Ora, acerca dos dons espirituais, irmãos, não quero que sejais ignorantes.
Sabeis que, quando éreis gentios, éreis levados aos ídolos mudos, conforme éreis conduzidos.
Portanto, faço-vos saber que ninguém, falando pelo poder do Espírito de Deus, diz: “Maldito seja Jesus”; e ninguém pode dizer: “Jesus é Senhor”, senão pelo Espírito Santo.
Ora, há diversidade de dons, mas o mesmo Espírito.
E há diversidade de ministérios, mas o mesmo Senhor.
E há diversidade de operações, mas o mesmo Deus, Que opera todas as coisas em todos.
Mas a cada um é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.
Porque a um é dada, pelo Espírito, a palavra de sabedoria; e a outro, a palavra de conhecimento, segundo o mesmo Espírito;
a outro, fé, pelo mesmo Espírito; e a outro, dons de curar, pelo mesmo Espírito;
e a outro, operações de milagres; e a outro, profecia; e a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e a outro, interpretação de línguas.
Mas todas estas coisas opera um só e o mesmo Espírito, distribuindo particularmente a cada um como Ele quer.
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, sendo muitos, constituem um só corpo; assim também é Cristo.
E, tendo dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, profetizemos segundo a proporção da nossa fé;
se é ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina, ao ensino;
ou o que exorta, à exortação: o que contribui, faça-o com liberalidade; o que preside, com diligência; o que exerce misericórdia, com alegria.
Mas a cada um de nós foi dada a graça segundo a medida do dom de Cristo.
Por isso Ele diz: “Quando Ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens”.
Ora, isto — Ele subiu — que é, senão que também desceu às partes inferiores da terra?
Aquele Que desceu é o mesmo Que também subiu acima de todos os céus, para que enchesse todas as coisas.
E Ele deu uns para apóstolos; e outros, para profetas; e outros, para evangelistas; e outros, para pastores e mestres;
para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo:
até que todos cheguemos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, à condição de homem maduro, à medida da estatura da plenitude de Cristo:
para que não sejamos mais meninos, levados de um lado para outro e arrastados por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro;
mas, falando a verdade em amor, cresçamos em todas as coisas Naquele Que é a cabeça, Cristo;
de Quem todo o corpo, bem ajustado e unido pelo que cada junta fornece, segundo a operação de cada parte na devida medida, efetua o crescimento do corpo para a edificação de si mesmo em amor.
Conforme cada um recebeu um dom, ministrai-o uns aos outros, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus;
se alguém fala, fale como quem transmite os oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede: para que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a Quem pertencem a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.
Querido Pai celestial, ao nos reunirmos aqui em nome do Teu amado Filho, nosso coração está cheio de ações de graças e gratidão. Nós nos prostramos e Te adoramos por Tua bondade, Tua benevolência e Teu amor para conosco.
Nós Te agradecemos por estares conosco durante estes dias. Nós Te agradecemos por nos trazeres a esta última sessão. Tudo isso se deve às Tuas misericórdias, e somos gratos.
Querido Senhor, entregamos esta última sessão em Tuas mãos. Pedimos que continues a falar conosco. Pedimos que tudo o que ainda precisa ser dito seja dito.
Pedimos que nos livres de qualquer confusão que ainda possa haver em nós. Leva-nos de volta à simplicidade de Cristo, para que possamos realmente Te conhecer de maneira viva.
O desejo do nosso coração é conhecer o Teu Espírito. Abre o nosso entendimento e conduz-nos a toda a verdade. Nós Te damos toda a glória. Em nome do nosso querido Senhor Jesus Cristo. Amém.
Agradecemos a Deus por estar conosco durante estes dias. Agradecemos a Deus por nos trazer a esta última sessão da conferência.
A razão de estarmos juntos nesta ocasião é conhecer o Espírito Santo. Espero que, depois destes dias juntos, possamos conhecer o Espírito Santo melhor do que O conhecíamos antes. Espero que isso não aumente a nossa confusão.
Nossa mente pode estar confusa, mas nosso coração sabe muito bem. Sabemos que o Espírito Santo é um só. Sabemos que o Espírito Santo é uma Pessoa. Sabemos que o Espírito Santo é a Pessoa divina.
Sabemos que Ele habita em nós e que Ele é aquele outro Consolador que o nosso Senhor Jesus nos prometeu.
Agora, disseram-me que algumas pessoas estão um pouco confusas porque, quando digo que no Evangelho de João o Espírito Santo é prometido pelo Filho, parece que Ele seria um Espírito diferente daquele prometido pelo Pai, que encontramos em Lucas.
Lembremo-nos, então, de que há um só Espírito. O Espírito é um só. Não conhecemos nenhum outro espírito.
Se alguém conhece algum outro espírito, que espécie de espírito seria esse? Houve um tempo em que os coríntios conheciam outros espíritos. Antes de crerem no Senhor Jesus, conheciam outros espíritos e até adoravam outros espíritos.
Mas, quando vieram ao Senhor Jesus, souberam que há um só Espírito verdadeiro. Ele é o Espírito de Deus. Ele é o Espírito de Cristo. Ele é o Espírito Santo.
Portanto, irmãos e irmãs, o Espírito é um só. Ele é indivisível.
Quando consideramos a obra do Espírito Santo, descobrimos que é possível distinguir aspectos da Sua obra. A razão pela qual procuramos explicá-Lo é facilitar o nosso entendimento, para que tenhamos uma compreensão mais plena do Espírito Santo.
É por isso que nos aproximamos do Espírito Santo por duas perspectivas diferentes. Nós O consideramos sob a perspectiva da Sua Pessoa — isto é, do ponto de vista da vida. Depois, nós O consideramos do ponto de vista da Sua obra, dos Seus dons.
Quer se trate da Sua Pessoa, quer dos Seus dons, precisamos lembrar que é um só e o mesmo Espírito. Quer seja prometido pelo Filho, quer pelo Pai, Ele é o mesmo Espírito.
Lembramos que, na noite em que foi traído, o Senhor Jesus disse aos Seus discípulos:
Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador.
Assim, vemos que essa é a promessa do Filho aos discípulos. A ênfase dessa promessa está na Pessoa do Espírito Santo, porque Ele disse:
Eu rogarei ao Pai que vos envie outro Consolador.
Nosso Senhor Jesus subiu às alturas, e o Espírito Santo representa o nosso Senhor Jesus em nós. Ele defenderá a causa do nosso Senhor Jesus em nossa vida. Ele protegerá o nome do Senhor Jesus em nós, para que Seu nome seja honrado.
Ele cuidará de todos os assuntos do nosso Senhor Jesus, porque pertencemos ao Senhor. Somos Sua herança. O Espírito Santo está aqui para cuidar dessa herança que pertence ao nosso Senhor Jesus.
O Espírito Santo vem a nós para glorificar a Cristo. Ele nos falará tudo a respeito de Cristo Jesus. Ele também nos conduzirá para dentro de Cristo e trará Cristo mais plenamente para dentro de nós, para que sejamos transformados e conformados à imagem do Filho amado de Deus.
Essa é a obra do Espírito Santo. Essa é a principal obra do Espírito Santo: tornar-nos semelhantes a Cristo.
Porque Ele é a Pessoa divina, porque representa Cristo em nós e porque é Deus, precisamos respeitá-Lo. Precisamos ouvi-Lo e obedecer-Lhe. Nossa atitude para com Ele é a mesma que temos para com Deus, porque Ele é Deus.
A Bíblia nos diz repetidamente que não devemos entristecê-Lo. Isso quer dizer que precisamos fazer tudo para agradá-Lo e alegrá-Lo.
Não devemos apagá-Lo. Quando Ele fala em nós, precisamos honrá-Lo. Essa é a nossa atitude. Precisamos conhecê-Lo como essa Pessoa divina, como o outro Consolador.
Isso é importantíssimo em nossa vida cristã. A razão pela qual os cristãos não crescem espiritualmente é que não conhecemos o Espírito Santo como o outro Consolador. Quanto mais O conhecermos, mais Ele nos conduzirá para dentro de Cristo.
Essa é a única maneira de conhecer a Cristo. Essa é a única maneira de amadurecer em nossa vida cristã.
Esse é um aspecto do Espírito Santo que temos considerado juntos. Mas, então, começamos a considerar o outro aspecto, que encontramos no Evangelho de Lucas e no livro de Atos. É a promessa do Pai.
Quando o Espírito Santo vier, vocês serão revestidos de poder do alto, para que possam ser Minhas testemunhas. Dons nos serão dados, e por meio desses dons poderemos servir ao nosso Deus.
Dizemos que a manifestação do Espírito Santo tem dois aspectos. De um modo, Ele Se dá a conhecer a nós pela presença da Sua Pessoa. De outro, Ele Se dá a conhecer a nós concedendo-nos dons.
Por meio desses dons, o Espírito Santo manifesta Seu poder. Agora, o que é poder? Poder é a capacidade de fazer as coisas.
Autoridade é diferente de poder. Autoridade é o direito de fazer as coisas. Um é o direito; o outro é a capacidade.
Muitas vezes, eles vêm juntos, mas às vezes podem estar separados. Se estiverem separados, então vocês terão problemas.
De onde vem a autoridade? De onde vem o direito de fazer as coisas? A autoridade vem da vida, porque não há autoridade senão Deus.
A vida de Deus em nós é autoridade. O Espírito Santo em nós é a autoridade. Precisamos obedecer a essa autoridade. Se obedecermos à autoridade do Espírito Santo em nós, então teremos autoridade.
Se não obedecermos à autoridade do Espírito Santo em nós, então não teremos autoridade alguma. Essa é a diferença entre a autoridade celestial e a autoridade terrena.
Nesta terra, se você chega a determinada posição, tem autoridade. Mas, no mundo espiritual, a autoridade vem da vida — da vida do Espírito Santo em nós —, porque Deus é a única autoridade.
Portanto, irmãos e irmãs, conhecer a Pessoa do Espírito Santo nos dá autoridade em nossa vida espiritual. Nossa vida tem autoridade. Quando as pessoas entram em contato conosco, podem perceber a autoridade de Deus sobre nós.
O poder do Espírito Santo nos dá a capacidade de servir à vontade de Deus. Essas coisas podem ser distinguidas, mas vocês não podem separá-las.
Espero, irmãos e irmãs, que nossa compreensão do Espírito Santo seja uma compreensão unificada. Não tentem separar Sua Pessoa do Seu poder. Eles estão juntos, e precisamos conhecer ambos. Devemos ter uma visão equilibrada disso.
Ontem de manhã, falamos um pouco sobre a manifestação do Espírito Santo na vida, sobre como Ele vem habitar em nós.
Todo crente — todo aquele que crê no Senhor Jesus como seu Salvador pessoal — recebeu o Espírito Santo. Ao mesmo tempo, o Espírito Santo vem e habita em nosso espírito, e está ali para ser o outro Consolador.
Ele nunca nos deixará. Ele é o Chefe que habita em nós. Irmãos e irmãs, vocês são seus próprios chefes ou têm um Chefe que habita em vocês?
Penso que isso faz uma diferença como a que existe entre o céu e a terra quanto a sermos espirituais ou carnais. Isso é decidido por quem é o nosso chefe.
Sim, você crê no Senhor Jesus, mas ainda continua sendo seu próprio chefe, vivendo à sua maneira e para si mesmo? Ou, depois de crer no Senhor Jesus, você descobre que tem um Chefe que habita em você?
Você precisa entregar-se a Ele, entregar seus direitos a Ele e aprender a ouvi-Lo.
Quando pensamos no apóstolo Paulo, no momento em que Cristo lhe foi revelado, a primeira pergunta que ele fez foi:
Quem és Tu, Senhor?
O Senhor disse:
Eu sou Jesus, a Quem tu persegues.
Imediatamente, os olhos desse homem foram abertos, e ele aceitou Jesus como seu Senhor. O Senhor passou a ser o Chefe que habitava nele.
A segunda pergunta que ele fez foi:
Senhor, que queres Tu que eu faça?
Em outras palavras: “Estou à Tua disposição”.
Irmãos e irmãs, essa deveria ser a nossa experiência. Assim que você reconhece que Jesus é seu Senhor e Salvador, a próxima coisa que precisa fazer é dizer: “Senhor, o que queres que eu faça? Tu és o meu Chefe”.
Tu tens o Teu representante em mim: o Espírito Santo, Que habita em mim. Ele Te representa. Ele é o Chefe que habita em mim. Em todas as coisas, grandes e pequenas, preciso ouvi-Lo.
Se eu O ouço, permaneço em Cristo. Se não O ouço, não estou permanecendo em Cristo Jesus.
Isso é absolutamente fundamental para o nosso viver cristão.
Mas, graças a Deus, vemos que Ele não quer apenas que amadureçamos na vida; Ele tem uma missão para cumprirmos. Há uma obra espiritual que precisa ser feita, e, para isso, Ele nos capacitará.
Ele nos dará dons, e, por meio desses dons espirituais, seremos capazes de cumprir a nossa função.
Nesta manhã, gostaríamos de compartilhar um pouco sobre essa área. Quando chegamos à questão dos dons espirituais, encontramos no Novo Testamento quatro passagens em que esses dons são mencionados de maneira especial. São as passagens que lemos no início.
Agora, a primeira pergunta que queremos fazer é esta: por que Deus nos dá dons? Ele já nos deu Sua vida. Por que também nos daria dons? Qual é o propósito de termos dons espirituais?
Os dons são dados para que possamos nos exibir ou são dados por causa Dele?
Encontramos em 1 Coríntios 12:7:
A cada um é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.
É para proveito. Proveito de quem? É para o nosso proveito ou para o Dele?
Penso que é muito evidente que os dons do Espírito Santo não nos são dados para o nosso próprio proveito. São para glorificar o Senhor. São para a edificação do corpo de Cristo. É por isso que o Espírito nos dá dons.
Agora, os dons mencionados no Novo Testamento são a mesma coisa que nossos talentos naturais? Existe alguma diferença entre dons espirituais e talentos naturais?
Muitas vezes, depois que cremos no Senhor Jesus e estamos cheios de zelo, as pessoas procuram nos encorajar. Frequentemente ouvimos alguém dizer: “Agora entregue seus talentos a Deus, para que possa servi-Lo”.
Se você é músico, deve consagrar sua habilidade musical a Deus, adorá-Lo e servi-Lo. Se você é administrador, deve oferecer sua capacidade de administrar à igreja. Talvez possa ser um presbítero. Se você é muito eloquente, então ofereça sua eloquência a Deus, para que Deus seja servido.
Agora, quando falamos de consagração, provavelmente pensamos em oferecer nossos talentos naturais a Deus e, assim, servir ao Seu propósito.
Isso é verdade. Os talentos naturais também nos são dados por Deus. Quando nascemos neste mundo, Deus nos dá certos talentos naturais, porque, sem esses talentos naturais, não podemos viver.
Esses talentos naturais nos dão a capacidade de viver uma vida natural. Mas, irmãos e irmãs, agora somos salvos e, em um só Espírito, fomos batizados em um só corpo. Vamos viver uma vida espiritual.
Ela é diferente da nossa vida passada. No passado, vivíamos segundo nossa natureza e com nossos talentos naturais, procurando tornar nossa vida bem-sucedida. Mas agora estamos em outro tipo de vida.
Antes de tudo, agora estamos vivendo uma vida espiritual — uma vida celestial. Estamos vivendo em um ambiente celestial, porque a igreja é algo celestial. Que capacidade usaremos para viver?
Vocês se lembram da história de Moisés. Moisés foi criado no palácio do Egito. A Bíblia nos diz que ele foi instruído em toda a sabedoria do Egito. Era poderoso em palavras e obras.
De alguma maneira, enquanto sua mãe o amamentava e cuidava dele, ela colocou algo dentro dele. Ela deve ter lhe dito: “Você é hebreu. Deus preservou sua vida para um propósito”.
Isso parece ter entrado no coração de Moisés. Embora fosse o filho adotivo da filha de Faraó e tivesse sido criado no palácio, ele tinha muitos talentos. Não apenas nasceu com talento; por meio da educação, aprendeu muito.
Quando tinha quarenta anos, veio-lhe este pensamento: “Sou hebreu. Não sou egípcio. Preciso ir ver meus irmãos e saber como vivem”.
Quando saiu, viu um egípcio espancando um hebreu. Então ajudou seu irmão segundo a carne. Ele era poderoso em obras e espancou o egípcio até a morte.
No dia seguinte, saiu e viu dois hebreus brigando. Era muito eloquente, então procurou lhes dizer: “Vocês são irmãos. Não devem brigar. Não devem fazer mal um ao outro”.
Inesperadamente, ele foi rejeitado. Fugiu para o deserto para salvar a vida e passou quarenta anos ali cuidando de ovelhas.
Agora, irmãos e irmãs, Moisés tentou servir ao propósito de Deus com seus talentos naturais, com aquilo que havia aprendido no mundo. Pensou que isso fosse suficiente, mas fracassou.
Deus rejeitou aquilo e o levou para o deserto. Durante aqueles quarenta anos, ele teve de desaprender tudo o que havia aprendido antes.
Quando tinha oitenta anos, Deus o chamou. Moisés disse: “Não sei falar”. Ele não estava sendo humilde. Era realmente verdade, porque, durante quarenta anos, havia falado apenas com as ovelhas.
Toda a sua eloquência havia desaparecido. Ele realmente não sabia falar. Toda a sua capacidade natural havia passado pela morte.
Quando ele pensava estar qualificado para servir a Deus, Deus o desqualificou. Mas, quando pensava estar totalmente desqualificado, Deus o chamou.
Deus disse: “Eu estou com você. Não é uma questão do que você é. É uma questão do que Eu sou”.
Irmãos e irmãs, vemos que nossos talentos naturais não podem servir a Deus. Na verdade, nossos talentos naturais têm dado muitas dores de cabeça a Deus.
Nosso talento natural precisa passar pela morte. A única maneira de Deus usar nosso talento natural é depois de ele passar pela morte e ser ressuscitado por Deus.
Às vezes, nossos talentos naturais passam pela morte e são sepultados. Em outras ocasiões, Deus pode permitir que nosso talento natural seja ressuscitado. Mas, quando é ressuscitado, está em outra esfera.
Já não está em suas mãos; está nas mãos de Deus. Às vezes, nossos talentos naturais parecem corresponder aos dons espirituais; outras vezes, podem ser o oposto. Tudo depende de esse talento natural ter passado pela morte e ter sido ressuscitado.
Para que possamos servir a Deus, Deus precisa dar dons aos homens. Um dom é a manifestação do Espírito Santo. Não é aquilo que você possui naturalmente. É sobrenatural e lhe é dado pelo Espírito Santo.
O Espírito Santo dá dons aos homens para manifestar Seu poder.
A todo crente é dado um dom. Por quê? Porque, em um só Espírito, fomos batizados em um só corpo.
Quando você é batizado em um só corpo, o corpo de Cristo, torna-se um membro desse corpo. Como foi constituído membro vivo desse corpo, há uma função específica que Deus determinou que você desempenhe.
Para esse propósito, Ele nos dá os dons espirituais correspondentes. Em 1 Coríntios 12, quando os dons espirituais são mencionados, são mencionados em relação ao corpo.
Os dons espirituais são dados por causa do corpo: para que você seja um membro atuante no corpo de Cristo, para que faça sua parte nesse corpo, para a edificação desse corpo em amor.
Quando você nasce, nasce com um corpo completo. Nasce com olhos, ouvidos, boca, mãos e pés. Todos os órgãos estão ali. Nenhum desses órgãos é inútil.
Deus determinou que cada membro do corpo seja necessário ao corpo.
Muitas vezes, irmãos e irmãs gostam de fazer esta pergunta: “Não tenho nenhum dom espiritual. Como posso saber qual é o meu dom espiritual?”.
Na verdade, é muito simples. Quando uma criança nasce, nasce com todos os membros do seu corpo. Deus já deu a cada membro um dom.
Você nasce com olhos. Os olhos têm a função de ver. O olho vê para o corpo inteiro. O olho não vê para si mesmo; vê para o corpo inteiro.
Essa é a obra que Deus determinou para o olho. Para que possa ver, o olho é dotado de visão. Deus dá ao olho o dom de enxergar para que ele desempenhe sua função específica.
O mesmo acontece com cada membro do seu corpo. Nenhum membro do corpo é desprovido de função. Portanto, nenhum membro do seu corpo é desprovido de um dom.
A Bíblia diz que o Espírito Santo dá um dom a cada membro do corpo.
Em 1 Coríntios 12:11, está escrito:
Mas todas estas coisas opera um só e o mesmo Espírito, distribuindo particularmente a cada um como Ele quer.
O Espírito Santo, ao nos introduzir no corpo de Cristo, já determinou qual função você deve cumprir no corpo. Portanto, conforme Lhe agrada, Ele distribui um dom a cada membro.
Todo crente, por ser membro do corpo de Cristo, recebeu do Espírito Santo pelo menos um dom.
“Mas”, você diz, “não sei qual é o meu dom. Não sei qual é a minha função no corpo de Cristo”.
Agora, irmãos e irmãs, penso que é muito simples. Essa é uma pergunta que vocês não precisam fazer. Isso virá de maneira muito sobrenatural e natural.
Quando um bebê nasce, ele tem olhos, e o dom de enxergar já está ali. Não é dado depois; já está ali. Mas, quando o bebê acaba de nascer, não consegue enxergar, porque precisa de um pouco de crescimento em sua vida.
Então começa a enxergar um pouco. À medida que cresce mais, consegue enxergar mais. Quanto mais enxerga, mais capaz se torna de enxergar.
Isso vem com a vida. À medida que sua vida cresce, o dom que o Espírito Santo lhe distribuiu será manifestado. Quanto mais você exercitar esse dom, mais ele será manifestado.
Espero, então, que isso seja muito prático. Desde que você tenha nascido de novo, assim que se torna membro do corpo vivo de Cristo, seu dom já está ali.
Há certas coisas de que precisamos nos lembrar. Primeiro: sua vida precisa crescer. Se você não crescer espiritualmente, provavelmente nunca exercerá sua função e nunca saberá qual é o seu dom.
Segundo: depois de crer no Senhor Jesus, você precisa apresentar seu corpo a Deus como sacrifício vivo.
Romanos 12 nos diz que, tendo recebido todas as misericórdias de Deus, precisamos apresentar nosso corpo como sacrifício vivo. Isso é santo. Isso é aceitável a Deus. Esse é o nosso culto racional.
Muitos irmãos e irmãs parecem não descobrir quais são seus dons porque nunca se entregam ao Senhor.
Quando você se entrega ao Senhor, diz: “Senhor, sou Teu. Faze comigo o que quiseres”. Se você se colocar nas mãos do Senhor, descobrirá que o dom que Ele lhe deu começará a aparecer.
Terceiro: você precisa ser cheio do Espírito Santo. Quando você é cheio do Espírito Santo, esse dom aparece.
Muitas pessoas estão procurando poder. Penso que os cristãos de hoje estão mais conscientes do poder do que do Espírito Santo. Como o povo de Deus está procurando poder, está procurando dons.
Por isso, hoje nos dizem que, se recebemos uma segunda bênção, se fomos batizados no Espírito Santo, então o poder virá, dons serão dados e poderemos servir com poder.
Por exemplo, na década de 1960, o movimento carismático se espalhou pelo mundo. Pessoalmente, creio que foi um mover de Deus. Muitas pessoas foram fortalecidas pelo Espírito Santo, e muitos dons foram manifestados.
Sempre digo que é muito bom ter um toque do movimento carismático. Mas, se você se aprofundar demais nele, poderá ter problemas, porque há falta de entendimento.
As pessoas pensam que, se tiverem uma experiência, terão poder, e os dons serão manifestados. Em certo sentido, vemos que isso realmente acontece. Mas, ao mesmo tempo, há muitos, muitos problemas.
Em 1935, quando comecei a trabalhar com o irmão Watchman Nee neste ministério, houve uma experiência relacionada ao batismo do Espírito Santo.
Naquele ano, nosso querido irmão Watchman Nee sentia que estava espiritualmente seco. Naquela época, pensava em ir à Inglaterra para visitar o irmão T. Austin-Sparks, na esperança de receber alguma ajuda.
Antes de ir para lá, foi convidado por um irmão, o Dr. Stearns, para ir ao norte da China. Enquanto estava ali, conheceu uma irmã chamada senhorita Fishbach. Essa irmã era muito espiritual.
Durante aquele verão, o irmão Nee ficou convencido a respeito do batismo do Espírito Santo e passou a buscá-lo. Enquanto orava sozinho, teve uma experiência maravilhosa com o Espírito Santo.
Ele voltou sem ir à Inglaterra. Quando retornou a Xangai, todos os cooperadores se reuniram. Durante uma semana inteira, examinamos as Escrituras e oramos durante toda a manhã.
De alguma maneira, pela graça de Deus, tivemos uma experiência. Então começamos a compartilhá-la com os irmãos e irmãs, e houve um grande movimento naquela época.
Os pentecostais ficaram muito felizes. Pensaram que havíamos nos unido a eles. Havia manifestações de dons, profecia, cura e todas essas coisas acontecendo. Isso começou até a se espalhar para outras cidades da China.
Graças a Deus por isso. Mas, infelizmente, por nos faltar entendimento, aos poucos começamos a encontrar problemas em diferentes lugares da China.
Chegou um momento em que pensamos que precisávamos parar e reconsiderar. Não vou contar o que aconteceu, mas algo aconteceu. Procuramos esperar no Senhor e perguntar: “O que isso significa? Por que, enquanto buscamos poder, isso aconteceu?”.
Por fim, chegamos a uma conclusão. A conclusão é muito simples. Ela custa muito caro, mas é tão verdadeira: o Calvário precede o Pentecostes.
A cruz precede o Pentecostes. Se não conhecemos a cruz em nossa vida e chegamos primeiro ao poder, é como dar uma espada a uma criança.
A criança não tem maturidade para manejar essa espada. Ela vai ferir a si mesma e ferir outras pessoas.
Cremos no poder, mas também cremos na cruz. Se tentarmos chegar ao Pentecostes antes do Calvário, teremos problemas.
Um líder carismático muito conhecido me disse, alguns anos atrás, quando tivemos comunhão na Ásia: “Irmão, o problema do nosso movimento carismático é que não pregamos a cruz”.
Precisamos crescer. Precisamos conhecer a cruz. Precisamos saber como nossa carne é tratada, como nossos talentos naturais precisam passar pela morte, como a vida do nosso eu precisa passar pela morte e como a vida de Cristo deve estar no comando.
Então, quando o poder for dado, será usado corretamente.
Mais tarde, à medida que o movimento carismático prosseguia, muito trabalho bom foi realizado, mas também houve muita confusão e muitos problemas. As pessoas tentaram explicar o que havia acontecido.
Alguns teólogos católicos começaram a explicar os fenômenos. Disseram que esse derramamento do Espírito Santo, esse batismo do Espírito Santo e a manifestação dos dons não eram algo novo.
Disseram que se tratava da ativação daquilo que já havia sido dado. Não era uma segunda bênção; era a descoberta da primeira bênção.
É sobre isso que nossos irmãos têm falado durante estes dias. O Pentecostes não pode ser repetido. O Pentecostes é histórico.
Ele aconteceu, de um lado, em Jerusalém, naquele cenáculo, e, de outro, na casa de Cornélio. A promessa se cumpriu nesses dois acontecimentos.
Pois, em um só Espírito, fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gentios. No dia de Pentecostes, os judeus foram introduzidos. Na casa de Cornélio, os gentios foram introduzidos. Isso é o Pentecostes.
Ele se cumpriu de uma vez por todas. Como nosso irmão disse, é exatamente como a redenção. Nosso Senhor Jesus realizou a redenção na cruz. Está consumada. Você não pode repeti-la. Se o fizermos, crucificaremos novamente o Senhor.
Mas isso não significa que, por ser histórico, tenha ficado para sempre no passado. É histórico, mas seu efeito permanece para sempre.
Hoje desfrutamos dos benefícios do Calvário. Recebemos aquilo que já foi realizado. Quando você crê no Senhor Jesus, não é naquele momento que o Senhor é crucificado por você. O sangue já foi derramado. O efeito já está presente.
Quando você crê, o efeito se torna seu. O mesmo acontece com o Pentecostes. Portanto, trata-se de uma ativação.
Em outras palavras, quando você nasce de novo, quando é batizado no corpo de Cristo, já foi batizado no Espírito Santo. Caso contrário, não está no corpo de Cristo.
Como você sabe que foi batizado no Espírito? É muito simples. No momento em que crê no Senhor Jesus, você não apenas toma consciência do seu Pai celestial; também descobre que outro crente é seu irmão ou sua irmã.
Imediatamente, você percebe uma afinidade espiritual. De onde vem essa consciência? Isso é consciência do corpo. É o batismo no Espírito.
Todos nós fomos batizados no Espírito em um só corpo. Quando você é batizado no corpo de Cristo para ser um membro, Deus já o colocou como determinado membro no corpo, segundo o Seu agrado.
É isso que encontramos em 1 Coríntios 12:18:
Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles, como Lhe agradou.
Deus já o colocou como determinado membro no corpo de Cristo. Ao mesmo tempo, agrada ao Espírito Santo capacitá-lo com um determinado dom.
Assim como uma criança que nasce com o dom de enxergar, o dom já está ali. Você tem tudo, mas pode não saber disso. Não tem consciência disso ou não está em condições de perceber o que possui.
Quando você tem uma experiência de ser cheio do Espírito Santo, descobre que tudo é ativado — em outras palavras, tudo ganha vida.
Para mim, essa é uma boa explicação. Essa é a razão pela qual precisamos ser cheios do Espírito Santo.
Como somos cheios do Espírito Santo? Esvazie-se, e Ele o encherá.
Quando você realmente se arrepende e se esvazia diante do Senhor, experimenta um enchimento do Espírito Santo.
O Espírito Santo é como o ar. Ele enche esta sala, mas, como há tantas cadeiras e pessoas aqui, é como se vocês tivessem comprimido o ar em certos espaços vazios.
Quando retiramos todas as cadeiras e todas as pessoas, percebemos que o ar enche a sala inteira.
Irmãos e irmãs, o que precisamos é ser esvaziados. Essa é a obra do Espírito Santo. Ele está nos esvaziando. Está nos esvaziando do pecado.
Se há pecado, Ele fica entristecido. Se há o mundo — interesses mundanos —, se estamos ocupados com o mundo, então o Espírito Santo fica entristecido em nós. Ele não consegue Se manifestar.
Se estamos cheios de nós mesmos, então Ele é apagado. Se somos tão centrados em nós mesmos, não é de admirar que não tenhamos consciência da Sua presença.
Precisamos ser esvaziados do pecado, do mundo e de nós mesmos. Então Ele nos encherá.
É claro que não experimentamos isso até chegarmos ao fim de nós mesmos. Há uma razão pela qual precisamos ser cheios repetidas vezes.
Às vezes, quando você se sente seco ou oprimido, vai ao Senhor. Arrepende-se. Volta-se para Ele. Permite que Seu Espírito o examine.
Quando Ele o ilumina, você se entrega. Às vezes, você passa por uma crise que não consegue superar. Vai ao Senhor. Ora. Arrepende-se. Apresenta seu corpo como sacrifício vivo.
Então recebe o poder para atravessar essa situação.
Às vezes, quando você está servindo ao Senhor e percebe que não há poder, vai ao Senhor — não por sua própria causa, não para se exibir, mas por causa Dele.
Você sente um encargo e o leva ao Senhor. Ele o examinará, examinará cada parte da sua vida e, quando essas coisas tiverem sido tratadas, Ele o encherá.
Então você experimenta outro enchimento do Espírito Santo.
Essa é a ativação daquilo que Deus já lhe deu. Não há razão para ficarmos implorando e implorando, chorando e chorando. Ele nos trouxe ao lugar certo. Basta olhar para o alto, e ali está Ele.
Alguns irmãos e irmãs podem ter outra pergunta: podemos pedir dons?
Segundo 1 Coríntios 12, agrada a Deus colocar-nos no corpo como membros específicos. Então o Espírito Santo, segundo o Seu agrado, dá a cada um um dom específico.
Se é assim, parece que não precisamos pedir um dom específico, porque ele é dado pelo Espírito Santo conforme Lhe agrada. Ele sempre faz isso de acordo com o membro que você é nesse corpo.
Quando vocês examinam todas essas passagens sobre dons espirituais, percebem que todas estão relacionadas ao corpo. Esses dons devem ser exercidos no corpo e por meio do corpo. Os dons não são dados para serem exercidos independentemente do corpo.
Se Deus já determinou que membro eu sou, e o Espírito Santo, Que conhece a mente de Deus, me deu o dom correspondente, então não há lugar para eu pedir outros dons.
Se sou um olho e peço para ouvir, isso é ridículo. Nesse sentido, vocês não podem pedir dons específicos.
Mas aqui, em 1 Coríntios 12:31, Paulo diz:
Desejai ardentemente os dons maiores.
E, em 1 Coríntios 14:1, ele diz:
Segui o amor; contudo, desejai ardentemente os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis.
Agora, como vocês conciliam isso? Não pretendo saber a resposta. Tenho meditado e esperado diante do Senhor, mas preciso dizer que não tenho a solução.
Há alguns pensamentos que gostaria de compartilhar com vocês. Paulo, ao escrever essa carta, tinha em vista os crentes de Corinto.
Esses crentes de Corinto não cresceram como deveriam. Sua mentalidade ainda era a de bebês. Tinham uma ideia falsa: pensavam que possuir dons espirituais os tornava espirituais.
Pensavam que, se alguém tivesse dons, instantaneamente se tornaria espiritual. Como eram tão carnais, queriam mostrar quanto eram espirituais. Por isso, buscavam os dons que podiam ser exibidos.
Falar em línguas é uma manifestação visível. Pensavam que, se apenas conseguissem falar em línguas, instantaneamente se tornariam espirituais. Então todos buscavam falar em línguas.
Agora, irmãos e irmãs, existem línguas falsas e também línguas verdadeiras. As línguas não são algo encontrado apenas no cristianismo. Outras religiões têm o mesmo fenômeno; portanto, não se trata de uma experiência exclusivamente cristã.
Os crentes de Corinto buscavam línguas porque era um dom que podia ser exibido de maneira muito clara. Paulo procurava lhes dizer: “Não tenham essa mentalidade infantil de buscar dons para vocês mesmos”.
Vocês devem amadurecer no entendimento. Devem desejar dons maiores — dons que possam ajudar a igreja.
Talvez essa seja uma razão.
À mão é dado o dom de manusear as coisas. Mas, às vezes, quando outros membros do corpo estão paralisados, um membro que normalmente não deveria funcionar daquela maneira pode ser treinado para fazê-lo.
Sabem, a mão pode enxergar. Uma pessoa cega não consegue ler com os olhos, mas pode usar a mão para ler. Isso é especial, mas é a exceção que confirma a regra.
Não há contradição nisso. Pergunto-me se este seria o caso: como tantos membros do corpo de Cristo não estão exercendo sua função, se você realmente ama o corpo de Cristo, pode buscar receber dons que ajudem o corpo.
Deus pode fazer algo muito especial e lhe dar um dom maior. É isso que estou pensando, apenas para a consideração de vocês.
Como os dons devem ser exercidos? Paulo diz:
Eu vos mostro um caminho ainda mais excelente.
Esse é o caminho do amor.
Em outras palavras, é a vida que governa o uso dos dons. Se sua vida é como a de um bebê e você tenta usar seu dom, pode descobrir que, em vez de ajudar as pessoas, apenas exalta a si mesmo.
Mas, se sua vida é madura, ela governa o uso do dom, e o dom edificará a igreja e glorificará a Deus.
Essas duas coisas precisam andar juntas. Quando vocês separam a vida do poder, surgem problemas. Se buscarem poder sem a vida correspondente, descobrirão que o poder pode causar danos.
Mas, de qualquer modo, irmãos e irmãs, todos esses dons são dados para edificar a igreja e glorificar a Deus.
Que o Senhor nos ajude a conhecer o Espírito Santo — Sua Pessoa na vida, para que possamos crescer, e Seu poder por meio dos dons, para que possamos servir ao propósito de Deus.
Tudo vem de Deus e é para Deus. A Ele seja a glória.
Querido Pai celestial, queremos Te agradecer por nos reunires nestes dias. Nós Te agradecemos porque diriges a nossa atenção para conhecermos o Espírito Santo.
Que este seja o começo do nosso conhecimento do Espírito Santo. Há muito a respeito do Espírito Santo, Senhor, que ainda não compreendemos.
Continua a nos ensinar e a nos guiar, para que possamos conhecer o Espírito Santo e, ao conhecê-Lo, conhecer a Deus.
Em nome do nosso Senhor Jesus. Amém.