Nesta noite, quero ler três passagens da Bíblia: duas no Novo Testamento e uma no Antigo Testamento.
Primeiramente, na carta aos Hebreus, Hebreus 6:11-12:
E desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zelo até o fim, para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela paciência, herdam as promessas.
Depois, no Antigo Testamento, Josué 1:1-9:
E sucedeu, depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que o Senhor falou a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés, dizendo: Moisés, Meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que Eu lhes dou, aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como Eu disse a Moisés. Desde o deserto e este Líbano até o grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar, para o poente do sol, será o vosso território. Ninguém poderá resistir diante de ti todos os dias da tua vida: como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Esforça-te e tem bom ânimo; porque tu farás este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes dar. Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme toda a lei que Moisés, Meu servo, te ordenou: dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca este livro da lei, mas medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito: porque então farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido. Não to ordenei Eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes: porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.
E novamente, no Novo Testamento, Hebreus 3:12-19 e Hebreus 4:1-11:
Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e incrédulo, que se aparte do Deus vivo; antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, enquanto se chama Hoje; para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se conservarmos firme até o fim o princípio da nossa confiança; enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação. Pois quem, havendo ouvido, O provocou? Não foram todos os que saíram do Egito por meio de Moisés? E com quem Se indignou durante quarenta anos? Não foi com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que não entrariam no Seu descanso, senão aos que foram desobedientes? E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade.
Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no Seu descanso, algum de vós pareça ter ficado aquém dela. Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, assim como a eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, porque não foi unida pela fé àqueles que a ouviram. Porque nós, os que temos crido, entramos naquele descanso; como Ele disse: Assim jurei na Minha ira: Não entrarão no Meu descanso; embora as obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo. Porque em certo lugar disse assim acerca do sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as Suas obras; e neste lugar, outra vez: Não entrarão no Meu descanso. Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram anunciadas as boas-novas não entraram por causa da desobediência, Ele determina outra vez certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como antes fora dito: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações. Porque, se Josué lhes houvesse dado descanso, Ele não teria falado depois de outro dia. Portanto, resta um descanso sabático para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no Seu descanso também descansou de suas obras, como Deus das Suas. Procuremos, portanto, com diligência, entrar naquele descanso, para que ninguém caia segundo o mesmo exemplo de desobediência.
Vamos nos curvar juntos por um momento de oração?
Pai celestial, estamos felizes por termos vindo novamente, nesta noite, à Tua presença e por termos vindo mais uma vez à Tua Palavra. Queremos, Senhor, confessar e reconhecer diante de Ti, nesta noite, que, sem Ti, nada podemos fazer. Seja ao falar a Tua Palavra, seja ao ouvir a Tua Palavra, Senhor, sem Ti, nada podemos fazer.
Por isso, pedimos que, pela Tua graça, enchas todo este lugar com a Tua presença, de tal maneira que a Tua Palavra seja viva para cada um de nós. Que ela não seja aplicada incorretamente, mal compreendida ou mal interpretada, mas, Senhor, que venha a nós de Ti mesmo — de maneira viva, clara e compreensível.
Para isso, ó Pai celestial, queremos, juntos, nos apropriar pela fé daquela unção que é nossa no Senhor Jesus, tanto para falar como para ouvir, a fim de que o Teu propósito para este momento se cumpra. E a Ti daremos todo o louvor e toda a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Nas noites em que sou responsável por estas reuniões, tenho falado sobre a fé viva. Nesta noite, não quero repetir o que já disse, senão não conseguiremos abordar o que sinto que precisamos abordar. Mas o que disse nas noites anteriores é, de fato, muito importante como introdução ao que precisamos considerar nesta noite.
Quero considerar hoje a fé viva e a apropriação daquilo que nos pertence; ou, se preferirem, a entrada naquilo que é nosso no Senhor Jesus; ou, se preferirem, a exploração e a experiência plena da nossa tão grande salvação. Seja como for que vocês queiram expressar isso, trata-se da mesma coisa: tomar posse, tornar realidade em nossa experiência, entrar naquilo que o Senhor Jesus conquistou para nós a um preço tão alto.
Agora, essa questão da fé viva é tremendamente importante. Há tantos cristãos que mal passam da experiência inicial da salvação. Sabem que foram salvos pela graça de Deus, mas não vão além disso. Quando se deparam com os problemas da vida, com as tentações da vida e com todas as questões que inevitavelmente surgem ao longo de uma vida humana, não conseguem realmente vencer essas coisas, não conseguem atravessá-las.
Cantamos sobre uma salvação tão grande; cantamos sobre um Salvador tão grande. Cantamos sobre o fato de que Ele pode salvar plenamente, de que nos deu a vida eterna; mas, quando se trata da experiência ou da prática, muitas vezes somos muito, muito pobres. Vivemos vidas derrotadas.
Por isso, essa questão de tomar posse daquilo que nos pertence, ou de entrar em tudo o que Ele conquistou para nós, é de tremenda importância. Como eu disse ontem à noite, se cada um de nós aqui, nesta noite, possuísse uma fé viva, prática e operante, que influência colossal teríamos sobre nossas famílias, nossos parentes, nossos entes queridos, nosso círculo de amigos não salvos e a sociedade ao nosso redor! Será que podemos dizer que teríamos um impacto muito real sobre a vida nacional, se ao menos possuíssemos uma fé viva?
Sim, se, por meio dessa fé, pudéssemos entrar no desfrute de tudo o que o Senhor Jesus conquistou para nós no Calvário e que nos é disponibilizado na Pessoa do Espírito Santo.
Não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela paciência, herdam as promessas.
Gostaria de levá-los imediatamente ao Antigo Testamento e a essa maravilhosa figura de toda essa questão que encontramos na terra prometida por Deus aos filhos de Israel.
A primeira coisa que gostaria de destacar é esta: aquela terra, prometida e dada por Deus, tinha limites claramente definidos. Deus deu ao povo da Sua aliança, aos Seus remidos, aos filhos de Israel, uma terra que Ele definiu claramente.
Ele disse que ela se estendia desde o grande Líbano até o deserto ao sul; desde o rio Eufrates, a leste, até o mar Mediterrâneo, a oeste. Vocês encontram isso em Josué 1:4. Seus limites estavam claramente definidos.
Deus não apenas prometeu aquela terra, mas nela deu tudo o que era necessário para a vida nacional, familiar e social, a fim de que o Seu propósito para aquele povo fosse cumprido. Tudo se encontrava dentro dos limites daquela terra.
Se vocês abrirem em Deuteronômio 8:7-10, encontrarão palavras muito belas:
Porque o Senhor, teu Deus, te introduz numa boa terra; terra de ribeiros de águas, de fontes e de nascentes, que brotam nos vales e nos montes; terra de trigo e cevada, de vides, figueiras e romãzeiras; terra de oliveiras e mel; terra em que comerás pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes poderás extrair cobre. Comerás e te fartarás; e bendirás ao Senhor, teu Deus, pela boa terra que Ele te deu.
Tudo de que precisavam se encontrava na terra que Deus lhes dera gratuitamente. Foi Deus Quem a deu a eles. Não a conquistaram por mérito próprio. Não eram dignos dela. Era uma terra prometida aos seus antepassados antes mesmo de existir uma nação. Era o dom de Deus. Foi a graça de Deus que lhes deu aquela terra.
Quando aquele povo saiu do Egito, foi um cordeiro pascal que selou sua redenção. Eles não se libertaram dos poderes das trevas, do domínio de Faraó na terra do Egito, por sua própria força, engenhosidade, inteligência, habilidade ou poder.
Saíram daquela terra por meio de um cordeiro: um cordeiro perfeito, macho, de um ano, que foi morto; seu sangue foi colocado nas vergas e nas ombreiras das portas de cada casa; e o cordeiro foi comido dentro da casa sobre a qual o sangue havia sido colocado.
Quando aquele cordeiro foi morto e o sangue foi colocado nas ombreiras e nas vergas, o anjo da morte visitou o Egito e passou por cima de cada casa sobre a qual o sangue havia sido colocado. Era uma figura tremenda de algo que ainda se cumpriria. Todo aquele povo saiu da terra por meio do Cordeiro Pascal, a caminho dessa terra prometida que Deus lhes daria. O Cordeiro Pascal era o segredo de tudo.
Dentro daqueles limites, Deus deu tudo. Fora daqueles limites, Deus não deu nada. Isso ficou claro? Para esse povo, não adiantava sair vagando para a Itália — perdoem-me todos vocês, americanos de origem italiana! Não adiantava ir para a Itália, a oeste, ou seguir para o extremo leste, para a Pérsia, ou vagar para o norte, para a Armênia, ou descer para o sul, para a Etiópia.
Deus não tinha provisão para eles naquelas terras. Talvez tivesse provisão para outras nações naquelas terras, mas, para esse povo, o povo da Sua aliança, Ele não tinha provisão fora daqueles limites. Dentro daqueles limites, Ele tinha toda a provisão necessária.
E não era só isso: o lugar que Ele escolheu para fazer habitar o Seu nome — onde poderiam encontrá-Lo, ouvi-Lo, apresentar suas ofertas, adorá-Lo e oferecer-Lhe sacrifícios aceitáveis — não era Babilônia, Nínive, Ramessés, Tebas ou qualquer outro lugar do mundo. Ficava dentro daqueles limites claramente definidos. Era Jerusalém.
Naquele momento, eles ainda não sabiam disso, pois Ele havia dito:
Eu vos conduzirei ao lugar onde farei habitar o Meu nome. Ali oferecereis os vossos sacrifícios, e não em qualquer lugar que escolherdes.
Tudo se encontrava naquela terra. O propósito de Deus estava ligado àquela terra. A vinda do Messias estava ligada àquela terra. Todo o grande propósito de Deus, de levar a salvação até os confins da terra, estava ligado àquela pequena terra e aos seus limites claramente definidos.
Dentro dela, tudo estava provido; fora dela, nada estava provido. Se saíssem, seria a graça de Deus que os preservaria, e Ele os preservaria apenas para conduzi-los de volta àquela terra. Vocês entendem?
Há outra coisa que gostaria de destacar aqui. Há uma pequena expressão maravilhosa que aparece nos profetas e em 1 Reis 4:25:
Cada um se assentará debaixo da sua própria videira e da sua própria figueira.
As pessoas muitas vezes se perguntam o que afinal significa essa pequena expressão. Ela aparece duas ou três vezes no Antigo Testamento:
Cada um se assentará debaixo da sua própria videira e da sua própria figueira.
Bem, significa simplesmente isto. Em primeiro lugar, é um fato muito interessante que videiras e figueiras cresçam juntas. Até hoje, onde quer que vocês vão na terra de Israel, quando veem uma figueira, quase certamente verão uma videira, porque, de algum modo, elas parecem estar sempre associadas.
Mas, além disso, significava o seguinte: não era apenas uma expressão bonita e poética, como se Deus estivesse fazendo poesia. O que Deus estava dizendo era isto: cada um de vocês que pertence ao povo da Minha aliança, cada um de vocês que foi redimido do Egito pelo Cordeiro Pascal e salvo pela Minha graça terá sua própria porção naquela terra — grande o suficiente para comportar uma figueira.
Agora, uma figueira — nunca vi uma figueira por estas bandas —, mas, onde eu moro, uma figueira pode ser uma árvore muito grande. Portanto, vocês podem ter uma porção de terra realmente boa. Cada um deles deveria receber uma porção. Não era para os ricos terem enormes extensões e os pobres ficarem sem nada. Cada uma daquelas pessoas redimidas deveria ter sua própria porção daquela terra.
Não a receberiam no deserto. Não a teriam no Egito. Não a receberiam na Babilônia. Não a receberiam em nenhum outro lugar, a não ser dentro daqueles limites claramente definidos. Deus tinha para eles uma herança própria.
Ora, isso não é uma figura maravilhosa? O mais maravilhoso de tudo era que ela lhes seria dada. Era dada a eles por Deus. Pensem nisso. Essa terra lhes foi dada por Deus.
Se vocês abrirem em Êxodo 23:23, leremos estas palavras maravilhosas:
Porque o Meu Anjo irá adiante de ti e te levará aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos cananeus, aos heveus e aos jebuseus; e Eu os exterminarei.
Graças a Deus. Êxodo 23:27:
Enviarei o Meu terror adiante de ti e confundirei todo o povo aonde entrares; e farei que todos os teus inimigos te voltem as costas.
Graças a Deus. Êxodo 23:28:
E enviarei vespões adiante de ti, que lançarão fora os heveus, os cananeus e os heteus de diante de ti.
Vocês já viram um vespão de verdade? Ah, que salvação maravilhosa! Que terra maravilhosa, dada por Deus! Quase se tem a impressão de que tudo o que precisamos fazer é nos sentar e louvar ao Senhor. Ele fará tudo.
O Anjo do Senhor vai adiante deles. Ele vai lançar terror sobre todos esses inimigos, de modo que todos desapareçam — cada um deles: heteus, heveus, cananeus, amorreus, ferezeus, todos eles. O Anjo do Senhor irá adiante deles. Ele os confundirá. Ele os expulsará. Ele conduzirá o povo à terra que Deus prometeu.
O Senhor fará com que nenhum dos seus inimigos possa resistir diante deles. Os inimigos lhes voltarão as costas e fugirão. Que salvação maravilhosa! Podemos simplesmente cantar hinos, ter um maravilhoso tempo de adoração, um maravilhoso tempo de louvor, e o Senhor fará tudo!
Eles não precisarão usar uma espada. Não precisaremos usar força ou poder algum. Não precisamos ser violentos. Simplesmente esperaremos e, quando houver um silêncio absoluto, entraremos e descobriremos que todos foram embora — deixando para nós as casas, as vinhas, as figueiras e os campos. Simplesmente entraremos e tomaremos posse de tudo. Ah, será absolutamente maravilhoso!
Uma terra lhes foi dada, com tudo o que havia dentro daqueles limites provido por Deus. Que figura da sua salvação e da minha salvação — de tudo o que é nosso no Senhor Jesus!
Deus deu a você e a mim o Senhor Jesus, Seu dom indescritível. Todo o propósito de Deus para o universo e para a eternidade está centrado no Senhor Jesus. A própria casa de Deus, na qual encontramos Deus e Deus nos encontra, onde ouvimos Deus e Ele nos ouve, onde podemos oferecer sacrifícios aceitáveis a Ele, está no Senhor Jesus.
Não é maravilhoso? Quando pensamos nisso dessa maneira, essa maravilhosa salvação que Deus nos deu tem limites claramente definidos. Fora de Cristo, Deus não provê nada; em Cristo, Deus provê tudo. Não há coisa alguma que Deus não proveja em nosso Senhor Jesus. Ah, se ao menos crêssemos nisso!
Tudo Nele; nada fora Dele. Vocês podem ir até os confins do mundo tentando obter uma experiência espiritual, e tudo o que conseguirão será uma experiência falsificada — uma experiência psíquica, emocional e passageira. Se for fora do Senhor Jesus, vocês podem produzir fervor religioso, demonstrar grande devoção, ter muito zelo e fazer todo tipo de coisa, mas não será algo eterno. Tudo o que Deus faz permanece para sempre.
Mas, no Senhor Jesus, vocês se achegam a Deus e encontram toda a provisão de que precisam. Tudo o que vocês precisam para ser filhos de Deus está no Senhor Jesus. Ele fez tudo.
Tudo o que vocês precisam para ser transformados de pecadores em santos — e isso é trabalho de uma vida inteira — está no Senhor Jesus, provido por Deus. Tudo o que você e eu precisamos para conhecer o que é viver uma vida crucificada está no Senhor Jesus.
Tudo o que você e eu precisamos para ser daqueles que podem cair na terra e morrer — o poder para cair na terra e morrer, a fim de que haja uma colheita eterna — se encontra no Senhor Jesus. Tudo o que vocês precisam para conhecer a plenitude, a habitação interior, os dons e o fruto do Espírito Santo se encontra no Senhor Jesus.
Se vocês querem saber o que é ser imersos no poder do Espírito Santo, encontrarão isso no Senhor Jesus e por meio Dele. Querem poder servir a Deus de maneira aceitável? Só podem fazer isso no Senhor Jesus e por meio Dele.
Querem saber o que é estar na igreja de Deus, fazer parte da igreja de Deus, fazer parte do corpo de Cristo em funcionamento? Isso está no Senhor Jesus. Tudo se encontra Nele.
Do princípio ao fim, Ele é o princípio e o fim, o primeiro e o último, o Alfa e o Ômega, o Amém de Deus.
Bem, que salvação é a nossa! Apresentei algumas passagens bíblicas na noite em que fizemos aquela introdução, mas vou apresentar mais algumas, só para que vocês percebam como essa questão é maravilhosa.
Vejam 1 Coríntios 1:30. Ouçam:
Mas vós sois Dele, em Cristo Jesus, o Qual Se tornou para nós sabedoria da parte de Deus, e justiça, e santificação, e redenção.
Agora, essas palavras podem parecer muito teológicas a vocês, mas, na realidade, são questões tremendas. Justiça é ser justificado para sempre, eternamente, diante de Deus. Que coisa maravilhosa é ser justificado! Deus olha para você como se você nunca tivesse pecado. Ele o declara absolutamente justo diante Dele, porque Jesus Se tornou o seu pecado, para que você se tornasse a justiça de Deus Nele.
Justiça; santificação. Algumas pessoas fizeram dessa questão da santificação uma coisa tão enfadonha. Tudo se resume a roupas escuras e semblantes sombrios. De algum modo, você tem de se vestir com cores sóbrias, parecer muito aflito e dar a impressão de que o caminho é pesado e difícil, cheio de tribulações. O cheiro de queimado tem de estar sobre você!
Não é de admirar que tenha havido uma reação contra a santidade. As pessoas imaginam uma santidade sombria: ficar ali sentado de maneira apagada, sem cor, escura e pesada. Isso é ser santo! Como será o céu, se é um lugar santo e todos ali estão vestidos de cores escuras, todos têm um semblante pesado e cantam músicas muito lentas?
Santidade é inteireza. Inteireza. Ela vem de uma raiz, no hebraico e no grego, ligada à saúde. Inteireza — uma personalidade plenamente desenvolvida. Inteireza.
Que coisa maravilhosa é ser santificado! Não significa que você não possa rir; significa apenas que você ri de maneira pura. Não significa que você não tenha alegria; significa que você tem uma alegria indizível e cheia de glória em meio às aflições mais profundas.
Não significa que você deixe de ter paz, que se torne uma pessoa inquieta e neurótica — e há milhares e milhares assim nos círculos cristãos. Será que algum grupo tem mais neuróticos do que os cristãos? Estou falando sério. Não estou apenas fazendo uma piada. É verdade.
Qualquer psiquiatra lhes dirá que de um terço à metade dos seus pacientes são evangélicos. Por quê? Porque os evangélicos têm uma consciência sensível ao pecado, é por isso. Se não soubermos o que é ser justificados na presença de Deus, o acusador nos perseguirá todos os nossos dias, até passarmos noites sem dormir. Não haverá coisa alguma que possamos fazer sem estarmos presos pelo medo, pela condenação e pelo tormento que vem desse medo.
Mas vós sois de Deus, em Cristo Jesus, o Qual Se tornou para nós sabedoria da parte de Deus, e justiça, e santificação.
Isto é, não apenas declarados justos na presença de Deus, mas também capacitados a ser conformados à imagem do Filho de Deus — uma inteireza crescente, uma saúde crescente, no espírito, na alma e no corpo.
E redenção. A redenção tem a ver com este velho corpo. Imagino que, todos os dias, vocês sintam a necessidade de um novo corpo. Vocês que estão ficando um pouco mais velhos sabem exatamente o que quero dizer. As dores aumentam à medida que envelhecemos, e a necessidade de um novo corpo se torna evidente.
Não é estranha essa espécie de ideia grega que se espalhou pelo cristianismo — de que o corpo, a carne, é inteiramente mau e de que, se você tiver apenas espírito, será puro? Deus não nos fez como os anjos, espíritos. Ele nos fez espírito, alma e corpo.
Foi Charles Haddon Spurgeon quem pregou aquele magnífico sermão: “Nem um casco, nem um chifre ficará no Egito”. Vocês se lembram da palavra de Moisés a Faraó:
Nem um casco, nem um chifre.
Com base nisso, Spurgeon disse: “Nem um fio de cabelo da sua cabeça será deixado para a velha criação, para o velho homem ou para o velho mundo”. Tão grande é a nossa salvação que ela não se resume à justificação, a sermos declarados justos diante de Deus, nem à santificação, ao poder para conhecer o que é ser um com o Senhor Jesus e ser conformados à Sua imagem, até finalmente crescermos Nele. Ela também tem a ver, por fim, com um novo corpo, um corpo redimido, sem pecado.
Que salvação! Que salvação!
Ah, eu poderia apresentar muitas outras passagens, se vocês quiserem. Penso em João 10:10:
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Algumas pessoas pensam que o Senhor estava dizendo que veio para que tivéssemos vida, mas que não teremos muita vida aqui embaixo. É apenas uma espécie de penhor — uma morte em vida, na verdade. Não importa, cantamos hinos sobre isso; um dia, depois de morrermos, teremos vida mais abundante!
Graças a Deus pela vida mais abundante agora. O Senhor Jesus não veio apenas para dar vida eterna — o que, por si só, já era maravilhoso —; Ele veio para nos dar vida mais abundante.
Ah, uma vez que provamos essa vida espiritual abundante, uma vez que começamos a entrar no poder dessa vida sem fim, a viver pelo princípio da ressurreição, quanto mais glorioso é o que nos espera! Se pode ser tão maravilhoso aqui, e podemos conhecer o que é vencer aqui pelo poder da Sua vida sem fim, como será quando finalmente recebermos um corpo redimido e conhecermos o que é ser glorificados com a Sua glória?
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Ah, que terra é essa! Aqui temos um Cordeiro; podemos ter vida e ainda estar no deserto. Queremos atravessar o Jordão, entrar na terra prometida e encontrar vida mais abundante.
Vocês querem passar todos os seus dias vagando pelo deserto, num ciclo cansativo, fazendo sempre a mesma coisa e nunca chegando a lugar nenhum? Há cristãos que passam a vida inteira dando voltas e mais voltas e mais voltas. Nem sequer é uma espiral que sobe. É apenas um círculo.
Agora, não me entendam mal. Há maná no deserto — o pão da vida que se pode experimentar. Há água que sai da rocha, maravilhosa para matar a sede. Há a coluna de nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite para guiá-los. Também há direção verdadeira ali.
Seus sapatos não se desgastarão, seus tornozelos não incharão e suas roupas não envelhecerão. Quantos milagres existem ali! Mas vou lhes dizer uma coisa: podem ficar com todos eles. Se a questão é atravessar e entrar na terra, prefiro estar na terra, onde há rios e fontes, onde a chuva desce do céu e rega o solo, onde há figueiras, videiras, trigo, cevada e todas essas coisas maravilhosas que pertencem a essa terra que Deus nos deu.
Não quero ficar vagando pelo deserto, vivendo daquele maná semana após semana, ano após ano, todos aqueles anos, com apenas uma mudança de vez em quando, quando aparecem algumas codornizes. Prefiro estar na terra.
Algumas pessoas dizem: “Ah, é tão maravilhoso conhecer o Senhor”. É claro que é maravilhoso conhecer o Senhor. É maravilhoso ser guiado. Algumas pessoas pensam que só se pode ser guiado depois de entrar na terra. Isso é um absurdo. “Você não pode realmente conhecer o Senhor se não tiver entrado.” Não, isso é um absurdo.
Há pessoas que passam todos os seus dias naquele ciclo, dando voltas e mais voltas pelo deserto, e que chegam a conhecer o Senhor; mas nunca entram no descanso do Senhor. Não são rios de água viva fluindo do seu interior; é apenas a satisfação da sua sede, de modo que precisam voltar a cada vez, de novo e de novo e de novo, apenas para matar a sede.
Conhecem a vida, mas não a vida mais abundante. São escravas das circunstâncias. Não alcançam a vitória sobre todos os muitos inimigos de Deus. Mantêm distância deles.
Há muitas coisas maravilhosas naquele deserto, mas, ah, conhecer a Deus dessa maneira! Efésios 1:3 diz:
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Que nos abençoou com toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.
Toda bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo Jesus. Que experiência tremenda deve ser esta — estar na terra e conhecer todas essas bênçãos. Não todas de uma vez; isso nos mataria! Mas estão todas ali: toda bênção espiritual em Cristo Jesus, nas regiões celestiais.
Como tudo isso é maravilhoso. Penso também em Colossenses 2:2-3:
Para que os seus corações sejam consolados, estando unidos em amor, e alcancem todas as riquezas da plena certeza do entendimento, para conhecerem o mistério de Deus, a saber, Cristo; no Qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.
Pensem naquela terra: todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Todos os fatos, e toda a maneira de lidar com os fatos. Tudo se encontra no Senhor Jesus.
Ou, ainda, Colossenses 2:9-10:
Porque Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade; e Nele sois feitos plenos.
Que terra! Que terra maravilhosa é essa!
Agora, há mais uma coisa que quero dizer sobre isso. Tudo isso é de vocês. É claro que não encontrarão isso fora Dele. Não encontrarão uma única bênção eterna fora de Cristo. Só conseguirão uma emoção passageira. Talvez pensem que foi uma bênção, mas ela passará muito depressa.
Em Cristo, vocês receberão uma bênção que permanecerá com vocês para sempre, e essas bênçãos são incontáveis. Toda essa plenitude — ouço pessoas falarem sobre plenitude, e ficam tão empolgadas que mal conseguem se sentar, mal conseguem ficar em pé; estão quase saindo do chão. Mas voltem um ano depois, e elas estão completamente esgotadas. Parece que algo simplesmente passou por elas num instante e as deixou tão secas, áridas, estéreis e derrotadas como sempre.
Não queremos esse tipo de coisa. Queremos uma plenitude na qual sejamos tornados completos. Chegamos à maturidade. Chegamos à plenitude. Chegamos ao pleno crescimento. Esse é o tipo de bênção que queremos.
Tudo isso Deus proveu no Senhor Jesus para vocês. Esses são os seus bens. Essa é a sua herança. Isso é tudo o que Deus lhes deu. Custou-Lhe tudo dar o Seu Filho, e custou ao Senhor Jesus tudo prover isso para vocês; mas a obra foi realizada. É de vocês, dado por Deus.
Há mais uma coisa maravilhosa: todos os inimigos que poderiam impedir vocês de entrar e tomar posse daquilo que lhes pertence já estão derrotados. O Cordeiro Pascal selou o destino deles. Não foi a bondade, o zelo ou a devoção do povo. Apenas sua obediência era exigida.
Com base naquele Cordeiro Pascal, todos os diferentes inimigos — jebuseus, heveus, heteus, ferezeus, cananeus, amorreus, todos eles —, uma lista quase interminável, estavam condenados à derrota. O Senhor não disse: “O Anjo da Minha presença entrará, e Eu expulsarei os heteus, mas os heveus são outra história. Eles são muito resistentes. A menos que vocês sejam muito, muito bons, não conseguirei fazer o mesmo com eles”.
Ele simplesmente disse: “O Anjo da Minha presença irá adiante de vocês e expulsará todos esses inimigos. Nenhum deles poderá enfrentá-los. Vocês verão apenas suas costas. Eles lhes voltarão as costas e fugirão. Enviarei vespões adiante de vocês e os expulsarei, de modo que o terror caia sobre eles”.
Que promessa é essa! Ela me lembra a maravilhosa promessa em Efésios 4:8, onde se diz:
Levou cativo o cativeiro.
Todo o cativeiro do povo de Deus.
Quantos crentes, com tanto conhecimento das coisas de Deus, estão presos, de modo que não conseguem adorar o Senhor livremente? Não conseguem se empenhar na batalha da oração. Nem sequer sabem como abrir a boca num lugar de oração. Não sabem como participar de uma reunião da família de Deus. Não sabem como ocupar o seu lugar. Estão em camisas de força.
Embora o seu cativeiro tenha sido levado cativo, continuam no cativeiro. Como é possível que se diga:
Levou cativo o cativeiro.
E, ainda assim, tantos de nós continuemos com algemas nos pulsos que nos impedem de levantar as mãos a Deus em adoração e oração, ou com grilhões nos pés que nos impedem de correr nos caminhos de Deus para fazer a Sua vontade e cumprir o Seu propósito?
Como é que estamos tão presos, quando a Bíblia diz que o príncipe deste mundo foi expulso? Quando a Bíblia diz que, por meio da morte, Ele reduziu a nada aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo? Quando a Bíblia diz que Ele despojou os principados e as potestades, expondo-os publicamente e triunfando sobre eles por meio da Sua cruz?
Se a Bíblia diz:
Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.
Como é que tantos de nós estamos acorrentados e presos, ainda em masmorras, ainda em prisões, ainda vestidos como prisioneiros?
Todos os inimigos foram derrotados pela obra de Jesus — a obra consumada do Cordeiro. Quando o Senhor Jesus morreu na cruz, a obra que Ele consumou teve poder suficiente para destruir toda obra de Satanás ao longo da história, até o fim dos tempos.
Não há um só grilhão que não seja quebrado pela eficácia, pelo poder, daquela obra consumada do nosso Senhor Jesus.
Agora quero passar a uma segunda questão a respeito dessa figura que temos no Antigo Testamento: é uma terra a ser possuída pela fé. Tudo é dado por Deus. Essa terra, com seus limites claramente definidos, é dada gratuitamente por Deus; contudo, precisa ser possuída pela fé.
Ouçam com muita atenção, para que não entendam mal. É justamente aqui que tantos de nós cometemos um erro trágico.
Josué 1:3:
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado.
Agora, isso parece contradizer o que Ele disse antes:
Passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que Eu lhes dou.
Depois, há o Anjo da presença do Senhor indo adiante deles e expulsando todos os inimigos, e os vespões do Senhor indo adiante e confundindo-os. Como é que agora Ele diz:
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, esse vos darei.
Isso se repete em Deuteronômio 11:23-25. Se vocês lerem com atenção, encontrarão exatamente a mesma coisa:
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, esse vos darei.
Aqui encontramos uma verdade muito, muito importante: só é seu aquilo de que você se apropria e em que entra pela fé.
Se os filhos de Israel descem ao rio Jordão em plena cheia — e lembrem-se: “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé” — e colocam as plantas dos pés no rio Jordão, no leito do rio, Deus imediatamente seca o rio, e toda a nação atravessa como em terra seca.
Quando chegam a Jericó, num primeiro momento, não precisam lutar. Tudo o que precisam fazer é pôr as plantas dos pés no perímetro daquela cidade, conforme a ordem de Deus, e, no momento certo, na hora certa, Deus lhes dá a cidade.
Aonde quer que fossem naquela terra e colocassem as plantas dos pés, aquilo recebiam. Calebe disse: “Dá-me este monte”, e recebeu aquele monte. Aquele monte era Hebrom. Ele disse: “Dá-o a mim”.
Outros viram carros de ferro, e ficaram com tanto medo dos carros de ferro que disseram: “Não podemos enfrentá-los. Há carros de ferro nos vales”. Por isso, não tomaram os vales. Os midianitas e os filisteus permaneceram entrincheirados onde quer que fossem deixados.
Tudo o que precisavam fazer era descer, colocar as plantas dos pés no chão e dizer: “Agora o Anjo da presença do Senhor vai expulsar esses carros de ferro”. O Senhor teria feito suas rodas se soltarem, ou eles teriam ficado atolados numa tempestade repentina, como aconteceu nos dias de Débora. Vocês se lembram? Tudo isso teria acontecido antes, mas eles não fizeram isso. Andaram pelo que viam, não pela Palavra de Deus.
“Todo lugar que pisar a planta do vosso pé…” Isso explica por que sua vida está derrotada? Isso explica por que você crê em tanta coisa e experimenta tão pouco? Você professa tanta coisa. Entende bastante, mas não experimenta. Em algum ponto, faltou colocar a planta do seu pé sobre aquela questão em nome do Senhor.
Sabem, há Jordões a serem atravessados. A única maneira de entrar nessa união com Cristo é por meio de um Jordão que precisa ser atravessado. A única maneira de atravessar esse Jordão não é pelo zelo, pela devoção, pelo conhecimento, por muito choro ou por muito anseio, mas pela fé viva — chamada obediência à Palavra de Deus.
No momento em que você coloca os pés no leito do rio, naquele momento, isso é seu. Você precisa molhar os pés.
Vejam, algumas pessoas se aproximam devagar do rio Jordão e esperam que ele recue diante delas. Esperam que, à medida que se aproximem, ele simplesmente se afaste; então dirão: “Ah, o Senhor está conosco. O Senhor está conosco. Como Ele é gracioso! À medida que descermos aqui, o rio se afastará, e, à medida que avançarmos lentamente, o rio se abrirá lentamente”.
Nunca. Sabem o que o texto diz? O rio estava na cheia da época da colheita. Quando o rio está nessa cheia, ele tem três ou quatro vezes seu tamanho normal. Como isso é próprio do Senhor: levá-los justamente a um lugar onde era impossível!
Ele poderia ter deixado o rio como normalmente fica no meio do verão, um riacho bem pequeno. Pelo menos isso teria encorajado a fé deles, não é? Teriam chegado ali e dito: “Bem, acho que quase poderíamos atravessar isso a nado. As crianças terão dificuldade, as mães e os bebês terão dificuldade, mas acho que podemos conseguir”.
Mas o Senhor não fez assim. Ele permitiu que fosse a cheia da época da colheita. Não tenho dúvida de que, quando a ordem chegou aos sacerdotes — “Levem a arca da aliança até o rio” —, aquelas águas avançaram na direção deles. Uma pequena onda desceu e veio, de fato, ao encontro deles.
Eles poderiam ter dito: “Ah, isso é um absurdo. Vamos apenas parecer tolos. Vamos molhar os pés, ficar de pé neste rio, e nada vai acontecer”.
Mas Deus disse:
Eu vos dou esta terra, a vós e aos filhos de Israel. Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, esse vos darei.
No momento em que as plantas dos seus pés tocaram o rio, não foi uma obra realizada por eles. Foi inteiramente uma obra celestial. Foi uma obra divina. Mas Deus exigiu as plantas dos pés deles. Assim que colocaram as plantas dos pés no rio, naquele momento, aquilo foi deles.
Ah, pergunto-me se muitos de vocês têm um Jordão que nunca atravessaram. Estão esperando do lado errado do rio Jordão há muitos anos. Têm cantado hinos sobre toda a plenitude do outro lado, sobre toda a provisão do outro lado. Têm ouvido mensagens maravilhosas, mas continuam do lado errado do rio Jordão.
Parece-me que vocês vão continuar ali — cantando hinos, ouvindo estudos bíblicos, ouvindo mensagens maravilhosas sobre isso —, mas ainda do lado do deserto, à margem do rio Jordão.
Ouçam: vocês nunca atravessarão se estiverem esperando que anjos os transportem, ou se estiverem esperando alguma abertura milagrosa do rio diante dos seus olhos. Talvez até se enganem no meio do verão, quando o rio fica bem pequeno. Talvez pensem: “Ah, é agora”.
Não, não, não. Simplesmente coloquem os pés ali em nome do Senhor Jesus. Digam: “Este rio Jordão pode ser atravessado em nome do Senhor Jesus. Vou atravessar pela obra consumada do Cordeiro”. E vocês terão atravessado antes mesmo de se darem conta. Terão entrado na terra. Não é maravilhoso?
Agora, alguns de vocês talvez tenham uma Jericó. A travessia do rio Jordão pode ter acontecido, por assim dizer, num instante. Tudo aconteceu assim que os pés deles tocaram o rio. Tudo foi feito num momento. Mas Jericó era outra questão.
Quando chegaram a Jericó, durante sete dias tiveram de dar voltas, e, no sétimo dia, sete voltas. Vocês não conseguem ouvir alguns dos filhos de Israel começando a dizer: “O que há de errado com Josué? Está faltando fé a ele? Na primeira vez, simplesmente pusemos os pés ali e tudo aconteceu. Será que ele não pode crer que, se colocarmos os pés no chão, dermos um grande grito e tocarmos as trombetas, as muralhas de Jericó cairão?”
Muitos de vocês diriam a mesma coisa, acreditem, porque todos nós amamos técnicas. Todos nós amamos métodos. Não seguimos o Senhor; gostamos de um método — um método para cura, um método para libertação, um método para o batismo no Espírito, um método para a plenitude, um método para a união. Métodos, métodos, métodos — técnicas em profusão.
Os círculos cristãos estão cheios de passos. Às vezes, todos os passos são os errados. Em vez de serem passos de fé verdadeira, são passos de uma técnica, etapas de uma técnica para levar você a uma bênção. Não pode acontecer dessa maneira.
Suponhamos que disséssemos: “Certo, é fé. Você coloca as plantas dos pés na água e, naquele instante, o rio se abre”. Então chegamos a Jericó. Lá estão as enormes muralhas de Jericó, e todos os homens armados olhando para nós lá embaixo. “Tudo bem, não estamos preocupados. Vamos ter uma reunião de adoração aqui embaixo. Tudo o que faremos será colocar os pés no chão e dizer: ‘Senhor, ouve-nos. Tomamos Jericó’. Tocaremos a trombeta e gritaremos, e as muralhas cairão.”
Elas não teriam caído. Então teríamos dito: “Ah, o que há de errado?” O que estava errado era que a única maneira de tomar posse de qualquer coisa é sob direção.
O princípio estava certo — as plantas dos pés deles —, mas, dessa vez, eram seis dias, uma vez por dia, em silêncio. Muito importante. No sétimo dia, seis voltas em silêncio. Muito importante. E, na sétima volta, ao final dela, um grande grito e a trombeta, e a muralha caiu.
Pergunto-me se alguns de vocês têm uma Jericó. Vejam, vocês precisam ter fé e paciência. Às vezes, podemos atravessar sem precisar de muita paciência; louvado seja o Senhor por isso. Eles atravessaram o rio Jordão, e não houve necessidade de paciência, porque o Senhor não os fez esperar. Atravessaram.
Mas Jericó exigiu paciência. E, ah, a obediência da fé! Nada de falar.
De modo geral, não encorajamos uns aos outros numa operação como essa, não é? Vocês podem imaginar a caminhada ao redor da cidade, no calor do dia, com todas aquelas grandes pedras e aqueles homens armados lá em cima, todos se inclinando e dizendo: “O que vocês são — turistas vindos do Egito?”
“O que estamos fazendo, dando voltas ao redor destas muralhas? Estas muralhas nunca vão cair. Olhem para elas. Aliás, se vão cair, por que não caíram logo no começo? Por que precisamos andar assim, nos desgastando? Não é tudo graça? Não é tudo graça? Não é tudo obra do Senhor? Por que temos de dar uma volta por dia?”
“Não é como se estivéssemos sacudindo as muralhas. Se estivéssemos agarrando as muralhas e usando aríetes, enfraquecendo-as, abrindo rachaduras nelas ou coisa parecida, talvez estivéssemos chegando a algum lugar. Tudo o que fazemos é andar. Mas, se é fé, por que não acontece num instante?”
Não me perguntem. Estou falando sério — não me perguntem. Só o Senhor sabe por que, às vezes, Ele diz: “Isso levará um mês. Isso levará um ano. Isso levará sete anos. Isso acontecerá instantaneamente”. Não sei por quê.
Há pessoas no Novo Testamento que foram curadas quando o Senhor simplesmente disse: “Recupera a tua vista”, e elas a recuperaram. Em outro lugar, Ele aplicou saliva e barro nos olhos. Entendemos que há significado e instrução em tudo isso, mas o Senhor tinha muitas maneiras diferentes de fazê-lo.
Algumas pessoas começaram a melhorar a partir do momento em que Ele disse a palavra, e outras foram curadas instantaneamente. Não sei por que o Senhor tem todas essas maneiras diferentes. Tudo o que sei é isto: sigam-No.
Fazei tudo quanto Ele vos disser.
Essa é a lei simples da vitória. Tudo o que Ele disser, façam.
Agora, acho isso muito interessante, porque alguns de vocês talvez tenham Jericós logo no começo. Atravessaram o rio Jordão. Tiveram uma experiência real de união com Cristo. Viram o que é ser crucificados com Cristo. Viram o que é ser cheios do Espírito. Pela primeira vez, começaram a descobrir o Senhor Jesus, e então, quase imediatamente, surgiu uma enorme fortaleza.
Vocês pensaram: “Isso vai cair. Sei como lidar com isso”. Então foram até lá, ficaram de pé e disseram: “Em nome do Senhor, tomo posse disto”. Mas não caiu.
Então ficaram muito desanimados, e o diabo veio e lhes disse: “Pecado. Há pecado na sua vida”. Então começaram a pensar: “Ah, deve haver pecado na minha vida”.
Depois, o inimigo veio e lhes disse: “Está vendo? Você não passa de um ninguém insignificante. Acha que Deus vai derrubar as muralhas desta grande fortaleza porque você diz: ‘Em nome do Senhor, tomo posse disto’? Afinal, quem você pensa que é? Você não é nada”.
Agora, a resposta é sim. Essa é a resposta. O inimigo nunca consegue ir mais longe com você depois que você diz: “Você tem toda a razão. Eu não sou nada”.
Mas você é mais do que apenas um nada. Você é um nada que está sob a direção de Alguém. Esse Alguém tem um plano para aquela fortaleza. Se você apenas ouvir, descobrirá que aquela fortaleza cairá completamente no tempo de Deus, desde que tome posse dela em nome do Senhor.
Talvez alguns de vocês tenham encontrado carros de ferro nos vales onde está a sua herança. Posso lhes dizer uma coisa? Alguns dos vales mais preciosos têm o maior número de carros de ferro.
Vocês não percebem que, se o inimigo sabe que há algo muito precioso em sua vida, por meio do qual vocês devem participar da obra de Deus, na família da fé, ele encherá aquele vale de carros de ferro. Quando vocês chegarem e virem todas aquelas coisas enormes e monstruosas posicionadas ali, pensarão: “Nunca conseguirei. Nunca conseguirei”.
Ouçam: vocês nunca conseguirão. Mas o seu Senhor conseguirá. Ele disse isso. O Anjo da Sua presença e os vespões irão adiante. Simplesmente coloquem os pés no chão. Tomem posse.
Talvez precisem permanecer ali por algum tempo, mas Deus lhes dará a vitória, se apenas tiverem fé e paciência. Imitem aqueles que, pela fé e pela paciência, herdam as promessas.
E quanto a Jerusalém? A tribo de Benjamim chegou a Jerusalém e, quando a viu — naquela época ela se chamava Jebus, a capital dos jebuseus —, disse: “É impossível”.
Sabem por quantos anos ela permaneceu uma impossibilidade? Quatrocentos.
Até que, um dia, Davi disse aos seus homens: “Subam pelo canal de água”. Imediatamente a condição foi cumprida. Eles colocaram os pés dentro do perímetro de Jerusalém, e, no momento em que colocaram os pés ali, a cidade caiu e se tornou a cidade de Davi, a fortaleza de Sião.
Durante quatrocentos anos ela resistiu. Ah, pergunto-me se há uma Jerusalém na sua vida. Você chegou à igreja? Chegou a uma compreensão da casa de Deus? Chegou a compreender o que é estar no corpo de Cristo? Talvez seja isso que o inimigo está retendo na sua vida, entrincheirado, por assim dizer, com jebuseus que parecem tornar tudo impossível.
É preciso tomar posse da terra. Se vocês têm aquela fé do tamanho de um grão de mostarda, podem dizer a esses carros de ferro: “Vocês estão derrotados. Estão desfeitos em nome do Senhor Jesus”.
Vocês podem tomar essas Jericós em nome do Senhor. Podem capturar, tomar e possuir essa Jerusalém em nome do Senhor. É uma terra a ser possuída pela fé.
Agora, a última coisa que quero dizer nesta noite também é importante. Por favor, ouçam com muita atenção. É uma terra que precisa ser revelada.
Talvez vocês se perguntem do que afinal estou falando, mas estou falando dos espias.
Em Números 13, o Senhor lhes disse: “Enviem doze homens, um de cada tribo, representando toda a nação. Que entrem na terra que lhes darei e a vejam de uma ponta à outra”.
Agora, esperem um pouco. Por quê? Não sei se vocês costumam fazer perguntas sobre algumas dessas coisas. Por que, se Deus lhes dará essa terra, se o Anjo da Sua presença irá adiante deles e expulsará os inimigos, se Ele os confundirá com aqueles vespões que irão adiante deles, se tudo dependerá das plantas dos seus pés, por que enviar espias antes? Não seria melhor dizer pouca coisa a eles?
Vocês entendem meu raciocínio? Na verdade, cheguei a isso de maneira muito prática. Quando Deus me disse para voltar ao meu próprio povo e à terra de Israel, eu obedeci.
Depois, minha irmã veio falar comigo junto com o marido. Isso foi cerca de um ano depois, e eles disseram: “Deus falou conosco”. Fiquei muito, muito surpreso, e fiz de tudo para dissuadi-los. Achei que seria difícil demais para eles se mudarem para lá.
Por fim, eu disse: “Está bem, venham primeiro fazer uma visita”, porque minha irmã detesta viajar de avião. Se puder evitar o avião, ela vai de navio para qualquer lugar, de trem para qualquer lugar; ela detesta voar. Eu disse: “Se vocês vão se mudar, precisam vir primeiro e espiar a terra”.
Minha irmã me disse — e foi isso que me fez pensar; não creio que ela se importaria de eu contar a vocês —: “Qual é o sentido de irmos espiar a terra, se o Senhor já nos disse para ir? Qual é o sentido de olhar os problemas? Vamos enfrentá-los de qualquer maneira. Então não seria melhor irmos de uma vez?”
Pensei por algum tempo, depois voltei a falar com eles e disse: “Sabem, e quanto aos espias?” E isso resolveu a questão.
Foi assim que comecei a pensar sobre isso. Francamente, achei maravilhosa a resposta da minha irmã. Ela é uma pessoa muito sofisticada, e achei que era um passo tremendo: de repente, levar a família para uma terra sujeita o tempo todo à guerra e ao conflito, com a maior taxa de inflação do mundo, e ainda ter essa atitude de fé: “Se Deus disse que devemos ir, iremos. Se houver problemas, haverá problemas”.
Deus não sabia que dez deles desanimariam? Sim.
Agora chegamos ao cerne da questão. É um princípio vital. A terra precisa ser vista. Você nunca pode tomar posse de algo pela fé, a menos que isso primeiro lhe tenha sido revelado. Em outras palavras, você precisa primeiro ver; depois precisa exercer fé; e então entra na posse daquilo.
Vou dizer de outra maneira: ver a terra revela que espírito você tem. Ouviram isso? Ver a terra revela que espírito você tem — se é o espírito de fé ou de incredulidade, se é o espírito de obediência ou de desobediência.
Agora chegamos ao ponto. Isso significa que, se você está vivendo uma vida derrotada e sabe muito bem o que é seu no Senhor Jesus, mas não está vivendo nisso, não é porque você não viu. É porque viu alguma coisa e está desobedecendo. Você está dizendo: “A terra é real, mas é difícil”.
Aqui está algo interessante. Espero não estar entediando vocês até a morte, nem falando de algo que não lhes diga nada. Vou colocar assim: aqueles doze espias que entraram — não foram Josué e Calebe que voltaram carregando aquele grande cacho de uvas. Foram dois daqueles que não criam que poderiam tomar a terra.
Todos voltaram. Disseram: “É uma terra maravilhosa. É exatamente como o Senhor disse. Está cheia de rios. É uma terra que mana leite e mel. Vejam o alimento que há nela”. Trouxeram aquele enorme cacho de uvas do vale de Escol.
Mas então disseram: “Não podemos subir e tomá-la. Precisamos esperar. Ainda não temos confiança suficiente. Precisamos esperar um pouco mais no deserto, até estarmos mais preparados, até estarmos prontos, até termos mais fé, até que, de algum modo, estejamos em condições de entrar na terra e tomá-la”.
“Ouçam, há gigantes na terra — gigantes de quase três metros de altura, anaquins —, e as cidades têm muralhas e fortificações que chegam até o céu.”
Pergunto-me se isso encontra eco no coração de muitos de vocês e no meu coração. Talvez seja exatamente o que dizemos quando vemos essas coisas na Bíblia. “Bem”, dizemos, “isso serve para Lance, serve para Stephen, serve para fulano, mas não serve para mim. Não, não, não. Para mim, há gigantes nessa terra”.
“Concordo que há o fruto, tudo o que o Senhor disse, mas, para mim, isso é um ideal. Não estou pronto para isso. Não conseguiria. Isso me destruirá.”
Não destruirá. O deserto destruirá você. O deserto destruirá você. A incredulidade é que destruirá você.
Você diz: “Mas há cidades fortificadas. Não consigo. Não tenho arma. Não sei lutar”. Ah, esse é justamente o ponto. O que o Senhor disse a respeito daquela terra? Ele disse: “O Anjo da Minha presença irá adiante de vocês. Não haverá inimigo capaz de resistir diante de vocês todos os dias da sua vida. Vocês verão apenas suas costas, se apenas colocarem as plantas dos pés naquela terra”.
Portanto, há apenas três coisas que impedem vocês de tomar posse daquilo que é seu no Senhor Jesus, de experimentar aquilo que é seu no Senhor Jesus.
A primeira é a ignorância. Talvez vocês nunca tenham sabido que havia uma salvação tão grande a experimentar. Se vocês não sabem, como podem tomar posse de algo que desconhecem? Nem sequer sabem que aquilo existe.
Há muitos crentes que não sabem. Creem que apenas receberam o perdão dos pecados e que isso é a vida cristã. Só precisam viver, testemunhar, ler a Bíblia, fazer orações e, de algum modo, ganhar outras pessoas para o Senhor. Mas acham que a vida cristã se resume a isso.
Quando sabemos que é uma terra da qual precisamos tomar posse, isso faz toda a diferença. Portanto, a ignorância nos atrapalha. Agora, não creio que vocês possam continuar sem saber depois desta noite, então podemos deixar esse primeiro obstáculo de lado.
Aqui está o segundo: pecado. Pecado oculto. Ouviram isso? Pecado não confessado e oculto.
Acã enterrou algo em sua tenda, e eles não conseguiram tomar Ai. Há muitas coisas enterradas nas tendas dos crentes.
Fico admirado, por onde vou, ao descobrir quantos esqueletos existem nos armários dos cristãos: fornicação, adultério, furto, perjúrio, mentira, desonestidade — tantas coisas enterradas.
O fato de estarem enterradas não significa que Deus não as veja. Quando essas coisas são trazidas à luz e confessadas, há perdão e purificação. Mas, enquanto não forem confessadas, vocês nunca poderão entrar na terra e tomar posse.
A terceira coisa, e a mais comum das que nos impedem de tomar posse, é a incredulidade ou a desobediência. Isso não é necessariamente malicioso. É simplesmente que nos recusamos a confiar no Senhor.
Estamos mais dispostos a depender do nosso próprio entendimento das coisas. Dizemos: “Não consigo. Não consigo. Preciso ter mais fé” — toda essa conversa sobre mais fé. Então você vai ficar sentado à margem do Jordão, do lado do deserto, esperando ter mais fé?
Isso não é desculpa. Você nunca terá mais fé dessa maneira. Precisa ter a obediência da fé.
Se Deus diz: “Deem uma volta ao redor das muralhas daquela cidade todos os dias, durante seis dias, e sete voltas no sétimo”, façam exatamente o que Ele diz. Se Ele diz: “Permaneçam em silêncio até a última volta, e só ao final dessa volta deixem soar as trombetas e o grito de vitória”, façam exatamente o que Ele diz. Isso é a obediência da fé.
Que Deus ajude vocês e me ajude. O texto diz:
Temamos, portanto, que, tendo ouvido as boas-novas, deixemos de entrar.
Isso não é o Antigo Testamento, sabem; é o Novo Testamento.
O texto diz:
Procuremos, portanto, com diligência, entrar.
O que você e eu precisamos é que a Palavra seja unida à fé em nós, de modo que, diante dessa Palavra sobre o que é nosso no Senhor Jesus, algo em nós, apenas do tamanho de um grão de mostarda, se erga e nos una a ela, unindo a Palavra a nós e nós à Palavra.
Dessa maneira, nesta noite, muitas Jericós serão tomadas. Muitos vales com carros de ferro serão tomados em nome do Senhor. Muitas Jerusaléns serão possuídas pela primeira vez.
Não será uma questão de sermos bons, de sermos importantes, de termos zelo suficiente ou de sermos pessoas de oração ou não. Será uma questão da Palavra de Deus e da obra consumada do Cordeiro.
Bem, atravessem e, em nome do nosso Senhor, tomaremos posse.
Que Deus também os ajude para que esta Palavra seja aplicada corretamente à sua vida. Se há alguém aqui com pecado em sua vida, vá e acerte isso com Deus. Simplesmente traga essa coisa à luz diante Dele e resolva a questão.
Se até agora houve incredulidade e desobediência, ponha um fim nisso. Isso destruirá a eficácia da sua vida e do seu serviço. Ponha um fim nisso. Que Deus ajude você a usar as plantas dos seus pés em Seu nome.
Vamos orar?
Senhor, queremos simplesmente nos curvar diante de Ti nesta noite. Ó Senhor, há tantas coisas em todas as nossas vidas das quais ainda precisamos tomar posse. Alguns de nós, Senhor, nunca entramos na terra, mas ainda estamos no deserto, vagando.
Querido Senhor, pedimos que conduzas essas pessoas ao ponto em que vejam, com os olhos do coração, o que lhes pertence e entrem pela fé, por meio da obra consumada do Senhor Jesus. Espírito Santo, vem sobre nós dessa maneira, para nos conduzir àquilo que é nosso no Senhor Jesus. Torna essas coisas reais para cada um de nós, Senhor.
Outros de nós estamos na terra, mas chegamos a uma Jericó, Senhor, e nunca fomos além dela. Ajuda-nos, Senhor, a ouvir a Tua Palavra sobre como essa Jericó será tomada. Ajuda-nos a tomá-la, Senhor, segundo a Tua ordem, segundo a Tua Palavra.
Ó Espírito Santo, mostra-nos quais são as Jericós em muitas de nossas vidas. Ajuda-nos a vê-las e ajuda-nos a ver como tomá-las. Príncipe do exército do Senhor, conduz-nos para dentro.
Outros de nós, Senhor, estamos na terra. Passamos por uma Jericó e até por uma Ai; mas, Senhor, Tu sabes que chegamos à nossa herança, e há ali uma posição entrincheirada que nos impede de tomar posse do nosso ministério, de funcionar como devemos, de ser o que deveríamos ser na família de Deus.
Ó Senhor, nesta noite, ajuda-nos, em nome do nosso Senhor Jesus, a colocar os pés naquele vale e tomá-lo em nome do Senhor.
Talvez haja outros, Senhor, que deveriam estar tomando um pico rochoso aqui ou ali, que aparentemente desafia qualquer tentativa de escalada. Ó Senhor, ajuda-nos a tomar aquele monte em nome do Senhor. Dá-nos o espírito de Calebe: “Dá-me este monte”, eu Te peço.
Ó Pai, talvez muitos de nós ainda não tenhamos chegado àquela Jerusalém. Revela-a a nós, Senhor. Revela toda a natureza maravilhosa daquela cidade de Deus, daquela casa de Deus. Querido Senhor, ajuda-nos a tomar posse dela.
Seja o que for que nos assuste, seja o que for que nos atrapalhe, seja o que for que nos detenha — ó Príncipe do exército do Senhor, mostra isso nesta noite a cada um de nós e ajuda-nos a entrar e tomar posse em nome do Senhor Jesus.
Ouve-nos, Senhor. Preserva esta Palavra de ser mal interpretada ou mal compreendida. Senhor, concede que ela se cumpra, enquanto Tu velas por ela em nossas vidas. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.