Testimony Ministry LogoChristian Testimony MinistryCTM
  • Home
  • Speakers
  • Venues
  • Topics
  • Scripture
  • Fellowship Finder
THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
About CTMContact CTMPrivacy PolicyRelated Ministries
    Meeting Together #2: Headship Of Christ © 2026 Christian Testimony Ministry
    0:00
    Meeting Together #2: Headship Of Christ
    Meeting Together #2: Headship Of Christ
    Lambert, Lance

    A autoridade de Jesus Cristo como Cabeça da Igreja

    Vamos abrir em algumas passagens das Escrituras nesta noite? Não faremos uma única leitura, mas leremos várias passagens.

    Leituras das Escrituras

    Efésios 1:22-23

    E sujeitou todas as coisas debaixo dos Seus pés,
    e O deu por cabeça sobre todas as coisas à igreja,
    que é o Seu corpo.

    Efésios 5:23

    Porque o marido é a cabeça da mulher,
    como também Cristo é a cabeça da igreja,
    sendo Ele próprio o Salvador do corpo.

    Colossenses 1:18

    E Ele é a cabeça do corpo, da igreja:
    é o princípio, o primogênito dentre os mortos;
    para que em todas as coisas tenha a preeminência.

    1 Coríntios 11:3-5

    Mas quero que saibais que a cabeça de todo homem é Cristo;
    e a cabeça da mulher é o homem;
    e a cabeça de Cristo é Deus.

    Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua cabeça.
    Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça.

    João 16:13-15

    Mas, quando vier Ele, o Espírito da verdade,
    vos guiará em toda a verdade:
    porque não falará de Si mesmo;
    mas tudo o que ouvir, isso falará:
    e vos anunciará as coisas que hão de vir.

    Ele Me glorificará:
    porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.
    Tudo quanto o Pai tem é Meu:
    por isso vos disse que há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.

    1 João 2:20, 27

    E vós tendes a unção do Santo,
    e sabeis todas as coisas.

    E, quanto a vós, a unção que Dele recebestes permanece em vós,
    e não tendes necessidade de que alguém vos ensine;
    mas, como a Sua unção vos ensina acerca de todas as coisas,
    e é verdadeira, e não é mentira,
    assim como ela vos ensinou, permanecei Nele.

    Mateus 23:8-10

    Vós, porém, não sejais chamados Rabi: porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos.
    E a ninguém na terra chameis vosso pai: porque um só é o vosso Pai, Aquele que está nos céus.
    Nem sejais chamados mestres: porque um só é o vosso Mestre, o Cristo.

    O propósito da série

    Nesta noite, chegamos ao segundo encontro desta série. A pergunta que temos feito é: por que você está em Halford House?

    Para aqueles que não estiveram aqui na semana passada, receio que não possamos retomar tudo o que foi dito. Só posso sugerir que ouçam a gravação. Temo que, de outro modo, o que temos a dizer nesta noite talvez não faça tanto sentido, porque estes encontros estão todos relacionados. Cada um nasce do encontro anterior; portanto, se vocês vão participar deles, é importante ouvir o primeiro.

    Por que estou em Halford House? É apenas uma igreja evangélica? O que somos aqui? Somos uma espécie de assembleia dos Irmãos Abertos que permite a participação das irmãs? Ou somos uma espécie de igreja evangélica cujo pastor usa roupas comuns e é chamado de “senhor”? Ou somos uma missão voltada para pessoas que trazem algum tipo de problema em seu passado?

    Somos propagadores de uma verdade especial ou de um tipo especial de experiência espiritual? Vamos imaginar que alguns evangélicos de destaque nos procurem e perguntem por que, afinal, estamos aqui. Por que não nos juntamos a um dos outros grupos — um grupo denominacional; ou, se não gostamos do denominacionalismo, um grupo interdenominacional ou não denominacional; ou, se não queremos organização, aos quacres ou aos Irmãos Abertos?

    Na semana passada, falamos sobre o problema que os cristãos enfrentam hoje. No Novo Testamento, as coisas eram muito simples e diretas. Quando alguém se tornava filho de Deus, imediatamente era reconhecido como parte da família de Deus. Em cada localidade, a família de Deus — aqueles que haviam nascido de novo pelo Espírito de Deus mediante a pregação do evangelho — se reunia, e essas pessoas eram chamadas de igreja.

    Nunca havia duas igrejas em uma mesma localidade. Era simples assim. Ou você fazia parte dela, ou não fazia. Ela excluía todos os que não haviam nascido de Deus, por mais bons, decentes, instruídos ou até conhecedores da Bíblia que fossem. Mas incluía cada pessoa que professava ter experimentado a graça salvadora de Deus.

    O problema que enfrentamos hoje é muito complexo. Em qualquer localidade, há centenas e centenas de igrejas: igrejas nacionais e estatais, comunidades denominacionais e interdenominacionais, missões, salões de pregação do evangelho — de tudo, de todos os tipos.

    O que faremos? Todas, em alguma medida, são organizadas, institucionais ou têm uma estrutura fixa. Quase todas são edificadas sobre a unidade da fé, e não sobre a unidade do Espírito.

    Dissemos na semana passada que cremos que o Senhor jamais admitirá a derrota de Seu propósito original para a Sua igreja e nela. No fim desta era, ainda que apenas em um remanescente espalhado pelo mundo, Ele recuperará novamente algo da natureza da igreja e expressará algo de Seu poder, Sua vida e Sua glória.

    Teremos de abordar isso no curso que estamos fazendo além destes encontros: a história da igreja. Veremos se conseguimos identificar, nessa história, os sucessivos movimentos do Espírito de Deus, à medida que Ele tem procurado recuperar algo que se perdeu.

    Mas basta dizer que cremos que haverá, por toda a terra, uma expressão de Seu pensamento e de Sua concepção originais, e que Seu propósito para a igreja e nela, nesta era, será conduzido, por Sua graça, a uma gloriosa consumação.

    Encontramos isso resumido na breve expressão de Apocalipse 19:7:

    Regozijemo-nos e alegremo-nos sobremaneira,
    e demos-Lhe a glória:
    porque são chegadas as bodas do Cordeiro,
    e a Sua esposa já se preparou.

    Ela já se preparou. Isso exige a cooperação, em completa devoção e fidelidade, de cada pessoa cujo coração está voltado para o Senhor.

    A lealdade a Cristo acima de todas as outras lealdades

    Devemos oferecer nossa lealdade sem a menor reserva. Devemos ser leais, antes de tudo e acima de tudo, a Cristo. Se, ao darmos nossa lealdade a Cristo antes de tudo e acima de tudo, outras lealdades — a pessoas e a coisas — forem rompidas, então terão de ser rompidas.

    Fala-se muito sobre lealdade a coisas. Muitas vezes me disseram o seguinte: “Por que você abandona o navio que está afundando? Só os ratos abandonam o navio que está afundando”.

    Eu nunca abandonarei o navio enquanto o capitão ainda estiver ao leme. Mas se — algo que nunca deveria acontecer — o capitão tiver saído em um bote salva-vidas, eu vou com ele. Se o capitão desistir do navio, eu não ficarei naquele navio.

    Deixem-me colocar isso em termos do Novo Testamento. Se o candeeiro for removido da igreja em Éfeso, eu vou com o candeeiro.

    Deixem-me colocar isso nos termos que nosso querido irmão Watchman Nee usou certa vez. Ele disse que houve um momento na história do povo de Deus em que a arca da aliança e o tabernáculo ficaram separados. Em um lugar estava a arca da aliança, com alguns sacerdotes que adoravam o Senhor; no outro estava o tabernáculo, com todos os seus móveis e utensílios, e com a maior parte do povo.

    Ele perguntou: “Onde você teria adorado?”

    Então disse que, em dias de declínio e afastamento, devemos seguir a arca da aliança e esquecer o tabernáculo. Pois a arca da aliança representa a presença soberana do Deus vivo.

    Aqueles de vocês que estão sempre aqui sabem que nós, sim, cremos na lealdade. Cremos na lealdade uns aos outros. Cremos na lealdade àquilo que Deus nos confiou e nos deu — a fé que de uma vez por todas foi entregue aos santos. Por isso devemos estar preparados para morrer.

    Mas não cremos em nenhuma lealdade a pessoas ou a coisas que tome o lugar da lealdade a Jesus Cristo ou tenha precedência sobre ela.

    A meu ver, chega perto da blasfêmia sugerir que devemos ser leais a outras coisas se isso significar deslealdade a Jesus Cristo.

    A base do corpo de Cristo

    Assim, fomos conduzidos pelo Espírito de Deus a nos firmar sobre a base do corpo de Cristo.

    Na semana passada, quando apresentamos aquelas várias respostas possíveis à pergunta “Por que você está em Halford House?” — cordialidade e comunhão, liberdade do Espírito, bom alimento espiritual, uma medida maior de Cristo ou a vontade de Deus —, dissemos que, embora algumas delas sejam coisas boas, todas estavam, na verdade, erradas como fundamento.

    No fim, escrevemos embaixo uma breve expressão: Porque estou em Cristo. É por isso que estou aqui.

    Porque estou em Cristo, não quero Cristo mais uma denominação. Não quero Cristo mais uma organização, como tal. Não quero Cristo mais alguma coisa. Simplesmente quero estar aqui porque estou em Cristo, e quero abrir os braços para todas as outras pessoas que estão em Cristo, sejam elas quem forem.

    Se estão em Cristo, quero recebê-las assim como Cristo também me recebeu.

    Para dizer isso de maneira mais técnica, nós nos firmamos sobre a base do corpo de Cristo. Porque você e eu estamos em Cristo, estamos no corpo de Cristo. Ele é o Cabeça; nós somos o corpo. Estamos no corpo, unidos ao Cabeça, compartilhando o nome do Cabeça.

    Todos os membros do meu corpo levam o nome de Lance Lambert — o nome de mais ninguém. É o meu nome que compartilham. É por isso que a Escritura fala de você e de mim como membros de Cristo, membros de Seu corpo: membros de Cristo, partes de Cristo.

    Vocês podem ver isso em 1 Coríntios 12:12, Romanos 12:4-5 e 1 Coríntios 6:17-18, entre outras passagens. É isso que você é: alguém que foi salvo pela graça de Deus.

    Não cremos que exista outra justificativa para nos reunirmos separadamente, a não ser essa base. Reunir-se sobre qualquer outra base é tornar-se mais uma divisão. Mas, se pudermos encontrar uma base sobre a qual possamos receber cada crente como crente, sem precisar fazer toda uma lista de perguntas, essa será uma base que põe fim à divisão.

    Se queremos deixar o sectarismo, certamente precisamos encontrar algo que não vá, por sua vez, se dividir, se dividir e se dividir.

    É como a velha história da reunião dos quacres que se dividiu em duas; depois, cada uma das duas se dividiu em duas; e todas aquelas partes tornaram a se dividir, até que, por fim, só restaram a senhora idosa e seu motorista. A caminho da reunião, ela disse: “Sabe, todo mundo é esquisito, menos você e eu — e até você é um pouco esquisito”.

    É assim que podemos acabar. Quando você começa a fazer de uma verdade, ou de uma experiência espiritual diferente da experiência inicial do novo nascimento, a base da comunhão, acaba pensando que todo mundo é estranho.

    A autoridade de Jesus Cristo como Cabeça

    O que significa firmar-se sobre a base do corpo de Cristo, ou sobre a base da igreja, como às vezes dizemos? Nesta noite, vamos nos deter em um ponto, talvez o mais fundamental de todos:

    A autoridade de Jesus Cristo como Cabeça sobre Seu povo, pelo Espírito.

    A autoridade absoluta de Jesus Cristo como Cabeça sobre a igreja.

    Primeiro, observem o termo corpo. Esse termo aparece repetidas vezes no Novo Testamento em referência à igreja.

    Um corpo só é algo vivo, que funciona, se desenvolve e cresce, quando está ligado a uma cabeça. Se você quiser fazer uma experiência, pode cortar a própria cabeça e logo descobrirá. Os corpos morrem no momento em que são separados da cabeça.

    Para que o corpo seja algo vivo, que funciona e atua, ele precisa estar ligado à cabeça. Mais do que isso, precisa obedecer à cabeça. Se houver o menor problema no sistema nervoso entre o cérebro e o corpo, ficamos paralisados.

    Podemos ter a cabeça mais bonita do mundo e os traços mais perfeitos do mundo. Podemos ter o corpo mais bonito do mundo e o melhor físico. Mas, se houver algo errado entre o cérebro e o corpo — entre a cabeça e o corpo —, haverá paralisia.

    A cabeça e o corpo pertencem um ao outro. Precisam um do outro. Pensamos em uma cabeça e um corpo como uma pessoa. Não há ninguém aqui em quem pensemos sem uma cabeça, e não há ninguém aqui sem um corpo. Cada pessoa nesta sala tem uma cabeça e um corpo unidos. Sim, e espero que vocês os usem.

    Efésios 4:15-16 diz:

    Mas, falando a verdade em amor, cresçamos em tudo Naquele
    que é a cabeça, Cristo;
    do Qual todo o corpo, bem ajustado e unido
    por aquilo que cada junta fornece,
    segundo a operação na medida de cada parte,
    efetua o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.

    O corpo se desenvolve, cresce e é edificado em amor. Mas como isso acontece? Acontece quando cada membro de Cristo cresce em direção a Ele como Cabeça. O Cabeça é o fator vital para o funcionamento do corpo. A autoridade de Cristo como Cabeça é o fator vital para o funcionamento da igreja.

    Não pode haver desenvolvimento, funcionamento, crescimento, movimento, manifestação ou expressão de Cristo na igreja até que ela conheça, na experiência, a autoridade de Cristo como Cabeça.

    Isso pode começar de maneira muito simples: dobrando os joelhos diante de Jesus Cristo como Senhor. Não apenas um de nós, mas todos nós — todos prontos para aceitar a autoridade do Senhor Jesus Cristo em qualquer questão e sobre qualquer assunto. Enquanto isso não acontecer, a igreja não poderá funcionar.

    Colossenses 2:19 diz:

    E não se apegando à Cabeça,
    da Qual todo o corpo, suprido e unido
    por meio das juntas e ligamentos,
    cresce com o crescimento de Deus.

    Apegar-se ao Cabeça — não ao corpo. É a partir do Cabeça que todo o corpo cresce com o crescimento de Deus. Não pode haver funcionamento, crescimento, edificação conjunta nem verdadeira comunhão — a comunhão da qual a Bíblia fala, não apenas conversa — até conhecermos o Cabeça e nos apegarmos a Ele.

    Cada um precisa ter um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo, uma linha de suprimento bem definida e desimpedida.

    O apego ao Cabeça em vez do apego ao corpo

    Não experimentamos a igreja tentando nos apegar ao corpo. Não entramos na experiência da igreja dizendo: “Agora preciso tentar me apegar a todas estas pessoas queridas. Preciso tentar me aproximar delas. Preciso tentar concordar com elas. De algum modo, preciso caminhar com elas”.

    Provavelmente foi aí que os Irmãos Exclusivos saíram completamente dos trilhos. Todos se apegaram ao corpo e esqueceram o Cabeça. Aos poucos, todo o corpo se desviou da verdade, até chegar à situação mais triste possível em que se encontram hoje.

    Por mais jovem que você seja, nunca experimentará a vida da igreja ou a comunhão tentando se apegar ao corpo.

    Isso acontece quando nos apegamos ao Cabeça. À medida que mantemos nossa ligação com o Senhor Jesus Cristo como Rei e Mestre absolutamente desimpedida, encontramos o corpo.

    Não é verdade? Cada vez que você dá um passo de obediência, não percebe que está mais perto da igreja? E cada vez que há uma questão não resolvida em sua vida, não se vê em conflito com os santos? Você diz: “Esse pessoal todo!” Você pode criticá-los por isto e por aquilo. Estão errados aqui e errados ali; as reuniões são longas demais; isto está muito ruim, ou aquilo está muito ruim.

    Mas, de repente, você resolve a questão com o Senhor e se sente livre com todos os santos. Por quê? Porque está se apegando ao Cabeça. Você se apega ao Cabeça e encontra o corpo. É simples assim.

    O significado da autoridade de Cristo como Cabeça

    O que queremos dizer com essa expressão, autoridade como Cabeça? Por que a Bíblia fala de Cristo como Cabeça do corpo?

    Associamos a mente, a vontade e a inteligência de uma pessoa à sua cabeça, não é? Quando dizemos que alguém tem uma boa mente, pensamos em sua cabeça. Quando dizemos que alguém tem uma vontade forte, pensamos em sua cabeça. Quando dizemos que uma pessoa é cabeça-dura, queremos dizer que ela não é muito inteligente. Quando dizemos que alguém é cabeça-quente, queremos dizer que sua vontade e seus sentimentos o impulsionam.

    A Bíblia usa esse símbolo da cabeça para dizer que a autoridade, o governo, a liderança e o ensino estão todos inteiramente centrados na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.

    É por isso que lemos a Escritura que diz:

    Não sejais chamados Rabi.

    Mesmo que ele seja um apóstolo, não o chamem de Rabi Fulano. Não o chamem de Pai Fulano. O próprio Senhor Jesus disse:

    Nem sejais chamados mestres.

    Ele é simplesmente “senhor”, no sentido de que é apenas um irmão no Senhor. Vocês são todos irmãos. Têm apenas um Mestre, um Senhor e um Pai.

    Precisamos deixar isto muito claro: não há outra autoridade na igreja além de Jesus Cristo. Não há outro governo na igreja além de Jesus Cristo. Não há outra liderança na igreja além de Jesus Cristo. Não há outro ensino além do ensino de nosso Senhor Jesus Cristo.

    A autoridade de Cristo como Cabeça também fala da supremacia e da centralidade de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é Senhor de tudo.

    A cabeça é suprema no corpo no sentido de que é o centro de comando do corpo. É, por assim dizer, a central telefônica do corpo. Tudo chega à cabeça; tudo parte da cabeça. A cabeça é o centro de operações.

    Assim, o Senhor Jesus Cristo é absolutamente supremo e absolutamente central. Ele é o coração e o centro de tudo.

    Tudo o que não puder dar ao Senhor Jesus Cristo o lugar que Deus Lhe deu precisa ser removido. É por isso que, nos círculos cristãos, o inimigo manobrou para nos colocar em uma posição na qual somos incapazes de abrir mão de tudo o que precisaria sair para que o Senhor Jesus Cristo pudesse ocupar o lugar que Deus Pai Lhe deu.

    Tudo o que não puder dar ao Senhor Jesus Cristo esse lugar de absoluta supremacia e centralidade precisa ser removido. Esse é o padrão pelo qual julgamos tudo.

    Pois o que diz a Palavra de Deus em Colossenses 3:11?

    Cristo é tudo, e em todos.

    Cristo é supremo e central. Se há alguma coisa na qual Ele não pode receber a glória nem ocupar Seu lugar, essa coisa deve estar errada. Pertence a outro domínio, a outro reino, a outra esfera.

    É claro que, nas Escrituras, não é apenas o título Cabeça que está incluído nessa questão de Sua autoridade. Há também os títulos Rei e Senhor.

    O ministério do Espírito Santo

    Alguém pode dizer: “Mas como isso funciona na prática? Não podemos vê-Lo e, com nossos ouvidos físicos, não podemos ouvi-Lo. Você diz que não deve haver outra autoridade, governo, liderança ou ensino além de Jesus Cristo. Isso não é um tanto místico — um tanto abstrato e vago?”

    Esse é justamente o ponto.

    O Pai entronizou o Senhor Jesus Cristo à Sua direita, com todo o poder e autoridade, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. No momento em que o Senhor Jesus tomou Seu lugar à direita do Pai, o Espírito Santo foi enviado.

    O Senhor Jesus disse:

    Se Eu não for, o Consolador não virá a vós;
    mas, se Eu for, vo-Lo enviarei.

    No momento em que o Senhor Jesus Se assentou no trono de Deus, com toda a autoridade e todo o poder no céu e na terra em Suas mãos, o Espírito Santo foi enviado.

    Qual é a obra do Espírito Santo? É tornar práticas, concretas e reais para a igreja a posição, a autoridade, a mente, a vontade e a vida de Jesus Cristo.

    O que aconteceu no dia de Pentecostes? De repente, cento e vinte indivíduos de uma congregação tornaram-se cento e vinte membros de um corpo. Como isso aconteceu? O Espírito Santo veio.

    Ele veio como o som de um vento impetuoso, e depois como fogo. Era como se um grande fogo tivesse descido sobre os cento e vinte; então esse fogo se dividiu, e uma língua de fogo pousou sobre cada membro.

    Um Espírito em cento e vinte. Uma vida em cento e vinte. Um Cabeça tornado real para cento e vinte. Eles se tornaram cento e vinte membros de um único corpo.

    No instante seguinte, Pedro se levantou, e todos os onze se levantaram com ele. Apenas um deles falou, mas os outros estavam tão unidos a ele que todos se levantaram junto com ele. Permaneceram em silêncio enquanto Pedro pregava, mas ficaram ao lado dele o tempo todo.

    O que havia acontecido com aqueles discípulos que viviam discutindo, divididos, desiludidos e decepcionados? Eram os homens que sempre discutiam sobre quem deveria ser o primeiro. Um ano antes, alguns deles talvez tivessem dito: “Quem ele pensa que é?” Se a mãe de Tiago e João estivesse ali, talvez tivesse criado confusão: “Meus filhos são muito melhores do que esse Pedro”.

    Mas, depois do dia de Pentecostes, algo aconteceu. Todos eram um. O Espírito Santo veio.

    Alguém diz: “Ah, isso significa poder. Significa plenitude”. Sim, é claro que significa poder e plenitude, mas essas são coisas secundárias. São vitais tanto pessoal quanto coletivamente, mas o Espírito Santo veio principalmente para tornar real à igreja a posição de nosso Senhor Jesus Cristo — entronizado à direita de Deus, muito acima de todo principado e poder —, para que o corpo se tornasse invencível.

    É na medida em que o Espírito Santo tem liberdade para tornar reais a posição, a autoridade, a mente e a vontade de Cristo que conhecemos a vida e o poder de Deus.

    Cada avivamento na história da igreja, cada grande movimento de Deus que recuperou alguma coisa para Ele, começou com uma nova entronização do Senhor Jesus Cristo pelo Espírito de Deus. Cada retrocesso, cada afastamento e cada declínio começou com a deposição de nosso Senhor Jesus Cristo de Seu trono.

    É por isso que lemos João 16 a respeito do Espírito Santo:

    Há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.

    Quais são as coisas de Cristo? Aquilo que Lhe pertence, Sua autoridade, Seu poder, Sua vida incorruptível de ressurreição.

    O Espírito Santo veio para tornar reais a autoridade, o poder e a posição invencíveis e incorruptíveis de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Se vamos ver alguma coisa acontecer neste mundo no tempo do fim, quando as trevas cobrirem a terra e os espíritos malignos criarem uma atmosfera sufocante de vileza e perversidade, não será por força nem por poder, mas pelo Seu Espírito. A casa de Deus será concluída, e a noiva terá se preparado.

    Se queremos conhecer a mente de Cristo, a vontade de Cristo, a autoridade de Cristo ou a posição de Cristo em qualquer situação, o Espírito Santo está aqui. Ele não está apenas lá em cima; Ele está aqui — nesta sala, neste lugar, nesta comunidade. Sua obra é tornar tudo isso real para nós.

    Não digam que isso é místico, vago ou abstrato. A história desta comunidade viva, ainda que de maneira pobre e lamentável, tem sido simplesmente descobrir a mente e a vontade de Deus vez após vez.

    Afinal, somos o grupo mais estúpido que Deus já reuniu! Alguém disse que, quando cantamos o hino com tanto fervor e significado na semana passada, “Esta alegre chuva”, aquilo era absolutamente verdadeiro. Somos mesmo um grupo terrível.

    Mas aprendemos uma lição simples: que o Senhor Jesus Cristo é o Cabeça e o Senhor de todos nós, e que Sua mente pode ser comunicada a nós pelo Espírito de Deus. Podemos ser o grupo mais tolo do mundo, mas, se tivermos ouvidos para o Espírito, o Senhor fará tudo o que puder para prover o necessário e realizar Seu propósito.

    Os substitutos da autoridade de Cristo como Cabeça

    Isso remove todos aqueles substitutos — aquelas coisas que se tornam substitutos da autoridade de Jesus Cristo como Cabeça e efetivamente impedem sua realização prática.

    Os círculos cristãos, os círculos evangélicos, estão abarrotados de coisas, presentes ou não no Novo Testamento, que efetivamente paralisam e impedem a expressão prática da autoridade de Jesus Cristo como Cabeça. Mesmo com toda a devoção do mundo, o Senhor não consegue fazer prevalecer Sua vontade. Podemos ser devotados, mas Ele não consegue fazer prevalecer Sua vontade.

    Quais são essas coisas? A escolha e a nomeação humanas. Quando penso no que acontece nos bastidores — indicações, eleições e tudo o mais —, é inacreditável. Conselhos, comissões, diretorias e assim por diante.

    Lembro-me de que, logo depois de ser salvo, ouvi Lindsay Glegg dizer: “Juntem as cabeças de doze homens e vocês produzirão um cabeça-oca”. É verdade demais, não é?

    Certa vez, perguntaram a ele como a obra da qual participava era administrada e que tipo de comissão tinham. Ele disse: “Ah, temos uma comissão extraordinária. É limitada a três; está sempre reunida; Eles são sempre um; e fazem tudo: o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.

    O fato é que todas essas coisas podem estar certas ou erradas, podem ser do Novo Testamento ou não. Mas se — e eu sublinho o se — elas se tornarem substitutos da realização prática da autoridade de Cristo como Cabeça, estarão erradas.

    Assembleias administrativas da congregação, presbitérios, diaconatos, estruturas do Novo Testamento — se colocarem suas próprias cabeças no lugar de Jesus Cristo como Cabeça, estarão errados.

    O ponto que precisamos afirmar enfaticamente é este: sejam essas coisas corretas e bíblicas ou não, se elas se tornarem um substituto da autoridade de Cristo como Cabeça, do governo de Cristo, da mente de Cristo ou da vontade de Cristo, não serão apenas inteiramente erradas; serão um mal pernicioso.

    Isso pode chocar alguns, mas eu o digo diante de Deus. Por quê? Porque elas não apenas impedem Cristo; elas contradizem a ordem de Deus e substituem o pensamento de Deus pelos pensamentos humanos.

    Não há mal mais pernicioso entre os evangélicos do que esse impedimento completo da vontade e da mente de Deus. Pode haver zelo, devoção, amor e sacrifício da parte de muitos crentes, mas, no centro de tudo, tudo está paralisado.

    Para mim, esse é o principal objetivo do diabo: por todos os meios, até mesmo por coisas bíblicas, separar a igreja de seu Cabeça, impedir a realização do pensamento de Deus e paralisar o corpo.

    A oração e a expressão prática da autoridade de Cristo

    A autoridade de Cristo como Cabeça, em sua expressão prática, significa muita oração. Talvez isso explique, a alguns de vocês que são jovens, por que fazemos isso com tanta frequência.

    Muita oração — não muitas palavras, mas um espírito de oração.

    Por quê? Porque é assim que encontramos a mente de Cristo. Quando nos ajoelhamos, quando inclinamos nossas cabeças diante Dele como Cabeça, quando consultamos o Senhor e buscamos Sua face para receber sabedoria e entendimento a respeito de Sua mente, Ele nos concede isso.

    Por meio de Sua Palavra, pelo Seu Espírito, Ele nos dá entendimento de Sua mente.

    Isso significa muita oração coletiva. Não me refiro apenas a uma reunião na qual são feitos muitos pedidos: “Deus abençoe Fulano na Indonésia; Deus abençoe Fulano no Brasil; Deus abençoe a grande reunião em Londres amanhã à noite; Deus abençoe a perna da irmã Annie e a cure”.

    Essas coisas podem estar certas, mas não é desse tipo de oração que estou falando. Refiro-me ao tipo de reunião de oração que é um encontro com Deus na sala do trono.

    Estamos no Santo dos Santos, consultando o Senhor acerca de Sua vontade e de Sua mente. Certamente, se o Senhor é o Cabeça e o Espírito Santo foi dado, Ele quer que sejamos práticos e concretos em nossa atitude. Certamente Ele quer que nos ajoelhemos e digamos: “Senhor, o que devemos fazer a respeito desta situação?”

    Não se trata de juntarmos todas as nossas cabeças e considerarmos suficiente a soma de tudo o que sentimos, mas de perguntar: “O que o Senhor diz?” Será que Ele pode comunicar Seu sentir e Sua vontade por meio de todos nós?

    Em qualquer comunidade que se firme sobre a base do corpo de Cristo, deve haver uma recusa em fazer qualquer coisa sem primeiro consultar o Senhor. Não é algo que o Senhor zela para preservar? Se fizermos alguma coisa sem primeiro perguntar a Ele, estaremos em perigo.

    Vocês podem percorrer todo o Antigo Testamento e encontrar isso confirmado em um episódio após outro, e o mesmo é verdade no Novo Testamento.

    Se fazemos as coisas porque essa é a maneira normal, porque essa é a prática tradicional ou institucional, ou mesmo porque encontramos algo na Palavra e pensamos que deve ser assim que se faz, podemos cometer um erro. Nós mesmos cometemos erros desse tipo.

    Certa vez, tínhamos toda aquela antiga estrutura — uma estrutura realmente boa, do Novo Testamento. Não era possível encontrar falhas nela, mas estava tudo errado.

    O Senhor não quer que tenhamos apenas uma pequena planta pendurada na parede, para que, sempre que alguma coisa der errado, olhemos para ela. Ele quer um povo em contato com Ele, para que possa Se comunicar com esse povo e transmitir-lhe o que realmente está em Sua mente.

    Deve haver uma recusa em fazer qualquer coisa sem primeiro consultar o Senhor, e uma disposição para orar e esperar Nele até termos certeza de que Ele está mostrando a todos nós qual é Sua mente.

    Esperar — isso é a autoridade de Cristo como Cabeça.

    Se o Senhor diz: “Vão”, nós vamos. Se Ele diz: “Fiquem”, nós ficamos. Se Ele diz: “Esperem”, nós esperamos. Se Ele diz: “Não façam nada”, não fazemos nada. É assim que agimos.

    Vocês creem que o Senhor Jesus Cristo está vivo? Creem, sim — vocês são cristãos. Creem que Ele é Rei dos reis e Senhor dos senhores? Creem que Ele está à direita de Deus Pai, da Majestade nas alturas?

    Então não acham que o Espírito Santo, a Quem Ele enviou, tornaria reais em todos nós juntos, coletivamente, essa vontade e essa mente? Pensem nisso.

    Por que algum homem deveria ocupar o lugar de Cristo e nos dizer o que ele pensa?

    Não temos nada contra alguém fazer sugestões. Todos são livres para fazer sugestões e dar opiniões, desde que todos se curvem ao senhorio absoluto de Jesus Cristo em última análise.

    A ação executiva em nome de Cristo

    A autoridade de Cristo como Cabeça não significa apenas muita oração; significa que podemos tomar medidas efetivas em nome de nosso Cabeça. Isso é maravilhoso.

    Podemos agir de maneira executiva em nome de Cristo, para que a vontade e a Palavra de Deus se realizem.

    Ai de qualquer comunidade que venha para aquilo que chamamos de base do corpo de Cristo se, no fim, não souber agir de maneira executiva em nome de Cristo. Ela será arruinada.

    É por isso que o Senhor disse em Mateus 16:18-19:

    Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja;
    e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
    Dar-te-ei as chaves do reino dos céus:
    e tudo o que ligares na terra
    será ligado nos céus;
    e tudo o que desligares na terra
    será desligado nos céus.

    Em outras palavras: “Pedro, se esta igreja há de ser edificada apesar de sua natureza impetuosa, tão pouco semelhante a uma rocha, você tem as chaves”. Vocês acham que o Senhor confiaria as chaves do reino a pessoas como nós?

    Mas, se a igreja não está sendo edificada sobre a rocha, é porque não estamos usando as chaves. As chaves são dadas à igreja.

    Considerem Mateus 18:19-20:

    Também vos digo
    que, se dois de vós concordarem na terra
    acerca de qualquer coisa que pedirem,
    isso lhes será feito por Meu Pai, que está nos céus.
    Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome,
    aí estou Eu no meio deles.

    Isso é ação executiva em nome do Senhor Jesus Cristo.

    Ouçam também João 14:12-14:

    Em verdade, em verdade vos digo:
    aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço;
    e fará obras maiores do que estas;
    porque Eu vou para o Pai.

    E tudo quanto pedirdes em Meu nome,
    isso farei,
    para que o Pai seja glorificado no Filho.
    Se pedirdes alguma coisa em Meu nome,
    isso farei.

    O Senhor alimentou cinco mil em um lugar e quatro mil em outro. Pregou o Sermão do Monte a enormes multidões. No entanto, ao fim de Sua vida terrena, a comunidade que realmente O seguia quase podia ser contada: eram cento e vinte.

    Mas, no dia de Pentecostes, Pedro se levantou com os onze e pregou o que um grande teólogo chamou de um dos sermões mais terríveis da história — um tanto desconexo —, e três mil pessoas foram salvas ali mesmo e batizadas.

    Fareis obras maiores do que estas.

    Em Atos 1:1, Lucas escreveu:

    Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo,
    acerca de tudo o que Jesus começou a fazer e a ensinar.

    Vocês já notaram essa palavra, começou? Lucas está dizendo, na verdade: “Vou escrever a segunda parte da minha obra. A primeira parte, o Evangelho segundo Lucas, foi aquilo que Jesus começou a fazer e a ensinar. A segunda parte, Atos, é aquilo que Jesus continuou a fazer e a ensinar”.

    Como Ele continuou a fazer e a ensinar? Ele fez isso por meio de Seu corpo.

    Lucas e Atos são dois volumes de uma única obra. Poderíamos dar a eles o título de O Novo Homem, Parte Um e Parte Dois:

    1. Jesus Cristo, o Cabeça.
    2. Jesus Cristo, o Cabeça e o Corpo.

    Ação executiva.

    Nas notas, vocês encontrarão duas referências, entre muitas em Atos, à ação executiva. Uma é quando Pedro, acompanhado de João, disse ao homem coxo:

    Não tenho prata nem ouro;
    mas o que tenho, isso te dou.
    Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, anda.

    E ele se levantou e andou.

    A outra é quando os apóstolos haviam sido presos, saíram milagrosamente e voltaram para os seus. Encontraram-nos orando. Que reunião de oração tiveram — e foi uma oração executiva. Não disseram apenas: “Por favor, por favor”. Disseram:

    Senhor, estende a Tua mão para curar;
    e para que se façam sinais e prodígios
    pelo nome do Teu santo Servo Jesus.

    O lugar foi abalado, e todos ficaram cheios do Espírito Santo. Isso é evidência de ação executiva.

    O lugar da liderança humana

    Por fim, precisamos compreender o lugar correto do ser humano sob a autoridade de Jesus Cristo como Cabeça. Dissemos muita coisa sobre o que está errado: escolha humana, nomeação humana, conselhos, comissões, diretorias. Alguns podem dizer: “Ora, meu Deus, isso é um pouco extremo, não é? Ele eliminou tudo. O que vamos ter?”

    Procurei incluir os ses. Eu disse: “Se essas coisas se tornarem substitutos da autoridade de Jesus Cristo como Cabeça”.

    Na igreja, a autoridade de Jesus Cristo como Cabeça alcança diretamente cada crente. Você não precisa de um mediador, de um sacerdote nem de qualquer outra coisa. Pode ir diretamente ao Senhor Jesus Cristo.

    Ouçam aquelas palavras maravilhosas:

    Vós tendes a unção.

    Onde está a unção? Sobre o Cabeça — sobre a cabeça de Jesus Cristo. Vocês têm uma unção que vem do Santo. Sua unção sobre o Cabeça chega até vocês e permanece em vocês.

    Isso significa que podemos abandonar o ensino ou desprezar alguém que tem um ministério de ensino? Não, é claro que não. Mas significa que você não precisa receber mecanicamente instruções sobre o que é certo e errado. Você tem o Espírito Santo dentro de si. Tem uma unção dentro de si. Tem uma ligação direta com o Cabeça.

    Você não precisa depender do clero para lhe dizer: “Isto está certo” e “Aquilo está errado”, enquanto fecha os ouvidos e se recusa a pensar. Isso está completamente errado.

    Olhem o contexto de 1 João 2 e verão isso imediatamente. Vocês sabem o que é erro. Sabem o que é falso. Sabem o que é anticristo.

    Individualmente, há o senhorio direto de Jesus Cristo sobre cada um de nós: o apego ao Cabeça.

    Colossenses 2:19 é pessoal. Fala, no singular, do homem que tem uma mente carnal: ele não se apega ao Cabeça. Cada um de nós deve apegar-se diretamente ao Cabeça.

    Não devemos receber nossa direção da igreja. Devemos receber nossa direção do Cabeça e colocá-la à prova na igreja.

    É por isso que, se vocês não nos pedirem que levemos à comunidade algum assunto pessoal para oração, não o levamos. Não pensem que podem demonstrar humildade e modéstia dizendo: “Não quero que meus pequenos assuntos sejam levados à igreja”. Se vocês não quiserem que sejam mencionados, nunca os mencionaremos, porque respeitamos esse direito.

    Mas, se vocês vierem e nos pedirem, nós os levaremos à igreja. Nunca diremos nada a vocês até termos certeza de que receberam algo do Senhor, porque não estamos aqui para dirigir vocês quanto ao que devem fazer. Estamos aqui para que possam verificar se aquilo que receberam do Cabeça está correto — talvez para poupá-los de um erro ou de uma queda.

    No entanto, embora Sua autoridade como Cabeça alcance diretamente cada crente, ela não é confiada a cada crente como encargo. Há uma diferença. Ela alcança diretamente cada crente, mas não é confiada a cada crente como encargo.

    Há certas pessoas na igreja, capacitadas, qualificadas, escolhidas por Deus e designadas por Deus, nas quais a autoridade de Jesus Cristo como Cabeça é confiada e expressa. Elas representam o governo do Senhor na igreja.

    Considerem 1 Timóteo 5:17:

    Os presbíteros que governam bem
    sejam considerados dignos de dupla honra,
    especialmente os que trabalham na palavra e no ensino.

    Observem a palavra governam, não apenas aconselham. É uma palavra forte.

    Depois, 1 Timóteo 4:14:

    Não desprezes o dom que há em ti,
    o qual te foi dado por profecia,
    com a imposição das mãos do presbitério.

    Esse é o corpo de presbíteros: os anciãos, o presbitério.

    E 1 Pedro 5:1-3:

    Aos presbíteros que estão entre vós, exorto eu,
    que sou também presbítero com eles,
    e testemunha dos sofrimentos de Cristo,
    e participante da glória que há de ser revelada:
    apascentai o rebanho de Deus que está entre vós,
    exercendo a supervisão,
    não por constrangimento, mas voluntariamente, segundo a vontade de Deus;
    nem por torpe ganância, mas de boa vontade;
    nem como dominadores sobre os que vos foram confiados,
    mas tornando-vos exemplos para o rebanho.

    Há governo e supervisão, mas não domínio sobre os outros. Não sejam empurrados para isso por falsa modéstia, mas assumam-no voluntariamente, segundo a vontade de Deus. E não o façam por dinheiro.

    Depois, Hebreus 13:17:

    Obedecei aos que vos governam e sujeitai-vos a eles:
    porque velam por vossas almas,
    como aqueles que hão de prestar contas;
    para que o façam com alegria, e não com tristeza:
    porque isso não vos seria proveitoso.

    Um dia, o Senhor perguntará aos presbíteros de cada comunidade a respeito de cada pessoa que estava no rebanho.

    Há certos homens escolhidos por Deus, preparados por Deus e designados por Deus que são chamados de presbíteros na igreja local. Vocês encontrarão nas notas que bispos e presbíteros são termos sinônimos. Sempre havia uma pluralidade de bispos em uma igreja do Novo Testamento.

    Por exemplo, Filipenses 1:1 se dirige à igreja em Filipos:

    Com os bispos e diáconos.

    Na igreja local, essa autoridade de Jesus Cristo como Cabeça é confiada aos presbíteros, ou bispos.

    Entre as igrejas, ela é confiada àqueles que chamamos de apóstolos ou profetas. Vocês encontrarão referências sobre isso nas notas.

    As pessoas me dizem: “Certamente os apóstolos deixaram de existir. Não desapareceram depois da igreja primitiva?” É claro que os doze apóstolos foram únicos, e depois temos Paulo, que foi único. Algumas pessoas dizem que Paulo deveria ter sido o décimo segundo no lugar de Judas, e que foi um erro colocar Matias em seu lugar. Talvez; talvez não.

    Mas como vocês explicam Apocalipse 2:2, que diz:

    Puseste à prova os que se dizem apóstolos
    e não o são,
    e os achaste falsos.

    Todos conheciam os doze apóstolos. Como algumas pessoas poderiam andar por aí afirmando ser apóstolos se não houvesse outros apóstolos? Como vocês explicam Timóteo? Como explicam Silvano?

    Existe autoridade apostólica ainda hoje. É simplesmente uma autoridade que vai além da igreja local.

    Pedro era tanto apóstolo quanto presbítero. João se chamava de “o presbítero”, mas também era apóstolo. Era presbítero em uma igreja local e apóstolo quando estava entre as igrejas.

    Mas deixemos isso por um momento. O que podemos dizer é isto: é absolutamente essencial que esses homens tenham um caráter verdadeiramente espiritual.

    Eles devem ser:

    • Escolhidos por Deus;
    • Alcançados por Deus;
    • Preparados e treinados por Deus;
    • Designados e capacitados por Deus.

    Há duas coisas essenciais em qualquer pessoa que participe da expressão prática da autoridade de Jesus Cristo como Cabeça, seja no presbitério ou de qualquer outra maneira:

    1. A cruz deve ser o princípio de todo o seu serviço.
    2. Ela deve conhecer o Espírito.

    Se um homem não conhece algo do quebrantamento da cruz, não pode ser presbítero nem exercer qualquer outra função. Caso contrário, nossas cabeças ficam no lugar Dele como Cabeça. Se a cruz não operar, usamos nossas cabeças em vez de nos submetermos a Ele. Não conseguimos evitar; é natural que todos nós usemos nossas próprias cabeças.

    Sei que isso contraria muito do que lhes ensinam na escola, mas, se não conhecermos a cruz, usaremos nossas cabeças da maneira errada. O tempo todo, colocamos nossas cabeças no lugar de Cristo como Cabeça. Temos boas intenções, mas não conseguimos evitar.

    Somente quando a cruz nos quebranta é que, embora continuemos a usar nossa inteligência e nossa mente, nos curvamos à autoridade de Jesus Cristo como Cabeça. Somos Seus servos inteiramente sujeitos a Ele.

    No entanto, não se trata apenas da cruz. Seria terrível estar apenas quebrantado no sentido negativo, pronto para se curvar e se submeter, mas sem o poder do Espírito de Deus para conhecer a mente de Deus. Pelo Espírito conhecemos as coisas de Deus — até mesmo as profundezas de Deus.

    Aqueles que exercem o presbitério, o ministério apostólico ou qualquer outro serviço dessa maneira devem conhecer o Espírito de Deus em medida crescente. É por isso que os escolhidos por Deus devem ser cheios do Espírito.

    O testemunho do Livro de Atos

    Precisamos terminar. O Livro de Atos é a ilustração perfeita de tudo o que eu disse sobre a autoridade de Jesus Cristo como Cabeça, do começo ao fim. É o Senhor entronizado que atua ao longo de todo o livro. É Ele Quem trata com Ananias e Safira e com todos os outros.

    Que quadro maravilhoso da autoridade de Jesus Cristo como Cabeça na igreja. Por toda parte, o resultado são igrejas — igrejas por todo o mundo e império romanos, até mesmo na própria Roma.

    Roma caiu, mas a igreja ainda está aqui. Não é impressionante?

    Há também dois testemunhos na imposição de mãos. Sempre que impomos as mãos sobre alguém, expressamos a autoridade de Jesus Cristo como Cabeça. Quando você é batizado, impomos as mãos sobre você. Isso significa que você está sob o Cabeça; está no corpo sob o Cabeça. É uma bela imagem.

    Quando alguém parte, impomos as mãos sobre essa pessoa, e ela parte. Estamos dizendo: “Esta pessoa é parte do corpo sob o Cabeça. Até logo. Você continua no mesmo corpo. Não está deixando o corpo; está indo do corpo para o corpo. Está indo com o Cabeça”.

    Mesmo quando as pessoas estão doentes e os presbíteros impõem as mãos sobre elas, isso é um testemunho do Cabeça ressurreto, que é ungido para fazer qualquer coisa, até mesmo expulsar a enfermidade, se necessário.

    Tudo isso está na Palavra, e vocês podem perguntar ao Senhor a respeito. É um testemunho exatamente disto: da autoridade de Jesus Cristo como Cabeça. Como um irmão disse certa vez: “Depois que você enxergar isso, usaria um milhão de chapéus empilhados uns sobre os outros. É tão glorioso”.

    Uma visão de unidade espiritual

    Agora ouçam esta breve citação. É de uma carta particular escrita pelo falecido reverendo Evan Hopkins, um dos fundadores de Keswick. Evan Hopkins foi pastor aqui em Richmond há cem anos.

    Tenho uma visão do tipo de reuniões que serão realizadas no futuro próximo. O povo de Deus se reunirá, não tanto para o derramamento do Espírito Santo sobre o mundo, mas para a manifestação de Seu poder na igreja e por meio dela.

    Eles se reunirão, não tanto com o propósito de experimentar sua união em Cristo, mas de buscar sua unidade no Espírito.

    Eles se reunirão não apenas em um mesmo lugar, mas verdadeira e efetivamente em um só acordo. Então haverá não apenas união — isto é, uma só vida —, mas unidade, um só coração.

    Que se chegue a esse ponto, e a demonstração do poder do Espírito Santo será vista. Eles se reunirão buscando o Espírito Santo, não como se Ele estivesse ausente, mas como Alguém verdadeiramente presente no meio deles, Alguém que está esperando para manifestar Seu poder.

    Essa é a visão que me parece ter do que não está distante: do caráter das reuniões que serão realizadas em conexão com a oração por um avivamento mundial.

    O Espírito Santo, que está na igreja e que é entristecido e impedido em Sua obra pela falta dessa unidade entre os crentes, então manifestará Seu poder por meio da igreja e operará poderosamente entre os não salvos.

    Existem apenas algumas cópias dessa carta. Vocês sabem a quem ela foi escrita? Foi escrita a uma senhora que morava em uma casa bem em frente daqui. Foi escrita a ela durante o período em que morava em Richmond, quando estava participando de uma grande conferência no norte da Inglaterra: a senhora Penn-Lewis.

    Não é impressionante? Muitas vezes me pergunto se a senhora Penn-Lewis orou pela antiga escola de arte quando via as pessoas subindo a rua e entrando aqui. De certa maneira, é impressionante.

    Oração final

    Vamos orar juntos?

    Amado Senhor, Tu conheces toda a fraqueza em nossa vida em conjunto como povo, e em nós individualmente, nesta questão de Tua autoridade como Cabeça. Mas, Senhor, nós realmente queremos que Tu sejas Senhor.

    Sabemos, Senhor, pela pouca experiência que temos tido, que a maior glória, o maior poder, a maior vida e a maior plenitude vêm de estar em contato Contigo, fazer Tua vontade e obedecer a Ti.

    Senhor, ensina-nos Teu caminho. Acima de tudo, opera tanto em nós, Senhor, que estejamos prontos para fazer Tua vontade — prontos para verdadeiramente fazer Tua vontade juntos.

    Assim, Senhor, nós Te agradecemos. Se houve alguma coisa difícil de entender para alguém, ó Pai, pelo Teu Espírito Santo revela e ilumina. Pedimos isso em Seu nome. Amém.