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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Challenge Of Living In God's Blessing © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Challenge Of Living In God's Blessing
    The Challenge Of Living In God's Blessing
    Graham, Mac

    O desafio de viver na bênção do Senhor

    Oração inicial

    Vamos fazer mais uma oração.

    Senhor, nós Te agradecemos porque podemos conhecer-Te, pois, em Teu grande amor, Tu Te deste a conhecer a nós. Senhor, ao participarmos desta mesa nesta manhã, ao nos lembrarmos de Ti, reconhecemos que Tu desejavas dar-Te a conhecer a nós. Esse desejo era tão intenso que Te levou à morte, e morte de cruz.

    Senhor, ao nos voltarmos para a Tua Palavra nesta manhã, também sabemos quanto desejas dar-Te a conhecer a nós. Nós nos entregamos a Ti, tanto para falar como para ouvir, para que, pela capacitação do Teu Espírito Santo, possamos conhecer-Te — não como uma palavra meramente escrita, mas como a própria Palavra viva de Deus revelada a nós.

    Senhor, guarda-nos das distrações. Guarda-nos de pensar em coisas que tentem roubar a Tua glória. Nós nos entregamos a Ti hoje, para que possas falar o que desejas, para que possamos ouvir e para que a Tua Palavra tenha espaço para operar em nossa vida. Em nome de Jesus, amém.

    As bênçãos do povo de Deus

    Estive pensando nesta semana: será que realmente paramos para contar nossas bênçãos? Há um cântico antigo chamado “Conta as bênçãos”: “Conta-as uma a uma e vê as maravilhas que Deus fez”. Ficamos tão envolvidos em seguir a vida que, muitas vezes, simplesmente não paramos para contar as bênçãos.

    Nós, como povo de Deus, somos tremendamente abençoados. Participar desta mesa nos lembra da salvação — uma salvação tão grande, um amor tão grande que nosso Senhor teve por nós. Conhecemos a bênção de ter os pecados perdoados, ou isso se tornou algo comum para nós: “Ah, meus pecados estão perdoados”? Há uma bênção nisso, irmãos. Quando refletimos sobre o tormento dos pecados não perdoados, percebemos novamente a bênção do perdão.

    Há a bem-aventurança da comunhão, a alegria de estarmos juntos e a bênção de fazermos parte do corpo de Cristo. Há também a bênção de viver neste país. Não vou fazer um discurso patriótico, mas somos abençoados. De modo geral, vivemos em segurança. Temos um sistema educacional razoável, liberdade para nos reunir e adorar, e liberdade para nos reunir nas casas. Que bênção!

    Temos liberdade de escolha na educação. Quem quer educar os filhos em casa pode fazê-lo; quem quer frequentar a escola pública também pode. São tantas as bênçãos que temos no Senhor. Somos abençoados com coisas materiais — boas casas e roupas.

    Mas o que essas bênçãos produzem em nós? Ao considerarmos todas as bênçãos que temos, elas geram em nós um coração de adoração, reverência e gratidão Àquele que abençoa? Ou, sutilmente, passamos a tratá-las como algo garantido e quase começamos a exigi-las?

    Ao longo das Escrituras, vemos essa tendência em nós de esquecer Aquele que abençoa e nos concentrar na bênção. Isso não é novidade. Quem foi um dos seres mais abençoados de toda a criação? Belo em todo o seu esplendor, conduzindo os anjos em adoração e reverência, o querubim ungido na própria presença de Deus — o filho da alva. Não conseguimos sequer começar a compreender a bênção que ele possuía.

    Mas ele se distraiu com a própria bênção. Lúcifer se tornou Satanás, o diabo. Pensem em Adão e Eva no jardim. Aquilo, sim, era uma bênção — nós o chamamos de paraíso. Era a bênção do Senhor, mas eles tiraram os olhos Daquele que abençoa.

    É isso que quero que paremos para considerar nesta manhã: à luz de todas as bênçãos que temos, elas estão nos conduzindo ao Senhor ou nos distraindo Dele? Poderíamos chamar este ensino de “O desafio de viver na bênção do Senhor”.

    A princípio, isso pode soar estranho. Talvez digamos: “É ótimo viver na bênção. Não há problema algum nisso”. Mas, quando olhamos para as Escrituras, vemos que aqueles que viviam na bênção muitas vezes se desviavam um pouco. A própria bênção se tornava uma pedra de tropeço, porque seus olhos se afastavam Daquele que abençoa.

    A transfiguração e a resposta à bênção

    Gostaria que examinássemos um relato do Novo Testamento. Ele aparece nos três Evangelhos históricos, mas gostaria que o considerássemos no Evangelho de Marcos. Os discípulos experimentaram uma bênção tremenda no episódio da transfiguração.

    Marcos 9:1-8

    E Ele lhes dizia: Em verdade vos digo que alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam o reino de Deus, depois de haver chegado com poder.
    Seis dias depois, Jesus tomou Consigo Pedro, Tiago e João e os levou, a sós, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles;
    E Suas vestes se tornaram resplandecentes e extremamente brancas, como nenhum lavandeiro na terra as poderia alvejar.
    E apareceu-lhes Elias com Moisés; e conversavam com Jesus.
    E Pedro, respondendo, disse a Jesus: Rabi, bom é estarmos aqui; façamos três tabernáculos: um para Ti, um para Moisés e um para Elias.
    Pois não sabia o que responder; porque estavam aterrorizados.
    Então se formou uma nuvem que os envolveu, e da nuvem veio uma voz: Este é o Meu Filho amado; ouvi-O.
    E, de repente, olhando ao redor, não viram mais ninguém com eles, senão somente Jesus.

    É difícil imaginar a glória e a bênção que esses três discípulos experimentaram. O Senhor os levou ao monte, e não vamos considerar nesta manhã o significado da transfiguração em si. Em vez disso, queremos observar a resposta dos discípulos — como lidaram com essa bênção.

    Eles foram separados para estar com o Senhor e O viram transfigurado. Sua glória, majestade e poder se manifestaram. Esse acontecimento marcou toda a vida e o ministério deles. João começou seu Evangelho com este testemunho:

    E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

    João havia contemplado Sua glória. No fim de sua vida, em 2 Pedro, Pedro escreveu sobre o esplendor e a majestade daquela palavra profética confirmada. Tiago veio a se tornar mártir. Essa experiência tomou conta deles, e viveram sua vida para Ele.

    É difícil até mesmo compreender a glória daquele monte. Era como se o Senhor tivesse removido o invólucro terreno, e toda a glória e todo o esplendor viessem à tona. A brancura era indescritível. Então Pedro pronunciou aquelas palavras tão conhecidas: “Senhor, bom é estarmos aqui”.

    Pedro estava vivendo o desafio da bênção do Senhor. Como de costume, abriu a boca um pouco cedo demais. Mas Pedro aprendeu com isso, como vemos em sua vida. Ele não lidou corretamente com a situação, mas, louvado seja o Senhor, irmãos e irmãs, nós também podemos não lidar corretamente com as situações. Ainda assim, Ele sempre quer que aprendamos com elas.

    Acho que muitas vezes aprendemos mais com nossos erros, nossas trapalhadas e nossa mania de falar o que não devemos do que nos protegendo e tentando parecer santos e espirituais. Gosto muito de Pedro porque ele não tinha medo de fazer papel de bobo. O problema de muitos de nós — e reconheço isso em minha própria vida — é que nos protegemos demais. Não estamos dispostos a ser vulneráveis nem a ser loucos por Cristo. Mas o Senhor diz: “É assim que vocês aprendem de Mim”.

    O eu e o perigo das coisas boas

    Há algumas coisas interessantes nesse relato. Primeiro, o inimigo não é mencionado. O diabo não é mencionado. O que aparece é uma reação do eu — uma ação que parte do próprio eu.

    Se pensarmos no eu em nossa vida, ele é o inimigo número um de Deus. Às vezes damos crédito demais ao diabo. O eu é o maior inimigo. É a carne não crucificada que dá ao diabo uma via de acesso para entrar e nos atacar. O diabo não é mencionado aqui, mas vemos a atuação do eu.

    Segundo, o mal não é mencionado. Só há coisas boas presentes. Todas as distrações aqui são boas. Este é um relato em que o bom se torna inimigo do melhor. Pedro se distraiu com Moisés e Elias, e eles eram bons. Mas a maneira como lidou com a situação o distraiu do Senhor, e Deus precisou intervir e dizer: “Contemplem Meu Filho”.

    O ponto central é o desafio de viver na bênção do Senhor. Observem as primeiras palavras de Pedro: “Bom é estarmos aqui”. Era bom que ele estivesse ali, e era maravilhoso que o Senhor o quisesse ali. Mas Pedro havia invertido as coisas.

    Ele era judeu, e, entre os judeus, as figuras mais honradas do Antigo Testamento eram Moisés e Elias. Pedro deve ter pensado: “Nossa, aqui estou eu — não apenas com Jesus, mas com Moisés e Elias”. Ele perdeu de vista o fato de que o Senhor os havia levado ali para lhes ensinar e mostrar algo. Pedro inverteu as coisas, colocando-se apenas na posição de quem recebe.

    Quando o Senhor nos abençoa, sim, devemos receber essas bênçãos e agradecer a Ele por cada uma delas. Não saiam daqui pensando que estou dizendo que não devemos agradecer ao Senhor pelas bênçãos. Eu receberei toda bênção que o Senhor tiver, e quero cada vez mais delas. Mas esse não é o fim.

    Por que somos abençoados? Somos abençoados para que Sua vida possa viver em nós e realizar uma obra transformadora. Também somos abençoados para que possamos ser uma bênção para os outros. O que recebemos do Senhor opera em nós, mas depois flui para os outros como uma corrente contínua de vida.

    Muitas vezes, quando somos abençoados, levamos nosso pequeno tesouro para casa, nos concentramos nele e ficamos desfrutando de nossa pequena bênção. Mas o Senhor diz: “Sim, quero que você seja abençoado, mas quero que essa bênção flua por meio de você para os outros”.

    No ano passado, ouvi um irmão falar sobre como a Palavra do Senhor opera em nossa vida. Quando Sua presença está conosco e recebemos a bênção do Senhor, nós a recebemos; depois, respondemos a ela. Permitimos que ela realize em nossa vida a obra para a qual foi dada. Então a transmitimos aos outros, permitindo que a vejam em nossa vida.

    Podemos receber tanta coisa. Podemos receber a bênção e permitir que ela opere em nós, mas depois ela precisa ser transmitida. Devemos ser luz. A luz do testemunho precisa brilhar. O Senhor está realizando uma obra de transformação em nós para que sejamos um testemunho no mundo de hoje.

    Qual é o instrumento mais eficaz para anunciar o evangelho? No livro de Atos, pessoas que não conheciam o Senhor viam algo nos crentes e diziam: “Eu quero isso”. É uma tragédia no cristianismo de hoje que, quando as pessoas olham para nós, muitas vezes não vejam nada que desejem. Isso é triste. Parte meu coração perceber quão pouco da vida do Senhor deixo transparecer às pessoas ao meu redor. Não há essa atração.

    Que o Senhor nos liberte de maneira ainda maior para transmitir Sua vida. Isso acontece quando respondemos ao que Ele fez e permitimos que a cruz opere em nós.

    A transformação mediante a resposta

    Há um pequeno coro muito bonito que termina assim: “Sou transformado na presença do Deus santo”. Gosto muito dele, mas isso me fez pensar: será que é realmente verdade? É bíblico?

    Somos transformados simplesmente por estar na presença do Deus vivo? Se examinarmos as Escrituras, conseguimos mencionar uma pessoa que tenha sido transformada apenas por estar em Sua presença? Não consegui encontrar ninguém que tenha sido transformado simplesmente por estar ali.

    Lúcifer estava em Sua presença. Adão e Eva estavam em Sua presença. Judas estava em Sua presença. Até aqueles que caíram diante Dele não foram necessariamente transformados. João caiu em adoração e reverência em Apocalipse, mas os guardas que vieram prender o Senhor também caíram quando Ele disse: “Sou Eu”. Foram transformados? Isso não está registrado.

    O simples fato de estar em Sua presença não nos transforma. É preciso que algo aconteça entre nós e Ele enquanto estamos em Sua presença. Sua presença é o ambiente em que essa transformação pode começar a ocorrer, à medida que permitimos que Sua vida opere em nós e respondemos à Sua vida.

    Talvez pensemos: “Se eu puder simplesmente estar em Sua presença, será maravilhoso. Posso estar em uma reunião”. As reuniões são boas, e devemos participar delas. Mas o simples fato de estar em uma reunião, de estar em um lar cristão ou de visitar a casa de outro crente não nos transformará, a menos que respondamos à Sua vida — a vida que nos chama a ser conformados à Sua imagem.

    A presença é a bênção, mas a bênção não é o fim. Ela está ali com um propósito: a presença de Deus operando em nossa vida para nos transformar e nos conformar à Sua imagem. É isso que Ele busca em um povo hoje — não apenas saber a Seu respeito ou ter uma experiência com Ele, mas permitir que essa experiência opere em nós.

    A tendência à acomodação

    O que Pedro faz? Ele diz: “Senhor, isso é tão maravilhoso. Vamos fazer três tendas”. Mais uma vez, era Pedro tomando a iniciativa de fazer algo. O Senhor não havia pedido que ele fizesse isso.

    Para que serve uma tenda? Uma tenda significa que você quer se instalar. Na prática, Pedro estava dizendo: “Chegamos. Isso é tão precioso. Vou me estabelecer aqui. Não vou mais ser estrangeiro e peregrino. Encontramos o lugar onde devemos ficar”.

    Tantas vezes, irmãos e irmãs, quando experimentamos a bênção do Senhor, pensamos que esse é o fim e paramos ali.

    Se vocês já acamparam por um período longo — ou passaram um tempo em uma barraca no serviço militar —, sabem que uma barraca fica abafada. Você usa a barraca para guardar coisas valiosas e manter outras do lado de fora, como os mosquitos. Mas fique numa barraca dia após dia, sob o sol quente, e ela começa a cheirar mal. Fica malcheirosa e com o ar parado.

    É trágico que, no cristianismo de hoje, tenhamos muitos cristãos estagnados e malcheirosos. Tivemos uma experiência, armamos nossa tenda e começamos a viver nela. Pode ser uma tenda de trinta anos, de vinte anos ou de três meses. Acampamos ali, dizendo: “Era isso”, e nos acomodamos. Não estamos avançando no frescor de uma vida diária com o Senhor.

    Apreciamos o coração de Pedro. Ele disse: “Nossa, isso é bom. Quero estar aqui”. É claro que queria. Mas Paulo nos dá um belo exemplo de outra resposta. Considerem o testemunho de Paulo em Filipenses 3.

    Paulo experimentou muitas bênçãos do Senhor: bênçãos espirituais, ser arrebatado, ver o Senhor, conhecer Sua grande salvação e ser livrado fisicamente muitas vezes. Mas será que Paulo armou sua tenda e se acomodou? Não. Em Filipenses 3, ele prosseguia para conhecer mais.

    Quanto mais o Senhor abençoava Paulo, mais Paulo queria de Cristo. Ele nunca se dava por satisfeito. A pior coisa no cristianismo são cristãos satisfeitos. Quanto à nossa posição em Cristo, estamos satisfeitos, e agradecemos ao Senhor por isso. Mas nossa satisfação deve nos impulsionar a conhecer mais Dele, de maneira mais plena e profunda.

    Pensem na igreja em Jerusalém. Eles experimentaram uma bênção tremenda, mas não deveriam permanecer em Jerusalém. Deveriam ir à Judeia, a Samaria e até os confins da terra. Entretanto, haviam armado suas tendas em Jerusalém e se estabelecido ali.

    Mas o Deus de misericórdia os abençoou com perseguição e os dispersou para cumprir Seu propósito. Às vezes, se não ouvimos o Senhor na primeira vez, Ele usa circunstâncias difíceis para nos fazer compreender e nos colocar em movimento na direção que deseja.

    Podemos estar resistindo ao inimigo quando, na verdade, não é o inimigo. É o nosso próprio eu. Estamos satisfeitos conosco mesmos, buscando nosso conforto e nossos interesses, desfrutando da bênção em vez de permitir que ela nos conduza a conhecer mais Dele.

    Temos dias difíceis pela frente. Estou com cinquenta e oito anos, e às vezes seria bom me acomodar. Tenho essa tendência de me instalar. Mas agradeço ao Senhor por Seu santo pé direito, que continua me dando um empurrão para seguir em frente. Ele não me deixa acomodar.

    Se dependesse do Mac, eu teria minha tenda em algum lugar, cercado por todos os meus livros, só lendo sem parar. Mas o Senhor não nos deixa acomodar. Ele quer que nos envolvamos e prossigamos para conhecê-Lo cada vez mais. Agradeço ao Senhor por isso.

    Quando o Senhor nos dá ensino e revelação, nosso primeiro pensamento muitas vezes é: “É isso. Chegamos”. Mas, irmãos, nunca chegamos ao ponto final. O Senhor pode dizer: “É aqui que vocês estão hoje, mas Eu tenho o amanhã. Continuem prosseguindo para conhecer-Me cada vez mais”.

    Paulo havia escrito 1 Coríntios, com seu maravilhoso capítulo sobre a ressurreição. Havia escrito muitas cartas sobre a grandeza do Senhor e experimentado tantas coisas, mas ainda dizia que havia mais. Que a bênção do Senhor nos impulsione a prosseguir, em vez de nos tornar acomodados.

    A supremacia de Cristo sobre todas as bênçãos

    Pedro queria fazer três tendas. Qual era o problema? Ele estava colocando Moisés e Elias no mesmo nível do Senhor.

    Certamente, devemos honrar Moisés e Elias. Devemos honrar os servos do Senhor que vieram antes de nós. Mas não os colocamos no mesmo nível do Senhor. Pedro estava elevando Moisés e Elias ao nível do Senhor ou rebaixando o Senhor ao nível deles. De uma forma ou de outra, estava diminuindo o valor do Senhor.

    Fazemos isso consciente ou inconscientemente? Exaltamos homens? Talvez nunca o digamos, mas podemos, inconscientemente, elevar pessoas a esse nível. Ou, tragicamente, podemos rebaixar o Senhor. Em boa parte do cristianismo de hoje, o Senhor está sendo desvalorizado, e estamos perdendo muito da percepção de quanto Ele é precioso.

    O Senhor deseja ser conhecido como Aquele que é supremo, o Senhor dos senhores e o Rei dos reis. Tantas coisas competem com Ele em nossa vida. Elevamos coisas para colocá-las ao lado do Senhor.

    Vamos a um estudo bíblico e dizemos: “Fulano disse isto, e sicrano diz aquilo”. Mas a pergunta é: “O que o Senhor diz a respeito?”. É bom ler comentários bíblicos. Quem me conhece sabe que tenho um milhão de comentários. Não sou contra eles. Mas será que as bênçãos deixadas por aqueles que vieram antes de nós — os livros e os ensinos — acabam nos distraindo do Senhor?

    Há uma necessidade urgente no cristianismo de hoje de que cada um de nós conheça o Senhor pessoal e intimamente. Há uma necessidade urgente de ouvir Sua voz. Conhecemos realmente a voz do Senhor? Ao lermos Sua Palavra, permitimos que ela fale em nossa vida?

    Amós fala de uma fome — não de uma fome de falar a Palavra, mas de ouvir a Palavra. Irmãos, há uma fome de ouvir a Palavra de Deus entre os crentes hoje. Ouvimos muito a respeito do Senhor, mas nossos ouvidos não estão treinados para ouvir a própria Palavra de Deus e Sua voz.

    Não estou falando de alguma experiência mística. Estou falando da vida diária. Aquela voz mansa e suave fala dentro de nós? Ao lermos Sua Palavra, ela se torna viva e real em nós? Conseguimos discernir a voz do Senhor quando irmãos e irmãs compartilham algo em comunhão?

    Há uma necessidade urgente de reconhecer a vida enquanto vivemos juntos como corpo de Cristo. Podemos continuar vivendo apenas na forma exterior, mas precisamos reconhecer a vida, ouvir Sua voz e conhecer Sua voz.

    Quando foi a última vez que você ou eu realmente ouvimos a voz do Senhor? Não estou falando de os céus se abrirem e uma voz dizer: “Este é o Meu Filho amado”. Refiro-me à vida diária: enquanto você lê a Palavra, enquanto tem comunhão com um irmão ou uma irmã. Como precisamos disso!

    Receber de Cristo por meio do corpo

    Apreciei o encorajamento que Mari nos deu na semana passada sobre nos envolvermos e estarmos com todos os santos. O precioso de estar com todos os santos é que ouvimos a voz do Senhor. Contudo, somos impedidos porque temos preconceitos e favoritos.

    Um irmão se levanta e diz algo, e nós questionamos sem sequer ouvir. Outro irmão se levanta, e absorvemos tudo sem questionar. Temos nossos favoritos. Podemos ter cinco ministérios diante de nós e dizer: “Quero ouvir este”. Mas será que nosso preconceito nos impede de ouvir a voz do Senhor?

    Será que nosso preconceito nos impede de receber uns dos outros no corpo de Cristo? Vemos isso nas Escrituras. Depois que o Senhor ressuscitou, Maria disse aos discípulos: “Vi o Senhor. Ele ressuscitou”. Eles não acreditaram nela. Os dois discípulos que estavam no caminho também voltaram e disseram aos outros que haviam visto o Senhor, mas não acreditaram neles.

    O Senhor os repreendeu por sua incredulidade, porque não eram capazes de receber dos irmãos e das irmãs. Só creram quando O viram. Bem-aventurados os que creem sem vê-Lo.

    É isso que há de precioso no corpo de Cristo. Sim, recebemos diretamente do Senhor, mas também recebemos uns dos outros a bênção de Sua Palavra e o encorajamento enquanto prosseguimos juntos.

    Uma das minhas grandes características é a preguiça. Podemos pensar: “Não preciso ouvir; outra pessoa ouvirá por mim”. Provérbios fala muito do preguiçoso e do indolente. Mas o Senhor quer que cada um de nós se levante, cave, ouça Sua voz, aprenda e tenha os ouvidos abertos para conhecer essa voz maravilhosa.

    Qual é nossa atitude quando vamos a um grupo de trabalho ou a uma reunião? Pensamos: “Outra pessoa terá algo para compartilhar. Não tenho tempo; outra pessoa fará isso”? O senhor Outra Pessoa sempre terá alguma coisa. Mas o Senhor quer que nós, individualmente, ouçamos, venhamos preparados e permitamos que Ele opere em nós.

    Não devemos pensar que já chegamos, nem depender de outra pessoa. Por causa de Sua bênção, devemos ser impulsionados a conhecê-Lo cada vez mais.

    Considerem os bereanos em Atos. Eles não aceitaram simplesmente a palavra de Paulo; examinaram as Escrituras. Nós voltamos às Escrituras e as examinamos, permitindo que o Senhor fale e confirme o que foi compartilhado? Como isso é precioso!

    O ensino, a verdade e o Cristo vivo

    Moisés representa a lei, e Elias representa os profetas. O Senhor Jesus é o cumprimento da lei e dos profetas. Agradecemos ao Senhor pelos mestres; o ensino é um dom para a igreja. Mas temos a tendência de exaltar demais os mestres, os ensinos e as verdades.

    Todos temos ensinos favoritos. Alguns se alegram na graça de Deus; outros se concentram na santidade de Deus. Alguns enfatizam o livre-arbítrio e a responsabilidade humana; outros enfatizam a soberania de Deus. Alguns enfatizam a vida individual; outros, a vida coletiva. Alguns enfatizam o amor de Deus; outros, o temor de Deus.

    Todas essas coisas fazem parte da verdade, mas tendemos a ir para um lado ou para outro. Talvez o Senhor nos mostre algo de Sua maravilhosa graça. Então fazemos nossa tenda da graça e julgamos tudo por aquela única verdade. Mas o Senhor quer que vejamos mais.

    Podemos nos concentrar tanto na vida individual que negligenciamos Seu desejo de nos edificar juntamente com todos os santos. Ou podemos nos concentrar tanto na vida coletiva que esquecemos o indivíduo. Armamos nossas pequenas tendas porque o Senhor nos mostrou alguma coisa.

    Mas, irmãos e irmãs, quando nos concentramos em um ensino ou em uma verdade, podemos deixar de ver o Mestre e a Verdade. Precisamos nos concentrar no Mestre, não apenas no ensino, e na Verdade, não apenas em uma verdade que há Nele.

    Senhor, que pequenas tendas estou armando em minha vida que impedem a plenitude da verdade de entrar?

    Temos sido abençoados com ensino a respeito da igreja. Mas aqui está um desafio para nós e para grupos que se reúnem como nós: permitimos que o ensino sobre a igreja tome o lugar da vida da igreja?

    Permitimos que o ensino sobre a igreja tome o lugar da vida da igreja? Somente o Espírito Santo pode resolver isso. Precisamos pedir a Ele: “Senhor, não queremos cair nisso. Não queremos tirar Cristo da igreja, porque então ela se torna uma seita”.

    Alguns queridos crentes talvez estejam vivendo mais a vida da igreja do que nós, que ouvimos tanto ensino a respeito dela. Fomos abençoados com ensino, mas não devemos permitir que essa bênção nos distraia e nos impeça de entrar na vida da igreja.

    Recentemente, temos ouvido muito sobre o reino dos céus e o reino de Deus. Mas o que é o reino? É uma Pessoa. É a personificação do senhorio de Cristo. Se separarmos o reino de Cristo, perderemos toda a lição.

    A volta do Senhor e o caráter santo

    Também ouvimos muito sobre a volta do Senhor, e agradecemos ao Senhor por esse maravilhoso ensino. Mas como ele afeta nossa vida? Apenas estudamos livros sobre os últimos tempos e adquirimos conhecimento, ou a verdade de Sua vinda nos transforma?

    Pedro, escrevendo a respeito dos últimos tempos, perguntou que tipo de pessoas devemos ser:

    Que pessoas deveis ser em toda santa conduta e piedade,
    Aguardando e apressando a vinda do dia de Deus.

    A santa conduta e a piedade dizem respeito ao caráter, irmãos e irmãs. Dizem respeito à vida de Cristo vivendo em nós. Não se trata apenas de saber como os acontecimentos se desenrolarão. Trata-se do Santo vivendo em nós e de um caráter piedoso sendo formado em nós. É esse caráter piedoso que apressa a volta do Senhor.

    Sou uma pessoa muito intelectual, e provavelmente é por isso que leio tantos livros. Uma das armadilhas em que caio é tratar algo de maneira excessivamente intelectual. Podemos estudar os últimos tempos, examinar as Escrituras, usar computadores e ler livros, mas talvez estejamos apenas fazendo ginástica mental.

    Isso realmente conquistou meu coração? Essa é a questão. Quando ouvimos que o Senhor está voltando e que o tempo se aproxima, o que isso tem produzido em nossa vida? Mudou-nos sequer um pouquinho, ou apenas adquirimos o conhecimento de que Ele voltará em breve?

    Que impacto isso teve em nossa vida e em nosso caráter? Se não penetra em nós e não nos torna um povo de santa conduta e piedade, então continua sendo apenas algo intelectual. O Senhor quer que isso se torne uma questão do coração em nós.

    Alegro-me na bênção de ouvir ensino sobre a vinda do Senhor e na maneira como diferentes irmãos expuseram essas coisas na última conferência. Mas que impacto isso teve em nossa vida? Se não afetou nossa vida, Salomão tinha uma expressão para isso: “Vaidade de vaidades; tudo é vaidade”.

    Salomão experimentou muitas coisas e, no fim, concluiu que devemos temer a Deus e fazer o que Ele quer que façamos. Depois de tudo o que havia experimentado, disse que tudo era vaidade, exceto fazer o que Deus deseja. Não é complicado. É uma simples resposta à Sua vida.

    Milagres, práticas e princípios espirituais

    Elias representa os profetas e os milagres. Agradecemos ao Senhor pelos milagres, porque nos encontramos em situações impossíveis. O Deus de toda glória intervém — seja por meio de uma cura, da salvação, da restauração de um relacionamento ou da abertura de nossos olhos para vermos mais Dele.

    Mas permitimos que o milagre tire nossos olhos Daquele que o realiza? Essa é a questão: manter os olhos Nele. Ao longo da história da igreja, pessoas tiveram experiências maravilhosas, mas depois essas experiências se tornaram o foco e, por fim, deram origem a movimentos.

    O Senhor levantou movimentos para trazer as pessoas de volta, afastando-as da imoralidade, da libertinagem e das concessões espirituais. Mas, depois de algumas gerações, as tendas são armadas. Aquilo se torna o único caminho. Seja o pietismo, o puritanismo, os movimentos carismáticos ou qualquer outro movimento, temos tendas ao longo da história da igreja, e as tendas não conversam umas com as outras. É uma tragédia.

    O Senhor quer que mantenhamos nossos olhos e nossa atenção Nele. Quando nos concentramos em um milagre, começamos a dizer: “Deus age assim”. Depois dizemos: “Deus tem de agir assim. Se Deus não agir assim, não é Deus”.

    Mas isso é contrário às Escrituras. Considerem as diferentes maneiras pelas quais o Senhor curou pessoas nos Evangelhos. Às vezes, Ele colocava barro nos olhos de alguém. Às vezes, a pessoa estava a quilômetros de distância, e Ele simplesmente dizia uma palavra. Às vezes, Ele tocava alguém duas vezes. O Senhor nos conhecia bem o suficiente para nos mostrar repetidamente que age de maneiras diversas.

    No entanto, nossa limitação é dizer: “Deus tem de agir assim, ou não é Deus”. Podemos confundir a prática daquilo que fazemos com o princípio e a vida por trás do que fazemos.

    Essa é uma das bênçãos de estar com outros santos em conferências e em outras localidades. Agradeço ao Senhor porque nossos jovens estão em Beaver Falls, pois podemos começar, inconscientemente, a pensar que nossa maneira de nos reunir é a única.

    Aqui participamos da mesa do Senhor de determinada maneira. Outros grupos participam de outras maneiras. Alguns de nós já foram ao Extremo Oriente, onde usam colheres para participar da mesa do Senhor. Na primeira vez, você pode pensar: “Isso é estranho. Como alguém pode participar da mesa do Senhor com uma colher?”. Mas então percebe que o Senhor está ali e que estamos nos lembrando Dele.

    A prática não deve desviar nossa atenção do princípio. O princípio é lembrar do Senhor — de Sua morte e de Sua ressurreição. A prática pode variar.

    O mesmo se aplica às reuniões de oração. Em algumas assembleias, as pessoas oram assunto por assunto. Em outras, oram seguindo listas de necessidades. Há diferentes práticas, mas o princípio é que nos reunimos e oramos. Essa é a questão.

    Muitas divisões na história da igreja, de modo geral, ocorreram por causa de práticas, e não de princípios: a prática do batismo, o governo da igreja, a mesa do Senhor ou a maneira de conduzir as reuniões. Mas não devemos permitir que nossas práticas e experiências nos distraiam, levando-nos a pensar: “É assim que Deus age”.

    Assim que pensarmos isso, Deus pode agir fora de nossa tenda. Olharemos por nossa pequena fresta e diremos: “Para onde será que eles estão indo? O que será que está acontecendo ali?”. Enquanto isso, o Senhor já seguiu adiante.

    Que abramos os olhos e permitamos que o Senhor opere à Sua maneira em nossa vida.

    A intervenção do Pai e a centralidade do Filho

    Pedro havia dito todas aquelas coisas e, por fim, Deus interveio. Que o Senhor nos ajude a compreender esse ato tremendo que Ele realizou.

    Este é o Meu Filho amado; ouvi-O.

    Uma nuvem desceu e os envolveu. Não era simplesmente uma pequena nuvem do tipo cúmulo que chegava flutuando. Era a própria glória de Deus — a glória Shekinah de Deus. Lucas fala de eles entrarem naquela nuvem. O próprio Deus estava ali: Deus Pai.

    Por que Ele interveio? Porque Deus Pai é zeloso por Seu Filho. Ele viu Pedro e os outros discípulos se distraírem do Filho e se concentrarem em Moisés e Elias. O coração zeloso do Pai não toleraria aquilo.

    Temos o zelo de Deus pelo testemunho de Jesus? Quando coisas competem com Jesus em nossa vida individual ou em nossa vida coletiva, há um zelo que confronta isso e diz: “Não. É Jesus, e somente Jesus”?

    Quando abriram os olhos, havia somente Jesus. Havia uma plenitude ali. Esse é o zelo de Deus que O levou a permitir que Seu Filho viesse a esta terra. Ele amou tanto o mundo que permitiu que Seu Filho fosse crucificado.

    Como David compartilhou a respeito da mesa hoje, considerem o preço que foi pago para que pudéssemos ser chamados filhos de Deus e entrar na bênção de Deus. Foi pago um preço inestimável, e, no entanto, podemos tratar isso com tanta trivialidade.

    Que o Senhor nos desperte. Quando Deus desceu, estava dizendo a Pedro, em outras palavras: “Fique quieto. Silêncio. Ouça. Concentre-se em Meu Filho”.

    Mais uma vez, não estamos falando do inimigo nem do mal. Estamos falando das coisas do Senhor em nossa vida: famílias, empregos e as muitas maneiras pelas quais Ele nos abençoou. Contudo, até essas coisas podem nos afastar Dele e nos impedir de ouvi-Lo falar.

    O Deus de toda glória quer que contemplemos Seu Filho.

    A escola de Cristo

    Quando nascemos de novo, nascemos na escola de Cristo. Enquanto vivemos nesta terra, permanecemos na escola de Cristo.

    Gosto muito dessa escola porque, ao contrário de tantas outras com milhares de disciplinas, na escola de Cristo há apenas uma matéria. Há um único curso.

    Talvez você diga: “Mac, espere um pouco. Achei que houvesse Introdução à Oração. Achei que houvesse Introdução à Evangelização”. Não. Queremos aprender a orar? Aprendamos de Cristo. Queremos aprender a compartilhar o evangelho? Contemplemos Seu Filho. Queremos aprender a viver juntos no corpo de Cristo? Contemplemos Seu Filho.

    A escola de Cristo tem uma única matéria. Tentamos dividir as coisas: “Vou estudar isto, e vou estudar aquilo”. Mas, ao contemplarmos nosso Senhor e Salvador, aprendemos sobre oração. Ao contemplá-Lo, aprendemos sobre compartilhar o evangelho.

    Ao contemplá-Lo, aprendemos sobre Seu anseio e Seu desejo de voltar para buscar Sua noiva. Ao contemplá-Lo, aprendemos a cuidar uns dos outros e a não julgar uns aos outros. Vemos como Ele derramou Sua vida e lavou os pés de Judas.

    Nós nem sequer lavamos os pés de uma pessoa boa, muito menos os pés de Judas. Podemos ter uma ocasião de lava-pés e lavar primeiro nossos próprios pés para chegar com os pés limpos. Mas Ele quer que aprendamos Dele.

    Pode haver livros sobre a escola da oração, e eu os aprecio. Mas, na realidade, trata-se da escola de Cristo. Se queremos aprender a orar, nos concentramos em Cristo, e Ele nos ensina. Se queremos aprender sobre o reino de Deus, vemos o reino manifestado nos Evangelhos por meio de Sua vida. Se queremos aprender sobre a vida da igreja, olhamos para a vida de Cristo, porque essa é a vida da igreja.

    Ele está clamando a nós hoje: “Contemplem Meu Filho”. Vejam somente a Ele — não Cristo mais alguma coisa, nem Cristo mais qualquer uma das bênçãos de Cristo. Contemplem Seu Filho.

    O chamado a desmontar nossas tendas

    Será que realmente sabemos quanto necessitamos Dele? Sabemos como temos permitido que as bênçãos diárias nos distraiam? Mais uma vez, agradeço ao Senhor por cada bênção, mas que não permitamos que elas tomem nosso coração.

    Muitos dizem que estamos vivendo nos dias de Laodiceia. Uma característica da igreja em Laodiceia era que eles se consideravam ricos.

    Em certo sentido, somos ricos. Somos ricos, e sou grato pelas riquezas de Cristo. Mas nossas riquezas não somos nós mesmos. As riquezas que temos são a vida de Cristo. As riquezas que temos são a vida de Cristo uns nos outros. As riquezas que temos são Cristo, e somente Cristo.

    É por isso que apreciei o hino: “Somente Cristo”. Cristo é tudo e está em todos.

    Que os ouvidos de nosso coração sejam abertos para percebermos que estamos vivendo na bênção de Deus. Sabemos que crentes em muitos lugares, como na Rússia e em outras partes da terra, enfrentam pobreza, enfermidades, doenças e perseguição. Exteriormente, talvez não pareçam estar vivendo na bênção de Deus.

    No entanto, nós aqui podemos ser caracterizados, exteriormente, como pessoas que vivem na bênção de Deus. O que isso está fazendo com nosso coração? O que está fazendo com nosso coração?

    Estamos apenas permitindo que isso se acumule em nós? No Antigo Testamento, uma palavra associada à bênção era “gordura”. Naquele tempo, era uma palavra boa. Hoje em dia, a maioria de nós não a considera uma palavra boa.

    A bênção e a abundância podem produzir excessos. Tomamos Lipitor e remédios para pressão por causa de excessos físicos. Mas, como crentes, será que precisamos de um Lipitor cristão? Estamos apenas seguindo aos trancos e barrancos, ou estamos permitindo que a obra purificadora do Espírito Santo nos limpe de todas as coisas excessivas que nos distraem Dele?

    Reconhecemos nossa necessidade desesperadora, irmãos e irmãs? Que não nos enganemos pensando que, porque temos a bênção do Senhor, temos a aprovação do Senhor. Podemos ter a bênção do Senhor, mas isso não significa necessariamente que temos Sua aprovação. Ele é misericordioso e longânimo.

    Que permitamos ao Espírito Santo operar em nós e atrair nosso coração de volta a Ele. Onde construímos tendas em nossa vida, que o Espírito Santo nos ajude a desmontá-las. Que permitamos que o sangue do Cordeiro nos purifique e que a obra transformadora do Espírito Santo abra nossos ouvidos.

    Quando a voz disser: “Contemplem Meu Filho”, que perguntemos: “O que está me distraindo de contemplar Teu Filho?”. Que tenhamos ouvidos para ouvir.

    Como dissemos antes, Amós falou de uma fome de ouvir. O Senhor fez provisão para que essa fome seja eliminada. Repetidas vezes Ele diz:

    Quem tem ouvidos, ouça.

    Que ouçamos o que o Espírito está nos dizendo nestes dias, para que não permitamos que nossa própria atitude nos destrua em meio à bênção de Deus.

    Oração final

    Vamos orar.

    Senhor, agradeço-Te por Tua longanimidade, Tua misericórdia e Tua paciência comigo. Senhor, cada um de nós é um testemunho de Tua bênção, e somos muito gratos por ela.

    Mas, Senhor, Tu nos deste as Escrituras e a história para que pudéssemos aprender lições. Vemos que há uma tendência de aqueles que são grandemente abençoados se desviarem. Senhor, clamamos por misericórdia.

    Oramos para que Teu Espírito Santo tenha liberdade na vida de cada um de nós para operar e nos falar nessas áreas. Quando falares, que nos apropriemos da graça que Tu providenciaste para responder a Ti. Em nome de Jesus, amém.