Vocês podem abrir comigo mais uma vez no Evangelho de João. Vou ler os versículos que o Senhor colocou no meu coração para estas noites.
Ora, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-Se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.
Quem crê apoiando-se em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
Mas isto disse Ele do Espírito que haviam de receber os que Nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado.
E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem padecesse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e, depois de três dias, ressuscitasse.
E dizia isto abertamente. Então Pedro tomou-O à parte e começou a repreendê-Lo.
Mas Ele, voltando-Se e olhando para os Seus discípulos, repreendeu Pedro e disse: Para trás de Mim, Satanás; porque não cogitas das coisas de Deus, mas das coisas dos homens.
E, chamando a Si a multidão juntamente com os Seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de Mim e do evangelho salvá-la-á.
E Jesus respondeu-lhes, dizendo: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem.
Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo não cair na terra e morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.
Quem ama a sua vida perde-a; e quem odeia a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna.
Se alguém Me serve, siga-Me; e, onde Eu estou, ali estará também o Meu servo: se alguém Me servir, o Pai o honrará.
Amado Senhor, somos gratos por termos recordado aquele tremendo sacrifício do nosso Senhor Jesus. Pai, nós Te agradecemos. Não estaríamos aqui se não fosse por Ele. Nós Te agradecemos por aquela obra que Ele consumou no Calvário.
Ao chegarmos à ministração da Tua Palavra, Senhor, queremos confessar na Tua presença que, sem Ti, nada podemos fazer. Podemos falar muitas palavras, apresentar verdades e ter uma doutrina sadia; mas, Senhor, se a Tua unção não estiver sobre quem fala e sobre quem ouve, nada será feito que tenha valor para a eternidade.
Queremos que este momento seja cheio de significado eterno: algo realizado em nossa vida, algo depositado dentro de nós. Senhor, Tu és o único que pode fazer isso. Portanto, chegamos a Ti e Te agradecemos porque, por meio da obra consumada do nosso Senhor Jesus, Tu nos concedeste unção, graça, poder e sabedoria.
Pela fé, nos colocamos sob essa unção, tanto para falar como para ouvir. Manifesta-a, Senhor, pelo Teu Espírito Santo, em todos nós. Teremos todo o cuidado, Senhor, de Te dar todo o louvor e toda a glória por responderes a esta nossa oração, que fazemos em nome do nosso Senhor Jesus, o Messias. Amém.
Bem, acho que provavelmente todos sabem que tenho falado a partir desta pequena frase de João 7:38:
Quem crê apoiando-se em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
Acho que agora é tarde demais para recapitular tudo o que dissemos nestas noites. Na primeira noite, falamos sobre rios de água viva: o poder desses rios, o efeito desses rios, a transformação que esses rios trazem e as propriedades vivificantes dessas águas. Nas regiões desérticas, isso é especialmente perceptível.
Em outra noite, nos detivemos na expressão: “Quem crê apoiando-se em Mim”. Não é uma frase pequena em significado, embora seja muito curta. “Quem crê apoiando-se em Mim, do seu interior fluirão rios de água viva.” Essa é a chave.
Eu lhes mostrei que não se trata, como infelizmente traduzem tantas versões modernas, de simplesmente “quem acredita em Mim”. Ou seja, você está aqui e Ele está lá: você acredita Nele aqui, e Ele continua lá. Isso é uma crença acadêmica.
Mas a fé salvadora nos leva ao Senhor e nos une ao Senhor. Nós nos entregamos ao Senhor. Somos, por assim dizer, transportados até o Senhor. Fomos libertos da autoridade e do poder das trevas e transferidos para o reino do Filho amado de Deus. É uma posição diferente.
A fé viva significa que você deixou o velho homem e entrou no novo. Deixou a velha criação e entrou na nova. Deixou as trevas e entrou na luz. Essa é a sua posição.
É nesse ponto que rios de água viva podem jorrar do mais íntimo do seu ser. Você consegue crer que não precisa haver apenas um pequeno riacho, uma chuva ou uma chuva torrencial, mas rios de água viva?
Em hebraico, temos duas palavras para rios. Uma é nahal, e a outra é nahar. Nahar é um rio que corre continuamente. Nunca cessa; corre o tempo todo. O Nilo é um rio assim. O Eufrates é um rio assim. O Orontes é um rio assim. O Litani é um rio assim. Até o Jordão, que caberia dez vezes dentro de um dos pequenos rios de vocês, é um rio de curso permanente.
Mas nahal é um uádi sazonal. É algo que só aparece no inverno, quando há grandes tempestades e chuvas torrenciais. Acho que até na Califórnia vocês conhecem um pouco disso. Esses uádis sazonais são chamados de nahal em hebraico.
Deus nunca quis que um crente fosse um nahal. Nunca quis que um único crente fosse um leito de rio sazonal, seco durante a maior parte do ano e, de vez em quando, em determinado ano, cheio de água.
Alguns de nós somos assim. Vamos a uma conferência, somos abençoados e, de repente, os rios começam a fluir de nós. Depois, voltamos à nossa condição ressequida, assolada pela seca. Que Deus nos livre disso. Fomos destinados a ser fontes de rios de água viva.
Ontem à noite, falei sobre a outra expressão dessa maravilhosa declaração. Na verdade, não são palavras de Jesus, mas do apóstolo João:
Mas isto disse Ele do Espírito.
Gosto muito da maneira como isso é colocado: “Mas isto disse Ele do Espírito”. É como se João estivesse enfatizando que Jesus poderia ter dito: “Eu sou a água da vida. Se alguém tem sede, venha a Mim e beba”. Ele poderia ter dito isso com toda a razão e legitimidade.
Mas é o Espírito Santo Quem está encarregado desses rios de água viva que fluem do mais íntimo do nosso ser. Quando entristecemos o Espírito Santo, afastamo-nos da possibilidade de que rios de água viva fluam do mais íntimo do nosso ser. Se apagamos o Espírito Santo, é ainda pior.
Por isso, passamos uma noite inteira falando sobre a pessoa e a obra do Espírito Santo.
Mas agora, nesta última noite sob minha responsabilidade, quero falar sobre aquilo que represa esses rios. Por que há tão poucos crentes que são fontes desses rios? Por que esses rios não estão fluindo do mais íntimo do ser de tantos crentes?
Aqueles de quem os rios estão fluindo são tão notáveis, tão excepcionais, que diríamos que são únicos. Mas não é isso que o Senhor deseja. Isso nunca foi destinado apenas aos únicos, aos notáveis, aos excepcionais ou à elite espiritual. Era algo para todo crente.
Vocês conseguem imaginar o que aconteceria se todo filho de Deus nascido de novo tivesse rios de água viva fluindo do mais íntimo do seu ser? Isso transformaria nossas escolas dominicais. Transformaria nosso trabalho com os jovens. Transformaria a vida da igreja. Transformaria nossas famílias. Transformaria nossos ambientes de trabalho, os lugares onde trabalhamos todos os dias. Alcançaria a sociedade e as comunidades em que vivemos. Poderia até alcançar nações.
Agora, alguém diz: “Não, não, não. Todos eles estão indo para o inferno. Nós devemos apenas prosseguir com o Senhor. Deixamos esse pessoal — o governo, o presidente e tudo o mais — por conta própria”.
Meu querido amigo, você não conhece a história da igreja. Se examinar cuidadosamente a história da igreja, descobrirá que, toda vez que Deus encontrou um núcleo de pessoas de quem fluíam rios de água viva, nações foram transformadas.
Talvez todas essas igrejas nacionais tenham sido um grande erro, mas permanece o fato de que são monumentos funerários de algo que aconteceu: a obra do Espírito Santo. Depois, aquilo se cristalizou, se institucionalizou, se denominacionalizou e se tornou um monumento.
Mas, minha querida família de Deus, querido povo de Deus, quando esses rios de água viva fluem de mais de uma pessoa — muitas vezes começam com uma só —, é como uma infecção. Passa para outra, e outra, e outra; e, em pouco tempo, algo está acontecendo dentro de uma comunidade e dentro de uma nação.
O que represa esses rios? O que impede, de maneira tão poderosa, que esses rios fluam na vida da maioria dos crentes?
Só o Senhor pode me ajudar neste ponto. É tão difícil expressar isso claramente em palavras, e vou incomodar algumas pessoas. Então vou simplesmente deixar isso de lado. Vou incomodar todos os que precisam ser incomodados.
O problema é estarmos inteiros. Ah, você diz: “Não diga isso. Todo o evangelho existe para nos tornar inteiros”. Sim. Mas o problema por trás do represamento desses rios é que nunca fomos quebrantados. Somos autossuficientes. Temos tudo — ou pelo menos pensamos que temos.
Falamos sobre a fé viva: “Quem crê para dentro de Mim, do seu interior fluirão rios de água viva”. Falamos sobre o Espírito Santo como o supervisor, o administrador desses rios de água viva que fluem do mais íntimo do nosso ser. Agora precisamos falar sobre estarmos inteiros.
A mensagem do evangelho é que somos tornados inteiros. Mas, depois de ter sido tornado inteiro, você precisa ser quebrantado. E nós não gostamos disso.
O instinto mais profundo do ser humano é a autopreservação. Por isso, cada nervo dentro de nós grita para não ser tocado. Não queremos ser quebrantados. Não queremos que o Senhor trate conosco de tal maneira que nos tornemos pobres de espírito e contritos de coração. Queremos permanecer inteiros.
Por que vocês acham que o apóstolo Paulo começou a concluir aquela maravilhosa exposição do evangelho — a exposição mais clara do evangelho na Bíblia, a carta aos Romanos — com estas palavras de Romanos 12:1?
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
O que é uma adoração espiritualmente inteligente? Existe uma adoração emotiva, e não há nada de errado com ela. Algumas pessoas têm um medo terrível da emoção, mas não há nada de errado com uma adoração emotiva. Fico muito triste quando as pessoas estão todas amarradas, como se estivessem em camisas de força espirituais, e passam a impressão de que isso é ser espiritual.
Não acho que isso seja ser espiritual de modo algum. Acho que, se rios de água viva fluíssem, a camisa de força iria embora com eles. Não há nada de errado com a emoção ou com expressar emoção. Não queremos que vocês chorem tanto que nem consigamos ouvir o que estão dizendo, nem que entrem em algum estado estranho.
Conheço pessoas que acham que só podem adorar o Senhor quando estão tremendo. Lembro-me de uma irmã que sempre usava botas, e o zíper ficava fazendo: “Tec, tec, tec, tec, tec”. Quando um dos irmãos lhe disse: “Não seria uma boa ideia simplesmente abrir os zíperes?”, ela respondeu: “Não, é assim que eu sei quando o Espírito do Senhor está sobre mim”.
Bem, não queremos nada disso. Acho que isso não faz sentido. Mas é algo tremendo quando reconhecemos que a adoração espiritualmente inteligente consiste em ser um sacrifício. Ora, isso é doloroso. Isso não é emotivo; é doloroso.
Mas essa é a sua adoração espiritualmente inteligente, e esse é o objetivo do evangelho. Você pode ter sido tornado inteiro; graças a Deus por isso. Pode ter sido tocado pelo Senhor e levado a uma posição inteiramente nova. Mas o objetivo do evangelho, pelo menos nesta vida na terra, é que você se torne um sacrifício vivo.
Agora pense: afinal, o que isso significa? Um sacrifício era consumido e se transformava em fumaça. Pense nisso.
As pessoas falam de consagração. “Preciso consagrar meus talentos. Preciso consagrar isto. Preciso consagrar aquilo. Preciso me dedicar ao Senhor.” Então lançam tudo no serviço do Senhor. A igreja de Deus tem sofrido muito mais com os talentos dos seus membros do que jamais sofreu com suas falhas e seus pecados.
Você pode ter um dom para a música. Pode ter um dom para organizar. Mas, se isso não passar pelo Calvário, é perigoso. Faz com que você permaneça inteiro; faz com que seja autossuficiente.
É somente quando o Senhor, pelas Suas misericórdias, capacita você a se tornar um sacrifício vivo que você pode experimentar qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Você a experimenta porque toda a rebeldia foi tratada: todo o problema que temos dentro de nós, toda a dificuldade que temos em fazer a vontade de Deus, todo o problema de preservar a vida do nosso eu.
Isso faz sentido para vocês, ou é difícil demais de ouvir?
E não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente.
— Romanos 12:2
Em outras palavras, quando você se torna um sacrifício vivo, fica livre do molde do mundo. O mundo coloca você num molde, e você nem percebe. A maneira como pensa, a maneira como age, a dificuldade que tem com a vontade de Deus: tudo isso se deve a esse molde. Quando você se torna um sacrifício vivo, isso chega ao fim.
Entendem? Você está no comando do seu destino, dos seus talentos, da sua energia e da sua vida até se tornar um sacrifício vivo. Quando é um sacrifício vivo, está no altar e não sai dele. Você é consumido: fogo e fumaça. Pense nisso.
Talvez você diga: “Eu preferiria ir a outra conferência, em vez desta, para não ter de ouvir que o objetivo do tratamento do Senhor conosco é nos levar a ser um sacrifício vivo”.
Mas esse sacrifício vivo é algo incrível, porque dele procedem rios de água viva. Ao nos tornarmos um sacrifício vivo, experimentamos qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Disso resulta que o molde do mundo é quebrado, a forma em que você está aprisionado é quebrada, e sua mente é renovada para que você possa pensar o que Deus está pensando.
O apóstolo Paulo diz em Filipenses 2:12-13:
Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;
Porque é Deus Quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.
Você desenvolve a sua salvação; Ele opera em você tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Você nunca conhecerá isso até ser um sacrifício vivo. Quando for um sacrifício vivo, então estará desenvolvendo a sua salvação. Então saberá que é Deus Quem está operando em você tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.
Agora voltem ao que lemos em Marcos 8:34-35. Ouçam as palavras do Senhor Jesus:
Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de Mim e do evangelho salvá-la-á.
Por favor, observem com muito cuidado: este é o evangelho. Bem, esse é um tipo de evangelho diferente daquele a que a maioria de nós está acostumada. Não é apenas: “Venha e tome uma decisão por Jesus. Venha a Jesus; Ele lhe fará bem. Venha a Jesus; Ele lhe dará uma passagem para o céu”. É absolutamente verdade, é claro, que o Senhor faz tudo isso. Mas este é o coração do evangelho.
Depois de ser salvo, depois de ser justificado diante de Deus pela obra consumada do Senhor Jesus, depois de nascer do Espírito de Deus, ouça o evangelho como Jesus o pregou. “Se alguém Me seguir” — a palavra em grego é a mesma: seguir, seguir —, “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me”.
Como você segue? Negando a si mesmo e tomando a sua cruz.
A palavra usada ali para “vida” é psuchē, em grego. Dela vêm as palavras “psicologia”, “psiquiatria” e todas aquelas outras coisas que não são tão maravilhosas assim. Peço desculpas a quem aqui for psicólogo. Vivo dizendo coisas negativas sobre a psicologia, mas o fato é que essa palavra tem a ver com a sua alma.
Nossas traduções dizem “vida” porque os tradutores acham que, se dissermos apenas “alma”, as pessoas começam a pensar de maneira muito teológica. Mas eu traduziria assim, para tornar o sentido bem claro: “Quem perde a vida do seu eu”.
Se você procura preservar a vida do seu eu, perde-a. Se perde a vida do seu eu, encontra-a para a vida eterna. Entenderam?
A razão pela qual não há rios de água viva fluindo da maioria de nós é que estamos empenhados em preservar a nós mesmos. Damos a tudo isso uma aparência bonita com termos bíblicos: consagração, dedicação, entregar seus talentos ao Senhor, dedicá-los ao Senhor e tudo o mais. Não queremos que o Senhor nos quebrante.
É maravilhoso quando alguém tem um talento que passou pelo Calvário. Então o Senhor Se manifesta por meio dele. Mas, caso contrário, vocês conseguem perceber o que aconteceu à igreja por causa dos talentos de organização? Organizaram tudo de tal maneira que deixaram o Espírito Santo de fora.
Mesmo onde se fala muitíssimo sobre o Espírito Santo, tudo se tornou tão altamente organizado que realmente nos perguntamos onde está o Espírito Santo.
Nesse momento, Jesus começou a falar abertamente sobre o Calvário. Ele não havia falado sobre isso antes. Agora disse claramente aos discípulos que iria morrer, que seria sepultado e que, ao terceiro dia, ressuscitaria.
Pedro ficou cada vez mais perturbado com isso. Para mim, Pedro sempre foi um dos apóstolos mais notáveis, porque vivia abrindo a boca e metendo os pés pelas mãos. Mas o interessante é que, quando lemos o relato, descobrimos que os outros concordavam com ele. Eles nunca levavam uma repreensão porque mantinham suas bocas fechadas.
Pedro muitas vezes era o porta-voz dos outros. Ele disse ao Senhor: “Nunca, Senhor. Morrer? Isso não está no plano. Sabemos que Tu serás Rei e que, como Messias, restaurarás o reino a Israel. Vamos derrotar os romanos e todos os demais”.
Então o Senhor Se voltou, olhou nos olhos dele e disse:
Para trás de Mim, Satanás.
Se eu dissesse a qualquer crente aqui: “Para trás de mim, Satanás”, olhando diretamente nos seus olhos, não seria bem-vindo novamente. As pessoas diriam: “Como aquele irmão pôde dizer uma coisa dessas sobre alguém nascido de Deus? Eu sou filho de Deus. Fui convertido. Sou salvo. Pertenço à família”.
Por que o Senhor não disse: “Pedro, Simão, Satanás está perturbando você”? Teria sido uma maneira gentil de dizer isso. Ou: “Satanás está colocando pensamentos em você, Pedro”. Mas Ele não fez isso. Olhou nos olhos dele e disse: “Para trás de Mim, Satanás. Você não está voltado para os interesses de Deus, mas para os interesses do mundo”.
O que estou tentando dizer é que aquilo era a vida do eu de Pedro. E nessa vida do eu estava o veneno da serpente.
Se você, como crente, não permitir que o Senhor trate com a vida do seu eu, o veneno que há nela não destruirá apenas você; destruirá sua família, seus filhos e a vida da igreja. Pode destruir a obra de Deus. Tenho idade suficiente para já ter visto isso mil vezes.
Há veneno na vida do nosso eu, e nunca o percebemos até que a entreguemos, até que permitamos ao Senhor quebrantá-la. Então, de repente, nós o enxergamos.
Vocês se lembram de quando o Senhor Se encontrou com Moisés? Moisés disse: “Não posso ir a Faraó. Sou gago”. É muito interessante que o Senhor tenha cuidado disso. No entanto, depois, era Moisés quem fazia toda a fala, e Arão quem fazia toda a ação. O Senhor é o psicólogo.
O Senhor disse a Moisés: “O que é isso na sua mão?”. Moisés respondeu: “Minha vara”. Essa era a vara que ele levantou sobre o mar Vermelho. Era a vara com que enfrentou Faraó e as dez pragas. Era a vara que tocou a rocha, e dela saiu água no deserto. Ela sempre estivera com ele, quando estava com as ovelhas, as cabras e os camelos.
O Senhor disse: “O que é isso na sua mão?”. Moisés respondeu: “É minha vara, Senhor”.
“Lance-a ao chão.”
Ele a lançou ao chão e, imediatamente, sua vara se tornou uma víbora — uma víbora da areia, a mais venenosa das serpentes do deserto, pelo menos no Oriente Médio. Moisés fugiu. É claro que fugiu. Havia passado quarenta anos no deserto com ovelhas e cabras. Conhecia muito bem as víboras.
Consigo imaginá-lo pensando: “Ó Deus, eu nunca soube o que havia na minha vara. Eu a mantive no meu quarto durante quarenta anos. Usei-a com as ovelhas e com tudo o mais. Era quase o símbolo da minha autoridade sobre os rebanhos. Nunca soube que havia uma cobra venenosa nela”.
Então o Senhor disse: “Moisés”. Ele se virou. “Pegue essa víbora pela cauda.”
Ora, essa é justamente a coisa que você não faz com uma víbora, porque ela vai se voltar e picar você. Moisés conhecia muito bem as serpentes venenosas. Mas pegou-a pela cauda, talvez exercitando a fé, e ela voltou a ser uma vara: a vara que seria usada mil vezes no ministério de Moisés.
Esse talento que você tem, esse dom natural, essa capacidade de organizar, é como aquela vara. Só quando você o entrega é que descobre que, dentro dele, está a serpente.
Todas as rivalidades, os ciúmes e as brigas que temos nas igrejas, nas assembleias, na obra de Deus e entre nós vêm desse tipo de coisa. Não sabemos o que há na vida do nosso eu. Não fazemos ideia.
Só quando a perdemos, quando a colocamos no altar como sacrifício vivo, quando ela é entregue a Deus, quando é quebrantada, é que descobrimos de repente o que há nela. Então ficamos com medo; não queremos tocá-la. Mas o Senhor diz: “Não, não, não. Pegue-a pela cauda”.
Agora vocês entendem a sabedoria do nosso Senhor Jesus — não apenas conhecimento, mas sabedoria — quando Ele disse: “Quem procura preservar a vida do seu eu a perderá”. Ela o destruirá. Destruirá a obra que Eu lhe daria. Destruirá sua vida familiar. Destruirá relacionamentos. Destruirá a vida da igreja.
Quem perder a sua vida, a vida do seu eu, por amor de Mim e do evangelho, esse a encontrará.
É muito interessante que Mateus 10:39 diga:
Quem achar a sua vida perdê-la-á.
A palavra em grego indica aquele que a ganhou, a adquiriu, a descobriu e está feliz com ela. Você a perderá.
É uma lei espiritual infalível. De uma maneira ou de outra, cada pessoa nesta sala é uma prova disso. Ou você não entregou a vida do seu eu, mas a está preservando, e ela está se tornando justamente aquilo que o destrói; ou você a entregou, descobriu o que havia nela, e agora Deus está usando até mesmo a vida do seu eu.
O que impede que esses rios de água viva fluam do mais íntimo do nosso ser? Uma vida do eu não quebrantada. Ela é uma represa. É um represamento das águas, como uma parede impenetrável que impede todas aquelas águas vivas de fluir.
É como o mar Morto: recebe tudo e não dá nada. É por isso que é estéril. É isso que acontece em tantos crentes. Essas águas vivas se tornam estéreis porque não há saída.
Só quando você dá aquilo que o Senhor lhe dá é que recebe mais. Você dá, e Ele dá mais. Entendem? É uma lei simples.
Olhem novamente para Marcos 8:34:
Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
“Negue-se a si mesmo” é uma expressão interessante no original. Significa renunciar a si mesmo, recusar a si mesmo ou abrir mão de si mesmo. Acho que a melhor maneira de entendê-la é esta: “Se alguém quiser vir após Mim, abra mão do direito sobre si mesmo. Renuncie a si mesmo. Tome a sua cruz. Siga-Me”.
O que o Senhor quis dizer quando falou: “Tome a sua cruz”? Na versão de Lucas 9:23, Ele diz que você deve tomar a sua cruz diariamente. Gosto disso. Você precisa tomar a sua cruz diariamente.
Nosso problema é que vivemos numa era de direitos humanos. Há direitos para tudo: direitos das mulheres, direitos dos que ainda não nasceram, direitos dos animais, direitos das plantas, direitos das árvores. Não duvido da beleza das árvores, dos animais e de tudo o mais, mas é muito estranho: direitos, direitos, direitos e direitos. Ouvimos isso o dia inteiro.
Isso penetrou tão profundamente em nós que, de alguma maneira, sentimos que temos direitos. E aqui está o Senhor dizendo: “Se alguém quiser vir após Mim, abra mão do direito sobre si mesmo”.
O que era a Sua cruz? Todos pensam naquela grande cruz — o poste vertical e a trave transversal — e veem as imagens de Jesus carregando-a. Mas, é claro, quando uma pessoa era condenada à morte naqueles dias, carregava apenas a trave transversal. O poste já estava no lugar.
A pessoa carregava a trave transversal sobre o ombro, com a indicação da sua sentença pendurada no pescoço — ou, se fosse rica, essa indicação era levada por um servo à sua frente. Os soldados gritavam: “Saiam da frente! Saiam da frente!”. A pessoa estava levando a trave transversal até o lugar da execução.
Isso ajuda bastante, porque ninguém pode crucificar a si mesmo. É impossível crucificar a si mesmo. Tentei durante anos — estou brincando. Desde o dia em que fui salvo, aos treze anos, sendo uma pessoa cheia de energia, com uma vida do eu muito ativa, achei isso tão difícil.
Eu a empurrava para baixo, e ela aparecia aqui. Empurrava-a para baixo ali, e ela aparecia por toda parte. Você faz o possível para crucificar a si mesmo. Mas como pode crucificar a si mesmo? Você tem um martelo; talvez consiga pregar os próprios pés. Depois tem uma mão; talvez consiga pregar essa mão. Mas e a outra? Não consegue. Não pode crucificar a si mesmo.
No entanto, a Escritura diz que o mundo está crucificado para você, e você para o mundo. O que isso significa? Aqui temos uma figura maravilhosa. O Senhor diz: “Se alguém quiser vir após Mim, abra mão de todo direito sobre si mesmo, renuncie a si mesmo, tome a trave transversal e vá até o lugar da execução”. O Senhor cuidará da execução.
Depois de se comprometer — depois de dizer: “Vou seguir o Senhor, custe o que custar. Se isso significa que sou um sacrifício, então sou um sacrifício. Abro mão de todo direito sobre mim mesmo. Renuncio a mim mesmo. Tomo a trave transversal e vou” —, outros crucificarão você.
Seu chefe fará isso. Seus empregados farão isso. Sua esposa fará isso. Seu marido fará isso. Seus filhos farão isso. Seus pais farão isso. E a igreja é a melhor de todas. São verdadeiros especialistas em crucificar uns aos outros.
Você não precisa quebrar a cabeça com isso. A ideia de que pode ir a alguma conferência, estar numa maravilhosa atmosfera espiritual, com belos amanheceres, entardeceres e passarinhos cantando, e então o Senhor virá até você e dirá: “Você está crucificado”, e você responderá: “Ah, que experiência maravilhosa!” — não acontece assim.
O que você precisa fazer, de maneira sóbria e deliberada, é tomar a decisão de renunciar a si mesmo e abrir mão dos direitos sobre si mesmo. Você toma a sua trave transversal, e o Senhor organizará as circunstâncias da sua execução.
Mas você não pode seguir o Senhor sem a cruz. Jesus disse:
Se alguém não tomar a sua cruz, não pode ser Meu discípulo.
Por favor, ouçam bem: não pode. Não importa quanto conhecimento bíblico você tenha, quanto frequente a igreja ou quanto creia. Se não estiver pronto para tomar a cruz e negar a si mesmo, não pode ser discípulo Dele. Você pode ser salvo, mas não pode ser discípulo.
Quando você começa a seguir o Senhor Jesus, tudo é maravilhoso. Ele faz tanto por nós: tantos milagres, tantas coisas maravilhosas, respondendo às nossas orações de mil maneiras. Então encontramos, no caminho, uma cruz: nua, ensanguentada, inevitável.
Se você a evita, acabou. Não há mais crescimento, não há mais bênção. Você se torna um monumento.
Todos nós somos muito hábeis em culpar as circunstâncias. “Minhas circunstâncias são muito incomuns. Se você conhecesse meu marido, entenderia. Se conhecesse minha esposa, entenderia minha situação. Ah, meus filhos. Ah, os pais que eu tenho.” Estamos sempre colocando a culpa em alguém.
Às vezes, colocamos a culpa na igreja. Dizemos: “Nunca vi um grupo como esse. Eles matariam qualquer um. Você não espera que tenhamos rios de água viva numa assembleia como esta”. Sempre temos desculpas para isso. Não há desculpa.
Se seguimos o Senhor, é inevitável que tenhamos de renunciar a nós mesmos: à vida do nosso eu. Agora ouçam isto: se você renunciar à vida do seu eu, Deus a devolverá sob nova administração.
Isso é muito importante, porque temos emoções, temos sentimentos e temos mil e uma outras coisas. Tudo isso precisa estar sob nova administração.
Você nunca poderá crucificar a si mesmo. Pode tomar a trave transversal e ir até o lugar da execução, mas é absolutamente necessário ver, antes de tudo, que em Cristo você já está crucificado.
Fui crucificado com Cristo; não obstante, vivo; todavia, não eu, mas Cristo vive em mim: e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus, o Qual me amou e Se entregou por mim.
— Gálatas 2:20
Quando tratamos o ensino da cruz de maneira religiosa, ficamos cada vez mais pesados, mais sombrios e mais infelizes. Mas ouçam com atenção: “Fui crucificado com Cristo; não obstante, vivo”. Tudo é vida. Não é morte; é vida. A morte é a porta de entrada para a vida.
A morte é a porta de entrada para que rios de água viva jorrem do mais íntimo do ser.
Anos atrás, a senhorita Fischbacher ilustrou isso para mim. Talvez ela tenha aprendido isso em Betânia. Esta folha de anotações sou eu — ou é você. Esta Bíblia é Cristo.
Deus tomou você e a mim e nos colocou Nele. Deus vive no presente eterno; para Ele não há passado nem futuro. É sempre: “EU SOU O QUE SOU”.
Quando Cristo morreu, você morreu. A folha está escondida dentro da Bíblia. Tudo o que aconteceu com a Bíblia aconteceu com a folha. A trajetória da Bíblia, da minha mão até o púlpito e até a mesinha, é a trajetória da folha.
Em outras palavras, quando Deus Pai colocou você em Cristo, a história de Cristo se tornou a sua. Quando Ele foi crucificado, você foi crucificado. Quando Ele foi sepultado, você foi sepultado, graças a Deus. Quando Ele ressuscitou dentre os mortos, você ressuscitou dentre os mortos para andar em novidade de vida: rios de água viva.
Isso precisa ser revelado pelo Espírito Santo. Só sei que tentei, tentei e tentei crucificar a mim mesmo. Eu tinha uma vida do eu muito ativa e descobri que era impossível.
Por fim, eu estava tão desesperado que um pequeno livro chegou às minhas mãos. Decidi passar a tarde inteira com ele. Era um livrinho minúsculo; dava para lê-lo em vinte minutos. Ajoelhei-me na igreja paroquial antiga mais empoeirada que vocês possam imaginar. O cheiro de poeira estava por toda parte. Acho que não abriam as janelas havia cem anos.
Ajoelhei-me naquele lugar antigo porque não conseguia encontrar outro lugar para orar. Eu estudava na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, e havia alunos, professores e docentes por toda parte.
Ajoelhei-me naquele lugar, e foi como se o céu se abrisse. Entendi, antes de tudo, que o Espírito Santo havia sido dado como o vice-regente do Senhor Jesus para reproduzir Sua vida e Sua natureza em nós. Essa foi a primeira coisa.
A segunda foi esta: você foi crucificado com Cristo. Dessa vez, isso veio como raios de vida. Eu sempre havia entendido aquilo como algo religioso: era preciso afligir a si mesmo, ser infeliz, crucificar a si mesmo e nunca rir. Eu tinha a impressão de um cristianismo sombrio, pesado, infeliz e sem alegria.
Eu disse: “Senhor, tenho tentado cristianizar a mim mesmo, e tem sido um trabalho muito difícil. Eu me obrigava a orar. Obrigava-me a estudar a Bíblia. Obrigava-me a ir à igreja. Obrigava-me a testemunhar a uma pessoa por dia”.
Era uma prática de John Wesley que eu havia adotado. Pobres pessoas — aquelas a quem eu testemunhava —, ficavam apavoradas comigo. Eu costumava encurralá-las e falar com toda a dureza: “Você está indo para o inferno. Precisa ser salvo”. Terrível, realmente, quando penso nisso.
A melhor parte era que eu sempre tinha um lugar só para mim na sala de convivência dos estudantes. Assim que me viam chegando, saíam de perto.
Mas nunca me esqueci disso: eu estava tentando cristianizar meu velho eu, e o veredicto de Deus era a crucificação.
Quando essa luz brilhou no meu coração, realmente tive vontade de me despedir de mim mesmo. “Agora sei o que Tu fizeste, Senhor. Tu me crucificaste.” Um peso enorme que eu sentia nas costas simplesmente caiu. Pela primeira vez, comecei a viver. Na verdade, comecei a rir, e tenho rido desde então.
Tornei-me normal. Não abandonei a verdade, mas parei de tentar ser cristão. É uma coisa terrível, tentar ser cristão. Deixei tudo isso de lado quando vi que havia sido crucificado com Cristo. Daquele momento em diante, floresci pela graça de Deus.
Certamente, foi aí que as pessoas começaram a vir ao Senhor. Eu havia me esforçado tanto para levar pessoas à salvação e nunca tinha visto ninguém ser salvo por meio de todos os meus esforços. Nem uma única pessoa.
Mas, quando cheguei a esse ponto, o Senhor disse: “Chega de testemunhar. Somente quando Eu lhe der a oportunidade, você poderá falar”. Agora eu estava sob o Seu governo.
Desfrutei de três semanas em que vivi livre e feliz. Então eu estava na sala de convivência e, de repente, um rapaz, que era capitão do time de rúgbi, se aproximou e disse: “Lance, posso lhe fazer algumas perguntas pessoais?”.
Eu disse: “Sim”.
Ele disse: “Alguns de nós temos conversado. Há uma mudança. O que é?”.
Algumas semanas antes, eu teria dito: “Você está indo para o inferno. Eu estou indo para o céu”. Mas agora olhei para ele e me perguntei se aquilo não seria algum engano. Ali estava aquele homem muito normal, forte, perguntando qual era a diferença entre nós.
Então eu disse: “Bem, nós dois somos pecadores. Eu fui salvo pela graça de Deus, e talvez você ainda não tenha sido”.
Então ele olhou para mim e disse: “Bem, como posso ser salvo?”.
Eu disse: “Você precisa pedir. Precisa dizer ao Senhor que crê que Ele é o seu Salvador, que Ele morreu pelo seu pecado, e convidá-Lo a entrar no seu coração”.
“Preciso ir a uma igreja para fazer isso?”, perguntou ele.
“Não”, eu disse. “Você pode fazer isso em qualquer lugar.”
“Como assim, aqui?”, perguntou ele.
“Bem, acho que sim.”
Ali, na sala de convivência, ele abaixou a cabeça, com lágrimas escorrendo pelo rosto, e disse: “Ó Deus, Tu sabes como sou pecador. Por favor, salva-me”.
Durante os dias seguintes, eu estava praticamente certo de que tudo aquilo era uma obra de Satanás. Pensei: “Trabalhei até me esgotar durante três ou quatro anos para levar pessoas à salvação, e nem uma alma foi salva. Agora, de repente, estou sentado ali, alguém se aproxima, faz perguntas, começa a chorar na sala de convivência e pede ao Senhor que entre no seu coração, com todos esses estudantes falando e conversando ao redor. Não pode ser o Senhor”.
Mas era o Senhor. Para mim, aquele foi o começo de ver o Senhor trabalhando — não eu, mas o Senhor trabalhando —, começando a salvar outros, a ajudar outros e a edificá-los no Senhor. Eram rios de água viva.
Digo isso para a glória do Senhor, não porque houvesse alguma coisa em mim, pois essa é a vida normal do cristão. É o que cada um de nós deveria ser. Sou um pobre servo, muito indigno, como o querido Stephen sabe muito bem. Mas descobri que é o Senhor.
É algo tremendo quando o Senhor toma posse de um ser humano e quando aquilo que está no Livro se torna real nele.
Que o Senhor ajude cada um de vocês, porque deveríamos ter esses rios de água viva. Por que haveríamos de pensar que o crescimento das trevas nos Estados Unidos, o crescimento do satanismo ou a queda na imoralidade vão apagar tudo isso?
Rios de água viva jorram do mais íntimo do seu ser. Não importa se Satanás faz uma dança de guerra ao seu redor; os rios fluirão. Não importa se o anticristo aparece; os rios estarão ali.
Eles devem permanecer conosco até a vinda do Senhor, até sermos arrebatados para estar com Ele. Que Deus nos conceda graça nesta noite: rios de água viva.
Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de Mim e do evangelho salvá-la-á.
Quem crê apoiando-se em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
Amado Senhor, torna isso real em cada um de nós. Todos somos filhos de Deus comprados pelo sangue. Todos somos membros do corpo do nosso Senhor Jesus. Todos somos testemunhas da Tua graça e do Teu poder.
Senhor, faz com que seja verdade em cada um de nós que tudo aquilo que bloqueia e represa esses rios de água viva seja derrubado. Senhor, ouve-nos. Capacita-nos a tomar a decisão de renunciar a nós mesmos.
Abriremos mão de todo direito sobre nós mesmos. Tomaremos a nossa cruz e Te seguiremos, custe o que custar. Sabemos, Senhor, que isso significará fruto, vida, edificação e glória para Ti, Senhor, por amor do Teu nome. Amém.