Vocês poderiam abrir comigo novamente na passagem das Escrituras que temos lido todas as noites, no Evangelho de João, capítulo 7?
Ora, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-Se em pé e clamou, dizendo:
Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.
Quem crê em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.
Mas isto disse Ele acerca do Espírito, que haviam de receber os que Nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não havia sido glorificado.
E agora, se vocês puderem abrir no Antigo Testamento, na pequena profecia de Joel, em Joel 2:28:
E há de ser que, depois, derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne;
E vossos filhos e vossas filhas profetizarão,
Vossos velhos sonharão sonhos,
Vossos jovens terão visões:
E também sobre os servos e sobre as servas,
Naqueles dias, derramarei o Meu Espírito.
Agora, voltem ao Novo Testamento, ao Evangelho de João, em João 20:22:
E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.
E agora, no livro de Atos, capítulo 2, começando em Atos 2:1:
E, ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
E, de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados.
E apareceram-lhes línguas repartidas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles.
E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.
Atos 2:14:
Mas Pedro, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e falou-lhes, dizendo:
Homens da Judeia e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto conhecido, e escutai as minhas palavras.
Porque estes não estão embriagados, como vós pensais, sendo apenas a terceira hora do dia;
Mas isto é o que foi dito por intermédio do profeta Joel:
E acontecerá nos últimos dias, diz Deus,
Que derramarei do Meu Espírito sobre toda a carne:
E vossos filhos e vossas filhas profetizarão,
E vossos jovens terão visões,
E vossos velhos sonharão sonhos:
E também sobre os Meus servos e sobre as Minhas servas, naqueles dias,
Derramarei do Meu Espírito; e profetizarão.
Atos 2:33:
A este Jesus, Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.
Exaltado, pois, à direita de Deus, e havendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, Ele derramou isto que vós vedes e ouvis.
Amado Senhor, somos tão gratos por podermos nos voltar para Ti. Nós Te louvamos, Senhor, porque estás aqui. Nós Te agradecemos porque estamos a sós Contigo.
Nós Te louvamos, Senhor, porque não estamos pedindo que nos apoies ou que fiques por trás de nós. Estamos vindo a Ti de coração e mente abertos, pedindo: “Senhor, toca os olhos do nosso coração. De alguma maneira, permite-nos ter um vislumbre de Ti mesmo”.
Por mais que Te conheçamos — ou, no caso daqueles que quase não Te conhecem —, Senhor, permite-nos ter um vislumbre de Ti mesmo: aquela iluminação, aquela revelação que nos vem pelo Espírito Santo; que cria em nós uma fé viva e atuante; e que nos leva ao ponto em que cada um de nós, Senhor, se torna alguém que ganha almas, alguém que edifica o Corpo de Cristo, alguém que Te ama e que ama os outros.
Só Tu podes fazer isso, Senhor. Estamos vivendo em dias de apostasia e de mornidão em meio à prosperidade. Senhor, pensamos que já chegamos lá, e Tu sabes que não chegamos. Pensamos, Senhor, que estamos vestidos, e Tu dizes que estamos nus. Pensamos que somos poderosos; Tu dizes que somos pobres, desgraçados e miseráveis.
Senhor, tem misericórdia de nós. Sê bondoso para conosco, Senhor. Somos Teus filhos; pertencemos a Ti.
Pedimos, ó Senhor, que nesta noite concedas que aquela unção, que conquistaste a tão alto preço por meio da obra consumada no Calvário, esteja sobre nós em porção dobrada, tanto no falar quanto no ouvir.
Senhor, pela fé nos firmamos nessa unção. Não queremos apenas palavras humanas; queremos ouvir a Tua voz por trás da voz humana. Queremos poder dizer que ouvimos o que o Espírito está dizendo às igrejas. Queremos ouvir a Ti, Senhor.
Concede que assim seja nesta noite, e que, pela Tua graça, nos seja concedida a obediência. Pedimos tudo isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.
A pequena frase que tem me acompanhado nestes dias, durante as reuniões da noite, encontra-se, é claro, em João 7:38:
Quem crê em Mim, do seu interior fluirão rios de água viva.
Tenho dito todas as noites que aquele era o último dia de Sucot, a Festa dos Tabernáculos — o grande dia, chamado em hebraico de Hoshana Rabbah. Era o dia do ritual da água, quando os levitas levavam sobre os ombros doze enormes jarros até o Pátio das Mulheres, subiam os quinze degraus que conduziam ao Pátio de Israel, logo diante do santuário, voltavam-se e derramavam a água sobre os quinze degraus, de modo que ela descia até o Pátio das Mulheres.
E, naquele grande último dia, Jesus pôs-Se em pé e clamou:
Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.
Na verdade, o tempo verbal significa: “Se alguém tem sede, continue vindo a Mim e continue bebendo”. Então Ele disse:
Quem crê em Mim, do seu interior fluirão rios de água viva.
Falamos sobre os rios e seus efeitos — o efeito da água no deserto, como ela torna tudo fértil, como produz frutos, como traz vida. Onde quer que a água chegue, é quase como uma selva, quando há água no deserto, especialmente nas regiões tropicais e subtropicais do mundo. É uma imagem extraordinária: rios de água viva.
Precisamos tanto que o Senhor seja isso em nós. Precisamos ver nossos parentes e colegas de trabalho, nossa vida profissional ou nossa rotina diária, tocados pelo Espírito de Deus — arrancados como tições do fogo. E isso só acontecerá quando estivermos cheios até transbordar.
Falamos sobre os rios e seus efeitos, e também falei sobre a pequena frase: “Quem crê em Mim”. Acho muito interessante como os tradutores da versão King James foram fiéis. Eles não queriam dizer “Quem crê em Mim” usando a preposição inglesa in, porque isso significaria que você está aqui e Ele está lá, e você permanece aqui enquanto crê Nele lá. Mas não é isso que o grego diz.
No grego, trata-se de uma preposição de movimento. Na verdade, significa “Quem crê para dentro de Mim”, mas eles acharam essa expressão pouco natural. Por isso, criaram uma nova expressão em inglês, que vocês encontram em todas as versões antigas: “Quem crê em Mim”, usando a preposição on. Essa expressão traz em si a ideia de que você se moveu. Você já não permaneceu onde estava. Você se entregou ao Senhor de corpo e alma. Deixou sua antiga posição e O seguiu.
Esse tipo de fé — não existe outra fé. Quero ser muito claro sobre isso. Toda essa ideia de que você pode encher a cabeça de conhecimento bíblico e chamar isso de fé é bobagem. É uma completa bobagem.
O próprio diabo é o maior estudioso da Bíblia. Sempre me espanta o fato de que ele não crê na verdade dela, mas a estuda. E, quando precisa, às vezes consegue usá-la, como fez com Jesus.
Mas não se trata de uma fé acadêmica. Em momento algum estou falando contra memorizar a Palavra de Deus, estudar a Palavra de Deus ou conhecer a Palavra de Deus. Mas, se você acha que isso é fé salvadora, está enganado.
A fé salvadora é o dom de Deus pelo qual, quando de repente você vê que Ele é o Cordeiro de Deus, Que tirou o pecado do mundo, você deixa sua posição e O segue. Você é unido a Ele. Você crê para dentro Dele, e a posição que Deus lhe deu é em Cristo.
Passamos uma noite inteira falando disso, então não vou retomar o assunto, senão não avançaremos em nada hoje à noite. Mas quero tomar outra frase dessa passagem:
Mas isto disse Ele acerca do Espírito.
Mas isto disse Ele acerca do Espírito.
O Senhor Jesus poderia, com toda razão — com absoluta razão —, ter dito: “Eu sou a água da vida. Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crê em Mim, para dentro de Mim, do seu interior fluirão rios de água viva”.
Isso teria sido absolutamente correto, absolutamente legítimo. Estaria em harmonia com toda a Bíblia. Mas Ele não disse isso.
No Evangelho de João, há aquelas maravilhosas declarações “Eu sou” do Senhor Jesus:
Eu sou o pão da vida.
Eu sou o bom pastor.
Eu sou a luz do mundo.
Eu sou a porta.
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.
Eu sou a ressurreição e a vida.
Eu sou a videira verdadeira.
Antes que Abraão existisse, Eu sou.
Por que não temos mais uma: “Eu sou a água da vida”? Teria sido absolutamente correto.
É profundamente significativo que o Senhor Jesus não tenha dito isso. Não sei se vocês estão acompanhando meu raciocínio cheio de voltas, mas teria sido tão correto se Ele tivesse dito: “Eu sou a água da vida”. Vocês já repararam por que, no registro escrito por João, aparece aquela pequena palavra: mas?
Por que João não disse simplesmente: “Ele falou acerca do Espírito”? Mas ele diz:
Mas isto disse Ele acerca do Espírito.
É quase como se João dissesse: “É claro que todo aquele que realmente conhece o Senhor dirá que Jesus é a fonte dos rios de água viva. Mas isto disse Ele acerca do Espírito”.
Em outras palavras, é quase como se o Senhor Jesus estivesse dizendo algo de extraordinária importância, e João o confirmasse e o sublinhasse. Você nunca poderá conhecer rios de água viva sem uma experiência com o Espírito Santo.
O Espírito Santo é a chave para esses rios de água viva. Por essa razão, muitas pessoas não têm experiência nessa área.
Lemos a profecia de Joel, quando o próprio Espírito de Deus disse por meio do profeta Joel:
Derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne.
Depois, a passagem fala de filhos e filhas, servos, velhos e jovens. Inclui todo mundo. É uma imagem maravilhosa.
É claro que vocês encontram a mesma coisa novamente em Isaías 44:3-4:
Porque derramarei água sobre o sedento,
E torrentes sobre a terra seca:
Derramarei o Meu Espírito sobre a tua descendência,
E a Minha bênção sobre os teus descendentes:
E brotarão entre a erva,
Como salgueiros junto às correntes de águas.
Essas maravilhosas profecias se cumprem no Senhor Jesus. Mas você nunca pode separar o Espírito Santo do Senhor Jesus, nem o Senhor Jesus do Espírito Santo.
É obra do Espírito Santo revelar o Senhor Jesus. É obra somente do Espírito Santo tomar das coisas do Senhor Jesus, não apenas para anunciá-las e revelá-las a você, mas para torná-las suas.
É obra do Espírito Santo tornar sua posição em Cristo uma realidade viva — com impacto, com fruto —, de modo que homens e mulheres sejam salvos como resultado disso, e a casa de Deus seja edificada: pedras vivas edificadas juntamente.
Ah, como eu gostaria de poder falar sobre isso com palavras muito melhores! A Pessoa e a obra do Espírito Santo são essenciais. Não são um luxo.
Muitos cristãos ficaram tão desanimados por causa de pessoas que foram ao extremo na questão do Espírito Santo. A coisa se torna tão radical e estranha — em alguns casos, bizarra — que eles não querem tocar no assunto. Nem sequer querem considerar a Pessoa e a obra do Espírito Santo.
Isso entristece o Espírito Santo. Isso apaga o Espírito Santo. Entristecer o Espírito Santo — a palavra grega significa simplesmente deixá-Lo triste.
Por que o Espírito Santo ficaria triste por causa de um filho de Deus? Porque Ele sabe muito bem que, quando você ignora a obra do Espírito Santo, você se paralisa. Só lhe resta crescer em conhecimento. Você só pode ser um cristão acadêmico e um membro acadêmico do Corpo de Cristo.
Somente quando o Espírito Santo está presente, sem ser entristecido nem afligido, Ele fica livre — livre para moldar você, livre para conduzir você, livre para introduzir você nos tesouros do Senhor Jesus, livre para levar você a uma experiência mais profunda da vida de ressurreição do Senhor Jesus.
Sem Ele — o Espírito Santo —, não haverá rios de água viva. A Bíblia está cheia dessa imagem da água, e ela é sempre um símbolo do Espírito Santo.
Deixem-me levar vocês um passo adiante nesse assunto. Cremos no Deus triúno. Não podemos aprisioná-Lo em palavras, nem mesmo em um credo. Cremos no Pai, no Filho e no Espírito Santo: Pessoas iguais, um só Deus, três Pessoas.
Algumas pessoas se incomodam com isso, mas o fato permanece. Tenho agora setenta e quatro anos. Estudo minha Bíblia desde que fui salvo, quando estava perto de completar treze anos. Não vou dizer que sou uma enciclopédia ambulante; continuo aprendendo, aprendendo e aprendendo com a Palavra de Deus.
Mas posso lhes dizer isto: descobri na Palavra de Deus que não se pode desprezar o Pai, o Filho ou o Espírito Santo. Não se pode fazer do Filho alguém menor que Deus e maior que o homem, e não se pode ignorar, negar ou desvalorizar o Espírito Santo.
Não se trata apenas de entristecer o Espírito Santo; trata-se de apagar o Espírito Santo. É algo terrível apagar o Espírito Santo. Isso significa apagar o fogo.
Bem, queridos amigos, isso descreve muitas das nossas congregações. O fogo já se apagou há muito tempo. Você apaga o Espírito; de fato, apagou o fogo de Deus. Agora, existe muito fogo estranho. Parte dele é fraudulenta. Mas isso não significa que não exista fogo verdadeiro.
Não quero entrar na questão da blasfêmia contra o Espírito Santo, porque sei que certamente há algum querido irmão ou irmã aqui que vai decidir imediatamente que cometeu o pecado imperdoável.
É curioso como algumas pessoas são como papel adesivo — vocês sabem, aqueles papéis pega-moscas que usávamos antigamente. Tudo gruda nelas: tudo o que é negativo, tudo o que é sombrio, tudo o que é doentio. Algumas pessoas são assim por natureza, por isso quero ter muito cuidado.
Mas quero destacar isto: você pode pecar contra o Pai e ser perdoado. Pode pecar contra o Filho e ser perdoado. Mas não pode pecar contra o Espírito Santo ou blasfemar contra Ele e ser perdoado, nem neste mundo nem na era vindoura. É isso que o Livro diz.
Pode haver explicações para isso, mas o fato permanece: se você atribui ao diabo aquilo que é obra do Espírito Santo, está em perigo. Vocês não acham isso um fato notável? Não acham notável que isso seja dito da terceira Pessoa da Trindade?
Isso deveria despertar todo filho de Deus. Graças a Deus, não creio que qualquer verdadeiro crente jamais cometeria o pecado imperdoável. Isso diz respeito aos não salvos. Mas você pode entristecer o Espírito Santo.
Não é à toa que o Espírito Santo é descrito como uma pomba. Fogo de um lado, pomba do outro.
Lembro-me de que, em Halford House, quando estávamos reformando a sala do andar de cima, havia um casal de pombas — as criaturas mais estúpidas que vocês já viram. Elas entravam, arrulhavam, dançavam para lá e para cá e punham ovos nas vigas. Punham ovos sobre o barro e, é claro, aquelas criaturas bobas de vez em quando empurravam os ovos, que acabavam caindo.
Bem, preciso tomar cuidado com o que digo. Mas vocês já repararam como as pombas voam para longe? Elas são muito — quase poderíamos dizer — nervosas. É tão fácil entristecer o Espírito Santo, e Ele Se retira.
É ainda mais terrível quando O apagamos.
Deixem-me dizer isso novamente. Essa é a explicação de por que tantas das nossas comunidades e congregações têm todo o ensino, todo o conhecimento e a prática correta — e, mesmo assim, ninguém jamais é salvo.
Somos um grupinho santo fechado em si mesmo. Em algum momento, o Espírito Santo foi apagado.
Não é que não sejamos salvos; é que toda a obra de edificação parou. Toda a obra de reunir material para a construção da casa do Senhor parou.
Queridos amigos, vocês têm o Pai: Ele é a origem de todas as coisas. Têm o Filho: tudo é por meio Dele, para Ele e Nele. Pensem nisso. Tudo o que foi criado — as coisas visíveis e as invisíveis — foi criado por meio do Filho e para o Filho, e existe no Filho.
E o Espírito Santo sempre foi, se posso descrevê-Lo assim com cuidado, o supervisor — o administrador. Não gosto da palavra agente. Vou lhes dizer por quê: os cristãos dizem que o Espírito Santo é o agente, e com isso querem dizer que Ele é uma espécie de força impessoal, sem personalidade. Ele é apenas um agente. Não gosto disso.
O Espírito Santo é uma Pessoa.
É muito interessante que Ele seja Quem realiza tudo, se vocês entendem o que quero dizer. Lembram-se de como Ele pairava sobre o vazio e a ausência de forma deste planeta, no princípio? Quer vocês creiam que se tratava de uma recriação ou de uma criação, Ele pairava sobre tudo aquilo. Por meio Dele, a forma voltou, assim como o propósito e tudo o mais.
Quando Deus nos fez à Sua imagem e conforme a Sua semelhança, soprou em nós o espírito de vida, de modo que temos algo que os animais não têm. Eles têm alma e corpo; nós temos espírito, alma e corpo. Há algo eterno em nós. Como diz o pregador em Eclesiastes, Deus pôs a eternidade no coração do homem.
Tudo, absolutamente tudo o que Deus fez, foi por meio do Espírito Santo. Ele tem sido o administrador, o realizador, o supervisor prático de tudo isso.
Agora escutem com atenção — se estiverem acordados; se não estiverem, durmam bem. Quem gerou o Senhor Jesus no ventre de Maria? O Espírito Santo.
Quem veio sobre o Senhor Jesus quando Ele tinha trinta anos, ungindo-O e capacitando-O para cumprir aquele ministério messiânico? O Espírito Santo.
Quem O capacitou, na cruz, a oferecer a Si mesmo sem mancha ou defeito? O Espírito eterno. Quem ressuscitou Jesus dentre os mortos? O Espírito de Deus.
Quem criou a igreja? Ah, quisera Deus que pudéssemos compreender isso! Quem criou a igreja? O Espírito Santo.
Quando o Senhor Jesus recebeu a promessa do Espírito Santo e O derramou, naquele momento cento e vinte indivíduos de uma congregação perfeita tornaram-se cento e vinte membros de um Corpo.
Foi uma mudança de dimensão. Você pode ter uma congregação perfeita, com doutrina sã e tudo certo, mas ela é feita pelo homem. Porém, quando o Espírito Santo desce e une cento e vinte indivíduos de uma congregação em um único organismo vivo, ligado a uma Cabeça à direita de Deus, você tem algo invencível.
São rios de água viva. Chegaram a Jerusalém e a viraram de cabeça para baixo. Chegaram a toda a Judeia e a viraram de cabeça para baixo. Chegaram a Samaria e a viraram de cabeça para baixo. Então os rios chegaram aos gentios e percorreram o mundo gentílico, atravessando o mundo inteiro: rios de água viva.
Como vocês acham que serão arrebatados? Alguns de nós — estou falando de mim mesmo — somos bem pesados. Como seremos arrebatados?
Vocês já pensaram nisso? Quem vocês acham que vai supervisionar o arrebatamento? O Espírito Santo vai supervisionar toda a operação, sem dúvida alguma. Ele sempre fez essas coisas, desde o início da criação até o fim. É Ele Quem as tem realizado.
As pessoas me dizem todo tipo de coisa sobre o arrebatamento. Não querem deixar o cachorro; não querem deixar o gato; têm medo disso e daquilo. Esperem pelo Espírito Santo. Não estou dizendo que seus animais de estimação serão arrebatados com vocês, mas tenho certeza de que o Espírito Santo tem tudo sob controle. Ele sabe exatamente o que está fazendo.
É absolutamente verdade que o Espírito Santo não fala de Si mesmo. Mas muitos cristãos pegaram essa palavra e a transformaram em uma razão para ignorar o Espírito Santo.
O fato de o Espírito Santo não falar de Si mesmo não significa que Ele seja nem um pouco menos poderoso ou menos valioso na obra do Senhor. Não é Sua função falar de Si mesmo. Mas, se falamos contra Ele, tudo para. Se O desvalorizamos, tudo para. Se O destronamos, tudo para.
Mas isto disse Ele acerca do Espírito.
Pensem no crente e na obra do Espírito Santo. Vocês não estariam aqui se o Espírito Santo não os tivesse convencido e levado à convicção.
Vocês nem sequer percebiam, naqueles dias em que ainda não eram salvos, que o Espírito Santo estava trabalhando em vocês — organizando suas circunstâncias, seus relacionamentos e todo tipo de coisa.
É Sua função convencer do pecado, da justiça e do juízo. É Sua obra criar fé. Quem toca os olhos de uma pessoa que, de alguma forma, nunca considerou essas coisas e, de repente, num instante, vê Jesus? Ela não vê tudo, mas vê alguma coisa e responde. É obra do Espírito Santo.
Quem faz nascer? O Espírito Santo. Quem desenvolve vocês e os faz crescer? O Espírito Santo. Quem os santifica? O Espírito Santo. Quem os instrui, treina e disciplina? O Espírito Santo.
Não quero insistir demais no assunto, mas acho muito importante entendermos que tudo, do início ao fim, é de fato obra do Espírito Santo. O Senhor Jesus é o princípio e o fim, o primeiro e o último. Ele é toda a linguagem de Deus no que diz respeito à vida cristã. Mas é o Espírito Santo Quem torna isso realidade.
O mesmo acontece com a igreja. Quando o Espírito Santo Se retira, a igreja se torna um clube social, ou apenas religião.
O que mais posso dizer sobre esse assunto? Quero que vocês considerem o que chamo de dupla obra do Espírito Santo no crente.
Vocês sabem, a obra da cruz é dupla. Ela está contida naquelas palavras maravilhosas de Gálatas 2:20:
Fui crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim:
E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé, a fé no Filho de Deus, Que me amou e Se entregou por mim.
Há duas coisas aí:
Fui crucificado com Cristo.
E:
O Filho de Deus me amou e Se entregou por mim.
Fui crucificado com Cristo.
Quando Cristo morreu, você morreu Nele. Morreu com Ele. Quando Ele foi sepultado, você foi sepultado com Ele.
Bem, isso seria muito bom se fosse uma realidade. A maioria dos problemas nas nossas igrejas surge porque as pessoas não foram sepultadas. Se ao menos pudéssemos sepultá-las direito! Uma coisa é tê-las crucificadas, mas então elas ficam gemendo e reclamando o tempo todo de como estão aflitas e de como tudo é terrível — “Ah, olhem para mim”. Mas ser sepultado é algo maravilhoso. Você fica fora de vista.
E, quando Ele ressuscitou dentre os mortos, você ressuscitou com Ele. Que imagem maravilhosa!
O Filho de Deus me amou e Se entregou por mim.
Aí está o outro lado: o lado inicial, digamos assim, da obra da cruz. Ele morreu em seu lugar.
Você não poderia estar aqui, salvo pela graça de Deus e nascido do Espírito de Deus, se Ele não o tivesse amado e Se entregado por você, em seu lugar. Ele tomou o seu lugar. Levou o seu pecado. Foi feito pecado por nós, para que Nele nos tornássemos justiça de Deus. É maravilhoso.
Esse é um lado da cruz. Cantamos sobre ele em todos os nossos hinos. O outro lado da cruz é este:
Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Fui crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.
Quando isso se torna uma realidade viva para você, isso o liberta. Isso o torna livre.
Falarei mais sobre isso amanhã, mas tudo o que quero dizer nesta noite é o seguinte: há dois lados na obra da cruz. Exatamente da mesma maneira, há uma dupla obra do Espírito Santo no crente.
Uma é Sua habitação dentro de nós, e a outra é Sua vinda sobre nós. Em outras palavras: dentro e sobre — dentro de nós ou sobre nós. Vocês entendem?
O interessante é que a marca da nova aliança é que Ele veio habitar dentro de nós. Ele sempre havia visitado os santos no Antigo Testamento. Havia usado aquelas pessoas. Havia vindo sobre elas.
Há evidências de que alguns dos profetas perguntaram ao Senhor: “O que isso quer dizer? O que isso significa?”, a respeito do Espírito de Cristo que estava neles. Mas o Espírito Santo não habitava dentro deles; não estava em casa. Vocês entendem? Ele apenas os visitava.
A marca da nova aliança não é apenas o poder do Espírito Santo vindo sobre nós, mas Sua habitação em nós. Foi isso que deixou os cento e vinte maravilhados. Mal podiam acreditar: o Espírito Santo veio para ficar. Ele está vivendo dentro de nós.
Ele trouxe para dentro de nós o Senhor Jesus, Que está à direita de Deus. Nossa posição legal em Cristo, Ele a está tornando uma realidade.
Você pode ter a posição legal de estar em Cristo e nunca ver Suas riquezas, nunca ver Sua plenitude, nunca ver Seu poder, nunca ver Sua vida. Você não experimenta nada disso, mas é salvo. Do ponto de vista de Deus, você está em Cristo.
Mas é o Espírito Santo Quem torna isso uma realidade viva, de modo que você contempla Cristo, vê Cristo, experimenta Cristo o tempo todo. Essa é a obra do Espírito Santo.
Ele não faz tudo de uma vez, senão todos nós estaríamos em hospitais psiquiátricos. Vocês conseguem imaginar como seria se o Espírito Santo revelasse tudo de uma vez? Não aguentaríamos. Vemos uma coisa de cada vez.
O Espírito Santo organiza nossas circunstâncias, às vezes circunstâncias dolorosas. Chegamos ao limite, sem saber o que fazer, e então Ele nos mostra alguma coisa.
Lembro-me de uma irmã, uma senhora muito aristocrática, de uma família britânica de alta linhagem, com raízes na Escócia. Ela adoeceu, e o médico disse: “Sinto muito, mas a senhora terá de ficar por algum tempo em um hospital psiquiátrico”.
Naqueles dias, ir para um hospital psiquiátrico era considerado uma das coisas mais terríveis do mundo. Ninguém falava sobre isso. Se alguém da família tinha problemas mentais, não se falava sobre isso. Era uma vergonha terrível, como uma desonra. Hoje há tantos casos que precisamos falar; precisamos.
Mas ela foi para o hospital. Ao entrar, fechou os olhos. Não queria ver nada. Enquanto a levavam para dentro, disse a si mesma: “Isto é o inferno”.
E o Espírito Santo sussurrou em seu ouvido:
Ainda que eu faça a minha cama no Sheol, eis que Tu ali estás.
Naquele único instante, ela foi curada — apenas por esse ministério do Espírito Santo.
Eu poderia contar história após história de pessoas que conheci, e também da minha própria pequena vida, sobre ocasiões em que o Espírito Santo organizou as circunstâncias para nos levar a um novo lugar. Então, de repente, enxergamos. Quem faz isso? O Espírito de Deus.
Isso é extraordinário. Agora pensem por um momento: a habitação do Espírito Santo.
Vocês repararam naquela passagem que lemos em João? Ela dá dor de cabeça a muita gente, porque não conseguem entender como Jesus soprou sobre eles e disse:
Recebei o Espírito Santo.
Isso aconteceu quando Ele ainda não havia sido glorificado, de fato, no sentido de estar à direita do Pai.
Agora, há quem diga que Ele já havia sido glorificado e, portanto, aquilo realmente aconteceu. Tenho uma dificuldade com isso, então me perdoem; não vou me demorar muito no assunto.
Minha dificuldade é muito simples. Se Jesus soprou sobre eles depois de aparecer e dizer:
Paz seja convosco.
Então Tomé não estava lá. Alguns dias depois, Tomé aparece.
Eu pensaria que, se eles tivessem recebido o Espírito Santo, uma coisa que o Senhor Jesus diria seria: “Tomé, põe a mão no Meu lado. Vê Minhas mãos; vê as marcas dos pregos; toca nelas. Agora, Tomé, você perdeu alguma coisa. Você não recebeu o Espírito Santo. Fique aqui. Vou soprar sobre você. Receba o Espírito Santo”.
Mas Ele não fez isso. O que me leva a pensar que, na verdade, no dia de Pentecostes — em Shavuot, quando se cumpriu o dia de Pentecostes —, quando o Espírito Santo desceu, duas coisas aconteceram ao mesmo tempo: Ele passou a habitar neles e os capacitou.
Posso estar errado. Não importa se eles de fato receberam o Espírito Santo quando Ele soprou sobre eles. Mas o que quero destacar é isto: a habitação do Espírito Santo conduz ao fruto do Espírito.
A habitação do Espírito Santo conduz ao caráter espiritual. A habitação do Espírito Santo leva você a ser transformado à Sua semelhança — transformação. E a habitação do Espírito Santo capacita você a servir ao Senhor silenciosamente.
Vocês não acham? Quero dizer, será que estou falando uma tolice? Escutem novamente. Tenho isto aqui para produzir um som, para que vocês possam ouvir — mas escutem.
Vocês conseguem nos ouvir aí atrás? Vou fazer de novo.
Conseguem pensar em algo mais silencioso? Vocês já ouviram um fruto crescer? Não, nunca ouviram. Já ouviram o caráter sendo formado? Não.
Quando você é transformado à semelhança do Senhor Jesus, há um grande barulho por causa disso? Muitas vezes, isso acontece nas circunstâncias mais dolorosas. Tão silenciosamente.
É assim que o Senhor Jesus cresce em nós. É assim que o Espírito Santo toma da vida de Jesus e a torna algo vivo dentro de nós: caráter, transformação, fruto.
Mas, em Pentecostes, escutem-me: quando o Espírito Santo veio, houve o som de uma ventania. Aquilo sacudiu o lugar inteiro. Apareceu fogo, e o fogo se dividiu em cento e vinte chamas.
Na tradição cristã, sempre se representa um santo com um círculo ao redor da cabeça — uma auréola. Mas, na tradição judaica, sempre se representa um santo com uma pequena chama. Assim, em muitos sentidos, o que aconteceu ali foi que eles eram santos por posição. Agora o Espírito Santo precisava fazer a obra de torná-los santos de fato, na realidade.
Tudo na vinda do Espírito Santo naquele dia de Pentecostes foi exterior e público: fogo, barulho, línguas, profecia. Todos podiam ver. Olhem para eles! Olhem para eles!
Por que os cristãos têm medo? Gostam da habitação interior, mas não gostam da capacitação. O que há de errado? Vocês não acham isso algo extraordinário?
Precisamos da capacitação. Você não pode ter apenas metade da obra do Espírito Santo. Precisa ter as duas.
Bem, acho que está na hora de encerrar. Não sei se vocês vão continuar falando comigo depois disto, mas, quando o Espírito Santo vem sobre você como fogo, vem também um revestimento.
É o fogo que reveste você. Ele se coloca entre você e o inimigo, como a coluna de nuvem e de fogo. Quando o Espírito Santo vem sobre você, você recebe equipamento. Recebe os instrumentos para fazer o trabalho.
Quando o Espírito Santo vem sobre você, você recebe dons. Quando o Espírito Santo vem sobre você, rios de água viva fluem do seu interior.
Não venham dizer que duvidam de que eu esteja certo nisso. Não me preocupo com o que qualquer pessoa diga, porque basta olhar para a história da igreja para ver que toda pessoa que Deus já usou teve essa experiência do Espírito Santo vindo sobre ela. Não é apenas para pessoas especiais; é para todo filho de Deus.
Precisamos começar a encerrar, mas sempre conto esta história, e vou contá-la novamente por causa de alguns dos mais jovens — e dos mais velhos que já a ouviram.
Muitos e muitos anos atrás, em Halford House, no sul da Inglaterra, certo domingo cheguei à casa e subi para a biblioteca. Os irmãos estavam todos ali, orando pelo culto. Era um culto evangelístico.
Quando abaixamos a cabeça, eu disse: “Ah!” Os irmãos ficaram se perguntando o que havia acontecido. Vi que estava com meus chinelos vermelhos.
Eu tinha caminhado desde a casa da família, do outro lado da ponte de Richmond, sobre o Tâmisa. Tinha feito todo aquele caminho a pé porque estava tão preocupado com aquele ministério, com a mensagem que iria transmitir. Saí de chinelos — simples chinelos de couro vermelho —, atravessei a ponte, fui pelo caminho dos fundos, entrei no jardim de Halford House, entrei na casa e subi.
Ninguém tinha dito: “O que é isso que você está usando? Sapatos vermelhos?” Bem, todos sabiam que eu às vezes fazia coisas estranhas, mas aquilo era demais!
Quando falei, os irmãos disseram: “Ninguém vai ver seus sapatos. Não se preocupe com isso”. Mas eu disse: “Não, não, não. Não posso pregar. Não posso pregar. Toda vez que uma daquelas irmãs piedosas abaixar a cabeça, vou pensar: ‘Ela viu meus sapatos. Ela viu meus chinelos. Imagine só, ele está usando chinelos vermelhos!’”
Eu disse: “Não, não posso fazer isso. Ficaria constrangido, pensando em mim mesmo”. Um querido irmão disse: “Minha bicicleta está aqui. Vou pegar a bicicleta, ir direto até lá e trazer seus sapatos”.
Ele voltou a tempo. Tirei os chinelos, calcei os sapatos e fui para a reunião. Quando preguei, pensei apenas no que Deus tinha a dizer. Não pensei nos meus pés nem uma vez.
É isso que acontece quando os crentes não estão revestidos do Espírito Santo, quando não estão revestidos para o trabalho que Deus os chamou a fazer. Ficam constrangidos, preocupados consigo mesmos. Estão pensando em si mesmos. Estão preocupados com seus chinelos. Não estão com os sapatos certos.
Vocês entendem? Quando o Espírito Santo vem sobre você, não precisa se preocupar consigo mesmo — apenas com o trabalho que Deus lhe deu.
Precisamos reconhecer que os dois aspectos da obra do Espírito Santo são essenciais: necessários, vitais.
Pentecostes foi o derramamento do Espírito Santo. Por favor, escutem-me de uma vez por todas. Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. Foi um ato histórico de Deus, um ato de Deus na história.
Mas às vezes me preocupa que, quando as pessoas dizem isso, encerram o assunto: aconteceu dois mil anos atrás, e nada mais. Precisamos entrar na experiência desse derramamento.
Toda vez, na história da igreja, que um núcleo de homens e mulheres se colocou sob o Espírito Santo derramado, foi como um pequeno Pentecostes acontecendo novamente.
Não importa se foram Lutero e Zuínglio, ou Calvino e outros; se mais tarde foram os morávios; se foram os quakers; ou se foram os primeiros metodistas. Onde quer que vocês olhem na história da igreja, quando homens e mulheres redescobriram o ministério do Espírito Santo, viram o Senhor Jesus.
Eles se apaixonaram por Ele, e o amor encheu seus corações: amor por Ele, uns pelos outros e por um mundo que está morrendo. Como é que podemos nos reunir e nunca pensar nos homens e nas mulheres que estão morrendo?
Como é possível estar perto do Senhor, aparentemente, e não sentir o Seu coração?
Precisamos do ministério do Espírito Santo. É simples assim. O Espírito Santo mantém nosso coração terno, sensível — como um contador Geiger, captando tudo.
Bem, queridos amigos, precisamos assumir nossa posição em Cristo e reivindicar o que Ele conquistou para nós e derramou sobre nós.
Não tenho medo do termo batismo no Espírito Santo. Não o usei porque ele confunde as pessoas. Dizem-se tantas coisas a respeito disso, e todos entram numa grande discussão teológica sobre o que é o batismo no Espírito.
Pessoalmente, creio que é um termo para toda a obra do Espírito Santo: habitação e capacitação — Sua presença dentro de nós e Sua unção sobre nós, dando-nos energia.
Mas continuo crendo que batismo é batismo. Não acredito nessa história de aspersão que alguns adotam. Espero não estar incomodando ninguém. Esse é outro assunto de que não devemos falar nesta plataforma? Não sei, mas vou dizer.
Não consigo entender, do ponto de vista judaico, como se pode aspergir água na cabeça de alguém em forma de cruz, ou aspergir algumas gotas de água sobre a pessoa, e dizer que ela foi batizada. Nunca ouvi falar de uma coisa dessas.
Batismo é ser colocado inteiramente debaixo da água. É tão desagradável, tão vulgar — muito mais sofisticado pôr um pouco de água na cabeça; ou, se for em forma de cruz, melhor ainda. Muito sofisticado, refinado. Pegar as pessoas, colocá-las na água, mergulhá-las e trazê-las de volta é tão vulgar!
Mas todo o sentido do batismo é morte, sepultamento e ressurreição. É exatamente uma representação disso.
Quando se diz que Jesus é Aquele Que batiza no Espírito Santo e em fogo, isso significa não que você recebe uma aspersão, mas que é imerso no Espírito Santo.
Quando o Espírito Santo está apenas habitando dentro de você, você pode escondê-Lo. Pode aprisioná-Lo. De uma maneira ou de outra, pode encobri-Lo.
Mas, quando você é batizado pelo Espírito, não é você que tem o Espírito; é o Espírito Santo Que tem você. E isso faz toda a diferença do mundo.
Então você está sob o senhorio de Jesus. Então você O ouve. Então você O segue. E então, milagre dos milagres, do seu interior fluem rios de água viva.
E você? Conhece esse bendito ministério do Espírito Santo?
Vamos orar?
Amado Senhor, o que podemos dizer? Apenas, Senhor, que somos um povo pobre e necessitado.
Muitos de nós nunca levaram outra pessoa ao Senhor. Muitos de nós nem sequer conseguem participar da batalha em oração, do testemunho. Ó amado Senhor, somos um povo pobre.
Ainda assim, Tu nos salvaste pela Tua graça e colocaste à nossa disposição tudo de que precisamos, tanto individualmente quanto como Corpo.
Amado Senhor, toca os olhos do nosso coração nesta noite. Revela o Senhor Jesus, querido Espírito Santo. Revela-O em toda a Sua glória, em todo o Seu poder, em toda a Sua beleza, em toda a Sua graça.
Toca os olhos do nosso coração e leva-nos a um novo lugar Contigo. Pedimos isso em nome Dele. Amém.