Bom dia.
Gostaria de pedir que vocês abrissem em 1 Coríntios 12 e lessem os versículos 12 a 31.
Pois, assim como o corpo é um e tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é o Cristo.
Pois também, no poder de um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.
Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos.
Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo.
E, se a orelha disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo.
Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato?
Mas agora Deus colocou os membros, cada um deles, no corpo, conforme Lhe aprouve.
E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?
Mas agora os membros são muitos, e o corpo é um.
O olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós.
Antes, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários.
E as partes do corpo que consideramos menos honrosas, a essas revestimos de honra mais abundante; e as nossas partes menos decorosas recebem decoro mais abundante.
Mas as nossas partes decorosas não têm necessidade disso. Deus, porém, compôs o corpo, dando honra mais abundante à parte que dela carecia;
para que não haja divisão no corpo, mas para que os membros tenham igual cuidado uns pelos outros.
E, se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele.
E quero que vocês prestem atenção especial a 1 Coríntios 12:27.
Ora, vós sois o corpo de Cristo e, individualmente, membros desse corpo.
E Deus estabeleceu alguns na assembleia: primeiro, apóstolos; segundo, profetas; terceiro, mestres; depois, dons de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.
São todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? Possuem todos dons de milagres?
Têm todos dons de curar? Falam todos em línguas? Interpretam todos?
Mas desejai ardentemente os dons maiores. E ainda vos mostro um caminho de excelência incomparável.
Abram em Romanos 12. Acho que vocês conhecem esses versículos. Vou começar em Romanos 12:4.
Pois, assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm o mesmo ofício;
assim nós, sendo muitos, somos um só corpo em Cristo e, individualmente, membros uns dos outros.
Ou, como dizem algumas das versões de vocês, “função”.
Mas, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos foi dada: se é profecia, profetizemos segundo a proporção da fé;
se é serviço, ocupemo-nos no serviço; se é ensinar, no ensino;
se é exortar, na exortação; aquele que dá, com simplicidade; aquele que preside, com diligência; aquele que usa de misericórdia, com alegria.
Seja o amor sem fingimento; aborrecei o mal, apegai-vos ao bem.
Abram em Efésios 4. Acho que vocês estão bem familiarizados com essa passagem. Apenas alguns versículos, começando em Efésios 4:15.
Mas, mantendo a verdade em amor, cresçamos em tudo para Aquele Que é a Cabeça, o Cristo;
de Quem todo o corpo, bem ajustado e unido por toda junta de suprimento, segundo a operação na medida de cada parte, efetua o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.
E provavelmente mais um versículo. Deixem-me ler Efésios 5:30. Acho esse versículo extraordinário.
Porque somos membros do Seu corpo,
da Sua carne
e dos Seus ossos.
Senhor, toda vez que lemos a Tua Palavra, sabemos que nos aproximamos em total dependência. Não queremos lidar com as coisas espirituais por meio da carne. Declaramos isso mais uma vez, enquanto estamos na Tua presença.
Queremos receber, no Espírito, o benefício da Tua Palavra nesta manhã, enquanto estamos reunidos. Oramos para que o Espírito Santo venha sobre nós, sobre cada um de nós, tanto sobre quem fala como sobre quem ouve, para que possamos compreender juntos o que o Espírito diz às igrejas.
Sabemos, Senhor, que Tu fizeste toda a provisão. Por isso, nos alegramos e nos deleitamos na Tua provisão e pedimos que venhas ao nosso encontro hoje. Em nome de Jesus. Amém.
No ano passado, alguns santos de Long Island entraram em contato comigo — fica em Nova York, para quem não sabe —, lá em Noyac, que fica bem distante. Perto do extremo da ilha, mas não exatamente no extremo; fica bastante longe.
Eles compartilharam comigo que tinham no coração o encargo de que Dana e eu fôssemos estar com eles na conferência anual. Eles têm uma grande conferência — bem, grande para eles. São uma assembleia do povo do Senhor, provavelmente com umas cem pessoas, e se reúnem todos os anos no Dia de São Patrício.
Agora, se você está em Nova York, o Dia de São Patrício é um grande acontecimento. Então, eles realizam uma conferência nessa data todos os anos, e um encargo específico que tinham no coração era a nossa resposta a Deus.
Disseram: “Irmão, Dana vai compartilhar três vezes, e você vai compartilhar duas; e você pode escolher”. Então pensei: será que eles combinaram isso com Dana?
Mas, de qualquer forma, as opções eram a nossa resposta individual a Deus, que é vital, e a nossa resposta corporativa a Deus. Não consigo descrever a percepção que tive de que o Espírito Santo havia avivado em mim aquele encargo pela resposta corporativa a Deus.
Senti isso imediatamente e fiz o que um bom cristão deve fazer. Disse: “Irmão, vou orar a respeito”. Mas eu soube imediatamente, da parte do Senhor, que aquele era um encargo que Ele havia colocado no meu coração.
Enquanto orava a respeito e meditava diante do Senhor, pareceu-me que Ele havia me falado várias coisas que eu gostaria de compartilhar também com a assembleia aqui em Richmond.
Não pode haver nada mais importante na Palavra de Deus do que a nossa resposta a Deus. Não pode haver nada mais importante.
Ao longo de toda a Palavra de Deus, desde o início, em Gênesis, até o encerramento do livro, em Apocalipse, podemos dizer com segurança que Deus tem procurado uma resposta do homem.
Na verdade, podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a razão pela qual Ele nos criou foi para que respondêssemos a Ele. Às vezes, você talvez se pergunte por que foi criado. Talvez pense: “Quem sou eu? Qual era o propósito da minha vida?”
Mas, se eu puder deixar uma impressão em você nesta manhã, é esta: o propósito da sua vida era que você respondesse a Deus. Esse era todo o propósito. Essa é a razão pela qual você foi criado.
Essa é a razão pela qual Ele formou você de maneira tão assombrosa e maravilhosa, e essa é a sua razão de estar aqui nesta terra: responder a Deus. Podemos dizer isso sem dúvida alguma. Não há nada mais importante do que a nossa resposta a Deus.
Agora, quando começamos a separar essas duas coisas — porque gostamos de separar as coisas e colocá-las em compartimentos bem organizados para entendê-las —, começamos a falar da resposta individual. E, a propósito, tem-se falado bastante disso ultimamente aqui.
Depois gostamos de falar da resposta corporativa, mas não acho que seja tão simples assim. Sabe, essas coisas tendem a caminhar juntas. Se você responde ao Senhor como indivíduo, como foi criado para fazer, então responderá corporativamente.
Veja, Ele não está buscando a sua resposta para que você seja uma ilha, isolada, só consigo mesmo, desfrutando das glórias de Deus e reconhecendo as excelências do Senhor Jesus. Ele quer que você faça parte de algo muito maior, e isso é a resposta corporativa.
Então, acho que talvez falemos em separar essas coisas por uma questão de conveniência. Mas, na realidade, creio que elas estão entrelaçadas do começo ao fim, e não podemos ter uma sem a outra.
Mas deixem-me dizer isto: creio que uma delas é o começo essencial — a resposta individual. A segunda, a resposta corporativa, creio que é o fim último. Você não foi colocado aqui apenas para si mesmo.
Agora, sei que já contei esta história, e as pessoas costumam rir dela, mas é uma história verdadeira. Não é uma história enfeitada.
Nunca vou me esquecer. Um dia, bem em frente ao Stony Point Shopping Center, eu estava voltando para casa e vi uma senhora com um adesivo no para-choque que dizia: “Eu sou o centro do universo”.
Eu não conseguia acreditar. Não conseguia acreditar.
Sabe, talvez eu já tenha pensado isso, e talvez você também. Talvez você tenha pensado que tudo é para você, que tudo gira ao seu redor e que tudo foi feito para você. Contanto que todas as suas necessidades sejam atendidas e satisfeitas, então está tudo bem com a minha alma, como diz o hino.
Mas estou aqui para lhes dizer, queridos santos: vocês não são o centro do universo. Não são.
Precisamos enxergar, em nossa resposta a Deus, que, em Sua misericórdia, Ele é o centro do universo. Há uma grande diferença.
Os cristãos — basta você conversar com os cristãos —, muitas vezes, quando você conversa com os crentes, eles só falam de si mesmos: “Eu isso”, “eu aquilo”, “tenho lido isto”, “tenho descoberto aquilo”, “parece que o Espírito Santo tem falado isto comigo e aquilo comigo”.
Depois de algum tempo, fico com dor de cabeça. Não sei quanto a vocês. Mas parece que eles são o centro do universo.
Ah, acho que o Senhor tem algo muito maior para nós: enxergar que Ele é o centro do universo e que tudo, inclusive nós, gira ao redor Dele.
Essa resposta individual é absolutamente vital. Essa resposta corporativa também é essencial. Se você responde ao Senhor apenas como indivíduo — e muitas pessoas fazem isso —, está vivendo metade da vida cristã.
Não sei se vou conseguir deixar isso realmente claro antes de o dia terminar — vou manter vocês aqui até conseguir. Vamos colocar assim. A comida vai esfriar e metade de vocês vai embora, mas, pelo menos, vou manter os demais aqui até conseguir.
Parece-me que a maneira mais simples de entender é esta. Lembrem-se disto: se não lembrarem de mais nada, se cochilarem, se dormirem, se esquecerem do que eu disse, lembrem-se disto:
Sem a resposta individual, a vida cristã é impossível.
Você não pode começar a vida cristã sem ela. Um dia, assim como aconteceu comigo, o Espírito Santo começou a tornar vivas as Escrituras, Cristo começou a atrair você, e o Espírito Santo começou a convencê-lo do pecado. Naquele dia, você creu no Senhor Jesus, e houve uma resposta individual a Deus.
Mas, assim como sem a resposta individual a vida cristã é impossível, sem a resposta corporativa, a vida cristã é incompleta.
Agora, vocês me ouviram? Vou insistir nisso até todos nós nos rendermos.
Sem a resposta individual, a vida cristã é impossível. Sem a resposta corporativa, a vida cristã é incompleta.
Há muitas ilhas de cristãos por aí, e eles vão de um lugar para outro. Se lhes for conveniente, talvez se relacionem com essa realidade corporativa maior. Mas toda a vida deles se resume à resposta individual.
Que o Senhor nos ajude e nos conduza a uma compreensão mais plena daquilo que Ele busca. Isso vai muito além da sua resposta como indivíduo.
Agora, deixem-me compartilhar algumas passagens das Escrituras. Vou tentar convencê-los pelas Escrituras, se não conseguir de outra maneira.
Deus criou o homem para responder a Ele. Para mim, esta é a beleza das Escrituras: mesmo depois de o homem falhar repetidas vezes, Deus está sempre chamando o homem a responder a Ele.
Você pensaria que Ele desistiria. Eu não tenho nem de longe esse tipo de paciência. Uma falha, e não quero mais saber de você. Pronto. Minha tolerância nisso é bem pequena.
Mas parece-me que Deus, em Sua misericórdia, mesmo quando o homem falha, continua chamando e continua procurando uma resposta. Isso é admirável para mim. Por que Ele não desiste? Ele nunca desiste. É isso que Ele busca. Esse é o Seu propósito.
Vou dar alguns exemplos. Talvez isso ajude.
No princípio, todos vocês conhecem a história de Adão e Eva. Não preciso ler a história inteira, mas posso pelo menos destacar um ponto.
Vocês se lembram de Adão e Eva. Todos sabem que eles falharam. Comeram do fruto da árvore e falharam. Todos conhecem essa história, até mesmo aqueles que mal conhecem as coisas cristãs.
Então, a passagem diz que, depois de terem pecado e percebido que estavam nus, pegaram folhas de figueira, costuraram-nas e fizeram aventais para se cobrir. A maioria de vocês conhece essa parte da história.
Depois diz que Deus caminhava na viração do dia. Eles O ouviram andando no jardim, na viração do dia, e esta foi a palavra do Senhor:
Onde estás?
Mesmo depois de terem falhado, Ele os chamava. Isso não é precioso? Para mim, isso é misericórdia.
Você pensaria que Ele teria trancado o jardim e dito: “Vocês estão fora daqui”. Mas, depois de terem falhado e ficado tão envergonhados que se esconderam, Ele veio chamando e procurando uma resposta.
E não é só isso — esse exemplo é individual —, mas, se olharmos além dele, se formos ao fim do Antigo Testamento, a Malaquias, vou ler estes versículos. Malaquias 3 — dependendo da sua Bíblia, fica na penúltima página do Antigo Testamento. Certo, isso vai ajudar vocês a encontrar.
Ouçam isto. É lindo. Este é o fim do Antigo Testamento, e este é o chamado corporativo aos filhos de Israel, que falharam repetidas vezes. Até o fim, Deus nunca desistiu. Ele estava sempre procurando uma resposta.
Diz em Malaquias 3:6:
Porque Eu, o Senhor, não mudo;
por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.
Isso não é lindo? Graças a Deus, Ele não muda; e, graças a Deus, não somos consumidos. Isso é uma boa notícia.
Mas ouçam isto:
Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos Meus estatutos e não os guardastes.
Tornai-vos para Mim, e Eu Me tornarei para vós, diz o Senhor.
Ele registra a falha e depois simplesmente diz:
Tornai-vos para Mim, e Eu Me tornarei para vós.
Irmãos e irmãs, mesmo no fim do Antigo Testamento, depois de todas as falhas, Deus está chamando e procurando uma resposta.
É a mesma coisa no Novo Testamento. Vou dar alguns exemplos. Vocês se lembram de que, quando o Senhor Jesus veio, Ele procurava uma resposta. Vamos tratar disso mais adiante. Na verdade, Ele procurava mais do que apenas uma resposta. Ele procurava uma noiva.
Mas diz em Mateus 11:28-29:
Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos darei descanso.
Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.
Foi isso que o Senhor disse. Ele estava chamando os indivíduos a Si mesmo.
Então, creio que, no fim, quando chegamos a Apocalipse, também existe esse chamado corporativo. Ao ler as cartas às sete igrejas, você não pode deixar de perceber certo grau de fracasso.
Não quero deprimir todos vocês. Vamos sair disso; mais adiante vocês vão se animar. Mas parece-me que há uma percepção do fracasso da igreja; contudo, o Senhor, em Sua misericórdia, nunca deixa de chamar cada igreja.
Por exemplo, Apocalipse 3:22, à igreja em Laodiceia. Há uma frase que se repete continuamente e que, na verdade, é dirigida a cada uma das sete igrejas:
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
A cada igreja — Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodiceia —, a cada igreja, independentemente da sua condição, Ele chamava e procurava uma resposta.
Deixem-me compartilhar uma ilustração. Talvez eu já a tenha contado. Minha esposa me lembra quando conto coisas que já contei; então, pelo menos ela vai me lembrar.
Recentemente — não faz tanto tempo assim, em uma das minhas crises de meia-idade —, decidi obter um diploma. Então, enquanto fazia meu mestrado em engenharia civil, concluí que havia cálculo demais e coisas desse tipo demais.
Sabe, essas coisas são realmente muito tediosas, quando você pensa nelas. Era matemática demais e análise demais.
Nunca vou me esquecer. Irmão, vou pegar no seu pé por um minuto — você, que é cientista de foguetes. Fiz algumas disciplinas com um cientista de foguetes da NASA e não fazia a menor ideia do que ele estava falando.
Até hoje não sei, me perdoem, como aquilo se aplica ao que devo fazer todos os dias como engenheiro civil. Ainda assim, ele ensinava aquelas iterações matemáticas que continuo sem entender — aquelas soluções por passos de tempo e iterações que pareciam tão obscuras.
Então, no auge da minha frustração, decidi fazer uma disciplina optativa, como costumamos fazer. Escolhi uma disciplina chamada História e Estética do Jazz.
Vocês podem achar que não é uma boa disciplina de engenharia, mas me deixaram cursá-la. Eu me diverti mais nessa disciplina do que em todas as outras juntas.
Nunca vou me esquecer do professor. Não sei se vocês percebem coisas assim, mas, quando estou nessas situações, o Senhor pode falar comigo.
Certa vez, aquele professor estava falando enquanto tocava o teclado. Disse: “Deixem-me explicar um princípio essencial do jazz primitivo que influenciou todo o jazz”. Era essa questão do chamado e da resposta.
Ele disse que isso veio da África. Quando começavam — sei que vocês já ouviram isso; todos vocês que cresceram, pelo menos na minha época, cresceram assistindo a Tarzan —, ouvíamos os tambores numa terra distante: bum.
Não foi uma boa imitação de tambor, me perdoem. Não tenho talento musical. Mas, quando se ouviam os tambores numa terra distante, lá longe havia uma resposta ao chamado daqueles tambores, e aquilo era reproduzido como um eco — exatamente o que havia sido comunicado.
Depois, ouvia-se novamente, numa terra distante, aquela batida de tambor, ou aquela música, um chamado a uma terra distante; e então havia uma resposta.
Agora, para mim, é isso que Deus busca. Em todo o Seu agir, Ele está chamando e esperando uma resposta.
Bem, com isso terminamos a introdução.
Há três coisas no meu coração. Não sei se vou compartilhar a última, mas vou compartilhar as duas primeiras nas próximas semanas. Hoje vamos compartilhar sobre o corpo de Cristo: a nossa resposta corporativa a Deus.
Creio que o Senhor quer que eu compartilhe a segunda parte em outra ocasião: o edifício de Deus, a resposta corporativa a Deus. Acho isso vital.
E, ultimamente, enquanto tenho orado — e não compartilhei isso lá no norte —, tenho me perguntado se deveria compartilhar sobre a noiva do Cordeiro, essa resposta corporativa a Deus.
Porque é isso que Ele busca. Agora, vocês precisam me perdoar. Talvez seja só comigo. Ultimamente, tenho andado com casamentos na cabeça.
Mas creio que, no fim, o que o Senhor busca é uma noiva para Si mesmo. Quando respondemos plenamente, é como uma noiva ao seu marido. Então, orem. Se isso parecer apropriado, vou considerar essa possibilidade.
Portanto, hoje vamos simplesmente começar e ver aonde chegamos. Gostaria de compartilhar sobre esta questão: o corpo de Cristo, a resposta corporativa a Deus.
Há três coisas no meu coração:
Não acho que possamos ir muito longe na compreensão dessa questão do corpo de Cristo sem entendermos esse privilégio supremo para o qual fomos chamados.
Quando você pensa em privilégio, qual considera ser o maior privilégio que o homem poderia ter? Não sei para onde seus pensamentos vão nessa questão. Cada um de nós tem ideias diferentes.
Imagino que alguns de vocês diriam: “Se eu pudesse ao menos conhecer o presidente”. Talvez não; talvez eu esteja pensando apenas em mim mesmo. Mas talvez alguns de vocês digam: “Se eu pudesse conhecer o presidente pessoalmente e apertar a mão dele” — e não digam a ele o que vocês fariam —, mas, se eu pudesse fazer isso, seria suficiente. Seria um privilégio.
Desde que fui salvo, há mais de trinta anos, tenho ouvido pessoas dizerem que, se tivessem vivido na época em que o Senhor Jesus andou sobre a terra, esse teria sido o maior privilégio.
“Imagine se eu tivesse visto o Senhor Jesus curar aquelas pessoas. Ou se tivesse ouvido o Senhor Jesus proferir o Sermão do Monte — imagine, ao vivo e em cores. Que privilégio!”
Mas, irmãos e irmãs, deixem-me dizer: o privilégio supremo é que somos o corpo de Cristo.
Não há nada mais próximo de você do que o seu corpo. Talvez você não goste do seu corpo. Eu tenho mais defeitos neste frágil corpo humano do que poderia ficar aqui enumerando para vocês. Mas o seu corpo é, de fato, o que existe de mais próximo de você.
Pensem no que diz Efésios 5:30:
Somos membros do Seu corpo,
da Sua carne
e dos Seus ossos.
Você consegue pensar em um relacionamento mais íntimo? Consegue pensar em um privilégio mais maravilhoso do que esse? Isso me deixa admirado.
Isso não é apenas linguagem figurada. Literalmente diz:
Vós sois o corpo de Cristo, da Sua carne e dos Seus ossos.
Não existe privilégio maior.
Lembro-me da história de Simeão no Novo Testamento. Alguns de vocês sabem de quem estou falando quando menciono Simeão no Novo Testamento — aquele santo idoso, na ocasião em que o Senhor Jesus, ainda bebê, foi levado ao templo.
Vocês se lembram? Diz que Simeão era piedoso e justo e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo lhe revelou que ele não partiria antes de ver a consolação de Israel.
Quando lhe trouxeram o Senhor Jesus, pensem nessa cena por um instante. Ele disse:
Agora, Senhor, despedes em paz o Teu servo.
Ele havia visto a consolação de Israel. Isso, sim, é privilégio.
Mas esse privilégio de ver o Senhor Jesus como bebê não pode ser comparado ao privilégio que temos de ser o Seu corpo. Vocês foram abençoados com o privilégio supremo.
Nós nos contentamos com tão pouco, e Deus nos deu tanto. Creio que isso é espantoso.
Sabe, penso no filho pródigo, na história de Lucas 15. Provavelmente todos aqui conhecem a história do filho pródigo — quando ele foi embora, desperdiçou a vida e estava no chiqueiro, comendo palhas de milho.
Essa história é extraordinária para mim. Ele pensou: “Puxa, os servos do meu pai vivem melhor do que isto”. Queria voltar apenas para ser um servo.
Mas o pai disse: “Este é meu filho. Tragam a roupa. Tragam o anel. Matem o bezerro cevado. Vamos nos alegrar, porque aquele que estava morto foi encontrado”. Isso é privilégio.
Nós nos contentamos com tão pouco. Achamos que isso é uma figura de linguagem, e Deus Pai nos diz: “Vocês são o corpo de Cristo”. Isso é extraordinário.
Deixem-me ler outra passagem. Abram em Efésios. Talvez isso ajude a gravar essa verdade no coração.
Efésios 1:22-23:
E sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés e O deu como Cabeça sobre todas as coisas à assembleia, que é o Seu corpo,
a plenitude Daquele Que enche tudo em todos.
Agora, se eu estivesse escrevendo as Escrituras — e vocês podem agradecer por eu não ter escrito —, talvez tivesse dito: “Uma porção”. Entendem? Talvez eu tivesse dito: “Uma porção de Cristo”.
Mas aqui o Espírito Santo diz:
A plenitude Daquele Que enche tudo em todos.
Para mim, isso é extraordinário. Que privilégio!
O Senhor Jesus não Se contentou em que nós, Seu corpo, nós, Sua igreja, tivéssemos apenas uma porção de Cristo. Pode até ser uma grande porção. Sempre gostamos das porções grandes.
Ontem, Linda e eu saímos para comer, e nos trouxeram uma fatia enorme de torta. Era tão grande que dividimos a fatia. Recebemos uma grande porção.
Alguns de nós pensam que o cristianismo é apenas uma grande porção. Entendem? Não é uma grande porção. É a plenitude Daquele Que enche tudo em todos. É isso que o corpo é. Que privilégio!
Irmãos e irmãs, só oro para que comecemos a perceber o que temos experimentado. Acho que, se o Espírito Santo, por qualquer meio que use em Sua misericórdia, acendesse a luz e nos iluminasse, começaríamos a enxergar, como diz 1 Coríntios 12:27, que somos o Seu corpo.
Isso nos arrebataria, porque Ele nos escolheu para sermos o lugar da Sua plena expressão. Para mim, isso é privilégio. Que o Senhor nos ajude. É o maior privilégio que existe, e não é apenas algo figurado. É realidade.
A Sua plenitude deve ser expressa por meio do Seu corpo. Agora, não sei quanto a vocês, mas eu pensaria que Deus poderia ter escolhido um instrumento melhor do que a igreja.
Fico admirado quando lemos Hebreus 2, perto do fim do capítulo. Diz que Ele não escolheu os anjos, mas escolheu a descendência de Abraão. Isso não é extraordinário?
Pensem nisso por um momento. Anjos caíram. Um terço dos anjos caiu. Por que Deus não foi atrás daquele terço dos anjos e disse: “Bem, vou fazer isso por meio dos anjos. Eles serão a Minha plena expressão, não apenas neste tempo, mas em todo o universo, em todas as eras”?
Mas não, Ele não escolheu os anjos. Na verdade, Ele passou por aqueles anjos. Acho isso extraordinário. Mas diz que Ele escolheu a descendência de Abraão.
Para mim, isso é uma notícia muito boa. Louvado seja Deus pela Sua graça e pela Sua escolha. Recebemos o privilégio supremo.
Agora, ouçam este versículo. Abram em Hebreus 10. Acho que este é mais um versículo importante. É um versículo que eu costumava entender de maneira diferente até recentemente.
Hebreus 10:5, que vem de Salmos 40:6-8:
Por isso, ao entrar no mundo, Ele diz: Sacrifício e oferta não quiseste,
mas um corpo Me preparaste.
Agora, como vocês liam isso no passado? Eu costumava ler pensando apenas no Senhor Jesus em Seu corpo natural.
Mas, ultimamente, enquanto tenho meditado nessa Palavra, penso que há aqui um duplo sentido. Acho que isso tem dois significados:
Tu Me preparaste um corpo.
Isso não é uma boa notícia? Quando o Senhor Jesus veio à terra, Ele tinha um corpo físico. Nasceu numa manjedoura e andou naquele corpo. Manifestou-Se em Seu corpo, fez grandes maravilhas por meio daquele corpo e, por meio daquele corpo, cumpriu toda a vontade de Deus.
Agora, isso se conclui quando o Senhor chega à cruz. Então, quando entramos no livro de Atos, descobrimos que existe um corpo inteiramente novo.
Por meio desse corpo, o Senhor continuará a andar, continuará a ensinar e continuará a manifestar-Se. Em última análise, esse é o corpo que Ele escolheu para expressar-Se.
Acho que, quando alguns de nós leem Atos 2, só veem os sinais visuais e os sons. Acho que gostamos do Quatro de Julho porque gostamos de fogos de artifício. Não acho que isso tenha muito a ver com a independência. Perdoem-me se isso ofende o patriotismo de vocês, mas acho que gostamos dos fogos de artifício.
Gostamos dos estampidos, das explosões e das luzes. Todos com quem converso dizem: “Aonde você vai para ver os fogos?”
Quando olhamos para Atos 2, olhamos para aquilo que se vê e se ouve, e pensamos que esse é o centro das atenções. Mas 1 Coríntios 12 explica o que aconteceu no Pentecostes.
1 Coríntios 12:13:
Pois também, no poder de um só Espírito, todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.
Foi isso que aconteceu no Pentecostes. Foi o nascimento do corpo de Cristo.
Agora, alguns de vocês já ouviram isso, mas não durmam, porque acho que precisamos renovar nossa compreensão. O que aconteceu no Pentecostes não foi apenas o que se viu e ouviu. Se vocês pensarem que foi apenas isso, vão perder o principal.
O que realmente aconteceu no Pentecostes, quando o apóstolo começou a explicar, foi que todos nós fomos batizados por um só Espírito em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. A todos nós foi dado beber de um só Espírito. Foi isso que aconteceu no Pentecostes.
Esse, para mim, é o privilégio. Agora, o segundo ponto: vamos falar por um momento sobre os princípios do corpo.
Há certas coisas que vocês precisam entender a respeito do corpo de Cristo, ou nunca compreenderemos isso corretamente. Se, depois de entenderem esse privilégio, não começarem a enxergar alguns dos princípios, nunca compreenderão nem terão uma resposta corporativa adequada.
A primeira coisa é que, quando você nasce de novo, começa a ter consciência do corpo. Se isso não acontece, algo está errado.
Nunca vou me esquecer — e vocês podem me dizer se foi assim com vocês — de que, quando me tornei cristão, há mais de trinta anos, imediatamente comecei a ter consciência dos meus irmãos e irmãs.
Ah, foi a coisa mais linda. Comecei a dizer: “Irmão, irmã”. A propósito, isso é muito conveniente, porque frequentemente esqueço os nomes, mas nunca esqueço “irmão” ou “irmã”. Funciona em qualquer aperto.
Mas, se você não desenvolveu uma consciência do corpo — agora, deixem-me voltar um pouco: isso tem um significado totalmente diferente hoje. Não estou falando de lipoaspiração. Espero que todos estejam me acompanhando.
Não é dessa consciência corporal que estou falando. Não se trata do nosso corpo. Trata-se do corpo de Cristo: essa instituição espiritual, esse instrumento orgânico que foi criado para que toda a plenitude de Cristo estivesse naquele corpo e fosse expressa diante de todo o universo. Esse é o corpo.
Quando você nasceu de novo, se não teve consciência dos irmãos e irmãs, alguma coisa deu errado.
Em primeiro lugar, você tem consciência do Senhor. Mas, em segundo lugar, isso acontece sem falta: você começa a perceber que está ligado a outras pessoas. Isso é bom. Você não está sozinho nessa caminhada.
Foi a melhor coisa. Lembro-me de que estávamos lá na VCU, na Gray Street, e éramos irmãos e irmãs. Foi a melhor coisa.
Íamos à cafeteria, tomávamos café e líamos a Palavra uns para os outros. Depois saíamos à rua, aos bares que antes frequentávamos por outros motivos, e falávamos às pessoas sobre o amor de Jesus.
Foi a melhor coisa: irmão, irmã. As pessoas diziam: “Há algo diferente nesse pessoal. Eles realmente são uma família. Eles realmente se conhecem”.
Um princípio que precisamos entender é a consciência do corpo. Se você consegue viver uma vida solitária, sem os irmãos e irmãs, não teve uma resposta corporativa a Deus.
Conheço pessoas assim. São gigantes espirituais. Desdenham de Hebreus 10. Dizem: “Por causa da condição da igreja, não tenho necessidade disso. Bem, se o Senhor me levar a um irmão ou a uma irmã, então está tudo bem”.
Mas não haverá uma resposta corporativa adequada a menos que você esteja ligado aos seus irmãos e irmãs. Isso precisa acontecer.
Vou ser ainda mais categórico aqui. Vocês podem me perdoar, se quiserem, mas vou ser mais categórico — mais definitivo.
Você precisa estar ligado aos seus irmãos e irmãs, ou não enxergou realmente o corpo de Cristo. Talvez consiga falar a respeito. Talvez consiga explicar que há diferentes membros, diferentes dons e todas essas coisas. Mas, enquanto não estiver ligado de maneira viva a esse organismo vivo, você não enxergou o corpo de Cristo.
Se você consegue dizer: “Posso viver sem os meus irmãos e irmãs”, não enxergou o corpo de Cristo.
Se você consegue viver de maneira solitária — sem mim, observe onde coloquei a ênfase —, não enxergou o corpo de Cristo.
Sei que vocês já ouviram isso, mas vou dizer de novo, porque, quando nosso irmão Stephen falou, isso tocou o mais íntimo do meu ser.
Ele falou daquele irmão na Inglaterra, daquele querido irmão idoso que escreveu o folheto Segurança, Proteção e Consolo. Vocês se lembram dessa história?
Aquele querido irmão idoso estava morrendo. No leito de morte, de vez em quando acordava, e tudo o que dizia, arrebatado em adoração, era: “Não posso viver sem o meu Senhor”.
Você consegue viver sem o Senhor? Então não há resposta individual.
“Não posso viver sem o meu Senhor.”
O irmão Nee ficou profundamente tocado por isso. Voltou à China e, na China, o Senhor lhe mostrou mais uma coisa. Ele disse: “Não posso viver sem o meu Senhor, mas também não posso viver sem os meus irmãos e irmãs”.
Você consegue viver sem mim? Às vezes, Linda acha que consegue viver sem mim.
Você consegue viver sem mim? Eu não consigo viver sem vocês. Essa é a resposta corporativa. Isso é consciência do corpo.
Outra coisa é: Ele é a Cabeça do corpo. Ah, eu lhes digo, isso é algo muito importante nas Escrituras.
Eu poderia ler várias passagens para vocês. Efésios 1:22 diz:
E O deu como Cabeça sobre todas as coisas à igreja.
Efésios 4:15-16 diz que crescemos para Ele:
Que é a Cabeça, o Cristo.
Colossenses 1:18 diz:
Ele é a Cabeça do corpo, da assembleia.
Acho que esse é um princípio vital, porque muitos de nós queremos ser a cabeça. Nunca admitiríamos isso nos círculos cristãos, mas gostamos de mandar. Vocês sabem o que quero dizer? Gostamos de mandar. Gostamos de ser a cabeça.
Uma das minhas fraquezas é o futebol americano. Agora, as mulheres sempre dizem: “Ah, puxa, queria que você não falasse de futebol americano”. Mas houve um comercial engraçado durante a temporada, com Brady, o quarterback dos Patriots.
Achei aquele comercial hilário. Não consigo parar de pensar nele. Era sobre as camadas de proteção da Visa, acho — esqueci uma parte.
Havia aqueles cinco jogadores enormes da linha ofensiva ao redor de Brady, o quarterback, e o diretor ali em pé. Disseram a um daqueles grandalhões que ele representava algo como a gestão de riscos. Depois, o diretor disse ao outro que ele representava algo como a gestão de perdas.
O grandalhão disse: “Por que eu não posso ser a gestão de perdas?” A explicação foi: “Porque eu sou o diretor”. Então ele disse: “Por que eu não posso ser o diretor?”
Pensei: “Senhor, como isso é verdadeiro a nosso respeito como cristãos. Senhor, por que eu não posso ser a cabeça?”
A menos que enxerguemos a autoridade de Jesus como Cabeça — mais do que isso, a menos que nos submetamos à autoridade de Jesus como Cabeça —, não temos uma resposta corporativa adequada.
Acho que esse é um princípio vital: a autoridade de Cristo como Cabeça.
Vocês se lembram da história do apóstolo Paulo em Atos 9. Esse foi o primeiro princípio que ele descobriu. Ele estava tocando o corpo de Cristo, mas, ao entrar em contato com o corpo de Cristo, a primeira coisa que descobriu foi o senhorio de Jesus.
Diz que, quando ele estava no caminho de Damasco, veio uma luz como o sol ao meio-dia, e o Senhor falou. Ele disse:
Saulo, Saulo, por que Me persegues?
A resposta de Paulo — a resposta de Saulo — foi: “Senhor”. Esse é um bom começo.
Alguns de nós nunca nos submetemos à autoridade de Jesus como Cabeça. Que o Senhor nos ajude a enxergar isso.
Depois lemos na Palavra que devemos nos apegar firmemente à Cabeça. Sabe, às vezes, se nós, como igreja de Deus, dedicássemos mais energia a nos apegar firmemente à Cabeça, o corpo realmente cresceria com o crescimento de Deus.
Esse é um princípio que não podemos ignorar.
Há outro princípio que, creio, está claro na Palavra. Você o lê repetidas vezes. Acho que talvez tenham percebido isso em todos aqueles versículos de 1 Coríntios 12 que li. Simplesmente diz que há um só corpo.
Agora, já ouvi crentes dizerem: “O corpo que se reúne aqui, o corpo que se reúne ali e o corpo que se reúne acolá”. Isso não é correto. Existe apenas um corpo. Somos parte desse corpo, mas ele é maior do que nós.
Vocês precisam entender esse princípio. A igreja universal é um só corpo, e aqueles que se reúnem em determinado lugar são, no máximo e na melhor das hipóteses, uma expressão desse corpo.
Vocês entendem esse ponto? Há um só corpo. A Palavra de Deus, o Espírito Santo, diz isso repetidas vezes.
Romanos 12:4-5 diz:
Pois, assim como em um só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm o mesmo ofício;
assim nós, sendo muitos, somos um só corpo em Cristo e, individualmente, membros uns dos outros.
Esse é um princípio vital. Vocês podem lê-lo em 1 Coríntios 10:17: porque nós, sendo muitos, participamos de um só pão, somos um só corpo. Podem lê-lo em 1 Coríntios 12:12:
Pois, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também é o Cristo.
Agora, irmãos e irmãs, precisamos nos apropriar desse princípio, porque, se não o fizermos, estaremos dividindo o corpo de Cristo.
Precisamos permanecer firmes, não adotar outro nome senão o nome do Senhor Jesus, não nos apoiar em outra base senão no fato de sermos parte do Seu corpo e declarar que não temos outra Cabeça senão o Senhor Jesus. Ele é a única autoridade.
Somos um só corpo. Esse é um dos princípios mais vitais em relação ao corpo de Cristo. Que o Senhor nos ajude.
Outro princípio que considero igualmente vital: somos um só corpo, mas muitos membros.
Todo crente é membro desse corpo de Cristo. Agora, estou tratando de algumas coisas elementares por causa dos muitos que chegaram nestes últimos anos e não estavam conosco no começo.
Você não pode se associar para se tornar membro. Não pode. Não pode preencher — talvez queira, mas não temos uma ficha para lhe dar. Você não pode preencher uma ficha dizendo: “Hoje decidi que quero ser membro deste corpo”.
Você não pode fazer isso. A única maneira de se tornar membro do corpo de Cristo é nascer do alto.
Se você nasceu do alto, agora é membro do corpo de Cristo, e agora somos membros uns dos outros. Mas, sem isso, não há condição de membro. Você não pode simplesmente se associar.
Você não pode dar dinheiro e dizer: “Se eu der dinheiro suficiente, posso entrar?” Não pode. Você precisa nascer nesse corpo.
É isso que significa, segundo esse princípio, ser membro do corpo de Cristo. Há muitos membros.
Recebemos todo membro do corpo de Cristo. Não excluímos nenhum. Mas não recebemos como membro nenhuma pessoa que não seja membro do corpo de Cristo.
Isso significa que não vamos conversar com essas pessoas, não vamos compartilhar o Senhor com elas, não vamos amá-las? Claro que não. Mas você não pode mudar esse princípio. Se mudar, cairá no erro.
Há um caminho errado para a unidade. Li a respeito no jornal. Vocês costumam ler a seção de religião do jornal de domingo? Não sei por que ainda leio.
Sábado e domingo, fico farto disso. Por favor, deem uma pancada na minha cabeça para eu parar de ler aquilo. Mas parece-me que há anos estão pressionando a igreja a aceitar a homossexualidade. Quase todo artigo, toda semana, é sobre esse assunto.
Não sei por que me submeto a isso. Mas o que estavam dizendo era que aqueles trinta e quatro grupos tiveram uma ideia. Esses trinta e quatro grupos deixaram de lado tudo aquilo em que discordavam doutrinariamente para se reunir em unidade.
Isso não é unidade. Somos um no Senhor Jesus — cada membro.
Não diluímos o evangelho. Não diminuímos a autoridade de Cristo como Cabeça. Não se trata de um movimento ecumênico. Faz diferença, sim, se você não crê no nascimento virginal. Entendem?
Há pessoas que pensam: “Você pode se chamar disto, você pode se chamar daquilo, você pode se chamar daquele outro nome. Somos todos uma grande família feliz”.
Mas, se realmente enxergarmos o corpo de Cristo, veremos que recebemos todos os que pertencem ao Senhor e não recebemos como membros aqueles que não pertencem ao Senhor. Que o Senhor nos ajude. Esse é um princípio vital.
Há uma última coisa a esse respeito. Deixem-me compartilhar isto: a colocação no corpo é muito importante.
Quando lemos 1 Coríntios 12:18, diz:
Mas agora Deus colocou os membros, cada um deles, no corpo, conforme Lhe aprouve.
Vocês perceberam isso? Acho que muitos de nós não gostamos do lugar onde fomos colocados.
Mas observem: a Palavra de Deus é muito explícita. Deus colocou os membros no corpo onde Lhe aprouve.
Se vocês lerem — e acho que fui reprovado na aula de grego do nosso irmão Alan Alloway. Alan, você dava notas? Acho que fui reprovado na sua aula de grego, o único reprovado até agora entre centenas de alunos.
Mas acho que, se lermos isso com clareza, essa voz média indica que Ele colocou os membros para Si mesmo. Isso ganha um significado totalmente diferente, não é?
Ele colocou os membros no corpo para Si mesmo. Ele colocou você onde Ele quer que você esteja.
Quando lemos 1 Coríntios 12, parece um circo. Um quer ser olho, outro quer ser orelha, outro quer ser perna, outro quer ser pé. Por ser perna, acha que não faz parte do corpo; e o outro, por ser o que é, também pensa assim — e onde fica o olfato? Você lê sobre os coríntios e fica com dor de cabeça.
Acho que todo o problema entre os coríntios era que eles não gostavam do lugar onde haviam sido colocados. Achamos que isso nos restringe.
Diríamos: “Tenho um dom muito maior do que esse”. É isso que diríamos.
Mas Deus, em Sua sabedoria, colocou você exatamente onde Ele queria. Deixem-me dizer: não há limitação se você for fiel no lugar onde Ele o colocou.
Acho que essa é parte da questão. Deus lhe dará muito mais.
Estêvão — não o nosso Stephen, mas Estêvão em Atos 6 — servia às mesas na casa de Deus. Foi tão fiel que se tornou o primeiro mártir.
Filipe servia às mesas na casa de Deus. Foi tão fiel que se tornou o evangelista. Não há limitação para Deus.
Bem, tomei o tempo de vocês. Vou encerrar com estes poucos pontos sobre a prática. Acho que tudo se resume a isso.
Há aqueles que têm toda a teoria correta. Vou contar uma história.
Muitas vezes, trabalho com projetos de estruturas de sustentação, e já procurei pessoas que eram especialistas. Especialistas. Tinham todos os títulos.
Comecei a perguntar como sair daquele problema e, quando terminei, percebi que “especialista” devia significar apenas um gotejamento forçado sob pressão.
Foi uma piada. Eles não conseguiram me ajudar em nada. Tinham alguma teoria, mas não exerciam a engenharia na prática e não conseguiam me tirar daquele aperto.
Então, de maneira gentil — acreditem ou não, fui gentil —, eu disse: “Muito obrigado por toda a sua contribuição”, e desliguei, para nunca mais ligar.
Alguns de nós têm a teoria. Mas aqui está a pergunta a respeito da resposta corporativa:
Você é um membro que exerce sua função no corpo de Cristo?
Quero pedir a todos nesta sala: levem isso para casa. Orem a respeito. Meditem nisso.
Você é um espectador?
Efésios 4 diz que a igreja é edificada pela operação de cada parte individual.
Você é uma parte que atua? É um membro que exerce sua função?
Creio que há muitos entre nós — espero que vocês não achem isso duro demais; não quero falar com dureza. Quero que consideremos isso diante do Senhor —, mas acho que há muitos em nosso meio que talvez não estejam exercendo sua função como deveriam.
No fim das contas, na expressão final que encontramos em 1 Coríntios 14, o corpo deve funcionar. A pergunta que o Espírito Santo colocaria diante de nós é: “Você é um membro que exerce sua função?”
Acho que essa é uma pergunta enorme. Se houver uma resposta corporativa adequada, você terá de responder a essa pergunta.
Já disse antes; vou dizer de novo. Disse aos irmãos lá em Nova York que ouvi dizer que agora a NASCAR — não entendo nada de NASCAR — é o esporte com mais espectadores do mundo.
“É isso mesmo, Jack?” “Provavelmente ainda é o futebol.” Está bem, esqueçam. Você estragou o meu efeito. Vá para a outra sala.
Não acho que seja. Acho que o cristianismo é o maior esporte de espectadores do mundo.
Acho que há pessoas nesta sala que nunca colocaram aquele único talento a serviço da igreja. Há outras que dão, dão e dão.
Mas um dia você estará na presença do Todo-Poderoso, e Ele dirá: “O que você fez com aquele único talento?”
Agora, não se sinta mal por ter apenas um talento. Quase todos nós temos um talento. Há alguns que têm cinco talentos. Há alguns que têm dois. Mas a maioria de nós tem um.
Não importa se você tem cinco. Graças a Deus pelos que têm cinco talentos. Não importa se você tem dois. Graças a Deus pelos que têm dois talentos. A maioria de nós tem um.
A pergunta que o senhor fez ao servo foi: “O que você fez com ele?”
E a resposta foi: “Eu o enterrei”.
Ah, Deus! Na casa do nosso Deus, no corpo de Cristo, o que estamos fazendo com os dons? Você é um membro que exerce sua função?
Talvez você não se considere muito importante, mas a beleza de 1 Coríntios 12 é que ele dá mais honra aos membros mais fracos. Àqueles que careciam de honra, Ele deu mais honra.
Todo membro é vital. Se houver uma resposta corporativa, todo membro precisa exercer sua função. Nunca será demais enfatizar isso.
Você enxergou o privilégio do corpo de Cristo? Já começou a percebê-lo?
Você entende algo dos princípios do corpo de Cristo? Se não entende, estará edificando algo fora do padrão.
Você edificará em qualquer lugar. Não importará onde edifica, com quem edifica, como edifica ou o que edifica, porque estará edificando segundo princípios errados.
Em terceiro lugar, você realmente entende a prática do corpo de Cristo?
Irmãos e irmãs, se todos nós — se todos nós — contribuíssemos e fôssemos uma junta e um ligamento, como diz em Colossenses, haveria um crescimento tão grande que vocês não conseguiriam contê-lo.
Creio que essa é uma questão na igreja de Deus.
Senhor, colocamos esta palavra diante de Ti. Nosso encargo é que realmente enxerguemos o corpo de Cristo como Tu o enxergas.
Que Tu comeces a abrir nossos olhos para o privilégio ao qual nos chamaste: sermos o lugar da expressão da Tua plenitude.
Que enxerguemos além disso e comecemos a entender como Tu operas em Teu corpo, os princípios segundo os quais Tu operas.
Senhor, todos nós nesta sala queremos nos submeter à autoridade de Jesus como Cabeça e nos apegar firmemente à Cabeça. Não queremos mais dividir o corpo, mas que haja um só corpo e que nos reunamos e expressemos esse único corpo.
Senhor, queremos ser membros que exercem sua função. Senhor, naquele dia, quando estivermos diante daquele tribunal e Tu nos disseres: “O que vocês fizeram com isso?”, Senhor, não permitas que digamos: “Nós o enterramos”.
Pedimos que comeces a marcar profundamente cada pessoa nesta sala, cada irmão e irmã, jovens e idosos, com esta questão: precisamos ser membros que exercem sua função na casa do nosso Deus, para que haja uma expressão corporativa adequada.
Pois pedimos isso em nome do Senhor Jesus.