante como as táticas do inimigo funcionam. Nunca é tempo de construir a casa de Deus. É sempre amanhã.

    Deus tem uma palavra: hoje. Deus diz:

    Hoje, se ouvirdes a Minha voz.

    Hoje é o dia da salvação. “Hoje, sirvam a Mim.”

    O inimigo tem duas palavras. Primeiro, diz: “Ontem”, porque está tentando condenar você pelo seu passado. Se isso não funcionar, então diz: “Faça amanhã”.

    “Espere até terminar a faculdade. Espere até se casar. Espere até ter filhos. Espere, espere, espere. Amanhã, amanhã.” O inimigo está sempre concentrado em ontem ou amanhã. Deus está dizendo: “Hoje”.

    Foi nesse ponto que Ageu entrou. Ele disse: “Considerem os seus caminhos. Não fiquem adiando isso”. O povo de Deus havia perdido o primeiro amor.

    Quando retornaram a Jerusalém, estavam apaixonados. Esse primeiro amor os havia tomado e os levava a se dedicar àquilo que o Senhor os havia chamado a fazer.

    O Primeiro Amor como Afeto que Governa a Vida

    O que é o primeiro amor? O primeiro amor é aquela qualidade de amor que governa a sua vida. É a base das suas escolhas. Ele o motiva e o governa. Por causa desse amor, você faz isto ou aquilo.

    Na experiência — não doutrinariamente, mas na experiência —, estamos sempre numa condição de primeiro amor. Em nossa vida diária, estamos sempre no primeiro amor. A pergunta diante de nós é: por quem temos esse primeiro amor?

    Temos esse primeiro amor por nós mesmos ou pelo Senhor? Ao longo da nossa vida, na experiência, o que governa e motiva a nossa vida é o amor a nós mesmos e ao nosso próprio prazer, ou é o amor a Cristo e àquilo que está no Seu coração.

    Estamos continuamente nesse lugar de primeiro amor. Ageu veio e disse: “Vocês saíram do relacionamento de primeiro amor com o Senhor e estão apaixonados por si mesmos”.

    “Vocês estão apaixonados por construir as próprias casas. Estão apaixonados por fazer as próprias coisas e viver confortavelmente. Organizaram sua pequena reunião agradável. Estão cumprindo todos os rituais e rotinas.”

    Mas Ele está nos chamando a voltar àquele lugar de primeiro amor por Ele.

    Tens nome de que vives, mas estás morto.

    Essa era a igreja em Sardes.

    É tão trágico, no cristianismo de hoje, que muitos de nós tenham esse nome exteriormente. Mas somos a verdadeira igreja de Deus ou apenas algum clube social cristão que gosta de estar junto — ah, um pequeno e maravilhoso momento de convivência?

    É triste quantos clubes sociais cristãos existem hoje, quando o Senhor está nos chamando a voltar a Ele e a ser esse testemunho de vida para Ele.

    Será que Ele tocará o nosso coração? Será que nos deixará desconfortáveis? Será que nos moverá de tal maneira que despertemos para voltar àquele lugar de primeiro amor, para que tenhamos o desejo de realmente nos dedicar aos Seus interesses e ao Seu caminho?

    O Senhor também usou Zacarias para desafiá-los com ousadia e lembrá-los daquela glória vindoura. Ele os lembrou:

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.

    No final, haverá aclamações de graça. Vocês começaram na graça; terminarão na graça. Ao respondermos à graça que Deus nos deu, permitiremos que a plenitude da Sua vida seja expressa.

    Não é que vocês tenham começado no Espírito e acabem na carne. Zacarias lhes deu esta promessa preciosa:

    Tornai a Mim, e Eu tornarei a vós.

    Irmãos e irmãs, temos uma grande promessa do nosso Senhor. Ao voltarmos a Ele, Ele diz: “Eu voltarei a vocês”. Que sejamos o povo de Deus nesta hora que está voltando a Ele, retornando àquele lugar de primeiro amor.

    Agradecemos ao Senhor porque o povo de Deus respondeu aqui. Deixaram de lado a construção das próprias casas, voltaram e continuaram construindo a casa de Deus. Mais adiante, vemos como a casa de Deus foi concluída.

    Os Olhos de Deus e a Liberação do Seu Poder

    Nada nas circunstâncias externas mudou. Se vocês voltarem a Esdras 5:5, verão que eles começaram a reconstruir e puderam testemunhar que os olhos do seu Deus estavam sobre os anciãos dos judeus.

    O inimigo os desafiou assim que começaram a construir novamente. Disseram: “O que vocês estão fazendo? Quem pensam que são? Não podem fazer isso”. Mas eles reconheceram que os olhos do seu Deus estavam sobre eles.

    O trágico era que os olhos do Senhor sempre haviam estado sobre eles. Eles simplesmente não reconheciam isso. Os olhos do nosso Senhor estão sobre nós a cada hora, a cada momento.

    Eu sou convosco.
    Não te deixarei, nem te desampararei.

    Ele está conosco nas situações. A casa de Deus foi concluída porque, à medida que o povo de Deus se colocou no lugar em que deveria estar, isso liberou o poder de Deus para operar em sua vida.

    Quando voltaram àquele lugar de relacionamento de primeiro amor com Ele, o Deus cujos olhos estavam sobre eles pôde liberar o Seu poder, porque estavam no lugar certo.

    Muitas vezes, buscamos que o poder de Deus seja liberado, e Deus deseja liberar esse poder. Mas nós somos o maior impedimento. Damos crédito demais ao inimigo.

    O maior impedimento na casa de Deus hoje não é o inimigo; é o nosso próprio eu. Precisamos nos humilhar e nos arrepender disso, para que Ele possa realizar a Sua obra.

    Ao estarmos no nosso devido lugar, reconhecendo a Sua graça que nos chama de volta para onde Ele quer que estejamos, o poder de Deus pode ser liberado. Ele nos defenderá contra o inimigo, e a Sua casa será edificada.

    O Chamado à Resposta Pessoal

    Irmãos e irmãs, o Senhor está nos chamando nesta hora a despertar e fortalecer as coisas que permanecem. Ao termos nosso tempo juntos considerando isso, queremos que o Senhor realmente nos mostre.

    Há áreas da nossa vida em que estamos adormecidos? Há áreas em que Ele colocou coisas em nossas mãos e não encontrou as nossas obras completas? Há áreas em que não estamos no primeiro amor por Ele? Há áreas em que estamos vivendo para nós mesmos?

    Há áreas em que estamos servindo a nós mesmos? Que o Espírito Santo opere em nós para restaurar aquele coração de primeiro amor por Ele, para nos convencer, e que permitamos que a obra de convencimento do Espírito Santo nos mostre mais Dele.

    Como a casa de Deus é fortalecida?

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor.

    Ao estarmos no nosso devido lugar, na nossa condição correta em Cristo, o Espírito de Deus pode Se manifestar. Esse Espírito de Cristo, o testemunho de Jesus, pode se manifestar. Pode haver esse fortalecimento de nós individualmente e do Seu povo em conjunto.

    Que haja esse crescimento da Sua vida em nós. E que Ele comece comigo.

    Oração Final

    Senhor, agradecemos porque tens um desejo tão grande de que se dê testemunho do Teu Filho nesta hora. Senhor, queremos ser aqueles que são encontrados cooperando Contigo.

    Não queremos ser um impedimento à Tua obra, mas queremos ser aqueles que cooperam Contigo. Senhor, agradecemos porque ainda se chama hoje. Agradecemos pela Palavra de Deus que ainda fala conosco.

    Senhor, agradecemos porque temos oportunidades de nos separar por alguns dias para permitir que fales conosco e para meditar em Ti. Senhor, ajuda-nos.

    Estamos familiarizados com essas histórias. Muitos aqui poderiam dar muitas mensagens sobre Esdras e Neemias. Mas, Senhor, estamos buscando que o Teu Espírito Santo fale conosco de maneira renovada — não apenas para adquirir conhecimento a Teu respeito, Senhor, mas para Te conhecer no frescor da Tua vida de ressurreição.

    Em nome de Jesus, amém.