Estou muito feliz por poder estar com vocês mais uma vez.
Abram comigo na profecia de Isaías 6.
No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um trono alto e sublime; e a cauda de Suas vestes enchia o templo.
Acima Dele estavam os serafins; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava.
E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da Sua glória.
Então disse eu: Ai de mim! Pois estou desfeito; porque sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; porque os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.
Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
E com ela tocou a minha boca e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e o teu pecado, perdoado.
E ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por Nós? Então disse eu: Eis-me aqui; envia-me a mim.
E Ele disse: Vai.
Agora abram na Nova Aliança, no Evangelho de Mateus 4:8 em diante.
Novamente, o diabo O transportou a um monte muito alto e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a glória deles;
E disse-Lhe: Todas estas coisas Te darei, se, prostrado, me adorares.
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.
E, no mesmo Evangelho, em Mateus 6:24:
Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou há de odiar um e amar o outro, ou há de se dedicar a um e desprezar o outro.
Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Podemos fazer mais uma oração?
Amado Senhor, queremos Te agradecer porque estamos reunidos aqui, em Tua presença, nesta noite. Queremos Te agradecer especialmente porque, em Teu amor, Tu fazes provisão para um momento como este.
Além do ministério da Tua Palavra, precisamos que Tu nos vivifiques, pois muitos de nós estivemos viajando. Renova, vivifica e reaviva a todos nós, Senhor, para que nenhuma parte deste tempo se perca.
Senhor, nós Te agradecemos pela unção que concedeste para o ministério da Tua Palavra, para sua tradução e também para ouvi-la. Agora, pela fé, nos firmamos nessa unção, nessa graça e nesse poder.
Enche este tempo de Ti mesmo, Senhor, com o Teu falar e com o Teu agir. E Te daremos todo o louvor por responderes a esta oração. Pedimos isso em nome do nosso Messias, o Senhor Jesus. Amém.
Creio que todos vocês sabem que o tema deste encontro é visão, adoração e serviço. Creio que essas três questões estão íntima e vitalmente relacionadas.
Minha responsabilidade é tratar do serviço. O que começa com visão deve terminar em serviço.
Quando Deus, em Sua graça, Se revela a nós, essa própria revelação nos torna responsáveis. Quando nos é concedida essa visão, vemos o Senhor; ouvimos o Senhor. Por essa mesma graça de Deus, somos tornados responsáveis.
A visão não é para a glória ou o engrandecimento do próprio eu. A adoração não existe simplesmente para que tenhamos uma forma de escapar deste mundo. A visão e a adoração devem resultar em serviço.
Todo verdadeiro filho de Deus é um servo do Senhor. Não sei por quê, mas nós, seres humanos, sempre gostamos de fazer distinções. Dizemos: “Ele é um servo do Senhor”, como se você não fosse um servo do Senhor.
Mas todos nós somos sacerdotes e reis. Pelo nosso próprio nascimento espiritual, fomos constituídos servos de Deus.
Talvez não sejamos capazes de servir plenamente enquanto somos bebês, mas toda a instrução do Senhor, toda a educação do Senhor, toda a disciplina do Senhor e todo o treinamento do Senhor têm o propósito de nos levar ao ponto em que possamos servi-Lo.
Isaías teve uma experiência extraordinária. Quando ele viu o Senhor, nasceu um dos ministérios mais significativos, poderosos e vitais.
Era uma época de incerteza sem precedentes naquela terra. O rei Uzias havia sido um homem bom e procurara servir ao Senhor. Mas, aparentemente, não estudara a Palavra de Deus com muita profundidade, pois a Palavra de Deus dizia que o rei jamais deveria agir como sacerdote.
Há algo muito estranho em nós, seres humanos: todos queremos ser aquilo que, muitas vezes, o outro é. Vocês pensariam que ser rei já era suficiente. Mas ele queria ser sacerdote.
Ele tomou o incenso sagrado, que somente o sacerdote podia oferecer, e entrou no lugar mais santo de todos com o incenso. Todos os sacerdotes tentaram impedi-lo. Segundo o Talmude, ele se enfureceu com eles, e imediatamente a lepra apareceu em sua testa.
Daquele momento em diante, ele ficou separado de sua família, de seu povo e de tudo. Morreu sob a mão de Deus.
Foi no ano em que o rei Uzias morreu, com toda a instabilidade que isso trouxe, com toda a incerteza, todo o peso e toda a agitação, que Deus concedeu a Isaías uma visão extraordinária.
Ele viu o Senhor alto e sublime. Para Isaías, o templo era a coisa mais importante. A vida de toda a nação estava centrada naquele templo. O fato de Deus ter julgado o rei por tentar ser sacerdote apenas acentuava ainda mais essa importância.
Mas, quando ele viu o Senhor, o Senhor era muito maior que o templo. A casa de Deus não podia contê-Lo. A versão antiga diz:
A cauda de Suas vestes enchia o templo.
Isso é apenas a parte de trás de Suas vestes. Tão grande era o Senhor que o templo inteiro foi absorvido Nele.
Isso me impressiona. Ouçam estas palavras:
A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?
É um clamor extraordinário que vem do coração de Deus.
Vocês não pensariam que o sumo sacerdote já tinha algum entendimento do que o Senhor queria? Ou que os sacerdotes teriam algum entendimento?
Mas ali estava o templo, com todos os seus serviços, todos os seus ritos, todos os seus sacrifícios, todos os seus sacerdotes, todos os seus levitas e os milhares e milhares de pessoas que entravam e saíam dele.
E ninguém ouvia o coração de Deus:
A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?
É quase como se o povo de Deus estivesse cego e surdo, como se o próprio serviço do templo tivesse se tornado um substituto para ouvir de verdade o que estava no coração e na mente de Deus.
Se eu tivesse perguntado ao sumo sacerdote: “Você está servindo ao Senhor?”, ele teria dito: “Claro. O que você acha?”. Se eu tivesse perguntado a um dos sacerdotes ou levitas: “Você está servindo ao Senhor?”, eles teriam dito: “O que você acha? Claro. Todos temos nossos turnos de serviço”.
Mas ninguém ouvia o clamor do coração de Deus.
O que é serviço? Serviço é ouvir o coração e a mente do Senhor e obedecer. Do ponto de vista de Deus, não existe outro serviço.
Servos que estão cegos para Ele, surdos para Ele — de que servem?
Se você quer ser professor em uma universidade, precisa ter algum conhecimento. Se quer ser professor em uma faculdade ou escola, precisa ter algum conhecimento. Conheci alguns professores que eram cegos — fisicamente cegos mesmo —, mas eram bons professores.
Mas um servo pode ser cego? Um servo pode ser surdo? Um servo não precisa ter diplomas depois do nome nem títulos antes do nome. Não precisa ter uma linhagem ilustre.
Um servo precisa de olhos para ver seu Senhor e de ouvidos para ouvir seu Senhor. Essa é a necessidade essencial.
Caso contrário, se o Senhor diz: “Vá”, eles não vão. Se o Senhor diz: “Venha”, eles não vêm. Se o Senhor diz: “Faça isto”, eles não fazem. Se Ele diz: “Faça aquilo”, eles não fazem. Eles não ouvem. Eles não ouvem.
A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?
Aqui estamos diante do coração de Deus. Quando Isaías viu o Senhor — quando O viu alto e sublime, numa visão tão grande, tão poderosa, que tudo foi absorvido Nele —, ele ouviu o Senhor.
E disse:
Eis-me aqui; envia-me a mim.
E o Senhor disse:
Vai.
Segundo a tradição judaica, Isaías viveu até os oitenta e oito anos de idade e foi inteiramente fiel ao Senhor durante toda a sua vida. Morreu como mártir quando se escondeu do perverso rei Manassés em uma das grandes oliveiras, e serraram a árvore com ele dentro.
Ele encerrou seu ministério como o havia vivido: como testemunha e mártir.
Não quero insistir demais nesse ponto, mas me parece espantoso que seja possível haver cristãos que conheçam a Bíblia, que se reúnam e que, ao mesmo tempo, estejam surdos e cegos para o coração e a mente de seu Senhor.
Como é impressionante aquela igreja em Laodiceia! Laodiceia era o grande centro médico do mundo antigo. Seu padrão de vida era elevado. Eram ricos.
A igreja em Laodiceia não era uma igreja institucional, tradicional e apóstata. Era uma assembleia de crentes nascidos de novo.
Eles tinham a Mesa do Senhor, provavelmente pelo menos uma vez por semana. Tinham estudos bíblicos. Tinham reuniões de oração. Tinham atividades de evangelização. Tinham tudo o que vocês associariam a uma boa igreja evangélica.
E o Cabeça da igreja estava do lado de fora, batendo à porta. Eles cantavam sobre Ele. Estudavam a respeito Dele. Oravam em Seu nome. Partiam o pão para se lembrar Dele. E Ele estava do lado de fora da porta.
Uma das palavras mais dolorosas do Senhor em todo o Novo Testamento é esta:
Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, Comigo.
Eu digo “dolorosas”. Ele não disse: “Se todos vocês ouvirem a Minha voz”. Disse: “Se alguém”. É como se quase nenhum membro do corpo soubesse que Ele estava do lado de fora.
Acho muito significativo que o Senhor tenha Se revelado a Isaías. Eu teria pensado: “Será que ele era um pouco diferente dos outros?”. Mas ouçam o que ele diz:
Ai de mim! Pois estou desfeito.
Não sei como isso está traduzido em chinês. A expressão do inglês antigo é muito curiosa: “Estou desfeito”. Muitos servos do Senhor já estão prontos. Não estão desfeitos; estão prontos demais.
O serviço começa com uma visão do Senhor que nos desfaz. Antes de tudo, uma verdadeira teologia nos leva ao ponto em que só podemos dizer: “O que aconteceu? Estou desfeito”.
Temos a ideia de que os servos do Senhor precisam ser enviados por três, quatro ou cinco anos a um seminário teológico. Então despejamos tudo dentro deles e os enviamos completamente cozidos, bem preparados, acabados.
Depois eles podem subir a um púlpito e despejar aquilo que absorveram durante cinco, três ou dois anos.
Não tenho nenhum problema com o treinamento, e certamente não tenho nenhum problema com o estudo. Não podemos prescindir de uma teologia sólida.
Mas um servo do Senhor precisa primeiro ser desfeito. Que estudante costuma sair de um curso desses dizendo:
Ai de mim! Pois estou desfeito.
Não, não. “Acho que estou pronto para o trabalho. Agora que passei esses anos estudando, estou pronto. A refeição está cozida. Está tudo concluído. Agora posso oferecer. Posso servir.”
Mas o verdadeiro serviço começa com uma visão do Senhor que nos desfaz. Estamos perdidos. Chegamos ao fim de nós mesmos.
Isaías clama:
Sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios.
Sabem, existe uma tradição segundo a qual Isaías pertencia à família real. Certamente, sua linguagem, tal como a encontramos nesta profecia, é a mais bela da Antiga Aliança. O que aconteceu com ele para que sentisse que tinha lábios impuros?
Ele teve uma percepção avassaladora de sua incapacidade e impureza.
Querido irmão, querida irmã, às vezes pensamos que a visão nos deixará eufóricos. Mas, meus queridos, ela sempre nos humilhará.
Quanto maior vemos que o Senhor é, mais percebemos como somos pequenos. Quanto mais poderoso O vemos, mais percebemos nossa própria incapacidade. Quanto mais vemos Sua sabedoria, mais percebemos como somos insensatos.
Esse é o começo essencial do verdadeiro serviço.
Um anjo veio, tomou uma das pedras incandescentes do altar — provavelmente do altar do holocausto — e a colocou sobre os lábios dele.
A tua iniquidade foi tirada, e o teu pecado, perdoado.
É algo tremendo, quando se é servo do Senhor, estar escondido na justiça do Senhor Jesus.
Por que os lábios? E o coração dele? E a cabeça dele? Bem, talvez, no caso de Isaías, o Senhor fosse usar seus lábios. Não sei. Mas o que sei é isto: a única maneira pela qual você e eu podemos servir ao Senhor é por meio da obra consumada do Senhor Jesus.
O Espírito de Deus não repousará sobre nenhuma outra coisa. Ele não repousará sobre seu zelo, sua devoção, nem mesmo sobre seu choro, sobre todo o trabalho de suas mãos ou sobre toda a energia que você tem. Ele repousará somente sobre a obra consumada do Senhor Jesus.
Não é interessante o que o Senhor Jesus disse? Satanás veio ao Senhor Jesus e Lhe mostrou todos os reinos da terra e a glória deles. Disse-Lhe: “Eu Te darei tudo isso, se apenas me adorares”.
É interessante: o Senhor Jesus não lhe disse: “Isso não é seu para dar”. Ele nunca o contestou nesse ponto.
Em vez disso, Ele disse:
Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.
“Só a Ele” — esse é o nosso problema.
Só a Ele servirás.
Queremos uma pequena margem de manobra, um pouco de espaço para escapar. Mas não há lugar para Mamom, não há lugar para o eu, não há lugar para o esporte, não há lugar para o prazer. Só a Ele.
Se realmente queremos servir ao Senhor, essa pequena frase nos persegue:
E só a Ele servirás.
O Senhor Jesus disse:
Ninguém pode servir a dois senhores.
“Ah”, você diz, “claro, claro. Eu não sirvo a dois senhores.” Mas a maioria de nós está tentando fazer isso.
Sessenta por cento para o Senhor e quarenta por cento para o eu. Vocês, homens de negócios: oitenta por cento para o Senhor e vinte por cento para Mamom. Não, às vezes penso que é o contrário: vinte por cento para o Senhor e oitenta por cento para Mamom.
O que é Mamom? Mamom é dinheiro. Dinheiro. Todos entendemos o que é dinheiro. Não preciso convencê-los do tipo de desejo que todos temos de ganhar dinheiro. Alguns de vocês estarão lá fora assim que esta reunião terminar, fazendo negócios aqui, ali e por toda parte. Isso é Mamom.
Agora, o Senhor Jesus nunca disse que não deveríamos fazer amigos por meio de Mamom. Mas temos de servir somente ao Senhor, e Mamom se torna um meio de servir ao Senhor.
O que o Senhor disse?
Ou há de odiar um e amar o outro, ou há de se dedicar a um e desprezar o outro.
E então Ele disse:
Não podeis servir a Deus e a Mamom.
É o mesmo com o eu. Você não pode servir a Deus e ao eu. Mas penso que temos um problema aqui, porque todos nascemos centrados em nós mesmos. Até as pessoas mais doces — todos nascemos centrados em nós mesmos.
Algumas pessoas não ficam o tempo todo se olhando em um pequeno espelho de mão, mas, quando ninguém está por perto, examinam a si mesmas com muito cuidado. Todos somos centrados em nós mesmos.
Todos servimos ao eu: à glória própria, à realização pessoal, à expressão pessoal, ao engrandecimento próprio. Isso faz parte da nossa natureza. Somos seres humanos caídos.
O instinto mais profundo em nós é amar a nós mesmos. Você diz: “Ah, não, agora ele está indo longe demais”. Não, não estou. Foi isso que o Senhor disse:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Em outras palavras, o Senhor reconheceu que todo ser humano ama a si mesmo. Algumas pessoas dizem o tempo todo: “Não sou nada, não sou nada, não sou nada”. Na verdade, isso é uma forma de amor a si mesmo. Estão esperando que você diga: “Não, não, não, você tem valor”.
Você não pode servir a dois senhores. Ouçam isto. Está em Tiago 1:8:
O homem de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos.
Essa é uma pessoa que tem duas disposições: uma para o Senhor, outra para si mesma; uma para o Senhor, outra para Mamom. Temos uma espécie de guerra civil. Inconstantes.
Ouçam novamente. Está na carta de Tiago 4:8:
Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós.
Limpai as mãos, pecadores; e, vós de ânimo dobre, purificai os corações.
Vós de ânimo dobre, purificai os corações.
É por isso que penso que Isaías disse:
Sou homem de lábios impuros.
E o Senhor tomou aquela brasa do altar e tocou seus lábios. Agora seus lábios estão limpos.
Bem, acho que devemos terminar. Ouçam novamente o Senhor:
A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?
O verdadeiro serviço consiste em ser enviado. Em outras palavras, talvez você nem sempre vá a algum lugar, mas está sob o comando do Senhor.
Penso que o verdadeiro serviço começa com ver o Senhor e ouvir o Senhor.
Permitam-me dizer apenas uma última coisa, ao concluir. Há uma quantidade tremenda de trabalho realizado por cristãos que é trabalho feito para o Senhor, mas não é a obra do Senhor.
Em outras palavras, eu trabalho para o Senhor, falo para o Senhor, vou para o Senhor e peço ao Senhor: “Agora, Senhor, fica atrás de mim. Dá-me apoio. Estou fazendo isto para Ti. Abençoa-me. Apoia-me. Fica atrás de mim. Estou trabalhando para Ti. Agora vem me dar respaldo”.
Há uma grande diferença entre isso e a obra do Senhor.
Quando você está na obra do Senhor, Ele é Quem trabalha. Você é um cooperador. Está sob Seu governo, sob Seu comando.
Que lição precisamos aprender! Serviço não é o que eu faço para o Senhor; serviço é o que o Senhor faz por meio de mim.
Agora, deixem-me ilustrar. Vocês ainda estão todos firmes e fortes? Na Antiga Aliança, em Êxodo 33:13, foi isto que Moisés disse:
Agora, pois, rogo-Te: se tenho achado graça aos Teus olhos, faze-me saber os Teus caminhos, para que eu Te conheça e ache graça aos Teus olhos; e considera que esta nação é o Teu povo.
E agora ouçam o que o Senhor disse. Foi assim que o Senhor respondeu:
A Minha presença irá, e Eu te darei descanso.
E Moisés disse:
Se a Tua presença não for comigo, não nos faças subir daqui.
Não sei como está a tradução chinesa, mas no hebraico temos algo bastante extraordinário. Não está escrito: “A Minha presença irá contigo”. “Contigo” não está no original. No original, está assim:
A Minha presença irá, e Eu te darei descanso.
Em outras palavras, quando o Senhor vai, você vai. E, quando você vai no Senhor e com o Senhor, encontra graça. Encontra poder. Encontra sabedoria. Tem a unção.
Quando você vai com Ele, quando vai Nele, quando vai por meio Dele — vocês entendem o que estou dizendo? Não é de admirar que Moisés tenha dito:
Se a Tua presença não for, não nos faças subir.
Não é extraordinário? Esse é o segredo do serviço genuíno. Quando o Senhor diz: “Vá”, você vai com Ele. Descanse Nele.
Fico pensando em qual é a sua posição. Que tipo de serviço estamos prestando?
Que o Senhor torne estas palavras reais. Estamos entrando agora em um período de abalos e desastres sem precedentes na história do mundo. As coisas não vão melhorar.
Estamos no limiar do aparecimento do Anticristo. Agora é a hora de abandonar o serviço de fachada. Agora é a hora de buscar o Senhor.
No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor.
E eu disse:
Ai de mim! Pois estou desfeito.
Sou homem de lábios impuros.
E o Senhor disse:
A tua iniquidade foi perdoada, e o teu pecado, expiado.
Então ouvi o Senhor dizer:
A quem enviarei, e quem há de ir por Nós?
E eu disse:
Eis-me aqui; envia-me a mim.
E o Senhor disse:
Vai.
Amado Senhor, nenhum de nós pode afirmar que é um servo perfeito, ou mesmo um bom servo. Quero Te agradecer por Tua graça, Teu amor e Tua misericórdia.
Torna estas palavras uma realidade viva no coração de cada um de nós.
Não queremos estar cegos para Ti. Não queremos estar surdos para Ti. Queremos ser capazes de Te ver com os olhos do nosso coração e de Te ouvir com esse ouvido espiritual.
Nestes dias em que estamos vivendo, queremos Te servir, Senhor, com reverência e temor. Senhor, vem ao nosso encontro e toca nosso coração. Pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.