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    Pressing On Toward The Goal © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Pressing On Toward The Goal
    Pressing On Toward The Goal
    Kaung, Stephen

    Prosseguindo para o Alvo da Vocação do Alto

    Leitura Bíblica: Filipenses 3:8-16

    Mas, certamente, considero também todas as coisas como perda, por causa da excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por causa de Quem sofri a perda de todas as coisas e as considero como refugo, para que eu possa ganhar a Cristo; e ser achado Nele, não tendo a minha justiça, que seria segundo o princípio da lei, mas aquela que é pela fé em Cristo — a justiça que vem de Deus mediante a fé; para conhecê-Lo, e o poder da Sua ressurreição, e a comunhão dos Seus sofrimentos, sendo conformado à Sua morte; se, de algum modo, eu alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido o prêmio ou já tenha sido aperfeiçoado; mas prossigo, para ver se também posso alcançá-lo, visto que também fui alcançado por Cristo Jesus. Irmãos, não considero que eu mesmo já o tenha alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficam para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo em direção ao alvo, para o prêmio da vocação do alto de Deus em Cristo Jesus. Portanto, todos quantos somos perfeitos, tenhamos este modo de pensar; e, se pensais de outra maneira, também isto Deus vos revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos nos mesmos passos.

    Oração Inicial

    Podemos fazer uma oração?

    Querido Senhor, queremos agradecer-Te porque Tu nos amas, e nos amas ao máximo — amas-nos até o fim. Tu nos tens demonstrado, repetidas vezes, que o Teu amor por nós é tão novo, tão vivo, quanto era quando morreste na cruz.

    Nós Te louvamos e agradecemos porque é pelo Teu sangue que temos ousadia para entrar no Santo dos Santos e contemplar a beleza do Senhor na face de Jesus Cristo. Agradecemos-Te por nos reunires aqui nesta manhã.

    Querido Senhor, pedimos que, mais uma vez, Tu Te reveles pelo Teu Espírito no mais íntimo do nosso ser, para que sejamos tão atraídos e cativados por Ti que também prossigamos e corramos após Ti.

    Como Te louvamos e agradecemos, sabendo que o fim está diante de nós. Senhor, capacita-nos a correr até o fim e a alcançar o prêmio. Pedimos nesse precioso nome. Amém.

    A Necessidade de um Alvo Espiritual

    O Senhor colocou um pensamento no meu coração, e quero compartilhá-lo com vocês, irmãos e irmãs. Esse pensamento é: olhar para o alvo, prosseguir em direção ao alvo.

    Agora, sabemos, irmãos e irmãs, que, mesmo neste mundo, se vocês querem ser bem-sucedidos, precisam ter um alvo definido para a vida. Porque uma vida sem alvo não tem significado, não tem propósito, não tem incentivo para prosseguir. Uma vida sem alvo — você simplesmente vai à deriva, sem sentido e sem direção.

    Mesmo neste mundo, se você quer ter sucesso, precisa estabelecer um alvo diante de si. Seja o seu alvo ficar rico, tornar-se famoso, alcançar uma posição elevada ou ter sucesso em determinada área, estabelecer esse alvo lhe dará o impulso para avançar em direção a ele.

    Se você será capaz de alcançar o seu alvo ou não, isso é outra questão. Mas, mesmo que o tenha alcançado, o que você encontra?

    Você encontra exatamente o que o rei Salomão diz em Eclesiastes 1:2:

    Vaidade de vaidades; tudo é vaidade.

    É como correr atrás do vento. No fim, não é nada, porque as coisas deste mundo, e suas tradições, estão passando.

    Agora, nós, que cremos no Senhor Jesus, encontramos na Palavra de Deus que devemos ter um alvo para a nossa vida cristã. Se queremos ser bem-sucedidos, por assim dizer, na vida cristã, precisamos ter um alvo claro diante de nós.

    Esse alvo é diferente do alvo deste mundo, porque o alvo deste mundo se baseia em coisas terrenas, materiais, e é para nós mesmos. Para colocar de maneira bem simples: qualquer que seja o seu alvo, na verdade, o seu alvo é você mesmo. Você quer ser rico, viver na abundância, ser famoso ou poderoso.

    É o eu que motiva todos esses alvos terrenos. Mas, graças a Deus, Ele nos salvou. E, depois de sermos salvos, irmãos e irmãs, vocês já estabeleceram um alvo para a sua vida cristã? Ou nunca sequer pensaram nisso?

    Em outras palavras, mesmo depois de ser salvo, o seu alvo continua sendo aquele de antes? Se esse é o caso, você verá que a sua vida cristã é inútil, porque não há incentivo para avançar em direção a algo muito mais valioso e eterno do que qualquer alvo terreno.

    Por isso, nesta manhã, gostaria de encorajá-los, especialmente os jovens. Vocês, que foram redimidos pelo Senhor, precisam, sem dúvida, estabelecer um alvo para a vida depois de serem redimidos. Caso contrário, a sua vida cristã será algo vazio.

    A Vocação Santa, Celestial e do Alto

    Agora, qual é o alvo que todos os cristãos devem estabelecer diante de si? O nosso alvo deve ser determinado pelo chamado de Deus, porque nós, que fomos salvos, fomos, de fato, chamados por Deus.

    A Bíblia nos diz que, antes mesmo da fundação do mundo, Deus nos chamou em Cristo Jesus. Vocês se lembram de Romanos 8:29-30. Ali nos é dito:

    Aos que Deus de antemão conheceu, também predestinou; e aos que predestinou, também chamou; e aos que chamou, também justificou; e aos que justificou, também glorificou.

    Portanto, antes mesmo da fundação do mundo, antes mesmo de você e eu existirmos nesta terra, já estávamos na mente de Deus. Ele nos predestinou e nos chamou.

    Se você ler a Palavra de Deus, verá que o Seu chamado é uma santa vocação. Em 2 Timóteo 1:9, lemos:

    Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus.

    Irmãos e irmãs, fomos chamados por Deus com uma santa vocação.

    Recentemente, li um livro que continha uma mensagem de um cristão americano muito conhecido, Wilbur Smith. Ele era alguém que havia lido muito e conhecia muito bem as Escrituras e os escritos sobre as Escrituras.

    Em sua mensagem, ele disse que a santidade só é encontrada em Deus, e em nenhum outro lugar. É uma característica de Deus que Ele não compartilha com nenhum ser no universo. Em outras palavras, é exclusivamente Sua.

    Por quê? Porque ser santo significa estar separado de tudo o que é comum — ser tão especial que é único, e você não pode encontrar isso em nenhum outro lugar. Ora, é isso que o nosso Deus é.

    Nós somos comuns, mas Deus é santo — incomum. Isso é ser santo: totalmente separado, inteiramente diferente, único. Em nenhum outro lugar você pode encontrar isso. Esse é Deus.

    Portanto, o nosso Deus é um Deus santo. Em outras palavras, Ele é inteiramente diferente de qualquer outro, absolutamente único. Essa é uma característica muito especial.

    No mundo, você pode encontrar algo chamado amor. Deus é amor, e, embora a natureza possa ser diferente, existe algo chamado amor. Mas santidade — não. A própria definição de santidade exclui tudo o que é comum.

    E, no entanto, Ele quer compartilhar isso com o Seu povo redimido. Deus é santo, e nós devemos ser santos. Sem santidade, ninguém pode ver a Deus, agradar a Deus ou ter comunhão com Deus.

    Essa é uma característica preciosa da própria natureza de Deus que Ele está disposto a compartilhar somente com os Seus redimidos. Pensem nisso. Somos chamados com uma santa vocação. Em outras palavras, somos chamados para ser diferentes.

    Hoje, muitas vezes, os cristãos não são diferentes das pessoas do mundo. Mas somos chamados para ser diferentes — incomuns, extraordinários. Não se acomode e diga: “Bem, quero ser como as pessoas deste mundo”. Nesse caso, você deixa de corresponder ao seu chamado, porque Deus o chamou para ser diferente.

    Ser tão diferente que Ele faça toda a diferença em você — isso é uma santa vocação. O santo está em contraste com tudo o que é comum. Portanto, o nosso alvo deve ser muito diferente de todos os alvos que as pessoas deste mundo estabelecem diante de si.

    Não apenas isso: a Bíblia nos diz que somos chamados com uma vocação celestial. Em Hebreus 3:1, lemos:

    Portanto, santos irmãos, participantes de uma vocação celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus.

    Somos chamados com uma vocação celestial. O celestial está em contraste com o terreno. Todos os alvos que naturalmente estabelecemos são terrenos, mas agora, como crentes, somos chamados para algo celestial. O nosso chamado é do alto; está no céu, é algo relacionado ao céu, porque Deus é o Deus do céu.

    Portanto, somos chamados para aquilo que é celestial, não terreno. O nosso alvo precisa ser algo celestial, não terreno.

    Então, em Filipenses 3:14, trata-se de uma vocação do alto:

    A vocação do alto de Deus em Cristo Jesus.

    Deus está no alto, não aqui embaixo, e Ele nos chama com uma vocação do alto. É algo elevado — não algo barato, pequeno ou inferior. Não, é algo muito elevado, glorioso e sublime.

    Pensem nisso. Que chamado recebemos, nós que fomos redimidos! Vocês já consideraram isso? Querem ser apenas comuns, como as pessoas deste mundo? Querem viver de maneira meramente terrena, como as pessoas da terra? Querem permanecer aqui embaixo, como as pessoas deste mundo?

    Não, irmãos e irmãs. Fomos chamados de maneira tão diferente. Somos chamados com uma santa vocação, uma vocação celestial e uma vocação do alto. O nosso alvo é estabelecido de acordo com o nosso chamado.

    Todos os que pertencem ao Senhor precisam compartilhar um só chamado e um só alvo. Precisamos ter um alvo diante de nós, e esse alvo é santo, celestial e do alto.

    Sem esse alvo, a sua vida cristã não terá sentido. A sua vida diária não terá aquele incentivo, aquele impulso interior para prosseguir, porque você precisa de um alvo para prosseguir.

    Receio que essa seja a situação do povo de Deus hoje. Talvez nunca tenhamos pensado nisso. Depois de sermos salvos, talvez nunca nos sentemos para realmente estabelecer um alvo para a nossa vida cristã. Como vamos viver daí em diante? Para que vamos viver? A que estou visando? O que tornará a minha vida cristã significativa no cumprimento do propósito de Deus?

    Irmãos e irmãs, precisamos fazer isso.

    O Alvo de Paulo Revelado em Filipenses

    Vocês sabem, o apóstolo Paulo escreveu várias cartas que estão na Palavra de Deus. A carta aos Filipenses é muito especial, porque Paulo a escreveu quando estava preso em Roma por causa do testemunho de Jesus.

    Ele escreveu à igreja em Filipos, uma igreja que tinha um relacionamento tão amoroso com o apóstolo Paulo. Havia tanta compreensão entre o apóstolo e os crentes em Filipos. Havia intimidade entre eles.

    Por causa desse relacionamento íntimo, Paulo pôde abrir o coração para eles. De todas as suas epístolas, a carta aos Filipenses é a que realmente nos mostra a vida interior do apóstolo. Ele se abriu aos crentes de Filipos e compartilhou com seus amados irmãos e irmãs o que se passava dentro dele.

    Nessa carta, ele nos mostra qual era o seu alvo, como chegou a ter esse alvo e, depois de estabelecê-lo, como prosseguiu em direção a ele. Creio que a leitura da carta aos Filipenses nos ajudará nessa questão.

    Antes de se converter, Paulo era como nós. Ele nos diz, em Filipenses 3:5, que era um judeu típico: da tribo de Benjamim, descendente de Israel e, naturalmente, de Abraão.

    Mesmo antes de conhecer o Senhor, ele era uma pessoa que havia estabelecido um alvo diante de si. Esse jovem era muito diferente dos outros jovens. Os outros estabeleciam seus alvos nas coisas desta terra e buscavam o mundo.

    Mas esse jovem era diferente. Mesmo quando era jovem, estabeleceu um alvo diferente do de outros jovens. Ele queria ser muito religioso. Queria ser rabino, um rabino principal.

    Então começou a buscar esse alvo. Estudou aos pés de Gamaliel. Naquela época, Gamaliel era o maior rabino entre o povo judeu. Paulo estudou com ele, tornou-se fariseu e disse que era fariseu dos fariseus — não apenas um fariseu, mas um verdadeiro fariseu.

    Ele foi muito bem-sucedido. Perseguiu os crentes em Jesus porque, de acordo com o ensino judaico, consideravam Jesus um impostor e um perigo para o judaísmo.

    Eles queriam um Messias que viesse, derrubasse o Império Romano e fizesse de Israel a primeira entre as nações. Mas descobriram que Jesus não fez isso. Ele veio pelas almas dos homens. Eles O rejeitaram, consideraram-No um impostor e um perigo para o judaísmo, e se livraram Dele.

    Esse jovem era tão zeloso pelo judaísmo que se tornou um dos principais perseguidores dos seguidores de Jesus. Mas, infelizmente, estava nas trevas. Toda a sua vida era governada pela tradição dos homens. Ele não tinha visão celestial.

    Mas Deus conhecia o seu coração. Ele era sincero, e Deus olha para o coração.

    A Visão Celestial de Saulo

    Um dia, quando ele levava documentos do sumo sacerdote e ia até mesmo a cidades estrangeiras para prender os seguidores de Jesus e levá-los a Jerusalém para julgamento, Deus o encontrou.

    Antes de chegar à cidade de Damasco, uma grande luz, mais forte que o sol do meio-dia, brilhou sobre ele. Ele foi atingido por aquela luz, caiu por terra e ouviu uma voz, como lemos em Atos 26:14:

    Saulo, Saulo, por que Me persegues? Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.

    Em outras palavras, ele ouviu não uma voz de condenação, mas uma voz de ternura — uma voz ferida, mas que levava em consideração o próprio Saulo, em vez de considerar apenas aqueles que ele perseguia.

    “Saulo, Saulo, por que você faz isso? É difícil para você dar coices contra o aguilhão. Você não sabe que todos os que vêm a este mundo vêm com o propósito de Deus por trás de sua existência?”

    Deus não envia pessoas ao mundo sem um propósito. Por que você nasceu? Foi Deus Quem o criou. Foi Deus Quem o trouxe ao mundo. Mas Ele tem um propósito a seu respeito. Há uma obra que Ele quer que você faça para Ele.

    Você não é o seu próprio senhor. Você é como um boi que puxa o arado para o seu dono, o lavrador. Deus tem uma obra a realizar, e Ele o traz ao mundo para fazer essa obra.

    Mas você pensa que é o seu próprio senhor. Às vezes, quando o boi pensa que é o seu próprio dono e quer seguir o próprio caminho, o lavrador usa o aguilhão — aquele instrumento pontiagudo — para tocar o seu lado, apenas para lembrá-lo: “Você não é o seu próprio dono. Você tem um dono”.

    Mas o boi é teimoso. Ele dá um coice e se machuca. Depois de se machucar algumas vezes, começa a obedecer. Era assim que nós éramos. Deus lembrou a Saulo: “Não dê coices contra ele. Você só está se machucando”. Como o nosso Deus é amoroso!

    Então Saulo disse: “Senhor, Quem és Tu? Eu não Te conheço”. E a voz disse, como lemos em Atos 26:15:

    Eu sou Jesus, a Quem tu persegues.

    Isso derreteu o coração daquele homem endurecido, investido de autoridade. Ele começou a perceber que todo o seu passado havia seguido na direção errada.

    Então se entregou e disse: “Senhor, o que Tu queres? Tu és o meu Senhor. Não estou aqui para mim mesmo. Estou aqui para fazer a Tua vontade”.

    Foi assim que aquele jovem, Saulo, se converteu e foi transformado no apóstolo Paulo.

    A razão de encontrarmos tamanha mudança naquele jovem é que houve uma mudança em seu alvo. Agora ele tinha um alvo celestial, santo e do alto. O que o mudou? Foi aquela visão celestial.

    Irmãos e irmãs, a razão de não haver uma mudança em nosso alvo provavelmente é que, mesmo depois de sermos salvos, o nosso alvo continua o mesmo. Aquilo que você decidiu antes de ser salvo, você continua buscando. Você ainda está buscando as coisas para si mesmo.

    Nunca houve uma mudança, uma transformação no seu alvo.

    Isso não significa que, depois de crer no Senhor Jesus, tudo o que você estava buscando nesta terra deva desaparecer completamente, e que você se torne tão celestial que não tenha nenhuma utilidade na terra. Não significa isso.

    Significa simplesmente que você precisa ter um alvo santo, celestial e do alto que governe tudo. Dentro desse alvo, Deus pode permitir, ou não, que você continue com os alvos que havia estabelecido anteriormente.

    Colocando de outra maneira: qualquer alvo que você tenha estabelecido antes, por trás dele estava você mesmo. O eu era o seu alvo — promover a si mesmo, melhorar a si mesmo, colocar a si mesmo em evidência e satisfazer a si mesmo.

    Mas, depois de crer no Senhor Jesus, irmãos e irmãs, você precisa de um alvo mais elevado para libertá-lo do eu. O seu alvo mais elevado é Deus. Deus se torna o seu alvo. Cristo se torna o seu alvo.

    Porque você O tem como alvo, qualquer coisa que esteja buscando nesta terra terá mudado de caráter. Pode ser a mesma coisa, mas o caráter mudou. Não é para você mesmo; é para o Senhor.

    Se for da vontade do Senhor que você seja bem-sucedido em determinada área, você o faz para a glória Dele, não para o seu próprio benefício. Essa é a diferença.

    Portanto, irmãos e irmãs, precisamos estabelecer um alvo santo, celestial e do alto.

    Cristo como Alvo

    Era isso que Paulo tinha. Ele disse, em Filipenses 3:8:

    Considero todas as coisas como perda.

    Aquilo que ele havia buscado antes agora era perda — nada. Por quê? O que produziu a mudança? Foi a excelência do conhecimento de Cristo Jesus.

    Paulo percebeu que Jesus Cristo é tão excelente, tão digno, tão santo, tão celestial, tão elevado e tão eterno que Ele é Aquele que vale a pena ganhar. Por isso, disse:

    Sofri a perda de todas as coisas, para que eu possa ganhar a Cristo.

    Cristo se tornou o seu alvo. Antes, ele próprio era o alvo, mas agora Cristo era o alvo. Ele queria ganhar a Cristo.

    Agora, irmãos e irmãs, temos esse alvo em nossa vida depois de sermos salvos? Você realmente estabelece Cristo como o seu alvo? Quer ganhá-Lo, alcançá-Lo, conhecê-Lo e entrar na Sua plenitude? Isso se torna a ambição que consome a sua vida, por assim dizer?

    Para ter isso, você precisa ter uma visão celestial — uma visão de Cristo. Uma visão de Cristo fará com que tudo nesta terra se torne vaidade de vaidades.

    Isso se torna tão sobrenatural que você despreza as coisas deste mundo, sabendo que elas são vaidades — uma busca pelo vento. Agora você entrou naquela realidade eterna, permanente. Isso é ganho para a eternidade.

    Irmãos e irmãs, precisamos ter essa mudança.

    As Etapas da Busca por Cristo

    Vejam como Paulo prosseguiu em direção àquele alvo, passo a passo. Em Filipenses 3:8-11, vocês realmente veem como ele buscou aquele alvo. Primeiro, mudou o seu alvo: deixou de ser o eu e passou a ser Cristo. Nada para si mesmo; tudo para Cristo.

    A primeira coisa que ele disse foi que queria conhecer a justiça — não a sua própria justiça, mas a justiça pela fé em Jesus Cristo.

    Para aquele jovem, isso foi um ponto de virada. Ele vinha buscando a própria justiça. Guardava a lei e queria ser perfeito diante de Deus pelo próprio esforço. Esforçava-se muito e cumpria toda a letra da lei.

    Ele disse que, no que dizia respeito à lei, era irrepreensível. No que dizia respeito à letra, era irrepreensível, mas violava todo o espírito da lei. Queria estabelecer a própria justiça, e fracassou.

    Mas agora ele disse: “Quero conhecer, não a minha própria justiça pelas obras, mas a justiça pela fé em Cristo Jesus”. Graças a Deus, ele a conheceu.

    Como lemos em 2 Coríntios 5:21:

    Cristo, que não conheceu pecado, foi feito pecado por nós, para que nos tornássemos justiça de Deus.

    Graças a Deus, essa é uma realidade na qual todos nós já entramos.

    A menos que você ainda esteja tentando estabelecer a própria justiça. Lembre-se: a sua própria justiça é como trapos imundos diante de Deus. Você precisa conhecer a obra do nosso Senhor Jesus. Ele morreu por você. Derramou o Seu sangue por você, para purificá-lo de todos os seus pecados e ofensas e lhe dar uma consciência limpa diante de Deus.

    Essa é a única salvação. Mas isso é o começo, não o fim. Muitos cristãos, em sua busca pela salvação, pensam que isso é tudo. Não, isso é o começo — apenas o começo.

    O segundo passo vem depois de conhecer a justiça pela fé mediante Jesus Cristo. Então Paulo disse, em Filipenses 3:10:

    Para conhecê-Lo.

    Não apenas conhecer a Sua obra, mas conhecer a Sua pessoa. Se você conhece apenas a Sua obra, recebe todos os benefícios dela. Você O conhece como seu Salvador, e, ao conhecê-Lo como seu Salvador, recebe o benefício — você é salvo.

    Mas Deus não recebe, por assim dizer, nenhum benefício de você. Ele ainda não conquistou você. Por isso, o próximo passo é aprender a conhecê-Lo — conhecer Cristo como a Pessoa que Ele é.

    Ele não é apenas o seu Salvador. Ele é o Filho de Deus, o Herdeiro de todas as coisas, o Senhor de todo o universo — o seu Senhor, o seu Rei, o seu Soberano. Ao conhecê-Lo, você entrega a sua vida.

    Muitos cristãos são salvos, mas nunca entregam a vida a Jesus. Continuam vivendo a própria vida. Continuam sendo os seus próprios senhores. Por quê? Porque não conhecem a pessoa do nosso Senhor Jesus.

    Se você sabe Quem Ele é, então é muito natural entregar a vida a Ele como Senhor: “O que Tu queres que eu faça? Tu és o meu Senhor”.

    Conhecê-Lo. Precisamos prosseguir para conhecer Jesus. Há tanto em Cristo Jesus que precisamos conhecer, e conhecê-Lo é ganhá-Lo.

    O Poder da Sua Ressurreição

    O terceiro passo é conhecer o poder da Sua ressurreição. O nosso Senhor Jesus disse, em João 11:25:

    Eu sou a ressurreição e a vida.

    Ele morreu por nós, mas foi ressuscitado dentre os mortos.

    Ele é a ressurreição, e vive em você e em mim. Mas conhecemos o poder da Sua ressurreição em nossa vida diária?

    Depois de sermos salvos, ainda estamos nesta terra. Nós mudamos, mas o nosso ambiente ainda não mudou. O mundo continua sendo o mundo — cheio de pecado, cheio de vaidade, cheio de tentações. Vivemos neste mundo e enfrentamos todas essas coisas dia após dia. Como você vai vencer?

    Você tenta vencer pela própria luta, e luta, e luta, até ficar cansado. Encontramos muitos cristãos esgotados — tão cansados, cansados de tentar ser bons, cansados de tentar ser bons cristãos, cansados de tentar corresponder ao padrão. Você não consegue fazer isso.

    Para viver a vida cristã, há apenas uma Pessoa capaz de vivê-la: o próprio Cristo. Nós não podemos vivê-la. Mas, graças a Deus, Cristo está em você, a esperança da glória.

    Você sabe que Cristo está em você? Ele é a sua vida. Você percebe que Ele é a sua vida? Para que serve a vida? A vida é para viver.

    Você pode chamar isso de um evangelho para os crentes. Antes, quando você ainda não era salvo, havia um evangelho para os incrédulos: você não precisa temer a morte, porque Cristo morreu por você.

    Esse é o evangelho para o mundo. Mas há um evangelho para os crentes: você não precisa ter medo de viver, porque Cristo viverá por você. Agora você começa a experimentar a vida de Cristo em você como poder de ressurreição.

    Somente depois de conhecê-Lo como seu Senhor, quando você se entrega a Ele, é que começa a perceber que Ele está vivendo em você.

    O apóstolo Paulo disse, em Gálatas 2:20:

    Estou crucificado com Cristo; já não vivo eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo pela fé — a fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim.

    Portanto, irmãos e irmãs, vocês experimentam Cristo como sua vida diária? Sempre que vem a tentação, vocês ainda estão lutando para enfrentá-la, ou saem do caminho e dizem: “Senhor, vai Tu à frente e enfrenta a tentação”?

    Isso faz a diferença. Aquilo que você não consegue vencer, você vence pela vida Dele — a Sua vida de ressurreição. A Sua vida de ressurreição é mais poderosa do que uma bomba atômica.

    Esse é mais um passo em direção ao alvo: conhecê-Lo na sua vida diária por meio do poder da Sua ressurreição.

    A Comunhão dos Seus Sofrimentos

    Então há mais um passo: participar da comunhão dos Seus sofrimentos. Pensem nisso. Ele não apenas viverá em vocês, mas quer que vocês compartilhem com Ele os Seus sofrimentos.

    Os sofrimentos do nosso Senhor Jesus são de dois tipos. Um deles chamamos de sofrimento vicário, ou expiatório. Em outras palavras, Ele sofreu na cruz por nós.

    Ele levou os nossos pecados em Seu próprio corpo. Ele nos tomou para dentro de Si e, por causa disso, morreu. Morreu uma morte expiatória. A Sua morte fez expiação por nós, redimiu-nos, lavou os nossos pecados e nos resgatou de volta para Deus.

    Esse sofrimento expiatório Ele sofreu sozinho. Não podemos participar dele. Mas Ele nos chama para compartilhar com Ele os Seus sofrimentos não expiatórios, não vicários.

    Quando o nosso Senhor estava na terra, sofreu por causa da justiça. Porque Ele era justo e o mundo era injusto, teve de sofrer — ser incompreendido e perseguido.

    Ele sofreu por causa da justiça. Sofreu porque era diferente, porque era celestial. A terra não O compreendeu, e as pessoas O perseguiram. Tentaram se livrar Dele, e Ele sofreu por isso.

    Ele sofreu por causa da Sua compaixão por nós. Como Ele Se compadecia! Vocês se lembram de João 11:35:

    Jesus chorou.

    Por que Ele chorou? Não por Si mesmo, mas pelo mundo. Ele sofreu por causa da Sua compaixão.

    Ele sofreu para que pudesse nos reunir em um só corpo, o Corpo de Cristo, e nos apresentar santos ao Pai.

    O nosso Senhor Jesus passou por sofrimentos não expiatórios, não vicários, durante toda a Sua vida. Esse é o tipo de sofrimento que Paulo queria compartilhar com Ele.

    Você alguma vez sofre por causa do nome de Cristo? Alguma vez sofre por ser cristão? Alguma vez sofre porque é justo e quer fazer o que é certo? Você não aceita seguir o mundo. Sofre por causa disso?

    Se sofrermos com Ele hoje, seremos glorificados com Ele quando Ele for glorificado. Somos chamados à comunhão do Seu Filho.

    Não considere o sofrimento algo estranho. Em 1 Pedro 4:12, ele diz:

    Não considereis estranho.

    Se você estiver seguindo o Senhor, sofrerá porque é tão diferente — tão extraordinário.

    A Conformidade à Sua Morte e a Ressurreição Dentre os Mortos

    Então, ser conformado à Sua morte. A morte do nosso Senhor é como um molde, e somos vertidos nesse molde para que saiamos exatamente como Ele.

    Como podemos ser semelhantes a Cristo? A única maneira de ser semelhantes a Cristo é sermos vertidos no molde da Sua morte: morte para o pecado, morte para o mundo, morte para o eu, morte para o inimigo — para tudo o que não é de Deus.

    Em Sua morte, Ele matou a morte. À medida que você é conformado à Sua morte, é completamente separado e liberto. Você se torna inteiramente de Cristo, inteiramente de Deus.

    Daí vem a busca do apóstolo, em Filipenses 3:11:

    Para que eu possa alcançar a ressurreição dentre os mortos.

    Sabemos que todo crente um dia será ressuscitado. Este corpo mortal será transformado em um corpo imortal. Este corpo físico será transformado em um corpo espiritual, como o do nosso Senhor Jesus em Sua ressurreição. Todos nós seremos ressuscitados.

    Mas, mesmo na ressurreição do corpo, há uma diferença. Alguns dos que são ressuscitados são contados na primeira ressurreição. Alguns dos que são ressuscitados não estão nessa primeira ressurreição.

    Em outras palavras, a qualidade é diferente. No original, a palavra aqui significa ressurreição para fora. É ressurreição, mas uma ressurreição para fora — de primeira qualidade.

    Aqueles que forem ressuscitados com essa primeira qualidade reinarão com Cristo durante o milênio, mil anos, em Seu reino. Era isso que Paulo tinha como alvo.

    A Continuidade da Busca

    Vocês podem ver que há tanto diante de nós. Irmãos e irmãs, ser cristão é algo muito empolgante e emocionante. Talvez você pense: “Bem, estou salvo. Isso é tudo. O que mais há?”. Então vai atrás do mundo.

    Mas, irmãos e irmãs, vocês descobrirão que há tanto em Cristo que Ele quer que vocês compartilhem, que possuam — que tomem posse daquilo que lhes pertence. Essa é a herança que Deus preparou para vocês, e precisamos tomar posse de tudo o que Ele conquistou para nós.

    Às vezes, penso que as pessoas mais ambiciosas do mundo deveriam ser os cristãos. Mas a nossa ambição está em um nível mais elevado, em um patamar mais elevado — muito, muito melhor.

    Se você tiver o mundo inteiro e perder a sua alma, pagará um preço tão alto por nada. Mas, se buscar Cristo como seu alvo, encontrará realidade — realidade eterna. Ela nunca passa. É glória, e glória, e mais glória. Vale a pena.

    Queridos irmãos e irmãs, até Paulo disse: “Não afirmo que já tenha chegado”. Não, ele ainda estava prosseguindo.

    Depois de crermos no Senhor por dez anos, talvez vinte anos, talvez trinta anos, talvez sessenta ou setenta anos, podemos parar de prosseguir. Mas lembrem-se: ainda não chegamos. Vocês não podem parar. Precisam prosseguir.

    Esqueçam as coisas que ficam para trás. Não olhem para trás e digam: “Bem, já percorri um longo caminho”. Isso não é nada. É o fim que devemos manter diante de nós.

    Você pode percorrer três quartos do trajeto, mas ainda resta um quarto que realmente faz a diferença. Isso é uma advertência para mim: ainda não cheguei, e a última parte é a mais importante.

    Você precisa esquecer o que fica para trás. Não pense que já percorreu um longo caminho. Esqueça isso, como se nunca tivesse corrido antes e hoje fosse o dia de começar a correr.

    Você precisa ter esse tipo de atitude. Os cristãos nunca envelhecem. Quanto mais você busca o Senhor, mais se torna como uma criança — um bebê.

    Você se forma na faculdade, depois volta ao ensino médio, depois ao ensino fundamental, depois ao jardim de infância e, então, volta à etapa anterior ao jardim de infância. Esse é o espírito que devemos ter. Nunca envelheçam. Prossigam.

    Olhar para o alvo: sem o alvo, você não consegue prosseguir. Não há incentivo. Mas, com Cristo — o Cristo vivo, o Cristo eterno — colocado diante de você, você olha para Ele.

    Você não olha para nenhuma outra coisa. Não olha para si mesmo. Prossegue para ganhar aquele prêmio, o prêmio da vocação do alto.

    Qual é o maior prêmio? O próprio Cristo. Ele é o maior; todos os outros são apenas acrescentados.

    Irmãos e irmãs, estamos quase no fim do caminho. Este é o momento mais difícil. Quando você está correndo, a parte final é a mais difícil. As suas forças se esgotaram, e você é tentado a parar.

    Mas este é o momento em que devemos prosseguir. Vejam! Essa é a disposição que devemos ter, e esse modo de pensar nos tornará perfeitos. Por perfeição, entende-se maturidade — verdadeira maturidade no Senhor.

    Irmãos e irmãs, digo todas essas coisas para encorajar a mim mesmo, para advertir a mim mesmo, e quero compartilhá-las com vocês.

    Estou pensando que este deveria ser o nosso melhor momento na busca pelo Senhor. O tempo mais escuro, mais difícil, é o melhor tempo para buscarmos e prosseguirmos.

    Que o Senhor nos ajude. Vamos orar?

    Oração Final

    Querido Senhor, Tu nos estás chamando. Estamos quase lá, mas ainda não chegamos. Nós Te louvamos e agradecemos porque Tu nos estás advertindo e encorajando.

    Pedimos que sejamos realmente aqueles que tiveram uma visão de Ti, e que Tu consumas todo o nosso ser para Ti mesmo.

    Senhor, Tu és a única Pessoa digna.