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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Ezra: Revival Starts At The Altar © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Ezra: Revival Starts At The Altar
    Ezra: Revival Starts At The Altar
    Miller, Ed

    A reconstrução do templo: fundamentos do avivamento espiritual

    Ao voltarmos a considerar as preciosas palavras de Deus, lembro ao meu próprio coração, e lembro a vocês, aquele princípio de estudo bíblico que é absolutamente indispensável: a dependência total do Espírito Santo de Deus.

    Nós louvamos ao Senhor por Sua Palavra e por todos os recursos de que dispomos, por toda ajuda que nos permite compreender Sua Palavra. Mas o ponto fundamental é sempre este: o próprio Deus precisa revelar o Senhor Jesus ao nosso coração.

    Ao percorrer a Bíblia, muitas vezes vocês leem aquelas orientações que são mais do que sugestões — às vezes, são ordens — para buscar o Senhor. E muitas vezes Deus acrescenta esta pequena expressão: “de todo o teu coração”, “de toda a tua alma”.

    Quando Ele acrescenta essa pequena expressão, “de todo o teu coração e de toda a tua alma”, não se trata apenas de buscar o Senhor, mas de buscá-Lo de todo o coração, de toda a alma. Ao acrescentar isso, o que Deus está comunicando? Qual é o sentido de “de todo o teu coração e de toda a tua alma”?

    O desejo de Deus pela restauração plena

    Vou pedir que vocês abram em uma passagem, antes de orarmos juntos. Enquanto eu estudava essa questão de sair da Babilônia e o coração de Deus quanto à restauração, cheguei a Jeremias 32. Gostaria que vocês olhassem ali por um momento — apenas alguns versículos.

    Aqui está o coração de Deus enquanto Ele antecipa a restauração e o retorno de Seu povo. Jeremias 32:37-41. Vamos começar ali.

    Eu os congregarei de todos os países para onde os lancei na Minha ira, no Meu furor e na Minha grande indignação; e os tornarei a trazer a este lugar, e farei que habitem em segurança.
    E eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus:
    e lhes darei um só coração e um só caminho, para que Me temam para sempre, para o seu bem e o de seus filhos depois deles:
    e farei com eles uma aliança eterna, pela qual não Me afastarei deles, para lhes fazer o bem; e porei o Meu temor no coração deles, para que não se apartem de Mim.
    Sim, Eu Me alegrarei neles para lhes fazer o bem, e os plantarei nesta terra com toda a fidelidade, de todo o Meu coração e de toda a Minha alma.
    — Jeremias 32:37-41

    O desejo que Ele tem é conceder uma restauração plena, plantar-nos na terra. Ele disse:

    Farei isso de todo o Meu coração e de toda a Minha alma.

    Uma coisa é aplicar isso ao homem; outra coisa é aplicar isso ao Senhor.

    Deus diz: “Vocês não sabem quanto desejo tê-los de volta na terra, desfrutando do Meu descanso. Eu os plantarei ali de todo o Meu coração, de toda a Minha alma”.

    Oração

    Nosso Pai, desejamos buscar-Te, e desejamos buscar-Te de todo o nosso coração e de toda a nossa alma.

    Mas, Senhor, quando lemos uma passagem como esta — que Tu desejas mais do que nós desejamos, e que desejas, de todo o Teu coração e de toda a Tua alma, plantar-nos na terra do descanso e conduzir-nos à plenitude do Senhor Jesus Cristo —, só podemos louvar-Te.

    Por isso, nesta manhã, Senhor, pedimos que, de todo o Teu coração e de toda a Tua alma, realizes o que está em Teu coração. Nós Te agradecemos desde já. No precioso nome de nosso Senhor Jesus Cristo, amém.

    Esdras e os três grandes avivamentos

    Irmãos, neste fim de semana estamos considerando o maravilhoso coração do Senhor conforme revelado no livro de Esdras. Como sugeri a vocês ontem à noite, na mensagem introdutória, Esdras está no início de um grande período da história bíblica.

    É o primeiro livro dos últimos cem anos da história da redenção. Ele nos conta a história e apresenta os grandes princípios do que tem sido chamado de a grande restauração.

    Enquanto preparava meu coração, pensei que seria útil procurar todos os versículos da Bíblia sobre restauração, reviver, avivamento, vivificar — todas essas passagens. E foi o que fiz. Quantas e quantas passagens tocaram meu coração! Eu queria que a verdade da restauração penetrasse em minha própria alma antes de começar este grande livro sobre restauração.

    Então percorri a Bíblia e procurei todas essas preciosas passagens. Ao introduzirmos a mensagem desta manhã, vou pedir que vocês abram em um salmo de Asafe — um grande salmo de restauração, o Salmo 80. Quero apenas colocar diante do coração de vocês uma verdade desse salmo.

    A restauração por meio de uma visão crescente do Senhor

    Espero que, ao estudarem a Bíblia sob a direção do Espírito Santo e com o desejo de avançar no conhecimento do Senhor no coração, vocês observem as expressões e as ênfases recorrentes — aquilo que Deus diz repetidas vezes.

    Bem, nesse salmo, percebi uma ênfase recorrente: Salmos 80:3, “Restaura-nos”; Salmos 80:7, “Restaura-nos”; Salmos 80:19, “Restaura-nos”.

    Quero que vocês observem como cada uma dessas orações — “Restaura-nos” — apresenta uma visão cada vez mais ampla do Senhor.

    Restaura-nos, ó Deus;
    E faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos.
    — Salmos 80:3

    Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos;
    E faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos.
    — Salmos 80:7

    Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos;
    Faze resplandecer o Teu rosto, e seremos salvos.
    — Salmos 80:19

    Deus fortalece nossa fé para a restauração por meio da revelação progressiva de Si mesmo. Em outras palavras, à medida que clamamos por restauração, nossa visão do Senhor se amplia. E quanto mais vemos o Senhor, mais profundo se torna nosso clamor por restauração.

    Muito bem, voltemos a Esdras, por favor. Estamos considerando a verdade do avivamento. A palavra significa “viver novamente”. Estamos considerando a verdade do avivamento conforme apresentada no livro de Esdras.

    Agora, não estamos buscando algo chamado avivamento, mas o Deus que aviva. Nosso coração está sempre buscando o Senhor.

    Como sugeri ontem à noite, quando Deus Se prepara para encerrar a Bíblia, ao nos apresentar a história dos últimos cem anos, Ele nos dá Seu servo Esdras. Esdras coloca diante de nós os três grandes avivamentos que aconteceram nesses últimos cem anos.

    Depois de nos dar essa história, Deus encerrou o Antigo Testamento. Então aguardamos o Messias, que virá e tornará essas realidades verdadeiras em nossa vida.

    O primeiro avivamento: libertação do cativeiro

    São esses três grandes avivamentos que vamos focalizar. A propósito, o que é verdadeiro para o indivíduo também é verdadeiro para o grupo.

    Aqui está o esboço do livro. Esdras 1–2 nos apresenta o primeiro avivamento. Em cada caso, há uma figura. Aqui, a figura é o decreto de Ciro: sair da Babilônia e voltar à terra da paz, à cidade santa, a Jerusalém.

    Esse primeiro avivamento tem a ver com sair da escravidão, sair do cativeiro e entrar na liberdade. Vivemos novamente quando Deus nos mostra — revela ao nosso coração — os segredos de sair do cativeiro e viver em liberdade.

    O segundo avivamento: a construção do templo

    O segundo avivamento acontece em Esdras 3–6. Agora a figura é diferente: trata-se da reconstrução do templo. Este é o segundo avivamento — como construir um templo.

    Uma coisa é aprender a viver em liberdade. Outra coisa é aprender a prosseguir: como edificar, como crescer, como avançar, como progredir, como amadurecer no Senhor.

    Nesse segundo avivamento — e é nele que vamos nos concentrar juntos neste fim de semana —, vemos as grandes verdades sobre o que significa ter um templo completo, quais são as causas de um templo incompleto, e assim por diante. Deus apresenta tudo isso no segundo avivamento.

    Vivemos novamente quando Deus nos ensina a viver em liberdade. Vivemos novamente quando Deus nos ensina a prosseguir, a construir um templo.

    O terceiro avivamento: a frutificação por meio da Palavra

    O terceiro avivamento começa em Esdras 7 e segue até o fim do livro. Na verdade, estende-se pelos primeiros dez capítulos de Neemias — de Esdras 7 a Neemias 10.

    A figura muda novamente. Não se trata de um decreto de Ciro para alcançar a liberdade. Não se trata da construção do templo. Trata-se da reconstrução do muro.

    O terceiro avivamento está intimamente ligado à exposição da Palavra. Agora Esdras aparece como o grande expositor, mostrando-nos o Senhor na Palavra, e isso tem a ver com fruto. Tem a ver com produzir.

    Preciso saber como viver em liberdade. Preciso saber como crescer. Preciso saber como produzir fruto. Esses são os três grandes avivamentos.

    Depois de apresentar essas coisas, Deus diz: “Muito bem, agora vamos esperar por Jesus”. E encerramos o Antigo Testamento. Aguardamos Belém e a vinda de nosso Senhor para tornar essas coisas reais.

    A ênfase no segundo avivamento

    Essas são as questões da vida que Esdras coloca diante do coração faminto. Como mencionei ontem à noite, em nossa mensagem introdutória, vamos nos concentrar no segundo avivamento: Esdras 3–6.

    O tema é a glória do templo concluído — o templo que honra o Senhor: como construir o templo e levar sua construção até o fim.

    Agora, vamos considerar as figuras do Antigo Testamento. Vamos examinar princípios de vida; eles permanecem os mesmos eternamente. Mas não se percam nas figuras.

    Às vezes, podemos ficar tão envolvidos com as figuras e com a história que nos esquecemos da realidade. Estudamos a Bíblia para conhecer o Senhor, não apenas para conhecer a história bíblica antiga.

    As figuras foram dadas para simplificar. Foram dadas para auxiliar. Estão ali para nos ajudar. Devem tornar a compreensão da verdade um pouco mais fácil.

    Portanto, não deixem que a figura atrapalhe. Vamos acompanhar o remanescente que escapou. Vamos observar o que fizeram e o que não fizeram, o que fizeram primeiro e o que fizeram depois. Mas tudo isso são figuras.

    A história deles é história da redenção. Ela conta uma história espiritual. Se vocês acompanharem a figura, poderão ver, creio eu, um pouco de sua própria história espiritual.

    Que Deus nos ajude nisso e nos conceda um pouco de avivamento em nossa própria escravidão.

    A experiência pressuposta do primeiro avivamento

    Foi um pouco difícil para mim decidir pelo segundo avivamento, porque é preciso passar por cima do primeiro. Meu coração, de fato, está no terceiro avivamento: como ver Jesus neste livro, como estudar o livro para produzir fruto.

    Mas, sinceramente, senti que o Senhor me inclinava a considerar o segundo avivamento. Precisamos pressupor algumas coisas, e oro para que sejam reais. Oro para que Deus já tenha feito isso. Oro para que vocês conheçam o primeiro avivamento.

    Não estou falando dos fatos de Esdras. Oro para que Deus tenha dado a vocês alguma experiência de serem libertos do cativeiro e conduzidos à liberdade do Senhor — que vocês saibam um pouco do que é ser livre —, porque vamos passar por isso e seguir para o próximo avivamento.

    Isso fica, de certo modo, pressuposto. Começamos com um povo liberto que agora voltou à cidade da paz.

    A ordem de reconstruir a casa de Deus

    Eles haviam estado no cativeiro porque não descansaram. A Babilônia descreve a vida de alguém que não entrou no descanso, e agora Deus os está tirando de lá.

    É claro que, como vocês sabem, nem todos responderam ao decreto do homem de pés formosos. Vocês conhecem aquele belo versículo:

    Quão formosos são os pés.

    Isso foi aplicado primeiro a Ciro no Antigo Testamento. Ele é o primeiro mencionado com pés formosos porque trazia o evangelho, e essa expressão foi usada mais tarde em relação ao evangelho.

    Ele anunciou: “Tudo está providenciado. Todos estão convidados. Venham, voltem para a cidade”. Mas apenas um remanescente respondeu — somente um pequeno grupo, cerca de cinquenta mil entre vários milhões.

    Esse remanescente que escapou, ao voltar em resposta ao decreto, também recebeu uma ordem. Não era apenas: “Voltem e vivam em liberdade”. Eles tinham algo a fazer quando voltassem.

    Vou pedir que vocês abram em Esdras 1:2-4.

    Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra; e Ele me encarregou de Lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá.
    Quem houver entre vós, de todo o Seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel — Ele é Deus —, que está em Jerusalém.
    E todo aquele que restar, em qualquer lugar onde peregrine, seja ajudado pelos homens desse lugar com prata, com ouro, com bens e com animais, além da oferta voluntária para a casa de Deus, que está em Jerusalém.
    — Esdras 1:2-4

    Não apenas ir e viver em liberdade, mas voltar livre e reconstruir o templo. Todos voltaram com essa ordem. Sabiam o que deveriam fazer.

    O retorno às suas cidades

    Olhem, por favor, Esdras 2:70. Quando chegaram à terra, o versículo diz que os sacerdotes, os levitas, alguns do povo, os cantores, os porteiros e os servidores do templo habitaram em suas cidades — e todo o Israel, em suas cidades.

    Em outras palavras, se vocês estão acompanhando o relato, dizem: “Bem, eles ficaram setenta anos no cativeiro. Fizeram uma viagem de cerca de mil e cem quilômetros. Quando voltaram, o que fizeram? Qual foi a primeira coisa que fizeram?”

    Bem, segundo essa passagem, a primeira coisa que fizeram foi procurar a antiga casa da família. Todos voltaram à sua própria cidade.

    Agora, Deus deixa à nossa imaginação santificada a tarefa de pensar em como aquilo deve ter sido. Mas creio que deve ter sido um tempo de alegria e de tristeza.

    Ao voltarem, devem ter ficado muito felizes por estarem novamente na terra da promessa e identificados com o Senhor. Mas boa parte da alegria era apenas interior, porque, exteriormente, pelo que lemos, eles voltaram para uma situação de desordem.

    Não era um lugar muito agradável. Havia muito a limpar e arrumar. Vocês já deixaram sua casa por uma semana, duas semanas ou um mês? Como fica o jardim? Como fica o gramado?

    Eles haviam ficado fora por setenta anos. Algumas de suas propriedades tinham sido ocupadas pelo inimigo. Não imaginem que poderiam simplesmente bater à porta da antiga casa da família e dizer: “Com licença, por favor. Sei que fiquei fora por setenta anos, mas vocês estão na casa do meu avô. Meu pai morou aqui; meu avô morou aqui. Se não se importam, poderiam sair, por favor? Eu voltei”.

    Vejam, nós simplesmente lemos essas coisas, mas foi isso que eles encontraram ao voltar, em muitos casos. Era preciso retomar a posse de suas terras.

    O sétimo mês e o altar

    Não sabemos muito sobre quanto tempo a viagem levou. Mais adiante, temos uma indicação em Esdras 7, porque veio outro grupo — não tão grande; eram apenas cerca de cinco mil pessoas.

    Mas cinco mil pessoas, sob a bênção de Deus, segundo Esdras 7:9, levaram quatro meses. Quanto tempo cinquenta mil pessoas levaram para chegar? Alguns dizem que levou mais de um ano. Não sabemos quanto tempo levou. Deus não nos diz quanto tempo levou.

    Mas sabemos isto: a reconstrução do templo não começou até chegar o sétimo mês. Observem as palavras iniciais de Esdras 3:1:

    E, chegando o sétimo mês.

    Fiz alguns comentários sobre o sétimo mês ontem à noite. Era o mês mais santo do calendário judaico. Eles tinham dois calendários: o calendário civil e o calendário religioso, e eram diferentes. Precisavam acompanhar os dois.

    Mas, no calendário religioso, esse era um grande mês. Começava com um toque de trombeta. Levítico 23 fala sobre isso, e tudo começa com descanso. Eles diziam: “Este mês começará com descanso. Vocês vão descansar”.

    É claro que esse era o mês em que ocorria o único jejum do calendário judaico. Eles tinham muitas festas; tinham apenas um jejum. Aquele grande Dia da Expiação acontecia no sétimo mês.

    Depois, do dia quinze ao dia vinte e dois, celebravam a grande Festa dos Tabernáculos. Isso acontecia no sétimo mês.

    Não entrar no descanso os levou ao cativeiro. Não me surpreende que Deus espere até o sétimo mês e diga: “Tudo isso tem a ver com descanso. Tudo isso tem a ver com descanso”.

    “Agora vocês vão reconstruir o templo, mas vamos esperar até o sétimo mês. Neste mês de descanso, neste mês especial, começarei a ensinar-lhes esses princípios.”

    Olhem, por favor, Esdras 3:1-3.

    E, chegando o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas cidades, o povo se ajuntou como um só homem em Jerusalém.
    Então se levantaram Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos, e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, homem de Deus.
    E puseram o altar sobre a sua base; pois o temor estava sobre eles por causa dos povos das terras: e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, holocaustos pela manhã e à tarde.
    — Esdras 3:1-3

    O altar como início da construção do templo

    Aqui está uma verdade maravilhosa. Mais uma vez, não se percam na figura, mas também não desprezem a figura. Deus nos dá essas figuras maravilhosas para que possamos conhecer Seu coração.

    A reconstrução do templo não começa com a reconstrução do templo. A reconstrução do templo começa com a reconstrução do altar.

    Esse é um princípio muito importante. Ao olhar para Esdras 3:1, parece que eles só começaram a restaurar o altar no sétimo mês. Mas, se vocês lerem com atenção, observem Esdras 3:6.

    Esdras 3:6 diz:

    Desde o primeiro dia do sétimo mês começaram a oferecer holocaustos ao Senhor.

    Em outras palavras, o altar já devia estar construído quando chegou o sétimo mês.

    Quando chegou o sétimo mês, no primeiro dia eles começaram a apresentar ofertas, o que significa que, pelo menos até o fim do sexto mês, o altar já havia sido construído.

    Alguns podem pensar que o altar é algo que ficou lá atrás — quando você é salvo, ele é um bom ponto de partida. Mas, depois que Deus me fez viver novamente e estou livre, vamos falar agora sobre construir o templo. Não me falem do altar; ensinem-me a construir o templo.

    Vejam, eles não escolheram alguma coisa nova. Deus disse: “Vocês estão falando sério quando dizem que querem prosseguir? Então é melhor começarem no altar. É melhor voltarem ao altar — aos antigos limites”.

    Em Esdras 3:3, lemos que eles colocaram o altar sobre seu fundamento. Voltaram e procuraram o lugar onde Salomão havia colocado o altar — exatamente o mesmo lugar —, e construíram esse altar sobre o mesmo fundamento.

    Cinquenta mil pessoas se reuniram como um só homem e começaram a cantar. Agora, isso não está na Bíblia de vocês; está só na minha. Mas sei o que cantaram: “Dá-me aquela religião de antigamente. Dá-me aquela religião de antigamente. Ela foi boa para o pai, foi boa para a mãe, boa para o irmão, e é boa para mim”.

    Eles voltaram ao antigo altar.

    A cruz como cumprimento do altar no Novo Testamento

    O segundo avivamento começa, irmãos, com um retorno ao altar. Agora, em termos do Novo Testamento, não diríamos: “Voltem ao altar”. Não, diríamos: “Voltem à cruz — à obra consumada”.

    É isso que diríamos no Novo Testamento. O altar era o lugar onde o sacrifício era oferecido, e a cruz é o lugar onde o sacrifício foi oferecido.

    Você diz: “Como vou edificar? Como vou prosseguir? Como vou avançar? Como vou crescer?” Você precisa voltar à cruz. É ali que tudo começa. Começa no altar.

    Meu coração fica inquieto com a maneira como alguns cristãos falam sobre crescer no Senhor. Sei que não é intencional, mas eles acabam deixando a cruz para trás.

    Já ouvi pessoas dizerem: “Sabe, eu simplesmente não gosto daquele professor ou pregador — sempre pregando sobre a cruz. Isso era bom quando eu precisava ser salvo, mas agora estou salvo e não preciso mais disso. Vamos seguir em frente e esquecer isso”.

    Eu lhes digo: vocês não vão colocar uma única tábua no templo se se afastarem da cruz. Tudo começa no altar.

    Você diz: “Eu precisava disso para ser salvo”. Sim, precisava, e precisa disso para crescer. Precisa disso para prosseguir. Não estou pronto para prosseguir se não estou junto ao altar.

    A obediência à Palavra de Deus

    Sabe, quando vocês leem o relato de Esdras, não podem deixar de perceber como eles eram cuidadosos em seguir a Palavra do Senhor. Observem Esdras 3:2:

    Como está escrito na lei de Moisés, homem de Deus.

    Depois, Esdras 3:10:

    Segundo as orientações de Davi, rei de Israel.

    Por que começaram pelo altar? Vocês não precisam abrir nessa passagem, mas ouçam enquanto cito Êxodo 29:42-43. Trata-se do altar, quando Deus estava instituindo o altar.

    Este será o holocausto contínuo por vossas gerações, à porta da tenda da congregação, perante o Senhor, onde Me encontrarei convosco, para ali falar contigo.
    E ali Me encontrarei com os filhos de Israel; e a Tenda será santificada pela Minha glória.
    — Êxodo 29:42-43

    Deus prometeu que Se encontraria com eles no altar. O altar era o lugar que reunia Deus e o homem.

    Portanto, estamos falando sobre isto: “Como posso construir um templo?” Irmãos, o ponto de partida não é a construção de um templo, não é uma nova ênfase. A Bíblia está repleta disso.

    A primeira coisa que Abraão fez quando saiu de Ur dos caldeus, em Gênesis 12, foi construir um altar — um altar ao Senhor.

    O altar e a morte do orgulho espiritual

    Li um livro sobre avivamento enquanto preparava meu coração para estas mensagens. É um livro famoso. Não quero difamar o autor, mas, no livro, ele fez este comentário: “Deus não enviará avivamento enquanto não estivermos dispostos a pagar o preço do avivamento”.

    O que vocês acham de uma afirmação como essa?

    Eu lhes disse, em nossa mensagem introdutória, que, no meu entendimento, o remanescente representa os espirituais — a nata —, aqueles que disseram sim ao Senhor.

    Embora todos tenham sido convidados e tudo tenha sido providenciado, quando o convite foi feito, alguns decidiram não dizer sim. Não voltaram; ficaram para trás.

    Consigo perceber como aqueles que responderam, aqueles que estamos chamando de remanescente que escapou, poderiam ter se tornado um pouco orgulhosos. Poderiam ter se tornado um pouco exclusivistas.

    Poderiam ter desenvolvido um espírito de grupo fechado e dito: “Sabe, nós dissemos sim ao convite de Deus. Ciro promulgou o decreto, e nós respondemos”.

    “Eles não fizeram a viagem de cerca de mil e cem quilômetros por esse deserto sem caminhos. Não se identificaram com o povo rejeitado de Deus. Não voltaram para esses escombros que agora são o templo, o muro e tudo mais, com os inimigos ocupando a terra.”

    “Nós estamos pagando o preço do avivamento. Estamos nos sacrificando. Deus deve nos ter em altíssima consideração, porque estivemos dispostos a dizer sim a Ele, a nos sacrificar, a ir contra nossa inclinação natural e tudo mais.”

    “Nós pagamos o preço do avivamento, enquanto outros escolheram permanecer no cativeiro e continuar confortáveis. Ah, sim, eles nos deram algumas moedas. Contribuíram financeiramente, mas fomos nós que viemos. Fomos nós que saímos. Fomos nós que nos sacrificamos.”

    Vocês percebem, irmãos, como o altar foi a grande proteção de Deus contra esse espírito orgulhoso? Que coisa tremenda Deus fez!

    Em Esdras 3:3, eles precisavam oferecer holocaustos ao Senhor sobre o altar todas as manhãs e todas as tardes. Isso é conhecido na Bíblia como o sacrifício da manhã e da tarde.

    Em outras palavras, às nove horas de cada manhã e às três horas de cada tarde, eles tinham o sacrifício da manhã e o sacrifício da tarde.

    Qual é a ideia fundamental do holocausto da manhã e do holocausto da tarde? O adorador, ao se aproximar do Senhor, estava basicamente dizendo isto: “Este animal, este cordeiro, está recebendo o que eu mereço”.

    “Eu mereço ter minha garganta cortada. Mereço ter o sangue da minha vida derramado no chão. Mereço ser consumido sobre este altar, mas tenho um substituto. Este animal é meu substituto, e este animal está recebendo o que eu mereço.”

    Em outras palavras, para conter o espírito orgulhoso — “Nós devemos ser mesmo muito importantes. Deus deve estar orgulhoso de nós. Somos o remanescente. Dissemos sim. Viemos até aqui” —, Deus diz: “Não”.

    “Duas vezes por dia, vocês se apresentarão como pecadores que merecem a morte. Duas vezes por dia, todos os dias, vocês estarão diante de Mim como pessoas que merecem ser condenadas.”

    Ah, tudo precisa começar no altar. Esse é o toque de morte do orgulho.

    Sabe, é muito revigorante estar na companhia de um crente que acredita sinceramente que tudo o que merece é o inferno, que tudo o que merece é a ira de Deus. É quase impossível ofender uma pessoa assim.

    Você encontra alguém que acredita sinceramente: “Não mereço nada. Tudo é misericórdia de Deus. Aquilo é o que mereço hoje. É o que mereço amanhã, na semana que vem, no mês que vem, no ano que vem, todos os dias da minha vida”.

    Não seria possível eu ficar magoado com minhas sensibilidades tão frágeis se realmente acreditasse nisso.

    Foi isso que Deus fez por esse remanescente. Ele disse: “Vocês estão voltando? Vão ser livres? Querem realmente saber como construir o templo? Então voltem àquele lugar, olhem fixamente para o altar e se lembrem de seu Substituto e de tudo o que Ele fez”.

    Deus queria um remanescente humilde para construir um templo, não pessoas que se considerassem especiais por terem dito sim ao Senhor.

    O aprendizado do descanso antes da construção do muro

    Sabe, o altar estava ali muitos anos antes de o templo ser reconstruído — muitos anos antes de o muro ser reconstruído.

    Lembrem-se: eu lhes disse que eles passaram setenta anos no cativeiro porque não descansaram durante setenta sábados. Vimos isso ontem à noite.

    Eles estavam muito ansiosos para construir um muro. Mal podiam esperar para voltar, porque achavam que aquela era sua proteção. “O muro está ali. Ele é minha separação. É minha proteção. É minha beleza. Vamos construir o muro.”

    Deus disse: “Ainda não. Eu serei o muro de vocês. Vocês vão aprender a descansar. Vão aprender a confiar em Mim”.

    Eles diziam: “Podemos construir um muro agora?” “Não, esperem dez anos.” “Podemos construir um muro agora?” “Não, esperem vinte anos.” “Podemos construir um muro agora?” “Não, esperem.”

    Sabem quando construíram um muro? Precisaram esperar setenta anos para construir um muro. Sabem por quê? Deus disse: “Vocês vão aprender: Eu sou o muro de vocês. Eu sou a glória no meio de vocês. Vocês terão de confiar em Mim. Terão de descansar em Mim”.

    Toda bênção se baseia na expiação

    O altar dá início à construção do templo. Deus nos leva de volta à verdade de que toda coisa boa que Ele já fez por nós se baseia na expiação.

    Agora, eu formulei isso dessa maneira deliberadamente. Não disse que toda coisa boa que Deus já fez por nós está incluída na expiação. Existe essa discussão: o que está incluído na expiação e o que se baseia na expiação? Não duvido que haja alguma diferença técnica, mas não vou entrar nisso agora.

    Mas sei disto: toda bênção em sua vida, toda bênção em minha vida — e isso inclui a cura física —, toda coisa boa que Deus já fez por você é por causa do precioso sangue do Senhor Jesus Cristo.

    Toda coisa boa que Deus já fez por mim é por causa do precioso sangue do Senhor Jesus Cristo.

    Você não pode falar de crescer, prosseguir e avançar dizendo: “Dê-me alguma grande verdade para que eu aprenda a me desenvolver e a prosseguir. Preciso de algo mais profundo”. Não há nada mais profundo do que a cruz, nada mais profundo do que o sangue que Ele derramou, nada mais profundo do que a substituição.

    Se você está falando sério quando diz que deseja viver novamente, é assim que tudo começa. Foi assim que começou naquela ocasião.

    A centralidade diária, mensal e anual da cruz

    Naquele livro, o autor disse que Deus não está enviando avivamento porque não estamos dispostos a pagar o preço do avivamento. Ele apresenta uma lista.

    “Você está disposto a pagar o preço do avivamento? Está disposto a sacrificar fama e fortuna? Está disposto a sacrificar tempo? Está disposto a sacrificar recursos? Está disposto a pagar o preço do avivamento?”

    “Você vai dedicar o tempo necessário ao jejum? Vai dedicar o tempo necessário à oração? Vai dedicar o tempo necessário à consagração? Vai dedicar o tempo necessário à divulgação da mensagem?” E assim por diante.

    Isso seria pagar o preço do avivamento. O erro fundamental na afirmação dele é este: é justamente disso que o altar trata.

    Cristo pagou o preço do avivamento. É por isso que sei que posso viver novamente: porque não tenho de pagar preço algum pelo avivamento. Ele já o pagou.

    Algumas pessoas estão tão ocupadas pagando o preço do avivamento que nunca serão avivadas. Nunca viverão novamente.

    Deus os levou à cruz para que vivessem novamente. Observem estas passagens, por favor: Esdras 3:3-4 — pela manhã e à tarde; Esdras 3:4 — diariamente, conforme a necessidade de cada dia; Esdras 3:5 — nas luas novas e nas festas fixas.

    A manhã e a tarde representam o diário. A lua nova representa o mensal. A festa fixa representa o anual. Em outras palavras, é a cruz do começo ao fim — todos os dias, todos os meses, todos os anos.

    Ele está mostrando isso constantemente. Esse avivamento começa em Esdras 3 e termina em Esdras 6. Olhem rapidamente o final, Esdras 6:19-22. Não vamos ler; apenas observem.

    Termina com a celebração da Páscoa. Aí está, do começo ao fim. Todo esse avivamento começa no altar e termina com a Páscoa. Tudo tem a ver com o sangue. Tudo tem a ver com o sacrifício de Cristo.

    Irmãos, vocês não avançarão um passo sequer em seu crescimento no Senhor, e eu não avançarei um passo sequer em meu crescimento no Senhor, se eu não me firmar na obra consumada de Cristo no altar.

    Tudo sempre começa ali. E agora começamos. O altar está concluído; agora vem a reconstrução do templo.

    O significado espiritual do templo

    Para ganhar tempo, quero ir imediatamente à realidade — ao significado espiritual do templo. Não preciso dizer a vocês; vou dizer, mas não preciso. Vocês sabem o que é o templo.

    É extraordinário perceber, irmãos, que somos a casa de Deus, que somos o templo do Senhor. Somos Sua morada.

    Onde você mora? Bem, meu endereço é 35 Mohawk Drive, Portsmouth, Rhode Island, 02871. Esse é meu endereço. Qual é o endereço dEle? Ele mora em você.

    1 Pedro 2:4-5:

    Chegando-vos a Ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas eleita e preciosa para Deus,
    também vós, como pedras vivas, sois edificados como casa espiritual, para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.

    A casa de Deus — essa expressão, “casa de Deus” — é mencionada cinquenta vezes no livro de Esdras: casa de Deus.

    2 Coríntios 6:16:

    E que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos templo do Deus vivo; como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo.

    1 Coríntios 6:19-20:

    Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que está em vós, O Qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?
    Pois fostes comprados por um preço: glorificai, portanto, a Deus no vosso corpo.

    Como posso construir esse templo? Creio que milhares de cristãos que amam o Senhor foram libertos do Egito. Negligenciaram o descanso de Deus, foram disciplinados, foram libertos e experimentaram certa medida de liberdade.

    Até voltaram ao altar, mas não fazem ideia de como construir um templo.

    O início e a interrupção da obra

    Temos um registro do início da obra em Esdras 3:8. Foi no segundo ano de sua chegada à terra que eles começaram a trabalhar no templo.

    Observem Esdras 3:9. No início da obra, a Bíblia diz que eles se mantiveram unidos. Todos estavam de acordo. “Esta é a vontade de Deus. Foi para isso que fomos libertos. Foi para isso que Deus nos trouxe de volta: para construir o templo do Senhor.”

    Eles tinham um só propósito. Estavam unidos nisso. Também foi assim no começo, em Esdras 3:1. Amo essa expressão: todos se reuniram como um só homem.

    Cinquenta mil pessoas se reuniram como um só homem. Vocês já viram cinquenta mil pessoas em um só grupo concordando em alguma coisa? Coloquem doze sujeitos numa sala, e terão doze opiniões.

    Um só homem. Todos vieram e disseram: “Conhecemos a vontade de Deus: construir um templo”.

    Para ganhar tempo, quero apenas contar a história a vocês. Tenho certeza de que já a conhecem, mas permitam-me avançar um pouco e mostrar o que aconteceu. Depois voltaremos para examinar os detalhes.

    Foi isto que aconteceu. Eles voltaram. Tinham um só coração. Tinham uma só mente. Mantiveram-se como um só homem. Estavam de acordo: “Esta é a vontade de Deus. Vamos construir o templo”.

    Começaram a construir e lançaram o fundamento — Esdras 3:10-11.

    E, quando os construtores lançaram o fundamento do templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, com suas vestes e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem ao Senhor, segundo a ordem de Davi, rei de Israel.
    E cantavam uns aos outros, louvando e dando graças ao Senhor, dizendo: Porque Ele é bom, porque a Sua benignidade dura para sempre para com Israel. E todo o povo levantou um grande brado, ao louvar ao Senhor, porque o fundamento da casa do Senhor havia sido lançado.
    — Esdras 3:10-11

    Eles construíram o fundamento. Começaram a louvar a Deus e a cantar. Então a história muda de rumo. Alguma coisa aconteceu.

    Esdras 4:4-5:

    Então o povo da terra enfraquecia as mãos do povo de Judá e o perturbava na construção,
    e alugava contra eles conselheiros para frustrar o seu propósito, durante todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até o reinado de Dario, rei da Pérsia.

    Pulem, por favor, para Esdras 4:24:

    Então cessou a obra da casa de Deus, que está em Jerusalém; e permaneceu interrompida até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.

    Agora, se vocês já fizeram o trabalho pesado de pesquisa, sabem que, quando a obra começou, Ciro era rei. Se estudaram a história fora da Bíblia, sabem que depois o filho dele se tornou rei, e então Dario se tornou rei.

    Irmãos, não estamos falando de dias. Não estamos falando de semanas. Não estamos falando de meses. Estamos falando de anos, irmão.

    Desde o momento em que o fundamento foi lançado, a obra parou.

    Eles haviam sido salvos. Haviam sido libertos. Haviam estado no altar. Tinham um fundamento. E a obra parou.

    Parou por quinze anos. Quinze anos — nada, nada sobre o fundamento.

    A tragédia de um templo incompleto

    Isso seria tolerável se o templo fosse apenas madeira, pedra e argamassa. Mas, se, como sugeri, a realidade somos você e eu, é algo terrível quando a obra para.

    Quando a obra de construção do templo para, é trágico. Creio que uma das frases mais trágicas do livro de Esdras está em Esdras 4:24:

    Cessou a obra da casa de Deus.

    Isso aconteceu na cidade da paz.

    Todos nós conhecemos cristãos assim. Às vezes, não precisamos olhar além do espelho. Todos conhecemos cristãos que foram libertos do Egito, negligenciaram o descanso e experimentaram um pouco da amargura da Babilônia.

    Foram libertos. Conhecem um pouco da liberdade. Estiveram no altar. Conhecem um pouco da obra consumada. Têm um fundamento. Conhecem um pouco de doutrina.

    E param.

    Você coça a cabeça e diz: “Por que você parou? O que está acontecendo? Você desistiu. Por que ficou estagnado?”

    Todo o objetivo, todo o propósito de sermos resgatados e libertos é voltar, construir o templo e oferecer a Ele um templo completo.

    Não leiam essa história despreocupadamente, lá, lá, lá: “A obra parou”. Eles começaram tão bem. Tiveram um início tão bom. Tudo começou em unidade — um só povo, uma voz unida, louvor a Deus. “Vejam, temos um fundamento.”

    Então a obra parou por anos e anos e anos.

    É realmente aqui, irmãos, que começa a preocupação que trago no coração para este fim de semana. É uma palavra para aqueles que desistiram — ou que podem estar tentados a desistir.

    Vocês tiveram um começo tão bom. Viram tantas coisas. Foram tão privilegiados. Experimentaram tanto. Sabem o que é estar livres da Babilônia.

    Sabem o que é se identificar com o altar, com a obra consumada e com todas essas verdades sobre nossa identificação com Cristo. Vocês realmente têm um fundamento, um bom fundamento.

    Mas como posso edificar? Milhares não sabem. Não sabem. Para onde se vai a partir daí? E então param.

    O ministério de Ageu e Zacarias

    Esdras 4:24 diz que a obra da casa de Deus em Jerusalém cessou. Observem como Deus registra a data; essa data se torna muito importante: a obra ficou parada até o segundo ano de Dario.

    Por que isso é importante? Vou pedir que vocês abram, por favor, no profeta Ageu.

    É difícil encontrar Ageu, não é? Os últimos três livros do Antigo Testamento são Ageu, Zacarias e Malaquias — lá no final.

    Ageu 1:1:

    No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel.

    Vocês já viram essa data antes? Agora abram no profeta seguinte, Zacarias. Zacarias 1:1:

    No oitavo mês, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor a Zacarias.

    Vocês já ouviram essa data antes? É a mesma coisa.

    Eles voltaram à terra. Estavam livres. Eram um só. Permaneceram junto ao altar. Construíram o fundamento. Durante quinze anos, a obra ficou parada, ficou parada, ficou parada.

    Então, no segundo ano de Dario, Deus abriu os céus. Ele disse: “Tenho uma palavra para vocês”. Começou a falar a Seus dois profetas, Ageu e Zacarias.

    Agora voltem a Esdras, por favor, porque a história registra isso em Esdras 5:1-2.

    Ora, os profetas, Ageu, o profeta, e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel profetizaram a eles.
    Então se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles estavam os profetas de Deus, ajudando-os.
    — Esdras 5:1-2

    Quinze anos depois, Deus disse algo aos profetas. Eles voltaram com essa palavra e a apresentaram ao povo. Fosse o que fosse aquilo, aquela palavra, eles começaram a construir novamente.

    Esdras 6:14:

    E os anciãos dos judeus edificavam e prosperavam por meio da profecia de Ageu, o profeta, e de Zacarias, filho de Ido. E edificaram e concluíram a obra, segundo o mandamento do Deus de Israel.

    Eles não apenas retomaram a construção por causa daquilo que Deus disse a Ageu e Zacarias, mas também concluíram a construção por causa daquilo que Deus disse a Ageu e Zacarias.

    Os ministérios complementares dos dois profetas

    Agora, não sei quão importante isso é, mas a Bíblia nos diz que Ageu era um profeta idoso. Evidentemente, ele havia visto o templo de Salomão. Zacarias era um profeta jovem, chamado de jovem.

    Minha esposa me deu uma associação para lembrar qual era o profeta idoso, Ageu, e qual era o profeta jovem, Zacarias. Não vou compartilhar essa associação com vocês. Provavelmente vocês conseguem descobrir.

    Deus usou o homem idoso, e Deus usou o jovem. É impressionante — talvez nem sempre seja assim —, mas, quando leio Ageu, ele é tão severo. Algumas coisas que ele diz são encorajadoras, mas são palavras fortes.

    Olho para o jovem, e há palavras tão consoladoras, tão tranquilizadoras. Fico pensando se Deus usa os santos mais velhos para dar a palavra forte. Não sei como funciona tudo isso; vou deixar essa reflexão com vocês.

    Mas o ponto é este: depois de todo aquele tempo, Deus falou.

    As causas externas e internas da interrupção

    Não pensem que, se por algum motivo vocês pararem ao longo do caminho — e já experimentaram a liberdade no Senhor, experimentaram um pouco da obra consumada, têm boa doutrina, têm um fundamento —, e de repente pararem de construir, mais adiante vão dizer: “Acho que vou começar a buscar o Senhor novamente. Acho que vou começar a construir agora”.

    Isso não vai acontecer. Deus é Quem toma a iniciativa. Deus foi paciente, ensinando-lhes muitas coisas durante esse tempo.

    Permitam-me apenas apresentar isto a vocês, e retomaremos daqui hoje à noite. Se vocês leem Esdras, estão lendo a história do lado de fora. Vamos examiná-la hoje à noite: a história externa.

    Se leem Ageu e Zacarias, estão lendo a história do lado de dentro.

    Em outras palavras, ao percorrer Ageu e Zacarias, fico impressionado, porque é possível acompanhar as razões. Se vocês fizerem esta pergunta: “Por que eles pararam?”, poderão ver. O texto lhes dirá.

    Os samaritanos chegaram, e chegaram com força. Há razões, boas razões. São lógicas. Se vocês lerem com atenção, a maioria delas é espiritual.

    Eles tinham boas razões: “Precisamos nos submeter ao governo”. É claro que Deus espera que nos submetamos ao governo. O governo disse: “Não façam isso”. Essa é uma boa razão.

    Perguntem a alguém que não tem construído o templo: “Por que você parou?” Ele lhes dará boas razões.

    Esdras apresenta as razões externas. Deus esperou quinze anos e então revelou, do céu: “Não, vou apresentar as verdadeiras razões pelas quais vocês desistiram. Não são o que parecem ser”.

    Vocês leem Esdras e veem a história externa. Leem Ageu e Zacarias e veem o coração de Deus.

    Sempre que alguém tem um templo incompleto, é por causa disso. Deus disse: “Estas são as razões, e as únicas razões, pelas quais alguém desiste”. Então Ele disse: “Aqui está Minha resposta para isso”.

    Ele apresenta a cura perfeita para um templo incompleto.

    Preparação para o estudo dos templos incompletos

    Não temos tempo para examinar tudo. Mas, a partir desta noite, irmãos, gostaria de considerar com vocês as verdadeiras causas de um templo incompleto.

    Vamos examinar quatro delas. Há outras, mas estamos procurando as causas reais. As pessoas ficam estagnadas. Desistem. Jogam a toalha. Não constroem.

    Chegam até o fundamento e depois deixam que os espinhos tomem conta dele. Deus disse: “Aqui está a verdadeira razão”. Em cada caso, Ele disse: “Aqui está Minha resposta para isso. Aqui está Minha resposta para isso”.

    Quando ouviram aquilo que não haviam percebido — depois de quinze anos, nada havia mudado exteriormente, de modo que todas as suas razões foram por água abaixo —, quando viram as verdadeiras razões e a resposta de Deus, voltaram a construir e concluíram a obra.

    É isso que precisamos examinar. Que Deus prepare nosso coração.

    Oração final

    Pai, obrigado mais uma vez por Tua preciosa Palavra, por essas histórias maravilhosas, pela maneira como preservaste Tua verdade nessas histórias, como que fossilizada.

    Obrigado por Teus servos, Ageu e Zacarias, pela abertura deles para ouvir do céu, pela disposição de compartilhar a mensagem com aqueles que haviam parado ao longo do caminho.

    Oramos para que, ao considerarmos essas preciosas passagens, Tu nos mostres todas as verdadeiras causas de um templo incompleto e a provisão perfeita em Cristo Jesus para essas causas que o deixam incompleto.

    Que possamos oferecer-Te, ainda neste fim de semana, templos edificados e completos, para que tenhas aqui Tua morada. Opera isso em nós, pedimos, no nome incomparável de nosso Senhor Jesus. Amém.