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    How To Fulfill These Reponsibilities That God Has Comitted To Us © 2026 Christian Testimony Ministry
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    How To Fulfill These Reponsibilities That God Has Comitted To Us
    How To Fulfill These Reponsibilities That God Has Comitted To Us
    Kaung, Stephen

    Cristo em Vós: A Provisão para a Responsabilidade Espiritual

    Por favor, abram em Colossenses, na carta aos Colossenses, em Colossenses 1:27.

    Aos quais Deus quis dar a conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória.

    E gostaria de acrescentar a essa passagem a leitura de 2 Pedro 1:3-4.

    Visto como o Seu divino poder nos tem dado todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento Daquele que nos chamou por Sua própria glória e virtude; pelas quais Ele nos tem dado as Suas preciosas e grandíssimas promessas; para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que há no mundo pela concupiscência.

    E, finalmente, o livro de Zacarias, em Zacarias 4:6.

    Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.

    Vamos fazer uma oração.

    Querido Senhor, ao nos colocarmos diante de Ti, somos profundamente comovidos pelo fato de que, ao longo das eras e dos séculos, aqueles que Te amam anseiam por Te ver. Ó Senhor, cria em nós esse mesmo anseio por Ti.

    Nós Te louvamos e agradecemos por Tua preciosa promessa de que virás. Ó Senhor, que estejamos entre aqueles que não apenas aguardam a Tua vinda, mas apressam o Teu retorno.

    Nós nos oferecemos novamente a Ti e pedimos que operes em nós até que possas nos usar para o Teu reino e a Tua justiça. E damos a Ti toda a glória, no precioso nome de nosso Senhor Jesus. Amém.

    O Anseio pelo Retorno do Senhor

    Sabem, irmãos e irmãs, nos primeiros séculos, quando o povo de Deus era perseguido, ao se encontrarem, eles se saudavam com estas palavras: “O Senhor está vindo”.

    Eles ansiavam por ver o Senhor. E, ao longo dos séculos e das gerações, vemos que, quando o povo de Deus estava sob perseguição, esse era o clamor do seu coração.

    O dia está próximo. Mas, de alguma forma, vivemos tão confortavelmente que nos esquecemos. Não desejamos o Seu retorno como aqueles irmãos e irmãs perseguidos desejavam. Que o Senhor nos livre disso.

    A Responsabilidade do Povo de Deus

    Temos considerado juntos, irmãos e irmãs, essa questão da responsabilidade. E, naturalmente, diante do fato de que o tempo está próximo, porque o Senhor está vindo, precisamos considerá-la com seriedade. Não sabemos quando, mas sentimos que não pode demorar muito.

    Portanto, precisamos considerar juntos, com muita seriedade, diante do Senhor, essa questão da responsabilidade.

    Graças a Deus por Seu grande amor. Por causa de Seu grande amor por nós, Ele nos honra com responsabilidade. Ele é o Deus da responsabilidade. Aquilo que Ele propõe, sempre cumpre. Ele não pode negar a Si mesmo.

    E, irmãos e irmãs, Ele quer que sejamos como Ele: responsáveis por tudo o que nos confiou. É uma grande honra que Deus nos confie até mesmo uma pequena responsabilidade em Seu plano eterno. Que sejamos responsáveis.

    Falamos juntos sobre o porquê da responsabilidade. Também falamos sobre quais responsabilidades devemos assumir. E, finalmente, nesta manhã, gostaríamos de fazer a pergunta: como? Como podemos cumprir as responsabilidades que Deus nos honrou ao nos confiar?

    O Cumprimento da Responsabilidade Espiritual

    Agora, queridos irmãos e irmãs, vocês sabem que, quando são salvos, no início, não fazem essas perguntas. Não perguntam: “Como posso cumprir minha responsabilidade diante do Senhor?”. Nem sequer perguntam: “Quais são as responsabilidades que Deus me confiou?”. E, naturalmente, nunca perguntam por quê.

    Graças a Deus, vocês foram salvos por Sua graça. Graças a Deus, Ele lhes deu Sua vida. Graças a Deus, vocês O amam tanto. São tocados por Suas grandes misericórdias e só querem se consagrar e fazer coisas para Ele.

    Vocês se lembram dos filhos de Israel. Quando Deus os libertou do Egito, da escravidão, e os trouxe para junto de Si no monte Sinai, Deus disse:

    Eu vos livrei do Egito. Eu vos levei sobre asas de águias para junto de Mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então sereis a Minha possessão peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha: e vós Me sereis um reino de sacerdotes e uma nação santa.

    E Deus disse a Moisés: “Diga isso ao povo”. Então, quando Moisés compartilhou essas palavras com os filhos de Israel, sabem o que eles disseram? Imediatamente responderam:

    Tudo o que o Senhor tem falado faremos.

    Não havia problema algum, nenhum problema quanto a como fazer aquilo. Estavam ansiosos, prontos para se lançar à responsabilidade.

    Mas, depois de caminharem pelo deserto por cerca de dois anos, chegaram à fronteira sul de Canaã, a terra prometida. Deus disse: “Entrem”.

    Eles disseram: “Não podemos. Como podemos entrar? Somos tão pequenos, tão minúsculos aos olhos daquele povo. Eles são gigantes. Eles nos veem como gafanhotos. Vão nos devorar. Como podemos fazer isso? Não podemos”.

    Irmãos e irmãs, essa pergunta — como? — não é feita por crentes novos. É feita por crentes cansados, exaustos.

    Uma Lição Pessoal sobre Consagração

    Eu me lembro de quando Deus me salvou. Eu tinha quinze anos. Durante um ano, busquei o Senhor, procurando ser salvo, e nada aconteceu. Mas, naquele dia em que Deus me salvou, fiquei tão grato.

    Geralmente, sabem, numa conferência, o último dia é sempre dedicado à consagração. Naquela época, o significado da consagração se limitava àqueles que ofereciam a vida para ser pregadores ou mulheres dedicadas ao ensino bíblico. Isso era consagração.

    Os cristãos comuns não precisavam se consagrar. Apenas aqueles que serviriam ao Senhor em tempo integral precisavam ser consagrados. Bem, isso era um grande equívoco, mas era assim que entendíamos.

    E, naquele dia, ainda me lembro com muita, muita clareza: o pregador estava ali, chamando as pessoas a se oferecerem para o serviço de Deus. Ele chegou a dizer: “Vocês podem escolher aonde querem ir para servi-Lo”.

    Eu estava cheio de fervor. Disse: “Senhor, quero Te servir. Quero provar a Ti que Te amo. Quero ir ao primeiro lugar, ao lugar mais difícil, para Te servir”.

    E o pregador disse: “Vocês podem vir à plataforma”. Havia um mapa enorme da China pendurado ali, e a pessoa podia ir e apontar com o dedo o lugar aonde queria ir, para mostrar ao Senhor.

    Fui com determinação até a plataforma e coloquei o dedo sobre a Mongólia. Eu estava falando sério.

    Nunca perguntei por quê. Não perguntei o quê. E, naturalmente, nunca procurei saber como faria aquilo. Eu faria conforme o que achava que Deus gostaria que eu fizesse, e faria com todas as minhas forças. Muito heroico.

    Na verdade, comecei a me preparar. Era meu último ano do ensino médio. Procurei obter toda a literatura sobre a Mongólia. Procurei me preparar para ir até lá.

    Quando terminei o ensino médio, não quis ir para a faculdade. Escolhi uma escola bíblica, porque achava que aquela era a maneira de me preparar. Eu sabia tudo.

    Graças a Deus, Ele não me obedeceu. Ele frustrou meu plano. Mudou meu rumo. Colocou-me numa geladeira, por assim dizer, e começou a me ensinar: não o que eu gostava, mas o que Ele queria; não pela minha força, mas pelo Seu poder.

    Irmãos e irmãs, eu me pergunto se essa também é a experiência de vocês. Talvez vocês que acabaram de ser salvos não achem necessário fazer a pergunta: “Como?”. Mas, para aqueles que já caminham há alguns anos, provavelmente essa é a pergunta.

    “Sei que Deus me honrou com responsabilidade. Sei que Ele tem grandes expectativas a meu respeito. Quer que eu seja como Ele. Quer que eu sirva ao Seu propósito. Tenho tentado e descobri que não consigo.”

    Irmãos e irmãs, como podemos cumprir a responsabilidade que Deus nos deu?

    A Provisão de Deus para o Seu Chamado

    Será que Deus nos pede alguma coisa sem primeiro prover aquilo que nos capacita a cumprir essa responsabilidade? Ah, Deus é tão amoroso, tão cuidadoso. Antes de nos pedir qualquer coisa — seja quanto à nossa vida, à maneira como vivemos, seja quanto ao nosso serviço, à nossa responsabilidade na casa de Deus —, será que Ele alguma vez coloca sobre nós uma responsabilidade sem primeiro prover o necessário para cumpri-la?

    Precisamos compreender o nosso Deus. Ele nunca lhes pede coisa alguma, nem lhes confia coisa alguma, sem também, ao mesmo tempo — e até antes disso —, fazer toda a provisão para que vocês a cumpram. Isso é amor.

    Portanto, queridos irmãos e irmãs, encontramos em 2 Pedro 1:3 estas palavras:

    Visto como o Seu divino poder nos tem dado todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento Daquele que nos chamou por Sua própria glória e virtude.

    Quando Deus nos chamou, chamou-nos segundo a Sua glória e a Sua virtude. Em outras palavras, quando Ele salvou você, quando o chamou, não foi segundo aquilo de que você precisava. Não foi segundo aquilo que você queria.

    Ora, o que queríamos naquela época, antes de sermos salvos? Queríamos que nossos pecados fossem perdoados. Queríamos ser livrados do inferno. Era tudo o que queríamos.

    Mas Deus não chama você segundo os seus desejos. Ele o chamou segundo a Sua glória. Sabem, a salvação que Ele oferece é segundo a Sua glória, não segundo a sua necessidade.

    Glória: isso é o que Ele é. Ele precisa satisfazer a Sua glória ao nos prover salvação. E virtude: essa é a Sua qualidade, o Seu caráter.

    É por isso que vemos que, quando Deus nos chama, Ele nos justifica; e, àqueles que justifica, Ele glorifica. Ele predestinou cada um de nós que fomos chamados a ser conformes à imagem de Seu Filho amado.

    Essa é a responsabilidade que está sobre nós: ser como Ele, viver como Seu Filho, assumir Suas qualidades — Sua mansidão, Sua bondade, Sua pureza, Sua justiça, Seu amor — e manifestar Sua glória.

    É a isso que todos somos chamados, segundo a Sua glória e virtude. E, por causa desse elevado chamado, pelo Seu divino poder, Ele nos deu todas as coisas relacionadas à vida e à piedade.

    Cristo como a Vida do Crente

    Ele não nos deu apenas vida para que não morrêssemos. Ele nos deu vida eterna: não apenas vida eterna para o futuro, mas vida eterna que começa no momento em que você O recebe como sua vida. Cristo é a sua vida.

    Tudo o que se relaciona à vida, Deus, pelo Seu divino poder, já proveu. E não apenas a vida, mas também o propósito da vida: a piedade, ser como Deus.

    Nunca no sentido de sermos divinizados, mas no sentido de sermos semelhantes a Ele em Suas qualidades e em Seu caráter. Por quê? Porque Ele compartilhou Sua vida com você.

    Irmãos e irmãs, Deus fez provisão para que cumpramos nosso chamado? Sim, Ele já fez essa provisão. Ele lhes deu Sua vida incriada. Ele lhes deu Sua vida divina.

    E essa vida não é abstrata. Essa vida viveu nesta terra durante trinta e três anos e meio e provou ser suficiente — mais do que suficiente —, vencedora, mais do que vencedora; nela, somos mais do que vencedores.

    Essa vida é uma Pessoa, uma Pessoa viva:

    Cristo em vós, a esperança da glória.

    Irmãos e irmãs, será que percebemos isso? Temos esse conhecimento vivo? Sabemos quanto Deus depositou em nós, em Seu Filho, quando cremos no Senhor pela primeira vez? Vocês têm tudo.

    Cristo em vós, a esperança da glória.

    A Habitação do Espírito Santo

    E, ao mesmo tempo, vemos que Ele nos deu Seu Espírito Santo. O Espírito Santo entra em você. Ele habita em você. Nunca o deixará, nem o abandonará, independentemente de como você O trate.

    Ele está ali como o Espírito da vida, ativando essa vida de Cristo em você, tornando-a viva, operante, crescente e manifesta, até que você seja completo em Cristo Jesus.

    Ah, irmãos e irmãs, toda a provisão está aqui, dentro de vocês.

    O Problema da Dependência de Si Mesmo

    Mas por que, com toda a provisão que Deus fez para vocês em Cristo Jesus e no Espírito Santo — plenamente suficiente para que cumpram todas as suas responsabilidades na vida, nos relacionamentos, no serviço e no trabalho —, vocês ainda se veem incapazes? Por quê? Onde está o problema?

    O problema é que não conhecemos a nós mesmos.

    Os filhos de Israel, no início de sua salvação, estavam cheios de fervor pelo Senhor. Disseram: “Podemos fazer isso e vamos fazê-lo”. Mas, durante aqueles dois breves anos, ficou demonstrado que eles falharam.

    Por quê? Porque dependiam de si mesmos, em vez de dependerem de Deus.

    Irmãos e irmãs, precisamos compreender uma coisa: embora sejamos salvos, tenhamos uma nova vida — Cristo em nós, a esperança da glória — e tenhamos recebido o Espírito Santo como outro Consolador, que habita em nós para sempre a fim de nos conduzir a todas as riquezas de Cristo, esquecemo-nos de que o nosso próprio eu, a nossa velha vida, ainda está ali.

    O Homem Natural e o Crente Carnal

    Sabem, em 1 Coríntios 2:14, lemos:

    Ora, o homem natural não recebe as coisas do Espírito de Deus: porque lhe são loucura; e não pode conhecê-las, porque se discernem espiritualmente.

    O homem natural: quem é esse homem natural? O homem natural é o homem caído. O homem natural é alguém que vive pela vida da sua alma, pela sua vida criada, sem o conhecimento e o poder do Espírito Santo. Esse é o homem natural.

    O homem natural é alguém do mundo. Essas pessoas não recebem, não querem receber as coisas do Espírito de Deus, porque as consideram insensatez, loucura. E nem sequer podem conhecer as coisas de Deus, porque as coisas de Deus precisam ser discernidas espiritualmente.

    Agora, irmãos e irmãs, se um crente que já tem a vida incriada — Cristo em vocês —, que já tem o Espírito Santo habitando nele, ainda vive pela sua vida criada, então a Bíblia tem um termo específico para ele. Esse termo é: você é carnal. Você é um homem carnal.

    Quando isso se aplica às pessoas do mundo, trata-se do homem natural. Mas, quando se aplica a um crente, ainda é o homem natural, porém ele é chamado de homem carnal.

    Porque você ainda vive pela sua vida criada, pela sua vida caída. Ainda vive segundo a carne, não segundo o Espírito.

    E, quando você está nessa condição, está no deserto. Está sendo provado. Deus sabe que nunca apreciaremos o que Ele fez por nós, o que colocou em nós, nem o potencial e o poder que estão ali para cumprirmos nossa responsabilidade, até chegarmos ao fim de nós mesmos.

    O Reconhecimento dos Limites do Eu

    Sabem, irmãos e irmãs, em nossa experiência cristã, no início de nossa caminhada com o Senhor, sempre dizemos: “Posso fazer todas as coisas para Deus. Eu O amo. Estou disposto a dar minha vida por Ele. Não há problema. Estou disposto a morrer por Ti. Não há problema”.

    Lembro-me de que, naqueles primeiros dias, mesmo quando ainda estava no ensino médio, eu vivia ocupado servindo ao Senhor. Não tinha tempo para descobrir a vontade de Deus. Estava sempre correndo, por toda parte, fazendo qualquer coisa que achasse boa para Deus.

    Até que descobri que a carne não recebe as coisas do Espírito. Eu não me importava com a vontade de Deus; eu tinha uma vontade para Ele.

    Eu não sabia que todas essas coisas da carne — madeira, feno e palha — um dia seriam queimadas pelo fogo. Deus não as valorizava.

    Deus disse: “Não há bem algum na carne”.

    O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito.

    A carne nunca mudará. A carne nunca será melhorada.

    A carne sempre segue seu próprio caminho: centrada em si mesma, ambiciosa, autossuficiente, buscando sua própria glória. Deus disse: “Não preciso dela. Já a levei à cruz”. Quando Cristo foi crucificado, nosso velho homem foi crucificado com Ele. Deus já encerrou essa questão.

    Mas eu não sabia. Eu estava tentando — não tentando pecar, mas tentando fazer o que achava que Deus queria. Porém, enquanto fazia isso, descobri que estava sob a escravidão da lei do pecado e da morte.

    Vocês se lembram da experiência do apóstolo Paulo em Romanos 7. Ele tinha uma nova mente. Queria agradar a Deus. Queria fazer a vontade de Deus. Tentou com todas as suas forças — e pensem na força de Paulo.

    Ele falhou repetidas vezes, até que, finalmente, desistiu:

    Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?

    Queridos irmãos e irmãs, precisamos chegar ao ponto em que sabemos que não conseguimos. Eu me pergunto quantos já chegaram a esse ponto.

    Ah, como somos cegos. A provisão está ali, mas procuramos ajuda por toda parte. “Como posso fazer isso? Como posso cumprir minha responsabilidade? Simplesmente não consigo.”

    Na minha carne não há bem algum. Queridos irmãos e irmãs, vocês já chegaram a esse ponto em relação à sua vida cristã ou ao seu serviço cristão?

    O Deslocamento do Olhar do Eu para Cristo

    Graças a Deus, nesse ponto Paulo recebeu uma revelação. Ele disse:

    Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.

    Ele voltou os olhos para Ele, desviando-os de si mesmo.

    Se alguém podia confiar em si mesmo, esse alguém era Paulo. Mas agora ele havia chegado ao fim de si mesmo. Deixou de olhar para si e voltou o olhar para Jesus. Ali encontrou a provisão.

    Portanto, irmãos e irmãs, em nossa experiência, precisamos passar por isso. É uma formação, uma educação necessária. Não fiquem desanimados.

    Mas, quando você chega ao fim de si mesmo, é nesse momento que ergue os olhos e vê o Senhor, que está ali, plenamente suficiente para sua vida e para seu serviço.

    Hudson Taylor e o Descanso da Fé

    Lembro-me da história de Hudson Taylor. Os chineses são sempre gratos a Deus por ter enviado esse homem a nós.

    Quando jovem, ele amava o Senhor. Tinha o coração voltado para o Senhor. Sentiu-se chamado para a China e compreendeu que seria uma vida de fé. Por isso, começou a se preparar.

    Ele trabalhava como auxiliar de um médico, mas esse médico era muito esquecido. Muitas vezes, quando chegava o dia de pagar seu funcionário, ele se esquecia.

    E Hudson Taylor decidiu: “Não vou lembrá-lo. Vou apenas confiar no meu Deus”. Como ele foi provado e comprovou que Deus era fiel!

    Ele foi para a China. Trabalhou ali durante alguns anos. Já tinha colegas trabalhando com ele. Foi o homem que Deus usou para abrir o interior da China à obra missionária.

    Eles adotaram não apenas os costumes, mas até as roupas dos chineses. Sofreram muito. Mas ele não estava satisfeito. Sentia que sua vida era um fracasso.

    Ele não conhecia as riquezas de Cristo. Orava, jejuava, lia as Escrituras, procurando descobrir o segredo: como poderia cumprir tudo o que Deus havia colocado sobre ele?

    Um dia, recebeu uma carta de um colega que buscava a mesma coisa. E esse colega disse na carta: “Não é esforçar-se; é descansar”.

    Isso tocou o coração de Hudson Taylor. Ele vinha tentando todo tipo de caminho e recurso para se tornar suficiente, mas não conseguia.

    Então, em seu íntimo, disse: “Senhor, Tu és suficiente. Se eu puder estar unido a Ti, todas as Tuas riquezas serão minhas. Mas como?”.

    Pela fé, ele tentou produzir fé em si mesmo, mas isso não funcionou. Até que, um dia, ao chegar ao fim de seus próprios recursos, o Senhor abriu seus olhos.

    “Não tente entrar em Mim. Você já está em Mim. Eu já estou em você.

    Eu sou a videira; vós sois os ramos.

    O ramo não precisa lutar para tentar se unir à videira. Ele nasce da videira. Faz parte da videira, e todas as riquezas da videira fluem para os ramos.”

    Quando ele viu isso, parou de se esforçar. Entrou no descanso.

    Cristo em vós, a esperança da glória.

    Mesmo durante a Revolta dos Boxers, tantos de seus colegas foram martirizados. Naquela época, ele estava fisicamente fraco e, ainda assim, com todos os fardos que pesavam sobre ele, havia descanso em seu interior.

    Povo de Deus, irmãos e irmãs, nossas experiências são todas diferentes. Não tentem imitar. Mas, pela graça de Deus, quando Ele os leva ao fim de si mesmos, é nesse momento que vocês erguem os olhos, e ali está Ele — sempre ali —, abundantemente disponível, mais do que suficiente para suas necessidades.

    O Segredo Aprendido pelo Apóstolo Paulo

    O apóstolo Paulo aprendeu um segredo. Quando estava preso em Roma, incompreendido, acusado e perseguido, ainda assim havia alegria nele.

    Ele até escreveu sua carta aos filipenses para consolar os crentes de lá:

    Regozijai-vos sempre no Senhor: outra vez direi, regozijai-vos.

    Qual era o segredo?

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Irmãos e irmãs, Cristo está em vocês para viver — para viver por vocês. Vocês permitirão que Ele faça isso?

    Paulo tinha um espinho na carne. Ele olhou para o Senhor: “Como poderia Te servir com um espinho assim? Minha visão é tão ruim. Meu corpo está tão debilitado. Eu tremo, estremeço. Como poderia ser Teu mensageiro?”.

    Deus disse:

    A Minha graça te basta.

    Portanto, ele disse: “Eu me glorio em minha fraqueza, porque, quando sou fraco, então sou forte”.

    Ah, irmãos e irmãs, vocês podem experimentar isso. É verdade: vocês não conseguem. Mas Ele consegue.

    Vocês precisam passar por esse processo: primeiro, “Eu posso”; depois, “Eu não posso”. Mas não parem aí. Então vocês dizem: “Aquele que está em mim, Ele pode”. Louvado seja o Senhor.

    O Poder da Força de Deus

    Vocês veem como nosso Deus é amoroso? Que todos nos levantemos no poder de Sua força e sejamos homens e mulheres que combatem o bom combate, guardam a fé e completam a carreira.

    E não é maravilhoso? Ele provê tudo para realizar Sua obra em nós e diz que nos recompensará com uma coroa de justiça. Louvado seja o Senhor.

    Oração Final

    Querido Deus, nosso Pai, querido Senhor Jesus, ó Salvador, como Tu és bom.

    Abre os nossos olhos interiores para vermos quanto tens feito por nós, que provisão tens preparado para nós.

    Ó Senhor, não permitas que sejamos tão insensatos a ponto de olhar para toda parte, mas não para Ti. Fixa nossos olhos em Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé.

    Em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.