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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Gifts And Calling Of God: Irrevocable © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Gifts And Calling Of God: Irrevocable
    The Gifts And Calling Of God: Irrevocable
    Lambert, Lance

    Os dons e a vocação irrevogáveis de Deus

    Vamos nos curvar juntos para uma palavra de oração.

    Sim, Senhor, nós nos curvamos novamente aqui em Tua presença, simplesmente para Te dizer que, ao nos voltarmos para a Tua Palavra, precisamos de Ti — tanto quem fala quanto quem ouve. Precisamos de Ti, Senhor, e precisamos ouvir a Tua voz.

    E, Senhor, nós Te agradecemos porque, nestes dias de tanta contenda, tanta confusão e tanta fraqueza, Tu ainda falas por meio da Tua Palavra. Por isso Te louvamos, amado Senhor. Pedimos-Te, Senhor, que tenhamos ouvidos para ouvir o que o Teu Espírito está dizendo às igrejas.

    Oramos, Pai, por um espírito sensível, para que não fiquemos, por assim dizer, tão sobrecarregados com nossas próprias circunstâncias, nossos problemas ou nossas atividades que, Senhor, deixemos de prestar atenção aos tons da Tua voz.

    Ó Senhor, queremos Te agradecer por Tua bondade cheia de graça para com todos nós. Queremos Te agradecer porque estamos aqui como monumentos vivos da Tua fidelidade. E, como um grupo do Teu povo, somos um monumento vivo, Senhor, à Tua graça, à Tua fidelidade e à Tua perseverança. Nós Te agradecemos e Te adoramos.

    Mais uma vez, nós Te pedimos agora: torna a Tua Palavra viva para todos nós. E, ó Senhor, nós Te agradecemos porque há uma unção sobre a Cabeça, nosso Senhor Jesus, que desce até a própria orla da veste e abrange cada membro do corpo.

    Oramos, Senhor, para que nos concedas conhecer, cada um de nós, a nossa porção dessa capacitação e desse poder divinos, tanto para falar quanto para ouvir.

    Assim, entregamos a Ti o nosso tempo e nos lembramos daqueles que sofrem por causa do Teu nome, Senhor, e daqueles que estão por Ti em postos isolados na terra; daqueles, Senhor, que estão afastados por enfermidade. Lembramo-nos de todos esses queridos em Tua presença e pedimos uma graça especial, uma ajuda especial, que supra toda necessidade, Senhor, em Tua família, onde quer que estejam.

    E pedimos isso em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.

    Romanos 11:29

    Apenas um pequeno versículo em Romanos 11, um versículo realmente muito conhecido: Romanos 11:29.

    Romanos 11:29. É assim que está traduzido na minha versão:

    Porque Deus não Se arrepende dos Seus dons e da Sua vocação.

    Outra versão diz:

    Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.

    Acho que a tradução mais bela é a da New American Standard Bible:

    Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    O caráter de Deus e as coisas que não falham

    Na semana passada, falei sobre as coisas que não falharão, num tempo em que muita coisa está falhando e em dias nos quais muito mais ainda falhará. Na semana passada, pensamos naquelas coisas que não falharão e não podem falhar.

    Há uma série de coisas que a Palavra de Deus nos oferece para nosso consolo e nossa força.

    O azeite da botija não faltará.

    Que palavra maravilhosa.

    O teu pão não faltará.

    E a mais maravilhosa de todas:

    Ele não falhará.

    Mas tudo isso, na verdade, remonta ao caráter de Deus: os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    Em outras palavras, uma vez que Deus põe a mão em alguma coisa, Ele não a solta; não tira, por assim dizer, a mão do arado até concluir o trabalho. Ele o leva até o fim.

    Agora, considero isso um dos maiores consolos do mundo inteiro, na minha pequena experiência. Considero isso o maior consolo da Bíblia. Pois creio firmemente que, de alguma maneira misteriosa que não compreendo, Ele me escolheu.

    Ele disse em João 15:16:

    Não fostes vós que Me escolhestes, mas Eu vos escolhi.

    Não podemos realmente compreender o amor de Deus. Mas ele é exemplificado de maneira maravilhosa aqui nestes três capítulos — Romanos 9, 10 e 11 — e também na história do povo judeu.

    Em outras palavras, eles são para nós a mais maravilhosa ilustração, a mais maravilhosa lição: o poder de Deus não apenas para começar algo, mas, mesmo quando as coisas dão errado, de alguma maneira maravilhosa, trazê-las finalmente de volta ao que Ele pretendia desde o princípio.

    Romanos 9–11 como fundamento da Epístola aos Romanos

    E nesses capítulos vocês encontrarão, tenho certeza, aquilo que muitas pessoas consideram um parêntese. Elas entendem que, de alguma forma, o apóstolo Paulo estava escrevendo, sob a direção do Espírito de Deus, a mais maravilhosamente lógica explicação e interpretação da nossa tão grande salvação.

    E, quando chegou ao fim de Romanos 8, de repente, como era de seu costume, ele interrompeu o assunto e entrou numa espécie de tema secundário. Muitos comentários dirão a vocês que Romanos 9, 10 e 11 são uma espécie de assunto à parte. São um parêntese, uma espécie de desvio do tema principal desta carta.

    E então nos dizem que, em Romanos 12:1, o apóstolo retoma o tema e prossegue de onde havia parado no último versículo de Romanos 8.

    Realmente não sei como as pessoas chegaram a essa ideia sobre a Carta aos Romanos. Porque, para mim, Romanos 9, 10 e 11 são, de fato, o fundamento de todos os outros capítulos da Carta aos Romanos.

    Em outras palavras, creio que o apóstolo faz uma pausa, em certo sentido, e então se lança em algo quase inexplicável, porque estamos tocando nas coisas realmente profundas de Deus. Aqui tocamos no mistério. Aqui tocamos em algo diante do qual a mente humana fica atordoada.

    E temos, como evidência, todas as escolas teológicas de interpretação sobre se somos realmente escolhidos ou se usamos nosso livre-arbítrio; se somos responsáveis ou se somos predestinados; e tudo o mais. Tudo isso tem muito a ver com esses três capítulos, que nos dizem ser um parêntese e um desvio.

    O fato é que o apóstolo Paulo está indo além de toda a história — a história humana, a história da Queda, a história de Satanás —, indo até aquilo que está por trás, se preferirem, da história da nossa tão grande salvação, e apontando para algo na própria natureza de Deus.

    Um dos títulos mais maravilhosos do Senhor Jesus é Fiel e Verdadeiro.

    Agora, há muitas coisas que podem nos comover, mas não encontro nada tão admirável, tão maravilhoso, tão gloriosamente inexplicável quanto o mistério da predestinação.

    Pois o povo judeu foi predestinado.

    O chamado de Deus a Abraão e a Israel

    Agora, vocês talvez estejam se perguntando o que isso tem a ver com o Natal. Mas, daqui a pouco, chegaremos lá.

    O fato é que Deus escolheu Abraão. O Talmude nos diz que Terá, pai de Abraão, era fabricante de ídolos.

    Isso está muito longe da ideia de um homem que estivesse numa busca espiritual, que tivesse pouco envolvimento com o culto pagão. Abraão vivia bem na raiz de tudo aquilo.

    E foi Estêvão quem disse:

    O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão e disse: Sai.

    Foi Deus Quem tomou a iniciativa. E Deus tomou Abraão para um grande propósito: formar um povo — se preferirem, um instrumento. E esse instrumento deveria ser o meio de levar a salvação aos confins da terra.

    Esse instrumento falhou. Mas falhou apenas em sua maior parte. Pois, como o apóstolo argumenta nesses três capítulos, havia um remanescente, um remanescente eleito, que não falhou.

    Esse remanescente eleito foi, naturalmente, o conjunto daqueles que escreveram nosso Novo Testamento sob a direção de Deus e do Espírito Santo. Esse remanescente eleito incluía todos aqueles em quem pensamos agora: Simeão e Ana, Zacarias, João Batista, Zacarias e Isabel, Maria, José e muitos outros.

    Eram os primeiros doze apóstolos e, mais tarde, aquele que nasceu fora de tempo, o apóstolo Paulo. Todos esses constituíam aquele remanescente eleito que se tornou, por assim dizer, o meio pelo qual a salvação de Deus chegou aos confins da terra.

    E é por isso que o apóstolo também argumenta aqui, nesses capítulos, que eles tinham de cair. Não havia outro caminho. Eis o mistério: primeiro, ele nos diz que eram responsáveis por sua queda e que Deus os considera responsáveis por ela — por se afastarem do Messias, por rejeitarem o Rei.

    Mas ele também nos diz: “Tenham muito cuidado para não desprezá-los nem zombar deles, porque eles tinham de cair para que a salvação pudesse chegar aos gentios”.

    E a salvação, por meio da queda deles, chegou aos confins da terra. Por toda a terra, em cada nação, de cada língua, de cada povo, surgiu uma multidão redimida por esse evangelho que saiu desse remanescente.

    De fato, como argumenta o apóstolo Paulo, os ramos naturais foram cortados e postos de lado, e os ramos da oliveira brava foram enxertados. Eles tinham de cair. Vocês conseguem me explicar isso?

    A presciência divina e a responsabilidade humana

    Temos isso, naturalmente, se nos voltarmos para Atos 2:23, na primeira mensagem pregada pelo apóstolo Pedro sob a unção do Espírito de Deus. Ele já havia dito muita coisa antes, mas essa foi a primeira mensagem verdadeira que pregou. E foi isto que ele disse:

    A Este, entregue pelo determinado conselho e pela presciência de Deus, vós, pelas mãos de homens sem lei, crucificastes e matastes.

    Aqui vocês têm o encontro de dois mares. De um lado, têm aquela grande corrente do determinado conselho e da presciência de Deus. Que expressão maravilhosa: determinado conselho. Não apenas conselho — determinado conselho e presciência.

    Há algo aí com que lutar. Há algo que confunde as maiores mentes humanas. Mas temos um mistério ainda maior, pois temos aqui o outro mar: “Vós”. Aí está a responsabilidade. Pelas mãos de homens sem lei — isto é, sem a Lei, os gentios —, crucificastes e matastes.

    Vocês são moralmente responsáveis pela crucificação e pela morte do Príncipe da Paz.

    O que é tão maravilhoso aqui é o que está escrito em Romanos 11:25:

    Não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais sábios em vós mesmos.

    Que palavra interessante para aqueles de nós que gostariam de dispensar esses três capítulos. É muito fácil sermos sábios aos nossos próprios olhos se não compreendermos esse mistério — isto é, a menos que tenhamos tido um vislumbre dele.

    Podemos ficar perplexos. Podemos achar isso inexplicável. Mas, de alguma maneira, temos um vislumbre dessa realidade:

    Não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais sábios em vós mesmos: que um endurecimento parcial sobreveio a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios;
    e assim todo o Israel será salvo.

    Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Que palavra maravilhosa.

    A vinda do Libertador e o significado do Natal

    Agora, o que isso realmente tem a ver com o Natal? Bem, vejam, é assim que o apóstolo Paulo apresenta o assunto. Vamos continuar a leitura, em Romanos 11:26:

    E assim todo o Israel será salvo, como está escrito:
    De Sião virá o Libertador;
    Ele afastará de Jacó a impiedade:
    e esta é a Minha aliança com eles,
    quando Eu tirar os seus pecados.

    Essa maravilhosa profecia se cumpriu na vinda do nosso Senhor Jesus Cristo.

    De Sião virá um Libertador.

    Nosso Senhor Jesus Cristo. E isso é o Natal.

    E aqui estamos de volta a esta pequena frase: os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    Veja, querido, querido filho de Deus, o fato é este: Deus poderia ter levantado as mãos, horrorizado, quando o primeiro casal pecou e toda a criação foi arruinada pela Queda. Ele poderia, de alguma maneira, ter destruído tudo até não restar nada e começado de novo com material novo. Mas os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    O fato é este: Deus tem algo em Seu coração. E muito, muito mais glorioso do que explodir tudo, reduzi-lo a nada e começar com material novo é tomar esse solo caído — material arruinado, corrompido, pervertido — e fazer algo com ele.

    Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    Se tivéssemos aqui nesta manhã — e não podemos tê-los aqui, a menos que estejam nos observando, não sei —, se pudéssemos ter aqui aquela grande nuvem de testemunhas: Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Josué, Samuel, Davi e Salomão; e então todos os que vieram depois, passando por todos os profetas, pelos outros reis e assim por diante, acho que cada um deles diria: “Amém”.

    Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Demos ao Senhor motivos de sobra para desistir de nós, e só chegamos até aqui porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    Quando penso em Abraão e em seus deslizes, quando penso no que ele gerou por meio de Agar, quando penso em Jacó e em todo o seu engano, quando penso em Davi e em sua terrível queda, quando penso em Salomão e em suas oitocentas esposas, sem falar em todas as suas concubinas, seus altos e tudo o mais, recorro à tradição, que creio firmemente ser verdadeira: Salomão, quando jovem, seguiu inteiramente ao Senhor, mas, na meia-idade, afastou-se muito, caindo no pecado; porém, na velhice, voltou ao Senhor.

    O fato é que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    De Sião virá um Libertador.

    Vocês não veem que, por trás da sua salvação, está esta pequena declaração? Não veem que foi justamente porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis que Ele enviou o Salvador ao mundo, que deu Seu Filho unigênito, que houve uma Belém, um Getsêmani e um Calvário?

    E houve um monte das Oliveiras, e ainda haverá um monte das Oliveiras.

    Porque, seja qual for o nosso sentimento a respeito daquele lugar cheio de conflitos, Jerusalém, o fato é que os pés do nosso Senhor não tocarão Piccadilly, nem a Champs-Élysées, nem Washington, nem Roma — nem mesmo o Vaticano.

    Seus pés estarão sobre o monte das Oliveiras. Ele está voltando ao mesmo lugar de onde partiu. E o solo que O viu durante Seus trinta e três anos O receberá novamente, e Ele caminhará sobre ele.

    Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    O propósito imutável de Deus

    Deus não Se desvia. Está escrito em Tiago 1:17:

    Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em Quem não pode haver variação, nem sombra produzida por mudança.

    Uma sombra produzida por mudança. Deus não vai Se desviar de Seu propósito.

    E qual é a base de Seu propósito? Por que Deus pode perseverar com pessoas falhas e imperfeitas como você e eu? Porque um Libertador veio de Sião. É por isso.

    Um Libertador veio de Sião, e Ele afastou de Jacó a impiedade.

    Esta é a Minha aliança com eles, quando Eu tirar os seus pecados.

    O fato é este: você faz parte de Israel. Eu faço parte de Israel — o verdadeiro Israel de Deus.

    E a base de todo o tratamento de Deus com você e comigo é, simples e exclusivamente, a obra consumada do Senhor Jesus Cristo.

    O Filho de Deus Se manifestou para destruir as obras do diabo.

    Pela morte, Ele reduziu a nada aquele que tem o poder da morte, isto é, o diabo. Que palavras maravilhosas são essas.

    Um Libertador veio de Sião, veio de Sião. E a base de toda a ação de Deus, de toda a Sua atividade e de toda a Sua fidelidade que jamais se extingue é a obra consumada do nosso Senhor Jesus Cristo.

    Isso não significa que você possa pecar e sair impune. Não significa que possa se afastar do que Deus tem de mais elevado e melhor e não sofrer — ou não sofrer terrivelmente.

    Aqui, mais uma vez, levo vocês de volta à nossa ilustração. Levo vocês de volta ao povo judeu.

    Seu pecado, sua escolha de algo inferior ao melhor, tem sido uma coisa terrível. Dois mil anos — uma história sangrenta: perseguidos de um lugar para outro, pogroms, Inquisição, campos de concentração, planos de extermínio e tudo o mais.

    Mas o fim da história ainda está por ser escrito, e o fim da história será uma glória indizível.

    Quando Deus julga, depois que o juízo sobrevém, Deus mostra uma misericórdia tremenda.

    Ainda veremos o fim desta história. Mas eu lhes asseguro que será glória. Será glória.

    E não apenas uma espécie de glória etérea, mas a manifestação da glória de Deus nesta terra, de tal maneira que os montes e os vales dançarão de alegria. As próprias árvores baterão palmas. Toda a terra finalmente se encherá da glória de Deus, como as águas cobrem o mar.

    E por trás de tudo isso está esta pequena frase: os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

    Portanto, não pense, querido filho de Deus, que estou dizendo que você pode pecar, viver de maneira desregrada, afastar-se do que Deus tem de mais elevado e melhor para você, e que tudo ficará bem.

    Sim, o que Deus fará é isto: você ainda estará lá no fim. E, de alguma maneira estranha, se aprender suas lições, o próprio caminho que percorreu lhe ensinará mais do que qualquer outro caminho.

    Mas você terá perdido alguma coisa e terá sofrido muito. Ainda assim, no fim, descobrirá que Deus é absolutamente fiel, pois tanto os Seus dons quanto a Sua vocação são irrevogáveis.

    A futura restauração de Israel

    Como é maravilhoso, portanto, descobrir neste domingo de Natal que a base de tudo é a vinda de um Libertador de Sião, que afastou de Jacó a impiedade.

    Quando finalmente o povo judeu se converter a Deus, quando finalmente, em multidões, se voltar ao Senhor, e os ramos naturais forem restaurados à oliveira, e assim todo o Israel for salvo, aquilo que Deus começou, Deus terá concluído.

    Quando isso acontecer, então compreenderemos de novo esta pequena palavra: os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Isso acontecerá.

    E a base disso é esta: há dois mil anos, nosso Senhor Jesus veio a este mundo, nascido de uma virgem em Belém, criado na Galileia das nações, crucificado em Jerusalém, fora dos muros da cidade; e, do monte das Oliveiras, Ele ascendeu à glória, à direita da Majestade nas alturas.

    Essa é a base da conversão do povo judeu. Não há uma segunda base. Algumas pessoas tiveram a ideia de que Deus fará algo inteiramente separado — de modo algum. Será a mesma coisa, a mesma base.

    Olharão para Aquele a Quem traspassaram e prantearão por Ele, como por um filho único.

    Que dia será aquele, quando cada família, cada família judia, entrar em luto pelo Messias que foi crucificado.

    E que dia será para a igreja. Pois será vida dentre os mortos — vida dentre os mortos — para toda a igreja: uma força dinâmica que nos levará através da última fase da história do povo de Deus até a vinda do nosso Senhor.

    Ah, então, querido filho de Deus, talvez você esteja um pouco receoso quanto ao que 1975 reserva. Talvez se pergunte o que isso significará para o seu padrão de vida, sua renda ou seu lar, para seu emprego, sua carreira — ou talvez algo pior —, ou para a própria paz.

    O que sabemos é isto: os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Seu nome é Fiel e Verdadeiro.

    Fiel é Aquele que vos chama, o Qual também o fará.

    Vamos orar?

    Sim, Senhor, queremos de fato Te agradecer por Tua natureza. Não haveria salvação para nós se não fosse por aquilo que Tu és. Não teria vindo de Sião um Libertador, não haveria Salvador nem Aquele que nos guarda, ó Senhor, se não fosse por Tua natureza.

    E nós Te agradecemos e Te adoramos, e oramos para que abras os olhos de todos nós para algo do mistério desse Teu determinado conselho, dessa Tua presciência. Ó Senhor, que todos nós possamos ter algum vislumbre do Teu coração de amor.

    Tu disseste em algum lugar:

    Eu sou o Senhor teu Deus; por isso vós não sois consumidos, ó filhos de Jacó.

    Senhor, achamos admirável que, justamente porque Tu és imutável, não sejamos consumidos. Pois teríamos pensado, Senhor, que Tu, em Tua infinita santidade, majestade e justiça, nos terias feito definhar, nos terias consumido.

    Mas, Senhor, por causa da Tua graça, do Teu amor e da Tua fidelidade, porque os Teus dons e a Tua vocação são irrevogáveis, Tu disseste:

    Por isso, ó filhos de Jacó, vós não sois consumidos.

    Nós Te louvamos, nós Te adoramos, Senhor, e oramos para que nenhum de nós recue e se afaste de Ti, nem caia em pecado, nem escolha uma segunda ou terceira opção inferior à melhor. Mas, Senhor, que escolhamos o que Tu tens de mais elevado e melhor para todos nós, individualmente e como povo.

    E que sejamos guardados do pecado.

    Não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal.

    Assim, nós Te agradecemos, Te louvamos e Te adoramos em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.