Mais um dia para experimentar as infinitas possibilidades da nossa união com Ele. Mais um dia mais perto. Quem sabe?
Ao nos voltarmos para a Palavra de Deus sob a direção do Espírito Santo, lembro ao meu próprio coração, e lembro novamente a vocês, aquele princípio de estudo bíblico que é absolutamente indispensável: confiança total no Espírito Santo — dependência de quem nada pode por si mesmo, simplicidade de criança.
Nada substitui o ato de nos apresentarmos diante do Senhor vazios, famintos, clamando: “Senhor, faze agora a luz do Salvador raiar sobre nós”. Ele tem prazer em fazer isso. Ele deseja fazê-lo muito mais do que nós desejamos.
Antes de orarmos juntos, quero ler o versículo com o qual começamos o nosso encontro: Esdras 9:8.
E agora, por um breve momento, se manifestou a graça da parte do Senhor, nosso Deus,
para nos deixar um remanescente que escape,
e para nos dar uma estaca no Seu santo lugar;
para que o nosso Deus ilumine os nossos olhos,
e nos conceda um pouco de reavivamento em nossa servidão.
Independentemente do que pensamos que isso possa significar, nossa oração é que Deus cumpra tudo o que Ele inspirou esse versículo a significar. Então, vou pedir que vocês se curvem comigo novamente. Vamos entregar nosso tempo a Ele e examinar Sua preciosa Palavra.
Nosso Pai celestial, mais uma vez, nesta manhã, fazemos uma pausa deliberada. Nós nos prostramos diante de Ti e Te louvamos porque nos deste o Espírito Santo — Tua vida em nosso coração.
Nós Te agradecemos porque revelar-nos Teu Filho é o prazer do Teu coração. Sabemos, Senhor, que, sem Tua misericórdia e graça, sem Tua luz, não existe possibilidade alguma de contemplarmos o Senhor Jesus de maneira viva, de maneira transformadora.
Mas agora nos achegamos, e Tu prometeste nos encontrar, nos alimentar, nos alcançar onde estamos e nos levar aonde desejas que estejamos. Agora esperamos e Te pedimos que ministres o Senhor Jesus ao nosso coração.
Concede Tua vida, nós Te pedimos, a cada irmão. Oramos para que unas todas as pontas soltas e realizes plenamente o desejo do Teu coração para nós nesta manhã. Pedimos no precioso nome de Jesus. Amém.
Bem, chegamos à nossa última consideração — não ao fim da revelação, é claro, mas ao fim deste nosso breve olhar sobre o maravilhoso livro de Esdras e sobre a revelação que Deus faz de Si mesmo nesse maravilhoso livro.
O desejo do Senhor neste livro é fazer Seu povo viver novamente. Essa é a palavra reavivamento. É isso que ela significa: viver novamente.
Quando encerramos, nossa atenção estava, como ao longo de todo este fim de semana, no segundo reavivamento. O livro de Esdras relata três reavivamentos que aconteceram naquele último século.
O segundo reavivamento está em Esdras 3–6. Temos examinado os princípios desse reavivamento. A figura pela qual Deus o descreve é a reconstrução do templo.
O primeiro reavivamento trata de como ser livre. Sua ilustração é o decreto de Ciro: sair do cativeiro. O segundo reavivamento trata de como avançar — como construir um templo, como progredir, como crescer, como amadurecer, como dar a Deus Seu templo completo.
O último reavivamento trata de como frutificar, desde Esdras 7 até Neemias 10, sob a figura do muro: o desejo de Deus de ter um povo em comunhão correta com Ele e cercado pelo conhecimento de Deus. Com esse encargo, Ele encerra o Antigo Testamento.
Temos examinado esse segundo reavivamento. Neste ponto da nossa breve consideração, o remanescente de Deus — Seu remanescente que escapou — já foi liberto. Eles voltaram da cidade da confusão para a cidade da paz.
Eles se apresentaram diante do altar duas vezes por dia, todos os dias, como pecadores que mereciam a morte. Lançaram o fundamento. Mas então aconteceu alguma coisa.
Durante quinze anos, não houve construção alguma. É disso que Deus trata, para que Seu povo possa viver novamente.
É uma vergonha terrível provar a liberdade, apresentar-se diante do altar e ter entrado na obra consumada, ter um fundamento, ter doutrina e parar no meio do caminho. Foi exatamente isso que aconteceu.
Esdras 4:24. Acho que esse, como sugeri, é um dos versículos mais tristes de todo o livro de Esdras. Na verdade, há um versículo ainda mais triste adiante, quando eles fazem votos pelo esforço da carne. Esse é triste.
Então cessou a obra da casa de Deus, que está em Jerusalém;
e cessou até ao segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.
Eles começaram tão bem. Depois, a obra parou, e ficou parada durante aqueles quinze anos. Alguma coisa aconteceu que fez a obra parar, e é isso que temos examinado: o que causa um templo inacabado? E qual é a cura perfeita de Deus para tudo o que causa um templo inacabado?
Deixem-me colocar esses versículos novamente diante do coração de vocês, e então retomaremos de onde paramos. Esdras 5:1-2.
E os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém;
em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque,
e começaram a edificar a casa de Deus, que está em Jerusalém;
e com eles estavam os profetas de Deus, ajudando-os.
Alguma coisa aconteceu. Eles pararam de construir. Passaram-se quinze anos. Então Deus tomou a iniciativa. Ele abriu os céus e falou com Seus servos — o velho profeta Ageu e o jovem profeta Zacarias. Ele lhes deu uma palavra, e eles compartilharam essa palavra.
Quando compartilharam essa palavra, embora nada tivesse mudado exteriormente na vida deles, aquilo que viram, aquela palavra que Deus lhes deu, fez o povo retomar a construção. Precisamos ouvir essa palavra. O que nos faz prosseguir novamente?
Agora vejam Esdras 6:14.
E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia do profeta Ageu e de Zacarias, filho de Ido.
E edificaram e terminaram a obra, conforme o mandamento do Deus de Israel,
e conforme o decreto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da Pérsia.
Sob esses dois servos do Senhor, Ageu e Zacarias, a obra não apenas foi retomada, mas também foi concluída. A obra foi terminada.
Eu estava apresentando a vocês pelo menos quatro causas, e as maravilhosas, completas e perfeitas curas de Deus para essas causas.
Você lê Esdras e obtém a visão exterior. Eles tinham seus motivos para parar. Não existem motivos legítimos para ter um templo inacabado. Existem apenas racionalizações, apenas desculpas. Não há motivo.
Deus fez provisão em nosso Senhor Jesus para que avancemos no conhecimento de Deus no Senhor Jesus, um conhecimento vivido no coração.
Ontem à noite, examinamos a primeira causa real. Esdras nos dá a visão exterior; ele nos conta a história. Se vocês perguntassem a eles, no livro de Esdras: “Por que desistiram? Vocês começaram tão bem. Estão livres. Já estiveram no altar. Têm um fundamento. Por que desistiram?”
Eles teriam dito: “Por este motivo, e por este, e por este, e por este”. Mas Deus disse aos Seus profetas: “Eles nem sequer sabem por que desistiram”.
Deus disse aos Seus profetas: “Esse é o verdadeiro motivo pelo qual desistiram. Vão dizer isso a eles. Aqui está a solução”. Quando ouviram o verdadeiro motivo pelo qual desistiram, perceberam como seus motivos tinham parecido tão espirituais.
“Temos de nos submeter ao governo. Isso honra a Deus. Temos de assumir uma posição firme. Não é culpa nossa. Eles não gostaram. Eles se opuseram a nós.” Parecia tão correto. Mas Deus disse: “Aqui está o motivo pelo qual vocês desistiram”.
Quando olharam para aquilo, disseram: “Ah, sim. E aqui está a resposta de Deus para isso”. Quando acolheram essa resposta, voltaram imediatamente a construir.
Ontem à noite, examinamos a primeira causa, ilustrada pela ordem de Ageu 1:8:
Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa;
e dela Me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.
A primeira causa de um templo inacabado é a absoluta impossibilidade de viver a vida cristã. Nada era mais impossível do que aquela ordem: “Subam ao monte, tragam madeira, construam o templo”.
Pois é — cento e oitenta e cinco mil homens trabalhando durante vinte anos para construir o templo de Salomão. E aqui está esse pequeno remanescente que volta sem os recursos necessários. Eles viram a própria incapacidade.
Quando você percebe que não consegue fazer isso, e que Deus não o fará, a menos que Deus lhe dê Sua resposta, você vai jogar a toalha. Vai desistir como eles desistiram.
E, é claro, qual foi a gloriosa resposta de Deus? Foi Zacarias 4:6:
Não por força, nem por poder,
mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Aí está a salvação de Deus: Ele mesmo, Sua vida, Seu Espírito. Eu não consigo fazê-lo. Ele não o fará. Mas juntos — o prumo na mão de Zorobabel, o dedo de Deus; minha mão, Seu dedo; Sua vida por meio de mim, Sua vida em você e por meio de você.
Ah, como Seus olhos se alegram! A Bíblia diz que os sete olhos de Deus se alegraram quando viram o prumo na mão de Zorobabel — quando eles aprenderam que era pelo Espírito de Deus.
Encontre qualquer cristão que descubra que o Espírito Santo vive nele para viver a vida cristã, e eu lhe digo: ele viverá novamente. Ele viverá novamente.
Sem esse conhecimento, eles vão desistir. Sem esse conhecimento, o templo não será construído. Mas esse conhecimento traz vida e traz liberdade.
Agora, como mencionei ontem à noite, deixei uma grande tarefa para mim mesmo. Então vamos começar. Estamos examinando as quatro causas reais de um templo inacabado — não como isso parece por fora, não como parece a estes olhos, mas o que Deus vê e trata, o que Deus expõe e revela.
A primeira era que é impossível obedecer a Deus, e Seu Espírito, que habita em nós, é a resposta para isso. Agora deixem-me apresentar a próxima causa de um templo inacabado.
Em uma das mensagens de ontem, chamei a atenção para os verbos usados em Esdras 4:4-5: desanimar, amedrontar e frustrar.
As coisas que vieram sobre a vida do remanescente fizeram com que eles desanimassem. Por isso desistiram. Ficaram frustrados. Por isso desistiram. Ficaram com medo. Por isso desistiram.
Como vocês sabem, existem mil e uma coisas na vida que podem desanimar uma pessoa, mil e uma coisas que podem amedrontá-la e mil e uma coisas que podem frustrá-la.
Em Esdras, os detalhes são um pouco diferentes dos que talvez existam na sua vida. Você provavelmente nunca encontrou um samaritano. No caso deles, os samaritanos vieram e se opuseram a eles.
Em Esdras 4:5, vemos que eles chegaram a contratar profissionais para frustrar diariamente os planos dos judeus — não apenas por algumas semanas ou meses, mas por anos. Pessoas eram pagas para arruinar a vida deles. Você provavelmente nunca passou por isso. Provavelmente nunca teve alguém fazendo isso — bem, talvez alguns de vocês tenham.
Essa era a frustração deles: oposição, intimidação, acusação, distorção dos fatos, ameaças, força física. Todas essas coisas vieram contra o remanescente como obstáculos intransponíveis em sua vida.
Como eu disse, os detalhes são diferentes. Seu samaritano talvez não seja o meu samaritano. Mas eu garanto: você tem samaritanos.
Talvez você nunca tenha, literalmente, um decreto escrito contra você que tenha saído diretamente do Salão Oval. Eles tiveram. Foi isso que enfrentaram.
Talvez você nunca tenha alguém contratando outra pessoa para bagunçar sua vida, cujo trabalho em tempo integral seja simplesmente arruinar você. Foi isso que aconteceu ali. Talvez soldados nunca ameacem de fato decapitá-lo. Contudo, tenho receios de que isso possa acontecer, considerando o rumo que nosso país está tomando.
Mas os princípios são sempre os mesmos. Há coisas que desanimam o povo de Deus. Há coisas que fazem o povo de Deus sentir medo. Há coisas que frustram o povo de Deus.
Vizinhos, filhos, família, colegas de trabalho, chefes, presbíteros, amigos cristãos, companheiros de equipe, empregadores que não ouvem a razão — todo tipo de coisa: desânimo, medo, frustração, intimidação, distorção dos fatos, pressão intensa, força. Essas coisas estão sempre com você. Essas coisas estão sempre comigo.
Vamos chamar a segunda coisa que causa um templo inacabado — vocês podem dar o nome que quiserem; só estou tentando encontrar uma maneira de descrevê-la — de obstáculo intransponível.
Existe uma cura para todas essas coisas que tanto nos desanimam e frustram? Quero que vocês abram em Zacarias 4, por favor. É a mesma visão do candelabro de ouro, aquela grande visão em que a chama era alimentada por aquele maravilhoso suprimento de azeite dourado que fluía por meio dos servos do Senhor, as oliveiras, e assim por diante.
Para minha incapacidade, tenho o Espírito Santo. Não há necessidade de parar de construir. Agora o impossível é possível.
Vejam Zacarias 4:7.
Quem és tu, ó grande monte?
Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície:
e ele trará a pedra de remate com aclamações:
Graça, graça a ela.
Na visão de Zacarias, Deus lhe deu uma palavra para descrever tudo aquilo que vinha contra o remanescente, o remanescente que escapou no livro de Esdras. A palavra era monte.
Leiam esse versículo novamente e verão que a palavra monte retrata aquele obstáculo intransponível que se coloca no caminho — aquela circunstância que os impedia de concluir o templo. Era como um monte diante deles.
Esse monte faz muitos desistirem. Se vocês olharem para o versículo 7, não é apenas um monte; ele é chamado de grande monte.
Um grande monte no seu caminho pode amedrontá-lo, desanimá-lo e frustrá-lo. Aquilo se coloca no caminho e parece tão impossível de escalar, tão impossível de atravessar.
Mais uma vez, todos nós temos nossos grandes montes. Seu grande monte talvez não seja o meu grande monte. O grande monte é aquela coisa — seja o que for. Isso não importa; é um detalhe. É aquilo que me desanima, me frustra e me faz querer desistir. É isso que o grande monte é.
Você diz: “Satanás é um grande monte”. Sim, certamente é. O pecado que habita em nós é um grande monte. Sem dúvida. Poucos recursos, fraqueza pessoal, circunstâncias implacáveis, crônicas, que não mudam, os inimigos do evangelho, o legalismo, os terrores e as seduções deste presente mundo mau — tantos grandes montes.
Gosto muito de relacionar Zacarias 4:7:
Ó grande monte.
Com Zacarias 4:10:
O dia das coisas pequenas.
Não desprezem o dia das coisas pequenas.
Que contraste: eu sou tão pequeno, e diante de mim está esse grande monte.
Quando eu era criança, costumávamos cantar um corinho. Não me lembro bem de toda a letra, mas havia uma parte assim: “Tão alto que não dá para passar por cima; tão largo que não dá para contornar; tão baixo que não dá para passar por baixo”, ou algo parecido. Esqueci a música.
Mas eu lhes digo: é isso que o grande monte é. É algo que surge na sua vida e você não consegue ultrapassar. Algo surge na sua vida e você diz: “Eu simplesmente não consigo atravessar isso”. Algo surge na sua vida e você diz: “Não consigo contornar isso”.
Existe outra música. Não era espiritual; não era religiosa. É uma daquelas músicas que seguem sem parar, como “Rema, Rema, Rema o Barco” e “Cem Garrafas de Leite na Parede”. Somos cristãos; não cantamos a outra versão.
“O urso passou por cima do monte.” Vocês já ouviram essa? O urso passou por cima do monte, e o que vocês acham que ele viu? Viu outro monte. E o que vocês acham que ele fez? Subiu o outro monte. E o que vocês acham que ele viu? Viu outro monte, e assim por diante, e assim por diante.
Isso é divertido quando você é uma criancinha cantando. Mas, quando você está vivendo a vida cristã e há um monte — um grande monte —, ele o desanima, o amedronta e o frustra.
Parece que você passa por cima dele e vê outro monte. Então sobe esse, e depois de algum tempo há outro monte, e mais outro. Eu lhes digo: o urso fica cansado. O urso fica desanimado. Às vezes, ele larga tudo. Diz: “Esse é um grande monte. Não consigo lidar com ele. É demais”.
Essa é a experiência, irmãos, de milhares de cristãos: um monte depois do outro. Depois de algum tempo, simplesmente pedem arrego.
Deus viu isso. Eles não oraram: “Senhor, mostra-nos o verdadeiro impedimento à conclusão do templo”. Ah, Deus foi paciente. Ele esperou quinze anos e então disse: “Eles precisam ver isso. Vou falar com Meus servos. Vou falar com Meu servo mais velho. Vou falar com Meu servo mais jovem. Eles voltarão e compartilharão isso”.
Então eles voltaram e compartilharam:
Quem és tu, ó grande monte?
Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície.
Antes de apresentar a grande solução de Deus, deixem-me fazer algumas observações a respeito disso. Você diz: “Há esse grande monte que me desanima, me amedronta, me frustra, e ele está bem diante de mim. Ele impede a construção do templo”. Deus promete que ele se tornará uma planície. Será nivelado.
Isso significa que o Senhor promete que toda circunstância que se ergue diante de mim como um monte será nivelada? Se meu grande monte é uma enfermidade física, Deus está dizendo que serei curado?
É o que parece: o monte se tornará uma planície. Se esse monte é um problema financeiro, Deus está prometendo que vou ganhar na loteria? Isso seria um milagre; eu não compro bilhetes.
É isso que Deus está prometendo? Ele está garantindo que você não vai falir?
Esse monte se tornará uma planície.
Se o seu monte é um ente querido que ainda não é salvo, alguém que vive incomodando você ou alguma pessoa que não ouve a razão e lhe causa sofrimento, Deus diz que o monte se tornará uma planície. Deus vai nivelá-lo.
Vocês sempre precisam enxergar o princípio à luz do contexto. O contexto de Zacarias é o templo inacabado.
Deus está prometendo nivelar todo monte? Não. O que Ele promete fazer é nivelar todo monte que impede a conclusão do templo. Isso não é exatamente a mesma coisa.
Qualquer monte que se coloque no caminho, qualquer circunstância, qualquer obstáculo que desafie seu progresso no Senhor será nivelado. Não existe circunstância, irmão — nada que possa entrar na sua vida, se enxergarmos a solução de Deus —, que possa impedir seu progresso no Senhor.
Deixem-me enunciar o princípio à luz do contexto. Acho que Ele está dizendo isto: aquele monte, aquela barreira, aquele obstáculo, aquela coisa aparentemente intransponível que se coloca no caminho já não é um obstáculo.
Talvez ainda seja um monte, mas já não é um obstáculo. Agora é uma planície — terreno plano. Em outras palavras, passar por esse monte é tão fácil quanto caminhar pela rua. É terreno plano. Esse é o milagre de Deus.
Não existe circunstância que possa impedir meu progresso no Senhor.
No versículo 7:
Ele trará a pedra de remate.
O que é isso?
Tenho um comentário bíblico que perdeu completamente de vista o coração de Deus nesse ponto. O autor disse: “O templo não tem uma pedra de remate. Uma arca tem uma pedra de remate. Uma pirâmide tem sua pedra de remate. Um templo tem uma pedra angular, mas não tem uma pedra de remate”.
Esse irmão não apenas perdeu o barco; perdeu o oceano. Perdeu completamente de vista o coração de Deus nisso.
A pedra de remate é uma metáfora para a pedra final, a pedra que conclui a obra. Deus diz: “Vocês vão trazer a pedra de remate”. A obra será concluída. Será uma obra terminada. Nenhum monte vai impedir isso.
Vejam a cura de Deus para esse obstáculo aparentemente intransponível. Aqui está um monte no caminho: estou desanimado. Aqui está um monte: estou com medo. Aqui está um monte que me deixa frustrado.
A palavra frustração, no dicionário, descreve aquela situação em que parece não haver esperança. Quando aquilo continua acontecendo, é tão frustrante. Simplesmente parece não haver esperança.
Vejam o final desse versículo:
Quem és tu, ó grande monte?
Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma planície:
e ele trará a pedra de remate com aclamações:
Graça, graça a ela.
Aí está. Para minha incapacidade, tenho Seu Espírito. Para tudo o que se coloca no caminho, tenho Sua graça. Que resposta!
Eu lhes digo: quando vocês se apropriarem disso de verdade, viverão novamente. Quando se apropriarem dessa graça de Deus, verão que ela é suficiente. Ela basta. Ela atende à necessidade.
Vocês voltarão e dirão: “Há esperança. Não preciso ficar frustrado. Não preciso ficar desanimado”.
A maneira como Ele expressa isso — no hebraico, para enfatizar uma ideia, ela era repetida — é: “Graça, graça”. O que vem depois da graça? Graça. Graça.
Ao percorrerem a Bíblia, vocês encontrarão expressões como “de força em força”, “de fé em fé” e “de glória em glória”. É a maneira deles dizerem: ad infinitum, para sempre.
De fé em fé. Confie no Senhor: fé. O que vem depois da fé? Depois da fé vem a fé. E o que vem depois disso? Fé. De fé em fé em fé, e você vai de glória em glória.
O que vem depois da glória? Glória. O que vem depois disso? Mais glória. O que vem depois disso? Glória. Você avança de força em força. O que vem depois da força? Força. E depois, o quê? Força — mais força.
Vocês conhecem aquele versículo de Isaías 26:3:
Tu conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em Ti.
O hebraico não diz “perfeita paz”. Essa é uma tradução para o inglês. Ele diz: “Paz, paz”.
Tu conservarás em paz, paz, aquele cuja mente está firme em Ti.
O que vem depois da paz? Paz. O que vem depois disso? Você confia no Senhor; é simplesmente paz, paz, e glória, glória, e graça, graça, e fé, fé, e força, força.
É isso que Ele diz: “Eu tenho uma solução”. Você diz: “Ah, estou ficando tão desanimado com esse monte”. Diante de Zorobabel, quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel, você se tornará uma planície.
Irmãos, não há nada profundo aqui. Sobre o que temos falado durante todo este fim de semana? O Espírito Santo habita em vocês. É a graça de Deus. Vocês já ouviram falar disso.
Quando aquela coisa intransponível entrar na sua vida — e entrará —, quando você ficar desanimado, e não pense que isso não vai acontecer, porque vai; quando você sentir medo, não pense que isso não acontecerá com você só porque tem um relacionamento com Jesus. Você vai sentir medo. Vai, sim.
Não pense que você não vai ficar frustrado e achar que não há esperança. Você vai. Nessa hora, que Deus traga isso novamente à sua mente: essa coisa não vai impedir que eu prossiga com o Senhor.
Aclamações de graça: “Graça, graça”. O espinho de Paulo não foi embora, mas deixou de ser um obstáculo à conclusão do templo. Sabem por quê? Porque Deus veio a ele como veio a Zacarias, e ele aprendeu, em 2 Coríntios 12:9:
A Minha graça te basta.
Sei que poderíamos percorrer a sala e ouvir testemunhos. Você diria: “Sim, eu me lembro. Parei completamente. Essa coisa entrou na minha vida, e fiquei tão desanimado. Estava pronto para jogar a toalha. Então provei a graça do Senhor e atravessei aquela coisa impossível — tão larga que não dava para contornar. Eu a contornei. Passei por ela”.
A graça o trouxe em segurança até aqui, e a graça o levará para casa. A pedra de remate com aclamações de graça.
Qual é a parte do homem em tudo isso? Você apenas aclama. Aclamações de graça, graça. Isso talvez signifique simplesmente receber a graça; simplesmente estar aberto à graça de Deus. Oro para que Deus o faça lembrar disso quando aquele monte aparecer.
Muito bem, qual é a terceira causa de um templo inacabado? Puxa, precisamos avançar aqui.
Deus não nos teria dito isso se não fosse verdade. Ele não teria vindo e dado essa grande revelação se eles não precisassem dela. Se vocês tivessem chegado àqueles do livro de Esdras e perguntado: “É isso que está incomodando vocês?”, eles teriam dito: “De jeito nenhum. Esse não é um dos meus problemas”.
Vou pedir que vocês abram em Zacarias 3, por favor. Será que algum irmão, ou talvez dois de vocês, poderia ler os primeiros dez versículos? Leiam bem alto, para que todos possamos ouvir.
Muito obrigado.
Lembrem-se: em nossa lição introdutória — ou em uma das lições —, tentei mostrar a vocês, em Esdras 4, que havia um indício dessa realidade espiritual. Eles não teriam percebido isso naquela época, mas havia esse indício de que o inimigo levantou uma acusação contra eles.
Para sustentar a acusação, tiveram de recuar vários séculos na história e desenterrar o que eles haviam sido. Desenterraram tudo aquilo, apresentaram aquilo contra eles e os colocaram sob condenação.
Agora o profeta retoma isso. Como eu disse, se não fosse um problema, se não fosse uma questão real, Deus não teria falado a respeito. Isso realmente causou um problema. Foi por isso que eles pararam de construir o templo, embora talvez o negassem.
Irmãos, vocês já avançaram o suficiente no Senhor para ter experimentado isso. Não preciso ficar aqui dizendo a vocês que o inimigo gosta de condenar.
Nada agradaria mais ao inimigo da sua alma e da minha do que ver você vivendo sob condenação, vivendo debaixo de uma nuvem, sentindo culpa o tempo todo, sempre se sentindo indigno, sujo, vil e impuro diante de Deus.
Deus não quer que Seu remanescente viva em condenação por causa de pecados passados.
Embora talvez eles não o admitissem, Ele via isso como um problema. Então fez novamente o que havia feito, como vimos ontem, com Josué, o sumo sacerdote.
Nessa visão, o sumo sacerdote — que representa o mais santo entre o povo, que representa o próprio Senhor e está ali como representante de cada pessoa do remanescente — precisava de uma revelação de Deus sobre como eles haviam sido completamente purificados.
Eu lhes digo: se você não sabe que está limpo, se não se enxergou como Deus o enxerga, depois de algum tempo desiste. Você precisa se enxergar completamente purificado; caso contrário, isso impede a construção do templo.
Esta é uma visão maravilhosa. Ela começa em Zacarias 3:3 com o sumo sacerdote deles vestido de roupas imundas e termina, nos versículos 4 e 5, com a mesma expressão: vestido de roupas de festa, vestes festivas.
É uma cena de tribunal. É uma cena de tribunal no céu. É uma visão de alguém diante de um tribunal.
O acusado estava no tribunal, diante da corte: Josué, o representante do sacerdócio. Ele estava ali. Estava sendo acusado.
Em Zacarias 3:1, o promotor estava presente: Satanás, acusando. Em Zacarias 3:7, o júri estava presente: aqueles que estavam ali. Em Zacarias 3:1, o advogado de defesa estava presente: o Anjo do Senhor.
É uma imagem maravilhosa. O Juiz estava ali, em Seu assento: o Senhor dos Exércitos.
O promotor vem e apresenta sua acusação. Olha para Josué, o culpado que está ali com suas roupas sujas, e diz: “Este homem é imundo e merece ser lançado no fogo”. Essa era a acusação.
Essa lição ilustrada era muito importante porque, com frequência, cristãos que não entenderam como foram completamente perdoados, como estão limpos, ficam desanimados e dizem: “Não sou nada. Sou tão sujo, tão vil, mereço ser lançado no fogo. Como Deus poderia usar alguém como eu? Como Deus poderia Se importar com alguém como eu?” E assim desistem.
Você pergunta: “Por que desistiu?” “Rapaz, você não sabe o que eu fiz. Deus não pode me usar agora. Eu estraguei tudo, rapaz. Desonrei Seu nome, manchei Sua reputação, prejudiquei Sua causa. Envolvi-me nessa coisa e naquela. Envergonhei minha família. Envergonhei o Senhor. Envergonhei a igreja. Para mim, acabou.”
“Eu ainda amo o Senhor, mas, para mim, acabou. Pus tudo a perder.”
Ou então: “Se você conhecesse a frieza do meu coração, se conhecesse os pensamentos que passam pela minha mente… Sou apenas um hipócrita. Canto com o povo de Deus. Reúno-me com o povo de Deus. Mas me perdi. Tenho pensamentos imundos. Coisas sujas entram na minha cabeça. Sou tão sujo. Você não entende. Sou um grande hipócrita. Sei que Ele me amou. Sei que Ele morreu por mim. Mas estou um desastre. Minha atitude é ruim”.
Essa imagem de si mesmo — quando um cristão vive sob condenação, eu lhes digo, ele não precisa de um discurso motivacional. Não precisa de alguém tentando elevar sua autoestima e fazê-lo se sentir melhor. Não precisa de um psicólogo nesse momento. Certamente não precisa de algum tipo de comprimido para equilibrar sua química.
Vou lhes dizer do que ele precisa. Precisa da revelação que Deus deu ao Seu servo Zacarias para levar ao povo de Deus.
De fato, já conheci cristãos que acham espiritual andar por aí se sentindo culpados. Eles realmente acham que isso é espiritual.
Eu lhes digo: viver em condenação não é humildade. Viver em condenação é incredulidade. Não é humildade.
Qual é a cura de Deus? Vou lhes dizer. Para minha incapacidade, a cura é o Espírito Santo — Sua vida. Eu não consigo; Ele não o fará; mas juntos podemos.
A cura de Deus para todo problema que entra na minha vida é Sua graça — Sua graça. Qual é a Sua cura para minha impureza, para minha culpa, para meu pecado?
Preciso de uma obra consumada, e preciso me enxergar como Deus me enxerga. Quero mostrar novamente essa visão a vocês do ponto de vista de Deus, porque ela termina com os sete olhos. Toda a ideia tem a ver com o ponto de vista de Deus.
Não leiam o versículo 3 superficialmente:
Ele está vestido de roupas sujas.
O hebraico é muito mais forte do que o inglês, e quase temos medo de traduzir algumas dessas palavras.
É como em Isaías 64:6:
Todas as nossas justiças são como trapo de imundícia.
Vocês conhecem o hebraico ali, não conhecem? A justiça de vocês é como panos menstruais. Esse é o hebraico ali.
No hebraico de Zacarias 3:3, Unger traduz assim: “Roupas cobertas de excrementos”. Era assim que ele estava vestido.
Você simplesmente diz: “Bem, isso é uma coisa terrível de se olhar”. Mas não é só essa a nuance hebraica dessa palavra. É uma coisa terrível de se olhar — um homem vestido de roupas cobertas de excrementos? Claro, é terrível de se olhar. Mas também é terrível de se cheirar.
Essa é a ideia do hebraico aqui: ele está vestido com aquelas roupas. Se eu estivesse diante de vocês vestido da maneira como Josué apareceu naquela visão, se tivesse a aparência e o cheiro que ele tinha, eu esvaziaria esta sala.
Vocês não ficariam aqui se eu tivesse o cheiro que Josué tinha naquela visão, se tivesse a aparência que Josué tinha naquela visão. Satanás gosta de chamar a atenção para isso.
Na mente e no coração sensíveis de alguém que é sensível ao Senhor, quando Satanás acusa e você olha para seu coração e sua vida, e olha no espelho, Satanás diz: “Você fede”. Seu coração diz: “Eu sei. Eu fedo. Sei que fedo. Eu realmente fedo”.
“Olhe para você, para a maneira como está vestido. Você é tão vil e tão imundo.” Então começamos a acreditar nessas coisas, porque são verdadeiras. Temos essa aparência e esse cheiro.
Mas precisamos ver nosso Advogado Se levantar, como o Anjo do Senhor Se levantou. Versículo 4:
Eis que tenho feito passar de ti a tua iniquidade,
e te vestirei de vestes preciosas.
Então colocaram um turbante limpo na cabeça dele e o vestiram, enquanto o Anjo do Senhor permanecia ali. Que visão é essa!
Ele não lavou as roupas velhas. Ele as descartou. Vestiu-o com sua nova roupa de festa — vestes reais, seda, cetim e linho fino.
Nessa visão, o sumo sacerdote tem uma parte. Qual é a parte dele? Ele apenas fica ali.
Ele não apresentou defesa. Não resistiu à acusação. Não a negou. Não tentou argumentar em sua própria defesa. Não implorou por misericórdia. Nem sequer tirou as próprias roupas.
Tiraram as roupas dele. Eles o despiram e depois o vestiram novamente. Ele não fez nada. Tudo foi feito por ele em um instante.
Satanás diz: “Este homem merece isso. Ele fede. É imundo. Merece ser lançado no fogo”. O Anjo do Senhor diz: “Eu sei. Mas Eu o arranquei do fogo”.
Um tição tirado do fogo.
Sabem, acabamos de ler isso, mas aquilo impedia a construção do templo. Enxergar a si mesmos como tão sujos fez a construção do templo parar.
Deus diz: “Vocês creem nisso?” Irmãos, respondam no coração, não em voz alta. Vocês creem que estão assim tão limpos?
Não me importa o que Satanás diz. Não me importa o cheiro que você sente em si mesmo. Não me importa sua aparência quando olha com estes olhos. Deus diz que suas roupas foram trocadas e que você foi vestido. Você é justo e está com roupas de festa.
Precisamos nos enxergar como Deus nos enxerga.
Então, no versículo 6, Ele fala daqueles que estão aqui:
Terás o mesmo acesso que estes que aqui estão.
Quem são esses que estão aqui? Não se esqueçam: esta é uma cena de tribunal que acontece no céu. São os anjos que nunca pecaram.
Você crê, irmão, que foi tão completamente purificado que agora está com roupas de festa diante de Deus — uma perfeita veste de justiça?
Você crê que tem o mesmo acesso à santa presença de Deus que os anjos que nunca pecaram? É isso que Ele diz. É assim que você está limpo. Você precisa crer nisso.
Porque, se começar a crer nisso, viverá novamente. Viverá novamente. Isso é reavivamento.
Quando começo a enxergar como estou limpo, vivo novamente. Então a visão chega ao seu clímax no versículo 9:
Sobre uma única pedra estarão sete olhos.
Vocês se lembram dos sete olhos em Zacarias. São os olhos do Senhor, em Zacarias 4:10, que percorrem toda a terra. O que Deus está dizendo? Sete olhos — o número perfeito. Onisciência. Deus vê tudo. Nada escapa a Deus. Ele enxerga bem. Ele vê tudo.
O que Ele está dizendo nessa visão é: vocês precisam saber como estão completamente limpos. Não estão com roupas imundas; estão com roupas de festa. Vocês têm o mesmo acesso a Deus que os anjos que nunca pecaram.
Você diz: “Rapaz, vejo aqui muita sujeira que ainda não foi crucificada”. Talvez veja mesmo. Mas os sete olhos de Deus não conseguem encontrar isso.
Como você está limpo, se os sete olhos de Deus não conseguem ver sua mancha nem sentir seu cheiro?
Quando Zacarias comunicou essa visão ao povo, a Bíblia diz que eles pegaram suas ferramentas e começaram a construir novamente.
Essas são as coisas que impedem a construção do templo. Minha incapacidade: “Não consigo fazer isso”. Ele diz: “Eu lhe dei Meu Espírito. Você consegue fazer isso”. Esses problemas: “Não consigo enfrentá-los”. “Eu lhe dei Minha graça. Você consegue enfrentá-los.” Meu pecado: “Sou tão sujo”. “Eu o tornei limpo, e nem mesmo Meus olhos conseguem ver uma mancha.”
Irmãos, que Deus nos dê olhos para nos enxergarmos como Ele nos enxerga. Eu lhes digo: então voltaremos a construir o templo.
Há mais uma, e com ela encerraremos. Não deixei muito tempo para ela, mas a próxima causa — vou confiar que o Senhor a comunicará ao coração de vocês — foi revelada ao profeta Ageu. Ela se referia a Esdras 3.
Vou ler Esdras 3:11-13.
E cantavam alternadamente, louvando e dando graças ao Senhor, dizendo:
Porque Ele é bom, porque a Sua benignidade dura para sempre sobre Israel.
E todo o povo deu um grande brado, louvando ao Senhor,
porque já os fundamentos da casa do Senhor estavam lançados.Porém muitos dos sacerdotes, levitas e chefes das casas paternas, os anciãos que tinham visto a primeira casa,
quando os fundamentos desta casa foram lançados diante dos seus olhos, choraram em alta voz;
e muitos levantaram grandes brados de alegria:
de maneira que o povo não podia distinguir o som dos brados de alegria do som do choro do povo;
porque o povo bradava com grande brado, e o som se ouvia de muito longe.
Há muitos comentários sobre por que os anciãos estavam chorando. Mas acho que fica claro, ao ler o relato — e Ageu chama a atenção para isso —, que um dos motivos era que o templo atual não tinha glória em comparação com o antigo templo, que, na mente deles, era glorioso.
O templo de Salomão era glorioso, e eles olhavam para seu próprio templo como algo sem glória. No plano terreno, dá para entender como pensavam.
Quando você compara o templo de Zorobabel com todo o ouro, a prata, o bronze, a madeira de oliveira e os adornos do templo de Salomão — o templo de Salomão permaneceu durante quatrocentos anos como uma atração para o mundo inteiro —, e agora eles olhavam para seu pequeno fundamento e tudo o mais.
Fiquei interessado na interpretação dos rabinos sobre tudo isso. Sabem, eles também têm comentários. Os judeus fizeram comentários a respeito, e têm uma seção inteira sobre “Por que os anciãos choraram?”
Eles descrevem as diferenças entre o templo sem glória de Zorobabel e o glorioso templo de Salomão. Aqui está a explicação que sugerem.
Disseram que alguns choraram por causa das antigas pedras lavradas — o templo original foi erguido tão silenciosamente quanto o crescimento de uma árvore. As pedras eram lavradas longe dali, e então cada uma era trazida e colocada em seu lugar. Não se ouviu o som de um martelo durante toda a construção do templo de Salomão. Impressionante.
Bem, aquilo já não existia. Então disseram que alguns dos anciãos, quando viram o fundamento e não viram aquelas pedras tão bem lavradas, ficaram comovidos no coração e começaram a chorar. Disseram: “Ah, a glória não está aqui. A glória não está aqui. Onde estão aquelas pedras lavradas?”
Depois os rabinos disseram que alguns choraram porque a arca da aliança havia desaparecido. Quando Nabucodonosor entrou e tomou o templo, a arca desapareceu. Os Dez Mandamentos que estavam na arca desapareceram, a vara de Arão que floresceu desapareceu, e o vaso de ouro com o maná desapareceu.
Disseram que essa era a glória — a arca e o que havia dentro da arca. Essa era a glória do templo. Por isso choraram: “A glória não está ali”.
Alguns choraram porque a glória visível da Shekinah havia se retirado. Depois do templo de Salomão, aquilo desapareceu. No templo de Zorobabel, aquela presença visível do Senhor, aquela nuvem que enchia o templo, estava ausente. Disseram: “A glória se foi”.
Alguns choraram, disseram eles, porque o peitoral do sacerdote que continha o Urim e o Tumim nunca mais apareceu. Aquilo desapareceu. Disseram que foi por isso que choraram, porque o peitoral havia desaparecido.
Alguns disseram: “Não, eles choraram porque Deus mudou Sua maneira de agir. Antes, fogo sobrenatural descia do céu e acendia o altar. Mas agora, neste templo, isso nunca aconteceu”.
Todo mundo estava chorando porque isto era a glória, e aquela glória havia desaparecido. “Não, não, aquilo não era a glória. Isto é a glória, e a glória desapareceu. Não, aquilo não era a glória. Isto é a glória, e essa glória já não está ali.”
A arca desapareceu, os mandamentos desapareceram, o maná desapareceu, e por isso eles estavam chorando.
Deus disse: “Deixem-Me lhes dizer uma coisa”. Ageu 2:6-9:
Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro de pouco tempo,
farei tremer os céus, e a terra, e o mar, e a terra seca;
e farei tremer todas as nações;
e virá o Desejado de todas as nações;
e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos.Minha é a prata, e Meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos.
A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos;
e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.
Claramente, a American Standard Version e a New American Standard Version traduzem o versículo 7 com este sentido: exteriormente, faltam adornos ao templo. Ele não é tão rico por fora quanto o templo de Salomão, por causa da pobreza e da incapacidade financeira daquele remanescente que escapou.
Havia uma ausência notável de metais preciosos. Nessas traduções, o versículo parece significar que, no futuro, isso será compensado, porque Deus pode facilmente abalar as nações. A prata é Dele. Ele pode abalar as nações, e a riqueza virá.
Quando nossos filhos estavam crescendo, adoravam pegar minhas calças pelas pernas e sacudi-las, e as moedas caíam. Eu sempre guardava moedas nos bolsos, e eles adoravam se revezar sacudindo as calças para que as moedas caíssem.
Deus disse: “Eu posso sacudir o mundo. Se quiser dinheiro, posso tirá-lo dos bolsos deles. Posso sacudi-lo”.
Neste caso, vou ficar com a versão King James no versículo 7. Esta é uma passagem messiânica. A tradição judaica, sem exceção, a entende como uma passagem messiânica. A tradição cristã a entende como uma passagem messiânica.
Se você muda isso para as riquezas das nações, acho que perde alguma coisa.
Virá o Desejado de todas as nações.
Acho que o Desejado das nações é Jesus. Acho que isso é messiânico. É Ele.
Acho que Ele está dizendo isto: todos vocês estão chorando. Os anciãos estão chorando porque a glória se foi. “Esta glória se foi, e esta glória se foi, e esta glória se foi.” Deus disse: “Deixem-Me lhes dizer onde está a glória”.
Virá o Desejado de todas as nações.
Essa é a glória do templo. A glória do último templo será maior do que a glória do primeiro templo.
Por que as pessoas desistem? Porque não sabem o que é a glória do templo. É por isso que abandonam.
Olham para as pedras lavradas e dizem: “Onde estão as pedras lavradas? Onde estão todas essas declarações teológicas de fé que foram cuidadosamente elaboradas ao longo dos anos?” Dizem: “Não consigo. Tenho de desistir. Não posso mais ir lá. Eles não têm as pedras lavradas”.
Outra pessoa diz: “Ah, não, sabe o que está faltando? Santidade. Santidade — a lei —, isso desapareceu. A lei já não está aqui, então vou sair”.
Alguém diz: “Não, não, o que está faltando é ministério. É a vara de Arão que floresceu. Não há sinais, maravilhas e milagres suficientes neste lugar. Quero ver algo empolgante. Quero ver alguma coisa acontecer”.
Estão abandonando por toda parte porque dizem: “Isto é a glória, e isto é a glória, e isto é a glória”. Estão procurando isto, aquilo e mais aquilo.
“Onde está a glória da Shekinah? Onde está o assombro? Onde está a reverência? Tudo desapareceu. Onde está o peitoral?” É isso: o peitoral. O Urim e o Tumim têm a ver com a vontade de Deus. “Onde está a instrução? Não estão ensinando nesta comunidade. Não vou mais aqui.”
As pessoas estão abandonando por toda parte. Sabem por quê? Porque não sabem o que é a glória.
É uma Pessoa. É Cristo. Virá o Desejado das nações.
Esse é o fogo que vem do céu. A glória, a riqueza, o tesouro é Cristo. Quando Deus fizer essa verdade raiar sobre você, quando Deus a fizer raiar sobre mim, viveremos novamente.
Irmãos, sabem, nós viemos ano após ano. Examinamos a Palavra de Deus. Estamos sempre no mesmo ponto: eu venho e olho para o Senhor.
O que examinamos neste fim de semana? Vocês precisam do Espírito Santo. Precisam da graça de Deus. Estão limpos aos olhos Dele. Cristo é a glória do templo.
Eu lhes disse alguma coisa que vocês ainda não tinham ouvido? É só isso. Mas, se Deus permitir que vocês enxerguem isso novamente, viverão novamente.
A palavra veio a Ageu, dizendo:
Dize ao povo: deste dia em diante, Eu os abençoarei.
A partir de que dia? A partir do dia em que você para de confiar em si mesmo e começa a confiar no Espírito Santo. A partir desse dia, você é abençoado.
A partir de que dia? A partir daquele dia em que você começa a enfrentar seus grandes montes com a graça de Deus, com aclamações de “Graça, graça”. A partir desse dia, você será abençoado.
A partir de que dia? A partir daquele dia em que você enxerga que Cristo é a glória do templo. A partir desse dia, você será abençoado. A partir do dia em que começa a se enxergar como Deus o enxerga.
Não brinque com isso, irmão. Vocês, mais jovens, vocês, mais velhos, não brinquem com isso.
Vocês creem que têm o mesmo acesso à presença de Deus que os anjos que nunca pecaram? Que Deus não consegue ver uma mancha em vocês?
Para sua incapacidade, Ele dá Sua vida, Seu Espírito. Para todas as coisas que você vier a enfrentar na vida, Ele deu Sua graça. Para as acusações que o inimigo traz contra você, Ele deu a obra consumada e a purificação completa que temos em Cristo Jesus.
Para a glória, Ele deu Seu Filho. Ele é a glória do templo.
Eu lhes digo: vocês pararão de chorar e começarão a se alegrar quando enxergarem Cristo como a glória.
Há muito mais, e simplesmente confio que Deus tornará isso muito real na vida de vocês. Irmãos, Ele quer que vocês vivam novamente.
Você diz: “Está ficando velho. Está ficando sem vida. Estou ficando cansado. Estou ficando esgotado”. Que Ele sopre vida novamente. Que Ele sopre vida novamente.
Isso não é coisa velha. Não é assunto batido. Seu Espírito está em vocês. Vocês são um com Ele. Ah, precisamos enxergar isso novamente.
Você diz: “Tenho esse grande monte diante de mim agora. Você não sabe”. Ele se tornará uma planície, com aclamações de “Graça, graça”. Creia nisso. Creia nisso.
Você está limpo. Não me importa quanto sua vida tenha sido feia ou repulsiva até este momento. Você está limpo — com roupas de festa.
E a glória: Jesus Cristo. Ele é a glória do templo.
Pai, obrigado por essas maravilhosas curas para um templo inacabado. Não queremos Te desonrar com um templo inacabado.
Obrigado porque, há tantos anos, esta mesma mensagem — não da minha boca, mas da boca dos Teus servos Ageu e Zacarias — despertou Teu povo para voltar a construir e concluir a obra.
Oro para que essa mesma mensagem nos desperte novamente, para que Tu tenhas o Teu templo. Pedimos em nome de Jesus. Amém.