Gostaria de ler algumas passagens da Palavra de Deus, começando por aquela com a qual todos nós iniciamos e que é o tema destes dias juntos: Mateus 16.
E também Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta rocha edificarei a Minha igreja; e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.
Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
Pedro é uma pequena pedra, ou um fragmento da rocha; mas sobre esta rocha — Petra, o maciço rochoso — Ele diz:
Edificarei a Minha igreja.
E o anjo que falava comigo tornou a vir e me despertou, como um homem que é despertado do seu sono.
E ele me disse: Que vês? E eu disse: Tenho olhado, e eis um candelabro todo de ouro, com um vaso no seu topo e sete lâmpadas sobre ele; há sete tubos para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo;
e junto a ele, duas oliveiras, uma à direita do vaso e a outra à sua esquerda.E respondi e falei ao anjo que falava comigo, dizendo: Que são estas coisas, meu senhor?
Então o anjo que falava comigo respondeu e me disse: Não sabes tu o que são estas coisas? E eu disse: Não, meu senhor.
Então ele respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície; e ele trará a pedra de remate com aclamações: Graça, graça a ela.
Além disso, veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: As mãos de Zorobabel lançaram os fundamentos desta casa; também as suas mãos a acabarão; e saberás que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
Pois quem desprezou o dia das pequenas coisas? Porque estes sete se alegrarão e verão o prumo na mão de Zorobabel; estes são os olhos do Senhor, que percorrem toda a terra.
E voltei-me para ver a voz que falava comigo. E, voltando-me, vi sete candelabros de ouro;
e, no meio dos candelabros, Alguém semelhante a um filho de homem, vestido de uma veste que chegava aos pés e cingido à altura do peito com um cinto de ouro.
E a Sua cabeça e os Seus cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os Seus olhos eram como chama de fogo;
e os Seus pés, semelhantes ao bronze polido, como se tivesse sido refinado numa fornalha; e a Sua voz, como a voz de muitas águas.
E Ele tinha na Sua mão direita sete estrelas: e da Sua boca saía uma espada afiada de dois gumes: e o Seu rosto era como o sol quando resplandece na sua força.
E, quando O vi, caí aos Seus pés como morto. E Ele pôs sobre mim a Sua mão direita, dizendo: Não temas; Eu sou o primeiro e o último,
e Aquele que vive; e estive morto, e eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Hades.
Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas;
o mistério das sete estrelas que viste na Minha mão direita e dos sete candelabros de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas: e os sete candelabros são sete igrejas.
Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.
Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; senão, venho a ti e removerei do seu lugar o teu candelabro, se não te arrependeres.
Amado Senhor, somos tão gratos porque Tu não nos deixas entregues às nossas próprias forças, talentos e dons. Mas, quando nos dedicamos ao ministério da Tua Palavra, Tu nos concedes uma unção de graça, poder e sabedoria.
Nós Te agradecemos pela obra consumada de nosso Senhor Jesus, que tornou essa unção gratuitamente disponível para nós. E Te agradecemos pela Pessoa do Espírito Santo, que torna essa unção uma realidade viva.
Pela fé, nos colocamos sob essa unção para a proclamação da Tua Palavra nesta noite, para a sua tradução e para ouvi-la. Senhor, teremos o cuidado de Te dar o louvor e a adoração do nosso coração por responderes a esta nossa oração. Pedimos isso em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.
Bem, creio que todos vocês conhecem o tema destes dias, extraído da passagem que lemos juntos em Mateus 16:
Edificarei a Minha igreja.
Chama-me a atenção que tantos de nós, que temos citado e lido isso, não tenham prosseguido até Mateus 16:19:
Dar-te-ei as chaves do reino dos céus.
Minha contribuição nestes dias gira em torno desta pergunta: por que há conflito em torno da edificação?
Imagino que qualquer pessoa que tenha alguma compreensão do propósito de Deus em nossos dias e em nossa geração, ou alguma compreensão da obra de edificação da casa de Deus, saiba alguma coisa sobre conflito.
Todo filho de Deus nasce para o conflito. Nascemos em meio a uma guerra.
Em primeiro lugar, isso não tem nada a ver conosco. Se você pensa que é tão importante que os poderes das trevas sentem que precisam concentrar-se em você, fazê-lo tropeçar o tempo todo e fazer isto, aquilo e mais alguma coisa contra você, creio que está com uma concepção errada.
Não é com você que os poderes das trevas estão preocupados. É com o Senhor Jesus, e com o Senhor Jesus em você. É com o fato de que você foi liberto do poder das trevas e transferido para o reino do Filho amado de Deus.
Satanás não consegue se conformar com isso. Algumas pessoas pensam que, se se desviarem e fizerem um favor a Satanás depois de terem servido ao Senhor, receberão muitos favores. Bem, Satanás de fato concede muitos favores aos que se desviam — no começo.
Mas qualquer pessoa que tenha sobre si a marca do Cordeiro — que somente as hostes celestiais veem —, qualquer pessoa com a marca do Cordeiro está marcada por Satanás para ser destruída, se isso for possível. Aqueles que se desviam quase sempre acabam no estado e na condição mais terríveis.
Seria de se pensar que o inimigo os favoreceria grandemente. De modo algum. Ele os persegue até os seus últimos dias e lhes tira tudo o que pode.
Se há um Edificador divino, há também um adversário satânico. É simples assim.
Você e eu, nascidos do Espírito de Deus, descobrimos que nascemos em meio a uma guerra — uma guerra que não fomos nós que provocamos, uma guerra que remonta ao princípio do tempo, até mesmo a antes do tempo. É algo que tem a ver com Deus e Seu Messias, e com Satanás e os poderes das trevas e do mal.
Se há algo que me prova, sem qualquer sombra de dúvida, quão importante é essa questão da edificação da casa de Deus — a edificação da Igreja —, é o conflito e a guerra.
Vocês já notaram? Não sei se notaram, mas algumas pessoas parecem atravessar a guerra como velhos cavalos de batalha. Apuram os ouvidos, ouvem o disparo e ficam bastante satisfeitas com isso. Mas não entendem muito bem o que está acontecendo, a não ser que nasceram nesse meio e se acostumaram.
Mas tenho observado, em minha vida, que, sempre que Deus vai salvar alguém, sempre que Deus vai fazer algo especial, tudo dá errado. Vocês já perceberam isso? Bem, se não perceberam, talvez não tenham visto muitas pessoas serem salvas.
Quando o Senhor está prestes a fazer alguma coisa, quando algo especial está para acontecer — até mesmo quando há alguém a quem Deus vai conceder revelação e entendimento —, é quase como se tudo desse errado. O bebê cai do berço, o fogão explode, uma tempestade atinge toda a região, o cachorro desaparece de repente e aquela tia terrível telefona bem no meio de tudo, com algum probleminha bobo.
O impressionante é que, em geral, o Senhor está para fazer alguma coisa. Muitas vezes tenho sentido que a coordenação do mal é a maior evidência isolada da realidade daquilo em que estamos envolvidos. Por que o mal é tão coordenado quando se trata do plano de edificação de Deus?
Bem, pensei em falar um pouco nesta noite sobre aquilo em que o inimigo concentra sua atenção. Amanhã à noite, eu falaria mais sobre as próprias portas do inferno, que o Senhor disse que não prevalecerão contra nós, e sobre as táticas do inimigo. E, se ainda tivermos graça, poder e vida em nós, na terceira ocasião eu falaria sobre a vitória que é nossa e sobre como fazer uso dela.
Acho muito interessante essa declaração simples, categórica e dogmática do Messias, Jesus, quando Ele disse:
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja.
Não poderia haver nada mais simples. Uma criança deveria ser capaz de entender isso. Simples, categórica, dogmática.
“Você é Pedro”, uma pequena porção da rocha. “Sobre o maciço rochoso, tomarei você, uma pequena pedra, e, com outros, edificarei vocês sobre esse maciço de rocha. E as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”
Essa segunda parte da declaração é tão simples, tão categórica e tão dogmática quanto a primeira:
E as portas do inferno.
Não gosto dessa expressão “portas do Hades”. Não consigo entender essa tradução. É claro que, tecnicamente, ela está correta. Como tantas coisas: quando estão tecnicamente corretas, estão erradas na prática.
Na prática, o que são as portas do Hades? O que isso significa para o cristão comum? Algo estranho — alguma coisa relacionada ao lugar dos espíritos dos mortos. Mas a ideia de “portas do inferno” é muito melhor. A versão antiga é melhor, porque essa é a ideia por trás da expressão.
A grande arma de Satanás é a morte.
Essas portas da morte, essas portas do inferno — é isso que o inimigo mobiliza. Vocês querem me dizer que ele mobiliza todos os mortos? Claro que não. O que ele mobiliza? O que ele equipa? Milhares de demônios, dominadores deste mundo de trevas, principados e potestades. É isso que ele mobiliza. Isso são as portas do inferno.
É toda uma hierarquia espiritual de maldade e trevas, mobilizada e equipada para frustrar a obra de edificação do Senhor Jesus — para neutralizar a obra de edificação do Senhor Jesus.
Por que Satanás considera isso tão importante? Muitos cristãos não consideram.
Onde as pessoas realmente falam sobre a edificação da Igreja? A maioria dos cristãos a relega a alguma coisa no sótão da mente — no desvão do telhado; não sei se vocês usam esses termos no inglês americano. Mas sabem o que quero dizer. De uma forma ou de outra, nós simplesmente a colocamos em algum lugar onde ela não tenha tanta importância.
Satanás considera essa questão, quer você a compreenda ou não, tão importante que mobilizará toda a hierarquia do mal para vencer a obra de edificação do próprio Senhor Jesus — para frustrá-la, neutralizá-la, detê-la e paralisá-la.
Desde o princípio, Deus tinha em Seu coração um plano divino de edificação.
Essa é outra coisa estranha que observo nos cristãos. Sou cristão desde 1943. É muito tempo. Fico assustado só de pensar nisso. Mas, é claro, eu era bem jovem quando fui salvo. Ainda não tenho cem anos.
Mas acho impressionante que a maioria dos cristãos não faça perguntas. Eles simplesmente tomam a Palavra de Deus e, como dizemos na Irlanda, é como água escorrendo pelas costas de um pato. Ela não penetra. Parece não causar nenhum impacto. Não suscita perguntas.
Por que Deus nos criou?
Ouvindo alguns cristãos, você entenderia que Deus nos criou para ficar numa espécie de parque onde havia muitas árvores, e podíamos comer de todas as árvores tudo o que quiséssemos, exceto de uma.
Quando pegamos aquela maçã — alguns acham que foi uma maçã —, Deus ficou muito aborrecido, o pecado entrou no mundo e, então, Ele enviou o Senhor Jesus ao mundo para nos salvar.
Depois de salvos, devemos orar uma vez por dia. Devemos ler a Palavra uma vez por dia. Devemos ir a uma reunião de cristãos pelo menos uma vez por semana. E, se formos incrivelmente zelosos e intensos por natureza, devemos encurralar outras pessoas não salvas e tentar levá-las à salvação.
Então, depois de tantos anos, morremos. Aparentemente, saímos flutuando para algum lugar lá em cima, onde tocamos harpa para sempre. Sentamos numa espécie de nuvem úmida, com uma camisola glorificada e uma coroa na cabeça, e cantamos para todo o sempre.
Como se o próprio Deus, que é o grande amante da música, estivesse interessado em nos ouvir cantar para todo o sempre, sem parar! Seria de se esperar que as pessoas pensassem: vocês não se cansariam de tanto tocar harpa?
Mas isso não passa pela cabeça das pessoas. Para muitos cristãos, é isso que significa ser salvo. Deus enviou Seu Filho ao mundo para nos salvar apenas para isso.
Mas Deus tinha, desde o princípio, um propósito. Esse propósito era nos edificar juntamente como um instrumento, uma casa, uma habitação que Ele não apenas visitaria, abençoaria ou usaria, mas na qual habitaria e por meio da qual Se expressaria.
Nem sequer sabemos o que estava em Sua mente para os séculos dos séculos. Tudo o que sabemos é que o pecado interrompeu tudo isso. Interrompeu o plano de edificação.
Quando somos salvos, voltamos a fazer parte do plano divino de edificação. No Pentecostes, Deus deu início ao plano de edificação, e o Espírito Santo veio como Aquele por meio de Quem o Senhor Jesus edificaria a Igreja.
Em qualquer parte da Palavra de Deus que vocês examinarem, encontrarão essa questão. Não quero tirar o brilho da contribuição de ninguém, porque preciso falar sobre guerra — que, devo dizer, é um assunto terrível para se receber.
Mas, em qualquer parte da Bíblia que examinarem, encontrarão isso. Todo o Antigo Testamento é o nosso livro de figuras, por assim dizer. É claro que, na minha avaliação como judeu, considero o Antigo Testamento muito mais que um livro de figuras. Mas, ainda assim, ele é um livro de figuras.
Por onde devo começar?
Para onde quer que vocês se voltem, encontram essas figuras, esses tipos, essas imagens.
Já ocorreu a vocês, que conhecem um pouco mais a Bíblia, perguntar por que temos quatro livros que tratam da história do reino e do trono do rei — 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis e 2 Reis — e depois, como se o Senhor, assim como eu, Se esquecesse das coisas, Ele diz: “Ah, vou começar de novo”, e nos dá 1 Crônicas e 2 Crônicas, que retomam tudo outra vez?
Por que Ele faz isso? O interessante é que 1 Crônicas e 2 Crônicas têm tudo a ver com um plano de edificação. Tratam da casa de Deus e daquilo que rivaliza com a casa de Deus: os lugares altos, outros lugares de adoração.
Toda essa grande porção da Palavra é uma batalha que vai e volta, vai e volta. Cada rei é julgado pela maneira como trata a casa de Deus.
Ou considerem o pequeno livro de Neemias. Tudo nele tem a ver com edificação. Eles haviam edificado o templo, mas restavam os muros da cidade — tudo tinha a ver com edificação.
É melhor eu não continuar muito mais com isso, porque vou me afastar demais do assunto da guerra. Mas tudo isso é guerra. Esse é o ponto. Vocês se lembram de Sambalate, Tobias e Gesém? Quem é Gesém? Lembro-me de Austin-Sparks dizendo, anos atrás: “E quem é Gesém?” Todos citam:
E Gesém diz.
E ele dizia: “Ninguém sabe quem é Gesém.”
Tudo o que sabemos é que Neemias disse: “Vocês não têm parte na edificação”. Não vamos comprometer a obra permitindo que vocês façam parte dela.
Acho isso muito interessante quando começamos realmente a examinar a questão. Não importa para onde nos voltemos. Considerem Ageu e Zacarias. Eles foram os dois profetas que estiveram quase no fim da antiga era e da antiga aliança.
Começaram a lançar os fundamentos, e então toda a obra parou por causa de conflito, controvérsia, divisão e prosperidade — porque as pessoas colocaram outras coisas à frente do plano de edificação de Deus. Então vieram Ageu e Zacarias e profetizaram.
Ageu disse:
Recebestes salários para colocá-los numa bolsa furada.
O Senhor não abençoa vocês porque estão todos construindo belas casas revestidas de madeira, enquanto a casa de Deus permanece em ruínas.
Zacarias disse a mesma coisa naqueles primeiros capítulos — os primeiros oito capítulos de Zacarias. Tudo tem a ver com uma enorme batalha que avança e recua. E não é de admirar, porque o Senhor Jesus haveria de entrar naquela casa de Deus. Para que a Escritura se cumprisse, aquela casa precisava ser edificada.
Era uma batalha.
Para onde quer que nos voltemos, encontramos essa batalha. Algumas pessoas pensam que o período da Igreja no Novo Testamento foi maravilhoso, e o leem com óculos espirituais cor-de-rosa. Dizem: “Ah, se ao menos estivéssemos no período da Igreja do Novo Testamento”.
Havia guerra de sobra. Se não vinha de fora, vinha de dentro. Havia Ananias e Safira, que caíram mortos nas reuniões por dizerem, em seu testemunho, coisas que não deveriam dizer. Se Deus julgasse todos nós dessa maneira, meu Deus, teríamos muitos funerais.
Depois havia Simão, o mágico, que foi aos apóstolos e disse: “Quanto vocês querem para me dar esse dom do Espírito Santo, para que eu possa impor as mãos sobre as pessoas?” Vocês conseguem acreditar que essa é a Igreja do Novo Testamento?
“Ah”, vocês dizem, “são apenas alguns aqui e outros ali”. Ah, esperem um pouco. E Jezabel, ensinando as coisas profundas de Satanás numa das igrejas? As coisas profundas de Satanás! Vocês conseguem acreditar?
“Não, não, não”, vocês dizem, “isso é apenas uma igreja”. Muito bem. E aquela outra igreja maravilhosa, em Corinto? Eles realmente se embriagavam à Mesa do Senhor — escorregavam para debaixo da mesa, completamente bêbados. Impressionante, na verdade, porque era com suco de fruta. É um dos milagres do Novo Testamento.
Eles se embriagavam. Eram glutões à Mesa do Senhor. Um sujeito estava se deitando com a mulher de seu pai, e os santos — alguns deles — estavam levando outros à justiça.
Vejam, nós olhamos para toda essa história do maravilhoso poder de Deus, do impacto sobre a sociedade, de tudo o que aconteceu e das pessoas que eram acrescentadas à Igreja. Vemos isso e pensamos: “É assim que deveria ser”. Nunca vemos o conflito. Nunca vemos a guerra. Nunca vemos Satanás trabalhando com todo tipo de estratégias, artimanhas e estratagemas para desfazer a obra de edificação de Deus e destruí-la.
Está em toda parte: nicolaísmo, clero e leigos. Para onde quer que vocês olhem, encontrarão isso.
Amados irmãos e irmãs, um dos nossos maiores problemas é que todos procuramos a igreja perfeita. Não existe tal coisa na terra.
Pode haver santos que estejam chegando à perfeição. Pode haver grupos de crentes dentro das igrejas que estejam chegando à perfeição. Mas não existe na terra uma igreja que seja perfeita.
Por quê? Porque, se o Senhor lhes está acrescentando pessoas todos os dias, então alcoólatras, dependentes de drogas, divorciados, homossexuais e mil e uma outras pessoas estão sendo salvos e trazidos para a Igreja. Não me digam que eles não têm problemas.
Sei, por experiência própria, que, quando um alcoólatra ou um dependente de drogas é salvo, vocês terão anos de problemas enquanto o Senhor coloca a vida deles em ordem. Eles são salvos num instante; mas, antes que possam se tornar uma parte atuante da família de Deus, muita coisa precisa acontecer.
Queridos irmãos e irmãs, não existe igreja perfeita. O problema é que Satanás vem, e nós ficamos com esta ideia: nós nos reunimos porque somos melhores que os outros, mais dedicados e mais puros.
Bem, se vocês permanecerem apenas como um pequeno grupo seleto e santo, poderão ser puros, fazer parte de uma elite e ter conhecimento. Mas isso é a Igreja?
Se houver paixão pelos não salvos, então a casa de Deus terá salas de parto. Se a casa de Deus estiver como deve estar, então terá jardins de infância. Se a casa de Deus estiver como deve estar, haverá uma escola. E, em tudo isso, haverá imperfeição.
Quando você encontra aquilo que pensava ser a igreja perfeita, não demora muito até descobrir que alguns dos líderes não são tão perfeitos. Então Satanás diz: “Está na hora de você ir embora”.
Às vezes descobrimos que outros irmãos e irmãs não são tão perfeitos. Isso não é muito difícil. A maioria de nós tem aquela bela fachada. Parecemos tão amáveis, cantamos tão bonito, fazemos as coisas certas e abrimos a Bíblia como se ela significasse tudo para nós. Só fazemos isso uma vez por semana.
Vocês sabem como é. Não demora muito até começarem a encontrar imperfeições. Essa é uma das maiores táticas de Satanás. “Olhe”, ele diz, “veja como isso é fraco. Veja como aquela pessoa é fraca. Veja como aquela outra é fraca. Está vendo? São todos muito fracos”.
Então você diz: “Ah, o Senhor foi embora”. Não importa que essas pessoas imperfeitas já estivessem ali quando você chegou. Para onde você vai? Para algo mais perfeito?
Não é isso que encontro. A Igreja é edificada sobre o fundamento do Senhor Jesus, e todos aqueles que Ele recebeu são meus irmãos e minhas irmãs, seja qual for a condição em que estejam.
Não devo participar dos seus pecados. Não devo me envolver nas coisas erradas que há em nossos irmãos na fé, mas tenho de lavar os pés deles.
Jesus nos deu um exemplo quando lavou os pés de Judas. Ele não sabia que Judas era ladrão? Não sabia que Judas era traidor? É claro que sabia. Ainda assim, lavou os pés dele e disse:
Deixei-vos um exemplo, para que o sigais.
Anos atrás, na obra em Halcombe House, na Grã-Bretanha, tínhamos um irmão muito difícil. Ele era o único irmão mais velho entre nós, um empresário que havia prosperado por esforço próprio. Todos nós éramos jovens, exceto ele e sua família.
Ele arruinava tudo. Era um estranho esquizofrênico espiritual. De um lado, compreendia valores espirituais e coisas espirituais; do outro, era a carne. Ele quase arruinou tudo.
Em certo momento, adoeci e, durante a convalescença, Lady Ogle disse: “Venha ficar comigo”. A casa dela era o lugar mais impressionante que vocês poderiam imaginar. O senhor Sparks costumava dizer que era o que havia de mais próximo do paraíso na terra.
Fui ficar lá. Depois de alguns dias, durante o almoço, ela disse: “Irmão, acho que você e eu deveríamos ter um tempo de oração juntos”. Ora, estávamos numa sala de jantar quase tão comprida quanto esta, com uma mesa cuja outra ponta mal se podia enxergar. Mas, felizmente, nós dois estávamos sentados na mesma ponta.
Ela disse: “Irmão, creio que devemos orar”. Eu disse: “Sim, isso é bom”. “Acho que devemos orar por esse irmão”, e ela disse o nome dele. “Ah”, eu disse, “sim, isso é bom”.
Ela disse: “Recebi do Senhor que devemos orar para que ele seja removido”.
Então eu disse: “Oh, minha querida irmã, não acho que posso me unir à senhora nisso”. “Por que não?”, ela perguntou. “Ele está arruinando tudo. Está arruinando o testemunho de Jesus.”
“Bem”, eu disse, “nós, os irmãos, buscamos o Senhor. Queríamos removê-lo. Se a senhora conhecesse toda a história, entenderia. Queríamos removê-lo, mas o Senhor nos disse: ‘Lavem os pés dele’.”
“E temos aprendido como não participar do seu pecado, mas lavar os seus pés.” “Bem”, ela disse, “você vai se unir a mim? Porque o Senhor não me disse isso.”
Nunca me esqueci daquele tempo de oração. Aquela pequena senhora — Stephen vai se lembrar — provavelmente não era mais alta que isto aqui. Ela ficou tão tomada pela oração que se levantou, e senti como se todo aquele lugar tremesse.
Ela tomou aquela situação em mãos e, em nome do Senhor, ordenou que alguma coisa fosse feita. Para mim, aquilo era o uso das chaves — algo sendo fechado. É claro que eu não podia participar daquilo, a não ser estando ali.
Não foi surpresa para mim quando, dentro de algumas semanas, ele desenvolveu uma doença grave e, poucas semanas depois, morreu.
A própria família não queria ficar ao lado dele por causa do que saía da sua boca naquele estado de semiconsciência. Mas o irmão contra quem ele tanto havia falado ficou ao seu lado até o fim. Creio que ele perdeu o corpo para que seu espírito fosse salvo no dia de Jesus Cristo.
É algo tremendo conhecer o poder e a autoridade de Deus. Se você está procurando a igreja perfeita, há uma fraqueza no próprio fundamento de toda a sua comunhão com outros irmãos e irmãs.
Preciso me controlar nesse assunto, senão nunca chegaremos aonde devemos chegar. Mas essa guerra que Satanás trava é cheia de significado. Ela é a evidência de que esse plano de edificação de Deus é vital e essencialmente importante.
Em que o inimigo concentra sua atenção? Qual é a razão, por assim dizer? Qual é o ponto central dessa intensa guerra e desse conflito?
É o testemunho de Jesus.
Essa pequena expressão, que muitos dos que vêm a estas conferências ao longo dos anos conhecem bem, é, para a maioria dos cristãos, quase um território desconhecido.
Considero tremendamente importante o fato de essa expressão ser usada com maior frequência no último livro da Bíblia, Apocalipse. Vocês a encontram repetidas vezes.
O qual deu testemunho da palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo.
Eu estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao restante da sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus.
E prostrei-me diante dos seus pés para adorá-lo. E ele me disse: Vê que não faças isso: sou conservo teu e de teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus: adora a Deus: pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
Seja qual for a nossa interpretação do livro de Apocalipse, temos diante de nós a enorme batalha — a guerra em torno do propósito de Deus, do Messias de Deus, dos remidos de Deus e de tudo o mais que diz respeito ao Senhor.
É uma batalha entre trevas e luz, entre Cristo e o Anticristo, entre Deus e Satanás. Não tenho dificuldade com o fato de que grande parte desse livro é preditiva, mas permanece o fato de que temos ali, no mínimo, um quadro simbólico de um conflito que atravessa as eras.
Ele começou quando Satanás arrastou consigo um terço dos anjos em sua disputa com Deus e disse:
Serei semelhante ao Altíssimo.
Exaltarei o meu trono acima das estrelas de Deus.
Toda a batalha está aqui.
Bestas, falsos profetas, dragões, prostitutas — e sei lá o que mais — e, ao mesmo tempo, aqueles que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá; aqueles que são vencedores; aqueles que são fiéis, chamados e escolhidos. É um quadro impressionante.
Vocês veem o trono e, no trono, veem aquele pequeno Cordeiro — o Leão de Judá. É guerra.
O que considero tão incrível é que o ponto central de todo esse conflito tem a ver com o testemunho de Jesus.
Onde aparece pela primeira vez essa palavra, testemunho? Em Êxodo. É em Êxodo 16, e a passagem fala do vaso de ouro com maná sendo colocado no testemunho.
Vocês descobrirão que há uma arca do testemunho, mencionada repetidas vezes em Êxodo. Há as duas tábuas do testemunho — isto é, a lei. Há o tabernáculo do testemunho.
Isso nos dá alguma indicação do que seja o testemunho de Jesus?
A arca da aliança simbolizava a própria presença de Deus no Santo dos Santos. Dentro dela há apenas três coisas: a lei de Deus não violada, um vaso de ouro com maná e a vara de Arão que floresceu.
É uma imagem impressionante do Senhor Jesus. Ele cumpriu a lei de Deus. Nele, a lei de Deus permaneceu sem ser violada: tentado em todos os pontos, como nós, mas sem pecado.
Ele é o pão da vida. Ele mesmo disse:
Vossos pais comeram o maná no deserto.
Eu sou o pão da vida, que desceu do céu.
A vara de Arão que floresceu fala de autoridade divina. Autoridade divina — ali na arca da aliança. Sobre a arca estava o propiciatório, com aqueles grandes querubins. Gostaria que tivéssemos tempo para falar sobre isso, mas preciso falar sobre guerra.
Testemunho: o testemunho de Jesus.
Quando chegamos a Zacarias, é muito significativo que o Espírito Santo escolha o candelabro para representar todas as outras coisas. Ali havia a arca do testemunho e o tabernáculo do testemunho. Entenderam? Porque é aí que você e eu entramos.
Nós somos a habitação de Deus. Portanto, esse testemunho de Jesus tem algo a ver com Ele mesmo e algo a ver conosco.
Quando o Espírito Santo escolhe o candelabro, encontramos um grande conflito. Se vocês conhecem a história do tempo de Ageu e Zacarias, sabem que foi uma época de intensa controvérsia e intenso conflito.
Havia um obstáculo montanhoso entre Zorobabel, o principal edificador, e Josué, o sumo sacerdote, e a reconstrução da casa de Deus. Então vem a Palavra:
Não por força, nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel te tornarás uma planície.
Ele trará a pedra de remate com aclamações: Graça, graça.
Suas mãos lançaram os fundamentos; suas mãos a completarão.
A passagem fala de um prumo na mão de Deus. O que um prumo tem a ver com qualquer outra coisa que não seja edificação? Tem a ver com edificação. Tudo isso tem a ver com edificação.
Esse candelabro, que estava no tabernáculo e no templo, foi escolhido pelo Espírito Santo para representar o plano divino de edificação de Deus, a guerra em torno dele e o conflito.
Deixarei para outra ocasião o fato de que as portas do inferno não prevalecerão contra ele. Graça, graça a ela — à pedra de remate. Suas mãos, suas mãos o terminarão. Quem desprezaria o dia das pequenas coisas?
Tudo começa de forma muito pequena, muito insignificante, às vezes com uma só pessoa: um monge na Alemanha, sobre quem o Espírito de Deus veio. Vocês conseguem acreditar? Ele era um tanto corpulento, não muito distinto e dado à bebida. Deus o usou para virar toda a Europa de cabeça para baixo.
Ou penso em John Wesley, legalista por natureza. Não é de admirar que fosse chamado de metodista. Essa era a sua natureza. Antes de ser salvo, ele costumava levantar-se antes do nascer do sol para suas devoções, e nem sequer conhecia o Senhor. Impressionante, não é? Algumas pessoas que conhecem o Senhor têm dificuldade de se levantar depois do nascer do sol.
Não, queridos amigos, quando o Espírito de Deus veio sobre John Wesley, milhões de pessoas foram trazidas para o reino de Deus. Nunca se pode desprezar o dia das pequenas coisas.
O testemunho de Jesus. Agora, caso haja alguém aqui que diga: “Bem, sabe, isso é o Antigo Testamento”, foi por essa razão que li Apocalipse 1.
Aqui, logo no início dessa tremenda revelação do propósito de Deus e do poder soberano de Deus para cumprir o que Ele revelou, temos o Messias ressurreto — que ascendeu e foi glorificado — no meio de sete candelabros de ouro.
Ele mesmo diz:
Estes sete candelabros são sete igrejas.
Quando vocês examinam a condição dessas sete igrejas, há muita coisa ali que faria a maioria de nós sentir que precisava sair delas.
Por que candelabros? Porque representam um plano divino de edificação.
Estou fazendo sentido? Ou isso está além da compreensão de vocês?
O que é, então, o testemunho de Jesus?
Vocês notaram que há outra expressão no livro de Apocalipse associada a ele?
A Palavra de Deus e o testemunho de Jesus.
Os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus.
Isso não é interessante?
É isso que está no cerne de todo esse conflito: a Palavra de Deus — revestida de autoridade, inspirada, inerrante, relevante — e o testemunho de Jesus, porque Jesus é essa Palavra em sua expressão viva, se vocês entendem o que estou dizendo.
Em outras palavras, quando vocês veem o Senhor Jesus, veem a Palavra de Deus. Deixem-me dizer de maneira mais simples: a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus são distintos, mas intimamente relacionados.
Ninguém jamais se entregará à edificação da casa de Deus, a menos que esteja sob a autoridade da Palavra de Deus. Caso contrário, a tradição ou a história terão mais significado para essa pessoa do que aquilo que Deus diz.
Na Palavra de Deus, encontro revelados o coração e a mente de Deus. No Senhor Jesus, vejo revelados o coração e a mente de Deus. Quem viu o Senhor Jesus viu o Pai.
É o testemunho de Jesus. O Senhor Jesus é toda a Palavra de Deus cumprida — todas as promessas, todos os tipos, todas as figuras, tudo cumprido Nele. É de admirar que esse seja o ponto central da batalha?
Meus queridos amigos, é exatamente aí que estamos hoje. Muitos na chamada igreja estão procurando reinterpretar a Bíblia à luz da sociedade moderna.
É simples assim. No fim, isso será uma rejeição da Palavra de Deus e uma reinterpretação dela que nada tem a ver com essa Palavra de Deus.
Mas preciso concluir. O testemunho também tem a ver com a habitação de Deus. Quando vocês examinam o livro de Apocalipse, encontram no início sete candelabros de ouro e, no fim, encontram um único candelabro de ouro. O Cordeiro é a sua lâmpada, e a glória de Deus é o fogo — a luz.
Isso não é interessante? Há um plano de edificação, e é em torno disso que gira todo o conflito.
O objetivo de Satanás é causar tamanha confusão na Igreja que nós, os crentes, em desânimo e depressão, simplesmente deixemos de edificar.
Ora, não estou nada certo de que não estejamos nos aproximando do fim da edificação da Igreja e do início do tempo em que teremos de suportar o que está acontecendo no mundo em geral.
O que está acontecendo na América do Norte, e particularmente nos Estados Unidos, só pode causar muita preocupação.
O crescimento da União Europeia, passando de quinze Estados para vinte e cinco, todos eles signatários do Tratado de Roma, é, na minha avaliação, provavelmente o início da ascensão da besta que emerge do mar em Apocalipse 13.
Daniel sempre havia falado daquelas quatro grandes bestas. Quando João a viu, viu as quatro reunidas numa só — uma espécie de besta homogeneizada.
Seria um renascimento do Império Romano. É claro que Grattan Guinness e outros acreditavam que ele seguiria os limites do Sacro Império Romano. Eu mesmo nunca me senti capaz de concordar com isso. Não tenho dúvida de que Deus deu a Grattan Guinness luz e entendimento extraordinários em 1860, mas discordo de alguns detalhes.
Penso que se trata de um renascimento e de uma ascensão do Império Romano em sua essência e em seu espírito, para dominar o mundo. A eleição de vocês nos Estados Unidos é uma das eleições de maior significado bíblico — eu diria a de maior significado bíblico — que vocês já tiveram.
Na minha avaliação, uma avalanche de mal cairá sobre a América do Norte, arrastando tudo à sua frente. Surgirá um novo tipo de sociedade humana, e o mundo rapidamente seguirá o mesmo caminho.
Sejam quais forem as falhas que os Estados Unidos tenham tido — e, é claro, têm falhas como qualquer nação —, eles têm sido o último bastião dos princípios bíblicos. Na Grã-Bretanha isso desapareceu, quase desapareceu. Na França e na Alemanha, desapareceu completamente.
Há muito tempo os poderes das trevas querem destruir esse último baluarte, porque o Anticristo não pode vir até que ele tenha desaparecido.
Isso acrescenta uma compreensão da batalha em torno do plano de edificação de Deus. Não se trata apenas de um conflito colossal; por onde quer que vocês andem entre queridos irmãos na fé, encontrarão as facções mais inacreditáveis e as divisões mais inacreditáveis. E estou falando daqueles que têm entendimento.
Satanás não pode deixar esse plano de edificação prosseguir. Isso significa o fim dele. Fará tudo o que estiver ao seu alcance para frustrá-lo.
Ele fracassará. Sempre fracassou. Fracassará por causa daquela maravilhosa palavra na antiga aliança:
E a pedra de remate será trazida com aclamações: Graça, graça a ela.
Se tudo estivesse indo maravilhosamente bem, se todos tivessem clareza de visão e entendimento, fossem dedicados ao Senhor, tivessem suas vidas entregues e fossem ungidos com o Espírito Santo — vocês não acham que clamaríamos: “Glória, glória”?
Quando a pedra de remate fosse trazida — o Messias, a Principal Pedra Angular, a Cabeça da esquina, a pedra de remate —, vocês não acham que simplesmente diríamos: “Glória”?
Mas será tão difícil que, quando a pedra de remate for trazida e a edificação estiver concluída, só poderemos dizer: “Foi graça”. Foi a graça de Deus que começou esta obra. Foi a graça de Deus que a manteve viva e a preservou ao longo de todos os anos. É a graça de Deus que a completou.
Há mais coisas a dizer sobre essa questão da guerra; preciso lhes dizer isso. Embora eu tenha dito que Satanás fracassará, devo lhes dizer que, a menos que você e eu aprendamos a usar as chaves do reino dos céus, descobriremos que estamos fora da edificação.
Precisamos aprender a usar a autoridade eterna pelo Espírito de Deus, mediante a fé.
Que o Senhor nos ajude e nos dê um entendimento que nunca tivemos antes.
Amado Senhor, perdoa-me.
Amado Senhor, queremos apenas pedir que, pelo Teu Espírito, Tu nos toques nesta noite. Todos nós estamos numa guerra. Todos nós estamos em conflito. Senhor, por toda parte ao nosso redor vemos evidências de que o inimigo está agindo.
Mas, querido Senhor, queremos Te dizer que a nossa confiança e a nossa fé estão em Ti. Tu és Aquele que disse:
Sobre esta rocha edificarei a Minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Senhor, queremos Te dizer que a nossa fé e a nossa confiança estão em Ti. Quando o inimigo vem como uma inundação, Tu podes fazer com que o Espírito de Deus levante um estandarte contra ele.
Faze isso, ó Senhor, e ajuda-nos. Ajuda-nos a aprender como travar essa guerra, como buscar-Te juntos e como usar essas chaves — a Tua autoridade — da maneira correta.
Senhor, ouve-nos. Nós nos entregamos a Ti. Que esta palavra, proferida em fraqueza, encontre, pelo Teu Espírito, um lugar em nosso coração. Pedimos isso em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.