Estes pelejarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque Ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis;
e também vencerão os que estão com Ele, chamados, escolhidos e fiéis.
Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos.
Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó;
escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que, por algum tempo, ter o gozo do pecado;
tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito: porque tinha em vista a recompensa.
Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei: porque perseverou, como quem vê Aquele que é invisível.
Querido Pai celestial, nós nos reunimos aqui em nome do Teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo. Nós nos achegamos a Ti com um espírito de adoração.
Pedimos, Senhor, que fales ao nosso coração por meio da Tua Palavra; que a Tua Palavra verdadeiramente se torne vida e espírito para nós; que obtenhas do Teu povo aquilo que desejas nesta noite. A Ti seja a glória, em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.
Ontem à noite, começamos esta série de mensagens, baseada em Apocalipse 17:14.
Sabemos que esse versículo descreve a última batalha desta era. É a batalha do Armagedom. É uma batalha entre o Cordeiro e aqueles que O seguem, de um lado, e a besta e seus seguidores, do outro.
Agora, nossa ênfase não está propriamente na batalha. Nossa ênfase está naqueles que seguem o Cordeiro nessa última batalha.
Precisamos lembrar que essa é a última batalha de uma guerra que atravessa toda esta era. Na verdade, essa guerra já foi vencida há dois mil anos, no Calvário. Ali, nosso Senhor Jesus derrotou Satanás e os principados e as potestades com uma vitória tão decisiva que os desbaratou e os expôs publicamente.
Mas, embora a batalha decisiva já tenha sido vencida há dois mil anos, a guerra continuou. Hoje, ainda estamos envolvidos nessa guerra. Mas lembremos: são apenas pequenas escaramuças.
A razão pela qual o Senhor permite que a guerra continue é que Ele quer nos ensinar a andar. Ele quer provar a nossa fidelidade. Ele quer que estejamos preparados para aquela última batalha, para que sejamos qualificados a fazer parte desse exército do Senhor.
Aqueles que participam dessa última batalha, a consumação dessa guerra que atravessa toda esta era, são os chamados, escolhidos e fiéis. Portanto, nosso encargo neste momento é que estejamos entre os chamados, escolhidos e fiéis.
Ontem à noite, consideramos juntos os chamados. Mencionamos logo no início que Deus nunca pede voluntários, porque, se Ele pedisse voluntários, ninguém estaria apto a se oferecer. Tudo precisa começar com o próprio Deus: Ele chama.
Ele nos chama por Sua glória e virtude, como encontramos em 2 Pedro 1:3. Ele nos chama por Sua glória. Em outras palavras, quando Ele nos chama, isso não depende da nossa necessidade; depende da Sua glória.
Quando Ele chama, nunca ficará satisfeito até que Ele próprio esteja satisfeito, porque é isso que glória significa. Glória é aquilo que Deus é. Glória é o próprio Deus satisfeito.
Portanto, irmãos e irmãs, nós, que somos chamados por Deus, precisamos lembrar que esse é um chamado tremendo, porque não é um chamado segundo aquilo que somos, mas segundo aquilo que Ele é. Somos chamados por Sua virtude. Em outras palavras, nós não temos virtude, mas Ele tem toda a virtude. Ele fez todos os preparativos para nós. Virtude significa aquilo que o próprio Senhor fez por nós.
Paulo disse que Deus o separou desde o ventre de sua mãe e o chamou por Sua graça. Todos nós somos chamados pela graça de Deus. Somos indignos; nenhum de nós merece isso. Mas graças a Deus porque Ele nos chama por Sua graça — Sua maravilhosa graça. Sua graça é universal. Sua graça é gratuita.
Somos chamados segundo o Seu propósito. Somos chamados para nos tornarmos parte do Seu propósito, para participarmos do propósito eterno de Deus.
Ontem à noite, mencionamos um pouco do que esse chamado envolve. Ele nos chamou para sair e nos chamou para entrar.
Ele nos chamou para sair dos nossos pecados, do mundo, do poder do pecado, da nossa carne, do nosso eu, das trevas e do reino das trevas, para entrar no reino do Filho do Seu amor. Fomos chamados para sair de muitas coisas.
Às vezes, não percebemos de quantas coisas fomos chamados a sair e, por não sabermos disso, provavelmente ainda permanecemos nelas. Em termos simples, Deus nos chamou para sair de tudo aquilo que não é de Deus.
Então, Ele nos chamou para entrar. Ele nos chamou para entrar em Cristo, nossa justiça; na luz da vida; na vida eterna, na vida de ressurreição; para sermos filhos de Deus; na comunhão de Seu Filho, Jesus Cristo; para sermos o Corpo de Cristo; e em Seu propósito eterno.
Portanto, precisamos lembrar que, pela graça de Deus, somos os chamados — não por aquilo que somos, nem porque merecemos esse chamado. Tudo começa com Deus. Ele nos chama por Sua graça, e realmente agradecemos a Deus porque somos os chamados de Deus.
Nesta noite, gostaríamos de prosseguir com o segundo assunto: os escolhidos. Não apenas os chamados, mas também os escolhidos.
Agora, a palavra escolhidos, quando considerada isoladamente — isto é, fora do contexto de Apocalipse 17:14 —, significa algo assim.
Efésios 1:4 nos diz que fomos escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo.
Em outras palavras, o chamado acontece agora; a escolha é eterna. Quando o chamado de Deus chega até nós, é agora. Mas lembremos que, já na eternidade passada, antes da fundação do mundo, antes de Deus lançar os fundamentos do mundo — antes de o tempo começar —, Deus já nos havia escolhido em Cristo Jesus.
Essa questão da eleição divina é uma prerrogativa de Deus. Não é algo para discutirmos; é algo diante do qual devemos adorar.
Irmãos e irmãs, antes mesmo da fundação do mundo, Deus soberanamente nos escolheu em Cristo Jesus.
Em Romanos 9, o apóstolo Paulo trata dessa questão de ser escolhido — dessa questão da eleição divina. Ali, Deus disse a Moisés:
Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia,
e Me compadecerei de quem Eu Me compadecer.
Assim, pois, não depende de quem quer, nem de quem corre, mas de Deus, que Se compadece.
Agora, isso é eleição divina.
Em termos simples, a eleição ou escolha divina não depende de nós de modo algum. Não depende de quem quer. Você pode querer o que quiser, mas isso não acontecerá. Não depende de quem corre. Você pode correr muito depressa, mas nunca chegará lá. Depende unicamente de Deus, que demonstra misericórdia.
Como Ele demonstra misericórdia? Ele diz:
Terei misericórdia de quem Eu tiver misericórdia.
Em outras palavras, você não pode dizer a Ele: “Mostra misericórdia a este ou àquele”. Deus diz: “Isso cabe a Mim. Se Eu quiser mostrar misericórdia, Eu o farei. Se Eu não o fizer, ninguém poderá Me obrigar a fazê-lo”.
Isso é soberania. Isso é Deus. Deus é soberano; portanto, Ele não precisa prestar contas a ninguém. Ele presta contas apenas a Si mesmo e fará tudo o que Lhe agrada — em outras palavras, segundo o beneplácito da Sua vontade. Ele nos escolheu em Cristo Jesus antes da fundação do mundo.
As pessoas gostam de discutir com Deus, por isso, em Romanos 9, Ele nos dá ilustrações. Deus diz que, embora os dois meninos ainda estivessem no ventre da mãe, embora nunca tivessem vivido um dia sequer na terra, Ele disse:
O mais velho servirá ao mais novo.
Por quê? Porque Deus disse:
Amei Jacó, porém odiei Esaú.
Nós dizemos: “Isso é muito injustificável”. Por quê? Porque esses dois meninos nunca haviam vivido um dia sequer. Não haviam demonstrado qual deles era o melhor. No entanto, Deus disse:
Amei Jacó, porém odiei Esaú.
Ora, isso é soberania.
Se você quiser continuar discutindo, Deus diz: “Está bem, vou lhe dar outra ilustração. Olhe para Israel. Levantei Israel para ser um vaso de misericórdia, mas levantei Faraó para ser um vaso de ira”. Como você pode explicar isso?
Em outras palavras, a eleição divina, ou a escolha divina, é uma prerrogativa de Deus. Não podemos discuti-la. A única coisa que podemos fazer é nos prostrar e adorar. Graças a Deus, de alguma maneira, em Sua soberania, Ele nos escolheu. Não podemos explicar por quê, mas isso aconteceu.
D. L. Moody usava uma ilustração maravilhosa. D. L. Moody foi um grande evangelista e, ao ensinar o evangelho, naturalmente encontrou muitas dificuldades nessa área.
Ele costumava dizer que, quando você ouve o evangelho de Jesus Cristo, o evangelho diz: “Quem quiser”. Quem quiser pode vir. Quem quiser pode vir e beber da água da vida. E “quem quiser” inclui você, seja quem você pensa que é — esse “quem quiser” inclui você.
Se Deus tivesse dito que uma pessoa específica poderia vir, talvez somente essa pessoa — e quem sabe outra com o mesmo nome — pudesse vir, enquanto todas as demais ficariam excluídas. Mas, quando Deus diz: “Quem quiser”, se você entende que isso se refere a você, então se refere a você, a menos que você rejeite o convite. Quem quiser pode vir.
Moody dizia que, quando você vem, entra pela porta do evangelho. Depois de entrar, você olha para trás e, do outro lado da porta, encontra estas palavras: “Bem-aventurados vocês, que foram escolhidos por Deus”.
Irmãos e irmãs, nós realmente louvamos e agradecemos a Deus. Olhamos para trás e descobrimos que somos os escolhidos de Deus. Deus nos escolheu sem que houvesse em nós motivo algum. Agora, Ele tem um motivo — é claro, Deus sempre tem um motivo —, mas não sabemos qual é esse motivo, e não precisamos saber. Agradecemos a Deus porque somos os escolhidos. Isso é eleição divina.
Deus escolheu a nação de Israel como Seu povo escolhido. Se lermos o Antigo Testamento, encontraremos repetidamente esta expressão: “Meu povo, Meus escolhidos”.
Por que Deus escolheu os filhos de Israel? Foi Sua prerrogativa divina, não porque os filhos de Israel fossem melhores do que qualquer outra pessoa. Foi porque Deus os escolheu.
Repetidas vezes, Deus precisou lembrá-los: “Não pensem que foram escolhidos por serem mais numerosos do que as outras nações”. Na verdade, eles estavam entre as menores das nações. Mas Deus disse: “Eu amo vocês. Foi por isso que os escolhi”. Isso dependia Dele. Portanto, eles não deveriam se orgulhar disso.
Infelizmente, os filhos de Israel ficaram muito orgulhosos de si mesmos. Pensavam que eram melhores do que todos os outros. Mas, na verdade, não eram melhores. Foi Deus Quem os escolheu. Eles deveriam ter se humilhado diante do Senhor e amado o Senhor por terem sido escolhidos.
O mesmo se aplica a nós hoje. A igreja é uma raça eleita. Deus nos escolheu dentre todas as nações, todas as tribos e todas as línguas. Ele nos fez raça eleita, sacerdócio real e nação santa. Por que Ele nos escolheu? Para que anunciemos as excelências Daquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.
Não temos do que nos gloriar. Na verdade, se somos os escolhidos, isso deveria nos humilhar.
Quem Deus escolheu? Se lermos 1 Coríntios 1, veremos que Deus escolheu as coisas fracas para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas loucas para confundir as sábias. Deus escolheu aqueles que são de origem humilde, desprezados e que nada são.
Irmãos e irmãs, é isso que somos. A única coisa que podemos entender quanto à razão de Deus nos ter escolhido é que somos loucos, fracos, desprezados e nada somos. Se alguém pensa que é sábio, forte ou alguém importante, desqualifica a si mesmo para ser escolhido.
Portanto, queridos irmãos e irmãs, saber que somos os escolhidos de Deus deveria realmente nos humilhar, nos incentivar a amá-Lo mais e nos levar a obedecer-Lhe mais.
Agora, não é sobre isso que vou compartilhar nesta noite, mas penso que preciso estabelecer esse fundamento. Caso contrário, vocês podem achar que sou um tanto desequilibrado.
Eu disse logo no início que escolhidos, quando considerado isoladamente, significa que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo.
Pessoalmente, quanto mais vivo e quanto mais sigo o Senhor, mais grato sou pela eleição divina. Algumas pessoas pensam que essa é uma doutrina terrível, uma verdade terrível. Mas, para mim, é a verdade mais consoladora, porque começo a enxergar que tudo depende Dele. Realmente não depende de mim.
Depende Dele. Não há nada mais consolador ou fortalecedor do que saber que Ele escolheu você em Cristo Jesus, para que sejamos santos e irrepreensíveis diante Dele em amor.
Mas, quando essa questão de ser escolhido está ligada a outra coisa, especialmente quando chegamos a Apocalipse 17:14, vemos que está escrito: “chamados e escolhidos”. Não está escrito: “escolhidos e chamados”.
Em termos cronológicos, diríamos que deveria ser “escolhidos e depois chamados”, porque Deus nos escolheu antes da fundação do mundo e, depois, no tempo, nos chama por Sua graça. Essa deveria ser a ordem. Mas aqui o Espírito Santo inverte a ordem. Ele diz: “chamados e escolhidos”.
Quando você vê essas duas coisas colocadas nessa ordem, sabe que há algo mais.
Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
Há algo além de termos sido escolhidos antes da fundação do mundo. Há algo aqui, nessa questão de ser escolhido, em que estamos profundamente envolvidos.
Em Mateus 20, nosso Senhor Jesus nos contou uma parábola. Se você ler Mateus 19, conhecerá o contexto dessa parábola.
Um jovem veio ao Senhor Jesus em busca da vida eterna. Ele estava realmente falando sério. Era um bom jovem, de elevada moralidade, e veio diante do Senhor e disse:
Que farei para herdar a vida eterna?
Vocês se lembram de que nosso Senhor Jesus disse:
Por que Me chamas bom?
Ninguém há bom, senão Um, que é Deus.
O jovem pensava que era bom, mas não suficientemente bom.
O Senhor lhe perguntou sobre os mandamentos: “Você guarda os mandamentos?”. Ele disse: “Quais mandamentos?”. O Senhor lhe falou da segunda tábua dos mandamentos, e ele disse:
Tudo isso tenho observado desde a minha mocidade.
O Senhor olhou para ele e o amou. Então o Senhor disse:
Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu;
e vem, segue-Me.
Esse jovem era muito rico. Ele não estava disposto a abrir mão de suas riquezas. O Senhor sabia que esse era o impedimento que o impossibilitava de vir e segui-Lo. O Senhor realmente queria que ele viesse e O seguisse, mas sabia que, se ele não se desfizesse de suas riquezas, não conseguiria vir e segui-Lo.
Aquele jovem foi embora triste. Nosso Senhor Jesus disse:
É difícil entrar um rico no reino dos céus.
Quando os discípulos ouviram isso, ficaram horrorizados. Pensavam que os ricos podiam entrar no reino mais facilmente do que os pobres. Se os ricos não podiam entrar, quem poderia? O Senhor Jesus disse:
Aos homens isso é impossível; mas a Deus tudo é possível.
Então Pedro veio e disse:
Senhor, nós deixamos tudo e Te seguimos.
Que teremos, pois?
Foi nesse contexto que nosso Senhor Jesus contou essa parábola.
A parábola fala de um proprietário que tinha uma vinha. De manhã cedo, ele saiu para contratar trabalhadores. Havia trabalhadores ali, esperando ser contratados. Eles negociaram e acertaram um salário: um denário pelo dia. Naqueles dias, um denário era o salário de um dia. Então foram para a vinha dele e começaram a trabalhar.
À terceira hora, isto é, às nove horas da manhã, o proprietário saiu novamente e viu pessoas ainda paradas ali. Ele precisava de mais trabalhadores, por isso lhes disse:
Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo.
Então eles entraram na vinha.
À sexta hora, ao meio-dia, ele saiu e contratou mais pessoas. À nona hora, às três horas da tarde, contratou mais pessoas e lhes disse:
Dar-vos-ei o que for justo.
Às cinco horas, a décima primeira hora, quando faltava apenas uma hora para o fim do dia, ele ainda viu pessoas paradas, sem trabalhar. Perguntou:
Por que estais aqui ociosos o dia todo?
Eles disseram:
Porque ninguém nos contratou.
Então ele disse:
Ide vós também para a vinha.
Eles entraram e trabalharam por uma hora.
Depois das seis horas, o proprietário disse ao seu administrador:
Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.
Os que trabalharam uma hora receberam um denário.
Então, aqueles que haviam chegado antes — às três horas, ao meio-dia e às nove horas —, e especialmente os que haviam chegado de manhã cedo e suportado o calor do dia, também receberam um denário. Naturalmente, murmuraram. Disseram: “Isso é injusto. Trabalhamos o dia inteiro, mas essas pessoas trabalharam apenas uma hora. Por que o Senhor lhes dá um denário? Certamente deveríamos receber mais”.
O proprietário os chamou e disse: “Não combinamos um denário? Vocês receberam aquilo que concordaram em receber”.
Toma o que é teu e vai-te.
“Não fiquem descontentes porque sou generoso com aqueles que trabalharam apenas uma hora. Se Eu quiser dar a eles o mesmo, isso cabe a Mim.”
Ao concluir a parábola, o Senhor disse:
Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos.
Agora, entendemos o que isso significa?
Todas essas pessoas foram chamadas para a vinha. Nas Escrituras, a vinha fala de trabalho — da obra e do serviço de Deus. Todos nós somos chamados para o serviço de Deus.
Irmãos e irmãs, não pensem que apenas alguns servem a Deus. Na verdade, todos os filhos de Deus são chamados para a Sua vinha. Todos nós somos servos e servas de Deus.
Quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito, Ele disse:
Deixa ir o Meu povo, para que Me sirva.
Em outras palavras, não somos libertados para viver para nós mesmos ou servir a nós mesmos. Somos libertados para servir a Deus e ao Seu propósito. Nesse sentido, todos nós estamos envolvidos na obra e no serviço de Deus.
Mas você percebe uma diferença. Algumas pessoas, quando entram na vinha, negociam um preço. Em outras palavras, estão trabalhando para Deus, mas, na verdade, estão trabalhando para si mesmas. Trabalham para seu próprio benefício.
Deus, em Sua misericórdia, dará a você o que merece receber. Mas considere os últimos que entraram. O proprietário nunca lhes disse o que lhes daria, nem sequer se lhes daria alguma coisa. Essas pessoas simplesmente vieram e trabalharam para o proprietário. Não trabalharam para si mesmas. Não houve negociação.
Elas vieram porque o proprietário disse: “Venham trabalhar”. Era servir ao próprio Senhor, não servir pelo salário do Senhor. Essa é a diferença.
Na vinha de Deus, muitos são chamados. Somos chamados para o serviço de Deus. Mas muitos são chamados e poucos são escolhidos. Os escolhidos são aqueles que verdadeiramente trabalham para o Senhor, e não para si mesmos. Exteriormente, todos trabalham para o Senhor, mas, na realidade, há uma diferença.
Em Mateus 22, o Senhor usou outra parábola e a encerrou com a mesma conclusão. É a parábola de uma festa de casamento.
Aqui temos um rei que prepara uma festa de casamento para seu filho. Seu filho vai se casar, e ele convida pessoas para a festa.
Quando chegou a hora da festa, ele enviou seus servos para chamar os convidados, mas todos tinham desculpas. Não quiseram vir. Foram convidados, mas não vieram.
Não apenas isso, mas chegaram a maltratar e matar os mensageiros. Por fim, o rei disse que essas pessoas não eram dignas da festa de casamento de seu filho, e esses assassinos precisavam ser julgados.
Então ele enviou servos aos caminhos secundários, às estradas e às cercas — a todos os lugares — e lhes disse que trouxessem pessoas para encher o salão. Assim, todos entraram, e o salão ficou cheio.
Então acontece a coisa mais estranha. O rei entrou, olhou ao redor e viu um homem sem veste nupcial. Disse:
Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial?
O homem ficou sem palavras.
O rei disse:
Amarrai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores.
Isso porque ele não era digno da festa. O Senhor conclui dizendo:
Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.
Agora, entendemos essa parábola? Às vezes, usamos essa parábola para ensinar o evangelho, e podemos usá-la dessa maneira. Mas, na verdade, descobrimos que isso está no próprio centro da mensagem do evangelho.
O que é o evangelho? O evangelho é que Deus está realizando uma festa de casamento para Seu Filho.
Onde está a noiva? Em nenhum lugar dessa parábola você vê a noiva. Você vê apenas aqueles que vêm participar da festa de casamento. Mas é aí que está o mistério. Individualmente, vocês são os convidados para a festa de casamento; corporativamente, vocês são a noiva.
É isso. Assim como em Mateus 25, encontramos as dez virgens — as cinco insensatas e as cinco prudentes —, mas onde está a noiva? As prudentes entram na festa de casamento, e as insensatas são impedidas de entrar. Onde está a noiva? Individualmente, somos virgens; corporativamente, somos a noiva.
Aqui, então, está o próprio centro do evangelho. Deus está chamando pessoas para a festa de casamento e, se elas responderem a esse chamado e vierem à festa, descobrirão que são a noiva do Filho de Deus.
Mas muitos são chamados — muitos são convidados. O convite é universal, mas eles não vêm. Desprezam o Rei. Desprezam a ocasião porque não têm consideração pelo Filho. Não querem ter parte alguma com o Filho.
Graças a Deus, aqueles que realmente nada são — os que estão nas estradas, junto às cercas e nos caminhos secundários — são trazidos para dentro por Sua graça.
Antigamente, quando um rei dava uma festa, especialmente uma festa de casamento, preparava vestes nupciais para todos os convidados. Esse era o costume naqueles dias.
Se você fosse convidado para a festa, ao entrar, vestiria a roupa que ele havia preparado para os convidados. Isso o tornava apto a se sentar à mesa da festa.
Aqui havia um homem que veio, mas pensou que sua própria roupa era suficientemente boa. Ele não viu motivo para vestir a roupa que o rei havia providenciado para a ocasião. Por causa disso, foi lançado para fora.
Quando você relaciona isso com Apocalipse 19, vê que chegaram as bodas do Cordeiro. Quem são os convidados, e quem é a noiva? A noiva se preparou, e foi-lhe concedido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro. Esse linho fino são os atos de justiça dos santos.
Irmãos e irmãs, precisamos usar mais de uma veste. Quando nos achegamos ao Senhor Jesus e O aceitamos como nosso Salvador, Deus nos veste com a melhor roupa.
O filho pródigo voltou e precisou ser vestido com a melhor roupa, porque, sem essa melhor roupa, ele não poderia se sentar à mesa. Ela fala de Cristo, nossa justiça.
Quando nos achegamos a Deus, a primeira coisa que Ele faz é tirar os nossos trapos de imundícia, porque todas as nossas justiças são como trapos de imundícia. Em lugar deles, somos revestidos de Cristo como nossa justiça. Essa é a melhor roupa.
Todos nós temos essa roupa. Mas precisamos de mais do que isso. Não precisamos apenas de Cristo como nossa justiça, que nos dá nossa posição diante de Deus; em nossa vida diária, o Espírito Santo está tecendo uma veste bordada em nossa vida.
No Salmo 45, a rainha está pronta. Ali, você vê que ela está vestida de ouro trabalhado e, sobre essa veste de ouro trabalhado, há uma roupa bordada. Essa é a veste nupcial.
A veste de ouro trabalhado fala de Cristo como nossa justiça. A roupa bordada fala dos atos de justiça dos santos.
Não temos justiça própria. Os trapos de imundícia foram retirados, e somos revestidos de Cristo como nossa justiça, o que nos dá nossa posição diante de Deus. Mas isso não basta para ir à festa de casamento.
Ser apenas salvo não é suficiente para participar da festa de casamento. Em sua vida diária, você precisa permitir que Deus o vista com a veste nupcial, e essa veste são os atos de justiça dos santos.
O que isso significa? Significa que, dia após dia, o Espírito Santo costura e tece o caráter de Cristo em sua vida. Isso é transformação: conformar você à imagem do Seu Filho amado. Naturalmente, é isso que o torna apto a ser Sua noiva.
Quem pensa que, por ser salvo, tem todo o direito de participar dessa festa de casamento pode descobrir que uma surpresa o espera, porque não está apto.
Uma auxiliadora idônea é alguém que corresponde ao outro; precisa haver compatibilidade. Para ser a noiva do Filho de Deus, você precisa ter o caráter e a vida Dele desenvolvidos, incorporados e formados em você pelo Espírito Santo.
O Espírito Santo é o Tecelão divino. Bordar é um trabalho que exige muita paciência e, com tamanha paciência, Ele está tecendo Cristo em nossa vida.
A veste nupcial que os convidados vestem é a veste nupcial da noiva — a mesma veste. Corporativamente, somos a noiva; individualmente, somos os convidados, ou as virgens prudentes.
Deus já havia escolhido Moisés. Não há dúvida quanto a isso.
Quando Moisés nasceu, nasceu na pior das épocas. Nasceu sob uma sentença de morte. Faraó já havia emitido um decreto real de que todo menino dos filhos de Israel deveria ser lançado no rio Nilo e afogado. Moisés nasceu para morrer.
Mas ele havia sido escolhido por Deus antes mesmo da fundação do mundo. Em Sua soberania, Deus o preservou.
Ele foi criado no palácio do Egito. Precisamos lembrar que, naquele tempo, o Egito era o império mundial — o maior império do mundo, o mais civilizado e culto. Moisés foi criado no palácio.
À medida que crescia, ele sabia em seu coração. Evidentemente, quando sua mãe o amamentava, ela deve ter transmitido àquela criança um senso de destino: que Deus o havia preservado de maneira milagrosa para um propósito, e que ele não deveria esquecer esse propósito.
Desde a infância, ele compreendia. Quando cresceu no palácio e aprendeu toda a sabedoria do Egito, esse senso interior se desenvolveu nele. Percebeu que Deus havia preservado sua vida por uma razão e com um propósito: libertar seus irmãos.
Mas, quando tinha quarenta anos, precisou fazer uma escolha.
Ele poderia escolher continuar vivendo no palácio e desfrutar de todos os luxos do Egito. Tudo estava ao seu alcance. A história secular nos informa que Moisés era, naquela época, um grande general no Egito e tinha a possibilidade de, um dia, suceder ao trono.
Quando Moisés tinha quarenta anos, precisou fazer uma escolha. Continuaria sendo filho da filha de Faraó, para um dia herdar o trono e desfrutar de todos os prazeres do Egito? Ou escolheria se identificar com os filhos de Israel, que estavam no cativeiro como escravos?
Era uma escolha muito difícil.
Se escolhesse continuar sendo filho da filha de Faraó, ele era chamado, mas nunca cumpriria o chamado de Deus. Mas, se escolhesse estar com o povo de Deus, sofreria, porém cumpriria o chamado de Deus.
Irmãos e irmãs, aqui encontramos uma escolha tremenda. Deus escolheu você, mas você O escolheu?
Ele escolheu você com um propósito, mas, se você não O escolher durante sua vida, não cumprirá esse propósito.
É aqui que entra a questão de ser escolhido. Se você O escolhe, então você é um dos escolhidos.
Moisés escolheu, antes, sofrer aflições com o povo de Deus do que desfrutar do prazer temporário do pecado, considerando o opróbrio de Cristo uma riqueza maior do que os tesouros do Egito. Que escolha!
Por que ele pôde fazer essa escolha? Ele viu o invisível.
Não foi uma questão de pesar essas duas coisas e, finalmente, fazer sua escolha. Ninguém consegue pesar essas duas coisas e fazer essa escolha. Se você as avaliar de maneira natural, todos escolherão o prazer do pecado e as riquezas do Egito, não o opróbrio de Cristo e o sofrimento do povo de Deus. Ninguém é louco o suficiente para fazer esse tipo de escolha.
Mas Moisés fez a escolha certa. Por quê? Ele viu Aquele que é invisível. Podemos dizer que, em seu espírito, ele viu Cristo.
Ele disse que preferia o opróbrio de Cristo. Ele viu Cristo, assim como Abraão viu os dias de Cristo, e isso deu a Abraão fé para prosseguir. Moisés viu o invisível.
Irmãos e irmãs, nosso problema não é que não sabemos. Em certo sentido, sabemos. Mas não vemos. Esse é o nosso problema.
Não vemos Cristo. Não O vemos. Se verdadeiramente O virmos, irmãos e irmãs, o que são as riquezas do Egito? São escória e lixo.
A questão é que você precisa ver o invisível. Ah, que Deus nos permita ver o Seu Cristo! Se realmente O virmos em nosso espírito, então até mesmo o opróbrio de Cristo será melhor do que as riquezas do Egito — sem falar na glória de Cristo.
Isso faz toda a diferença. Porque Moisés escolheu Deus, foi escolhido por Deus para cumprir o propósito de Deus em sua vida.
O mesmo aconteceu com Paulo. Deus o havia escolhido e separado desde o ventre de sua mãe, embora ele não soubesse disso.
Então, no caminho de Damasco, Deus o chamou por Sua graça. Mas vemos que Deus o escolheu para ser apóstolo porque o considerou fiel.
Em outras palavras, Paulo também fez a escolha. Irmãos e irmãs, durante nossa vida, mais cedo ou mais tarde — e é melhor que isso aconteça no início da vida cristã —, precisamos chegar a um momento decisivo, a um ponto em que fazemos uma escolha. Você escolhe Deus em vez do mundo.
Se você fizer essa escolha, graças a Deus, você é um dos escolhidos. Ele usará você para cumprir o chamado para o qual o chamou.
Isso é Romanos 12. O apóstolo Paulo diz:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso serviço espiritual.
Depois de recebermos todas as misericórdias de Deus que vemos em Romanos 1 a 11 — quanta compaixão, quanta misericórdia, quanta graça, quanto amor Deus derramou sobre nós! —, depois de recebermos tudo isso, o Senhor diz: “Agora, vocês precisam fazer uma escolha”.
Apresentem seus corpos como sacrifício vivo. Depois de receber todas as misericórdias de Deus, lembrem-se de que essas misericórdias vieram sobre vocês por uma razão e com um propósito. Mas, para que esse propósito seja cumprido, vocês precisam apresentar seus corpos como sacrifício vivo a Deus.
Você pode receber todas essas misericórdias de Deus e conservar seu corpo para si mesmo. Isto é, pode viver para si mesmo. Você pode fazer isso. Mas isso não é razoável.
Se você é razoável, ou se é espiritual, então o que precisa fazer é apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Isso significa: você escolhe Deus.
Um sacrifício vivo não significa que você faça alguma coisa para Deus. Um sacrifício vivo significa que você está à disposição Dele. Você permite que Ele faça o que quiser e tanto quanto quiser em sua vida.
Essa escolha precisa ser feita. É por isso que frequentemente dizemos que a consagração é a primeira experiência espiritual.
Depois que somos salvos, a primeira experiência espiritual é a consagração, porque, se isso não acontecer, você ainda não começou sua jornada espiritual.
Para ser escolhido, você precisa apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Então descobrirá que sua mente é renovada e começará a apreciar a perfeita vontade de Deus. Caso contrário, você amará o mundo e terá medo da vontade de Deus.
Podemos ilustrar isso de muitas maneiras nas Escrituras.
Quando Deus libertou os filhos de Israel do Egito e os levou ao Sinai, no monte Sinai Ele declarou a razão pela qual os havia libertado.
Às vezes, somos salvos, mas não sabemos por que Deus nos salva. Podemos pensar que Deus nos salva porque quer que sejamos livres. Mas isso não é suficiente.
Os filhos de Israel foram libertados da escravidão. Eram um povo livre. Provavelmente pensaram: “Graças a Deus, somos livres. Agora podemos fazer o que quisermos”.
Mas, no monte Sinai, Deus declarou por que os havia libertado. Ele disse: “Quero fazer de vocês um reino de sacerdotes”.
“Vocês são salvos para Me servir.” Toda a vida de um sacerdote não é para si mesmo. Ele não tem herança entre as tribos de Israel, porque Deus é sua porção. Ele serve a Deus durante toda a sua vida. Deus é sua única vida.
Israel deveria ser um reino de sacerdotes. Os velhos e os jovens, os homens e as mulheres — toda a nação deveria servir a Deus como um sacerdócio.
Mas, infelizmente, eles adoraram o bezerro de ouro, e toda a nação foi desqualificada.
Muitos foram chamados, mas parecia que nenhum havia sido escolhido. Contudo, graças a Deus, alguns foram escolhidos. Como?
Moisés ficou à entrada do acampamento, porque o acampamento estava contaminado. Deus já não estava no acampamento. A partir daquele momento, Moisés levou a tenda para fora do acampamento, porque o acampamento estava contaminado.
Moisés ficou à entrada do acampamento e disse:
Quem é do Senhor?
A tribo de Levi saiu.
A tribo de Levi era tão culpada quanto as outras tribos. Também havia sido desqualificada com as demais. Mas aqui vemos que eles escolheram Deus.
Eles escolheram Deus apesar de si mesmos. Entraram no acampamento e executaram juízo. Em sentido espiritual, isso significa que negaram a si mesmos, tomaram a sua cruz e seguiram o Senhor. Ao fazerem isso, foram escolhidos para ser sacerdotes.
Há uma razão para isso. Muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.
Mesmo assim, vemos que Deus, em Seu desejo de que cumpramos Seu propósito, abriu uma porta alternativa. Essa porta alternativa se encontra em Números 6.
Todos os filhos de Israel foram desqualificados para ser sacerdotes e servir a Deus. Somente a tribo de Levi, somente a casa de Arão, poderia servir dessa maneira. Mas, graças a Deus, havia alguns cujo espírito foi tocado pelo amor de Deus, e eles desejavam muito servir a Deus.
Como poderiam fazer isso? Poderiam fazer um voto de nazireado. Essa era a provisão. Qualquer pessoa poderia fazê-lo — homem ou mulher, todos.
Se você fosse constrangido pelo amor de Cristo e quisesse se dedicar a Deus, digamos, por um mês, poderia fazer um voto de nazireado. Um voto de nazireado envolve um período de tempo. Durante aquele mês, você vive para Deus. Já não vive para si mesmo; vive para Deus.
Ou poderia ser por anos. Samuel foi nazireu por toda a vida. Você poderia fazer esse voto de nazireado e, ao fazê-lo, estaria a serviço de Deus.
As regras que regiam o voto de nazireado eram as mesmas que regiam o sumo sacerdote. Você não poderia tocar num cadáver, e assim por diante. Essas eram as regras que regiam os sacerdotes que serviam a Deus.
Isso mostra quanto Deus deseja que nós, que fomos escolhidos antes da fundação do mundo e chamados por Sua graça, cumpramos nosso chamado. Se tão somente O escolhermos, seremos os escolhidos.
Novamente, em Deuteronômio 15, vemos que, se um hebreu empobrecesse e se vendesse a outro hebreu, serviria ao seu senhor por seis anos. Depois de seis anos, poderia sair livre.
Mas, se esse escravo dissesse: “Amo o meu senhor. Não quero sair livre”, eles o levariam ao batente da porta e furariam sua orelha. Com essa marca, ele se tornava um servo por amor para toda a vida.
Você pode servir por obrigação ou pode servir por amor.
No livro de Juízes, encontramos Gideão e os trezentos. Trinta e dois mil se reuniram com Gideão para lutar contra os midianitas.
Mas Deus disse: “Não posso libertar os filhos de Israel com esse tipo de gente, porque podem pensar que foram eles que fizeram isso”. Então Gideão disse:
Quem for medroso e tímido, volte.
Vinte e dois mil foram embora, e apenas dez mil permaneceram.
Deus disse: “Ainda são muitos. Desça até a água e veja como eles bebem”. Alguns se ajoelharam e beberam lambendo a água, enquanto outros levaram a água à boca com as mãos e beberam. Apenas trezentos beberam dessa maneira.
Em outras palavras, eles estavam em tempo de guerra e permaneciam alertas. Se você se ajoelha para beber e o inimigo vem, está acabado. Mas, quando leva a água à boca com as mãos, permanece preparado e pronto o tempo todo.
Esses trezentos foram usados por Deus. Eram os escolhidos.
Portanto, irmãos e irmãs, graças a Deus, somos os chamados. Isso é incondicional. Mas somos os escolhidos?
Deus escolheu você, mas você O escolheu? Com base na sua resposta a Ele, você se tornará um dos escolhidos.
Mais uma vez, precisamos estar diante do Senhor e permitir que Seu amor nos constranja, para que realmente O escolhamos, em vez de escolher qualquer outra coisa.
Quando vocês fazem isso, são os escolhidos. Serão as pessoas que Deus pode usar para cumprir Seu propósito.
Querido Pai celestial, realmente queremos agradecer-Te e louvar-Te porque nos escolheste em Cristo Jesus antes mesmo da fundação do mundo, para que sejamos santos e irrepreensíveis diante de Ti em amor.
Agradecemos-Te porque nos escolheste, mas agora estás nos chamando para escolher-Te. Senhor, pedimos que fales a cada um de nós.
Se ainda não Te escolhemos, Senhor, usa o Teu amor para nos constranger, para que verdadeiramente apresentemos nossos corpos como sacrifício vivo e permitamos que realizes o Teu propósito em nossa vida.
Senhor, oramos para que nenhum de nós aqui descubra, um dia, que não está entre os chamados, escolhidos e fiéis. Olhamos para Ti, esperando a Tua misericórdia sobre nós. Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.