Ah, claro. Obrigado. Vou ver como funciona.
Bem, boa noite, irmãos. Como esses encontros passam depressa!
Estou com o microfone ligado? Está bem.
Mais uma vez, é um privilégio poder abrir este Livro e buscar a face do Senhor. Antes de orarmos, quero compartilhar uma passagem bíblica que reforça aquele princípio indispensável: a dependência total do Espírito Santo de Deus.
Está no livro de Daniel. Depois que Daniel e seus amigos clamaram ao Senhor por ajuda e por luz — por revelação a respeito daquele sonho —, Daniel fez este comentário em Daniel 2:22-23:
Ele revela o profundo e o escondido:
conhece o que está em trevas,
e com Ele mora a luz.
Ó Deus de meus pais, eu Te louvo e celebro,
porque me deste sabedoria e força;
e agora me fizeste saber o que Te pedimos.
Gosto de colocar esses dois versículos juntos porque, às vezes, se ficamos apenas com um deles, dizemos: “A luz está com o Senhor, e Ele revela as coisas profundas e ocultas, e o Senhor desvenda as trevas”. Mas então Daniel destaca este ponto no versículo seguinte:
Tu fizeste saber o que Te pedimos.
Deus está pronto para revelar quando estamos prontos para pedir. E Ele espera que peçamos. Ele espera que busquemos. Ele sempre espera que busquemos. É claro que Ele opera isso em nosso coração e nos atrai, mas vamos responder ao Senhor e pedir que Ele nos mostre o que está em Seu coração.
Dave, você poderia nos conduzir em mais um momento de oração? Obrigado.
Senhor, nós nos apresentamos diante de Ti com ações de graças e louvor por Tua graça e Tua misericórdia em nossa vida. Senhor, clamamos a Ti agora porque, como Ed nos lembra a cada vez, e como sabemos por Tua Palavra, será necessário que o Teu Espírito nos revele essas coisas.
Senhor, nosso coração anseia por Te conhecer e Te ver — por Te conhecer, Senhor Jesus. Esse é o nosso desejo nesta noite. Obrigado.
Enquanto Ed compartilha conosco a Palavra, pedimos que a unção do Espírito esteja sobre quem fala e sobre quem ouve, Senhor; que realmente ouçamos o que Tu queres que ouçamos, que vejamos o Senhor Jesus Cristo.
Obrigado, Senhor. Todos nós precisamos ser reavivados. Precisamos dessa vida. Por isso, pedimos a Ti, Senhor Jesus, com a confiança de saber que, por causa do Teu sangue derramado, seremos ouvidos: revela-Te a nós nesta noite. Em nome de Jesus, amém.
Amém. E eu acrescento minha fé a essa oração e também digo amém.
Para economizar tempo e não fazer uma longa revisão, quero retomar exatamente de onde paramos em nossa conversa nesta manhã. Estamos considerando um grupo que chamamos de remanescente que escapou.
Deus os chama de remanescente que escapou: pessoas que certamente haviam sido libertadas, maravilhosamente salvas e agora libertas da disciplina que tiveram de suportar por terem sido tão resistentes. Mas agora isso acabou. Elas disseram sim ao Senhor e ao Seu convite, e estão voltando.
Estão numa peregrinação. Voltaram da terra da confusão para a cidade da paz. Este é um povo que foi liberto. Este é um povo que se colocou diante do altar. Entenderam um pouco da obra consumada e, duas vezes por dia, todos os dias, assumiam seu lugar diante do Senhor como pecadores merecedores da morte — um povo humilde.
Era um povo unido na vontade de Deus. Sabiam por que haviam sido libertos, e isso tinha a ver com a reconstrução do templo. Juntos, haviam lançado o fundamento. Tinham seu fundamento. Em certo sentido, eram doutrinariamente sólidos.
Mas, infelizmente, pararam ali. A obra parou. A obra cessou — não por alguns instantes, dias, semanas ou meses, mas por longos anos, um após o outro. Foi só até ali que chegaram: foram libertos, depois vieram ao altar, depois lançaram um fundamento, e então a obra cessou.
Vou ler essa passagem novamente para colocá-la diante do coração de vocês. Esdras 4, por favor. Vamos alternar entre Esdras, Ageu e Zacarias, então talvez vocês queiram marcar essas páginas.
Esdras 4:23-24:
Então, depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram eles apressadamente a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força e com violência.
Então cessou a obra da casa de Deus, que estava em Jerusalém; e cessou até ao segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.
Mais uma vez, por enquanto, não precisamos de todos os detalhes. Seja lá o que tenha acontecido, o fato é que aconteceu. Algo aconteceu, e a obra parou. Um templo incompleto é sempre uma desonra para o Senhor. Não O satisfaz. Não Lhe agrada.
Mesmo que tenhamos começado muito bem, mesmo que tenhamos sido salvos e libertos, mesmo que tenhamos nos firmado na obra consumada, mesmo que estejamos unidos, de um só coração, para construir um templo, e mesmo que tenhamos um fundamento — se não aprendemos os segredos da construção do templo, então o Senhor é desonrado.
Esdras nos apresenta a história exterior. Em outras palavras, ele apenas sugere os motivos espirituais que estavam em ação no íntimo do coração desse remanescente que escapou. Mas Deus esperou pacientemente por quinze anos, e então abriu os céus e falou aos Seus dois servos.
Vou colocar isso novamente diante do coração de vocês para refrescar sua memória, e então começaremos a examinar o novo conteúdo. Esdras 5:1-2:
E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.
Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles estavam os profetas de Deus, que os ajudavam.
Vocês veem em Esdras 5:1-2 que, fosse o que fosse, quinze anos depois — o que Deus disse a Ageu, o profeta mais velho, e o que Deus disse a Zacarias, o profeta mais jovem —, quando eles se levantaram e falaram ao remanescente, aquela palavra foi suficiente para reavivá-los.
Segundo Esdras 5:1-2, eles retomaram a construção do templo. Nada mais havia mudado. As circunstâncias eram as mesmas. As circunstâncias políticas — tudo o que os havia feito parar — continuavam. Não houve mudança. Mas alguma coisa mudou.
Aquela palavra do céu, aquela palavra de Deus por meio de Seus servos, tocou o coração deles, e eles foram reavivados. Voltaram a viver e retomaram a construção.
Agora vejam, por favor, Esdras 6:14:
E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia de Ageu, o profeta, e de Zacarias, filho de Ido. E edificaram e terminaram a casa conforme o mandado do Deus de Israel, e conforme o decreto de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.
Sob a direção desses dois homens, a obra do templo não apenas foi retomada, mas foi levada à conclusão.
Como sugeri nesta manhã, quando vejo uma demora de quinze anos, uma apatia e um povo paralisado — e então, de repente, Deus toma a iniciativa —, isso prende minha atenção. Eles não oraram por isso. Não pediram por isso. Não estavam buscando isso. Não achavam que estivessem com problema algum.
Se vocês tivessem conversado com eles, teriam dito: “Somos espirituais. Estamos indo bem. Não temos problemas”. Mas Deus inclinou os céus e desceu, e disse aos Seus servos: “Tenho algo que eles precisam saber”. Aquela era uma palavra viva. Ah, louvado seja Deus por uma palavra viva!
Antes de examinarmos as verdadeiras respostas de Deus — Sua revelação das causas do templo incompleto —, quero mostrar a vocês a história exterior em Esdras. Se olharem com atenção suficiente, poderão ver a sombra. Poderão perceber o indício.
Para deixar isso bem claro, vamos fazer o caminho inverso. Quero começar em Esdras 4:24, onde a obra parou, e então voltar a partir dali. Começando no ponto em que pararam e retrocedendo, creio que conseguiremos ver claramente a história exterior e as razões que eles apresentariam.
Esdras 4:23 diz que os fizeram parar pela força das armas. Bem, aí está uma resposta clara. “Por que vocês desistiram?” “Mandaram que parássemos. Fomos obrigados. Eles tinham armas. Iam nos matar.”
Mas agora pensem espiritualmente. Era uma questão de se submeter ao governo, porque eles tinham uma ordem oficial. Tinham um decreto do governo. Havia uma razão espiritual. Se vocês lhes perguntassem: “Por que vocês desistiram?”, eles diriam: “Porque estamos honrando o Senhor”.
Talvez dissessem: “Fomos procurar Ed Miller, e ele nos deu alguns conselhos. Dissemos: ‘O que devemos fazer? Eles vieram com armas e mandaram que parássemos’. E Ed Miller disse: ‘Ora, vocês não conhecem a Bíblia? Romanos 13:1:
Não há potestade que não venha de Deus.
“‘Romanos 13:2:
Quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus.’”
“Então seguimos o conselho dele, e foi por isso que desistimos.” Acho que eu teria dito isso. Parece tão correto. As autoridades chegam e dizem: “Isso não é permitido”. Talvez vocês estejam numa manifestação, defendendo uma causa justa, posicionando-se publicamente ou reunindo-se em determinado lugar. O que fazer?
Essa foi uma das explicações que deram. Mas, depois que li nos profetas as verdadeiras razões, voltei a Esdras e dei outra olhada. Há algum indício, alguma sombra dessas coisas mais profundas? Há.
O remanescente diria algo assim: “Sabemos que fomos chamados por Deus para construir um templo. Estamos unidos nessa convicção. Estamos unidos como um só homem. Nós nos lançamos ao trabalho. Já construímos o fundamento”.
Agora vou afirmar isso, e vocês pensem espiritualmente, porque se trata de um fato, mas há um princípio aqui: todos nós somos a favor de um templo concluído, mas não estamos dispostos a morrer por um templo concluído.
Estão percebendo? Há um princípio por trás disso. O templo não pode ser construído e concluído com um remanescente que não está disposto a morrer. Os profetas vão desenvolver esse ponto.
Ageu, o profeta mais velho, aborda isso em Ageu 1:2-5:
Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.
Veio, pois, a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo:
É para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, e esta casa há de ficar deserta?
Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.
Segundo Deus, era isso que estavam dizendo. Eles não teriam dito isso abertamente dessa maneira, mas Deus disse que era isso que estavam dizendo. Não estavam resistindo ao Senhor; simplesmente disseram: “Não é a hora. Deus fechou a porta. Vamos retomar a obra. Só não é o momento”.
Mas o eu está estampado em todo esse relato. A sua casa ou a casa Dele? Afinal, do que se trata? Eles não teriam percebido isso. Teriam dito: “Não, precisamos nos submeter ao governo. Eles chegaram, e é isso que estamos fazendo”. Mas, se vocês olharem mais de perto, os profetas identificam o problema: estavam ocupados com suas próprias coisas, com seu próprio eu. Não estavam prontos para entregar a vida. Não estavam prontos para morrer.
Voltem mais um pouco, a Esdras 4:4-5:
Todavia, o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no edificar.
E alugaram contra eles conselheiros, para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, e até ao reinado de Dario, rei da Pérsia.
O povo da terra enfraqueceu a determinação deles. “Por que vocês desistiram?” “Vou dizer por que desistimos: pessoas, obstáculos, circunstâncias, perseguição. As pessoas atrapalharam. Chegaram, disseram isso e fizeram aquilo. Estaríamos muito ocupados construindo, se não fosse pelas pessoas.”
Converso com muitas pessoas que desistiram. “Por que você desistiu?” “Você não conhece minha esposa.” “Por que você desistiu?” “Meu chefe.” “Por que você desistiu?” “Os presbíteros da minha congregação.” “Por que você desistiu?” “Meu vizinho.” “Por que você desistiu?” “Meu amigo mais querido.” “Por que você desistiu?” “Os outros.” São sempre eles.
Mais uma vez, se vocês olharem um pouco mais de perto, há muitas ocasiões que deram origem ao que estavam vivenciando. O profeta não se concentra nas pessoas. Na versão New American Standard, Esdras 4:4-5 apresenta três verbos relacionados ao desânimo, ao medo e à frustração.
“Essas pessoas me desanimam. Essa circunstância me deixa tão frustrado. Por que você desistiu? Frustração.” Mas eles não diriam frustração; diriam pessoas. No entanto, quando o profeta toca nesse assunto, ele diz que o desânimo é um inimigo da construção do templo. Há muitas ocasiões para o desânimo, e o indício está ali.
Voltem agora a Esdras 4:6. No reinado de Assuero, no início de seu reinado, escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém.
Pensem espiritualmente, irmãos. Vocês acham que alguém poderia ser impedido de construir o templo se houvesse uma acusação contra essa pessoa? Há alguém que acusa o remanescente? Guardem isso por um momento.
Esdras 4:12-13 diz:
Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós, a Jerusalém; estão edificando aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos.
Agora saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e os pedágios; e assim se danificará a fazenda dos reis.
Esses inimigos chegam com uma acusação. A acusação está por escrito. De onde a tiraram? Esdras 4:19:
E, ordenando-o eu, buscaram e acharam que, desde os tempos antigos, aquela cidade se levantou contra os reis, e nela se têm feito rebelião e sedição.
Depois que vocês veem o profeta e aquilo que ele apresenta como a verdadeira causa, voltam à história. O profeta chama a atenção para uma acusação: alguém foi lá, desenterrou algo do passado, condenou-os por algo do passado, e eles estão vivendo sob condenação.
Foi por isso que desistiram. Vocês não percebem isso de fato em Esdras se o leem apenas como história. Eles diriam: “Desistimos porque estamos nos submetendo ao governo. Desistimos porque as circunstâncias chegaram a um ponto em que simplesmente não conseguíamos lidar com elas”. Não diriam: “Ficamos tão frustrados”. Não admitiriam isso.
Não diriam: “Há um inimigo, e estou vivendo sob condenação. Ele me acusou, desenterrando algo do passado, e fica usando isso contra mim”. Não diriam isso, mas o profeta diz. O profeta enxerga mais profundamente, e eles vão precisar ouvir essas coisas.
Há também a questão dos samaritanos no início de Esdras 4. Eles vieram e queriam ajudar. Eram um povo misturado; havia sincretismo. O remanescente tomou uma posição firme: “Não. Nós mesmos faremos isso. Não vamos fazer concessões”.
Isso era espiritual. Agiram corretamente ao não fazer concessões. Mas foi aqui que erraram: disseram: “Nós mesmos faremos isso”. Não excluíram apenas os samaritanos; excluíram o Senhor. “Nós mesmos faremos isso.” O profeta identifica isso, embora eles não o tivessem admitido.
Portanto, há a visão exterior e há a visão interior.
No restante desta mensagem e, se o Senhor permitir, amanhã de manhã, quero que examinemos a palavra libertadora que Deus deu aos Seus dois servos, Ageu e Zacarias: as verdadeiras causas de um templo incompleto e a solução perfeita para cada uma delas.
Vamos examinar quatro dessas causas. Durante quinze anos, Deus permitiu que o remanescente continuasse com suas racionalizações, suas desculpas e suas razões que soavam espirituais.
Aqueles quinze anos, de acordo com esses verbos, foram marcados por desânimo, medo e frustração. Ageu acrescenta mais uma coisa: anos de vazio e insatisfação.
Ageu disse que, durante aqueles quinze anos, Deus havia enviado uma fome de satisfação. Às vezes, quando Deus trata conosco, Ele simplesmente envia uma fome. Ele tira as coisas: você perde o emprego, as finanças desmoronam, e você perde tudo.
Mas eles não perderam. Tinham as coisas. Tinham comida suficiente; iam ao armário, e ele estava cheio de comida. Comiam, mas não conseguiam ficar satisfeitos. Tinham bastante para beber e bebiam, mas não conseguiam saciar a sede, por mais que bebessem.
Sentiam frio, e a Bíblia diz que vestiam roupas. Tinham as roupas. Tinham com que se cobrir, mas não conseguiam se aquecer. Ganhavam dinheiro, e era como colocá-lo numa bolsa furada. Tinham dinheiro. Não era que tivessem perdido o emprego; tinham bons empregos. Tinham muito dinheiro. Só que o colocavam numa bolsa furada.
Encontrem alguém que tenha parado de construir pelas razões que Deus aponta, e eu lhes direi imediatamente: conheço essa vida. Essas pessoas estão desanimadas. Estão com medo. Estão frustradas. Estão infelizes. Essas são as características que marcam a pessoa que chegou até o fundamento, mas não construiu.
Deus disse: “Não posso mais suportar isso. Tenho uma resposta para eles. Não vão Me pedir, então tomarei a iniciativa. Eu a darei”.
Quero colocar agora diante do coração de vocês os segredos da construção do templo. Que Deus nos ajude.
Agora, irmãos, o que vocês estão prestes a ouvir não é novidade. Sei que muitos de vocês já ouviram isso centenas de vezes — alguns, provavelmente, milhares de vezes. Uma das coisas que abençoaram meu coração neste fim de semana foi ver vocês, jovens, aqui. Agradeço por terem vindo. Vocês provavelmente só ouviram isso umas cinquenta vezes.
Não é novidade. Não era novidade para eles. Mas precisavam ouvir de tal maneira que voltassem a viver. Nunca me cansarei de proclamar essas verdades maravilhosas, embora vocês já as tenham ouvido mil vezes, porque estou confiando que Deus nos fará viver novamente e nos dará um pouco de reavivamento em nossa servidão.
Não deem importância à ordem. Há mais de quatro causas para um templo incompleto. Precisei reduzir o número para encaixar o assunto neste breve fim de semana, por isso estamos examinando algumas das principais causas. Não é como se a causa número um fosse a primeira razão pela qual as pessoas jogam a toalha, e depois viesse a segunda. Qualquer uma delas, ou qualquer combinação delas, pode levar alguém a desistir de construir o templo.
Lembrem-se também de que, no contexto de Esdras, não se trata de pecado deliberado. Talvez, na sua vida ou na vida de alguém que você conhece, uma pessoa tenha parado de construir por rebeldia — aquele velho afastamento da fé. Diz não ao Senhor: “Não me importa o que Deus diz. Quero fazer as coisas do meu jeito. Não me importo com Deus, com Sua vontade, com Seu propósito ou com aquilo que Lhe agrada”.
Isso acontece, mas não é o caso de Esdras. Esdras não está falando do remanescente de dura cerviz e coração endurecido. Está falando do remanescente que luta, que quer acertar, que quer agradar a Deus, que disse sim, que voltou. Deus está escrevendo não apenas a história deles, mas também a Bíblia. Está apresentando essas verdades para nós.
Por isso, louvamos a Deus pela história deles. Mas isso não é rebeldia. É alguém lutando para conhecer os caminhos de Deus.
Muito bem, vou apresentar isso como uma verdade e depois tentar ilustrá-la para vocês. Abram em Ageu 1, por favor.
Vou apresentar uma causa de um templo incompleto. Mais uma vez, “primeira” não significa muita coisa. Uma causa de um templo incompleto é a impossibilidade humana de construir e concluir o templo.
Ageu 1:7-8:
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.
Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa;
e dela Me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.
Não leiam isso superficialmente. Não é apenas: “Vão reconstruir o templo”. É: “Vão reconstruir o templo de Salomão”. Havia alguns sobreviventes que se lembravam do templo de Salomão.
Vocês sabem alguma coisa sobre o templo de Salomão? Alguns de vocês, irmãos de Bridgeville, têm estudado os reis e alguns dos livros históricos. Já leram um pouco a respeito disso.
Quando Deus deu a ordem para construir um tabernáculo — não o templo, o tabernáculo —, levantou dois homens: Bezalel e Aoliabe. Deu-lhes dons especiais, habilidade com sabedoria e poder. Receberam uma capacitação do céu para realizar a obra.
1 Reis 5:13-18 fala sobre o templo de Salomão:
E o rei Salomão fez subir leva de gente dentre todo o Israel; e foi a leva de gente trinta mil homens.
E os enviava ao Líbano, cada mês dez mil, por turnos; um mês estavam no Líbano, e dois meses, cada um em sua casa; e Adonirão estava sobre a leva de gente.
Tinha também Salomão setenta mil que levavam as cargas, e oitenta mil que cortavam nas montanhas;
Fora os chefes dos oficiais de Salomão, que estavam sobre aquela obra, três mil e trezentos, os quais davam as ordens ao povo que fazia aquela obra.
E mandou o rei que trouxessem pedras grandes, e pedras preciosas, e pedras lavradas, para fundarem a casa.
E as lavraram os edificadores de Salomão, e os de Hirão, e os gebalitas; e prepararam a madeira e as pedras para edificar a casa.
Se vocês fizerem as contas, mais de 185 mil pessoas trabalharam — se incluirmos todos os pátios e os edifícios reais. Cento e oitenta e cinco mil pessoas trabalharam durante vinte anos para construir o templo de Salomão. Isso não leva em conta os homens, o custo e o tempo que Davi investiu no templo antes mesmo de Salomão começar.
Ouçam 1 Crônicas 22:14-16:
Eis que na minha aflição preparei para a casa do Senhor cem mil talentos de ouro, e um milhão de talentos de prata, e cobre e ferro sem peso, porque em abundância são; também madeira e pedras preparei; e tu acrescentarás a tudo isso.
Também tens contigo obreiros em multidão, cortadores e artífices em obra de pedra e madeira, e toda sorte de sábios em toda espécie de obra.
Do ouro, da prata, e do cobre, e do ferro não há número; levanta-te, pois, e faze a obra, e o Senhor seja contigo.
O templo de Salomão era magnífico. Era de tirar o fôlego. Era um testemunho em toda a terra. Vinham de todas as partes do mundo para ver os adornos, os detalhes magníficos, as esculturas naquele templo, as câmaras, as colunas, os portões, os pórticos, as barras, os pátios, o edifício, os móveis — aquela construção esplêndida.
Só no Santo dos Santos, havia mais de vinte milhões de dólares apenas em ouro. Só no Santo dos Santos.
Agora ouçam a ordem novamente. Cinquenta mil pessoas haviam acabado de voltar da escravidão. Quem eram elas? Eram um grupo de pessoas sem importância — apenas um punhado de pessoas sem importância, um grupo de escravos que acabara de ser liberto.
Tinham disposição. Amavam o Senhor. Mas não tinham ferramentas. Não tinham habilidades. Não tinham dons especiais. Não havia um Aoliabe entre eles. Não havia um Bezalel ali. Havia um grupo de pessoas que se reuniu para dizer sim a Deus. Não eram arquitetos. Não eram carpinteiros. Não eram artífices em pedra.
Cento e oitenta e cinco mil pessoas trabalharam durante vinte anos para construir um templo, e eles receberam uma palavra: “Levantem-se. Subam ao monte. Tragam madeira. Reconstruam o templo”. Então Deus acrescenta: “Para que Eu Me agrade dele e seja glorificado, diz o Senhor”.
Nossa! Que tipo de ordem é essa? Como você se sentiria se recebesse essa palavra do Senhor? “Suba ao monte. Traga madeira.”
Em Newport, temos muitas mansões. Turistas vêm de toda parte para ver a propriedade dos Vanderbilt, as casas dos Astor, a Breakers, a Marble House, a Elms — algumas dessas grandes mansões.
Se uma dessas mansões fosse reduzida a cinzas, e eu recebesse uma palavra do Senhor: “Ed Miller, levante-se. Suba ao monte. Traga madeira. Reconstrua a Breakers — todos os setenta cômodos”, eu lhes digo: não conseguiria reconstruir nem os estábulos. Não conseguiria reconstruir a cocheira. Não conseguiria reconstruir um portão.
Suponha que o Senhor viesse a você nesta noite: “Levante-se. Suba aos montes. Traga madeira. Reconstrua as Torres Gêmeas. Vá ao Marco Zero e reconstrua tudo”. Vocês percebem como isso é impossível?
Segundo o profeta, eles estavam desprezando o dia das coisas pequenas. Isso estava por trás de tudo. Não disseram abertamente que era por isso que estavam desistindo, mas estavam desistindo porque tudo aquilo era tão impossível.
Essa é parte da razão pela qual os homens mais velhos choravam quando o fundamento foi lançado. Os jovens viram o fundamento e disseram: “Uau, isso é grandioso!”. Mas os mais velhos se lembravam de como era o verdadeiro templo e disseram: “Vocês não sabem o que é grandioso. Vocês não sabem o que é grandioso. Isso não é grandioso”.
Essa, irmãos, é a verdadeira razão pela qual cristãos sinceros desistem. Jogam a toalha porque descobrem que a vida cristã é impossível. Não é possível vivê-la.
Tentar ter um espírito perdoador é tão impossível quanto tentar reconstruir as Torres Gêmeas. Tentar amar seus inimigos, oferecer a outra face e caminhar a segunda milha é tão impossível quanto tentar construir as Torres Gêmeas.
Tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações.
Tentem amar a esposa como Cristo amou a igreja e Se entregou por ela. Em tudo e por tudo deem graças. Vocês já tentaram?
Depois de algum tempo, isso vai soar assim: “Suba aos montes, traga madeira, reconstrua o templo, para que Eu Me agrade dele, para que Eu seja glorificado”.
E quanto a isto? Vocês já receberam esta ordem?
Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus.
Não quero tratar isso como brincadeira, irmãos. Não é de admirar que tenham desistido. Não é de admirar que tenham desistido. Quando se percebe o que é a vida cristã e quais são os seus padrões — não é de admirar que tenham desistido.
Você já percebeu que a vida cristã é impossível? Não responda. Você já percebeu que a vida cristã é impossível? Você diz: “Ainda não”. Vai perceber. Continue tentando vivê-la. Vai perceber.
Não sou profeta e não tenho nenhum dom profético, mas deixem-me profetizar o que acontecerá quando vocês descobrirem isso. Vocês vão jogar a toalha — a menos que Deus tenha um Ageu para vocês, ou que tenha um Zacarias para vocês.
A menos que Ele tenha aberto os céus e dado uma palavra para que vocês possam voltar a construir, porque, sem esse segredo celestial que Ele está prestes a dar, todo aquele que é honesto precisa jogar a toalha.
Perguntem a um cristão honesto: “Por que você desistiu? Estava indo tão bem. Experimentou a liberdade. Foi liberto. Lembro do seu testemunho. Eu ouvi você. Eu vi você quando estava livre”.
“Era você quem se apegava a todas aquelas verdades sobre nossa identificação com Cristo. Você se colocou diante do altar. Cria no sangue e na cruz — na obra substitutiva de nosso Senhor Jesus. Eu vi você. Eu ouvi você. Você tinha um fundamento. Estava alicerçado. O que aconteceu?”
Se forem honestos, dirão: “Olhe, eu tentei. Sinceramente, tentei. Não funcionou. Não funcionou. Não tentei uma, duas, três, quatro ou cinco vezes. Tentei repetidamente. Tomei resoluções — milhares delas. Fiz votos que continuava quebrando. Continuava me consagrando e me consagrando de novo”.
Diante dessa descoberta da impossibilidade da vida cristã — “Suba ao monte, traga madeira, reconstrua o templo, para que Eu Me agrade dele e seja glorificado” —, geralmente há dois tipos de cristãos no mundo.
O primeiro tipo é daqueles que tentam resolver o problema. Esforçam-se até a exaustão e têm esta ideia: “Se Deus ordena, deve ser possível fazer. Se devo, posso. Ele não me mandaria fazer algo que eu não pudesse fazer”.
Então começam a se empenhar um pouco mais, a tentar um pouco mais, a se render um pouco mais, a se consagrar um pouco mais, a tomar mais resoluções, a fazer mais promessas, mais votos, mais determinações e mais propósitos.
Começam a correr atrás de todo dom espiritual que conseguem encontrar, de toda experiência que alguém já teve. “Se eu for mais sincero, se for mais fervoroso, se orar mais, se jejuar mais, se estudar mais, se for mais disciplinado, se frequentar mais as reuniões, se tiver mais comunhão, se me envolver mais, se servir mais, se me sacrificar mais.”
No fim de tudo isso — e conheço isso porque vivi esse pesadelo durante sete anos —, eu lhes digo: vez após vez, tentando, chorando, arrependendo-me, levantando-me, tomando novas resoluções e caindo de cara no chão, repetidamente, porque a vida cristã é impossível.
Então, do outro lado, há aqueles que dizem: “Eu já percebi. É impossível. Não dá para viver isso. Deus nunca me manda fazer nada que eu seja capaz de fazer. Portanto, de agora em diante, não vou mais pôr a mão nisso”.
“É obra de Deus. É o templo de Deus. Cristo disse que vai edificar a igreja. Ele vai construir o templo. Eu não posso construir um templo. Assim como um dia Ele disse: ‘Haja luz’, pode dizer: ‘Haja templo’.”
“À Sua palavra, num instante, todo o entulho será levado embora, todas as pedras de mármore se juntarão como os ossos de Ezequiel 37, e o templo se erguerá. Eu não vou mais pôr a mão nisso. Não vou mais tentar. A vida cristã acabou.”
Irmãos, também tentei isso. Quando descobri que não conseguia, disse: “Está bem, que Deus faça”. Essa solução é tão inútil quanto tentar fazer você mesmo.
Esse é o quadro interior, e ele traz ainda mais frustração: “A vida cristã é impossível. Não consigo vivê-la. E Ele não a viverá”. Agora tenho um problema.
Se eu não tiver a resposta de Deus para esse problema, tudo ficará apenas no fundamento. Ainda amo o Senhor. Ainda vou para o céu quando morrer. Mas nunca construirei. Não consigo construir, porque tentei e não funcionou. Entreguei a Jesus, e isso também não funcionou.
Deus fala ao Seu profeta e diz: “Eles precisam de uma palavra. Precisam de uma revelação do céu”.
Vou apresentar a vocês a resposta de Deus para esse tremendo problema — a razão pela qual as pessoas desistem. Descobrem como é impossível: elas não conseguem fazer, e Deus não fará.
Abram em Zacarias 4, por favor. A partir do versículo 8, Zacarias 4:8-10:
E veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa,
também as suas mãos a acabarão;
e saberás que o Senhor dos Exércitos Me enviou a vós.
Porque quem despreza o dia das coisas pequenas?
Pois esses sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel;
são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.
Quem desprezou o dia das coisas pequenas? Era isso que estavam fazendo. Era por isso que precisavam dessa palavra. Olhavam para si mesmos: um povo humilde, incapaz, com poucos dons, poucos recursos, fraco. Diziam: “Nunca construiremos um templo”.
Irmãos, como vocês sabem, Deus sempre abençoou o dia das coisas pequenas. Não desprezem o dia das coisas pequenas. O choro daquele bebezinho — Moisés, aquele bebezinho no cesto — mudou o destino de um mundo.
A vara de um pastor, a aguilhada de bois, a queixada de um jumento, a funda de um menino, o lanche de um garotinho, a pequena moeda de uma viúva — Ele sempre usou o dia das coisas pequenas: o fraco, o indefeso.
Gosto muito de Miqueias 4:7. É um daqueles versículos para colocar num quadro:
E da que coxeava farei um remanescente,
e da que tinha sido lançada para longe, uma nação poderosa;
e o Senhor reinará sobre eles no monte Sião, desde agora e para sempre.
“Farei dos que mancam um remanescente, e o Senhor reinará sobre eles.” Ele quer reinar sobre um reino de pessoas incapacitadas. Deseja reinar sobre os que mancam. Que versículo maravilhoso, maravilhoso!
Não creio que Deus vá pegar o dia das coisas pequenas e, porque você confia Nele, transformá-lo num dia de coisas grandes. O dia das coisas pequenas sempre será um dia de coisas pequenas.
Ele nunca pegará uma pessoa incapaz e a tornará capaz. Ele não usa pessoas capazes. Usa apenas pessoas incapazes. Você continuará incapaz, e eu continuarei incapaz. Você será impotente até o dia em que morrer.
Ele não torna fortes os fracos. Não torna corajosos os medrosos. Não torna sábios os insensatos.
Quando estou fraco, então sou forte.
Não é depois de estar fraco que sou forte. Quando estou fraco, então sou forte.
Qual é o encorajamento, se olho para mim mesmo como alguém incapaz, que não consegue fazer isso, fraco e impotente? “Eu não posso. Ele não fará.”
Zacarias 4:10 diz que os sete olhos de Deus se alegrarão quando Ele vir o prumo na mão de Zorobabel. De algum modo, eu não fico de fora. Zorobabel não fica de fora.
Deus diz: “Vocês sabem o que os Meus olhos estão esperando ver? Estou esperando ver Zorobabel pegar o prumo novamente”.
“Eu não posso. Ele não fará.” Qual é o segredo? A resposta é esta: eu não posso. Você não pode. Ele não fará. Mas nós podemos.
Zacarias 4:6 — vocês conhecem. Eu lhes disse: vocês já ouviram isso um milhão de vezes:
Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Irmãos, que versículo! Entendam-no em seu contexto. Que verdade gloriosa: “Pelo Meu Espírito”. Não há contradição entre o versículo 9 e o versículo 6. O versículo 9 diz: “As mãos de Zorobabel”. O versículo 6 diz: “Pelo Meu Espírito”.
O Espírito de Deus não exclui a mão do homem. Lucas 11:20 chama o Espírito Santo de dedo de Deus. Gosto de relacionar isso a esta passagem, porque o dedo de Deus nunca toma o lugar da mão do homem.
Em toda verdadeira obra de Deus, vocês encontrarão a mão do homem. É assim que Ele faz: nossa mão, Seu dedo.
Nesse ponto, Zacarias recebeu uma visão maravilhosa. Não vamos dedicar tempo à leitura dela. Vocês a conhecem: Zacarias 4:1-14, a visão do candelabro de sete braços, a visão daquele candelabro de ouro.
As sete chamas permaneciam acesas, brilhando intensamente, porque tinham um suprimento secreto, um fluxo de azeite dourado. Em Zacarias 4:3, ele vê duas oliveiras — uma à direita do reservatório e outra à esquerda.
Na visão, o que são aquelas duas oliveiras? No meio há um grande reservatório, e há tubos ligados a ele. O reservatório alimenta o candelabro, e o azeite dourado está fluindo.
Zacarias 4:14:
Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra.
Zorobabel e Josué, o sumo sacerdote: as duas oliveiras são a liderança em Jerusalém para construir o templo. Você diz: “Bem, eles têm o que é necessário para manter o fogo aceso”. Não, não têm. São incapazes. Mas encontraram o segredo: têm um suprimento de azeite dourado.
Damos tanta atenção ao candelabro. Certificamo-nos de que o pavio esteja certo, de que a chaminé esteja certa, de que o candelabro esteja certo; polimos a haste e fazemos todo esse tipo de coisa. O povo de Deus passou tanto tempo queimando o óleo da lamparina, trabalhando até tarde da noite, que se esqueceu completamente do azeite dourado.
Isso tem a ver com o azeite dourado. Isso tem a ver com o Espírito Santo. Gosto da nota marginal da New American Standard no versículo 14: esses dois ungidos são chamados de filhos do azeite fresco.
O que é um cristão? É um filho do azeite fresco. Você quer receber vida novamente? Quer construir o templo? Vou lhe dizer como se constrói um templo: descubra que você não consegue fazer; descubra que Ele não fará; então descubra que, juntos, vocês podem.
Você pode ser um filho do azeite fresco, e o Espírito de Deus veio habitar em seu coração para viver por meio de suas mãos. Deus está esperando que sua mão pegue a ferramenta. É seu dever, mas é o poder Dele. É a vida Dele.
Esse é o segredo. Eu lhes garanto: se vocês não conhecem esse segredo, em algum ponto do caminho vão jogar a toalha. Mas, se aprenderem esse segredo — que Deus deu Sua própria vida, Seu Espírito Santo, para viver em mim —, então Ele será Aquele que fará a obra, e vocês começarão a construir novamente.
Esse é um dos primeiros segredos de viver a vida cristã: eu não consigo fazer. Ele não fará. Mas juntos — Deus, Cristo em mim por Seu Espírito Santo — podemos fazer, unidos.
Vou dar uma última ilustração para reforçar esse ponto. Como vocês sabem, Josué era sumo sacerdote. Quando esses irmãos, Ageu e Zacarias, receberam a palavra, consigo imaginar o grupo: “Lá vêm os profetas de novo — o mais velho e o mais jovem —, e têm algo para nos dizer”.
Essa ilustração era assustadora do ponto de vista humano, porque Josué se tornou uma lição viva. Disseram: “Josué, venha aqui. Fique diante destas pessoas. Vamos fazer uma coisa com você”. Então o sumo sacerdote se aproxima. Há uma palavra de Deus — o que vai acontecer?
No Antigo Testamento, uma das coisas proibidas era a mistura do ofício de rei com o ofício de sacerdote. Se você fosse sacerdote, não poderia ser rei. Se fosse rei, não poderia ser sacerdote. Não poderia ter uma coroa na cabeça e um incensário na mão. Não poderia exercer os dois ofícios.
Saul tentou isso e se meteu em muitos problemas. Uzias tentou, e ficou leproso porque tentou invadir o ofício sacerdotal. Então Zacarias recebe essa estranha palavra de Deus.
Ele diz: “Ali está o seu sumo sacerdote. Quero que você faça uma coroa e a coloque na cabeça dele”. Fico imaginando o que Josué disse: “Calma, calma, calma, calma. Melhor não seguir por esse caminho”. Mas ele tinha uma palavra de Deus.
Quero que vocês vejam isso. Está em Zacarias 6. Tentem imaginar a cena. Zacarias 6:11-13:
Toma prata e ouro, e faze coroas, e põe-nas na cabeça de Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote;
E fala-lhe, dizendo: Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Eis aqui o Homem cujo nome é Renovo; Ele brotará do Seu lugar e edificará o templo do Senhor.
Ele mesmo edificará o templo do Senhor, e levará a glória; assentar-Se-á e dominará no Seu trono, e será sacerdote no Seu trono; e conselho de paz haverá entre ambos.
Quem é o Renovo, irmãos?
Já naquela época, Deus deu essa ilustração maravilhosa. Josué recebe essa coroa e, por um breve momento, Deus toma os dois ofícios e os reúne diante do povo. Vocês querem saber como construir um templo? Precisam ver um sacerdote real.
Josué está ali como um sacerdote real e diz: “O Renovo está vindo”. Esse é Jesus. Ele edificará a igreja. É assim que ela será edificada. Ele fará isso.
Você diz: “Bem, então minhas mãos ficam de fora”. Não, não ficam. São suas mãos; é a vida Dele. Ele vai usar você.
Eu lhes digo: se vocês não conhecem esse segredo, muito em breve vão jogar a toalha. Não há como evitar, porque vocês não conseguem fazer. Você diz: “Bem, é só deixar que o Senhor faça”. Ele não fará.
Você não pode; Ele não fará. Mas, se aprender o segredo — o Renovo, Cristo em mim por Seu Espírito Santo —,
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Você voltará a viver. Voltará a viver.
Milhares de cristãos abraçaram essa única verdade e voltaram a construir o templo e a prosseguir com o Senhor.
Agora, esse não é o único impedimento. A impossibilidade da vida cristã é um impedimento. Eles tinham outros, e Deus tinha outras soluções.
Como dediquei tanto tempo a isso, deixei para mim uma tarefa bastante grande para amanhã de manhã. Vamos examinar as outras três causas de um templo incompleto e a resposta perfeita de Deus para cada uma delas — todas tão perfeitas quanto esta.
O Espírito Santo é a solução de Deus para o templo incompleto. Que Deus opere isso em nós. Vamos orar.
Pai, sabemos, por Tua Palavra, que somos filhos do azeite fresco. Ah, nós Te louvamos por essa verdade. Oh, nós Te agradecemos porque não nos deixaste sozinhos para fazer o impossível.
Tu nos ordenaste estender nossa mão ressequida, e ela é restaurada pelo Teu poder.
Senhor, reaviva-nos como fizeste aquele menino voltar a viver. Tu colocaste vida nele. Obrigado, Senhor. Obrigado, Espírito Santo, pela vida — pelo Espírito Santo, que agora expulsa a morte e nos faz viver.
Pedimos que operes essas coisas em nosso coração e nos prepares para que possamos Te oferecer um templo completo. Pedimos em nome de Jesus. Amém.