Enquanto esperava diante do Senhor por este momento, senti que provavelmente era da vontade do Senhor que considerássemos a vida de Samuel. Não poderemos abordar toda a sua vida, mas gostaríamos de considerar os seus primeiros anos.
Samuel ocupa um lugar muito importante na Bíblia porque foi um instrumento de Deus para marcar a transição entre épocas. Deus o usou para mudar os tempos, passando da época dos juízes à época dos reis.
Quando os filhos de Israel saíram do Egito, Deus os conduziu a Canaã, a terra prometida. Mas, por causa de sua infidelidade, eles não conseguiram ocupar toda a terra prometida.
Em vez disso, vemos que os inimigos que estavam no meio deles e ao seu redor os oprimiam de tempos em tempos. Deus teve misericórdia deles. Quando clamavam ao Senhor, o Senhor os ouvia e enviava juízes para libertá-los de seus inimigos.
Mas, mesmo enquanto os juízes estavam presentes, os filhos de Israel não voltavam verdadeiramente ao Senhor. Todo o livro de Juízes é um livro de opressão e avivamento. Por causa de sua infidelidade, Deus permitia que seus inimigos os oprimissem. Quando estavam sob opressão, clamavam ao Senhor, e Deus lhes mostrava misericórdia e levantava um juiz para libertá-los.
Mas, mesmo enquanto o juiz ainda estava vivo, eles já desobedeciam a Deus. Deus levantava juízes, mas a condição deles não melhorava.
Segundo Atos 13:20, desde os dias dos juízes até o tempo de Samuel, passaram-se cerca de quatrocentos e cinquenta anos. Durante esses quatrocentos e cinquenta anos, eles estiveram sob opressão por mais de cem anos.
A época dos juízes foi uma medida emergencial de Deus para o Seu povo; não era o propósito permanente de Deus para o Seu povo. Diante da emergência, Deus levantava juízes para libertá-los por algum tempo.
De modo geral, durante a época dos juízes, nenhum juiz governou toda a nação de Israel. Os filhos de Israel não estavam unidos como uma só nação. Na verdade, chegaram a lutar uns contra os outros. Em certa ocasião, a tribo de Benjamim quase foi aniquilada.
Não apenas isso, mas vemos que sua condição espiritual não melhorava. Seus livramentos eram temporários.
O pensamento de Deus para o Seu povo era que eles fossem uma nação unida e um povo que desse testemunho de Deus. Mas, sob os juízes, isso nunca foi alcançado.
Deus queria lhes dar um rei. Quando vocês leem o livro de Juízes, encontram várias vezes este comentário do Espírito Santo:
Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.
Como não havia rei, não havia ninguém que os unificasse, ninguém que os conduzisse a Deus e ninguém que representasse Deus para ajudar o Seu povo. Cada um fazia o que parecia certo aos seus próprios olhos. Essa foi a condição durante aqueles quatrocentos e cinquenta anos.
Deus queria mudar aquela época. Ele queria passar da época dos juízes à época dos reis, para que a Sua vontade permanente para o Seu povo pudesse ser cumprida.
Era da vontade de Deus abençoar o Seu povo e trazê-lo para Si. Isso só poderia acontecer sob o governo dos reis. Mas, para realizar essa mudança, Deus estava procurando um instrumento.
Deus pode fazer tudo o que deseja. Ele pode fazer tudo sozinho. Mas é do Seu agrado encontrar alguém na terra que concorde com Ele, que esteja disposto a cooperar com Ele e que Ele possa usar para realizar essa mudança.
Finalmente, depois de quatrocentos e cinquenta anos, Deus encontrou esse instrumento em Samuel. É por isso que Samuel é tão importante na Palavra de Deus.
Agora, irmãos e irmãs, por que queremos considerar a história de Samuel? Não é porque queremos rever a história do passado. Lembramos que tudo o que foi registrado é para a nossa advertência, para nós, sobre quem os fins dos séculos chegaram.
Irmãos e irmãs, somos o povo que vive no tempo do fim. Estamos vivendo às portas de outra mudança.
Temos vivido na era da graça há quase dois mil anos. Deus amou tanto o mundo que demonstrou Sua compaixão e misericórdia para conosco e enviou Seu Filho unigênito, nosso Senhor Jesus, a este mundo.
Há cerca de dois mil anos, Deus enviou Seu Filho unigênito a este mundo. Enquanto esteve nesta terra, Ele nos revelou o Deus que devemos conhecer.
Para nos salvar, Ele foi à cruz em nosso lugar. Ele Se tornou o Cordeiro de Deus. Tomou sobre Si os pecados deste mundo e, ali na cruz, morreu por nós, para que a graça de Deus viesse sobre nós.
Todo aquele que crê Nele não perecerá, mas terá a vida eterna. Esse evangelho tem se espalhado ao longo dos séculos. Todo aquele que crê em Jesus Cristo como o Filho de Deus, como o Cristo que Deus enviou ao mundo, será salvo.
Temos vivido nesta era da graça há cerca de dois mil anos. Mas Deus vai mudar os tempos.
A Bíblia nos diz que um dia nosso Senhor Jesus voltará. Quando Ele voltar, julgará o mundo. Ao mesmo tempo, receberá para Si a Sua própria noiva — isto é, aqueles que creem Nele.
Todos os sinais nesta terra nos mostram que esse dia está cada vez mais próximo. Queridos irmãos e irmãs, sabemos que vivemos no fim do tempo do fim.
O dia da graça logo passará, e o dia da justiça virá sobre esta terra. Nosso Senhor Jesus voltará a este mundo e estabelecerá Seu reino nesta terra. A justiça será a norma daquela era.
Para a mudança desta época, aplica-se o mesmo princípio. Deus está procurando instrumentos de transição entre épocas: pessoas que compartilhem os sentimentos de Deus, que estejam dispostas a se entregar a Ele, que tragam a vontade de Deus a esta terra e que Ele possa usar para mudar os tempos.
Mas há uma diferença. Em vez de usar um indivíduo, como Samuel, hoje Deus vai usar um instrumento coletivo: um grupo de pessoas que Deus escolheu e elegeu, que Ele pode usar para realizar essa transição.
Vocês se lembram da primeira vinda de nosso Senhor Jesus. Quando Deus estava para trazer Seu Filho a este mundo, há dois mil anos, Ele também procurava instrumentos assim, que marcassem a transição entre épocas.
Quando vocês leem os Evangelhos, encontram pessoas como Zacarias e Isabel, que Ele encontrou. Esse casal idoso amava a Deus e temia a Deus. Deus pôde usá-los para trazer ao mundo João Batista, o precursor de nosso Senhor Jesus, para preparar o caminho do Senhor.
Ao mesmo tempo, havia uma virgem chamada Maria, e Deus pôde usá-la para trazer ao mundo Seu Filho amado.
No templo, havia Simeão e também Ana. Naquele tempo, havia algumas pessoas que realmente esperavam a vinda do Messias e preparavam o Seu caminho. Por meio dessas pessoas, o Filho de Deus foi trazido a este mundo.
Agora, quanto à segunda vinda de nosso Senhor Jesus, o Senhor vem em breve. Ele tem procurado instrumentos assim: pessoas que preparem a chegada do Rei, instrumentos de transição entre épocas.
Queridos irmãos e irmãs, vemos que a vida de Samuel é muito importante para nós, porque nela podemos aprender os princípios pelos quais Deus levanta instrumentos de transição entre épocas.
Pela graça de Deus, que sejamos instrumentos assim, que Deus possa usar.
Nesta noite, consideraremos o nascimento de Samuel: como esse instrumento de transição entre épocas veio ao mundo. Por favor, abram no primeiro capítulo de 1 Samuel.
Não podemos ler o capítulo inteiro, por isso leremos apenas algumas partes. Mas espero que depois vocês leiam o capítulo por conta própria. Começaremos em 1 Samuel 1:9.
Então, Ana se levantou, depois que comeram e beberam em Siló; e Eli, o sacerdote, estava assentado numa cadeira, junto a um pilar do templo do Senhor.
Ela, pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente.
E votou um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da Tua serva, e de mim Te lembrares, e da Tua serva Te não esqueceres, mas à Tua serva deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.
Agora, a história começa com Ana. Ana significa graça. Entre os hebreus, os nomes têm significado, assim como entre os chineses: quando os pais dão um nome, geralmente ele traz algum significado.
Essa mulher, cujo nome era Ana, era uma mulher graciosa. Era uma mulher que temia a Deus, uma mulher boa e piedosa.
Mas, infelizmente, ela era estéril. Antigamente, especialmente sob a lei, Deus prometia muitos filhos àqueles que O temiam.
Nos tempos do Antigo Testamento, as bênçãos de Deus eram físicas e materiais, porque os filhos de Israel eram o povo terreno de Deus. Se uma mulher temesse a Deus, Ele a abençoaria com muitos filhos. Mas, se uma mulher não pudesse ter filhos, era considerada amaldiçoada por Deus.
Mas aqui encontramos um caso muito estranho. Ana era uma mulher piedosa e, no entanto, não conseguia ter um filho. Por outro lado, havia outra mulher que não era piedosa. Na verdade, era uma mulher ciumenta e zombadora, mas havia sido abençoada com muitos filhos.
Toda vez que a família ia a Siló para adorar o Senhor e comia e bebia diante Dele, Ana não conseguia comer, porque era sempre provocada por aquela mulher má.
Provavelmente aquela mulher perversa dizia: “Bem, você parece ser muito piedosa, mas veja: você não tem filho. Isso mostra que você é amaldiçoada por Deus”.
Todos os anos, quando iam à festa, Ana não conseguia comer. Parecia não haver solução.
Sem dúvida, Ana orava a Deus. Quando uma mulher piedosa enfrenta um problema, certamente ela ora a Deus. Ana deve ter orado, orado e orado.
Ela não conseguia entender por que parecia que Deus não agia conforme a Sua Palavra. Mas ela não se ressentia de Deus.
Muitas pessoas, quando pensam que Deus deveria fazer determinada coisa e Ele não a faz, ficam ressentidas com Deus. Mas Ana não. Ano após ano, ela era provocada, mas, ano após ano, orava. Ela orava para que Deus lhe desse uma resposta.
Enquanto orava, ano após ano, para que Deus lhe respondesse e lhe desse um filho, ela começou a se perguntar por que Deus não lhe respondia. Por que Deus a havia colocado em uma situação tão difícil, uma situação que traria vergonha tanto a Deus quanto a ela?
Mas, enquanto agonizava em oração, finalmente percebeu a razão pela qual Deus havia fechado o seu ventre. Deus tinha um propósito mais elevado para a sua vida.
Irmãos e irmãs, às vezes vocês podem estar em uma situação que não pode ser explicada. Pode parecer que aqueles que não temem a Deus são abençoados, enquanto aqueles que O temem são amaldiçoados. Pode parecer que Deus não age conforme a Sua promessa.
Vocês ficam ressentidos ou continuam esperando Nele? Se continuarem esperando Nele, descobrirão que Ele tem um propósito mais elevado para a vida de vocês, porque Ele os considera capazes de ser Seus instrumentos escolhidos.
Finalmente, certo ano, quando foram novamente ao templo para adorar a Deus, Ana foi mais uma vez provocada por aquela mulher perversa. Ela não conseguia comer, por isso se ajoelhou diante de Deus e orou.
Seus lábios se moviam, mas não se ouvia som algum. Ela orou:
Senhor, se me deres um filho, eu o devolverei a Ti. Eu o emprestarei a Ti, e, por toda a sua vida, não passará navalha sobre a sua cabeça.
Enquanto ela orava, o sacerdote Eli estava sentado ali perto. Ele percebeu que seus lábios se moviam, mas não se ouvia som algum, por isso a confundiu com uma mulher embriagada. Ele disse:
Até quando estarás tu embriagada?
Ana disse:
Não, eu sou uma mulher atribulada de espírito e estou orando a Deus.
Eli disse:
Que Deus responda às tuas orações.
Imediatamente, Ana se levantou, e a tristeza acabou. Ela creu em Deus: creu que Deus lhe daria um filho.
Irmãos e irmãs, os caminhos de Deus são mais altos que os caminhos do homem, e os pensamentos de Deus são mais altos que os pensamentos do homem. Deus age de maneira misteriosa para realizar Suas maravilhas. Àqueles que estão perto Dele, Ele revela o Seu pensamento.
De alguma forma, enquanto Ana orava e prevalecia em oração, o Senhor começou a lhe revelar o Seu pensamento: “Você está pedindo um filho, mas sabe que Eu também tenho uma necessidade? Estou procurando um instrumento de transição entre épocas, mas onde posso encontrá-lo? Você está disposta a ser aquela que trará esse instrumento ao mundo?”
“Eu fechei o seu ventre para que você possa trazer ao mundo um instrumento nascido de forma milagrosa: um filho que seja verdadeiramente dado por Deus. Esse filho será o instrumento que mudará os tempos.”
Graças a Deus, Ana começou a entender. Mais tarde, quando vocês leem a oração dela, percebem que ela entendeu. Ela estava disposta a ser aquele instrumento para trazer ao mundo um filho, não para si mesma, mas para o propósito de Deus.
Queridos irmãos e irmãs, foi assim que Samuel veio a este mundo. Ele não nasceu da maneira comum; nasceu por meio de um milagre. Nasceu pela intervenção direta de Deus.
Vamos aplicar isso a nós mesmos. Já dissemos que Deus está procurando instrumentos de transição entre épocas. Ele não pode encontrá-los na raça adâmica. Por quê? Porque o que é da carne é carne, e o homem natural não pode receber as coisas do Espírito, porque lhe parecem loucura.
Para levantar instrumentos assim, que marquem a transição entre épocas, é necessário um nascimento sobrenatural. Como Ele fará isso acontecer?
Graças a Deus, Ele primeiro enviou Seu Filho a este mundo para levar nossos pecados em Seu próprio corpo na cruz. Então, do Seu lado saíram sangue e água: sangue para nos redimir do pecado, e água e vida para nos dar vida.
A Bíblia diz:
O que é nascido do Espírito é espírito.
Quando Nicodemos veio ao Senhor Jesus, ele era um homem idoso, um rabino e uma pessoa respeitada pelos outros.
Ainda assim, foi humilde o bastante para vir ao Senhor. Veio à noite porque tinha medo dos outros fariseus, mas realmente tinha um coração que buscava. Veio ao Senhor Jesus desejando ser ensinado.
Nosso Senhor Jesus conhecia o coração dele, e o Senhor disse:
Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.
Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
Deus não pode usar o homem natural. Deus precisa fazer algo sobrenatural. Graças a Deus, se alguém crê no Senhor Jesus, nasce de novo. Nasce do alto; nasce do Espírito de Deus.
Queridos irmãos e irmãs, todos os que creem no Senhor Jesus têm um nascimento sobrenatural. Temos dois nascimentos: um natural e outro sobrenatural.
Como fomos trazidos a este mundo de maneira sobrenatural por meio do novo nascimento, em um sentido geral, todos nós somos chamados a ser instrumentos de transição entre épocas.
Mesmo antes da fundação do mundo, Deus já escolheu vocês em Cristo. Ele já determinou que vocês fossem Dele. Por causa disso, Ele os levou ao novo nascimento.
O novo nascimento não é simplesmente algo dado a vocês para desfrutarem. É claro que desfrutamos dessa nova vida. Mas lembrem-se: Deus nos levou ao novo nascimento para que um dia possa nos usar como instrumentos de transição entre épocas.
Ana orou:
Se me deres um filho, eu o devolverei a Ti, e não passará navalha sobre a sua cabeça.
Vocês entendem o que significa não passar navalha sobre a cabeça dele?
O sexto capítulo de Números é inteiramente dedicado à questão do voto de nazireu.
Quando Deus chamou os filhos de Israel para Si, ao pé do monte Sinai, conforme o registro no décimo nono capítulo de Êxodo, Deus revelou o Seu pensamento ao Seu povo redimido. Por que Deus libertou os filhos de Israel do Egito? Por que os trouxe para Si?
Deus disse:
Se diligentemente ouvirdes a Minha voz e guardardes a Minha aliança, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é Minha.
E vós Me sereis um reino sacerdotal e uma nação santa.
Isso significa que toda a nação tinha o privilégio de servir a Deus. Toda a nação deveria ser um testemunho de Deus.
Mas, infelizmente, quando Moisés subiu ao monte para receber a lei, ao pé do monte o povo transgrediu o mandamento de Deus. Eles adoraram um bezerro de ouro. Por causa disso, a nação de Israel foi desqualificada para servir a Deus.
Finalmente, Moisés se colocou à entrada do acampamento, porque o acampamento estava contaminado. Ele disse:
Quem é do Senhor?
Das doze tribos de Israel, apenas a tribo de Levi se colocou ao lado de Moisés.
Moisés ordenou que tomassem a espada e atravessassem o acampamento de uma porta à outra. Três mil foram mortos, e a tribo de Levi foi santificada.
Assim, Deus escolheu a tribo de Levi para servi-Lo e, dentre essa tribo, uma família — a família de Arão — para exercer o sacerdócio. Todos os demais filhos de Israel não estavam qualificados para servir a Deus.
Contudo, Deus concedeu o voto de nazireu. Qualquer pessoa das tribos de Israel, mesmo que não fosse da tribo de Levi, poderia fazer esse voto por um período: talvez trinta dias, sessenta dias ou um ano.
Durante os dias do voto, essa pessoa era nazireia. Como nazireu, havia três coisas que não podia fazer:
Se alguém morresse de repente ao seu lado, a cabeça do nazireu ficava contaminada. Ele precisava raspar a cabeça e, mais tarde, começar tudo de novo.
Esse era o voto de nazireu. Deus abriu uma porta para aqueles que realmente queriam dedicar sua vida a Ele. De qualquer tribo, homens ou mulheres, todos tinham esse privilégio. Mas, ao fazer esse voto, essas três coisas eram estritamente proibidas.
Na Bíblia, há alguns que foram nazireus por toda a vida. Samuel foi um deles. João Batista foi outro. Toda a vida deles foi dedicada a Deus.
Agora vamos trazer isso para o Novo Testamento. Irmãos e irmãs, vocês sabem que nasceram de novo? Seu segundo nascimento é sobrenatural, porque Deus os escolheu antes mesmo da fundação do mundo.
Seu novo nascimento é para Deus, não apenas para vocês mesmos. Ao mesmo tempo, vocês sabem que foram comprados por um preço? O sangue do Filho amado de Deus pagou o preço mais alto para comprá-los, para adquiri-los para Ele mesmo.
Pelo direito da redenção, vocês são nazireus por toda a vida. Vocês não têm o direito de viver para si mesmos. Quando são salvos, tendo sido comprados pelo preço do sangue de nosso Senhor Jesus, já não pertencem a si mesmos. Pertencem a Cristo.
Pelo direito da redenção, todos nós que nascemos de novo somos nazireus por toda a vida. Toda a nossa vida é dedicada a Deus. Não temos o direito de viver para nós mesmos.
Há uma diferença entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Quando Samuel nasceu, era nazireu por toda a vida e, graças a Deus, foi fiel ao voto de sua mãe.
Havia outro homem no Antigo Testamento, cujo nome era Sansão. Ele também nasceu para ser nazireu, mas foi infiel ao seu voto. Vocês se lembram de como ele perdeu o cabelo e perdeu a força. Ele foi infiel.
Nos tempos do Novo Testamento, pelo direito da redenção, todos nós somos nazireus por toda a vida. Deus tem todo o direito de nos reivindicar e dizer: “Vocês são Meus. Não têm o direito de viver para si mesmos. Vocês têm de Me servir. Têm de viver para Mim”.
Deus pode fazer isso, mas não o fará. Ele nos persuadirá com compaixão, com misericórdia e com amor.
Deus diz: “Eu comprei vocês, mas os deixo livres. Ainda assim, o Meu amor os constrange, e vocês desejam fazer o que Eu quero?”
Há uma história dos tempos antigos nos Estados Unidos, quando havia mercados de escravos. Certo dia, uma menina estava à venda, e as pessoas começaram a dar lances por ela. A menina chorava.
Em meio às lágrimas, ela tentava olhar para aqueles que davam os lances. Todos os rostos eram terríveis, e ela sentia que realmente não havia esperança. Mas, de repente, um homem entrou e deu o lance mais alto. Ele comprou a menina.
A menina não ousava olhar para ele. Mas, depois de comprá-la, o homem chamou um ferreiro e pediu que retirasse os grilhões dela.
Então disse à menina: “Eu comprei você para libertá-la. Agora você está livre para ir embora”. O homem começou a se afastar.
A menina esperou um pouco. Quando viu que o homem estava indo embora, de repente correu atrás dele e disse: “Eu quero ser sua escrava”.
Irmãos e irmãs, é isso que Deus está fazendo com vocês e comigo. Ele tem todo o direito de reivindicá-los para Si, mas lhes diz que estão livres.
É por isso que muitos dos que nasceram de novo ainda vivem para si mesmos. Deus não forçará a vontade de vocês. Ele respeita a vontade de vocês.
Ele quer que apresentemos voluntariamente o nosso corpo como sacrifício vivo. Vocês se lembram de Romanos 12:1:
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto espiritual.
Queridos irmãos e irmãs, o amor de Cristo constrange vocês? Quando vocês pensam Naquele que morreu por vocês, não podem viver para si mesmos. Precisam viver para Aquele que morreu e vive por vocês.
Somos nazireus, mas estamos vivendo como nazireus? Vamos considerar as três coisas proibidas no voto de nazireu.
Primeiro, nada que venha da videira. Vocês se lembram de quando nosso Senhor Jesus disse:
Eu sou a videira verdadeira.
Se Ele é a videira verdadeira, todas as outras videiras são falsas.
Por que o nazireu era proibido de consumir qualquer coisa que viesse da videira? Essas coisas representam os prazeres do mundo. Representam a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida.
Em outras palavras, quem é nazireu está separado do mundo. Não permitirá que o mundo o contamine.
Não ameis o mundo, nem o que no mundo há.
Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
Irmãos e irmãs, vocês sabem que são nazireus? Por que estão se conformando com o mundo?
E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Segundo, nenhuma navalha sobre a cabeça. Em outras palavras, não tentem embelezar a si mesmos. Não pensem em si mesmos.
Na Escritura, o cabelo comprido representa submissão e obediência. Não tentem embelezar a si mesmos, porque não há nada de bom em vocês — isto é, na sua carne. Aprendam a ser obedientes a Deus.
Terceiro, nunca se aproximem de um cadáver, nem mesmo do de alguém muito próximo de vocês. Isso significa que, aos olhos de Deus, a carne é como a morte, porque aquele que se ocupa das coisas da carne está morto.
Irmãos e irmãs, como nazireus, estamos separados do mundo. Não procuramos embelezar a nós mesmos; em vez disso, nosso Senhor é a nossa Cabeça. Estamos separados de tudo o que procede da carne, para que possamos viver uma vida dedicada ao nosso Deus.
Samuel nasceu nazireu e foi fiel em sua vida de nazireu. É por isso que Deus pôde usá-lo como instrumento de transição entre épocas.
Queridos irmãos e irmãs, aqueles que Deus pode usar para preparar a chegada do nosso Rei são os que são fiéis como nazireus: aqueles que estão separados do mundo, que permitem que o Senhor seja sua Cabeça e que levam sua carne à cruz.
Essas são as pessoas que Deus pode usar como instrumentos de transição entre épocas. Que o Senhor tenha misericórdia de nós.
Não pensem que Deus escolhe apenas alguns para serem instrumentos de transição entre épocas. Na verdade, isso depende de como respondemos à eleição e ao chamado de Deus.
Que a graça de Deus venha sobre todos nós, para que nos ofereçamos a Ele e para que Ele possa nos usar para preparar a chegada do Rei. Não há honra maior.
Querido Senhor, queremos Te agradecer por nos salvares. Obrigado porque nos salvaste para Ti mesmo, para que possas nos usar para mudar os tempos.
Senhor, queremos nos unir a Ti. Tu és nossa Cabeça, nosso Redentor e nosso Senhor. Que possamos nos entregar a Ti e aprender a viver a vida de um nazireu, para que a Tua vontade seja feita na terra como no céu.
Pedimos em nome de nosso Senhor Jesus. Amém.