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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    Service #2 © 2026 Christian Testimony Ministry
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    Service #2
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    Lambert, Lance

    Visão, adoração e serviço: o chamado a tornar-se um sacrifício vivo

    Vocês poderiam abrir comigo na carta do apóstolo Paulo aos Romanos, no capítulo 12?

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é o vosso serviço espiritual.
    E não vos conformeis com este mundo; mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com sobriedade, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
    Porque, assim como temos muitos membros em um só corpo, e nem todos os membros têm a mesma função; assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros.

    Tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se é profecia, profetizemos segundo a proporção da nossa fé;
    Se é ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou aquele que ensina, ao ensino;
    Ou aquele que exorta, à exortação: aquele que dá, faça-o com generosidade; aquele que preside, com diligência; aquele que exerce misericórdia, com alegria.

    No amor fraternal, sede afetuosos uns para com os outros; na honra, dai preferência uns aos outros;
    Na diligência, não sejais preguiçosos; sede fervorosos de espírito; servi ao Senhor.

    E agora, abram comigo no Evangelho de Marcos, capítulo 8, a partir do versículo 34.

    E Ele chamou a Si a multidão, juntamente com os Seus discípulos, e lhes disse: Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
    Porque qualquer que quiser salvar a sua vida a perderá; e qualquer que perder a sua vida por amor de Mim e do evangelho a salvará.

    E agora, no mesmo Evangelho, Marcos, capítulo 10, a partir do versículo 42.

    E Jesus chamou-os a Si e lhes disse: Sabeis que aqueles que são considerados governantes dos gentios dominam sobre eles; e os seus grandes exercem autoridade sobre eles.
    Mas não é assim entre vós: antes, qualquer que quiser tornar-se grande entre vós será vosso servo;
    E qualquer que quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.
    Porque também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em resgate por muitos.

    Oração inicial

    Vamos fazer mais uma oração?

    Amado Senhor, somos tão gratos por estarmos reunidos aqui na Tua presença. Nós Te louvamos e Te adoramos porque fizeste plena provisão para o nosso tempo juntos nesta noite.

    Senhor, queremos, pela fé, apropriar-nos dessa provisão. Queremos, Senhor, pela fé, receber a unção que é nossa no Senhor Jesus: a unção, a graça e o poder para anunciar a Tua Palavra, para traduzir as Tuas palavras e para ouvir a Tua Palavra.

    Amado Senhor, que este tempo seja preenchido somente por Ti. Aviva-nos. Vivifica-nos, Senhor. De alguma maneira, encontra-Te conosco.

    Senhor, faze com que esta não seja apenas uma reunião em que tomamos algumas notas e assimilamos algumas verdades, mas faze dela um encontro contigo. Desafia-nos no mais profundo do nosso ser. Não nos deixes sair deste tempo da mesma maneira que entramos.

    Obrigado, Senhor, por tudo o que fizeste nos encontros anteriores. Senhor, responde à nossa oração, e teremos o cuidado de dar-Te a glória. Pedimos isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.

    A relação entre visão, adoração e serviço

    Bem, acho que todos vocês sabem que o tema desta conferência é visão, adoração e serviço. Essas três coisas estão vitalmente ligadas. São inseparáveis.

    A visão deve sempre resultar em adoração, e a visão e a adoração devem sempre resultar em serviço.

    Portanto, quando Deus nos revela alguma coisa, essa revelação nos torna responsáveis. Somos responsáveis pelo entendimento que o Senhor nos deu. Não é apenas para nós mesmos; é para o cumprimento do Seu propósito, para a edificação da casa de Deus, para a manutenção do testemunho de Jesus neste mundo e para alcançar as multidões que estão perecendo ao nosso redor.

    Minha responsabilidade nesta conferência tem a ver com o serviço.

    O serviço espiritual como adoração inteligente

    Acho tremendo o que o Espírito de Deus nos deu por meio do apóstolo Paulo, conforme está registrado em Romanos 12.

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo.

    Essa é a sua adoração espiritualmente inteligente. A antiga tradução inglesa diz “serviço racional”, mas nenhuma das nossas versões, em inglês ou em chinês, que eu conheça traduz plenamente o grego.

    O serviço não é simplesmente fazer qualquer coisa. Paulo está se referindo à oferta de sacrifícios. Darby traduz assim: “que é o vosso serviço inteligente”. É uma boa tradução, mas, na minha avaliação, não vai suficientemente longe.

    Minha antiga American Standard Version diz “que é o vosso serviço espiritual”, e então há uma nota à margem: “adoração”, porque se trata de serviço divino.

    Acho que a melhor maneira de entender isso é:

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, que é a vossa adoração ou serviço espiritualmente inteligente.

    Vejam, esse tipo de serviço, esse tipo de adoração, não vem de mera emoção. Na verdade, na minha avaliação, não há necessidade de ter medo da emoção. Devemos ser fervorosos de espírito.

    Emoção não é simplesmente dizer: “Senhor, muito obrigado. Tu és maravilhoso. Queremos agradecer-Te por morreres na cruz por nós”, de uma maneira sem emoção. Mas esse tipo de serviço de que o apóstolo Paulo fala não vem apenas da emoção.

    Ele começa no espírito. Então a sua alma pode engrandecer o Senhor, e até o seu corpo — todo o seu ser — pode servi-Lo.

    Como você pode servir ao Senhor se não tem um corpo? Como pode ir se não tem um corpo? Como pode pregar se não tem um corpo? É claro que você precisa ter um corpo, uma alma e um espírito.

    Quando o Senhor habita no seu espírito, e a sua alma está sob o governo do Senhor no seu espírito, então o seu corpo se torna o instrumento de serviço.

    Mas o tipo de serviço de que o apóstolo está falando aqui, embora possa parecer que estou me contradizendo, é uma decisão inteligente, tomada a sangue-frio. Não é algo feito num momento repentino ou num arroubo de emoção. Não é simplesmente: “Esta é uma reunião maravilhosa”. É uma decisão tomada a sangue-frio.

    O sacrifício vivo como fundamento do serviço

    O fundamento do nosso serviço é sermos um sacrifício vivo. Esse tipo de serviço espiritualmente inteligente é o único serviço aceitável a Deus.

    Qualquer outro serviço pode ser desviado pelo eu, por forças espirituais, por sentimentos, por problemas e por circunstâncias.

    Considerem por um momento onde se encontra esse apelo do apóstolo. Romanos é a maior exposição do evangelho na Bíblia.

    Paulo dedicou oito capítulos inteiros à glória do evangelho: sejam gentios ou judeus, todos estão encerrados debaixo do pecado e podem ser salvos por meio da obra consumada do Messias Jesus.

    Esse evangelho é tão tremendo que o apóstolo diz que nada pode nos separar do amor de Deus que está no Messias Jesus Cristo, nosso Senhor. É tremendo.

    Muitas pessoas param aí e dizem que o apóstolo Paulo se desviou do assunto por três capítulos. Dizem que ele seguiu um tema desde o capítulo 1 até o final do capítulo 8, e então, de alguma maneira, se perdeu por três capítulos inteiros.

    Você lê muitos comentários, e é isso que eles dizem. Dizem que, em Romanos 12:1, o apóstolo Paulo volta ao seu tema. Alguns dos teólogos liberais explicam que ele era um gênio, tinha uma mente incrivelmente ativa e, por ser judeu, se perdeu em ideias.

    Mas, quando chega a Romanos 12:1, ele volta aos primeiros oito capítulos. No entanto, na minha avaliação, nos capítulos 9, 10 e 11, o apóstolo Paulo vai aos fundamentos de toda a história e trata de um dos assuntos mais tremendos do universo: a eleição.

    Acho que não se pode ter o evangelho sem compreender esses três capítulos. Quer se trate da igreja, quer de Israel, é uma questão de eleição. Deus nunca abandonará aqueles a quem Ele ama.

    É algo maravilhoso ser amado pelo Senhor e, ao mesmo tempo, é algo que inspira profundo temor. Vejam, Ele nunca nos abandona. Ele fará com que você avance.

    Agora o apóstolo diz, pelo Espírito de Deus, à luz de toda essa misericórdia de Deus revelada a nós nesse tremendo evangelho — o evangelho em que o pecador mais depravado pode ser transformado à semelhança do Senhor Jesus, e o ser humano mais sem esperança pode ser salvo, redimido e feito herdeiro da glória de Deus —

    — à luz desse amor de Deus, desse misterioso desígnio e dessa vontade de Deus que predestina, dessa misericórdia demonstrada a vasos de misericórdia preparados para a glória, ele diz:

    Rogo-vos.

    Pelas misericórdias — não misericórdia, mas misericórdias — de Deus, apresente o seu corpo; isto é, todo o seu ser: espírito, alma e corpo.

    Apresentai os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é o vosso serviço espiritualmente inteligente.

    Você não chegará a lugar algum na vida cristã enquanto não for um sacrifício vivo. Não chegará a lugar algum na vida da igreja sem sacrifícios vivos. A casa de Deus não pode ser edificada sem sacrifícios vivos.

    O significado de um sacrifício vivo

    Vocês já pensaram nisso? Um sacrifício vivo. Um sacrifício vivo — não um sacrifício morto, mas um sacrifício vivo: vivo, respirando, um sacrifício vivo.

    O que estava na mente do apóstolo? Naquele momento, quando ele escreveu essa carta, o templo de Deus ainda estava de pé, e todo judeu sabia alguma coisa sobre os sacrifícios.

    Todos sabiam que um animal oferecido em sacrifício tinha de ter um ano de idade e ser sem mancha nem defeito. Paulo não está falando apenas de pecadores cuja vida está completamente desordenada.

    Agora, consagre-se. Você sabe cantar? Cante para o Senhor. Sabe escrever? Escreva para o Senhor. Seus pés podem falar em favor do Senhor? Sabe tocar? Toque para o Senhor. Sabe organizar? Organize para o Senhor. Traga tudo o que você é para a obra do Senhor.

    Mas isso é um sacrifício vivo. É aquilo que nasceu de Deus em você — sem mancha e sem defeito —, que é Deus em você. A única coisa que Deus pode usar como sacrifício vivo é aquilo que Ele mesmo colocou dentro de você.

    Que sacrifício era esse? Bem, não era a oferta pelo pecado nem a oferta pela culpa, porque não poderíamos fazer isso. Era o holocausto.

    Aqui está o que é impressionante: a primeira coisa que você via quando entrava no templo era um enorme altar de bronze para os holocaustos.

    O altar era um lugar de sangue, um lugar de amor, um lugar de morte e um lugar de fogo. Você não podia entrar no templo — nem no lugar santo, nem no Santo dos Santos — a não ser passando por aquele grande altar.

    A capacidade natural sob o governo divino

    Quando olhamos para toda essa questão, temos a ideia: “Quaisquer talentos naturais que eu tenha, vou dedicá-los ao Senhor”. Não me entendam mal: se você tem um dom, desde que abra mão dele e ele se torne um sacrifício vivo, ele poderá ser devolvido a você em ressurreição.

    Ele é devolvido sob nova administração. Já não está sob a sua administração, mas sob a Dele.

    Você pode ler algo escrito por alguém e pensar: “Que escritor maravilhoso”, mas não encontra o Senhor. Pode ouvir um pregador que diz a verdade absoluta, mas tudo o que leva consigo é a lembrança do pregador. Você não encontrou o Senhor.

    O mesmo acontece com o canto. Uma pessoa canta, e você encontra o Senhor. Outra pessoa canta, e você ouve apenas a pessoa. Qual é a diferença? A diferença está em ser um sacrifício vivo.

    O que o Senhor faz com esse sacrifício? É claro que Ele o consome no fogo. Nós pensamos: “Que desperdício! Eu tinha muitos dons, e eles estão simplesmente virando fumaça”.

    Será que o apóstolo Paulo realmente quis dizer isso?

    Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo.

    É interessante que ele diz “santo e agradável”. Você e eu não somos santos em nós mesmos. Sei que não sou santo; não sei quanto a você, mas imagino que seja como eu.

    Quem é santo? Somente aqueles que são justificados pela obra consumada do nosso Senhor Jesus. Então, pelo Espírito de Deus, algo nasce dentro de nós: um anseio de seguir o Senhor, um anseio de experimentar o Senhor.

    Esse sacrifício vivo é santo e agradável a Deus.

    A solução divina para os problemas da igreja

    Bem, queridos amigos, pensem por um momento. Isso é demais para vocês nesta noite? Deixem-me tentar extrair uma lição disso.

    Deus tem uma solução muito simples para todos os nossos problemas: sermos um sacrifício vivo. Não há alternativa nem substituto. Não há outra maneira de servir ao Senhor de modo aceitável, a não ser sendo um sacrifício vivo.

    Se o propósito de Deus há de se cumprir na sua vida e na nossa vida, é necessário haver sacrifício vivo.

    Aonde quer que eu vá, encontro a mesma coisa entre o povo de Deus. Não importa o nome que adotem. Você encontra divisão, ciúme, rivalidade, conflitos e mais mil e uma coisas.

    Não é apenas nos círculos denominacionais ou carismáticos. É entre aqueles que buscam a edificação da casa de Deus. É impressionante ver as coisas por causa das quais nos dividimos.

    Costumavam rir dos judeus quando, na Idade Média, sinagogas inteiras se dividiam por causa da pergunta: “Quantos anjos podem ficar sobre a cabeça de um alfinete?”. As pessoas deixavam de falar umas com as outras. Os rabinos não conseguiam trabalhar juntos. Isso gerava tanto ardor, tanta ira e tanta controvérsia.

    Nós não somos melhores. Discutimos se devemos colocar as cadeiras deste jeito, daquele jeito ou de outro jeito. As irmãs devem se reunir na terça-feira ou na quinta-feira? Deve haver estudo bíblico na sexta-feira ou na segunda-feira?

    Então as pessoas ficam cada vez mais exaltadas, cada vez mais iradas. Isso me impressiona. No entanto, a solução simples é ser um sacrifício vivo.

    Para um sacrifício vivo, não importa se é segunda-feira ou quinta-feira. Você não tem direitos. Quando chega à cruz, perdeu os seus direitos. Você é um sacrifício vivo.

    Conheço algumas pessoas que entram numa reunião e olham para ver onde outra pessoa está sentada. Se a veem aqui, sentam-se lá. Melhor ainda: se a veem no andar de baixo, sobem para o andar de cima. Isso é impressionante.

    Vamos viver juntos por toda a eternidade. Talvez você acabe dividindo um quarto com a pessoa que não consegue suportar. Estão entendendo o que estou tentando dizer?

    É porque estamos muito vivos da maneira errada. Dizemos: “Ninguém pode pisar nos meus direitos. Ninguém pode me usar como capacho. Estou vivo. Sou um ser humano”.

    Um sacrifício vivo é uma vida entregue — não apenas a velha vida, mas a nova vida.

    Às vezes brigamos por causa de pequenas diferenças de interpretação. Conheci uma assembleia em que houve uma enorme briga por causa da questão do arrebatamento.

    Uma pobre alma perguntou se os santos talvez tivessem de passar pela tribulação. O lugar inteiro foi abalado pela controvérsia. Então outra pessoa disse que somente os que estivessem preparados seriam arrebatados, e isso foi a gota d’água. A assembleia inteira se dividiu.

    O engraçado é que o nome da assembleia era Totterdown — Assembleia de Totterdown. E ela realmente desmoronou, fazendo jus ao trocadilho com o nome.

    Não são apenas essas questões que dividem. Na obra do Senhor atualmente, há irmãos que constroem os próprios impérios, além de muitas outras coisas. Irmãos e irmãs, tudo isso se resolve sendo um sacrifício vivo.

    A renovação da mente

    Como é interessante olhar para esse capítulo 12 de Romanos.

    Não vos conformeis com este mundo.

    Isto é, não sejam moldados pelas ideias e pelos conceitos deste mundo, pela psicologia deste mundo ou por toda a visão de vida que este mundo tem. Não sejam moldados por isso. Não se conformem a isso.

    Quase já nascemos acorrentados. Todo o nosso sistema educacional nos molda segundo algo que não é a Palavra de Deus. Mas está escrito:

    Não vos conformeis nem sejais moldados por este mundo.

    Muitas vezes falamos de bom senso. Não acho que haja muito bom senso entre o povo do Senhor. Acho que, em geral, aquilo que chamamos de bom senso é incredulidade.

    Como posso dizer isso? “Use o seu bom senso”. Se você é um filho de Deus, se foi salvo pela graça de Deus, se está unido a Deus no Senhor Jesus, ter bom senso é ouvi-Lo, confiar Nele e obedecer-Lhe. Isso é bom senso.

    Então está escrito:

    Transformai-vos pela renovação da vossa mente.

    Tudo começa no coração ou na mente. Podemos ter uma mentalidade fixa. Somente quando nos tornamos um sacrifício vivo é que somos libertos dessa mentalidade e transformados.

    Quando você tem determinada mentalidade fixa, não cresce espiritualmente. Essa mentalidade o prende; ela limita o seu crescimento. Mas, quando você é um sacrifício vivo, é transformado pela renovação da sua mente.

    O Senhor pode trabalhar na sua mente, e você pode experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    Quando você não é um sacrifício vivo, de alguma maneira pode ter muito medo da vontade de Deus. Pensamos: “Talvez a vontade Dele seja que eu tenha de ir para o outro lado da Terra. Talvez a vontade Dele seja que eu permaneça solteiro. Talvez a vontade Dele seja que eu me case”.

    Somos centrados em nós mesmos. Enquanto a vontade de Deus se ajustar à nossa mentalidade, nós a faremos. Mas temos medo de que, uma vez que entreguemos tudo, Ele espere muito mais de nós.

    Agora vocês começam a entender o que quero dizer quando afirmo que essa é uma solução simples — uma solução divina e simples: ser um sacrifício vivo. Então você pode experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    O serviço no corpo de Cristo

    Mais adiante, vemos que somos membros de Cristo: muitos membros, um só corpo. Um só Jesus, um só Senhor, um só Cristo; muitos membros em Cristo.

    O que aconteceu conosco? Estamos em Cristo. Todos vocês que nasceram de Deus estão no mesmo Cristo. Agora estamos ligados uns aos outros. É algo extraordinário: um só Cristo, muitos membros.

    Aqui nos é dito que devemos servir uns aos outros. Paulo começa dizendo:

    Não pense de si mesmo além do que convém.

    Se você é um sacrifício vivo, não diz: “Sou um sacrifício vivo, e sou um sacrifício vivo melhor do que você”. Você não pensa de si mesmo além do que convém, mas também não pensa de si mesmo abaixo do que convém.

    Se Deus deu a alguém um dom para anunciar a Palavra de Deus, esse é o seu dom. Não é orgulho dizer: “Deus me deu este dom”, especialmente quando os irmãos e as irmãs confirmam isso e dizem: “Encontramos o Senhor naquilo que você disse”.

    Mas, porque somos membros uns dos outros, devemos cuidar uns dos outros. Temos dons diferentes segundo a graça que nos foi dada. Toda essa passagem é extraordinária.

    A negação de si mesmo e a cruz

    Nosso tempo realmente já passou, mas essa questão é muito, muito simples. Você apresenta o seu corpo — não algo meramente invisível —, apresenta a si mesmo, todo o seu ser, como sacrifício vivo.

    O Senhor Jesus disse:

    Se alguém quiser vir após Mim,
    Negue-se a si mesmo,
    Tome a sua cruz
    E siga-Me.

    Na verdade, antigamente, a crucificação muitas vezes era feita numa estaca. A pessoa que seria crucificada tinha de carregar a trave transversal. A estaca era um tronco de árvore ou uma estaca propriamente dita, fincada no chão.

    Quando o Senhor disse isso, estava dizendo: “Aqui está a primeira coisa: se você quer vir após Mim, se quer seguir-Me, negue-se a si mesmo. Abra mão de todos os direitos sobre si mesmo. Aceite a sentença de morte”.

    Ela ainda não foi executada, mas aceite-a. Tome a cruz. Entregue-se, e Deus cuidará da crucificação.

    Você não pode crucificar a si mesmo. É impossível; você não consegue fazer isso. Toda vez que pensa que crucificou a si mesmo, descobre que está muito vivo.

    As pessoas dizem: “Preciso considerar-me morto. Preciso considerar-me morto. Preciso considerar-me morto”. Isso se torna uma espécie de auto-hipnose. Se você disser: “Estou morto, estou morto, estou morto”, talvez fique morto.

    Não, amados irmãos, antes de tudo vocês precisam ver que, quando Jesus morreu dois mil anos atrás, vocês morreram com Ele. É um fato histórico.

    Jesus morreu? Ele morreu pelo seu pecado? Sim. Ele morreu como sendo você? Sim. É a mesma coisa. Duas coisas aconteceram: Ele morreu por você, em seu lugar, e morreu como sendo você.

    Somente o Espírito Santo pode revelar isso. Quando o Espírito Santo revela, você pode considerar-se morto. Por quê? Porque Jesus morreu. Porque Ele morreu, sei que eu morri.

    “Mas não me sinto morto. Sinto muitas coisas ruins. Estou irado. Sinto que tenho direitos”. Negue-se a si mesmo. Apenas diga: “Senhor, sou um sacrifício vivo”. Então entregue-se.

    “Mas as pessoas vão fazer o pior comigo”. Os soldados vão crucificá-lo. Não, vou dizer quem vai crucificá-lo: seu marido, sua esposa, seus filhos, seus pais, os presbíteros da igreja, os obreiros — outra pessoa vai crucificá-lo. Não se preocupe.

    Deixe isso com a igreja. Se ninguém mais crucificar você, a igreja o fará. As pessoas sempre dizem: “Ah, se eu pudesse ser crucificado”. Você não precisa esquentar a cabeça.

    Quando você vê que, ao morrer Jesus, você morreu, então a sua parte é seguir o Senhor. Abra mão dos direitos sobre si mesmo. Entregue-se, tomando a cruz, e chegará ao lugar da execução. Outros crucificarão você.

    O serviço e a condição de escravo

    O Senhor Jesus, em outra passagem de Marcos 10, falou dos gentios: eles gostam de dominar sobre os outros. Ele disse:

    Não será assim entre vós.

    Então Ele usou duas palavras: servo e escravo.

    Qualquer que quiser ser grande entre vós, seja vosso servo.
    Mas qualquer que quiser ser o primeiro, seja escravo de todos.

    Havia uma grande diferença entre o servo e o escravo. Um servo era contratado. Tinha horário de trabalho. Tinha certos direitos.

    Há tanto serviço cristão que tem horário, que tem direitos, que tem certas condições. Um escravo não tem nada disso. Não dispõe de tempo próprio. Pertence ao senhor. Está à inteira disposição do senhor. Há uma grande diferença.

    Apelo final e oração

    Bem, queridos amigos, acho que isso basta sobre o que estou chamando de serviço. Paulo disse:

    Rogo-vos, apelo a vós, pelas misericórdias de Deus, que vos torneis um sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é o vosso serviço espiritualmente inteligente.

    Mil problemas seriam resolvidos nesta noite, aqui neste salão, se nos tornássemos sacrifícios vivos. Alguém poderia procurar uma pessoa com quem não fala há anos e dizer algo com humildade. Poderiam acontecer todo tipo de coisas.

    Tudo isso se resolveria por meio dessa única solução simples que Deus tem: ser um sacrifício vivo. Que Deus nos ajude.

    Senhor, às vezes pensamos que ser um sacrifício vivo é apenas para pessoas especiais. Mas é para todos os que estão no evangelho, para todos os que estão entre os eleitos.

    Amado Senhor, a Tua Palavra diz:

    Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus.

    Ajuda-nos, Senhor. Ajuda-nos a negar a nós mesmos, a tomar a nossa cruz e a seguir-Te.

    Pedimos isso em Teu nome. Amém.