Por favor, abram em Gênesis, no capítulo 1. Vamos ler Gênesis 1:26-28.
E disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.
Agora, o livro de Hebreus, capítulo 5. Começaremos com Hebreus 5:7-9.
O Qual — isto é, nosso Senhor Jesus —, nos dias da Sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao Que O podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia.
Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.
E, sendo Ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que Lhe obedecem.
Vamos fazer uma oração.
Querido Senhor, ao nos reunirmos aqui em Teu próprio nome, sentimos que já estamos vivendo na eternidade. Nós Te louvamos e agradecemos porque Tu és o nosso Deus, e nós somos Teus filhos.
Olhamos para Ti, Senhor, para que nos abras a Tua Palavra e nos conduzas àquilo que está de acordo com a Tua vontade. Senhor, estamos aqui. Fala; os Teus servos ouvem. Pedimos em Teu precioso nome. Amém.
Agradecemos a Deus por nos reunir novamente nesta ocasião. Muitas vezes sinto que uma oportunidade como esta é muito rara, especialmente à medida que nos aproximamos do fim. Certamente, o tempo está próximo.
Por isso, nosso desejo é não perder esta oportunidade. Pessoalmente, sinto que não gostaria de simplesmente pregar para vocês. Prefiro pedir a todos, tanto aos mais velhos quanto aos mais jovens, que se unam a mim para meditarmos na Palavra de Deus.
Em outras palavras, aqui não há quem fala e quem ouve. Estamos todos juntos diante do Senhor, buscando conhecer o Seu coração e desejando que Ele nos tenha para Si.
O tema desta conferência foi tirado de Apocalipse 1:1-3. É revelação, concretização e responsabilidade. Essas três coisas estão relacionadas à questão do tempo.
Por que a revelação é tão urgente? Por que a concretização é tão necessária? Por que a responsabilidade precisa ser cumprida? Porque o tempo está muito próximo.
E, se perdermos a revelação, a concretização e a responsabilidade, então, queridos irmãos e irmãs, quando estivermos diante Daquele que nos amou e Se entregou por nós, teremos de baixar a cabeça, envergonhados? Ou poderemos erguer os olhos para Ele e contemplar o Seu rosto glorioso?
Irmãos e irmãs, a revelação é absolutamente necessária. Sem revelação, estamos espiritualmente mortos. A revelação vem de Deus, e nós realmente agradecemos a Deus, porque Ele é o Deus que Se revela. É do Seu agrado revelar o Seu Filho em nós.
Mas o que é a revelação, se ela não se concretiza em nossa vida? Será apenas teoria, teologia. Não ajuda; pelo contrário, condena. Porque, quanto mais revelação você recebe, maior é a sua responsabilidade por ela.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, precisamos de revelação. Precisamos ver Deus. Precisamos ver o propósito de Deus. Precisamos ver o Filho de Deus. Precisamos ver o que Deus pretende realizar em nós.
Precisamos ver todas essas coisas; e não apenas vê-las, mas torná-las realidade pela graça de Deus, pela operação da cruz. A revelação precisa se tornar real em nossa vida.
E, a partir dessa revelação e dessa concretização, podemos cumprir a responsabilidade para a qual Deus nos chamou. Portanto, irmãos e irmãs, este é um tempo muito sério. Não temos tempo a perder.
Precisamos realmente estar diante do Senhor e pedir-Lhe que não permita que este tempo nos escape.
Minha responsabilidade é falar sobre responsabilidade. Vocês talvez não queiram ouvir nem mesmo a palavra responsabilidade. Mas, irmãos e irmãs, se realmente soubermos o que é responsabilidade e por que Deus nos atribui responsabilidade, então a receberemos de uma maneira inteiramente diferente.
Veremos que ela é um privilégio. É uma honra. Ela conduz à glória. Portanto, espero, irmãos e irmãs, especialmente vocês, jovens, que não tenham medo de ouvir esta palavra: responsabilidade. É uma palavra gloriosa.
Quem somos nós para que Deus nos atribua responsabilidade? Irmãos e irmãs, deveríamos ser profundamente gratos por Deus nos confiar responsabilidade juntamente com Ele.
Gostaríamos de abordar esta questão da responsabilidade por três aspectos, de maneira muito simples:
Graças a Deus, Sua verdade é simples. Agora, irmãos e irmãs, em qualquer assunto — não apenas nas coisas espirituais e celestiais, mas até nas coisas comuns do dia a dia —, se vocês realmente quiserem compreender o que ele é, não podem começar por si mesmos.
Porque, se começarem qualquer coisa por vocês mesmos, perderão a visão do todo, pois vocês não são o princípio.
Portanto, quando falamos sobre responsabilidade — por que existe responsabilidade e por que ela nos é atribuída —, não podemos começar por nós mesmos. Temos de começar pelo próprio princípio.
E, queridos irmãos e irmãs, quem é esse princípio, senão o próprio Deus? No princípio, Deus.
Nesta questão da responsabilidade, vocês têm de começar por Deus. Precisam compreender que tipo de Deus Ele é. Então começarão a compreender qual é a nossa responsabilidade.
Deus é o grande EU SOU. Ele é Aquele que existe por Si mesmo. Ele é o princípio de todas as coisas. Ele é o princípio e Ele é o fim.
Ele é o Deus vivo. Ele é a Vontade suprema no universo, estabelecendo o Seu propósito segundo o Seu beneplácito, mesmo antes da fundação do mundo.
E tudo o que Ele propõe, Ele cumpre; Ele realiza. Ele é o Deus que promete, e Ele é o Deus que cumpre todas as Suas promessas.
Ele é um Deus de responsabilidade. Não responde a ninguém, mas responde a Si mesmo. Por isso a Bíblia diz:
Ele não pode negar-Se a Si mesmo.
Ele sempre assume a Sua responsabilidade.
Agora, sabendo que Deus é assim, compreenderemos por que Ele nos deu responsabilidade.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, temos de voltar à criação do homem. No princípio, quando Deus criou o homem, Ele o criou à Sua própria imagem.
Sabem, irmãos e irmãs, dentre todos os seres que Deus criou, o homem é especial.
Antes de criar o homem, houve um conselho entre as Pessoas da Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. E, desse conselho, Eles criaram o homem.
Eles criaram o homem à Sua própria imagem. Deus nunca havia feito isso antes. Nunca havia feito isso com os céus nem com a terra. Nunca havia feito isso nem mesmo com os anjos ou com qualquer outra criatura. Ele fez isso somente com o homem.
O homem foi criado à imagem de Deus. Espero que vocês se lembrem disso, especialmente os jovens: vocês foram criados à imagem de Deus. Vocês são especiais.
E o que queremos dizer com imagem? Nas Escrituras, imagem não se refere à forma exterior. Refere-se à qualidade interior.
Em outras palavras, todos vocês foram feitos segundo o caráter e a qualidade interior de Deus. Isso diz muita coisa, mas nesta manhã vamos nos concentrar em apenas um ponto.
Quando Deus criou o homem à Sua imagem, criou-o com livre-arbítrio, porque o próprio Deus tem uma vontade livre. Ele pode querer tudo o que desejar.
Há perfeita liberdade no exercício de Sua vontade. E, quando Deus criou o homem, criou-o com livre-arbítrio.
Em outras palavras, se você tem vontade própria, pode escolher. Pode decidir o que quer. Pode decidir o seu próprio destino — para onde está indo.
Irmãos e irmãs, este é um grande privilégio. Deus não fez de você um robô que só pode fazer o que Ele quer que você faça.
Ele formou você, fez você, criou você com uma vontade tão livre quanto a Dele. Ele lhe dá liberdade para exercer sua vontade, para escolher seu próprio destino.
Agora, esta é uma grande responsabilidade. O próprio fato da criação do homem envolve responsabilidade.
É por isso que dizemos que um bebê recém-nascido tem vontade, mas não tem consciência nem compreensão da sua vontade. Portanto, seja o que for que os bebês façam, não podemos responsabilizá-los.
Mas, à medida que crescem, chegam à idade em que podem responder por seus atos. Sempre que exercerem sua vontade, serão responsabilizados.
Portanto, irmãos e irmãs, na própria criação do homem, encontramos Deus dando ao homem livre-arbítrio. A responsabilidade já está presente. Você não pode dizer: “Eu não sou responsável”.
Sabem, às vezes, especialmente nós que pertencemos ao Senhor, dizemos: “Bem, Deus nos ama tanto. Ele faz tudo por nós. Tudo é graça. Então, onde está a nossa responsabilidade? Apenas desfrutamos daquilo que Ele nos deu, e pronto”.
Ora, isso é cristianismo? É esse o cristianismo de que vocês gostam?
Vocês não compreendem Deus. Não compreendem o coração de Deus. Não compreendem o caminho de Deus. Ele quer vocês para algo maior do que isso.
Ele lhes dá livre-arbítrio. Que risco Deus assumiu ao dar livre-arbítrio ao homem! Mas, para Deus, vale a pena.
Ele não quer que alguém O ame e O sirva porque isso é automático, porque não há outra opção. Isso não é amor. Isso não é serviço. Isso não dá glória alguma a Deus.
Ele prefere assumir o risco e fazer o homem à Sua própria imagem, permitir que ele faça sua própria escolha e colocá-lo sob responsabilidade. Que honra Deus concedeu ao homem!
Em segundo lugar: ao criar o homem, Deus não apenas o fez à Sua imagem, mas também o abençoou. Deu ao homem domínio — autoridade sobre as aves dos céus, os peixes do mar e os seres vivos sobre a terra.
Ele deu poder ao homem. Colocou o homem no jardim do Éden, e Deus disse: “Cultive-o e guarde-o”.
Em outras palavras, desde o início da criação do homem, Deus lhe deu autoridade e poder. Hoje, as pessoas querem autoridade. As pessoas anseiam por poder. Mas vocês sabem para que realmente servem a autoridade e o poder? De onde eles vêm?
A autoridade e o poder vêm de Deus. Deus é a única autoridade no universo. Todo o poder pertence a Ele.
E, ainda assim, Ele deu ao homem autoridade, domínio para governar, e deu-lhe poder para realizar o trabalho. Pensem nisso.
Adão e Eva estavam no jardim do Éden — não era um jardim pequeno, como talvez aquele que fica atrás da sua casa. Aquele jardim do Éden devia ser como um parque, e Deus disse: “Guardem-no”.
O jardim não tinha muro. Adão e Eva eram o muro do jardim. Em outras palavras, eles estavam em quase toda parte, de modo que o inimigo não tivesse oportunidade de entrar sorrateiramente. Que poder era esse?
Sabem, toda a capacidade do homem ainda nem sequer foi plenamente compreendida. Quando pensamos no poder que Adão tinha, ele está além da nossa imaginação.
Mas, com aquele poder que lhe fora dado, ele deveria ser capaz de exercer sua autoridade e cumprir sua responsabilidade. Portanto, irmãos e irmãs, se vocês estão pensando em autoridade e poder, pensem em responsabilidade.
Talvez isso os afaste dessa ambição por autoridade e poder, porque a autoridade e o poder são dados para cumprir a responsabilidade confiada por Deus.
E não apenas isso: quando Deus colocou Adão e Eva no jardim do Éden, disse: “Preparei todas as árvores desse jardim — árvores frutíferas, toda espécie de frutos, belas folhas”.
E Deus disse: “Providenciei tudo isso para vocês. Vocês podem comer e viver”. Mas, no meio do jardim, Deus plantou a árvore da vida. Ela simboliza a vida de Deus, a vida divina.
Sabem, quando Deus criou o homem, soprou o Seu fôlego nas narinas do homem, e a Bíblia diz que o homem se tornou alma vivente. Portanto, em outras palavras, a vida do homem é uma vida criada. Ela veio de Deus, mas ainda assim é uma vida criada.
Mas graças a Deus, porque o homem foi feito à imagem de Deus. Assim, Deus já tinha este pensamento em Seu coração: “Criarei um homem à Minha imagem, com capacidade de Me receber — receber Minha vida, Minha vida incriada, Minha vida eterna, Minha vida divina — em seu interior, para que ele possa ser unido a Mim em vida”.
Irmãos e irmãs, como isso é glorioso! Como são preciosos os pensamentos de Deus para com o homem!
Desde o princípio, Seu desejo para o homem não era apenas que ele vivesse, mas que recebesse a Sua própria vida e tivesse comunhão com Ele, união com Ele em vida — que O conhecesse não exteriormente, mas interiormente. Irmãos e irmãs, como isso é glorioso!
Mas, ao lado daquela árvore da vida, Deus plantou outra árvore: a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Algumas pessoas pensam que a árvore do conhecimento do bem e do mal é uma árvore má, mas eu, pessoalmente, não penso assim. Deus jamais colocaria algo mau no jardim. O maligno estava fora do jardim, e Adão foi chamado para guardar o jardim e não permitir que o maligno entrasse sorrateiramente.
Portanto, não havia nada mau no próprio jardim. Então, o que é a árvore do conhecimento do bem e do mal?
Bem, penso, irmãos e irmãs, que essa árvore não precisa ser explicada, porque todos nós já comemos dela. Todos conhecemos seu amargor, sua acidez.
O conhecimento do bem e do mal — esse é o conhecimento supremo que o mundo já conheceu. Que conhecimento o mundo conhece que seja superior ao conhecimento do bem e do mal?
Em outras palavras, seja o conhecimento científico, seja o conhecimento filosófico, nenhum se compara ao conhecimento ético. Conhecer o bem e o mal é o conhecimento mais elevado sobre a terra.
Mas, irmãos e irmãs, sem a vida de Deus, esse conhecimento é morte. Porque torna o homem independente de Deus, levando-o a pensar que sabe tudo e que não precisa de Deus para guiá-lo ou ensiná-lo.
Por isso Deus, de propósito, colocou no jardim do Éden a segunda melhor árvore, e a escolha era entre o melhor e o segundo melhor.
Por que Deus faria uma coisa dessas? Porque Ele quer que o homem saiba que Ele o criou acima de todas as coisas, mas debaixo de Um.
O homem tinha domínio sobre as aves dos céus, os peixes do mar e os animais do campo. Mas estava debaixo de Deus.
Somente debaixo de Deus ele seria capaz de cumprir sua missão e alcançar seu destino. Por isso Deus os colocou no jardim do Éden e, então, lhes deu uma ordem.
De toda árvore do jardim comerás livremente.
Que Deus generoso Ele é!
Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Uma ordem, uma lei, foi dada ao homem para colocá-lo em seu devido lugar.
Portanto, irmãos e irmãs, além do fato de sermos criados à Sua imagem, com livre-arbítrio, e além do fato de Ele nos ter dado poder, autoridade e responsabilidade, nós nos encontramos sob a lei fundamental de Deus.
Você está debaixo Dele. Você não é o senhor do mundo. Não é nem mesmo seu próprio senhor. Você tem um Senhor. Tem um Deus. Tem um Criador acima de você. Ouça-O e viva. Desobedeça-Lhe e você morrerá.
Muito claro. O que é isso? Responsabilidade. Isso é responsabilidade.
Portanto, irmãos e irmãs, desde o princípio, a responsabilidade faz parte da constituição do homem. Ela ajudará o homem a alcançar seu destino. Ela conduzirá o homem à plenitude do propósito de Deus.
Irmãos e irmãs, o que estamos tentando dizer aqui é que precisamos de revelação. Sem revelação, somos cegos. Realmente não sabemos nada se não temos revelação do alto.
Tudo de que dependemos é a árvore do conhecimento do bem e do mal. Pensamos que sabemos tudo, mas, irmãos e irmãs, não sabemos nada.
Mas a revelação gera uma grande responsabilidade. Vocês não podem separar essas duas coisas. Agora, olhem para Adão. Deus lhe havia dado tanto. E como ele respondeu?
Creio que todos conhecemos a história. Ali, no jardim do Éden, eles não cumpriram sua responsabilidade. Permitiram que o inimigo de Deus entrasse sorrateiramente no jardim, na forma de uma serpente.
E a serpente enganou Eva. Mas vocês sabem que Eva deu à serpente uma brecha para a tentação? A tentação vem de Satanás, do inimigo, mas às vezes nós damos uma brecha para a tentação.
Evidentemente, Eva se afastou de Adão. Ela estava sozinha. Irmãos e irmãs, Deus nos criou de tal maneira que precisamos estar juntos. Precisamos uns dos outros para nos apoiarmos mutuamente.
E, quando Eva se afastou de Adão, ficou sozinha. E vejam para o que ela estava olhando. Ela estava olhando para a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Não é estranho que ela não estivesse olhando para a árvore da vida, mas para a árvore do conhecimento do bem e do mal? Algo devia estar acontecendo em seu coração.
Ela admirava a árvore. Era agradável aos olhos. E então Satanás veio e disse:
É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
Por trás daquela pergunta estava a sugestão de que Deus era um Deus severo. Ele não queria que eles vivessem. Não lhes permitia comer fruto algum, e o homem, naquela época, não tinha outro alimento além dos frutos. Se não pudessem comer frutos, morreriam. Deus era um Deus de coração duro.
E então Eva disse: “Não, não, é claro que isso é absurdo. Podemos comer dos frutos de todas as árvores, mas desta não podemos comer, nem podemos tocar nela”.
Vejam, a ideia de que Deus é um Deus severo começou a penetrar em sua mente. Deus nunca disse que eles não podiam tocar nela. Ele apenas disse que não podiam comer dela.
Mas Eva começou a aceitar a tentação de Satanás e a acrescentar à Palavra de Deus. Irmãos e irmãs, vocês se lembram de Apocalipse 22: à Palavra de Deus, não acrescentem nada, nem retirem coisa alguma.
Ela é pura. É a Palavra de Deus. Tenham cuidado para não retirar nada da Palavra de Deus, nem acrescentar coisa alguma a ela. E foi isso que Eva fez.
Então Satanás conseguiu envolvê-la. Ele veio e disse: “Você sabe por que Deus não permite que vocês comam dela? É porque, se comerem, seus olhos se abrirão. Vocês serão como Deus”.
E Eva tomou o fruto e comeu. E, evidentemente, naquele momento Adão chegou, e ela lhe deu para comer.
Ela foi enganada, mas Adão pecou deliberadamente. É por isso que o pecado entrou no mundo por meio de um só homem, Adão. Ele sabia de tudo, mas amava sua esposa mais do que a Deus.
Se ele não comesse, perderia sua esposa. Ele amava tanto sua esposa que preferiu compartilhar com ela aquela morte eterna. Isso é amor humano.
É por isso que até mesmo o nosso amor humano precisa ser purificado. O Senhor nos chama a amá-Lo mais do que a pai, mãe, irmão, irmã, esposa, filhos e até mesmo à nossa própria vida. Até o nosso amor precisa ser purificado.
Oh, irmãos e irmãs, Adão falhou em sua responsabilidade. Falhou em cuidar de sua esposa. Não impediu que ela se afastasse dele.
Ele falhou em guardar o jardim. Permitiu que o inimigo entrasse sorrateiramente. Desobedeceu deliberadamente à ordem de Deus. Ele pecou.
Portanto, irmãos e irmãs, desde o princípio da história do homem, podemos ver que houve um fracasso no cumprimento da responsabilidade.
Mas graças a Deus. Tudo o que Deus diz, Ele fará. Tudo o que propôs, Ele realizará. Ele não foi derrotado.
Sim, o inimigo retarda o Seu propósito, mas não o derrotou. Pelo contrário, a partir do fracasso do homem, Deus interveio com algo muito maior, muito mais grandioso, muito mais glorioso.
Algo que revelaria o Seu coração mais do que qualquer outra coisa. Nunca conhecemos o amor de Deus até vermos que Ele deu o Seu Filho unigênito.
Irmãos e irmãs, na plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho unigênito — Aquele que estava com Ele desde o princípio, Aquele que sempre Lhe agradava, Aquele a Quem Ele amava mais do que tudo, Aquele para Quem Ele criou todas as coisas.
E, ainda assim, para demonstrar Seu amor ao homem, a vocês e a mim, irmãos e irmãs, Ele Se dispôs a entregar Seu Filho unigênito.
E quanto ao Filho? Em obediência ao Seu Pai e por amor ao Seu Pai, Ele esvaziou a Si mesmo. Esvaziou-Se de toda a glória e honra.
Oh, sendo Deus, Ele não podia esvaziar-Se de Sua divindade, não, porque isso é o que Ele é. Mas esvaziou-Se de tudo o que O cercava e veio a este mundo — um mundo caído, um mundo de violência, de corrupção, de pecado.
E Ele assumiu a forma de servo. Como homem, assumiu a forma de servo. Veio como escravo, como um escravo amoroso cuja orelha havia sido furada por amor ao seu senhor, que não queria deixar a casa de seu senhor e estava disposto a servi-lo por toda a vida.
Esse era o sentimento do nosso Senhor Jesus quando estava na terra. Durante toda a Sua vida, Ele obedeceu ao Seu Pai celestial. Nunca fez nada por Sua própria iniciativa. Nunca disse palavra alguma por Si mesmo.
Seu tempo estava sempre nas mãos de Seu Pai. Ele não tinha todos os privilégios que Adão teve.
Adão foi colocado em um jardim de delícias, mas nosso Senhor Jesus nasceu numa manjedoura. Foi tentado no deserto. Não tinha nem mesmo os privilégios de uma pessoa comum.
Como Ele sofreu, mas como foi fiel! Menos privilégio, mais responsabilidade.
Sua responsabilidade era muito maior do que aquela que Deus havia dado a Adão, porque Ele veio salvar os perdidos. Veio redimir a humanidade caída.
Veio mostrar o amor de Deus ao homem. Veio trazer o homem de volta ao propósito amoroso e glorioso de Deus para ele.
Ele morreu numa cruz para derramar Seu sangue pela remissão dos nossos pecados. Seu corpo foi partido para abrir um novo e vivo caminho, para que pudéssemos entrar na própria presença de Deus.
Ele não apenas perdoou nossos pecados; deu-nos Sua própria vida — vida eterna, vida divina, uma vida que já demonstrou ser capaz de viver na terra e cumprir toda responsabilidade.
Irmãos e irmãs, essa vida foi dada a vocês e a mim. Eu não sou digno.
Queridos irmãos e irmãs, vocês sabem que têm a vida Dele em vocês? É uma vida de privilégio, uma vida de responsabilidade.
É uma vida plenamente capaz de cumprir todas as responsabilidades para as quais Deus possa chamá-los.
Equipados com tal dádiva, vocês cumprirão sua responsabilidade ou não? Cabe ao seu livre-arbítrio decidir.
Todo o potencial está aí. Irmãos e irmãs, todo o potencial para cumprir a responsabilidade que Deus colocou sobre vocês — todo o poder está aí.
Agora depende de vocês. Vocês responderão? Assumirão a responsabilidade por amor a Ele? Farão isso?
Senhor, ficamos maravilhados diante do Teu grande amor. Somos profundamente tocados por tudo o que nos deste na criação e, ainda mais, na redenção. Senhor, somos Teus duas vezes.
Para onde podemos ir? O que podemos fazer? Mas, Senhor, queremos ir contigo. Queremos fazer a Tua vontade. Queremos cumprir o Teu propósito.
Glória, glória a Deus. Em nome de Jesus, amém.