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THAT THE WORD OF THE LORD MAY RUN AND BE GLORIFIED
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    The Essential Revelation Of God -- His Work © 2026 Christian Testimony Ministry
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    The Essential Revelation Of God -- His Work
    The Essential Revelation Of God -- His Work
    Pittman, Kenny

    A revelação essencial de Deus: Seus caminhos, Sua obra e Sua vontade

    Bom dia.

    Abram comigo no livro de Apocalipse. Vou ler apenas parte de um versículo e, depois, mais um versículo: Apocalipse 1:5-6, começando na metade do versículo 5.

    Àquele que nos ama e nos lavou dos nossos pecados em Seu sangue,
    e nos fez um reino, sacerdotes para Seu Deus e Pai;
    a Ele sejam a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.

    Deixem-me ler mais uma vez.

    Àquele que nos ama e nos lavou dos nossos pecados em Seu sangue,
    e nos fez um reino, sacerdotes para Seu Deus e Pai;
    a Ele sejam a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.

    Oração inicial

    Vamos orar mais uma vez. Senhor, nós Te agradecemos pela Tua Palavra. Sabemos que as Tuas palavras são espírito e vida. Sabemos que, se Tu não falares, não há valor algum.

    Nós simplesmente nos achegamos a Ti. Respondemos como Pedro em João 6:68:

    Senhor, Tu tens as palavras da vida eterna.

    Fala conosco.

    Desvenda aquilo que nos parece óbvio na Tua Palavra e faze-nos contemplar coisas que ainda não contemplamos. Faze-nos ver coisas que ainda não vimos. Abre os nossos olhos para Te vermos de uma maneira nova e viva.

    Só Tu tens as palavras da vida eterna. Tanto os que estão ouvindo quanto aquele que fala dependem inteiramente do Teu Espírito Santo para que fale conosco hoje. Em nome de Jesus, amém.

    A revelação essencial de Deus

    Esse pequeno versículo e meio é um texto muito curto, mas creio que trata de um assunto enorme. É muito breve em sua extensão, mas muito amplo em seu conteúdo.

    Alguns de vocês não estavam aqui há uns dois meses — talvez já tenha passado mais tempo —, quando os irmãos foram ao retiro em Delmarva com Ed Miller. Eu comecei e compartilhei a primeira mensagem sobre esta expressão: “Àquele que nos ama”.

    Hoje, vamos nos concentrar na segunda expressão: “e nos lavou dos nossos pecados em Seu sangue”.

    Deixem-me apresentar um pouco do contexto para aqueles que não estavam aqui. Não quero entediá-los com explicações preliminares, mas acho importante estabelecer o contexto.

    O encargo que o Senhor colocou no meu coração, nesse pequeno texto, é que há algo de Deus que precisamos enxergar e que é essencial. Minha filha diz que eu fico preso nessa palavra; então, se eu os entediar com ela, vou tentar trocá-la de vez em quando. Mas há algo essencial que precisamos enxergar de Deus.

    Se não enxergarmos isso, não enxergaremos corretamente. Podemos ter uma visão cruzada. Podemos ter visão dupla. Sabe, podemos ter uma visão embaçada, como aquele homem que só enxergava árvores.

    Talvez não nos apropriemos das coisas do Senhor na perspectiva correta se não tivermos essa revelação essencial de Deus.

    Creio que esse versículo e meio nos apresenta três coisas. Embora seja pequeno como texto, é grande em seu contexto. Ele nos fala dos Seus caminhos, mostra-nos a Sua obra e revela-nos a Sua vontade.

    Essas três coisas compõem a revelação essencial — ou, digamos, indispensável — de Deus. Há três coisas que vocês precisam enxergar. Nós complicamos demais a vida cristã.

    O conhecimento de Deus por meio dos Seus caminhos

    Você precisa saber Quem Deus é. Essa é a primeira coisa. Não há nada mais importante do que saber Quem Deus é. Tudo começa com esse fundamento.

    Nosso único fundamento é Cristo Jesus. Como diz 1 Coríntios 3:11:

    Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

    Ele é a única rocha sobre a qual edificamos tudo.

    Então, primeiro: precisamos saber Quem Deus é. Sabemos isso ao descobrir os Seus caminhos.

    O conhecimento de Deus por meio da Sua obra

    Segundo: precisamos saber o que Deus faz. Não apenas Quem Ele é, mas o que Deus faz. Precisamos não apenas conhecer os Seus caminhos, mas também enxergar a Sua obra.

    Se não enxergarmos o que Ele fez, se não enxergarmos o que Ele realizou, nunca poderemos entrar em um relacionamento pleno com Deus. Você precisa enxergar não apenas Quem Ele é, mas também o que Ele fez. Precisa enxergar os Seus caminhos e a Sua obra.

    Creio que essas são revelações essenciais.

    O conhecimento de Deus por meio da Sua vontade

    Mas não é só isso. Esse pequeno texto nos apresenta uma terceira coisa:

    E nos fez um reino, sacerdotes para Seu Deus e Pai;
    a Ele sejam a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.

    Creio que isso tem a ver com o Seu coração. Creio que tem a ver com a Sua vontade. Podemos dizer de outra maneira: precisamos enxergar qual é o Seu propósito. Precisamos enxergar o que está em Seu coração.

    Mantendo o tema das três palavras que, em inglês, começam com “W”, precisamos enxergar qual é a Sua vontade. Portanto, há três coisas essenciais que precisamos enxergar:

    • Seus caminhos;
    • Sua obra;
    • Sua vontade.

    Isso, irmãos e irmãs, nos dá entendimento de tudo o que Deus está fazendo.

    Cristo como o ponto fixo de Deus

    Lembro-me de um dos primeiros cursos de desenho arquitetônico que fiz. Fazíamos o que se chama desenho em perspectiva. Não sei se vocês sabem o que é um desenho em perspectiva, mas perspectiva é a maneira de enxergar alguma coisa.

    Se você não enxerga uma coisa corretamente, dizem que está com a perspectiva errada, não é? Provavelmente já lhe disseram isso. Com certeza já me disseram isso.

    Quando fazíamos esses desenhos, havia um único ponto que determinava o desenho inteiro. Se você não enxergasse as coisas a partir daquele ponto único, chamado ponto de observação, tudo ficava distorcido. Tudo ficava errado. Tudo ficava fora de foco.

    Você não enxergava as coisas corretamente. Não via as coisas como deveria. Não tinha a perspectiva correta se o seu ponto de observação estivesse errado. Era um único ponto fixo.

    Espero que vocês estejam acompanhando aonde quero chegar. Esse único ponto fixo é o Senhor Jesus. Ele é o ponto de observação de Deus. Ele é a totalidade do pensamento de Deus.

    Tudo gira em torno do Senhor Jesus. Tudo está no Senhor Jesus. Tudo é por meio do Senhor Jesus. Pensem no versículo completo que nossa irmã leu há pouco: toda a plenitude da Divindade está no Senhor Jesus. Foi do agrado de Deus que ela habitasse ali.

    Esse é o ponto de observação. Nosso foco precisa estar Nele. Se nosso foco estiver em qualquer outra coisa, se começarmos de qualquer outro ponto, começaremos fora do lugar — e permaneceremos fora do lugar.

    A distinção entre o essencial e o importante

    Vocês entendem a diferença entre o essencial e o importante? Não quero deixar a Jessica maluca até o fim desta mensagem.

    O problema é que pegamos essas duas palavras e fazemos delas uma só. Existe uma diferença entre essencial e importante.

    Quando você olha para o livro de Apocalipse, há muitas revelações, por assim dizer. Muitas coisas nos são desvendadas nesse livro. Poderíamos passar o tempo todo falando sobre o que há nele — todas essas numerosas revelações —, e creio que todas são importantes.

    Mas, quando começamos esse livro, começamos a enxergar qual é a revelação essencial. Ele começa a nos desvendar o que é vital. A palavra essencial significa simplesmente indispensável. Você não pode viver sem isso.

    Há coisas importantes — coisas importantes para você e coisas importantes para mim — que não são essenciais. Podemos não concordar quanto à segunda vinda. Você pode ter uma visão diferente. A segunda vinda é importante. Ela vai acontecer. Um dia veremos quem está certo. Ele está certo.

    Mas o essencial é enxergar o Senhor Jesus. Isso é indispensável.

    Assim, o autor desta carta começa nos dando uma chave. Ultimamente, temos falado sobre chaves. Em Apocalipse 1:1, está escrito:

    Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer.

    Esse é o título do livro inteiro. Essa é a explicação de todo o livro de Apocalipse. É a revelação, não de muitas coisas, mas a revelação do Senhor Jesus Cristo, que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos.

    Eu costumava ler isso no singular — “Seu servo” —, pensando em João. Graças a Deus, essa revelação não foi dada apenas a João; essa revelação indispensável é dada a todos os que creem. Deus quer revelar o Seu Filho.

    O amor como o caminho supremo de Deus

    É nessa direção que estamos seguindo. Na última vez, examinamos esta primeira expressão: “Àquele que nos ama”. Dissemos que, nela, começamos a descobrir os caminhos de Deus.

    Refletimos sobre três coisas. Em primeiro lugar, conhecer os Seus caminhos. No Antigo Testamento, Deus tinha uma questão com o Seu povo, e essa questão, como diz Salmos 95:10, era:

    Sempre erram em seu coração.

    Esta é a acusação:

    Não conheceram os Meus caminhos.

    Esse era o resumo do Antigo Testamento.

    Acho que vocês conhecem a oração de Davi, e creio que faríamos bem em torná-la nossa oração. Davi orou assim em Salmos 25:4:

    Faze-me conhecer os Teus caminhos, ó Senhor;
    ensina-me as Tuas veredas.

    Faze-me conhecer os Teus caminhos.

    Depois, Moisés — muitos de vocês conhecem a distinção apresentada em Salmos 103:7:

    Fez conhecidos os Seus caminhos a Moisés,
    e os Seus feitos aos filhos de Israel.

    Vocês enxergam a diferença? O que precisamos conhecer são os Seus caminhos.

    Quando chegamos ao livro de Apocalipse, essa pequena expressão, “Àquele que nos ama”, nos mostra o Seu caminho supremo. Seu caminho é o amor.

    Se não tivermos uma profunda compreensão de que tudo o que Deus faz procede desse caminho supremo, perderemos de vista tudo o que Ele está fazendo. Tudo tem a ver com o amor. Isso resume tudo o que está no coração de Deus.

    Quando João escreveu sob a inspiração do Espírito Santo, duas vezes, em 1 João 4:8 e 1 João 4:16, ele disse simplesmente:

    Deus é amor.

    Esse é o Seu caminho. Isso é Quem Ele é.

    Essa única declaração de três palavras nos dá percepção — revelação — de Quem Deus é. O amor explica tudo.

    A prática do amor como caminho de Deus

    Depois, examinamos o andar nos Seus caminhos. Nosso irmão Jim tem compartilhado sobre Efésios. Efésios 5:2 diz, naquela parte prática:

    Andai em amor, assim como Cristo Jesus vos amou.

    O Senhor disse em João 13:34, naquele último encontro com os Seus:

    Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros;
    assim como Eu vos amei.

    Depois, no versículo seguinte, João 13:35, Ele diz:

    Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos.

    Essa é a marca distintiva que você e eu devemos ter como cristãos. É assim que o mundo deve sentir um cheiro — se isso não os ofende —, ter uma percepção de Quem Deus é. As pessoas veem algo diferente. Dizem: “Aquelas pessoas realmente se amam”.

    Essa deve ser a marca distintiva da igreja.

    Muitas vezes, ficamos tão presos àquilo que a igreja é e à maneira como ela funciona. Mas eu gosto muito daquela ilustração viva em 1 Coríntios. Em 1 Coríntios 12, descobrimos o que é a igreja: o corpo de Cristo, muitos membros convivendo e se reunindo.

    Também examinamos 1 Coríntios 14 e vemos o corpo de Cristo funcionando em conjunto para a edificação, em que tudo é feito com decência e ordem. Quando o incrédulo entra no meio deles, diz: “Certamente Deus está aqui”. Essa é a sua reação.

    Mas, entre esses dois capítulos, está a chave. 1 Coríntios 13 é a chave. A chave é o amor.

    Se não há amor, há apenas um sistema. Se não conhecermos os caminhos de Deus, nunca poderemos passar do entendimento do corpo de Cristo para o funcionamento do corpo de Cristo.

    Gosto de contar histórias, mas não vou contar a história que contei antes. Há algo entre essas duas coisas que as torna eficazes, e esse algo é 1 Coríntios 13: o amor.

    Agora vocês estão por dentro. Não precisam voltar para ouvir a mensagem.

    A obra essencial de Deus

    Precisamos compreender os Seus caminhos. A segunda coisa, hoje, vem desta segunda expressão: “e nos lavou dos nossos pecados em Seu sangue”. Precisamos compreender a Sua obra.

    Se você não enxergar o que Deus fez, nunca entrará em uma vida plena de comunhão e liberdade com o Senhor. Nunca entrará.

    Se não tivermos a revelação indispensável daquilo que Ele fez por nós, daquilo que realizou por nós, nunca entraremos em uma expressão plena de vida com o Senhor Jesus. Sua obra é essencial.

    Muitas vezes, quando pensamos na vida cristã, ou quando estamos voltados para o serviço, pensamos em nosso trabalho com Deus. Citamos 1 Coríntios 3:9, que diz:

    Somos cooperadores de Deus.

    Gosto do que o irmão Darby diz. Ele diz que isso pode ser traduzido como “trabalhadores” ou “trabalhadores juntamente com Deus”, mas afirma que essa tradução vai longe demais, como se o trabalho fosse nosso.

    Ele diz que o sentido, na verdade, é que somos trabalhadores a serviço de um mestre. Somos companheiros realizando o trabalho do Chefe. Vocês entendem a diferença?

    Às vezes, quando se trata da vida cristã e do serviço cristão, tudo gira em torno do nosso trabalho. Mas, na Bíblia, a ênfase está na obra de Deus. Está na obra Dele. Está naquilo que Ele faz. Nós simplesmente entramos naquilo que Ele faz.

    Não sei se vocês ainda usam muito a palavra inglesa journeyman, que designa esse tipo de trabalhador. Talvez as pessoas já não tenham muita noção dela. John está balançando a cabeça; ele deve saber o que significa. Mas eu penso no boxe. Estou revelando meus segredos mais íntimos: sou fã de boxe.

    Isso costumava deixar as irmãs indignadas. Elas diziam: “Como você pode ser cristão e gostar de boxe?”. Mas sempre se fala de um boxeador journeyman, um lutador de nível intermediário. Ele não tem tantos recursos. É apenas um lutador comum. Vai aqui e luta, vai ali e luta, e todos os grandes nomes o usam como saco de pancadas humano.

    Não temos capacidade em nós mesmos para realizar a obra. É somente quando enxergamos a Sua obra, somente quando o Espírito Santo vem habitar em nós e realiza por nosso intermédio a Sua obra, que compreendemos o que é a obra de Deus.

    Deus em atividade na criação

    Vamos começar pelo Antigo Testamento. A obra de Deus no Antigo Testamento. Talvez vocês achem interessante saber isto: qual vocês acham que é a primeira visão de Deus no Antigo Testamento?

    Abram comigo em Gênesis 1. A primeira visão de Deus no Antigo Testamento é a de Deus trabalhando. Essa é a primeira coisa que vemos: Deus está trabalhando.

    Gênesis 1:1 diz:

    No princípio, Deus criou os céus e a terra.

    Aqui está Deus. O que Ele está fazendo? Está trabalhando.

    Creio que isso é significativo. Vocês podem achar que estou forçando a interpretação, mas a primeira visão, a própria visão inicial de toda a Bíblia, é a de Deus trabalhando.

    Depois, temos o segundo versículo:

    E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo:
    e o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas.

    Parece-me — e vocês podem não concordar; talvez seja algo importante, mas não essencial — que alguma coisa aconteceu. Alguma coisa entrou em cena. Algo, ao que parece, tentou destruir a obra de Deus.

    Havia desolação e vazio. Tiro isso de Isaías 45:18, se vocês quiserem conferir depois, onde se diz que Deus criou os céus e a terra — não, esta é minha paráfrase, como desolação e vazio —, mas os criou para serem habitados.

    Deus não os criou dessa maneira. Alguma coisa cataclísmica aconteceu.

    Na minha compreensão, se você aceita o que se chama teoria do intervalo, esse é o período da rebelião de Satanás. Satanás entrou em cena e levou consigo um terço dos anjos em rebelião. O resultado foi desolação e vazio.

    Algumas pessoas acham que é grande coisa conseguir que os outros concordem com elas. Satanás conseguiu que um terço dos anjos o acompanhasse.

    Corá quase convenceu todo o Israel, ali ao pé daquele monte, a fazer um bezerro, a adorar um bezerro, e eles disseram: “Este é o nosso deus, que nos tirou do Egito”.

    Nunca pense que uma coisa está certa só porque algumas pessoas a acompanham.

    Mas então chegamos ao terceiro versículo e vemos novamente Deus trabalhando. Gênesis 1:3 diz:

    E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

    Vemos mais uma vez esse Deus que mostrou Seu enorme poder ao criar os céus e a terra. Ele começa a restaurar o que se perdeu, começa a recriar e começa a revelar aquilo que realmente deseja.

    Agora, santos, aqui está o que me encoraja: Deus nunca desiste da Sua obra.

    Vocês me ouviram? Ouviram mesmo? Deus nunca desiste da Sua obra.

    Alguma coisa entrou em cena. Alguma coisa se intrometeu. Algo de proporções enormes entrou em cena, mas Deus não permitiu que isso impedisse aquilo que estava em Seu coração.

    Assim, quando chegamos ao terceiro versículo, começamos a ver Deus, em Seu poder criador, dando início à Sua obra.

    A conclusão da obra de Deus

    Abram em Gênesis 2. Gênesis 2:1-3 apresenta um resumo de tudo isso:

    Assim foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército.
    E, no sétimo dia, Deus acabou a Sua obra que tinha feito;
    e descansou, no sétimo dia, de toda a Sua obra que tinha feito.
    E Deus abençoou o sétimo dia e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra que Deus criara e fizera.

    Não sei se vocês perceberam, mas a palavra acabou, ou acabados, aparece duas vezes nesses três versículos. A expressão Sua obra aparece três vezes nesses três versículos, e feito ou fizera aparece três vezes nesses três primeiros versículos.

    Irmãos e irmãs, aqui está o encorajamento: Deus conclui a Sua obra.

    Duas vezes se diz que Ele havia concluído a obra. Isso não é uma boa notícia?

    Tenho um mau hábito. Não me importo de contar — Linda, vocês podem perguntar à Linda —, às vezes tenho dificuldade de terminar as coisas. Consigo chegar a uns noventa por cento. Ela diria sessenta por cento, tenho certeza. Então não termino completamente.

    Mas, graças a Deus, Deus sempre conclui a Sua obra. Depois, Ele descansa naquilo que faz.

    Vocês sabem que nós, seres humanos, fomos criados no sexto dia? O que aconteceu no sétimo dia? Pensem nisso. O que aconteceu no sétimo dia?

    Não havia trabalho a fazer. A obra estava concluída. O trabalho havia terminado. Tudo o que o homem e a mulher precisavam fazer era entrar naquilo que Deus já havia feito — Sua obra consumada.

    Irmãos e irmãs, isso deveria nos dizer muita coisa. Espero que vocês não se incomodem por eu ficar animado com isso, mas nossa perspectiva não é o trabalho. Nossa perspectiva é o descanso.

    Entramos em tudo o que Deus realizou em Sua obra, e nosso começo é no descanso. Vocês se lembram do que disse o profeta em Isaías 30:15:

    Na conversão e no descanso, sereis salvos.

    Ah, para mim isso é maravilhoso. Deus trabalha, conclui Sua obra, e nós descansamos.

    Que lugar maravilhoso: durante seis dias Ele realiza Sua obra; no sétimo dia, descansa.

    Agora, pensem comigo. Tenham paciência comigo. Quero ampliar um pouco a imaginação de vocês. Para vocês, literalistas, que não aceitam a teoria do intervalo — literalistas dos seis mil anos —, um dia para o Senhor é como mil anos. Vocês se lembram disso no Novo Testamento.

    Talvez a história seja uma repetição desses seis dias. No sexto dia, o homem foi criado; e, em nosso tempo, estamos no sexto dia, e esse novo Homem, Cristo — Cabeça e Corpo —, foi criado. No sétimo dia, somos conduzidos ao descanso pleno.

    É impressionante. É só uma pequena provocação. Isso não faz parte da leitura obrigatória, por sinal. Uma pequena provocação: sexto dia, e estamos prestes a entrar no pleno descanso de Deus.

    A obra de Deus ao longo das Escrituras

    Bem, espero que vocês estejam percebendo: Deus está trabalhando.

    Muitas vezes, pensamos no nosso trabalho. Você vai pela estrada e vê uma placa laranja bem grande. É preciso prestar atenção àquelas placas laranjas bem grandes. Nem sempre eu as vejo muito bem.

    A grande placa laranja diz: “Homens trabalhando”. Vocês já viram essa placa. Geralmente significa que você deve reduzir a velocidade e prestar atenção.

    Creio que, quando olhamos para a Bíblia, deveria haver uma imagem ainda maior dizendo: “Deus trabalhando”.

    Esse é o resumo de toda a Bíblia.

    A obra do Pai e do Filho

    Agora vamos ao Novo Testamento. Quando chegamos ao Novo Testamento, o que o Senhor Jesus disse? Em João 4:34, quando Ele estava com a mulher junto ao poço e os discípulos voltaram e estranharam que Ele estivesse conversando com ela, Jesus lhes disse:

    A Minha comida é fazer a vontade Daquele que Me enviou e realizar a Sua obra.

    Essa era toda a missão do Senhor Jesus. Essa era toda a explicação do Senhor Jesus.

    Jesus lhes disse:

    A Minha comida é fazer a vontade Daquele que Me enviou e realizar a Sua obra.

    Essa foi a razão pela qual nosso Senhor veio.

    Em João 5, vocês se lembram da história do homem junto ao tanque, que estava ali havia trinta e oito anos. De tempos em tempos, as águas do tanque eram agitadas, e todos os que estavam deitados ao redor tentavam ser os primeiros a entrar. Se fossem os primeiros, seriam curados de suas doenças e enfermidades.

    Havia um homem ali havia trinta e oito anos. Era impossível não sentir pena dele. Faz trinta anos que compareço à minha empresa. Esse homem aparecia todos os dias com sua cama, durante trinta e oito anos, esperando que as águas fossem agitadas.

    No momento em que pensava que conseguiria entrar no tanque, outra pessoa chegava antes. O Senhor o curou. Disse, em João 5:8:

    Toma a tua cama.

    Que grande obra.

    Os judeus ficaram furiosos porque Ele fez isso no sábado. Essa passagem diz que procuravam matá-Lo.

    Ele acabara de dizer para que tinha vindo: fazer a obra do Pai, concluir Sua obra. E eles tentaram matá-Lo.

    Mas Jesus lhes disse — esta foi Sua única resposta, em João 5:17:

    Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho.

    Louvado seja o Senhor. A Bíblia inteira é Deus trabalhando.

    As obras maravilhosas de Deus

    Então pensei no coração da Bíblia. Em Salmos, você não vê apenas o coração da Bíblia — literalmente, o centro da Bíblia —, mas vê o coração do coração da Bíblia. Você vê adoração. Vê louvor. Vê reverência.

    Você vê aqueles que valorizavam Deus, que derramavam suas vidas por Deus — o coração dentro do coração.

    Ali, vemos expressões que se repetem: Suas obras maravilhosas, Suas obras poderosas, os prodígios que Ele realizou e as obras de Suas mãos.

    Se algum dia vocês quiserem fazer um estudo, é interessante procurar a palavra obra e percorrer os Salmos.

    Salmos 107 tem uma expressão que se repete várias vezes. Salmos 107:8 diz:

    Louvem ao Senhor pela Sua bondade
    e pelas Suas maravilhas para com os filhos dos homens!

    Isso se repete várias vezes:

    Deem graças ao Senhor pelas Suas maravilhas,
    que Ele realizou para com os filhos dos homens.

    Irmãos e irmãs, devemos dar graças. Quando contemplamos Suas obras, devemos dar graças. Obras maravilhosas, obras poderosas, obras majestosas, obras extraordinárias — obras tão grandes que é preciso usar os adjetivos mais intensos para descrevê-las.

    Nunca vou esquecer que, sem saber muito de inglês, quando retomei meus estudos mais tarde na vida, tive de fazer várias disciplinas de literatura. Eu temia aquilo. Não consigo dizer a vocês como foi difícil.

    Eu sei que a literatura tem valor. Não me entendam mal. Mas, para um engenheiro, muitas vezes ela pode parecer uma língua estrangeira.

    Escrevi um trabalho que achei bom. Depois descobri que havia usado superlativos demais. O professor pegou no meu pé por usar a palavra grande muitas vezes.

    Ele disse: “Você não deveria usar essa palavra, grande”. Eu achava que era uma palavra perfeitamente boa. Qual é o problema com grande?

    Então descobri que, pelo menos no mundo acadêmico, dizem que devemos usar superlativos apenas raramente, porque, na maioria das vezes, quando os usamos, estamos exagerando o que descrevemos.

    Mas, quando o salmista falava das obras de Deus, ele não conseguia se conter. Dizia: “São obras maravilhosas. São obras poderosas. São obras extraordinárias”.

    Quando você pensa na obra de Deus, só pode usar superlativos.

    A obra suprema da redenção

    A segunda coisa sobre a qual queremos refletir é a obra suprema de Deus. Voltem ao nosso texto, se ainda estão comigo, se ainda não expiraram.

    O primeiro ponto foi a obra de Deus: uma visão geral ao longo da Palavra de Deus. O segundo ponto é a obra suprema de Deus.

    Quando voltamos ao livro de Apocalipse, vemos esta expressão: “e nos lavou dos nossos pecados em Seu sangue”.

    Irmãos e irmãs, essa é a obra suprema dentre todas as obras de Deus. É a obra das obras. É a maior obra. É a maior realização.

    Deus toma aquilo que, em nós, não era nada e nos transforma por meio da obra da cruz e do sangue do Senhor Jesus. Irmãos e irmãs, precisamos enxergar como essa obra é grande.

    Essa obra foi tão grande que exigiu a morte do Filho de Deus. Pensem nisso.

    A redenção como realidade superior ao indulto

    Eu reclamo quando as pessoas dizem que o nosso perdão é como um indulto presidencial. Vocês já me ouviram dizer isso. Não tem nada a ver com um indulto presidencial.

    É verdade que você estava no corredor da morte. É verdade que estava prestes a chegar ao fim. É verdade que estava morto em delitos e pecados. Mas há uma diferença enorme.

    Aqueles que se opõem à pena de morte lutam até o último minuto por um indulto. Seu último recurso é esperar por um indulto do chefe do Executivo. Esse governante, com uma única palavra, pode dizer: “Você está livre”, e você será livrado da morte.

    O Senhor Jesus não fez isso. Pensem nisso.

    2 Coríntios 5:21 diz:

    Àquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecado por nós;
    para que Nele nos tornássemos justiça de Deus.

    Ele não Se limitou a emitir um decreto celestial, enviá-lo pelos dois terços dos anjos que restaram e dizer: “Vão e anunciem ao mundo que vocês estão livres”. Deus diz; creia.

    Mas esta é a Sua Palavra:

    Aquele que não conheceu pecado foi feito pecado por nós,
    para que Nele nos tornássemos justiça de Deus.

    Leiam novamente essa expressão: “e nos lavou dos nossos pecados em Seu precioso sangue”.

    Queridos santos, isso não é um indulto do Executivo. É a morte do próprio Executivo.

    Que grande obra. Que obra maravilhosa. Que obra poderosa. Que obra majestosa.

    No dia em que o Salvador morreu — vocês conseguem imaginar? —, vocês foram libertos dos seus pecados. Essa é a obra suprema de Deus.

    A obra que encerra completamente o passado

    A obra suprema faz três coisas. Primeiro, encerra completamente o passado.

    Suas consequências são tão poderosas que ele usa as palavras: “Ele nos lavou em Seu precioso sangue”. Esse verbo está no passado. Essa é uma obra consumada. Ele nos lavou — lavou — em Seu precioso sangue. Está feito.

    Nessa grande e poderosa obra, Ele nos liberta de todo o passado.

    O melhor que o Antigo Testamento oferecia, quando lemos Salmos 32:1, era isto:

    Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada,
    cujo pecado é coberto.

    O melhor que o Antigo Testamento podia fazer — e não quero diminuir a obra de Deus no Antigo Testamento — era limitado em poder e alcance. O máximo que podia fazer, com uma oferta anual no Dia da Expiação, era fornecer um sacrifício de sangue para cobrir os pecados.

    Mas aqueles pecados nunca eram removidos. Nunca eram removidos.

    Sempre havia, como diz Hebreus, uma recordação dos pecados cometidos no passado. Anualmente, aquele sacrifício precisava ser feito outra vez, e outra vez, e outra vez, para cobrir os pecados e permitir que o sumo sacerdote estivesse na presença de Deus.

    Espero que vocês enxerguem a diferença entre a grande obra do nosso Salvador e a obra do Antigo Testamento.

    Tenho um mau hábito. É uma coisa de nerd: coloco canetas demais no bolso. Tento me controlar, mas sempre levo uma caneta preta e uma vermelha.

    Um dos meus engenheiros diz: “Você parece um nerd. Tem cinco ou seis canetas. Por favor, tire algumas do bolso”. Eu digo: “Bem, todas são necessárias. Tem um lápis, uma borracha, uma caneta vermelha, uma preta e um marca-texto”.

    Todas essas coisas são importantes — talvez não essenciais, mas indispensáveis. Mas são importantes.

    Tenho o mau hábito de, às vezes, com pressa numa sala de reuniões, colocar a caneta no bolso assim. Linda, prometo que não vou fazer isso. Vocês nunca fizeram isso?

    Nunca vou esquecer. Fui à ODU e precisava falar a educadores de ensino a distância de todo o país. Saí do carro, fui até o púlpito, abri a camisa e tinha uma mancha preta enorme. Enorme.

    Foi o momento mais constrangedor da minha vida. Pedi desculpas e disse: “Vocês acham que estou encrencado agora? Esperem até eu chegar em casa”. Era minha melhor camisa.

    Linda ainda me faz usar aquela camisa.

    Se algum dia vocês me virem com meu suéter vermelho, têm minha permissão para tirá-lo. O vermelho só está cobrindo as manchas.

    Mas, quando chegamos ao Novo Testamento, essa obra é tão grande que encerra o passado.

    Isaías 1:18 diz:

    Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor:
    ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve;
    ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.

    Louvado seja o Senhor, pois essa lavagem pelo precioso sangue remove completamente as manchas.

    Em Jeremias 31:34, quando o profeta anunciou a nova aliança que viria, ele disse:

    Perdoarei a sua iniquidade,
    e do seu pecado não Me lembrarei mais.

    Não fique lembrando a Deus aquilo que Ele esqueceu.

    Não fique se castigando pelo passado. Ele está debaixo do sangue de Jesus. Foi embora. Está coberto — desculpem, não está apenas coberto. Foi tirado. Foi lavado.

    Ah, essa é a obra da cruz. Como essa obra é grande.

    A Bíblia chega a dizer, creio que em Salmos 103:12, que Ele afasta de nós os nossos pecados quanto o Oriente está longe do Ocidente. Agora, pensem nisso: qual é essa distância?

    Suponham que o salmista dissesse: “Afastarei os seus pecados tanto quanto Damasco está longe de Jerusalém”. Entenderíamos isso. Ou suponham que Ele dissesse: “Seus pecados serão afastados tanto quanto o Polo Sul está longe do Polo Norte”. Uma distância e tanto, não é?

    Mas Ele disse: “Quanto o Oriente está longe do Ocidente”. Isso é linear. Não fiquem presos ao fato de que o globo é redondo, dizendo: “Ah, ele dá a volta; então preciso continuar me lembrando”.

    Essa é uma escala linear:

    Quanto o Oriente está longe do Ocidente,
    tanto tem Ele afastado de nós as nossas transgressões.

    Isso não é suficiente? Cristãos demais ficam presos ao passado. Em Cristo, o passado foi eliminado. Acabou. Essa é a obra suprema de Deus.

    A obra que trata do pecador

    Não é só isso: Ele trata da pessoa. Ele trata da pessoa.

    Deus, em Sua sabedoria, reconhece que existe uma causa para o pecado. Não é como você e eu — só vemos a evidência quando vemos o pecado. Mas Deus, em Sua sabedoria, reconhece que há algo produzindo o pecado.

    Ele reconhece que há um problema na origem. Vocês sempre ouviram isso: se querem resolver um problema, vão à origem.

    Não consigo dizer quanto tempo passo escrevendo relatórios de análise de causa raiz. Qual é a causa raiz? Qual é a razão de isso acontecer? Por que isso acontece? Como aconteceu? Qual é a causa raiz?

    Deus olhou para Adão e disse: “Ali está a causa raiz”.

    Portanto, Ele não apenas trata do passado — encerra o passado —, mas trata da pessoa. Essa é a grande obra do nosso Salvador.

    Isso é um fato histórico, assim como o Seu sangue foi derramado pelos nossos pecados. Se vocês lerem Romanos 6, verão que Ele os incluiu em Sua própria morte.

    Você sabia que Ele identificou em você o problema da causa raiz? Ele sabia que você jamais conseguiria viver essa vida cristã, e naquele dia o colocou no Senhor Jesus, pregou você na cruz e, tão certo quanto nosso Senhor morreu na cruz, você morreu naquela cruz.

    Isso é um mistério para mim. Quando ouço diferentes obreiros e pregadores cristãos, parece que nunca falam disso. Estão sempre falando sobre o perdão dos pecados e sobre como essa obra é grande.

    Mas vocês precisam enxergar que a obra de Deus vai muito além do simples perdão dos nossos pecados. Ele trata do pecador. Isso é ainda maior.

    Ele toma toda a raça de Adão — isto é, você e eu.

    Vocês já ouviram aquela expressão: “Tal pai, tal filho”. É isso mesmo. Você é igual ao seu pai.

    Você diz: “Um dia vou pecar. Sei que vou pecar. Tento não pecar. Tento tomar muito cuidado. Você pode orar a respeito, acredite ou não. Talvez não acredite nisso”.

    Mas você é uma fábrica de produzir pecado.

    Achamos que somos tão bons. Pensamos: “Irmão, você está sendo radical”. Nunca vou esquecer que, outro dia, indo pela estrada, vi uma moça com um adesivo no carro que dizia: “Eva foi incriminada injustamente”.

    Achamos que somos muito bons. Quer dizer, de vez em quando, uma omissão ou uma ação errada; de vez em quando, um pecado ou um deslize. Mas, no conjunto, não somos tão ruins. Não somos tão ruins.

    Deus não faz essa avaliação. Ele levou toda a raça de Adão à cruz. Disse: “É impossível. A causa raiz é a vida de Adão”.

    É preciso fazer algo para tratar da pessoa, e algo precisa ser substituído nessa pessoa para que ela possa viver a vida cristã.

    Romanos 6:6 diz:

    Sabendo isto: que o nosso velho homem foi crucificado com Ele,
    para que não sejamos mais escravos do pecado.

    Assim, em Sua sabedoria, em Sua obra, Ele trata do pecador.

    Vocês notarão, no livro de Romanos, que a palavra pecados aparece no plural até o capítulo 6. Esses são os resultados, para vocês que trabalham no mundo dos negócios. São os resultados que procedem de alguma coisa.

    Mas o problema, que só descobrimos ao chegar a Romanos 6, é a origem. Deus, em Sua obra suprema, tratou da origem.

    Espero que isso esteja claro. Gostaria que mais pessoas pregassem sobre esse assunto.

    Foi somente quando muitos grandes homens de Deus chegaram à plena compreensão disso que ficaram livres para servir em novidade de vida. Antes, não eram realmente livres.

    Hudson Taylor serviu ao Senhor na China, mas, até chegar a essa compreensão da vida substituída — de que estava morto em Cristo e havia sido vivificado para Deus em Cristo Jesus —, nunca foi livre para servir em plenitude de vida.

    Essa é a grande obra que Ele realizou.

    A obra que concede poder para viver

    Por fim, nesse segundo ponto, Ele concede o poder para viver.

    O apóstolo Paulo, escrevendo aos filipenses, declarou este versículo poderoso, em Filipenses 1:21:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Vocês acham que isso é poesia?

    Nossa irmã acha que é poesia. Está bem, vou acompanhar você. Vou entrar na brincadeira por um momento. Vocês acham que é apenas poesia?

    Nunca vou esquecer. Um dia, foi como se um relâmpago iluminasse minha mente. Vi aquele versículo. Ele foi aberto para mim:

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Eu soube: essa era a vida cristã. Era a liberdade de não precisar viver a vida cristã na força de Adão.

    Porque para mim o viver é Cristo.

    Essa é a vida cristã.

    Paulo disse isto em Gálatas 2:20. Acho que todos vocês conhecem:

    Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim:
    e a vida que agora vivo na carne, vivo na fé, a fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim.

    Essa é a vida cristã. Agora Ele nos dá — não apenas encerra o passado, não apenas trata da origem, da pessoa —, mas nos dá o poder para viver a vida cristã. Isso não é maravilhoso?

    Poder para viver.

    Vocês se lembram de quando o Senhor Jesus estava com os Seus, bem no fim. Ele disse:

    Convém-vos que Eu vá, porque enviarei o Consolador, o Espírito Santo da verdade.

    O Espírito Santo estará com vocês.

    E o que Ele disse depois?

    E estará em vós.

    Vocês conseguem imaginar? A obra de Deus é tão grande que Ele envia o Espírito Santo para habitar em vocês. Vocês têm o Espírito Santo, a terceira Pessoa da Divindade, dentro de vocês. Eu diria que isso é poder.

    Não fiquem presos apenas ao poder. A Pessoa do Espírito Santo estabelece residência permanente.

    Ficamos todos animados quando chega uma visita e rapidamente limpamos a casa, colocamos tudo em ordem. Irmãos e irmãs, Aquele que veio habitar permanentemente em nossa casa é o Espírito Santo. Ele concede poder para viver.

    A participação na obra de Deus

    Agora, o que vocês farão com tudo isso? Acho que talvez tenham entendido o ponto. Deixem-me concluir.

    Precisamos não apenas enxergar a obra de Deus, não apenas compreender Sua obra suprema, mas entrar na obra de Deus.

    Isso não é um discurso teológico. A obra de Deus foi feita para ser experimentada. Foi feita para ser vivida. Foi feita para transformar vidas e nos conduzir a um relacionamento vivo e permanente com o Senhor.

    Entramos nela por meio de três palavras. Abram novamente em Romanos 6. Três palavras simples. Não compliquem demais:

    • Crer;
    • Considerar;
    • Entregar-se.

    A fé na obra de Deus

    A primeira chave é a mais simples de todas: crer no que Deus fez. A fé é a chave.

    Romanos 6:8 diz:

    Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele.

    Em Romanos 6:6, está escrito:

    Sabendo isto.

    Em Romanos 6:9, ele diz:

    Sabendo.

    O que Hebreus 11:1 diz que a fé realmente é?

    Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem.

    Crer é a chave.

    Vocês se lembram de quando nosso Senhor Jesus estava em Cafarnaum, e vieram até Ele e disseram, em João 6:28:

    Que faremos para realizar as obras de Deus?

    É uma pergunta sincera.

    O Senhor deu uma resposta profunda. Disse, em João 6:29:

    A obra de Deus é esta: que creiais Naquele que Ele enviou.

    Vocês não acham essa resposta um tanto questionável? Essas pessoas eram sinceras. Disseram:

    Que faremos para realizar as obras de Deus?

    Ele disse que há uma resposta simples: crer.

    Irmãos e irmãs, a chave para entrar na obra de Deus é simplesmente esta: crer. Você não precisa fazer nada. Só precisa crer.

    Sei que todos vão cair em cima de mim, abrir Tiago e citar todas as obras que precisamos fazer. Creio que essas obras fluem daquilo que somos.

    Não são obras que produzo em minha própria força. São obras que procedem dessa vida do Senhor Jesus que habita em mim, pelo poder do Espírito Santo.

    A ausência dessas obras nos faz perguntar qual é a fonte da sua vida. Essas obras devem estar presentes. Elas estarão presentes na vida daqueles que creem, e obras ainda maiores do que essas, como disse o Senhor Jesus.

    Crer é a resposta simples.

    Lembrem-se do chefe da sinagoga em Marcos 5:36. Sua filha havia morrido. Que situação terrível. A orientação que lhe foi dada foram simplesmente estas palavras do Senhor Jesus:

    Crê somente.

    Quantas vezes essas palavras me vieram à mente. “Senhor, o que vai acontecer? Isso parece impossível. Estou sobrecarregado. Tu não entendes.” Por sinal, digo isso ao Senhor com frequência.

    Ele diz:

    Crê somente.

    É o melhor conselho que se pode dar. É assim que entramos.

    A consideração da obra de Deus como realidade

    Em segundo lugar, precisamos considerar. Romanos 6:11 diz:

    Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado,
    mas vivos para Deus em Cristo Jesus.

    Isso não é aquele uso coloquial de reckon, no sul dos Estados Unidos, como o Jerry fala, com o sentido de “achar”. Não se trata disso.

    O irmão Nee entendeu isso corretamente. É poderoso. Na primeira vez que li A Vida Cristã Normal, percebi que esse é um termo de contabilidade. É contar com isso. É registrar isso. É verdade. Lance no livro contábil.

    Considere que é assim. Firme-se naquilo que a Palavra de Deus declara como verdade. É assim que você entra nessa realidade. Considere que é assim.

    Agora, se você contar com a coisa errada, a conta não vai fechar. Foi isso que aconteceu com a Enron. Você pode acabar sendo parceiro de Ken Lay — companheiro de cela.

    Ele contou com as coisas erradas. Registrou coisas que não eram verdadeiras. Disse: “Isso é verdade sobre a Enron, certo? É o melhor lugar desde a criação dos céus e da terra. Temos tudo isso, coisas excelentes, todo esse dinheiro, tudo. Vocês têm todo esse dinheiro no seu plano de aposentadoria 401(k)”. Ops.

    Ele contou com a coisa errada.

    Queridos santos, contamos com a obra do Senhor? Simplesmente ficamos para trás, passivamente? É preciso considerá-la verdadeira. Essas são coisas básicas na vida cristã.

    Você precisa registrá-la como verdade. Precisa dizer: “Isso é meu”. Não porque eu fiz, mas porque Ele fez. Porque o Senhor Jesus disse, eu posso afirmar: “Isso é meu. Isso é verdade”. Considere que é assim.

    A entrega a Deus

    A terceira palavra em Romanos é entregar-se. Romanos 6:13 diz:

    Nem apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de injustiça;
    mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre os mortos.

    Observem que há duas coisas. Não entreguem seus membros ao pecado como instrumentos de injustiça, mas entreguem-se a Deus como vivos dentre os mortos.

    Aqui está o problema: a que nos entregamos? Não estou falando de uma placa amarela na estrada que diz “Dê a preferência”. Não é isso que significa. A que você se entrega?

    Está escrito:

    Nem apresenteis os vossos membros ao pecado como instrumentos de injustiça.

    Esse é o lado negativo. Mas entreguem-se a Deus como vivos dentre os mortos.

    Nós nos entregamos a Deus? Irmãos e irmãs, não sei quanto a vocês — não vou falar por vocês —, mas este é o problema que encontro na minha vida: a quem eu me entrego?

    Chega um momento. Surge uma bifurcação na estrada. Surge um lugar em que posso ir por este caminho ou por aquele. É uma placa de “Dê a preferência” em duas direções.

    Vocês podem entregar seus membros à injustiça ou se firmar na obra consumada e entrar na obra de Deus. Ou podem se entregar como instrumentos ao pecado e à injustiça.

    Essa é sempre a batalha, e continuará sendo até entrarmos na presença do Senhor. A quem você se entrega?

    Uma coisa interessante sobre entregar-se: nós nos entregamos quando ficamos sem força. Dizemos: “Senhor, Tu és o Senhor”.

    Trabalho muito com aço todos os dias. Antigamente, entendia-se que o aço suportava uma carga crescente, chegava ao escoamento, continuava ganhando resistência e, depois, rompia. Essa é a antiga teoria elástica.

    Há uma nova teoria: a elastoplástica. O aço suporta uma carga crescente, chega ao escoamento — não ganha mais resistência. Não ganha mais resistência. Não continua subindo.

    O Senhor é a minha força.

    A quem você se entrega? Jovens, deixem-me dizer: esse é um grande desafio. Não quero destacar apenas vocês; é um desafio para todos nós.

    Mas entregar-se é provavelmente a chave mais importante depois que você compreende o que é a obra de Deus.

    A ação de Deus em nós

    Aqui está o encorajamento. Filipenses 2:12-13 diz:

    Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor;
    porque Deus é Quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.

    Sempre me perguntei: e se Paulo tivesse parado ali? Vocês conseguem imaginar a aflição?

    Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor.

    Acho que às vezes é assim que lemos.

    Mas ouçam a parte seguinte:

    Porque Deus é Quem opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.

    Esse é o encorajamento.

    Algumas pessoas traduziram esse versículo assim:

    É Deus Quem realiza o querer e o fazer.

    Ou, de outra maneira:

    É Deus Quem realiza tanto o querer quanto o trabalhar, segundo a Sua boa vontade.

    Esse é o encorajamento.

    Paulo também disse, na mesma carta, em Filipenses 1:6, estando certo desta mesma coisa:

    Aquele que começou boa obra em vós há de aperfeiçoá-la até o dia de Jesus Cristo.

    Irmãos e irmãs, vocês enxergam a grande obra de Deus? Essa é uma das coisas essenciais — desculpem, indispensáveis — que precisamos enxergar.

    Se você não enxergar o que Ele fez, nunca poderá entrar em um relacionamento pleno, vivo e dinâmico com o Deus vivo.

    Você precisa enxergar que Ele encerrou completamente o passado. Precisa enxergar que Ele tratou da origem. E precisa enxergar que Ele concedeu o poder para viver essa vida cristã que seria impossível para nós: Cristo vivendo em nós por meio do Espírito Santo.

    Você não deve apenas enxergar isso; deve crer. Não deve apenas crer; deve se firmar nisso e considerar que é verdade em sua própria vida.

    E não deve apenas fazer isso; deve se entregar. Deve se entregar.

    Quando você chega ao ponto em que está sem força, é nesse ponto que diz: “Sim, Senhor”.

    Oração final

    Senhor, entregamos estas palavras a Ti. Firmamo-nos no nome de Jesus, pedindo que Tu as tornes reais em nossa experiência; que vejamos Quem Tu és e vejamos o que fizeste.

    Que possamos ver com nossos próprios olhos, pois está escrito no Antigo Testamento:

    Contemplai as obras maravilhosas de Deus.

    Como diz Apocalipse 15:3, eles cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo:

    Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso;
    justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos séculos.

    Torna-as reais, Senhor. Dá-nos essa revelação indispensável de Deus.

    Dá-nos, Senhor, esse único ponto de referência: ver a Ti. Então poderemos enxergar tudo corretamente.

    Pedimos em nome de Jesus. Amém.