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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Pittman, Kenny

    Consagração

    Gostaria de pedir que vocês abrissem em Êxodo 28, no Antigo Testamento. Êxodo 28. Vamos ler alguns versículos: Êxodo 28:1-3.

    Depois, faze chegar a ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para que Me administre o ofício sacerdotal: Arão, Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar, os filhos de Arão.
    E farás vestes santas para Arão, teu irmão, para glória e ornamento.
    Falarás também a todos os sábios de coração, a quem Eu tenho enchido do espírito de sabedoria, que façam as vestes de Arão para consagrá-lo, para que Me administre o ofício sacerdotal.

    Agora, no mesmo capítulo, Êxodo 28:40-43.

    Também farás túnicas para os filhos de Arão, e lhes farás cintos; e lhes farás turbantes, para glória e ornamento.
    E vestirás com eles Arão, teu irmão, e seus filhos com ele; e os ungirás, e os consagrarás, e os santificarás, para que Me administrem o ofício sacerdotal.
    Faze-lhes também calções de linho, para cobrirem a carne nua; estender-se-ão dos lombos até às coxas:
    E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando se chegarem ao altar para ministrar no santuário; para que não levem sobre si iniquidade e morram: isto será estatuto perpétuo para ele e para a sua descendência depois dele.

    No capítulo seguinte, Êxodo 29:8-9:

    Depois, farás chegar seus filhos, e lhes vestirás túnicas.
    E os cingirás com cintos, a Arão e a seus filhos, e lhes atarás turbantes: e terão o sacerdócio por estatuto perpétuo; e consagrarás Arão e seus filhos.

    Êxodo 29:19-22:

    Depois, tomarás o outro carneiro; e Arão e seus filhos porão as mãos sobre a cabeça do carneiro.
    E degolarás o carneiro, e tomarás do seu sangue, e o porás sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre a ponta da orelha direita de seus filhos, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o dedo grande do seu pé direito; e espargirás o sangue sobre o altar ao redor.
    Então, tomarás do sangue que está sobre o altar e do azeite da unção, e o espargirás sobre Arão e sobre suas vestes, e sobre seus filhos e sobre as vestes de seus filhos com ele: e será santificado ele, e suas vestes, e seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele.
    Também tomarás do carneiro a gordura, e a cauda gorda, e a gordura que cobre as entranhas, e a membrana do fígado, e os dois rins, e a gordura que há sobre eles, e a coxa direita; porque é carneiro da consagração.

    Êxodo 29:26-27:

    E tomarás o peito do carneiro da consagração de Arão, e o moverás por oferta movida perante o Senhor; e isto será a tua porção.
    E santificarás o peito da oferta movida e a coxa da oferta alçada, que foram movidos e alçados, do carneiro da consagração, tanto do que pertence a Arão como do que pertence a seus filhos.

    Agora, outra passagem. Abram comigo em Números 6, também no Antigo Testamento. Gostaria de ler sobre outro assunto, começando em Números 6:1 até Números 6:12, creio — ou até Números 6:13.

    E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
    Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando um homem ou uma mulher fizer voto especial, o voto de nazireu, para se separar ao Senhor,
    De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá suco algum de uvas, nem comerá uvas frescas ou secas.
    Todos os dias da sua separação, não comerá coisa alguma que se faz da videira, desde as sementes até às cascas.
    Todos os dias do voto da sua separação, sobre a sua cabeça não passará navalha: até que se cumpram os dias em que se separou ao Senhor, santo será; deixará crescer livremente os cabelos da sua cabeça.
    Todos os dias em que se separar ao Senhor, não se aproximará de corpo morto.
    Por seu pai, ou por sua mãe, por seu irmão, ou por sua irmã, não se contaminará, quando morrerem; porquanto a sua separação a Deus está sobre a sua cabeça.
    Todos os dias da sua separação, santo será ao Senhor.

    E, se alguém morrer subitamente junto a ele, e contaminar a cabeça da sua separação, rapará a cabeça no dia da sua purificação; ao sétimo dia a rapará.
    E, ao oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, à porta da tenda da congregação:
    E o sacerdote oferecerá um para oferta pelo pecado, e o outro para holocausto; e fará expiação por ele, porquanto pecou por causa do corpo morto; e santificará a sua cabeça naquele mesmo dia.
    E consagrará ao Senhor os dias da sua separação, e trará um cordeiro de um ano para oferta pela culpa: mas os dias anteriores serão anulados, porquanto a sua separação foi contaminada.

    Vamos parar por aqui no Antigo Testamento. Agora, apenas algumas passagens no Novo Testamento. Gostaria que vocês abrissem em Romanos 6. Vamos ler duas passagens de Romanos. Talvez isso nos ajude a enxergar o assunto com mais clareza.

    Romanos 6. Vamos olhar Romanos 6:13.

    Vou ler da maneira como costumo ler. Vou mudar uma palavra aqui na tradução de Darby, usando a forma que aparece em várias outras versões — a de 1901 e a Tradução Literal de Young —, começando em Romanos 6:13:

    Nem apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de injustiça; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos de justiça.

    Romanos 6:16:

    Não sabeis vós que, a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis; ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?

    Romanos 6:19:

    Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne: pois, assim como apresentastes os vossos membros por servos à impureza e à iniquidade para a iniquidade, assim apresentai agora os vossos membros por servos à justiça para a santificação.

    E a última passagem, Romanos 12:1-2:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas compaixões de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso serviço inteligente — ou, como diz a Versão Autorizada, o vosso culto racional.
    E não vos conformeis com este mundo: mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Oração Inicial

    Agora, vamos entregar de volta ao Senhor a Sua Palavra.

    Senhor, sabemos que, ao lermos a Tua Palavra, precisamos que o Espírito Santo nos explique as coisas do Senhor Jesus. Sabemos que esse é o ministério do Espírito, e não de homem algum. Por isso, nos achegamos a Ti.

    Dobramos os joelhos diante da autoridade do nosso Senhor Jesus e Te pedimos que, estando reunidos aqui nesta tarde, na Tua presença, venhas ao nosso encontro e nos abras a Tua Palavra, para que tenhamos entendimento e a Tua Palavra encontre entrada no mais profundo do nosso ser.

    Senhor, se Tu não fizeres isso, estaremos perdidos. Se Tu não fizeres isso, perderemos tempo. Por isso, Te pedimos, Senhor, que venhas ao nosso encontro de maneira real e faças com que a Tua Palavra seja viva para nós nesta manhã, enquanto estamos reunidos aqui na Tua presença.

    Mais uma vez, reconhecemos, pela Tua Palavra, aquilo que Pedro declarou:

    Só Tu tens as palavras da vida eterna.

    Portanto, vem ao nosso encontro enquanto estamos na Tua presença, pois pedimos em nome de Jesus.

    A Consagração como Encargo Central

    Bem, acho que provavelmente já houve pelo menos algumas pistas sobre a direção que vamos tomar. O encargo que o Senhor colocou no meu coração é esta palavra: consagração.

    Sei que alguns gostam de um título mais animado, e sinto muito. Por favor, me perdoem. Esse é o título: Consagração.

    Mas, irmãos e irmãs, quero dizer uma coisa. Sim, creio que o Senhor, em Sua misericórdia, tem falado conosco de maneira muito direta. Creio que o Senhor tem nos atraído e, como o nosso irmão disse, nos chamado para Si, nos conquistado com Seu amor e falado conosco de maneira muito intencional e real.

    Seja sobre vender tudo, sobre a resposta do homem ao chamado de Deus, sobre essa questão do arrependimento ou sobre essa provação dos crentes — e já ouvimos antes até mesmo sobre consagração —, seja sobre o evangelho, seu significado e seu alcance, seja qual for o assunto, realmente creio que o Senhor está falando conosco nestes dias.

    E, irmãos e irmãs, quando o Senhor fala, devemos ouvir. E, se não conseguimos assimilar tudo — não sei quanto a vocês, mas eu não consigo assimilar tudo —, devemos pelo menos dizer: “Senhor, temos a percepção de que Tu estás falando conosco. Poderias ampliar nossa capacidade de receber a Tua Palavra, para que ela transforme nossa vida?”

    Portanto, este é o encargo que está no meu coração: que nos consagremos a Deus. Agora, por favor, não durmam. Alguns de vocês pensam: “Bem, já ouvimos essa mensagem mil vezes. Já ouvimos isso ser pregado repetidamente, e não precisamos disso. Já passamos dessa etapa; já estamos além desse ponto”.

    Mas creio, falando de maneira simples, que nunca passamos desse ponto. A consagração é o chamado de Deus para o Seu povo e é aquilo que Ele deseja do Seu povo até o fim: uma consagração plena.

    Há três coisas no meu coração. Sei que isso não surpreende ninguém nesta sala, mas há três coisas no meu coração:

    1. Consagração e serviço.
    2. Consagração e separação.
    3. Consagração e sacrifício.

    Precisamos compreender a consagração e o serviço, ou nunca conseguiremos servir ao Senhor da maneira correta. A segunda coisa que creio que precisamos compreender é a consagração e a separação. Se não houver uma separação que marque a vida do crente, então não haverá testemunho na vida do crente.

    E, por fim — bem, se tivermos tempo —, vamos considerar um pensamento simples sobre consagração e sacrifício. Sempre que vocês olham para a consagração na Palavra de Deus, ela está sempre, sempre ligada à palavra sacrifício. Em toda passagem que vocês examinarem.

    Agora, deixem-me esclarecer uma coisa. Talvez não compreendamos todas as palavras. Talvez não consigamos organizar tudo em categorias e usar toda a linguagem corretamente, mas creio que o Senhor vê o coração. Acho que essa é toda a questão. O Senhor olha para o coração.

    E, mesmo que não usemos toda a linguagem corretamente, se o coração estiver correto, isso é consagração. Para mim, esse é o resumo de todo esse ensino nas Escrituras.

    Vou contar uma história. Talvez vocês não gostem dela, mas, pelo menos para mim, ela ilustra isso. Havia uma querida mãe que estava derramando seu coração diante do Senhor em consagração. Estava de joelhos, pedindo que o Senhor tomasse toda a sua vida, para que ela pudesse ser inteiramente consagrada a Deus.

    E seu filhinho ouviu aquelas súplicas, aquelas súplicas cheias de vida que eram elevadas a Deus. O menino foi tocado. Foi movido pelo Espírito Santo, entrou no seu quarto, ajoelhou-se e abriu o coração. E disse: “Senhor, quero ser constipado a Ti”.

    Vocês acham que o Senhor ouviu o coração dele?

    É o que está no coração que importa. É o que está no coração que importa.

    A consagração — prometo que vou tentar não dizer constipação — é, antes de tudo, uma questão do coração. Portanto, que o Senhor nos ajude a compreender isso à medida que prosseguimos.

    É uma questão tão básica, tão vital, que não creio que seja possível compreender plenamente a vida cristã sem ela. No fim das contas, o objetivo da vida cristã é que sejamos consagrados e que Deus tenha um povo tão separado para Si que possa cumprir o Seu propósito nesta terra.

    A Consagração no Antigo e no Novo Testamento

    Uma coisa me chama a atenção: quando examinei essa palavra com mais cuidado, percebi que, na maioria das versões, a palavra consagração nunca aparece no Novo Testamento. Isso é surpreendente.

    As palavras consagrar, consagra e consagrado parecem ocorrer todas no Antigo Testamento. É verdade que, na versão King James, em Hebreus 7:28, quando fala do Senhor Jesus, diz:

    Um Filho, que está consagrado para sempre.

    Mas, se vocês lerem muitas das versões, encontrarão:

    Que está aperfeiçoado para sempre.

    E, no mesmo livro, em Hebreus 10:20, lemos sobre o novo e vivo caminho que foi consagrado para nós através do véu. A maioria das versões diz:

    Que foi dedicado para nós através do véu.

    Isso me deixou um pouco perplexo, porque tenho a convicção de que essa palavra sobre consagração é vital para o cristianismo do Novo Testamento. É vital. É fundamental, e não podemos viver sem ela. Mas por que essa palavra não aparece com maior frequência no Novo Testamento? Ela ocorre quase sempre no Antigo Testamento.

    E, enquanto orava sobre isso, pareceu-me que havia esta verdade: Deus ilustra esse grande princípio no Antigo Testamento, mas demonstra a sua realidade no Novo Testamento.

    Talvez seja mencionado no Antigo Testamento, mas, quando chegamos ao Novo Testamento, ele está em todas as páginas. A consagração está sempre ali. Está em tudo.

    Aquilo de que se fala no Antigo Testamento só encontra sua aplicação de fato quando chegamos ao Novo Testamento. E está por todo o Livro. Isso é consagração.

    O irmão Nee disse o seguinte, e isso me ajudou. Foi o que me fez superar essa dificuldade:

    Contudo, a consagração é uma das doutrinas mais difíceis da Bíblia. As doutrinas da santificação e da justiça estão claramente definidas na Palavra de Deus, mas o ensino sobre a consagração parece ser apresentado de maneira vaga.

    Vocês acham, então, que não existe consagração? Irmãos e irmãs, sem consagração, nunca viveremos a vida cristã.

    Consagração e Serviço

    Bem, vamos começar com o primeiro ponto: consagração e serviço.

    Algo me chama a atenção quando olhamos para o Antigo Testamento — em Êxodo 28 e Êxodo 29, com a mesma coisa repetida em Levítico 8. Vocês perceberam a ligação entre consagração e serviço?

    Isso, para mim, diz muita coisa, porque mostra que, sem consagração verdadeira, não pode haver serviço verdadeiro. Estão me acompanhando? Consagração e serviço estão ligados desde a primeira menção.

    Creio que devemos prestar atenção à primeira menção. Na primeira vez em que essa questão é apresentada na Palavra de Deus, fica muito claro que essas duas coisas estão inseparavelmente ligadas: consagração e serviço.

    Êxodo 28:3 diz, se vocês quiserem olhar novamente:

    Que façam as vestes de Arão para consagrá-lo, para que Me administre o ofício sacerdotal.

    Para que o consagrem, a fim de que ele Me sirva como sacerdote. Consagração e serviço.

    Ele continua dizendo em Êxodo 28:41:

    E vestirás com eles Arão, teu irmão, e seus filhos com ele; e os ungirás, e os consagrarás.

    E ouçam esta expressão:

    Para que Me sirvam como sacerdotes.

    Espero que vocês percebam a ligação. Isso não é forçar a interpretação. Essas duas coisas estão inseparavelmente ligadas. Quando pensamos em serviço, pensamos em qualquer pessoa, em todos. É um chamado totalmente aberto: todos devem servir.

    Mas creio que, se vocês tiverem clareza sobre o que a Bíblia ensina, verão que não pode haver serviço verdadeiro — serviço significativo — sem que haja consagração por trás dele. Acho que esse é um ensino simples.

    Chama-me a atenção que, no Antigo Testamento, o serviço seja tão restrito. Não sei se vocês perceberam, mas era um só homem: Arão. Não é curioso?

    Não era apenas um homem; era uma família: os filhos de Arão. Que serviço restrito! São os únicos de quem se fala que deveriam ser consagrados.

    Agora, irmãos e irmãs, é aqui que precisamos ir ao Novo Testamento para compreender com clareza. No Novo Testamento, a mensagem é: todo crente é sacerdote.

    Todo crente é sacerdote. Sabem, acho que sabemos disso aqui. Não tenho certeza de que vivemos isso aqui, mas acho que sabemos disso aqui.

    Mas o ensino do Novo Testamento é absolutamente claro: esse é o sacerdócio de todos os crentes. Agora, o que se exige de um sacerdote? Uma coisa se exige dele: que seja consagrado, para que possa servir como sacerdote.

    Quando chegamos a Apocalipse 1:5-6, João diz:

    Àquele que nos ama, e pelo Seu sangue nos libertou dos nossos pecados;
    E nos fez reino, sacerdotes para Seu Deus e Pai; a Ele sejam a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.

    Cada um de nós é sacerdote. Deus nos fez sacerdotes. Quando vocês olham para Apocalipse 5, para aquela grande cena diante do trono de Deus, leem que Deus chamou pessoas de toda tribo e de toda nação e as fez reis e sacerdotes para o nosso Deus.

    Quando lemos as epístolas de Pedro, ele diz, em 1 Pedro 2:9, que somos um sacerdócio real. Somos sacerdotes. Sabemos disso?

    Vocês não precisaram frequentar uma escola de sacerdotes para se tornarem sacerdotes. Não precisaram usar um colarinho clerical para se tornarem sacerdotes. A Palavra diz que Deus nos fez sacerdotes.

    Agora, irmãos e irmãs, a única coisa que parece ser importante, o único pré-requisito para o serviço, parece ser a consagração.

    Não é qualquer pessoa que pode servir do jeito que quiser, trazendo o que bem entender. É preciso haver consagração. Essa precisa ser uma questão resolvida.

    Vocês entendem o que significa pré-requisito? Lembro-me de todos aqueles pré-requisitos. Todos que passaram pela faculdade sabem o que é um pré-requisito. Eu não podia cursar Cálculo II antes de cumprir o pré-requisito de Cálculo I. Não podia.

    Eu não podia cursar Projeto Avançado de Estruturas de Concreto antes de cursar Projeto de Estruturas de Concreto. Quando fui me matricular, estava escrito ali mesmo no catálogo qual era o pré-requisito.

    Irmãos e irmãs, parece-me que o pré-requisito do serviço é a consagração. Que o Senhor nos ajude a enxergar isso.

    Romanos 12: mais uma vez, a aplicação no Novo Testamento. Não sei se vocês já consideraram todo o contexto de Romanos 12, mas ele trata do serviço no corpo de Cristo. Fala dos dons dos membros do corpo de Cristo, das diferenças entre esses dons e de como os membros devem servir. Mas como o capítulo começa?

    É importante compreender como ele começa, porque esse é o pré-requisito.

    Abram novamente em Romanos 12. Vamos ler Romanos 12:1, caso vocês tenham esquecido:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas compaixões de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

    Vocês perceberam as duas coisas que estão ligadas aqui? O nosso serviço e o ato de nos apresentarmos a Deus. Perceberam isso?

    Acho que, se há uma palavra no Novo Testamento que expressa o que é consagração, é esta palavra simples: apresentar. É o que encontramos em Romanos 6:13, Romanos 6:16 e Romanos 6:19. É o que encontramos em Romanos 12:1. Devemos nos apresentar a Deus, e isso é consagração.

    Mas, então, ele diz:

    E esse é o nosso culto racional.

    Esse é o serviço que flui dessa consagração.

    Bem, acho que pelo menos — espero que sim — deixei claro o meu ponto. Se não deixei, então vocês estão dormindo. Ou talvez eu não tenha sido claro. Vou lhes dar o benefício da dúvida.

    Esse é o pré-requisito para o serviço.

    Mas, irmãos e irmãs, se vocês voltarem a Êxodo 28, verão o alcance desse chamado. Quando fala do carneiro da consagração, menciona “o sangue do carneiro da consagração”. Esse era o segundo carneiro.

    Vocês se lembram de que, primeiro, havia a oferta pelo pecado. Depois, tínhamos o holocausto, que é o primeiro carneiro; e então temos o carneiro — chamado de segundo carneiro —, o carneiro da consagração.

    Antes de tudo, deixem-me explicar o que isso nos diz. Vocês precisam vir a Cristo. Precisa haver uma oferta pelo pecado. Sem uma oferta pelo pecado, não há como vocês serem consagrados ou servirem a Deus. É impossível.

    A segunda coisa: precisa haver um holocausto. E esse holocausto é aquele sacrifício de aroma agradável, inteiramente consumido, que sobe a Deus. E há somente Um que agrada a Deus e nos torna aceitáveis: o Senhor Jesus.

    Então chegamos ao segundo carneiro, que é o carneiro da consagração. A passagem diz a Moisés que tome esse carneiro, o mate, tome o sangue e o coloque na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita e no dedo grande do pé direito.

    Espero que vocês compreendam o alcance da consagração. Ela precisa ser completa. Vai da cabeça aos pés. Devemos ser inteiramente consagrados a Deus. É isso que essa figura me diz.

    A orelha direita, o polegar direito e o dedo grande do pé. Isso é consagração. Esse é o seu alcance.

    Sabem, às vezes acho que tentamos dar coisas a Deus e pensamos que isso O agrada. “Senhor, vamos Te dar cinquenta dólares por mês. Vamos Te dar quinze minutos por dia. Está marcado aqui na minha agenda.” E dizemos que isso é consagração.

    Consagração é você ser entregue inteiramente a Deus. Percebem a diferença?

    Há uma história sobre um velho e orgulhoso chefe indígena. O Senhor o convenceu profundamente do pecado. Um missionário compartilhou com ele o evangelho, o glorioso evangelho, e esse velho e orgulhoso chefe indígena ficou profundamente convicto do seu pecado.

    Ele foi ao missionário e disse: “Eu dou a Deus o meu wampum”. Talvez algumas de vocês, crianças, nem saibam o que é wampum. Talvez alguns adultos também não saibam. Mas eu cresci assistindo a filmes de faroeste, e neles se falava em “montão de wampum”. Isso significava que alguém estava cheio de dinheiro. Era todo o seu dinheiro.

    Ele disse: “Senhor, toma isto”. E o missionário, em sua sabedoria, disse: “Não. Cristo não aceitará a sua oferta”.

    A convicção era tão forte! Ele voltou algum tempo depois e disse: “Senhor, toma meu rifle. Toma as peles. Toma tudo”. Vocês achariam que isso era consagração, não achariam? Para mim, parece uma boa consagração.

    O missionário disse: “Não. Cristo não pode aceitar a sua oferta”.

    Ele ficou desanimado. Podem imaginar? Foi embora, mas aquela convicção não o deixou. Voltou mais uma vez e disse: “Senhor, toma minha mulher”. Sabem, talvez alguns de vocês queiram oferecer a própria mulher. “Toma meus filhos. Toma minha casa.” Puxa, isso é consagração!

    E o missionário disse: “Não. Cristo não aceitará a sua oferta”.

    Como ele ficou desanimado! Finalmente, abaixou a cabeça e disse: “Senhor, toma também este pobre índio”.

    Isso é consagração. Conseguem perceber a diferença?

    Não se trata do que vocês oferecem a Deus. Ele quer a sua orelha, para que vocês possam ouvir a Sua Palavra. Ele quer o seu polegar, para que tudo o que vocês fazem seja influenciado por Ele. Ele quer o dedo grande do seu pé — não para cortá-lo literalmente —, mas para que vocês andem nos Seus caminhos.

    Ele simplesmente quer você. Isso é consagração.

    Às vezes nos perguntamos por que o nosso serviço é tão fraco e ineficaz. Não sei se vocês alguma vez se perguntam isso, mas eu me pergunto. Às vezes penso: “Senhor, parece que não há poder, não há vida”.

    Li outra história: F. B. Meyer, o grande F. B. Meyer. Ele chegou a uma fase de transição no seu ministério. Santos, não sei quanto a vocês, mas essas histórias me encorajam, porque, se esses grandes homens de Deus passaram por essas coisas, há esperança para nós — esperança para mim e para vocês.

    Ele chegou a um ponto em que achava que seu ministério era ineficaz e seu serviço era fraco. Estava orando e buscando o Senhor, e o Senhor lhe apareceu. Foi tão real que ele pensou que o Senhor realmente havia entrado no quarto.

    E o Senhor simplesmente lhe disse: “Dê-Me todas as chaves da sua vida”.

    Aquilo foi tão real que ele pegou um molho de chaves e o ergueu. Disse: “Senhor, aqui estão as chaves”. E o Senhor perguntou a F. B. Meyer: “Essas são todas as chaves?”

    F. B. Meyer respondeu: “Há uma pequena chave que guardei para mim”.

    E a história conta que F. B. Meyer realmente sentiu como se a presença de Cristo estivesse se afastando dele. Isso abalou aquele homem de Deus.

    E ele disse: “Senhor, aqui está a última chave”.

    Isso é consagração: todas as chaves. Ela começa na orelha, passa pelo polegar e chega ao pé direito.

    Agora, se tivermos esse tipo de consagração, creio que poderemos servir.

    Consagra-os, para que Me sirvam como sacerdotes.

    Esse é o primeiro ponto.

    Consagração e Separação

    Bem, o segundo ponto: consagração e separação. Essa é a segunda questão que, creio, é ilustrada na segunda menção efetiva dessa palavra, consagração, no Antigo Testamento. Ela aparece em Números 6. É o que se conhece como voto de nazireu.

    Stephen ensinou sobre isso anos atrás. Nunca vou esquecer o que ele ensinou sobre o voto de nazireu. Aquilo me fez parar e pensar. Eu nunca havia pensado nisso; nunca havia ouvido falar do voto de nazireu. Não sei quantos de vocês nesta sala já ouviram falar dele ou se isso lhes é desconhecido.

    Bem, em Números 6 — e já lemos essa passagem —, trata-se de um voto especial. Números 6:2-3 diz:

    Quando um homem ou uma mulher fizer voto especial, o voto de nazireu, para se consagrar ao Senhor, separar-se-á.

    Agora, vocês percebem a ligação?

    É um voto especial, e tanto um homem como uma mulher pode fazer esse voto especial. Não é restrito como o sacerdócio que lemos a respeito de Arão. É um voto aberto a todos.

    E podia ser para a vida inteira. Entendemos que Samuel, Sansão e João Batista foram nazireus por toda a vida. Para outros, podia ser por trinta ou sessenta dias. Havia um período determinado para esse voto de nazireu.

    Mas o ponto principal é este: o voto de nazireu significa nos consagrarmos a Deus, nos separarmos para Deus. O significado da raiz hebraica é simplesmente alguém consagrado. Isso é um nazireu.

    Agora, irmãos e irmãs, creio que a ligação com o Novo Testamento é evidente. Considerando a realidade que se manifesta no Novo Testamento, não é forçar a interpretação dizer que todos deveríamos ser nazireus.

    Todos deveríamos ser consagrados a Deus. Todos deveríamos fazer esse voto de consagração, esse voto de dedicação, no qual nos entregamos a Deus.

    Agora, não fiquem presos às coisas exteriores do Antigo Testamento, porque, se as seguíssemos literalmente, nenhum de nós cortaria o cabelo ou faria a barba. Nenhum de nós beberia do fruto da videira, nem mesmo comeria a casca de uma uva. Não fiquem presos a essas coisas. Elas servem para mostrar uma separação real.

    E nenhum de nós jamais entraria em contato com os mortos. Bem, se fosse assim, provavelmente às vezes não poderíamos nem ir a uma reunião. Perdoem-me. Essa foi arriscada.

    Entendem? Consagração e separação, para ser repetitivo, estão inseparavelmente ligadas. Inseparavelmente ligadas.

    Creio que, para o cristão, precisa haver separação. Precisa haver uma diferença. Nunca vou esquecer: um dia, eu estava conversando com um irmão e falando de outro irmão. Disse: “Sabe, esse irmão é um querido cristão”. Ele me respondeu: “Eu não fazia ideia”.

    Ah, que constrangimento! Podem imaginar, quando vocês morrerem, alguém dizer no seu funeral: “Não fazíamos ideia de que ele era cristão”? Não havia evidência. Não havia separação. Não havia diferença.

    Mas, irmãos e irmãs, não era assim na igreja primitiva. Atos 11:26 fala das pessoas do mundo — não dos crentes. Fala das pessoas do mundo vendo os crentes, os discípulos em Antioquia, e sendo tão tocadas pela maneira como eles viviam que disseram: “Essas pessoas são semelhantes a Cristo”.

    E Atos 11:26 diz:

    Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

    Isso é separação verdadeira.

    Acho que disse isso na última vez que falei. É um ditado antigo, mas penso que está cheio de sabedoria: se o cristianismo fosse um crime — e será —, haveria evidências suficientes para condenar você?

    Haveria? Pensem: “Senhor, qual é o testemunho? Qual é o meu testemunho?” As pessoas dizem: “Ele é um bom sujeito, não fala palavrão, não abandonou a mulher”? Ou há uma separação que nos distingue?

    O Senhor disse:

    O Meu povo será reconhecido pelo seu amor.

    Bem, acho que vocês entenderam o ponto. Essa é a segunda questão relacionada ao nazireu.

    Primeiro, Romanos 12:1 diz:

    Apresentai os vossos corpos em sacrifício vivo.

    Isso é consagração. Mas, então, Romanos 12:2 diz:

    Não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.

    Isso é separação.

    Irmãos e irmãs, se as pessoas não conseguem perceber a diferença entre nós e elas, será que o sal perdeu o sabor?

    Nosso testemunho é um testemunho de separação. Vejam, queremos as duas coisas ao mesmo tempo. Queremos não desagradar ao mundo, mas também queremos pertencer ao Senhor.

    O que João disse em 1 João 2:15? É uma palavra marcante, uma palavra marcante:

    Não ameis o mundo, nem as coisas que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

    Essa é uma palavra séria. Deve haver uma diferença. Deve haver algo que nos separe.

    Outra coisa sobre o voto de nazireu: ele era inteiramente voluntário. Não sei se vocês perceberam isso. Ninguém era obrigado a fazer o voto de nazireu. Era inteiramente voluntário.

    Acho que é fácil perceber o paralelo com o Novo Testamento. Cristo nunca nos obriga a nos consagrarmos. É algo inteiramente voluntário.

    É, antes de tudo, uma resposta ao amor de Deus. Como explicar isso de outra maneira? Quem entregaria tudo o que tem? Quem se entregaria, da cabeça aos pés, inteiramente a Deus? É uma resposta ao amor de Deus.

    Há um irmão entre nós que, toda vez que ora — não quero constranger ninguém nem destacar pessoa alguma —, toda vez que ora, fala do amor de Deus.

    O que Paulo disse em 2 Coríntios 5:14? Acho que é nesse versículo:

    O amor de Deus nos constrange.

    Primeiro, a consagração e a separação são voluntárias e constituem uma resposta ao imenso amor de Deus. Talvez isso explique por que Romanos 12:1 não aparece em Romanos 1:1.

    Paulo olha para tudo o que Deus fez na reconciliação, na redenção, na justificação, na identificação com Cristo na cruz e na inclusão do crente em Sua morte. Olha para todas essas coisas e diz:

    Portanto, pelas misericórdias de Deus — ou pelas compaixões de Deus —, apresentai-vos em sacrifício vivo.

    É uma resposta ao amor de Deus. Pergunto-me se estamos respondendo.

    Mas não é apenas uma resposta ao amor de Deus. É aqui que, creio, falhamos no cristianismo ocidental. É uma rendição à soberania de Deus.

    Vocês entendem a diferença? Deixem-me ilustrar. Vocês podem doar sua casa a outra pessoa e estabelecer uma condição: “Vou morar aqui até morrer e viver como eu quiser”.

    Sabem, é possível fazer isso. As pessoas fazem isso. Conheço pessoas que fizeram isso. A casa já pertence a outra pessoa, mas elas estabeleceram a condição de que, enquanto viverem, vão viver como quiserem e usar aquela casa como quiserem.

    Acho que isso toca num ponto bem próximo de nós. Vejam, nós, como crentes, queremos conservar o direito de propriedade. Mas, se vocês realmente enxergarem as misericórdias de Deus, não poderão conservar esse direito. Terão de reconhecer e dizer a Deus, como Paulo disse:

    Fomos comprados por um preço.

    Isso fala a vocês da mesma maneira que fala a mim? Vejam, isto é uma confissão, se quiserem chamar assim. Gosto de ter as duas coisas. Quero dizer que pertenço a Ele, mas quero viver como bem entendo enquanto estou nesta vida; e, no fim desta vida, irei estar com Ele para sempre.

    Vejam, essa é a analogia da casa. A consagração exige tudo.

    É uma resposta ao amor de Deus. No Antigo Testamento, o Senhor repete o mandamento de que devemos amar o Senhor, nosso Deus, de todo o coração e com toda a nossa força. Quando chegamos ao Novo Testamento, somos constrangidos pelo amor de Deus. Percebem a diferença?

    Bem, oro para que o Senhor nos ajude a enxergar essa resposta e essa rendição. E oro para que o resultado seja uma diferença em nós. Alguém vai conviver conosco e dizer: “Puxa, essas pessoas são diferentes”.

    E não quero dizer esquisitas. Sabem, alguns jovens não gostam da vida cristã porque acham que ela vai torná-los esquisitos. Meus filhos já acham que sou esquisito, então não tenho muito mais aonde ir.

    Toda a vida cristã é uma resposta. E, quando vocês respondem e abrem mão do direito de propriedade porque sabem que foram comprados pelo sangue de Jesus, quando se rendem a isso, há separação. E esse é o resultado da consagração.

    Consagração e Sacrifício

    Bem, sei que preciso terminar. Último ponto: consagração e sacrifício.

    Não sei se vocês perceberam, mas, em toda passagem que lemos, a consagração está ligada ao sacrifício. Em toda passagem. Não se pode ter consagração sem sacrifício.

    Agora, irmãos e irmãs, acho que a maioria de nós gosta de uma vida sem sacrifício. Podem admitir. A maioria de nós gosta. Eu certamente gosto. Mas, quando chegamos a essa questão da consagração, há sacrifício.

    Quando olhamos para o carneiro da consagração, a passagem menciona a gordura, aquelas partes internas e a espádua direita. Depois, menciona o pão e a obreia fina, tudo reunido num sacrifício. Isso é colocado nas mãos do sacerdote e levantado como oferta movida diante de Deus.

    Esse é, literalmente, o significado de consagração. Significa o enchimento das mãos. Agora, de que estão cheias as nossas mãos?

    A gordura fala da glória de Deus. A espádua direita fala da força do nosso Senhor Jesus. A obreia, o pão, fala da humanidade do nosso Senhor Jesus.

    O sacrifício que temos a oferecer a Deus não consiste nas coisas que damos a Ele. Acho que essa é uma concepção equivocada no cristianismo. Oferecemos de volta a Deus, apresentamos como oferta movida diante de Deus, aquilo que é aceitável a Deus: o próprio Senhor Jesus.

    Nossas mãos ficam cheias. Isso me leva a outro problema na nossa concepção ocidental do cristianismo: nossas mãos já estão cheias.

    Seus dias estão cheios. Suas noites estão cheias. Sua agenda está cheia. Seu PalmPilot está cheio. Não há espaço. Não há espaço.

    Mas a verdadeira consagração inclui esse elemento: oferecer o Senhor Jesus a Deus como sacrifício.

    Bem, espero que isso esteja claro. Romanos 12 diz:

    Apresentai-vos em sacrifício vivo, que é o vosso culto racional.

    Ou o seu serviço inteligente, ou a sua adoração inteligente. Diferentes versões expressam a mesma ideia.

    Agora, o primeiro ponto: não temos nada a oferecer além do próprio Cristo. Se vocês acham que Deus está maravilhado por ter vocês para servi-Lo, estão com uma concepção errada. Tudo o que oferecemos de volta é Cristo. É Cristo em nós, a esperança da glória.

    É isso que o carneiro da consagração significa. Mas há um sacrifício. O sacerdote se entrega a Deus, e é disso que Romanos 12:1 fala:

    Oferecei-vos em sacrifício vivo.

    Pergunto-me se fizemos isso.

    Essas são palavras muito fortes. Pensem nisso: um sacrifício vivo? Meu primeiro pensamento, quando li isso pela primeira vez, foi: “Isso não é razoável”.

    Ah, a sabedoria da Palavra de Deus! Ela diz:

    Que é o vosso culto racional.

    Percebem o ponto? É o seu culto racional.

    Se vocês realmente enxergarem o Senhor Jesus e tudo o que Ele fez, se forem constrangidos pelo amor de Deus e se renderem àquele senhorio absoluto, esse será o seu culto racional. Não é algo absurdo. É a coisa certa a fazer.

    E sabem, irmãos e irmãs, esse último ponto sobre o sacrifício também me ajudou. O irmão Nee disse:

    De fato, sacrificamos, mas não há uma consciência de sacrifício.

    Percebem a diferença? Há uma diferença. Se alguém está sempre falando do que abandonou para seguir o Senhor, nunca compreendeu a consagração de fato.

    O que Paulo disse em Filipenses? O que ele disse?

    Considero tudo como perda.

    Mas não há palavras mais fortes do que essas? Palavras que não usaríamos na igreja?

    São apenas esterco, pela excelência do conhecimento do Senhor Jesus.

    Isso é consagração verdadeira.

    Bem, que o Senhor nos ajude. Espero que isso esteja claro.

    Apresentai os vossos corpos em sacrifício vivo.

    Florence Nightingale — vou contar mais uma história rápida — foi questionada certa vez, no fim da vida: “Qual é o seu segredo?” Sua vida deixou uma marca tão profunda. “Qual é o seu segredo?”

    E ela simplesmente respondeu: “Bem, não reservei nada para mim diante de Deus”.

    Isso é consagração. Que o Senhor fale conosco.

    Irmãos e irmãs, creio que o Senhor tem falado conosco nestes dias, realmente insistindo conosco e nos chamando para Si, atraindo-nos a Si com Seu amor. E realmente creio que a consagração faz parte disso.

    Que o Senhor nos livre de todos os nossos equívocos, para que tenhamos uma compreensão verdadeira do que é consagração.

    Oração Final

    Vamos orar?

    Senhor, trazemos de volta a Ti estes três pensamentos. Pedimos que abras os nossos olhos para enxergarmos como Tu enxergas, que nos constranjas pelo amor de Deus e que, pelas misericórdias de Deus, nos leves a nos render ao fato de que pertencemos a Ti.

    Senhor, nunca seremos capazes de conter toda a alegria que há nisso. Senhor, livra-nos de todos os nossos equívocos sobre a consagração e faz de nós um povo verdadeiramente entregue a Ti.

    Senhor, não posso dizer o que Florence Nightingale disse, mas, Senhor, quero poder dizer. Quero que Tu possas dizer, a respeito de todos nós, que estas palavras são verdadeiras: “Não reservei nada para mim diante de Deus”.

    Pedimos isso em nome de Jesus.